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05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 1 A PÓS-MODERNIDADE CONCEITUAÇÃO: O movimento da cultura que rejeita.

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1 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 1 A PÓS-MODERNIDADE CONCEITUAÇÃO: O movimento da cultura que rejeita os valores da modernidade e vê com desconfiança os princípios racionais supostamente universais, desenvolvidos na época do iluminismo

2 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 2 Contraste Valores da ModernidadeValores da Pós-modernidade O absolutoO relativo A unidadeA diversidade O objetivoO subjetivo O esforçoO prazer O passado/futuro (trajetória) O presente A razãoO sentimento A éticaA estética

3 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 3 - A pós-modernidade traz o descentramento do homem, do sujeito, traz identidades híbridas, locais e globais, efêmeras sobre tudo. É a cultura do efêmero, da destruição criativa, do tudo que é sólido se desfaz no ar.... Há aqui uma crise do sujeito.

4 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 4 Para Gianni Vattino (2001) a chamada "pós-modernidade" aparece como uma espécie de Renascimento dos ideais banidos e cassados por nossa modernidade racionalizadora. Esta modernidade teria terminado a partir do momento em que não podemos mais falar da história como algo de unitário e quando morre o mito do Progresso. É a emergência desses ideais que seria responsável por toda uma onda de comportamentos e de atitudes irracionais e desencantados em relação à política e pelo crescimento do ceticismo face aos valores fundamentais da modernidade. Estaríamos dando Adeus à modernidade, à Razão (Feyerabend) Quem acredita ainda que "todo real é racional e que todo real é racional"(Hegel)? Que esperança podemos depositar no projeto da Razão emancipada, quando sabemos que se financeiro submetido ao jogo cego do mercado? Como pode o homem ser feliz no interior da lógica do sistema, onde só tem valor o que funciona segundo previsões, onde seus desejos, suas paixões, necessidades e aspirações passam a ser racionalmente administrados e manipulados pela lógica da eficácia econômica que o reduz ao papel de simples consumidor. VATTINO, V. O fim da modernidade. São Paulo: Martins Fontes, 2001?

5 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 5 Vivemos na sociedade da imagem (...)cultura dominada por imagens, onde a mídia tem um papel fundamental na produção de narrativas que criam um universo de ilusão. O "espetáculo" midiático atinge as diversas esferas sociais, produzindo uma "realidade à parte" ou o "hiper-real", (BAUDRILLARD,1997)

6 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 6 A cultura pós-moderna,(...) interfere profundamente na cognição e na constituição da subjetividade: produz-se assim "tipos de pessoas" que incorporam em seu cotidiano a substituição da realidade pelo espetáculo.(...) "

7 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 7 MUDANÇAS SOCIOLÓGICAS DE NOSSO TEMPO 1. Impacto da mídia e da globalização 2. Cultura da imagem e os seus valores: felicidade, riqueza e juventude 3. A aceleração da história: conflito entre gerações 4. Alienação e passividade 5. Consumismo como fonte de valoração 6. Incerteza social e econômica

8 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 8 A doença da era moderna era a histeria, onde ocorria a teatralização do sujeito incapaz de suportar tanta repressão, originada no conflito endopsíquico. Freud funda a psicanálise graças às histéricas que lhe insinuam um gozo impossível. O mal-estar da cultura pós-moderna é mais complexo, os sintomas subjetivos se pulverizaram no disfarce coletivo, parecendo que estamos todos bem, tal como auto-enganava o personagem de Marcelo Mastroianni, no filme italiano de mesmo nome. O mal-estar pós-moderno é visível e trivial, expressado na linguagem do cotidiano do trabalho compulsivo, muitas vezes vendido como se fosse lazer ou ócio criativo, que gera stress, a perversão, a depressão, a obesidade, o tédio.

9 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 9 As mudanças encontradas no cotidiano e na cultura são também encontradas nas pessoas a fragmentação das linguagens, do sujeito, e ausência de historicidade

10 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 10 Separação tempo-espaço é essencial para entender a fase atual. EX: telefone celular – golpe de misericórdia simbólico na dependência em relação ao espaço. Pode-se estar distante e próximo ao mesmo tempo. Tempo é mais central que espaço.

11 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 11 Se o consumo é um dos elementos estruturantes das relações sociais e das identidades, não se limita apenas ao que habitualmente denominamos como espera do consumo.

12 05/05/2009 Centro Univeritário Franciscano Curso de Jornalismo Sociologia da Comunicação 12 Crise do sujeito? -tudo que é sólido se desfaz no ar.... a cultura pós-moderna é descentrada e heteróclita, materialista, pornô e discreta, renovadora e retro, consumista e ecologista, sofisticada e espontânea, espetacular e criativa. Ao diversificar as possibilidades de eleger, ao anular os pontos de referência, ao destruir os sentidos únicos e os valores superiores da modernidade, coloca em marcha uma cultura personalizada ou feita sob medida...


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