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CONHECENDO A PRODUTIVIDADE DOS TRABALHADORES Economia dos Recursos Humanos Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS/PPGE II/2004.

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1 CONHECENDO A PRODUTIVIDADE DOS TRABALHADORES Economia dos Recursos Humanos Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS/PPGE II/2004

2 2 O problema de seleção adversa O trabalhador conhece melhor sua produtividade do que a firma: daí vem a seleção adversa (ou pensa que conhece, o que dá no mesmo: seleção adversa). Na verdade, a empresa lida com muitos trabalhadores e aprende a prever a produtividade de cada um. Talvez o pressuposto mais realista seja que nenhum dos dois conhece a verdadeira produtividade.

3 3 O Dilema da Firma Criar um sistema/ambiente que revele a produtividade ou reconhecer que nunca se saberá e deixar que a lei das médias seja boa para ele e faça compensar produtivos e improdutivos.

4 4 Questões Quem é melhor para prever o desempenho de um trabalhador: o trabalhador ou o entrevistador? Em que situações vale a pena (trabalho e custo) determinar a produtividade de um trabalhador individual?

5 5 Questões Em que situações vale a pena descobrir quem são os piores e se livrar deles? As informações obtidas na entrevista devem ser usadas para alocar as pessoas nos cargos?

6 6 Problemas tratados (A) Quem sabe o quê? Informação assimétrica ou ignorância simétrica ? (B) Determinando a produtividade de um trabalhador (C) Uma firma com divisões diferentes: o problema da alocação (D) Informação pública ou privada? (E) A seleção adversa afeta a capacidade de atrair candidatos?

7 7 Informação assimétrica ou ignorância simétrica O trabalhador quase sempre tem uma informação privada e relevante sobre si mesmo, ou seja, eles chegam a uma entrevista de emprego tendo uma informação privada relevante sobre eles mesmos que não está documentada ou é de difícil obtenção pelo entrevistador/recrutador.

8 8 Informação assimétrica ou ignorância simétrica Na maioria dos casos, não é apenas informação assimétrica (um lado sabe mais que o outro). O que quase sempre ocorre é que cada lado sabe coisas que o outro não sabe e isso se chama ignorância simétrica. Mesmo quando os dois lados têm bastante conhecimento sobre o trabalhador, ainda assim haverá sempre alguns detalhes mutuamente desconhecidos. Sendo assim, haverá sempre incerteza sobre quem é o melhor candidato

9 9 Determinação da produtividade do trabalhador Qual a importância de se saber o valor de um trabalhador para a firma? Saber-se quanto um trabalhador vale para a firma constitui-se em algo importante e de valor estratégico para ela, pois lhe permite contratar os melhores trabalhadores e evitar indivíduos que não sejam particularmente úteis para a firma.

10 10 Determinação da produtividade do trabalhador Quando vale a pena despender recursos para descobrir a produtividade do trabalhador? Parte desta resposta depende do fato de que se a informação obtida pela empresa puder ser mantida por ela de modo confidencial. Se o certificado obtido pelo trabalhador, de ter certa habilidade significa simplesmente que a firma informa a todos os seus concorrentes sobre o valor do trabalhador, então o salário que a firma é forçada a pagar será leiloado [bid up] pela pressão no mercado e irá subir. Assim, a firma não pode ficar numa situação melhor do que estava anteriormente.

11 11 Determinação da produtividade do trabalhador Contudo, mesmo se a informação se tornar pública, a firma pode, ainda ter fortes incentivos para determinar a habilidade do trabalhador, pois dado que ele obtêm um tipo de certificado de qualidade, ele captura os retornos de um certificado de habilidade, o trabalhador deveria estar disposto a pagar a firma para oferta-lo. Este tipo de pagamento toma a forma de salários mais baixos durante a certificação [estágio probatório].

12 12 Determinação da produtividade do trabalhador A disposição do trabalhador em pagar por esta informação e da capacidade da firma em lucrar por vende-la depende dos custos de obter esta informação.

13 13 Caso #1 – A produtividade é fácil de ser determinada (i) nós assumimos que uma firma pode contratar um trabalhador para um determinado emprego como um banco de investimento; (ii) os indivíduos diferem significativamente em suas habilidades, contudo, a experiência passada têm mostrado que os indivíduos podem ser categorizados em níveis de produtividade;

14 14 Determinação da produtividade do trabalhador (iii) assumimos que um dado trabalhador está empregado a um salário de $ /ano; (iv) de acordo com a tabela abaixo, o trabalhador médio na população vale $ [0,1 x (-100) + 0,2 x (0) + 0,3 (50) + (0,3) x ,1 x 200] = $

15 15 Determinação da produtividade do trabalhador TipoABCDE Proporção na população Produto Médio por tipo = 111,80

16 16 Determinação da produtividade do trabalhador Se a firma contratasse todos os 10 trabalhadores, ela iria receber em termos líquidos $ [ – ]. Ou seja, em média, contratou um trabalhador por $ e ainda resultou num lucro médio de $ para a firma. Produto esperadoTotal de salários pagos

17 17 Determinação da produtividade do trabalhador Este resultado de $ pode ser melhorado? Vemos que a firma está perdendo dinheiro com os trabalhadores do tipo A. Eles custam $ e levam a um prejuízo de ($ /ano). O valor líquido dos trabalhadores do tipo A é $

18 18 Determinação da produtividade do trabalhador O valor líquido dos trabalhadores do tipo B também é negativo. Eles custam $ e produzem zero, de modo que o valor líquido gerado é de - $ ; Uma empresa maximizadora de lucros deveria excluir tais tipos de trabalhadores no processo de seleção.

19 19 Determinação da produtividade do trabalhador A filtragem [screening] provê uma informação ou uma opção adicional para a firma sobre o tipo dos trabalhadores. Suponha que a firma possa filtrar aqueles trabalhadores através de uma séries e exames e testes antes de contrata-los.

20 20 Determinação da produtividade do trabalhador (v) os custos da filtragem [screening]: A bateria de exames custa $ por trabalhador para ser aplicada e administrada, mas fornece a firma uma informação definitiva sobre o verdadeiro tipo do trabalhador a ser contratado.

21 21 Determinação da produtividade do trabalhador Para cada 10 trabalhadores a firma espera contratar: 1 - A 2 - B 3 - C 3 - D 1 - E Expectativa Se a firma pudesse identificar os trabalhadores dos tipos A e B, ela não iria contrata-los.

22 22 Determinação da produtividade do trabalhador A firma iria lucrar com o s trabalhadores C, D e E, pois seus produtos excedem o salário de $ Após o screening a firma iria contratar: 3 – C 3 – D 1 - E para cada 10 entrevistados

23 23 Determinação da produtividade do trabalhador O produto combinado dos trabalhadores contratados [C, D,E] seria: (3x50.000) + (3x100.00) + (1x ) = $ ou /7 = $ por trabalhador.

24 24 Determinação da produtividade do trabalhador A fim de obter este produto mais elevado [$ ] por trabalhador ao invés dos anteriores $ for necessário testar 10 trabalhadores ao custo de $ Portanto, o produto líquido médio por trabalhador após levarmos em conta os custos de discriminação foi: ( – ) / 7 = $

25 25 Determinação da produtividade do trabalhador Como cada trabalhador custa $ em termos de salário, a filtragem resulta num lucro líquido de $ por trabalhador. Comparando com a situação anterior, vemos que:$ > $ Portanto, nesta situação vale a pena para a firma realizar a filtragem [screening]

26 26 Determinação da produtividade do trabalhador - quando a firma contrata somente 7 trabalhadores, o produto total esperado é igual a $ ; - a firma paga $ em salários e obtém $ em lucros; - Portanto, vale a pena, neste caso, filtrar os trabalhadores.

27 27 Comparação dos resultados com e sem filtragem [screening] C/ filtragemS/ filtragem Número de trabalhadores710 Produto esperado Produtividade média dos trabalhadores Gasto em salários Lucro liquido Lucro liquido por trabalhador Custo dos testes

28 28 Caso # 2 – A produtividade é difícil de se determinar Aqui assumimos que a produtividade não é tão variável entre os trabalhadores, sendo portanto mais difícil discrimina-los. TipoABCDE Proporção na população Produto Médio por tipo = 20,74

29 29 Caso # 2 – A produtividade é difícil de se determinar Se a firma não discrimina seus trabalhadores, para cada 10 que ela contrata, ela irá receber um produto esperado de $ O trabalhador pode ser contratado por $ num mercado competitivo, como no caso anterior. Assim, se uma firma contratar 10 trabalhadores sem filtra-los antes, o custo seria $ e a firma iria obter um lucro líquido de $ sobre 10 trabalhadores.

30 30 Caso # 2 – A produtividade é difícil de se determinar Supondo que o custo dos testes seja também de $1.000 por trabalhador, a firma pode identificar o trabalhador do tipo A, que não são lucrativos [eles produzem $ , mas custam $ ], enquanto que os demais geram lucros positivos. Portanto, excluído o trabalhador do tipo A, o produto esperado será: (2x50.000) + (3x60.000) + (3 x ) = $

31 31 Caso # 2 – A produtividade é difícil de se determinar produto dos 9 trabalhadores contratados = $ custo salariais = $ lucro líquido = $ $ > $

32 32 Caso # 2 – A produtividade é difícil de se determinar Mas o custo da filtragem dos 10 candidatos é $ ; Após subtrair $ , o resultado dos lucros será < Neste caso a filtragem não vale a pena.

33 33 Conclusões sobre a estratégia de screening (i) a filtragem dos candidatos é mais lucrativa quando os custos de realiza-la e implementa-la são mais baixos; Ceteris paribus, quanto menores forem os custos de filtragem, maiores serão os lucros líquidos da filtragem. O valor líquido é definido aqui como o produto depois de todos os custos variáveis serem subtraídos.

34 34 Conclusões sobre a estratégia de screening (ii) a filtragem dos candidatos é mais lucrativa quando houver uma grande proporção de candidatos que são rejeitados como resultado da discriminação; A firma contrata trabalhadores quando seu valor líquido é positivo. Isto implica que a filtragem [screening] é mais lucrativa quando existe uma significativa fração de candidatos que produz uma valor negativo para a empresa e que, portanto, podem ser excluídos quando da filtragem.

35 35 Conclusões sobre a estratégia de screening (iii) a filtragem dos candidatos é mais lucrativa quando ele for empregado a indivíduos determinados, ou seja, quando a diferença no produto entre os trabalhadores for grande. Quando a produtividade por trabalhador é relativamente homogênea, então a filtragem é menos lucrativa e pode não valer a pena incorrer em custos para realiza-la. Portanto, em caso na qual se espera que poucos trabalhadores sejam excluídos, a filtragem não será lucrativa e não valerá a pena ser realizada pela firma.

36 36 Stars, Guardians, Foot-Soldiers Em qual destes empregos a screening é mais importante? Por quê?

37 37 Qual a diferença entre os dois casos? Primeira: No primeiro caso, havia mais candidatos indesejáveis. Selecionar é uma forma de evitar perdas. Quando há menos indivíduos para focalizar, há menos perdas a evitar. Segunda: No banco de investimentos, era mais importante não aceitar os não produtivos, porque eles eram bastante diferentes dos produtivos.

38 38 Conclusões 1. Selecionar é mais lucrativo quando o custo é pequeno. 2. Selecionar é mais lucrativo quando a seleção elimina uma proporção grande de candidatos. 3. Screening é mais lucrativo quando admitir que a seleção eliminaria os piores candidatos e gerasse maior lucro para a empresa.

39 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas [Assignment Problem]

40 40 Assignment Problem - bibliografia Sattinger (1975) - Econometrica Sattinger (1993) - JEL Rosen (1978) - Economica Gibbons & Waldman (1999). HBLE (cap. 36)

41 41 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Um outro problema que se apresenta para a firma refere-se a designação de tarefas a um determinado trabalhador. As firmas têm um estoque de trabalhadores que deve ser alocado à várias posições dentro da firma. Assumimos aqui que cada trabalhador tem uma vantagem comparativa na realização de uma determinada tarefa.

42 42 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas A firma pode ganhar alocando os trabalhadores as tarefas as quais eles têm ou se saem comparativamente melhor, contudo, nem sempre é fácil descobrir aos talentos dos trabalhadores.

43 43 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Para descobrirmos os talentos dos trabalhadores requer-se um período de observação e monitoração e, portanto, um gasto pela firma. Contudo, o maior custo é que o trabalhador deve ser testado em ambas as tarefas. Isto significa ensinar ao trabalhador duas tarefas ao invés de uma.

44 44 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Suponha que existam 30 trabalhadores na empresa, que possui dois setores de produção P e H; Cada trabalhador possui uma produtividade diferente em cada setor de produção. A empresa pode discriminar cada trabalhador cuidadosamente antes de aloca-lo a uma divisão ou setor, ou pode, simplesmente alocar os trabalhadores sem screening de qualquer modo.

45 45 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas O custo de filtrar os trabalhadores é assumido ser igual a $ 700/ por trabalhador. Quais serão os ganhos com a filtragem? Isto como veremos depende da tecnologia de produção.

46 46 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Caso # 1 Suponha que, inicialmente, o número de trabalhadores em cada divisão da firma seja completamente variável. Assim, a firma pode colocar todos os 30 trabalhadores em P ou H, ou pode aloca- lo de qualquer modo sem afetar a produtividade de qualquer trabalhador.

47 47 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Os dados da tabela abaixo mostram a produtividade estimada mensal de cada trabalhador em duas divisões da firma. A coluna MAX (P,H) mostra a produtividade máxima em qualquer das duas divisões da firma.

48 48 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas

49 49 O problema da alocação quando os trabalhadores não são filtrados [screened] Se os trabalhadores não são screened, eles podem ser alocados as divisões nas quais eles são mais produtivos. Por exemplo, o trabalhador 1001 seria alocado ao setor H e o trabalhador 1002 ao setor P. Se os trabalhadores não são filtrados, então as firmas não têm informações sobre eles. Sob estas circunstâncias, é melhor alocar cada trabalhador a divisão H, pois o trabalhador médio produz mais em H do que em P, e a firma não tem informação sobre qual se basear sua alocação.

50 50 O problema da alocação quando os trabalhadores não são filtrados [screened] Média de H = $ 8,910 Média de P = $6,012 Média Max (P,H) = $9,963 Se todos são alocados em H o produtos será: 30 x 8,910 = $ Se todos são alocados em P 30 x 6,012 = $

51 51 As implicações da filtragem [screening] para a firma A firma pode filtrar cada trabalhador ao custo de $ 700 por trabalhador e alocar cada trabalhador a sua atividade mais produtiva. Se a firma decidir filtrar cada trabalhador, a firma irá receber Max (H,P) de cada trabalhador, menos $ por trabalhador.

52 52 As implicações da filtragem [screening] para a firma Assim, a firma aloca os trabalhadores - 02, 09, 15, 16, 22, 24, 25, 26, 28, 29, 30 em P e os demais em H. Todos os trabalhadores para cuja diferença entre P e H é positiva deveriam ser alocados em H porque eles valem mais do que em P.

53 53 As implicações da filtragem [screening] para a firma Quando a screening é feita, o produto total seria a soma do produto de cada trabalhador na divisão relevante, menos $ 700 por custo de screening de cada trabalhador. Assim, temos que: 30 x (9.963 –700) = >

54 54 As implicações da filtragem [screening] para a firma Como > vale a pena para a firma realizar a filtragem dos trabalhadores, mesmo que isto custe $ 700,00 para obter esta informação, pois os ganhos de uma alocação ótima dos trabalhadores dentro da empresa mais do que cobrem os custos. A filtragem irá aumentar o produto da firma em cerca de $ ou em cerca de 4%, o que é um ganho significativo para a firma.

55 55 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas caso # 2 Suponhamos agora que exista apenas um certo número de vagas disponíveis em cada divisão, tal como: número de vagas: 20 H e 10 P. Quais os trabalhadores devem ser alocados em H e quais devem ser alocados em P?

56 56 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Sem screening, todos os trabalhadores se parecem, de modo que a firma simplesmente aloca os trabalhadores aleatoriamente. Deste modo o produto esperado é dado por: (20 * 8.910) + (10* 6.012) = $

57 57 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas Se a firma fizer o screening temos que: A regra ótima de alocação usa a diferença entre o produto em P e H para cada indivíduo. A diferença entre o produto em P e H é chamado de vantagem absoluta do trabalhador em H. Os indivíduos com as 20 maiores vantagens absolutas em H devem ser alocados em H e o resto em P.

58 58 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas A lógica é que a firma deseja colocar as pessoas que são as melhores em H as piores em P em H. Ao contrário, aquelas que são os melhores em P e os piores em H devem ir para P. Classificando as pessoas por diferenças entre seu produto nos dois setores e alocando-os de acordo obtremos que a alocação ótima resulta em 10 em P e 20 em H.

59 59 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas A alocação de 10 em P e 20 em H resulta em que: Produto total = $ (?) Custos do screening = 30*700 = Produto líquido= = (?) > [16% maior] (?)

60 60 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas – conclusões e implicações (i) Quando o número de vagas é variável, os trabalhadores a serem alocados a uma tarefa onde o seu produto é elevado, é maior em termos absolutos; (ii) Quando o número de vagas é fixado devido a restrições tecnológicas, os trabalhadores devem ser classificados com base numa vantagem absoluta e alocados a uma tarefa apropriada até que todas as vagas sejam preenchidas;

61 61 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas – conclusões e implicações (iii) a screening é mais valiosa ou é mais útil quando os trabalhadores são heterogêneos, de modo que suas habilidade não são similares em cada emprego; (iv) se há duas ou mais habilidades, os trabalhadores dever ser alocados as tarefas onde seu produto é mais elevado em termos absolutos;

62 62 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas – conclusões e implicações (v) quando o número de vagas é fixado,os trabalhadores devem ser classificados [ranked] baseados sobre sua vantagem absoluta e estão alocados as tarefas apropriadas até que todas as vagas seja preenchidas;

63 63 O problema da alocação dos trabalhadores as vagas – conclusões e implicações (vi) a separação [sorting] dos trabalhadores entre vagas é mais importante, mais significativa para a empresa quando os trabalhadores tem diferentes habilidades; quando aqueles que são bons no emprego H não são bons no emprego P e vice versa. A screening é menos valiosa quando os trabalhadores são homogêneos.

64 64 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma O problema da designação das tarefas apresentado neste capítulo refere-se a um caso onde há um determinado número de vagas a serem preenchidas. A regra usada para resolver este problema foi o de classificar as trabalhadores por sua vantagem absoluta e aloca-los numa vaga de acordo com sua vantagem absoluta.

65 65 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [Lazear, 1998] Suponha que existam: (i) z trabalhadores e z vagas; (ii) m cargo do tipo H e (z-m) cargos do tipo P; (iii) assim, m dos z trabalhadores devem ser alocados a H e (m-z) devem ser alocados em P; (iv) Hi – é o produto por trabalhador i em H e. Pi – produto do trabalhador i em P;

66 66 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma (v) A alocação ótima maximiza a soma de todos os trabalhadores; (vi) dando aos trabalhadores uma subscrição, tal que a alocação ótima tenha trabalhadores 1 até m alocados em H e (m+1) até z em P, temos que o produto máximo é dado por: (1) Max Qt* = H1+ H Hm + Pm Pz

67 67 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma Mas se for verdade de Qt* é o produto máximo, então deve ser verdade que uma mudança nos empregos entre quaisquer dois trabalhadores irá resultar num produto mais baixo: H Hm + Pm Pz > m z Hr + Hj Pj + pq j=1 q= m+1 j K q r ( 1 k m, m+1 r z) a qual pode ser escrita como:

68 68 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma Hk – Pk > Hr – Pr (1 k m, m+1 r z) Esta expressão nos diz que a diferença absoluta entre as ks produtividades em H e a sua produtividade em P deve exceder a diferença entre as rs produtividades em H e as rs produtividades em P. Isto deve ser verdadeiro para todo o K e r onde k é definido como o trabalhador cujo o nome está entre 1 e m e r é o trabalhador cujo nome está entre (m+a1) e z.

69 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi (2003)] Caso com o número variável de vagas

70 70 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] (i) há n trabalhadores para n vagas a serem alocadas numa empresa no qual existem dois setores H e S; (ii) se a firma não filtra os trabalhadores, ela deve estimar o valor da produção média em ambos os setores; onde H m e Sm são os valores médios de produção em ambos os setores; n n Hm = [ i=1 Hi/n] e S m = [ i= 1 Si/n]

71 71 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] (iii) se os trabalhadores não são filtrados [screened] e o número de vagas é variável, então o problema da alocação deveria ser resolvido pela alocação dos trabalhadores onde a produção média é maior, isto é: Max (Hm, Sm) se se nós assumirmos que Hm > Sm, a produção total será Qr = nHm

72 72 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] (iv) vamos assumir aqui que a firma pode filtrar os trabalhadores ao um custo unitário $c, condicional a filtragem, isto é, a firma é capaz de encontrar qual é a vantagem absoluta do trabalhador na produção, isto é, para um determinado trabalhador i, a vantagem comparativa em termos absolutos é Max (Hi, Si), de modo que o produto total sob screening será igual a: n Q screning = { i=1 Max [Hi, Si] – cn}

73 73 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] A filtragem [screening] será ótima somente se: n i=1 Max [Hi, Si] – cn nH m Assim, vemos que a filtragem [screening] é ótima quando: (a) $c é pequeno; (b) quando os trabalhadores são muito heterogêneos, de modo que quem é bom no setor H não é bom no setor S.

74 74 Exemplo – Job assignment – variable slots NSHProb.MaxDiferença 1 JOE ROBIN ROBERT LOISE Produto total Produto médio Produto com o indivíduo no seu max

75 75 Exemplo – Job assignment – variable slots Com custos de screening [c= 10] – Com custos de screening [c = 5] – 88.75

76 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] Caso com o número fixo de vagas

77 77 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] (i) suponha que existam n trabalhadores e n vagas, mas que existam apenas h no setor H e s no setor S, sendo que s+h = n; (ii) o problema da alocação ótima maximiza a soma do produto de todos os trabalhadores; (iii) assumindo que os trabalhadores possam ser denominados de 1 a h no setor H e h+1 no setor S, temos que: Q* = H 1 + H Hh + S h Sn

78 78 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] Se Q* é ótimo, então deve ser verdade que mudando os trabalhadores de setor nós não aumentamos o produto. Se a alocação Q * é ótima, deve ser verdade que Q* > Q k – r. Assim, temos que: h n H 1 +H 2 + Hh + S h S n > hj + Hr + Sj +Sk j=1; j k j=h+1; j r (h+1) r ni 1 k hi

79 79 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] Simplificando a expressão acima obtemos que: Hk + Sr > Hr + Sk ou que Hk – Sk > Hr – Sr (h+1) r ni 1 k hi

80 80 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] Hk – Sk > Hr – Sr (h+1) r ni 1 k hi A expressão acima nos diz que a diferença absoluta entre ks na produção nos setores H e S é maior do que a diferença absoluta ente os r na produção de H e S. Isto é, qualquer trabalhador alocado em H tem uma diferença maior entre H e S do que qualquer outro trabalhador alocado em S.

81 81 Exemplo [O modelo de Garibaldi, 2003] VagasAlocação #1Alocação #2 S1100 JOE S280 ROBIN60 ROBERT H190 ROBERT85 ROBIN H2100 LOISE TOTAL Média

82 82 O tratamento formal do problema da alocação dos trabalhadores na firma [O modelo de Garibaldi, 2003] A regra geral para a obtenção da alocação ótima é a seguinte: Classifique os trabalhadores de acordo com sua vantagem absoluta [diferenças absolutas de produtividade] e aloque-os nas vagas abertas com base na classificação [do maior ao menor] até que todas as vagas em H sejam preenchidas.

83 83 Informação pública ou privada Cada trabalhador alocado em H possui uma grande diferença entre H e P do que qualquer outro trabalhador alocado em P. Isto é exatamente a regra discutida no texto – classificar os trabalhadores por sua diferença produtiva absoluta entre H e P com base na classificação (da mais alta diferença a mais baixa) até que todas as vagas serem preenchidas.

84 84 A filtragem e a capacidade da firma de atrair candidatos Porque um trabalhador insiste em passar por um processo de seleção, se existe a possibilidade de não ser efetivado no final e essa informação se tornar pública? Empresas que pagam acima do mercado têm que selecionar, para evitar que candidatos não produtivos sejam selecionados e efetivados.

85 85 Principais pontos e conclusões do capítulo (i) melhores informações sobre as habilidades dos trabalhadores tem valor econômico: o trabalhador pode ser melhor selecionado e pode ser colocado em vagas onde ele for mais produtivo. Contudo, devemos ter claro que a obtenção da informação [screening] pode ser cara de obter [seja através de testes ou de observação no próprio trabalho]; (ii) a screening pode ser vista como um investimento que as firmas fazem em obtenção de informação, envolvendo assim análises de custo e benefício;

86 86 Principais pontos e conclusões do capítulo (iii) se a informação sobre a produtividade do trabalhador puder ser mantida (ou ser específica) a firma, então a firma estaria disposta a investir na obtenção desta informação e obter as recompensas através de uma produtividade mais elevada do trabalhador filtrado [screened]; (iv) se a informação sobre o trabalhador se tornar pública, o trabalhador é que estará disposto a investir (através de salários iniciais mais baixos) e obter as recompensas através da obtenção de uma certificação de qualidade;

87 87 Principais pontos e conclusões do capítulo (v) filtrar os candidatos é mais lucrativo quando: a) os custos de filtragem forem baixos; b) uma grande proporção dos candidatos for recusada devido a filtragem;

88 88 Principais pontos e conclusões do capítulo (vi) se houver duas ou mais habilidades e vagas de emprego, então o problema se torna um de alocação de tarefa: a) quando o número de vagas é variável, o trabalhador deveria ser alocado a tarefa onde seu produto é o mais elevado em termos absolutos; b) quando o número de vagas é fixo, os trabalhadores deveriam ser classificados em termos vantagem absoluta e então alocados a tarefa apropriada até que as vagas fossem preenchidas;

89 89 Principais pontos e conclusões do capítulo c) a filtragem dos trabalhadores entre as vagas é mais importante quando os trabalhadores têm diferentes habilidades, isto é, quando aqueles que são bons no emprego A e são maus no emprego B e vice versa. d) a filtragem [screening] é menos valiosa quando os trabalhadores são homogêneos.

90 Fim Economia dos Recursos Humanos Prof. Giácomo Balbinotto Neto UFRGS/PPGE II/2004


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