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Arcadismo- predomínio da razão Ticiano – Baco e Ariadne 1523- 1524.

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Apresentação em tema: "Arcadismo- predomínio da razão Ticiano – Baco e Ariadne 1523- 1524."— Transcrição da apresentação:

1 Arcadismo- predomínio da razão Ticiano – Baco e Ariadne

2 Romantismo predomínio das emoções Turner, A destruição de um navio de transporte

3 Romantismo Tendência que se manifesta nas artes e na literatura no final do sec. XVIII até o final do sec. XIX. Nasce na Alemanha, na França e na Inglaterra, mas é na França que ganha força e se espalha pela Europa e pelas Américas. Individualismo e relativismo – base da atitude romântica.

4 LIBERDADE GUIANDO O POVO - EUGÈNE DELACROIX ( ) Revolução Francesa

5 Características Gerais Opõe-se ao racionalismo e ao rigor do neoclassicismo. Defende a liberdade de criação e privilegia a emoção. O soluço em que rebenta um sentimento pessoal seria o objetivo da poesia. As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado.

6 Projeto literário do Romantismo Criar uma identidade estética para o burguês. Valorizar na obra o indivíduo e toda a sua complexidade emocional, abolindo o controle racional. A profissionalização do artista. Ampliação da circulação das obras por meio da publicação em jornais e revistas.

7 Características gerais A poesia é o principal veículo de expressão. Frases diretas, metáforas, vocábulos estrangeiros, personificação e comparação são características marcantes. Busca da liberdade formal. A literatura romântica consiste de um ponto de vista pessoal a palavra é um molde renovável a cada experiência, que é fugaz e irreproduzível.

8 Características gerais Três países – três correntes românticas Alemanha- Nacionalismo – Expressão da alma do povo. Walter Scott – Ivanhoé Inglaterra – Exagero e exotismo – resgate do gótico medieval – Lord Byron França – consciência social - Victor Hugo – Os miseráveis.

9 Romantismo no Brasil Surge em 1830, influenciado pela independência, em 1822, que desperta: A- o desejo de exprimir o orgulho patriótico –o resgate do mito do território sagrado B- o desejo de motivar uma literatura independente e diversa C- noção de atividade intelectual como tarefa patriótica na construção nacional. Niterói, Revista Brasiliense de Ciência, letras e artes – 1836, em Paris. Tudo pelo o Brasil e para o Brasil –Suspiros Poéticos e Saudades é o marco do Romantismo no Brasil.

10 Características gerais Nacionalismo – manifestação de vida, exaltação afetiva, tomada de consciência, afirmação do próprio contra o imposto- soberania do tema local. Romantismo – Transfigurador de uma realidade mal conhecida e atração pelos modelos europeus. Indianismo – identificação do selvagem contra os desmandos e violência do colonizador.

11 Romantismo no Brasil 1ª geração- Nacionalista ou indianista Projeto literário Afirmação da identidade brasileira Resgate do índio e da natureza como símbolo de nacionalidade A fundação da imprensa régia facilita a circulação das obras e, aos poucos, é formado um público leitor.

12 1ª fASE- Indianista/Nacionalista Gonçalves Dias destaca-se pelas qualidades superiores de inspiração e consciência artística. Elabora poesias lírica-amorosa, mas se sobressai na lírica – indianista. Regenerador da poesia nacional de Basílio da Gama e Frei Santa Rita Durão. Temas: índio como herói, exoticidade e nativismo, patriotismo, religiosidade e Lirismo (amor platônico).

13 Canção do exílio "Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá." O canto do Guerreiro Aqui na floresta Dos ventos batida, Façanhas de bravos Não geram escravos, Que estimem a vida Sem guerra e lidar. - Ouvi-me, Guerreiros. - Ouvi meu cantar. Valente na guerra Quem há, como eu sou? Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais, como eu dou? - Guerreiros, ouvi-me; - Quem há, como eu sou?

14 Segunda Geração –mal do Século Geração Byroniana ou ultrarromântica Andrômeda – Gustave Doré 1869

15 Versos inscritos numa taça feita de Crânio Lord Byron- Spleen Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito Vê em mim um crânio, o único que existe Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva, Tudo aquilo que flui jamais é triste. Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri; Que renuncie e terra aos ossos meus Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme Lábios mais repugnantes do que os teus.

16 2 ª Fase- Ultrarromântica ou Byroniana Projeto literário – a idealização e o interesse por dois temas essencialmente românticos – AMOR X MORTE Destacam-se Álvares de Azevedo, Fagundes Varela e Casimiro de Abreu. Temas voltados para o egocentrismo. Morte, satanismo, poesia cemiterial, tédio, solidão, saudosismo/escapismo, erotismo/sensualismo, volta da temática da natureza como escapismo.

17 Álvares de Azevedo –Ironia, amor e morte Se eu Morresse Amanhã Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! que céu azul! que doce nalva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória, o dolorido afã... A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã! Ofélia –Millais

18 Quando à noite no leito perfumado Quando, à noite, no leito perfumado Lânguida fronte no sonhar reclinas, No vapor da ilusão por que te orvalha Pranto de amor as pálpebras divinas? E, quando eu te contemplo adormecida Solto o cabelo no suave leito, Por que um suspiro tépido ressona E desmaia suavíssimo em teu peito? Virgem do meu amor, o beijo a furto Que pouso em tua face adormecida Não te lembra do peito os meus amores E a febre do sonhar de minha vida? Dorme, ó anjo de amor! no teu silêncio O meu peito se afoga de ternura... E sinto que o porvir não vale um beijo E o céu um teu suspiro de ventura! Um beijo divinal que acende as veias, Que de encantos os olhos ilumina, Colhido a medo, como flor da noite, Do teu lábio na rosa purpurina... Nu, Rodolfo Amoedo

19 3ª fase –Condoreira ou Hugoniana Poesia de cunho social-destacam –se Castro Alves e Tobias Barreto. Temas sociais (Abolição da escravatura e defesa da República Tom declamatório – uso de exclamações, metáforas, apóstrofes e metáforas. Exaltação da natureza

20 Vozes D África Hoje em meu sangue a América se nutre Condor que transformara-se em abutre, Ave da escravidão, Ela juntou-se às mais... irmã traidora Qual de José os vis irmãos outrora Venderam seu irmão. Basta, Senhor! De teu potente braço Role através dos astros e do espaço Perdão p'ra os crimes meus! Há dois mil anos eu soluço um grito... escuta o brado meu lá no infinito, Meu Deus! Senhor, meu Deus!!...

21 Prosa O romance é uma espécie de contrapeso do individualismo romântico. Caracterizam-se em quatro vertentes: Romance social (ou urbano) – A moreninha (Joaquim Manuel de Macedo) e Senhora ( José de Alencar). Romance Histórico – As Minas de Prata (José de Alencar)

22 Prosa Romance indianista – Trilogia – O Guarani, Iracema e Ubirajara- José de Alencar. Romance regionalista- transição para o realismo – A Escrava Isaura (Bernardo Guimarães) e Inocência (Visconde de Taunay) Outros autores: Manuel Antônio de Almeida, Joaquim de Souza Andrade e Martins Pena ( O Noviço).


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