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Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Disciplina Psicologia da Personalidade III cód: 2207 Prof. Dr. Fábio Jesus Miranda Unidade IV.

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1 Universidade Católica de Goiás Departamento de Psicologia Disciplina Psicologia da Personalidade III cód: 2207 Prof. Dr. Fábio Jesus Miranda Unidade IV

2 FIXAÇÃO Todo indivíduo humano, está marcado por experiências infantis. A fixação da libido no processo de desenvolvimento psicossexual se refere: Ao fato da libido permanecer organizada segundo a estrutura característica de uma das suas fases evolutivas e buscar reproduzir este modo de satisfação, a subsistência inalterada de certos esquemas de comportamento que o indivíduo pode tornar a utilizar. A fixação pode ser manifesta ou latente

3 Para Freud, as condições da fixação são de duas espécies: fatores históricos:(História de vida) influência do núcleo familiar, satisfação excessiva, frustração, trauma, etc. fatores constitucionais: componente pulsional parcial pode ter uma força maior do que outra; A fixação estabelece as posições sobre as quais vai operar-se a regressão que encontramos nas neuroses, nas perversões e nas psicoses.

4 REGRESSÃO Processo de organização libidinal do sujeito que confrontado com frustrações intoleráveis retorna a fase anterior de sua vida libidinal, ali se fixando e tentando encontrar uma satisfação fantasmática. Retorna a uma etapa de desenvolvimento já ultrapassado. A regressão quanto à fase libidinal e uma regressão na evolução do ego.

5 IdadeEstágios de organização da libido Nosologia 1.Recalque da realidade e regressão do Eu 2.Investimento narcísico maior que investimento objetal 3.Princípio do prazer 1Oral primáriaEsquizofrenia 2 Oral tardio (canibalístico) Melancolia Mania Sádico anal primário Paranóia Linha divisória entre os estágios pré-genitais e genitais 3 1.Recalque e regressão pulsional 2.Investimento objetal maior que investimento narcísico 3.Princípio de Realidade Sádico anal secundárioNeurose Obsessiva 4 5 FálicaHisteria 6 7 a 10Latência 11 12GenitalNormalidade Desenvolvimento da libido e nosologia

6 Estruturações psíquicas Pouco a pouco, a partir do nascimento (e sem dúvida antes), o psiquismo do indivíduo se organiza em função: da constituição hereditária, do modo de relação com os pais, desde os primeiros momentos da vida, das frustrações, dos traumas e dos conflitos encontrados, das defesas utilizadas pelo Ego para resistir às pressões internas e externas (das pulsões do Id e da realidade) Pela integração destes fatores, chega-se, assim, a uma verdadeira estrutura estável cujos dois modelos específicos são representados pela estrutura neurótica e pela estrutura psicótica.

7 Na estrutura neurótica: 1. o Ego se organiza em torno do genital e do Édipo; 2. o conflito se situa entre o Ego e as pulsões, 3. o recalcamento das representações pulsionais domina as outras defesas; 4. a libido objetal se encontra em causa 5. e o processo secundário conserva um papel eficaz, respeitando a noção de realidade.

8 Na estrutura psicótica: 1. O eu se organiza em torno do pré-genital antes do édipo. 2. uma recusa (e não um recalcamento) incide sobre toda uma parte da realidade 3. a libido narcisista predomina, o objeto é fortemente desinvestido 4. o processo primário domina, com seu caráter imperioso, imediato, automático, 5. Surge, segundo as formas clínicas, todo um leque de defesas arcaicas do Ego.

9 PONTO DE VISTA GENÉTICO Em uma primeira etapa, os estados iniciais do Ego da criança ficariam ainda mais ou menos indiferenciados, sem estrutura estável. Em uma segunda etapa, as linhas de força, determinadas pêlos conflitos, pelas frustrações, pêlos efeitos das pulsões e da realidade, pelas defesas do Ego e suas reações aos impulsos internos e externos, começariam a se orientar para a constituição de uma estrutura autêntica. Em uma terceira etapa, chegar-se-ia, enfim, a uma verdadeira estrutura (compensada ou não). Nesse momento, do mesmo modo que na cristalização de uma substância mineral, as linhas de clivagem se encontrariam sólida e definitivamente constituídas, e não poderiam mais variar.

10 Princípio de Cristal Do mesmo modo que, quando um cristal mineral se quebra, ele não pode fazê-lo senão de acordo com as linhas de força preestabelecidas, quando uma estrutura neurótica se descompensa, ela não pode dar nascimento senão a uma neurose e, quando uma estrutu ra psicótica se descompensa, isso não pode dar lugar a não ser a uma psicose. Se atirarmos ao chão um cristal, ele se parte, mas não em pedaços ao acaso. Ele se quebra, segundo linhas de clivagem, em fragmentos cujos limites, embora fossem invisíveis estavam predeterminados pela estrutura do cristal. Os doentes mentais são estruturas partidas e fissuradas do mesmo tipo. (Freud, 1933)

11 As Séries Complementares Freud estabelece três séries complementares como fatores coadjuvantes na etiologia do adoecimento psíquico: 1. a disposição constitucional; 2. as experiências dos primeiros cinco anos de vida; e 3. as circunstâncias de vida do sujeito na sua vida adulta. As duas primeiras séries compõem a disposição da cada ser humano para a neurose/psicose, mas não são determinantes a priori de qualquer distúrbio que a pessoa possa vir a ter. a terceira série complementar está relacionada com os acidentes e vicissitudes que a vida oferece, e é fundamental na formação dos sintomas, na sua relação dialética com a disposição.

12 ACIDENTES E VICISSITUDES DA VIDA DO ADULTO

13 O normal Em comparação ao cristal, o normal seria sobretudo um sujeito que traz consigo a quantidade suficiente de fixações conflitivas (linhas de clivagem exteriormente invisíveis) para ser tão doente quanto muitas pessoas, mais que não teria encontrado, em seu caminho: dificuldades internas e externas superiores a seu equipamento afetivo hereditário e adquirido, E as suas faculdades defensivas e adaptativas permitiriam um arranjo bastante flexível : de suas necessidades pulsionais, de seus processos primário e secundário, tanto em um plano pessoal como em um plano social, levando satisfatoriamente em conta a realidade.:

14 Quando um sujeito que corresponde a uma ou outra estrutura não está submetido a provas interiores ou exteriores demasiado fortes, a traumas afetivos, a frustrações ou a conflitos demasiado intensos, ele se mantém estável, organizado e não adoece. Mas se, na seqüência de um evento, o sujeito vier a se descompensar (o "cristal" vier a se romper), isso só poderá ocorrer de acordo com as linhas de ruptura preestabelecidas na idade precoce. O sujeito de estrutura neurótica não poderá desenvolver senão uma neurose, e o sujeito de estrutura psicótica senão uma psicose. Da mesma maneira, inversamente, tomados em tratamento a tempo e corretamente cuidados, o primeiro sujeito não poderá se encontrar novamente em boa saúde a não ser como estrutura neurótica de novo bem compensada, e o segundo apenas como estrutura psicótica novamente bem compensada.

15 2a. Tópica do Aparelho Psíquico REALIDADE ID SUPEREGO EU Polo Pulsional Princípio de prazer Príncipio de realidade Polo defensivo presonalidade Ética Imperativos Morais Crítica

16 A tese principal da psicopatologia derivada da psicanálise freudiana é de que as neuroses e as psicoses se originam nos conflitos do ego com as suas diversas instâncias governantes A tese principal da psicopatologia derivada da psicanálise freudiana é de que as neuroses e as psicoses se originam nos conflitos do ego com as suas diversas instâncias governantes A neurose e a psicose refletem um fracasso ao funcionamento do ego, que se vê em dificuldades para reconciliar todas as várias exigências feitas a ele. A neurose e a psicose refletem um fracasso ao funcionamento do ego, que se vê em dificuldades para reconciliar todas as várias exigências feitas a ele. Em primeiro lugar, o desfecho de todas as situações desse tipo indubitavelmente dependerá de considerações econômicas das magnitudes relativas das tendências que estão lutando entre si. Em primeiro lugar, o desfecho de todas as situações desse tipo indubitavelmente dependerá de considerações econômicas das magnitudes relativas das tendências que estão lutando entre si.

17 Neurose correspondem a um conflito entre o ego e o id Neuroses Narcísicas correspondem a um conflito entre o ego e o superego Psicoses correspondem a um conflito entre o ego e o mundo externo.

18 O Quadro de uma Neurose. Em vinculação com a diferenciação proposta no trabalho O Ego e o Id (1923), Freud diz ter lhe ocorrido uma fórmula simples que trata daquilo que talvez seja a mais importante diferença genética entre uma neurose e uma psicose: a neurose é o resultado de um conflito entre o ego e o id, ao passo que a psicose é o desfecho análogo de um distúrbio semelhante nas relações entre o ego e o mundo externo.

19 Constata-se o fato de que o ego tomou o partido do superego. Segundo Freud: O ego entrou em conflito com o id, a serviço do superego e da realidade, e esse é o estado de coisas em todas as neuroses. Realidade Ego X ID Superego

20 Mecanismos da Psicose Os exemplos de psicose apontam para um distúrbio no relacionamento entre o ego e o mundo externo. Os exemplos de psicose apontam para um distúrbio no relacionamento entre o ego e o mundo externo. O ego se dissocia do mundo externo o motivo dessa dissociação do mundo externo é alguma frustração muito séria de um desejo, por parte da realidade frustração que parece intolerável. o novo mundo é construído de acordo com os impulsos desejosos do id;

21 O efeito patogênico depende de o ego, numa tensão conflitual desse tipo, permanecer fiel à sua dependência do mundo externo e tentar silenciar o id, ou ele se deixar derrotar pelo id e, portanto, ser arrancado da realidade. O efeito patogênico depende de o ego, numa tensão conflitual desse tipo, permanecer fiel à sua dependência do mundo externo e tentar silenciar o id, ou ele se deixar derrotar pelo id e, portanto, ser arrancado da realidade.Realidade ID Ego X Superego

22 O Quadro das Psiconeuroses Narcísicas Podemos provisoriamente presumir que tem de haver também doenças que se baseiam em um conflito entre o ego e o superego. A melancolia é um exemplo típico desse grupo de doenças. Ego X Superego (recriminador, depreciador)


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