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1 Os textos q devem ser falados durante a aula estão escritos em letra menor no slide. Depois de imprimir e estudar não esqueçam de apagar, Ok?

2 SISTEMAS ADESIVOS Exame Geral de Qualificação

3 SISTEMAS ADESIVOS Introdução Importância (Um dos temas de maior evolução nos últimos 50 anos na odontologia restauradora refere- se aos sistemas adesivos aplicados à estrutura dental. O estágio atual destes sistemas permite a confecção de uma grande variedade de procedimentos clínicos restauradores com elevado índice de sucesso e resultados previsíveis) ; Limitações (Entretanto, alguns fatores podem limitar seu desempenho clínico, devendo ser cuidadosamente observados. Além disso, a promessa de adesão ideal provinda dos fabricantes não deve influenciar negativamente no raciocínio da seleção do material e da técnica a serem empregados, negligenciando os fundamentos biológicos e mecânicos de uma restauração dentária); Expectativas (A continuidade no aprimoramento dos sistemas adesivos, o desenvolvimento de técnicas e de materiais com mínima contração de polimerização e coeficiente de expansão térmico-linear similar ao do dente e o desvendamento do papel de cada componente na longevidade da adesão certamente contribuirão no futuro para favorecer ainda mais o desempenho clínico das restaurações adesivas); Complexidade (O estudo dos sistemas adesivos trata-se de um assunto complexo devido à grande variabilidade na composição química e, conseqüente apresentação comercial destes sistemas. Simultaneamente, novas abordagens adesivas têm sido propostas. Aliado a isso, a utilização clínica de produtos baseados somente em estudos de curta duração, sem confirmação clínica longitudinal ou até mesmo alicerçada em poucos resultados clínicos, recai em problemas biológicos e éticos acerca deste tema. Nesse contexto, resta ao profissional entender a base de seu mecanismo de ação para poder fundamentar sua indicação e correta utilização).

4 SISTEMAS ADESIVOS SISTEMAS ADESIVOS Evolução Histórica Black - conceitos sobre príncipios cavitários ( talvez o 1° grande passo p/ o reconhecimento da odontologia como ciência tenha sido por volta de Nesta época a profissão era ensinada em algumas semanas pela convivência e observação dos métodos utilizados por um CD prático, portanto de forma bastante empírica. Foi então que um norte americano associou conhecimentos de mecânica, metalurgia e patologia, trazendo à comunidade da época modernos e revolucionários conceitos sobre o tratamento restaurador da s superfícies dentais. Princípios de preparos cavitários baseados na remoção do tecido cariado e a preocupação com aretenção mecânica e a resistência do material foram e continuam sendo advogados até os dias atuais, em que pese o sacrifício de estrutura dental sadia. Essa foi a bandeira intocável da odontologia por cerca de 5 décadas, quando Buonocore et al - Condicionamento Ácido (CA) sobre o esmalte para aderência de resina acrílica (em 1955, Buonocore, correlacionou a ação do ácido fosfórico usado na indústria sobre o esmalte com a obtenção de um substrato mais receptivo à adesão. Por isso esta capacidade de aderir materiais restauradores à estrutura do esmalte mudou drasticamente o conceito de preparo cavitário, prevenção de cárie e odontologia estética Black Buonocore Bowen Fusayama NaKabayashi Nakabayashi Gwinnet Nakabayashi l

5 SISTEMAS ADESIVOS SISTEMAS ADESIVOS Evolução Histórica Bowen- aglutinação de partículas de sílica com um copolímero de BIS-GMA (bisfenol A-glicidilmetacrilato) (Faltava ainda descobrir um material q pudesse efetivamente invadir as microretenções retendo-se ao esmalte, porém c/ propriedades melhoradas em relação à resina acrílica. Assim, c/ a aglutinaç.., Bowen conseguiu a redução da contração de polimerização, aumento da resistência à compressão, módulo de elasticidade, baixa solubilidade, menor desintegração em água e melhor controle do CET. Foi inventada a Resina Composta, sujeita a aperfeiçoamentos até os dias de hoje) Fusayama et al- CA da dentina ( Um importante avanço na adesão à dentina ocorreu em 1978, quando Fusayama e colaboradores começaram a utilizar o ácido fosfórico a 37% para condicionar, ao mesmo tempo, o esmalte e a dentina. Seus achados sugerem que este procedimento não aumentou a freqüência de danos à polpa e que, de fato, melhorou substancialmente a retenção das restaurações. Contudo, houve uma enorme resistência no meio odontológico para aceitar este tipo de protocolo devido ao receio com relação a biocompatibilidade. Alguns estudos defendiam a idéia de que o uso de ácido fosfórico sobre a dentina ocasionava inflamação pulpar associada a restaurações (Retief et al., 1974). No entanto, uma série de trabalhos demonstrou que uma quantidade muito pequena de ácido penetrava na dentina e que uma eventual falha no selamento marginal e a possibilidade de acesso bacteriano eram as causas principais de resposta inflamatória pulpar associada a restaurações adesivas (Cox & Bergenholltz, 1987) Black Buonocore Bowen Fusayama NaKabayashi Nakabayashi Gwinnet Nakabayashi l

6 SISTEMAS ADESIVOS SISTEMAS ADESIVOS Evolução Histórica Nakabayashi et al - primer/ 4-META( este autor sugere a utilização de um primer composto de uma molécula de 4-META c/ 2 grupos funcionais: um hidrofílico que teria afinidade c/ a superf. Dentin. Úmida e um hidrofóbico c/ afinidade à resina) Nakabayashi et al - Camada Híbrida (CH)( Após 1 década de estudos, o mesmo autor em 1992, concluiu aquilo q é a realidade nos sistemas adesivos atuais: a formação de uma zona de intredifusão entre dente e resina, a camada híbrida Gwinett - remoção do colágeno( Paralela/e iniciou-se uma discussão sobre areal importância da rede de colágeno p/ a resistência de união à dentina. Levantou-se a hipótese de q as rugosidades criadas na base da zona desnineralizada seriam suficientes para prover retenção e selamento Nakabayashi et al - Adesivos autocondicionantes/Fenil-P( com o intuito de melhorar a durabilidade da adesão e impedir o colapso do colágeno e, ainda, p/ simplificar o n. de passos clínicos, o grupo de Nakab. Desenvolveu um prod. No qual o condicionador ácido e o primer se apresentam juntos Black Buonocore Bowen Fusayama NaKabayashi Nakabayashi Gwinnet Nakabayashi l

7 SISTEMAS ADESIVOS SISTEMAS ADESIVOS Indicações alteração da forma, cor e comprimento restaurações estéticas em lesões cariosas restaurações estéticas em lesões não-cariosas amálgama adesivo retenção de de pinos metálicos, coroas e PPF restaurações indiretas em RC ou cerâmica selamento preventivo de defeitos estruturais colagem de bráquetes e bandas ortodônticas

8 SISTEMAS ADESIVOS SISTEMAS ADESIVOS Indicações ferulização periodontal reparo de RC, cerâmica ou amálgama reconstrução de núcleos para coroas dessensibilização de raízes expostas colagem de fragmentos em dentes fraturados selamento em obturações retrógradas cimentação endodôntica

9 SISTEMAS ADESIVOS VANTAGENS DA ADESÃO AOS TECIDOS DENTÁRIOS: altos valores de retenção adequada para uma grande variedade de procedimentos clínicos (Perdigão et al, 1997) diminuição da microinfiltração marginal (Shafer et al, 1987) reforço da estrutura dentária (Morin et al,1984) prevenção do excesso de desgaste, minimizando o risco da fragilização desta estrutura (Morin et al,1984)

10 SISTEMAS ADESIVOS DESVANTAGENS DA ADESÃO AOS TECIDOS DENTÁRIOS: Contração de polimerização (Bowen et al., 1983); ( Por outro lado, a contração de polimerização consiste em uma das maiores desvantagens apresentada pelos materiais resinosos. Assim, eles podem desenvolver tensões de até 7MPa em sua massa); Percolação ( Outro fator que impede uma relação ideal de contato entre o dente e o material trata-se da percolação, fenômeno que define a alteração de volume entre dente e material pela oscilação de temperatura); Cargas Oclusais Excessivas (Van Meerbeek, 1995) (além da presença de forças oclusais excessivas sobre a restauração).

11 SISTEMAS ADESIVOS CONTROLE DAS DESVANTAGENS DA ADESÃO AOS TECIDOS DENTÁRIOS: Configuração da cavidade (Davidson et al, 1984; Feilzer et al, 1990) Configuração da cavidade (Davidson et al, 1984; Feilzer et al, 1990) Técnica de inserção do material à cavidade (Mello et al, 1992) Técnica de inserção do material à cavidade (Mello et al, 1992) Tipo e intensidade da fonte fotopolimerizadora (Christensen et al, 1999; Rueggeberg, 1999) Tipo e intensidade da fonte fotopolimerizadora (Christensen et al, 1999; Rueggeberg, 1999)

12 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Buonocore (1955) ( Com o advento das resinas compostas, vislumbrou- se a possibilidade de uma união mais íntima através do condicionamento ácido do esmalte. A aplicação de ácidos no esmalte, mostrou-se muito eficiente, tanto para retenção como para o selamento marginal. A adesão entre os materiais restauradores aos tecidos dentários tem sido um aspecto bastante estudado, observando evoluções desde que Buonocore, em 1955, correlacionou a ação do ácido fosfórico usado na indústria sobre o esmalte com a obtenção de um substrato mais receptivo à adesão. Conceitos de preparo cavitário, prevenção de cárie e odontologia estética (Swift Jr, 1995) ( Por isso esta capacidade de aderir materiais restauradores à estrutura do esmalte mudou drasticamente o conceito de preparo cavitário, prevenção de cárie e odontologia estética (SWIFT JR et al, 1995). Copolimerização (A realização de um condicionamento ácido no esmalte promove uma transformação na superfície deste tecido, pois de uma superfície lisa e suave, esta se torna acentuadamente irregular, aumentando sua energia de superfície. Esta adesão ao esmalte condicionado ocorre por um mecanismo fundamental onde o material resinoso aplicado apresenta monômeros que são levados para dentro das irregularidades por atração capilar e copolimerizam entre si).

13 SISTEMAS ADESIVOS Tensão superficial e Energia de superfície (Ruyter, 1992) ( Diversos fatores irão afetar o grau de adesividade estabelecido com o dente, sendo que alguns se relacionam ao substrato propriamente dito e outros, às propriedades físicas e químicas do agente adesivo. Para que haja um contato íntimo entre o substrato e o adesivo, a tensão superficial do líquido que é aplicado deve ser sempre menor que a energia de superfície do esmalte ou da dentina. Em outras palavras, o ângulo de contato deve ser o mais próximo possível de zero grau. A contaminação do substrato por saliva ou sangue reduz a energia do mesmo e impede uma molhabilidade efetiva. Importância da limpeza e do isolamento ( Daí a importância dos procedimentos de limpeza e isolamento (relativo ou, preferencialmente, absoluto) em conjunto com a técnica restauradora).

14 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Condições iniciais da superfície do esmalte ( A parte mais externa do esmalte é predominantemente orgânica em sua natureza e após a erupção o biofilme adere-se ao dente. Estas duas condições podem ser eliminadas por confecção de bisel ou por limpeza das superf. de esmalte com abrasivos. O dente deve estar livre de saliva e seco antes da aplicação do ácido) Condições iniciais da superfície do esmalte ( A parte mais externa do esmalte é predominantemente orgânica em sua natureza e após a erupção o biofilme adere-se ao dente. Estas duas condições podem ser eliminadas por confecção de bisel ou por limpeza das superf. de esmalte com abrasivos. O dente deve estar livre de saliva e seco antes da aplicação do ácido)

15 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Presença da smear layer (Eick et al, 1970; Gwinnet, 1984) (compõe-se de restos de matéria orgânica e inorgânica produzidos pela redução ou instrumentação da dentina, do esmalte ou do cemento. Sua morfologia é determinada principalmente pelo tipo de instrumento que a cria e pela zona da dentina onde é formada. Nos dias de hoje, aceita-se a prática ou da modificação desta camada por sistemas auto-condicionantes ou da remoção por sistemas adesivos total-etch) Presença da smear layer (Eick et al, 1970; Gwinnet, 1984) (compõe-se de restos de matéria orgânica e inorgânica produzidos pela redução ou instrumentação da dentina, do esmalte ou do cemento. Sua morfologia é determinada principalmente pelo tipo de instrumento que a cria e pela zona da dentina onde é formada. Nos dias de hoje, aceita-se a prática ou da modificação desta camada por sistemas auto-condicionantes ou da remoção por sistemas adesivos total-etch)

16 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Tipo de ácido Tipo de ácido (Vários ácidos têm sido sugeridos, entretanto, pesquisas têm demonstrado q o ác. Fosf. É o mais eficiente) Ácido cítrico, ac. pirúvico, ac.maléico e outros Ácido cítrico, ac. pirúvico, ac.maléico e outros Vantagens do ác. Fosfórico: Vantagens do ác. Fosfórico:*custo; *quimicamente estável; *longo período de armazenamento.

17 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Tipo de ácido Gel ou Solução? (o gel permite colocar o ác. somente onde desejamos, as soluções tendem a espalhar-se e contaminar áreas onde o ác. Não é necessário. Portanto, baseado nesta praticidade clínica, recomenda-se a utilização do gel) Gel ou Solução? (o gel permite colocar o ác. somente onde desejamos, as soluções tendem a espalhar-se e contaminar áreas onde o ác. Não é necessário. Portanto, baseado nesta praticidade clínica, recomenda-se a utilização do gel)

18 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Concentração do ácido Mais altas (que 40%): não recomendado (menor resistência adesiva) Mais altas (que 40%): não recomendado (menor resistência adesiva) Mais baixas (que 27%): não recomendado (formam um sal insolúvel, bloqueando a penetração da resina nas porosidades formadas pelo ácido) Mais baixas (que 27%): não recomendado (formam um sal insolúvel, bloqueando a penetração da resina nas porosidades formadas pelo ácido) (forma um sal solúvel em água, eliminável em lavagem com água) Concentração recomendada: entre 35% e 40% (forma um sal solúvel em água, eliminável em lavagem com água)

19 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Tempo de aplicação do ácido 1 minuto 1 minuto (antigamente acreditava-se q este era o tempo suficiente p/ condic.) Beech, 1987; Bastos et al, 1988; Legler et al, 1990: 15 segundos Beech, 1987; Bastos et al, 1988; Legler et al, 1990: 15 segundos (não tem efeito adverso na retenção da resina ao esmalte)

20 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Eliminação do ácido e dos produtos de sua reação com a hidroxiapatita Lavagem por 15 segundos, no mínimo: Bates et al, 1982

21 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Contaminação após o condicionamento Contaminação após o condicionamento (o dente a ser restaurado deve estar isolado da saliva p/ evitar contaminação antes e depois da aplicação do ácido. Qdo o esmalte for contaminado pela saliva, após o condicionam/°, é recomendável q seja lavado c/ água, recondicionado por 5 seg e novamente lavado e seco) Exemplo clínico: Pedir para o paciente cuspir após a aplicação e remoção do ácido

22 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 1) Isolar o campo com dique de borracha; 2) Preparar o dente a ser restaurado; 3) Fazer bisel nas margens do preparo (?); 4) Limpar a superfície com pasta pomes e água; 5) Lavagem e secagem; 6) Aplicação do ácido por 15 segundos; 7) Lavar com água abundantemente (15); 8) Secagem 1 ou 2

23 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 1) Isolar o campo com dique de borracha;

24 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 2) Preparar o dente a ser restaurado

25 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 3)Fazer bisel nas margens do preparo

26 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 4) Limpar a superfície com pasta pomes e água;

27 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 5) Lavagem e secagem

28 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 6) Aplicação do ácido por 15 segundos

29 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 7) Lavar com água abundantemente (15)

30 SISTEMAS ADESIVOS em esmalte Técnica de condicionamento ácido Técnica de condicionamento ácido 8) Secagem 1 ou 2

31 SISTEMAS ADESIVOS em dentina A adesão ao esmalte, conseguida por Buonocore (1955) c/ os adesivos existentes na época, difere mto pouco da adesão ao esmalte proporcionada por adesivos ditos de última geração, a despeito de toda a evolução experimentada por esses. Ao contrário, apesar de toda a evolução dos sistemas adesivos, não conseguimos ainda para a dentina, um resultado tão eficaz qto à adesão ao esmalte, principalmente a longo prazo. A explicação p/ tal observação provavelmente se encontre na estrutura dos substratos. Enquanto o esmalte é uma estrutura homogênea, a dentina se caracteriza por ser um substrato naturalmente heterogêneo. Suas variações regionais de morfologia e fisiologia determinam uma não uniformidade da adesão, portanto, a eficácia de um sistema adesivo aplicado à dentina está na dependência de sua maior ou menor sensibilidade a essas variações do substrato)

32 SISTEMAS ADESIVOS em dentina Conhecendo o substrato Estrutura e Fisiologia: graus de umidade matriz orgânica presença de oxigênio (A importância do substrato deve ser considerada, principalmente quando relacionada à dentina, devido às variações regionais em estrutura e fisiologia, relacionadas ao grau de umidade, quantidade de matriz orgânica, água e oxigênio, fazendo com que a adesão dentinária seja considerada mais complexa e criteriosa em comparação ao esmalte. Isto porque estes componentes possuem uma instabilidade intrínseca que os torna mais susceptíveis à degradação estrutural, também desencadeada pelo meio oral úmido e acídico).

33 Atividade Pós-eruptiva ( Outro fator relevante relaciona-se com a atividade pós-eruptiva com conseqüente neoformação de tecido dentinário secundário e/ou terciário, implicando em um intenso dinamismo e variabilidade quanto à composição deste tecido). Proximidade Pulpar ( Estruturalmente, a extensão da dentina com o tecido de máxima vitalidade no dente faz com que qualquer procedimento mais agressivo aumente o risco de um comprometimento pulpar. Adicionado a isso esta proximidade gera um grande aumento na umidade superficial dentinária). SISTEMAS ADESIVOS em dentina Conhecendo o substrato

34 Morfologia (Garberegiolo & Brännström, 1979) ( A dentina é um tecido naturalmente úmido, o qual é penetrado por uma densa rede de canais (túbulos dentinários) contendo extensões celulares dos odontoblastos, os processo odontoblásticos, os quais se comunicam com a polpa. Cada túbulo dentinário está rodeado de um colar de dentina hipermineralizada, chamada dentina peritubular. A dentina menos mineralizada entre os túbulos é chamada de dentina intertubular) SISTEMAS ADESIVOS em dentina Conhecendo o substrato Dentina peri e intertubular- Imagem de microscopia de força atômica- Nakabayashi & Pashley, 1998

35 Morfologia (Garberegiolo & Brännström, 1979) (A área relativa ocupada pelos túbulos diminui à medida que eles divergem da polpa. O núm de túb diminui cerca de /mm2 na região próx à polpa até cerca de /mm2 na junção dentina-esmalte. A área percentual ocupada por dentina intertub é cerca de 96% na área da junção dentina-esmalte e 12% junto à polpa, enquanto a área ocupada pelas aberturas dos túbulos é de 1% na junção dentina-esmalte e mais de 22% junto à polpa. O diâmetro dos túbulos varia de 0,63um na área periférica contra 2,37um junto à polpa. Baseado nisto, a adesão à dentina possui valores mais baixos em dentina profunda em comparação com a superficial. Além disso, ocorrem tbém variações morfológicas dependentes da idade e condição patológica dentária) SISTEMAS ADESIVOS em dentina Conhecendo o substrato Superficial- maior quantidade e menor diâmetro Profunda- menor quantidade e maior diâmetro

36 SISTEMAS ADESIVOS em dentina Fusayama et al (1979) e o Condicionamento ácido Total (um importante avanço na adesão à dentina ocorreu em 1978, quando Fusayama e cols começaram a utilizar o ácido fosfórico a 37% para condicionar, ao mesmo tempo, o esmalte e a dentina). Retenção (Cox & Bergenholltz, 1987) x Biocompatibilidade (Retief et al., 1974) ( Seus achados sugeriam que este procedimento não aumentava a freqüência de danos à polpa e que, de fato, melhorava substancialmente a retenção das restaurações. Contudo, houve uma enorme resistência no meio odontológico para aceitar este tipo de protocolo devido ao receio com relação a biocompatibilidade. Alguns estudos defendiam a idéia de que o uso de ácido fosfórico sobre a dentina ocasionava inflamação pulpar associada a restaurações No entanto, uma série de trabalhos demonstrou que uma quantidade muito pequena de ácido penetrava na dentina e que uma eventual falha no selamento marginal e a possibilidade de acesso bacteriano eram as causas principais de resposta inflamatória pulpar associada a restaurações adesivas).

37 SISTEMAS ADESIVOS em dentina Nakabayashi et al (1982) e a Hibridização Dentinária (Estudos posteriores, realizados por Nakabayashi e cols (1982), revelaram que o condicionamento ácido deixava uma camada de fibras colágenas ancoradas na dentina desmineralizada e que resinas hidrofílicas infiltravam e copolimerizavam- se com estas fibras para formar a camada híbrida, consistindo em uma dentina infiltrada por resina. A estrutura resultante não é resina nem dente, mas um híbrido dos dois. Não é localizada sobre a superfície, mas, sim criada dentro do substrato. A infiltração resinosa intencionalmente muda as propriedades físicas e químicas desta interface, tornando-a ácido-resistente

38 SISTEMAS ADESIVOS em dentina Obtenção da Camada Híbrida Após a confecção de um preparo cavitário, a dentina coberta pela smear layer oferece praticamente nenhuma porosidade superficial p/ q os agentes adesivos possam penetrar na intimidade do substrato. Assim, se faz necessária a aplicação de um ácido, o qual não somente removerá a smear layer, mas tbém deverá desmineralizar a porção mais superficial da dentina subjacente, expondo a trama de fibras colágenas por entre as quais o agente resinoso deverá infiltrar e, posteriormente, polimerizar, resultando na formação da camada híbrida.

39 Classificação (Em virtude da grande variedade de formulações e apresentações comerciais dos sistemas adesivos, torna-se difícil o estabelecimento de uma classificação abrangente para todos os sistemas adesivos e que ao mesmo tempo seja de fácil entendimento ao clínico. Classificações relativas à formulação química, à resistência adesiva e à cronologia de introdução (gerações) foram sugeridas, mas na realidade acabam por confundir ainda mais o profissional SISTEMAS ADESIVOS em dentina

40 SISTEMAS ADESIVOS em dentina A classificação por gerações foi por muito tempo aceita, pois, englobava todas as classificações anteriores. Assim sendo, é importante reconhecermos esta evolução

41 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). SISTEMAS ADESIVOS em dentina

42 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). 2a. Geração 2a. Geração Em conseqüência, foram introduzidos os adesivos de 2ª geração. Estes não removiam a camada de smear, gerando um pobre umedecimento e uma baixa resistência adesiva (5MPa a 7MPa), já que as partículas desta camada se ligam fracamente à estrutura dentinária. Exemplo comercial: Scotchbond II (3M) Exemplo comercial: Scotchbond II (3M) Bondlite (Kerr) Bondlite (Kerr) SISTEMAS ADESIVOS em dentina

43 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). 2a. Geração 2a. Geração Em conseqüência, foram introduzidos os adesivos de 2ª geração. Estes não removiam a camada de smear, gerando um pobre umedecimento e uma baixa resistência adesiva (5MPa a 7MPa), já que as partículas desta camada se ligam fracamente à estrutura dentinária. 3a. Geração 3a. Geração Posteriormente, com a introdução da 3ª geração, houve a preocupação com o tratamento da dentina. No entanto, embora não se removesse a camada de smear ela era modificada por ácidos contidos no primer que atingiam também a superfície dentinária. Outro fator positivo e inovador foi a inserção de monômeros bifuncionais (hidrófobos e hidrófilos) na formulação do primer. A parte hidrofílica entraria em contato com a dentina, enquanto a hidrofóbica se ligaria com a resina adesiva. Com isso, houve um aumento significativo da resistência adesiva (10 a 15Mpa). SISTEMAS ADESIVOS em dentina

44 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). 2a. Geração 2a. Geração Em conseqüência, foram introduzidos os adesivos de 2ª geração. Estes não removiam a camada de smear, gerando um pobre umedecimento e uma baixa resistência adesiva (5MPa a 7MPa), já que as partículas desta camada se ligam fracamente à estrutura dentinária. 3a. Geração 3a. Geração Posteriormente, com a introdução da 3ª geração, houve a preocupação com o tratamento da dentina. No entanto, embora não se removesse a camada de smear ela era modificada por ácidos contidos no primer que atingiam também a superfície dentinária. Outro fator positivo e inovador foi a inserção de monômeros bifuncionais (hidrófobos e hidrófilos) na formulação do primer. A parte hidrofílica entraria em contato com a dentina, enquanto a hidrofóbica se ligaria com a resina adesiva. Com isso, houve um aumento significativo da resistência adesiva (10 a 15Mpa). 4a. Geração 4a. Geração Mais tarde, ao combinarem o procedimento de condicionamento ácido total (remoção da smear) com o sistema adesivo de características hidrofílicas, houve a descoberta de um fenômeno de integração entre a dentina e os monômeros resinosos, designado hibridização. Em conseqüência, a efetividade no selamento marginal e na resistência adesiva foram um dos maiores benefícios alcançados por esta interdifusão, caracterizando os sistemas de 4ª geração. Com a seqüência de investigações científicas realizadas por pesquisadores em todo o mundo e com o aprimoramento das formulações dos sistemas adesivos por parte dos fabricantes, o emprego da técnica de condicionamento ácido total é hoje uma realidade que auxiliou ainda mais o desenvolvimento de novas opções restauradoras. Em especial, na área da odontologia estética houve um aumento das possibilidades restauradoras, como a confecção de laminados e inlays/onlays de porcelana ou de resina composta, permitindo, desse modo, atender à crescente demanda da população por procedimentos restauradores que melhorem sua aparência estética (Conceição, 2000). SISTEMAS ADESIVOS em dentina

45 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). 2a. Geração 2a. Geração Em conseqüência, foram introduzidos os adesivos de 2ª geração. Estes não removiam a camada de smear, gerando um pobre umedecimento e uma baixa resistência adesiva (5MPa a 7MPa), já que as partículas desta camada se ligam fracamente à estrutura dentinária. 3a. Geração 3a. Geração Posteriormente, com a introdução da 3ª geração, houve a preocupação com o tratamento da dentina. No entanto, embora não se removesse a camada de smear ela era modificada por ácidos contidos no primer que atingiam também a superfície dentinária. Outro fator positivo e inovador foi a inserção de monômeros bifuncionais (hidrófobos e hidrófilos) na formulação do primer. A parte hidrofílica entraria em contato com a dentina, enquanto a hidrofóbica se ligaria com a resina adesiva. Com isso, houve um aumento significativo da resistência adesiva (10 a 15Mpa). 4a. Geração 4a. Geração Mais tarde, ao combinarem o procedimento de condicionamento ácido total (remoção da smear) com o sistema adesivo de características hidrofílicas, houve a descoberta de um fenômeno de integração entre a dentina e os monômeros resinosos, designado hibridização. Em conseqüência, a efetividade no selamento marginal e na resistência adesiva foram um dos maiores benefícios alcançados por esta interdifusão, caracterizando os sistemas de 4ª geração. Com a seqüência de investigações científicas realizadas por pesquisadores em todo o mundo e com o aprimoramento das formulações dos sistemas adesivos por parte dos fabricantes, o emprego da técnica de condicionamento ácido total é hoje uma realidade que auxiliou ainda mais o desenvolvimento de novas opções restauradoras. Em especial, na área da odontologia estética houve um aumento das possibilidades restauradoras, como a confecção de laminados e inlays/onlays de porcelana ou de resina composta, permitindo, desse modo, atender à crescente demanda da população por procedimentos restauradores que melhorem sua aparência estética (Conceição, 2000). 5a. Geração 5a. Geração A denominada 5ª geração somente inovou pela união do primer e do adesivo em um único frasco, aplicado após o condicionamento ácido total (remoção da smear), formando também a camada híbrida. Embora, estes sistemas sejam favoráveis pela economia de tempo e, principalmente, pela simplificação da técnica clínica, a mistura de componentes hidrofílicos e hidrófobos, além dos solventes, em um único frasco pode acarretar com a perda de propriedades do material (Carvalho, 2002). Exemplos comerciais: One-Step (Bisco); Excite (Vivadent); Optibond Solo Plus (Kerr); Prime & Bond 2.1 (Dentsply); Bond 1 (Jeneric/Pentron); Single Bond (3M) SISTEMAS ADESIVOS em dentina

46 1a. Geração 1a. Geração A primeira geração de adesivos possuía como características principais a presença de monômeros hidrófobos e da prática de remoção da smear layer. Esta combinação gerava um resultado de baixa resistência adesiva pela hidrólise desta interface fisicamente repulsiva (ou incompatível?). Portanto, o resultado quanto à efetividade adesiva não foi satisfatório chegando a medir 2 a 3MPa). 2a. Geração 2a. Geração Em conseqüência, foram introduzidos os adesivos de 2ª geração. Estes não removiam a camada de smear, gerando um pobre umedecimento e uma baixa resistência adesiva (5MPa a 7MPa), já que as partículas desta camada se ligam fracamente à estrutura dentinária. 3a. Geração 3a. Geração Posteriormente, com a introdução da 3ª geração, houve a preocupação com o tratamento da dentina. No entanto, embora não se removesse a camada de smear ela era modificada por ácidos contidos no primer que atingiam também a superfície dentinária. Outro fator positivo e inovador foi a inserção de monômeros bifuncionais (hidrófobos e hidrófilos) na formulação do primer. A parte hidrofílica entraria em contato com a dentina, enquanto a hidrofóbica se ligaria com a resina adesiva. Com isso, houve um aumento significativo da resistência adesiva (10 a 15Mpa). 4a. Geração 4a. Geração Mais tarde, ao combinarem o procedimento de condicionamento ácido total (remoção da smear) com o sistema adesivo de características hidrofílicas, houve a descoberta de um fenômeno de integração entre a dentina e os monômeros resinosos, designado hibridização. Em conseqüência, a efetividade no selamento marginal e na resistência adesiva foram um dos maiores benefícios alcançados por esta interdifusão, caracterizando os sistemas de 4ª geração. Com a seqüência de investigações científicas realizadas por pesquisadores em todo o mundo e com o aprimoramento das formulações dos sistemas adesivos por parte dos fabricantes, o emprego da técnica de condicionamento ácido total é hoje uma realidade que auxiliou ainda mais o desenvolvimento de novas opções restauradoras. Em especial, na área da odontologia estética houve um aumento das possibilidades restauradoras, como a confecção de laminados e inlays/onlays de porcelana ou de resina composta, permitindo, desse modo, atender à crescente demanda da população por procedimentos restauradores que melhorem sua aparência estética (Conceição, 2000). 5a. Geração 5a. Geração A denominada 5ª geração somente inovou pela união do primer e do adesivo em um único frasco, aplicado após o condicionamento ácido total (remoção da smear), formando também a camada híbrida. Embora, estes sistemas sejam favoráveis pela economia de tempo e, principalmente, pela simplificação da técnica clínica, a mistura de componentes hidrofílicos e hidrófobos, além dos solventes, em um único frasco pode acarretar com a perda de propriedades do material (Carvalho, 2002). 6a. Geração 6a. Geração A introdução da 6ª geração (sistemas adesivos auto-condicionante), que não remove a camada de smear, é uma tentativa de eliminar o passo técnico de lavagem e secagem após o condicionamento ácido, já que trata-se de um procedimento muito sensível pela possibilidade de ocorrer o colapso da rede de colágeno, ocasionando a queda dos níveis de adesão e conseqüente ocorrência de sensibilidade pós-operatória. Outro fator associado à importância destes adesivos relaciona-se a uma infiltração nanométrica gerada pelos adesivos das duas gerações anteriores. A nanoinfiltração ocorre pela hidrólise da camada desmineralizada de dentina mais profunda que não fica envolta pelos monômeros resinosos do sistema adesivo (Sano et al, 1995). Dessa forma, o sistema auto-condicionante busca utilizar primers condicionantes com a finalidade de atingir a mesma profundidade de desmineralização e de difusão dos monômeros, não permitindo que se estabeleça uma zona frágil, desencadeadora da nanoinfiltração. No entanto, alguns estudos colocam em dúvida a efetividade adesiva destes adesivos no esmalte (ref). Exemplos comerciais: Etch & Prime 3.0 (Degussa); Clearfil SE Bond (Kurary); Optibond Self Etching (Kerr); Prompt-L-Pop (Espe) SISTEMAS ADESIVOS em dentina

47 Classificação mais aceita: Uma classificação mais objetiva e atual considera o tratamento ou não da camada de smear. Assim, dois grandes grupos foram designados: sem remoção (auto-condicionantes) ou com remoção total desta camada (convencionais). Ainda, subdivide-se esta classe conforme o número de passos clínicos necessários para aplicação do sistema adesivo (Conceição, 2000). Assim, dentro do grupo dos sistemas adesivos convencionais existem os adesivos de três passos (ácido; primer; adesivo), e de dois passos (ácido; primer junto com o adesivo), ao passo que os auto-condicionantes consistem em sistemas ou de dois passos clínicos (primer acídico mais adesivo) ou de um passo (primer ácido adesivo). Convencionais Auto- condicionantes Remoção da smear SimNão N° de passos 3 (ácido + primer+ resina fluida) 2 (primer acídico+ adesivo) 2 (ácido+ primer) 1 (primer acídico adesivo) SISTEMAS ADESIVOS em dentina

48 A variação química dos produtos exige que o profissional entenda não só a seqüência de tratamento, mas também a função de cada componente do sistema adesivo SISTEMAS ADESIVOS em dentina

49 Química dos sistemas e sua correlação clínica Quanto à química dos sistemas adesivos, idealmente, eles deveriam ser hidrofílicos para deslocar os fluídos dentinários e, portanto, molhar a superfície, permitindo a sua penetração nas porosidades da dentina. Como a maioria das matrizes das resinas compostas é hidrófoba, o agente de união deve conter ambos os materiais, hidrofílicos e hidrófobos, para que ocorra a união do primer com os dois componentes. A porção hidrofílica deve ser projetada para interagir com a dentina úmida e a parte hidrófoba para aderir à resina adesiva (Anusavice, 1998). Dessa forma, Os adesivos dentais nada mais são do que uma combinação de monômeros resinosos ambifílicos polimerizáveis adicionados de solventes orgânicos, como o etanol e a acetona A função destes solventes consiste na retirada da água necessária para manutenção dos espaços interfibrilares obtidos após a desmineralização ácida.. SISTEMAS ADESIVOS em dentina

50 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais ( A técnica de aplicação do adesivo deve essencialmente considerar o tipo de solvente presente no sistema, para se estabelecer o tempo de evaporação do solvente e o grau de umidade a ser buscado clinicamente, durante a secagem dentinária pós-condicionamento ácido) -Condicionamento ácido -Remoção do ácido -Secagem da dentina -Aplicação do primer e adesivo -Penetração e Evaporação do solvente -Aplicação do adesivo separadamente SISTEMAS ADESIVOS em dentina

51 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais -Condicionamento ácido; SISTEMAS ADESIVOS em dentina

52 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais -Remoção do ácido SISTEMAS ADESIVOS em dentina

53 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais - Manutenção dos espaços interfibrilares- secagem da dentina (A preservação destes espaços interfibrilares é importante para otimizar a permeabilidade da zona desmineralizada aos monômeros resinosos e, conseqüentemente, para a formação da camada híbrida. Assim sendo, a presença de umidade é crucial para uma adequada infiltração dos agentes resinosos nesta zona, sendo que o papel da água consiste em sustentar as fibras colágenas em uma condição expandida, preservando os espaços entre as fibras. Clinicamente, a correlação clínica com este fenômeno de manutenção dos espaços é realizada pelo não ressecamento da superfície dentinária após a lavagem do ácido. Assim, a secagem deve ser feita com papéis absorventes ou mechas de algodão estéreis até a remoção do excesso de umidade. Por outro lado, deve-se evitar a umidade em excesso, responsável por uma menor resistência adesiva e conseqüente sensibilidade pós-operatória. Pois, esta condição é responsável pela formação de micelas na superfície dentinária o que dificulta um contato efetivo entre sistema adesivo e dentina (Iwami et al, 1998). Assim, um material adesivo baseado em água permite uma maior secagem da dentina, tomando-se o cuidado de não se deixar uma superfície levemente úmida pela possibilidade deste excedente representar um fator prejudicial às propriedades adesivas. Por outro lado, sistemas baseados em álcool ou acetona exigem uma rigorosidade quanto ao aspecto levemente úmido que deve ser obtido antes da aplicação do primer. Foto de 3 tipos de dentina (ressecada, ideal e úmida em excesso) SISTEMAS ADESIVOS em dentina

54 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais -Aplicação do primer e adesivo A imagem de brilho superficial é a indicação clínica de que o primer foi bem empregado e o processo adesivo deve ocorrer de maneira mais próxima do ideal possível SISTEMAS ADESIVOS em dentina

55 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais -Penetração e Evaporação do solvente Para os sistemas convencionais, a técnica de aplicação do primer dependerá sempre do tipo de solvente orgânico utilizado, influenciando diretamente o grau de umidade dentinária pós-condicionamento ácido e o tempo e procedimento necessário para evaporação do solvente. O negligenciamento deste último passo clínico contribuirá para a existência de solvente residual na interface adesiva, prejudicando a durabilidade e efetividade do procedimento adesivo (Kanca, 1998; Jacobsen & Söderholm, 1998). Para que uma evaporação efetiva do solvente ocorra recomenda-se a espera de 20 segundos com o jato de ar aplicado não diretamente sobre a superfície (a uma distância de 10 a 20cm), p/ q ocorra uma circulação do ar, acelerando o processo de evaporação do solvente. Adesivos baseados em água requerem um tempo maior de evaporação do solvente em relação aos sistemas baseados somente em álcool ou acetona SISTEMAS ADESIVOS em dentina

56 Raciocínio Clínico- sistemas convencionais -Aplicação do adesivo separadamente SISTEMAS ADESIVOS em dentina

57 Raciocínio Clínico- Exemplo Dessa forma, se houvesse uma suposta contaminação com saliva após a aplicação do primer e, posteriormente, o profissional decidisse lavar a superfície antes da colocação do adesivo, o sucesso do procedimento não seria alcançado. Isto porque, como a maioria dos primers são monômeros hidrofílicos, uma lavagem iria resultar na remoção deste produto da superfície da dentina. Nessa situação, não ocorreria uma penetração nas fibras colágenas, acarretando uma adesão pobre. Neste sentido,... Os adesivos auto-condicionantes são um apelo à toda essa sensibilidade técnica SISTEMAS ADESIVOS em dentina

58 SISTEMAS ADESIVOS Em suma, diante da enorme variedade de sistemas adesivos disponíveis no mercado odontológico é interessante que o dentista acompanhe os resultados dos estudos laboratoriais e clínicos, além do entendimento de que o segredo na utilização destes sistemas consiste em uma técnica consciente e bem executada pelo profissional, dependente da demanda, da praticidade e do custo inerentes aos diversos sistemas


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