A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

1 Perspectivas para a conjuntura econômica - 2009/2010 Por Tony Volpon – Economista – Chefe CM Capital Markets (com.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "1 Perspectivas para a conjuntura econômica - 2009/2010 Por Tony Volpon – Economista – Chefe CM Capital Markets (com."— Transcrição da apresentação:

1 1 Perspectivas para a conjuntura econômica /2010 Por Tony Volpon – Economista – Chefe CM Capital Markets (com ) (08/12/2008)

2 2 Diagnóstico da economia na era Lula Efeitos da crise internacional Perspectivas para 2009/2010 e opções de política econômica

3 3 A Economia Brasileira na era Lula - Houve um inegável aumento no crescimento econômico:

4 4 Média do crescimento econômico : 2.42% Média do crescimento econômico : 4.25% A questão é, porque, o que mudou?

5 5 Voltamos no tempo.... Quais as perspectivas para a economia 2001/2002 em diante? Péssimas!!!

6 6 Economia Brasileira (antes/pós crise da eleição): Final de 2001: Final de 2002: PIB: 1.31% 2.66% Inflação (IPCA): 7.67%12.53% Selic: 19%25% Risco país: 830 pontos básicos1425 pontos básicos Expectativa de Crescimento para 2002 (Focus): 2.4% para 2003 (Focus): 1.94% Em resumo, tudo ia muito mal, e o governo Lula sinalizava com o aprofundamento das políticas de FHC (ex. aumento da meta superávit fiscal)

7 7 Mas, havia algo que poucos tinham notado: o inicio do maior ciclo de altas nos preços das matérias primas desde 1970s:

8 8 Quais os efeitos sobre a economia brasileira do maior boomde commodities em 40 anos? 1.Como o boom gera efeitos de renda e de patrimônio, afetando a demanda agregada; 2.Como o boom afetou as contas externas, e como isso afeta a oferta agregada

9 9 Efeito sobre a demanda...ou Quem ganha com o boom? Primeiro, os donos desses recursos, e de duas formas distintas? 1.Efeito de renda: Gera caixa/lucro maior por unidade vendida; 2.Efeito patrimonial (acelerador financeiro): Valorização do valor presente da produção futura permite novas operações de crédito, novos investimentos, oferta inicial de ações (IPOs), etc.

10 10

11 11 Segundo, o governo:

12 12 Finalmente, os trabalhadores: Ganham pelo aumento no rendimento....

13 13 Crédito: Aumento da oferta poupança externa, e disposição do sistema financeiro de se alavancar mais devido a percepção de queda do risco sistêmico, leva a forte crescimento do crédito:

14 14 Esquematicamente, podemos representar os efeitos assim:

15 15 +COMMODITIES CAPITALISTA GOVERNO EFEITO RENDA EFEITO RIQUEZA TRIBUTAÇÃO

16 16 Mas esses efeitos iniciais geram efeitos secundários sobre o resto da economia, como podemos ver no seguinte esquema:

17 17 +COMMOD CAPITA LISTA GOV. EFEITO RENDA EFEITO RIQUEZA TRIBUTAÇÃO FUNCIONALISMO TRANSFERÊNCIA DE RENDA TRABALHA DORES CONSUMO + RENDA INVESTIMENTO + DEMANDA POR TRABALHO

18 18 Como que o boom afetou as contas externas, e como isso afeta a oferta agregada. Houve uma mudança no dinamismo do crescimento, que passou das exportações para os investimentos:

19 19 Isso porque o boom, pela apreciação do câmbio, permite a aquisição de bens de capitais importados a um preço menor, como em maior quantidade:

20 20 O resultado disso tudo é um aumento na taxa de crescimento da oferta agregada/potencial da economia. A taxa que podemos crescer sem gerar problemas de inflação e de balança de pagamentos.

21 21 Conclusões: No inicio do governo Lula, as perspectivas de crescimento eram ruins. Não havia nenhum fator interno apontando uma aceleração do crescimento. Mas, no final de 2001, se inicia o maior boom nos preços e na demanda por commodities em pelo menos 40 anos. Isso gera vários efeitos benéficos na economia: 1.A demanda agregada aumenta via efeitos de renda, patrimônio e de credito; 2.A oferta agregada aumenta via maior capacidade de importar e investir. - Tudo isso aumenta a taxa de crescimento em potencial da economia

22 22 Efeitos da crise internacional Como que a crise vai afetar os fatores que condicionam o crescimento econômico? Resposta: Os mesmos fatores que ajudaram a aumentar a demanda e oferta agregada estão agora indo ao contrário. A crise externa agora impõe uma nova realidade/restrições: 1.Forte queda nos preços e demanda (quantum) das nossas exportações; 2.Forte queda no fluxo de capital externo para investimentos financeiros e diretos. Isso é equivalente a um choque negativo de oferta e demanda.

23 23 A oferta agregada cai porque com menos receita (em dólares) de exportação, teremos que importar menos, o que diminui tanto o consumo como os investimentos. A menor entrada de recursos também diminui o nível de investimentos. Ao mesmo tempo, a desvalorização cambial encarece o preço em Reais dos bens de capitais importados, diminuído os investimentos e o crescimento da oferta futura. A demanda agregada cai porque a renda real dos trabalhadores cai e, no caso atual, há restrição ao crescimento do crédito.

24 24 Setores mais afetados pela crise: Setor automotivo/autopeças Alumínio Papel e Celulose Siderurgia/mineração Construção civil Produtores de bens de capitais

25 25 Reação do governo Lula e opções de política econômica Governo tem agido de forma contraditória na crise; de um lado, tem insistido que a crise não vai pegar pesado na economia; e do outro pede por medidas como se o Brasil estivesse entrando em recessão... Fato: O Brasil não está enfrentando um processo recessivo como os EUA. Fato: Mas, as novas restrições externas diminuem a taxa sustentável de crescimento. Qual a tarefa da política econômica?

26 26 A restrição de oferta já está ocorrendo via restrição externa. No curto prazo a tarefa da política econômica é conduzir a queda de demanda agregada pra torná-la compatível com a nova realidade externa.A tarefa não é a de sustentar um nível de demanda incompatível com a oferta, gerando posteriormente problemas de inflação e na balança de pagamentos. No longo prazo, procurar aumentar a oferta agregada SEM contar com um boom de matérias-primas ou uma bolha de crédito/fluxo de capitais.

27 27 A questão que se impõe hoje é ONDE e QUANDO vai acontecer a queda de demanda? Infelizmente a queda de demanda cai principalmente sobre os investimentos e não parece que agora será muito diferente Não parece haver disposição de cortar gastos correntes; 2.A forte depreciação cambial deve diretamente afetar os níveis de investimento como gerar forte stress patrimonial sobre as empresas e investidores: -- O governo pode ser credor em moeda estrangeira, mas isso é porque o setor privado é fortemente devedor! A volatilidade atual do câmbio é um forte, e desnecessário, multiplicador do atual choque negativo de oferta.

28 28 E o longo prazo? O maior risco para a economia brasileira nessa crise não é uma forte recessão em 2009, mas voltarmos para as medíocres taxas de crescimento do período anterior... Como crescer sem forte incremento de poupança externa? Como crescer sem ter o setor de commodities liderando o processo? Lição final: o BOOM e as bolhas permitiram o Brasil crescer por um breve período de tempo sem ter completado suas reformas. Ou voltamos a retomar as reformas, ou vamos voltar a crescer de forma medíocre. A escolha é nossa....

29 29 Muito Obrigado!


Carregar ppt "1 Perspectivas para a conjuntura econômica - 2009/2010 Por Tony Volpon – Economista – Chefe CM Capital Markets (com."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google