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A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA NA ATUALIDADE: Os sentidos e significados da produção de um discurso!

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Apresentação em tema: "A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA NA ATUALIDADE: Os sentidos e significados da produção de um discurso!"— Transcrição da apresentação:

1 A PROBLEMÁTICA DA ÁGUA NA ATUALIDADE: Os sentidos e significados da produção de um discurso!

2 Texto publicado na revista "Crónicas de los Tiempos, de Abril de CARTA ESCRITA NO ANO 2070

3 Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma Antes, meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma Os assaltos por um bujão de água são comuns nas ruas desertas.

4 A aparência da população é horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozônio que os filtrava na atmosfera.

5 O governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137 m3 por dia por habitante adulto. Quem não pode pagar é retirado das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade, mas se pode respirar. A idade média é de 35 anos.

6 Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes.

7 Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Lhe falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse. O quanto nós éramos saudáveis! Ela pergunta-me: - Papai! Por que a água acabou? Então, sinto um nó na garganta! Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos. O quanto nós éramos saudáveis! Ela pergunta-me: - Papai! Por que a água acabou? Então, sinto um nó na garganta! Não posso deixar de me sentir culpado porque pertenço à geração que acabou de destruir o meio ambiente, sem prestar atenção a tantos avisos.

8 Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreenda isto......enquanto ainda é possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra!

9 Destaques da Carta de 2070 Um tom apocalíptico na abordagem sobre a escassez hídrica e a degradação ecológica Envelhecimento precoce, muitas doenças com desfiguração das pessoas e diminuição da expectativa de vida. Aumento da criminalidade na disputa pela água. Mutações genéticas devido á degradação ecológica e escassez hídrica. Controle e cobrança sobre o ar a ser respirado (Produção do terrorismo ambiental). A água como nova raridade. Uma responsabilização do Indivíduo pelos problemas da escassez hídrica.

10 Abordagens predominantes da EA sobre a água A responsabilização do individuo pelos problemas de degradação da água e pela definição de soluções, além de prescrições para o uso doméstico.

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14 O que se elimina da discussão! A grande disponibilidade de água doce que circula e está disponível para o consumo: cerca de km3. Dos km3 de chuvas que caem sobre os continentes, Km3 se evaporam dos lagos, das lagoas, dos rios, dos solos e das plantas (evapotranspiração). A água disponível para a vida é, pelo menos, desde o recuo da última glaciação entre 12 e 18 mil anos atrás, a mesma desde então até os nossos dias, com pequenas variações. OU SEJA: A Água é um dos recursos menos finitos no mundo. (...) Há limites locais ou regionais e problemas com qualidade e disponibilidade relativa, mas não há evidências da falta dágua global, como o discurso predominante veicula, inclusive nos projetos de EA.

15 O que se elimina da discussão! A dificuldade de acesso a água pela população de baixa renda e algumas consequências: 18% da população mundial não tem acesso a água potável, e milhares de crianças morrem na AL e África por ingerirem água contaminada. No mundo 3 bilhões de pessoas vivem sem saneamento básico. A distribuição desigual do uso da água e os desperdícios: 70% da água consumida é usada na agricultura, sendo que 60% desta água se perde na irrigação. São gastos 22% na indústria, e até 2025 a indústria irá requerer 24% de todo o consumo de água. Para produzir um quilo de trigo são gastos 900 litros de água. Para produzir um automóvel são gastos litros de água.

16 O que se elimina da discussão! Forte intervenção dos organismos multilaterais para pautar como a problemática da água deve ser tratada no mundo. Introdução de mecanismos de associação entre liberação de empréstimos e exploração de aquíferos nos países subdesenvolvidos. Predominância das leis de mercado para gerir os fornecimentos de água e privatização. Introdução de sistema pré-pago como é feito na telefonia celular.

17 O que se elimina da discussão! Retirada de torneiras públicas de determinadas áreas, onde a população não pode pagar. Proliferação de doenças pelo uso de água imprópria, pois não se pode pagar pela água privatizada. Aumento das tarifas e não atendimento adequado resultando em movimentos de resistência em alguns lugares: AS GUERRAS DA ÁGUA.

18 Exemplos das disputas pela água na Bolívia

19 Passeata para reestatização dos serviços de água

20 Apresentando o sistema pré-pago: Lucros Pré- assegurados para as operadoras

21 No lugar do hidrômetro instala-se um aparelho acoplado a uma central eletrônica que gerencia o consumo. O gerenciador, via telefone, fica ligado a central da companhia e a água é liberada através da senha que se tem acesso na compra do cartão de água. Quando acabam os créditos de água, o gerenciador deve ser recarregado. Caso o consumidor não tenha como comprar um cartão, imediatamente lhe é dado um crédito extra que vai ser descontado quando ele comprar o cartão. Quando esse crédito acaba, se não houver a compra do cartão, a água é cortada definitivamente. Países que já utilizam: África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Curaçao, Nigéria, Tanzânia, Suazilândia, Sudão, Malawi, Reino Unido (até 1998) e Namíbia.

22 CONSTITUIÇÃO DE UM MERCADO DA ÁGUA: Um mercado que gira em torno de 800 bilhões de dólares por ano, segundo o Banco Mundial. A Suez é a maior empresa atuando em 130 países, atendendo mais de 125 milhões de pessoas em serviços de água e 70 milhões em serviços de esgoto. Suez e Veolia (antiga Vivendi) detêm 70% do mercado mundial de água. Em terceiro lugar está a inglesa RWE-Thames Water cuja receita é de 59,9 bilhões de dólares, sendo 6% do mercado de água. Atende 50 países e aproximadamente 70 milhões de pessoas. Nestlé, Coca-Cola, Danone e Pepsi têm seus lucros elevados atuando nesse mercado explorando fontes hidrominerais para desmineralização parcial das águas e aromatizando águas.

23 Possíveis consequências do percurso apresentado acima 1 – A demonização do uso doméstico da água, que é considerado o causador de todos os problemas sobre a escassez hídrica. 2 – O encobrimento de que existe água doce disponível em larga escala. O problema está na diminuição da potabilidade da água e na falta de políticas para atender a demanda da população. 3 – A produção de um discurso de Escassez Absoluta. A escassez hídrica é relativa. 4 – A naturalização da mercantilização da água como solução para os problemas de acesso ao recurso hídrico, com a constituição de um lucrativo mercado de água. 5 – O encobrimento de práticas que eliminam pessoas do acesso a água e como conseqüência a proliferação de doenças. 6 – A desconsideração da existência de lutas sociais pelo acesso público a água de qualidade em diversas partes do mundo. 7 – O encobrimento do real: o grande desperdício da água está na agricultura e na industria.

24 QUESTÕES PARA REFLEXÃO O que é eliminado da discussão na temática que meu grupo está propondo? Quais as possíveis conseqüências de uma abordagem unilateral, como ocorre em diversos projetos de Educação Ambiental?

25 BIBLIOGRAFIA UTILIZADA BARLOW, Maude & CLARKE, Tony. O ouro Azul - como as grandes corporações estão se apoderando da água doce do nosso planeta. São Paulo. M. Books do Brasil editora p. CEMIG. A Água nossa de cada dia. (cartilha produzida e distribuída às escolas de educação básica do estado de Minas Gerais). s.d. 30p. COMIG. Águas minerais, qualidade que derrama elogios. In: COMIG: A mineração do século XXI. (revista da companhia mineradora de Minas Gerais) s. d. p. 14 FASE. Água: um direito ameaçado. In: 09 páginas. Acessado em 22/09/2005.www.fase.org.br/acervo_fase GONÇALVES, Carlos Walter Porto. O desafio ambiental. Rio de Janeiro. Editora Record p. RIO, Gisela Aquino Pires do & SALES, Alba Valeria de Souza. Os serviços de água e esgoto no estado do Rio de Janeiro: regulação e privatização. In: Geographia. Ano VI. Número 12. Rio de Janeiro p SILVA, Ana Cristina Mota. A produção do espaço urbano como negócio: Fortaleza da segunda metade do século XIX. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri & LEMOS, Amália Inês Geraiges. Dilemas Urbanos: Novas abordagens sobre a cidade. São Paulo. Editora Contexto p SWYNGEDOUW, Erik. Privatizando o H2O – transformando águas locais em dinheiro global. In: Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais. Volume 6. número 1. Rio de Janeiro. Maio de p


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