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O mundo atravessa um momento de transição, onde todos os valores tradicionais são colocados na berlinda, contestados, mas sem que ainda se tenha um.

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3 O mundo atravessa um momento de transição, onde todos os valores tradicionais são colocados na berlinda, contestados, mas sem que ainda se tenha um novo paradigma ou novas propostas para substituir o modelo anterior.

4 O conhecimento tecnológico dobra a cada dois anos, as possibilidades oriunda do conhecimento científico abrem perspectivas de tal amplitude que não se domina toda a informação hoje disponível.

5 O domínio da informação adquire o status de fonte maior do poder. Quem tem esse domínio e velocidade de disponibilizá-la, Tem o Poder.

6 O capitalismo se MAQUIA no paradigma chamado Neoliberalismo, e num conceito denominadoGlobalização impõe, praticamente sem resistência, o domínio do capital transnacional, sem pátria, sem bandeira e sem escrúpulos.

7 A falta de critérios justos na movimentação das riquezas oriundas do capital sem pátria, coloca hoje toda a economia mundial em profunda crise, fazendo antever um fim próximo do neoliberalismo, ou ainda, o surgimento de uma nova antítese (Duas Idéias).

8 No chamado processo deGlobalização, somos massificados, doutrinados a acreditar que esse processo é bom e inevitável. Rapidamente passamos a aceitar que o que é bom para os outros é bom para nós.

9 Na massificação preconizada pelaGlobalização, arma sofisticada doNeoliberalismo, somos constantementeMediocrizados, e ao mesmo tempo convencidos de que o medíocre não terá vez no processo produtivo. Pior ainda, passamos a nos conformar com tal situação, a aceitarmos que somos medíocres.

10 No processo de Globalização, começamos a perder nossa identidade, como pátria, como nação, como povo.

11 No campo do comportamento, também a sociedade se encontra num momento de indefinição, de incertezas. A revolução sexual se perdeu na contestação, pelo abuso, pelo uso indiscriminado, pela sua falta de objetivo. Na sexualidade, o rumo foi perdido. Transita-se desde o conservadorismo e puritanismo hipócrita e exacerbado até a libertinagem indiscriminada. Os limites não são claros, tem-se sérios problemas, que vão desde a gravidez de adolescentes até a AIDS, inclui aqui as DROGAS. A mídia, especialmente a televisiva, valoriza extremamente a sensualidade e o erotismo, colocando isso para consumo de todas as idades.

12 Também somos convencidos a adotar comportamentos sociais padronizados, estereotipados, que nos são vendidos pelos meios de comunicação como sendo normais, da vida real, do dia-a-dia. O aético, o amoral, o malandro, são revestidos da Boa Vida, da boa comida, dos carros importados, das belas casas e paisagens, como status de elevação social, e aceitos como Normais.

13 A violência é banalizada nos meios de comunicação, especialmente a violência entre jovens. Passamos a consumir a violência no noticiário, na hora do almoço, na hora da janta, na hora do bate-papo familiar. Pouco a pouco vamos absorvendo a violência como parte de nossa vida. A violência acaba se tornando natural e próspera, porque a impunidade transforma o anormal em normal.

14 O comportamento dos pais, perdidos entre a repressão do passado e a liberdade dos novos tempos, não estabelece mais os limites adequados aos filhos. A transgressão começa pela aceitação das pequenas travessuras infantis, que evoluem em intensidade e gravidade, sem que os pais se importem. Quando tentam o limite é tarde.

15 Na busca da interação social, em casa é difícil pelas dificuldades do mundo moderno, o jovem busca a proteção da turma, da gangue, o que o leva a uniformização, a padronização, a mediocridade da média padronizada. A turma cobra o preço da proteção, que é a aceitação e repetição do comportamento da tribo, a aceitação de que aquilo é correto, que os errados são os que daquela forma não procedem. Na turma, o senso crítico é abafado.

16 ADOLESCÊNCIA Síndrome da Adolescência Normal (SNA) 1. Busca de si mesmo e da identidade 2. A tendência grupal 3. Necessidade de intelectualizar e fantasiar 4. Crises religiosas 5. A vivência do tempo 6. A sexualidade 7. Atitude social reivindicatória 8. Condutas contraditórias 9. Separação progressiva dos pais 10. Constantes flutuações do humor

17 1. Busca de si mesmo e da identidade –Processo de Busca. –Formulação da auto-imagem. –Autodefinição corporal e psicológica. –O Ambiente tende a criticá-lo pela sua inconstância e culpabilizá-lo.

18 2. A Tendência Grupal A IDENTIDADE GRUPAL resolução das ansiedades em relação à própria falta de referênciais. Modismos. Posições ideológicas e filosóficas.

19 3. Necessidade de intelectualizar e fantasiar O raciocínio evolui do concreto para o hipotético dedutivo. 4.Crises religiosas

20 5. A Vivência do Tempo Vivencia o tempo de forma peculiar. Dilatação do presente, afastamento da dimensão do passado e do futuro. Passado remoto e futuro longínquo.

21 6. A Sexualidade 7. Atitude Social reivindicatória Adolescente se percebe como parte de uma coletividade.

22 8. Condutas contraditórias Experimentação constante e desvios constantes dos objetivos originais. 9. Separação progressiva dos pais Ambivalência dos adolescentes entre situações de dependência e independência. Pais: Permissividade e Autoritarismo.

23 10.Constantes flutuações de humor O adolescente tende a ter polarizações tanto na linha da tristeza, irritabilidade, quanto da alegria.

24 A Adolescência é como um segundo parto. O filho nasce da família para entrar na sociedade.

25 COMO ENTENDERMOS TUDO ISSO E FAZER O MELHOR? O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade. Ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo pergunta se suas atitudes não violentarão as leis naturais. Faz aos outrens tudo o que desejara lhe fizessem. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

26 Não devemos nos conservar fora das leis da sociedade onde vivemos. Devemos viver com as pessoas da nossa época, como devem viver os homens. Somos chamados a estar em contato com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos.

27 Devemos ser joviais, alegres, porém essa alegria deve prover de uma consciência limpa.

28 Não consiste a virtude em assumirmos severo e lúgubre aspecto, em repelirmos os prazeres que a condição humana nos permite. Basta reportarmos todos os atos da nossa vida ao Criador, em guiarmos nossas atitudes pela justiça e pela caridade.

29 E O JOVEM, DE UM MODO GERAL O QUE DEVE FAZER ? Por ser jovem, tem tudo a construir, e construindo, pode mudar o mundo. Tem a obrigação de informar-se, de desenvolver o espírito crítico, de instruir-se. Deve viver intensamente a vida, sempre com o cuidado de não trombar com as Leis Naturais. Deve exercitar a paz, a paciência, a não violência, a dialética como sinalizador do trânsito entre diferentes opiniões e tendências.

30 Deve exercitar a mudança e a evolução constante, pela participação efetiva na sociedade, na escola, em casa e na casa espírita. Não pode calar-se com as injustiças, nem omitir- se na participação junto a sociedade. Não deve ter vergonha da exemplificação correta, nem do abandono da mediocridade. Deve usar a experiência dos mais velhos para facilitar a elaboração do seu projeto de vida, e ao mesmo tempo a ousadia da juventude para se propor um projeto mais ousado.

31 Deve ter a consciência e assumir a responsabilidade de que a mudança só é possível quando existe flexibilidade, quando a razão e a emoção se encontram numa mentalidade que ainda pode ser mudada, e que se dispõe a estar mudando, e que isto é uma característica do JOVEM.

32 E sem sombra de dúvida, o mundo só mudará para melhor, num caminho pacífico e controlado, se os jovens decidirem que irão mudá-lo dessa maneira, numa construção individual, que na evolução das gerações, levará à evolução e construção coletiva.

33 SEJAM FELIZES CEOS - IAM


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