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A GRAVIDEZ NA ADOLESCENTE: PROF DR JOÃO LUIZ PINTO E SILVA

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Apresentação em tema: "A GRAVIDEZ NA ADOLESCENTE: PROF DR JOÃO LUIZ PINTO E SILVA"— Transcrição da apresentação:

1 A GRAVIDEZ NA ADOLESCENTE: PROF DR JOÃO LUIZ PINTO E SILVA
RISCOS E CUIDADOS PROF DR JOÃO LUIZ PINTO E SILVA FORUM UNICAMP Outubro 2006

2 ADOLESCÊNCIA Dados demográficos (2004) 6 bilhões- população mundial
1,2 bilhões de adolescentes 600 milhões de mulheres adolescentes 15 milhões de nascimentos/ano 10-20 % de todos os partos Não planejada 60%

3 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Brasil (maior coorte de adolescentes de todos os tempos) um milhão de gravidezes/ano partos/ano SUS fora do sistema 1ª causa de internação SUS 80% das internações MS 2000 38 milhões IBGE 2005 1/5 pop total

4

5 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
AGENDA SOCIAL ESTABELECE padrões de comportamento atribuições reservadas à juventude dificuldades em avaliar repercussões gravidez como símbolo de status Em dez anos, a parcela de grávidas da classe média cresceu 34%

6 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
BRASIL REPRODUZ FIGURA MUNDIAL REGIÕES E GRUPOS SOCIAIS - EDUCADOS + POBRES

7 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
PRECOCE INDESEJADA DESAFIO PARA A MAIORIA RISCO INOPORTUNA COMPROMETE PERSPECTIVAS DA SAÚDE INTEGRAL DA ADOLESCENTE E DESENVOLVIMENTO DA JUVENTUDE

8 CAUSAS RELACIONADAS À GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Capacidade reprodutiva precoce Amadurecimento sexual acelerado Estilo de vida Estímulos da mídia Casamento mais tardio

9 VARIAÇÃO DE IDADES ATRAVÉS DOS TEMPOS
10 20 30 1900 1920 1940 1960 1980 2000 Idade ao casamento Idade a menarca Idade (anos)

10 ANOS DE FERTILIDADE ANTES DO CASAMENTO
10 Menarca 30 12,5 24,3 11,8 anos 14,8 22,0 7,2 anos Casamento 1890 1988 Idade Fonte: Alan Gutmacher Institute, 1998

11

12 Estudo tipo CAP -Caism Unicamp
Estudar algumas características da prática e da função sexual Avaliar o conhecimento e a atitude em relação aos métodos anticoncepcionais Estudar o uso de métodos anticoncepcionais prévio a gravidez bem como os motivos para o não uso Determinar a associação de algumas características sócio- econômicas com o conhecimento e o uso de métodos anticoncepcionais Bello, Pinto e Silva, 2002

13 Uma proporção elevada de adolescentes usou MAC à primeira relação sexual. Houve um decréscimo de sua utilização, tendo um período curto entre o início da vida sexual e a gravidez As adolescentes grávidas têm conhecimento adequado em relação aos MAC e concordam com o seu uso durante o período da adolescência O uso de MAC antes da gravidez foi considerado inadequado e o principal motivo para a não utilização foi o desejo de engravidar

14 A falta de conhecimento da fisiologia reprodutiva pelas adolescentes grávidas foi evidência pela incapacidade de identificação do período fértil A religião, a idade e a classe sócio-econômica estão relacionadas ao conhecimento adequado dos MAC, enquanto a multiparidade a seu maior uso de antes da gravidez

15 GESTANTES ADOLESCENTES: CONHECIMENTO SOBRE REPRODUÇÃO E PERCEPÇÃO DE ACESSO
A SERVIÇOS DE SAÚDE Orientador: Prof. Dr. João Luiz Pinto e Silva Aluna: Ingrid de Lourdes Espejo Carvacho titulo Tese de Doutorado FCM – Unicamp-2005

16 Temas definidos para o estudo:
Conhecimento: Anatomia dos órgãos genitais femininos Fisiologia dos órgãos genitais femininos Fisiologia da reprodução

17 Temas definidos para o estudo:
Acesso ao serviço de saúde (FOREIT, 1999): Acesso geográfico Acesso econômico Acesso administrativo Acesso psicossocial Acesso à informação

18 SUJEITOS E MÉTODO Desenho do estudo Tamanho amostral
Corte transversal Tamanho amostral Calculada  156 adolescentes gestantes Realizada  200 adolescentes gestantes Seleção dos sujeitos Primigestas de 10 a 19 anos Primeira consulta de pré-natal no local da pesquisa Local da pesquisa Ambulatório da Mulher, Unidade Básica de Saúde do Município de Indaiatuba

19 Modelo feminino (Matilde)

20 Órgãos genitais femininos

21 Modelo do calendário

22 CONSIDERAÇÕES FINAIS- conhecimento
Alto percentual de adolescentes não programou a gravidez As adolescentes tinham um conhecimento insatisfatório sobre anatomia e fisiologia dos órgãos genitais femininos Quanto à fisiologia, mais de dois terços não souberam definir a ovulação, porém sabiam descrever a ejaculação. Poucas jovens souberam localizar o período fértil e nem sempre o relacionaram com a ovulação A gravidez não foi um fator determinante para o abandono escolar...

23 Exemplos de localização incorreta dos órgãos genitais

24 CONSIDERAÇÕES FINAIS-barreiras
Na percepção da maioria das adolescentes, não havia barreiras relevantes em relação à estrutura física e organizacional do serviço de saúde Barreiras do tipo psicossocial poderiam ser responsáveis pela dificuldade na busca dos cuidados à saúde reprodutiva O compromisso laboral e conjugal influenciaram negativamente o acesso ao serviço de saúde, enquanto o melhor nível de instrução favoreceu a obtenção desses cuidados

25 CONSENSO MATERNIDADE PRECOCE
COMPLICAÇÕES MATERNAS COMPLICAÇÕES PERINATAIS COMPLICAÇÕES INFANTIS idade + paridade + assistência pré-natal e perinatal + condições econômicas e sociais

26 CONSEQUÊNCIAS MÉDICAS
Divergências Critérios imprecisos das definições Metodologias diversas Falta de controle de variáveis confundidoras Amostras não controladas Amostras insuficientes Generalizações imprecisas e tendenciosas

27 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Estudos controlados não evidenciaram Desvantagens para o grupo de adolescentes gestantes Os resultados obstétricos e perinatais são semelhantes aos referentes a grupos de mais idade

28 COMPLICAÇÕES MÉDICAS - OBSTÉTRICAS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Anemia Distócias de parto : funcional e DCP Pré-eclâmpsia e Eclâmpsia Aborto

29 ABORTO ENTRE ADOLESCENTES
Espontâneo 15% de todas as gestações Provocado Hábitos Cultura / papel social da adolescente Classe social Recursos econômicos Acesso a serviço Serviço público concentra atenção para a maternidade

30 NÚMERO DE GESTAÇÕES E PERCENTUAIS POR IDADE DE MULTIGESTAS ADOLESCENTES
Total de gestações anteriores Idade G2 G3 G4 G5 Total de pacientes Total de gestações 14 2 2 (1,27) 4 (1,05) 2 (0,48) 15 4 4 (2,55) 8 (2,17) 4 (0,95) 16 10 1 11 (7,01) 23 (6,25) 12 (5,69) 17 25 5 3 33 (21,02) 77 (20,92) 44 (20,85) 18 44 9 2 1 56 (35,67) 128 (34,78) 72 (34,12) 19 36 8 3 4 51 (32,48) 128 (34,78) 77 (36,49) RISCO Total 121 23 8 5 157 368 211

31 COMPLICAÇÕES MÉDICAS - PEDIÁTRICAS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Prematuridade Baixo peso ao nascer Mortalidade perinatal Mortalidade infantil

32 CONSEQÜÊNCIAS PARA O FILHO DE MÃE ADOLESCENTE
Problemas sócio afetivos Mesmo tempo de amamentação (Vieira, Pinto e Silva, Barros Fo; ) Menor cuidado de puericultura (Spink, Witzman, 1987) Menor cuidado saúde infantil (McAnarny, 1987) RISCO Condições sociais e Econômicas desfavoráveis

33 OUTRAS CONSEQÜÊNCIAS MÉDICAS
Doenças de transmissão sexual AIDS HPV Promiscuidade sexual (?) RISCO

34 CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Processo de educação formal Inserção no mercado de trabalho Readaptação social Aborto provocado Discriminação Separação / divórcio RISCO

35 CONSEQÜÊNCIAS DEMOGRÁFICAS DO PARTO NA ADOLESCÊNCIA
Maior paridade Menor intervalo inter-partal Famílias maiores

36 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Compromete Performance individual Produtividade Dificuldades adicionais futuras Sobrevivência Realização de projetos de vida Perpetua mecanismos associados de pobreza

37 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
É importante reconhecer a interface médica do problema e providenciar assistência adequada Sua complexidade multifatorial requer abordagem interdisciplinar Ampla perspectiva biopsicossocial

38 CONSULTA MÉDICA PRÉNATAL
Além dos aspectos biológicos Aproveitar a oportunidade de diálogo Detectar outros problemas Observar necessidades Avaliar expectativas “Lost oportunities” “importance of integrated services”

39 PRÉ-NATAL GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Lembrar características dos nossos equipamentos educacionais e de saúde Reconhecidamente insuficientes Incapacidade em reconhecer dificuldades e necessidades Momento para diagnóstico e intervenções

40 responder necessidades específicas
RECOMENDAÇÕES responder necessidades específicas privacidade preservar confiabilidade respeito individual (cairo, 1994)

41 PRIVACIDADE E CONFIDENCIALIDADE FAVORECEM
ABORDAGEM PREVENTIVA DENÚNCIA DE MAUS TRATOS DENÚNCIA DE ABUSO SEXUAL DENÚNCIA DE NEGLIGÊNCIA DENÚNCIA DE OUTRA FORMAS DE VIOLÊNCIA

42 RECOMENDAÇÕES I Serviços especiais para adolescentes
Grupo multiprofissional Profissionais motivados Assistência discutida continuamente

43 RECOMENDAÇÕES II Integração institucional no projeto
Divulgação permanente a comunidade Estímulo a participação familiar Resguardo do segredo médico-paciente Renovação de leis e costumes Educação sexual

44 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA
Situação presente e futura, mostra que este grupo, não é importante apenas por seu peso quantitativo na estrutura populacional , mas por seu significado maior como geração de substituição (generation replacement)

45 Obrigado! Época, 8 de março de 2004


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