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OFICINA II: Onde você estava?. Objetivo da Oficina: -Contribuir para a formação de um leitor autônomo e crítico Objetivos Específicos: -Promover leituras.

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1 OFICINA II: Onde você estava?

2 Objetivo da Oficina: -Contribuir para a formação de um leitor autônomo e crítico Objetivos Específicos: -Promover leituras desafiem os alunos nas aulas de geografia. -Articular o uso de imagens aos diversos tipos de textos, a fim de tornar os conteúdos geográficos mais significativos para os alunos. -Contribuir para a formação de leitores críticos a partir dos conteúdos da geografia escolar.

3 Justificativa: A leitura e suas diferentes linguagens auxiliam na formação e desenvolvimento dos alunos autônomos, independente da série e modalidade em que eles se encontram. O trabalho com a leitura pode possibilitar o desenvolvimento de momentos interdisciplinares na escola, que de forma contextualizada, pode levar os alunos a novas descobertas, a formas diferenciadas de ver o mundo e compreender as suas transformações.

4 Conteúdos Básicos: -Formação e transformação das paisagens naturais e culturais. -Dinâmica da natureza e sua alteração pelo emprego de tecnologias de exploração e produção. -A formação, localização, exploração e utilização dos recursos naturais.

5 I - Leitura de imagens

6 Sugestão I: Iniciar a leitura da obra Sete Quedas, Sete Anões e um Dragão pelas imagens/ilustrações do livro, sem os textos, de forma que os alunos possam opinar sobre a possível temática das ilustrações fazendo alguns questionamentos, como: O que você entende desse título? O que são as Sete Quedas? O que é um Dragão? Sobre o que o texto trata? Que tipo de texto será este?

7 Após leitura das imagens serão distribuídas cópias do texto que compõe o livro para os alunos lerem e interagirem com a história. Para tanto, sugerimos algumas provocações: Do que fala o texto? Quem eram as Sete Quedas? Quem era o dragão? Porque sua mão de aço aprisionou as quedas? Qual era o lamento dos anões? Existe alguma relação entre a ficção apresentada pela autora e algum fato real que tenha acontecido no Paraná? Qual idéia a autora tentou mostrar através dessa história?

8 Sugestão II : Considerando a possibilidade de trabalhar com alunos do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos, sugere-se a apresentação de imagens das Sete Quedas, antes, durante e depois da inundação. Sem revelar a localização ou o que as imagem representam, questionar os alunos: Onde é esse lugar? O que mudou? Por que mudou? O poema, Adeus a Sete Quedas de Carlos Drummond de Andrade também pode ser utilizado para complementar a discussão, visto que o mesmo foi publicado pelo Jornal do Brasil em 9 de Setembro de 1982, época do fechamento das comportas de Itaipu.

9 II - Leitura de poemas: Glória Kyrinus Carlos Drummond de Andrade

10 Sete Quedas, Sete Anões e Um Dragão Eram sete, Sete Quedas catarinas a correr... Arco-íris feito água em mil saias de filó... Sete notas dançarinas: Si Lá Sol Fá Mi Ré Dó. Eram sete, Sete Quedas e sete anões brincalhões - cambalhotas de ternura banhos de espuma e luar - Tudo Assim continuaria... Mas vejam só o que aconteceu à plena luz do dia:

11 Fortes estrondos estremeceram a terra e aterrorizados tremeram Quedas, cores e anões Quedas cores e anões O motivo de tanto medo ninguém ao certo sabia... Seria ogro ou trovão quem trovejava ou grunhia? Seria britadeira ou trator O que a terra Estremecia?

12 No meio da fumaceira, no meio de tanto pó o tal bicho, coisa ou gente surgiu com fúria de furacão, bafo quente de dinamite, força de ogro e jeito de dragão O dragão, que por tal nome passou a ser conhecido, cercava as Quedas de armadilhas cavava túneis e labirintos embaixo da terra, onde sete celas capturariam as Sete Quedas.

13 Eram sete, Sete Quedas lamentando seu destino arco-íris feito pranto ondulado de pavor Eram sete, Sete Quedas com sete dias contados de música, cor e sol. Eram sete, sete anões em plena luta amada - com mãos de espuma e uma lua cheia assustada - contra o dragão que queria somente para si... as Sete Quedas bem enterradas.

14 Chegou o dia tão aguardado pelo dragão invasor. As sete celas embaixo da terra ficaram prontas a espera... das Sete Quedas que acorrentadas e à viva força arrastadas por sete chaves foram chaveadas. As Sete Quedas enclausuradas uniram prantos e choraram tanto, de forma tal, que a própria terra morta de tristeza comoveu-se toda e novamente em convulsões Estremeceu.

15 Eram sete, Sete Quedas que nunca mais viram o sol, Sete Quedas afogadas que a mão de aço do dragão prendeu. Sete poços de pranto que a região toda alagou. O tal dragão que nunca soube olhar firme para o chão, foi visto afundar por inteiro, com sete chaves na mão numa das fendas profundas, que a terra violentada abriu.

16 Eram sete, sete anões que partiram sem nenhum rumo... Pé por pé, passo a passo, pensando alto...desapressando o passo. Eram seresteiros dos sete ventos que marcavam o descompasso do pensar alto e o lento passo. O lamento dos sete anões, o vento por onde foi espalhou. E os sete cantos do mundo hoje comentam também, a história das Sete Quedas que os sete anões queriam bem: Eram sete, Sete Quedas...

17 Adeus a Sete Quedas Sete quedas por mim passaram, e todas sete se esvaíram. Cessa o estrondo das cachoeiras, e com ele a memória dos índios, pulverizada, já não desperta o mínimo arrepio. Aos mortos espanhóis, aos mortos bandeirantes, aos apagados fogos de Ciudad Real de Guaira vão juntar-se os sete fantasmas das águas assassinadas por mão do homem, dono do planeta.

18 Aqui outrora retumbaram vozes da natureza imaginosa, fértil em teatrais encenações de sonhos aos homens ofertadas sem contrato. Uma beleza-em-si, fantástico desenho corporizado em cachões e bulcões de aéreo contorno mostrava-se, despia-se, doava-se em livre coito à humana vista extasiada. Toda a arquitetura, toda a engenharia de remotos egípcios e assírios em vão ousaria criar tal monumento.

19 E desfaz-se por ingrata intervenção de tecnocratas. Aqui sete visões, sete esculturas de líquido perfil dissolvem-se entre cálculos computadorizados de um país que vai deixando de ser humano para tornar-se empresa gélida, mais nada.

20 Faz-se do movimento uma represa, da agitação faz-se um silêncio empresarial, de hidrelétrico projeto. Vamos oferecer todo o conforto que luz e força tarifadas geram à custa de outro bem que não tem preço nem resgate, empobrecendo a vida na feroz ilusão de enriquecê-la.

21 Sete boiadas de água, sete touros brancos, de bilhões de touros brancos integrados, afundam-se em lagoa, e no vazio que forma alguma ocupará, que resta senão da natureza a dor sem gesto, a calada censura e a maldição que o tempo irá trazendo?

22 Vinde povos estranhos, vinde irmãos brasileiros de todos os semblantes, vinde ver e guardar não mais a obra de arte natural hoje cartão-postal a cores, melancólico, mas seu espectro ainda rorejante de irisadas pérolas de espuma e raiva,

23 passando, circunvoando, entre pontes pênseis destruídas e o inútil pranto das coisas, sem acordar nenhum remorso, nenhuma culpa ardente e confessada. (Assumimos a responsabilidade! Estamos construindo o Brasil grande!) E patati patati patatá...

24 Sete quedas por nós passaram, e não soubemos, ah, não soubemos amá-las, e todas sete foram mortas, e todas sete somem no ar, sete fantasmas, sete crimes dos vivos golpeando a vida que nunca mais renascerá.

25 IV - Vídeo da TV Sinal: III – Reportagem da TV Sinal:

26 3- Leitura... IV - Música: SETE QUEDAS Autor: Leontamar Valverde Moço a nossa história é fácil contar somos de onde a terra sumiu, virou mar, inundou todo lugar. A vida que era a roça e a tapera, crianças sadias no banho de rio, a escutar a cachoeira do lugar.

27 3- Leitura... Canta canta cachoeira teu derradeiro cantar canta canta cachoeira do interior do Paraná, canta canta cachoeira que vontade de chorar, misturar as minhas lágrimas com as águas do lugar.

28 3- Leitura... Lembrando o trem que trouxe a gente pra cá, da alma a tristeza começa a brotar, e lembrar, das belezas do lugar. E nós na favela a nos favelar, os filhos nas ruas a esmolar, no peito a cachoeira do lugar.

29 3- Leitura... Canta canta cachoeira teu derradeiro cantar canta canta cachoeira do interior do Paraná, canta canta cachoeira que vontade de chorar, misturar as minhas lágrimas com as águas do lugar. E quando enfim o homem necessitar, vai encontrá-la sufocada, lá dentro, daquele mar..

30 3- Leitura... Canta canta cachoeira teu derradeiro cantar canta canta cachoeira do interior do Paraná, canta canta cachoeira que vontade de chorar, misturar as minhas lágrimas com as águas do lugar.

31 MÍDIA E GEOGRAFIA

32 As mídias auxiliam no entendimento dos conteúdos geográficos, cabendo ao professor o papel de mediador do trabalho com as mídias de forma que os alunos façam as possíveis relações das informações trazidas pelas mesmas com as diferentes escalas de análise.

33 Faria (2011) discute a importância do uso da mídia impressa na escola, destaca que um dos papéis do professor é estabelecer laços entre a escola e a sociedade. Ao trabalhar com jornais e revistas tem-se a possibilidade de levar o mundo e suas atualidades para a escola.

34 Ainda segundo Faria (2011), há necessidade de não deixar-se enganar pelo mito da objetividade, no qual muitas pessoas acreditam que tudo que é publicado/mostrado na mídia impressa ou televisiva é verdade.

35 Considerando que as mídias são produzidas em contextos sociais, econômicos e políticos específicos, não sendo isentas de neutralidade, elas podem traduzir os interesses/interpretações de seus proprietários/autores, o que nem sempre condiz com a realidade, por isso, ressalta-se a importância da leitura crítica das mesmas.

36 Katuta (2009, p.55) afirma que [...] nenhuma produção humana é neutra, como somos essencialmente seres políticos, nossas produções também, o são, portanto, podem ser usadas a serviço da dominação ou transformação social. O aluno, enquanto leitor também não é neutro, pois traz para a leitura de textos, jornais, revistas, imagens e vídeos uma bagagem de conhecimentos prévios/vivências/experiências adquiridas no decorrer da vida que interferem na sua percepção/compreensão.

37 O uso de diferentes jornais e revistas que tragam notícias e matérias sobre um mesmo tema, pode contribuir para a diferenciação entre fato e versão visto que pode-se existir diferentes versões para um mesmo fato/acontecimento, o que é importante para que aluno possa confrontar as fontes, desenvolvendo a leitura crítica, emitindo seus próprios valores sobre os contextos evidenciados pela mídia (FARIA, 2011).

38 V - Mídia impressa e on-line:

39

40 Relação das notícias selecionadas: -A estréia do colosso. Revista Veja; -Em lenta agonia: As Sete Quedas já são uma corredeira. Revista Veja; -Salto para trás: Guaíra saiu do mapa de turismo do Brasil. Revista Veja; -Acampamento Ecológico Quarup. Jornal Nosso Tempo; - Cerimônia do Adeus: as águas do lago de Itaipu vão cobrir as sete quedas. Revista Veja; -Belo Monte é o símbolo do fim das instituições ambientais no Brasil. IHU; -Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos. G1; -Ministério Público do Pará teme conflito em Belo Monte. Folha Online.

41 VI - Atividade sobre as mídias selecionadas: -Dividir os alunos em grupos, no caso 6, de mesmo número de integrantes. -Cada grupo receberá uma copia de notícia ou reportagem retirada de jornal, revista ou internet que aborde questões relacionadas a Usina de Itaipu ou Belo Monte. -Cada grupo deverá realizar a leitura e análise da notícia ou reportagem.

42 -Cada grupo deverá elaborar um cartaz sintetizando os principais aspectos trazidos pelas reportagens, que serão afixados na sala de aula, em pontos distintos. -Faz-se uma redivisão dos integrantes dos grupos, da seguinte forma: Primeiro grupo: Um integrante de cada grupo anterior (1, 2, 3, 4, 5 e 6); Segundo grupo: Outro integrante de cada grupo anterior; e assim por diante. -A socialização dos resultados ocorrerá em pequenos grupos que vão rodando pela sala de aula onde os cartazes estão afixados.

43 VII - Vídeos:

44 VIII - Livro Didático e debate: Após a leituras das notícias impressas e vídeos, selecionar um texto do Livro Didático sobre as fontes de energia no Brasil e as transformações ocorridas na natureza para obtê-las. Depois, da leitura do texto selecionado, os alunos serão divididos em dois grupos: um favorável e outro contra a construção de Usinas Hidrelétricas no Brasil (destacando a situação atual de Belo Monte). Os grupos argumentarão verbalmente e ao final da discussão, sintetizarão os prós e os contras em um painel.

45 IX - Leitura, análise e discussão de texto de fundamentação teórica. Livro: Geografia e Mídia Impressa

46 Referências: DRUMMOND, C. Adeus Sete Quedas. Disponível em: Acesso em: 05 jan FRANCO, P.; TEIXEIRA, H. Cerimônia do Adeus: as águas do lago de Itaipu vão cobrir as sete quedas. Revista Veja, São Paulo, nº 733, de 22 de Setembro de 1982, p. 70 até 76. GRATÃO, L. H.; JR. MARANDOLA, E. M. (org). Geografia e Literatura: ensinos sobre geograficidades, poética e imaginação. Londrina: EDUEL, JUSTE, M.; OLIVEIRA, M. Belo Monte será hidrelétrica menos produtiva e mais cara, dizem técnicos. Disponível em: sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html. Acesso em: 17 fev http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/04/belo-monte- sera-hidreletrica-menos-produtiva-e-mais-cara-dizem-tecnicos.html. Acesso em: 17 fev KAERCHER, N. A. Ler e escrever a geografia para dizer a sua palavra e construir o seu espaço. In.: NEVES, I. C. B et al. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, p KATUTA, A. M. Geografia, linguagens e mídia impressa. In: KATUTA, A. M. (Org.) Geografia e mídia impressa. Londrina: Moriá, 2009, p KIRINUS, G. Sete quedas, sete anões e um dragão. Curitiba: Editora Braga, 1997.

47 LUCHETE, F. Ministério Público do Pará teme conflito em Belo Monte. Disponível em: conflito-em-belo-monte.shtml. Acesso em: 17 fev conflito-em-belo-monte.shtml. Acesso em: 17 fev MARANDOLA JR., E.; GRATÃO, L.H.B. Geograficidade, poética e imaginação. In: MARANDOLA JR., E.; GRATÃO, L.H.B. (Orgs.) Geografia & Literatura: Ensaios sobre geograficidade, poética e imaginação. Londrina: EDUEL, 2010, P ORTEGA, A. M.; PELLOGIA, A. U. G.; SANTOS, F.S. A literatura no caminho da história e da geografia: práticas integradas com a língua portuguesa. São Paulo: Cortez, PILLAR, A.D. Leitura e releitura. In: PILLAR, A.D. A educação do olhar no ensino das artes. Porto Alegre: Mediação, 1999, P PONTUSCHKA, N. N.; PAGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. (Orgs.) Para ensinar e aprender Geografia. 1 ed. São Paulo: Cortez, REICHWALD JR. G. Leitura e escrita na geografia ontem e hoje. In.: NEVES, I. C. B et al. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, p.67-72

48 SANTOS, M. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Hucitec, SCHÄFFER, N. O Ler a paisagem, o mapa, o livro... Escrever nas linguagens da geografia. In.: NEVES, I. C. B et al. Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2004, p SOARES, R. Um golpe de Insensatez. Revista Veja. São Paulo, 28 de maio de 2008, nº 2062, p. 64 – 65. Acesso em 17 de Fev. De Acampamento Ecológico Quarup. Jornal Nosso Tempo, Foz do Iguaçu, 26 de agosto de 1982, ano 2, nº 51, p. 09. A estréia do colosso. Revista Veja, São Paulo, nº 747, de 29 de dezembro de 1982, p. 112 – 113. Belo Monte é o símbolo do fim das instituições ambientais no Brasil. Disponível em: instituicoes-ambientais-no-brasil-entrevista-especial-com-biviany-rojas-garzon. Acesso em: 17 fev instituicoes-ambientais-no-brasil-entrevista-especial-com-biviany-rojas-garzon. Acesso em: 17 fev Em lenta agonia: As Sete Quedas já são uma corredeira. Revista Veja, São Paulo, nº 738, de 27 de outubro de 1982, p Salto para trás: Guaíra saiu do mapa de turismo do Brasil. Revista Veja, São Paulo, nº 894, de 23 de outubro de 1985, p. 31.


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