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A descrição Se uma pessoa não tem palavras para descrever algo, isso significa que aquilo não era importante. Ou então que era importante demais para ser.

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Apresentação em tema: "A descrição Se uma pessoa não tem palavras para descrever algo, isso significa que aquilo não era importante. Ou então que era importante demais para ser."— Transcrição da apresentação:

1 A descrição Se uma pessoa não tem palavras para descrever algo, isso significa que aquilo não era importante. Ou então que era importante demais para ser descrito em palavras. Edgard Z. Friedenberg, sociólogo americano

2 Descrição X Narração Na narração ocorre uma sequência de fatos que se desenrolam no tempo de tal forma que os personagens vão sofrendo transformações à medida que os acontecimentos sucedem. X Na descrição não há essa sucessão de acontecimentos no tempo, de sorte que não haverá transformação de estado da pessoa, coisa ou ambiente que está sendo descrito, mas sim a apresentação pura e simples do estado do ser descrito em um determinado momento

3 As meninas

4 Os retratos de Velázquez são uma mistura única e fascinante de qualidades por vezes contraditórias: grandeza e realismo, intimidade e afastamento. Isso pode ser explicado, em parte, por seu cargo de pintor da corte de Filipe IV da Espanha. Como cortesão de grande sucesso, na vida real Velázquez decerto precisou observar e manipular exatamente estas qualidades no ambiente intenso e artificial de uma poderosa corte real. As meninas são o seu retrato mais completo e intrigante. Ao centro está a filha do rei, a infanta Margarita, de cinco anos de idade, ladeada por suas damas de honra – as meninas que dão título ao quadro. Porém Velázquez cria um jogo elaborado e artificial com nossa percepção e com as relações no retrato. À esquerda ele representou a si mesmo, pintando uma grande tela; mas por que ele está ali, o que haverá atrás da tela? Não pode ser o retrato da infanta, já que ele está atrás dela. A resposta está no espelho no fundo do salão.

5 Ele reflete o rei e a rainha, que portanto, devem estar posando para Velázquez. A pequena infanta veio ao salão para ver os pais. Velázquez inverteu todas as regras e expectativas formais, e assim fez um comentário sutil sobre toda a arte do retrato e sobre o papel e status do artista. CUMMING, Robert. Para entender a arte. Ática: São Paulo, 1996.

6 A descrição verbal A descrição verbal também trabalha com imagens, que são representadas por palavras devidamente organizadas em frases. Essas imagens podem ou não vir associadas a informações. Por meio da enumeração de detalhes e da relação de informações, dados e características, vai-se construindo a imagem verbal daquilo que se pretende descrever. Não se resume à enumeração pura e simples. É essencial revelar traços distintivos, ou seja, aquilo que distingue o objeto descrito dos demais.

7 Uma observação: Dificilmente um texto é exclusivamente descritivo (isso ocorre em catálogos, manuais e demais textos instrucionais). O mais comum é haver trechos descritivos inseridos em textos narrativos ou dissertativos.

8 O ponto de vista Posição que escolhemos para melhor observar o ser ou objeto que vamos descrever. Além da posição física, é fundamental a atitude, ou seja, a predisposição psicológica que temos com relação àquilo que vamos descrever. O ponto de vista (físico e psicológico) que adotarmos acabará determinando os recursos expressivos (vocabulário, figuras, tipo de frase) que utilizaremos na descrição. O ponto de vista físico vai determinar a ordem da apresentação dos detalhes que deve se dar progressivamente.

9 O ponto de vista Descrição de pessoa: podemos passar uma visão geral e depois a visão dos detalhes: olhos, nariz, boca, sorriso, o que o sorriso revela(inquietação, ironia, desprezo, desespero...), o tom de sua voz etc. Descrição de objeto: além da imagem visual, outras referências sensoriais, como as táteis, as auditivas, as olfativas etc. Descrição de paisagens ou de ambientes: não se deve estar limitado a uma visão geral. É preciso ressaltar detalhes que não são percebidos só pela visão.

10 Descrição objetiva X descrição subjetiva Descrição subjetiva: ponto de vista pessoal, impressão particular, imagem vaga e imprecisa (juízos de valor) Descrição objetiva: imagem concreta e definida. Um tipo de descrição objetiva é a descrição técnica, que procura transmitir a imagem de um objeto através de uma linguagem técnica, com vocabulário preciso, normalmente ligado a uma área da ciência ou da tecnologia. Linguagem denotativa.

11 A gramática da descrição Predominam as frases nominais, as orações centradas em predicados nominais; os adjetivos ganham expressividade tanto na função de adjunto adnominal quanto na de predicativo; os períodos são curtos e prevalece a coordenação; quando há subordinação, predominam as orações adjetivas. Um recurso comum às descrições é a comparação, daí o uso constante do conectivo como. Por não trabalhar com a sucessão temporal, os verbos aparecem ou no presente (como as coisas são no momento da fala), ou no pretérito, com predomínio do imperfeito (como as coisas eram quando o descritor as percebeu); quando há um marco temporal no passado é possível o emprego do mais-que- perfeito.

12 Exemplo: O bosque chileno Ao pé dos vulcões, junto aos ventisqueiros, entre os grandes lagos, o fragrante, o silencioso, o emaranhado bosque chileno... Os pés afundam na folhagem morta, um ramo quebradiço crepita, os gigantescos raulíes levantam sua estatura encrespada, um pássaro da selva fria atravessa o ar, esvoaça e se detém entre as ramagens sombrias – e logo, de seu esconderijo, soa como um oboé... O aroma selvagem do loureiro e o aroma obscuro do boldo me penetram pelas narinas até a alma...O cipreste das Guaitecas intercepta meus passos... É um mundo vertical: uma nação de pássaros, uma multidão de folhas... Tropeço em uma pedra, escarvo a cavidade descoberta, e uma aranha imensa de pelo vermelho me olha fixamente, imóvel, grande como um caranguejo. Um besouro dourado me lança sua emanação mefítica enquanto desaparece como um relâmpago seu gracioso arco-íris... Ao passar, atravesso um bosque de fetos muito mais altos do que eu; caem em meu rosto sessenta lágrimas de seus verdes olhos frios e atrás de mim ficam por muito tempo agitando seus leques... Um tronco podre, que tesouro!... Fungos negros e azuis deram-lhe orelhas, plantas parasitas vermelhas cobriram-nos de rubis, outras plantas preguiçosas emprestaram-lhes seus filamentos, e brota, veloz, uma cobra de suas entranhas podres como uma emanação, como se do tronco morto lhe escapasse a alma...

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