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POEMA Sete Quedas, Sete Anões e Um Dragão. Eram sete, Sete Quedas catarinas a correr... Arco-íris feito água em mil saias de filó... Sete notas dançarinas:

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Apresentação em tema: "POEMA Sete Quedas, Sete Anões e Um Dragão. Eram sete, Sete Quedas catarinas a correr... Arco-íris feito água em mil saias de filó... Sete notas dançarinas:"— Transcrição da apresentação:

1 POEMA Sete Quedas, Sete Anões e Um Dragão

2 Eram sete, Sete Quedas catarinas a correr... Arco-íris feito água em mil saias de filó... Sete notas dançarinas: Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó.

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4 Eram sete, Sete Quedas e sete anões brincalhões - cambalhotas de ternura banhos de espuma e luar - Tudo Assim continuaria... Mas vejam só o que aconteceu à plena luz do dia:

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6 Fortes estrondos estremeceram a terra e aterrorizados tremeram Quedas, cores e anões Quedas cores e anões

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8 O motivo de tanto medo ninguém ao certo sabia... Seria ogro ou trovão quem trovejava ou grunhia? Seria britadeira ou trator O que a terra estremecia?

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10 No meio da fumaceira, no meio de tanto pó o tal bicho, coisa ou gente surgiu com fúria de furacão, bafo quente de dinamite, força de ogro e jeito de dragão

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12 O dragão, que por tal nome passou a ser conhecido, cercava as Quedas de armadilhas cavava túneis e labirintos embaixo da terra, onde sete celas capturariam as Sete Quedas.

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14 Eram sete, Sete Quedas lamentando seu destino arco-íris feito pranto ondulado de pavor Eram sete, Sete Quedas com sete dias contados de música, cor e sol.

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16 Eram sete, sete anões em plena luta amada - com mãos de espuma e uma lua cheia assustada - contra o dragão que queria somente para si... as Sete Quedas bem enterradas.

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18 Chegou o dia tão aguardado pelo dragão invasor. As sete celas embaixo da terra ficaram prontas a espera... das Sete Quedas que acorrentadas e à viva força arrastadas por sete chaves foram chaveadas.

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20 As Sete Quedas enclausuradas uniram prantos e choraram tanto, de forma tal, que a própria terra morta de tristeza comoveu-se toda e novamente em convulsões estremeceu.

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22 Eram sete, Sete Quedas que nunca mais viram o sol, Sete Quedas afogadas que a mão de aço do dragão prendeu. Sete poços de pranto que a região toda alagou.

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24 O tal dragão que nunca soube olhar firme para o chão, foi visto afundar por inteiro, com sete chaves na mão numa das fendas profundas, que a terra violentada abriu.

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26 Eram sete, sete anões que partiram sem nenhum rumo... Pé por pé, passo a passo, pensando alto... desapressando o passo. Eram seresteiros dos sete ventos que marcavam o descompasso do pensar alto e o lento passo.

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28 O lamento dos sete anões, o vento por onde foi espalhou. E os sete cantos do mundo hoje comentam também, a história das Sete Quedas que os sete anões queriam bem: Eram sete, Sete Quedas...

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30 Referência KIRINUS, G. Sete quedas, sete anões e um dragão. Curitiba: Editora Braga, 1997.


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