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A HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA NO MODELO NEOCLÁSSICO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO NOTAS DE AULA PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO UFRGS.

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1 A HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA NO MODELO NEOCLÁSSICO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO NOTAS DE AULA PROF. GIÁCOMO BALBINOTTO NETO UFRGS

2 At the heart of the Solow model is the prediction of convergence, but the notion of convergence comes in several flavors. Debraj Ray (1998, p. 74)

3 3 A questão da convergência no modelo neoclássico Uma questão que atraiu uma significativa atenção, principalmente com relação ao trabalho empírico sobre o crescimento econômico foi a de saber se os países pobres tendem a crescer mais rápido do que os países ricos.

4 4 A questão da convergência no modelo neoclássico Questão: Por que é esperada existir uma convergência das rendas per capita no longo prazo segundo o modelo neoclássico de crescimento econômico?

5 5 A questão da convergência no modelo neoclássico (i) o modelo de Solow (1957) prediz que os países tendem a convergir para suas trajetória de crescimento equilibrado. Assim, na medida em que as diferenças no produto por capita surjam de países que estão em diferentes pontos com relação a suas trajetórias de crescimento equilibrado, nós devemos esperar que os países pobres alcancem os países ricos [catch up]

6 6 A questão da convergência no modelo neoclássico (ii) o segundo motivo é que o modelo de Solow (1957) implica que a taxa de retorno do capital é baixa em países com uma maior razão capital/trabalho e, portanto, há incentivos para o capital se deslocar ou fluir dos países ricos para os países pobres, o que, em última análise, irá provocar uma convergência das rendas per capita no longo prazo.

7 7 A questão da convergência no modelo neoclássico (iii) uma outra explicação seria uma extensão do modelo neoclássico no qual houvesse mobilidade internacional do capital e da tecnologia;

8 8 A questão da convergência no modelo neoclássico (iv) por fim, uma quarta causa para a existência de convergência é que, se houver defasagens na difusão do conhecimento, as diferenças de rendas podem surgir porque alguns países não estão ainda empregando a melhor tecnologia disponível. Contudo, tais diferenças tendem a diminuir a medida em que os países pobres ganham acesso aos métodos e processos mais avançados.

9 9 Origens da hipótese de convergência de rendas per capita no longo prazo Alexander Gerschenkron (1958) Moses Abramovitz (1986) Willian Baumol (1986)

10 10 Origens da hipótese de convergência de rendas per capita no longo prazo Under certain conditions being behind gives a productivity laggard the ability to growth faster than the early leader. This is the main contention of the convergence hypothesis. Abramovitz & Davis (1996, p. 21)

11 11 Baumol (1986) e a hipótese de convergência Baumol (1986) examinou a hipótese de convergência com dados de 16 países industrializados entre 1870 a 1979 com base nos dados levantado por Angus Maddison (1982). A equação estimada foi a seguinte: ln[(Y/N) i, 1979 ] – ln(Y/N) i,1870 ] = a + b ln[(Y/N) i, 1870 ] + i Se houvesse convergência, b seria negativo: países com uma alta renda inicial possuem uma menor taxa de crescimento.

12 12 Baumol (1986) e a hipótese de convergência Um valor para b de (-1) corresponde a uma convergência perfeita, isto é, uma elevada renda inicial em média reduz o crescimento subseqüente de uma para um. Os resultados obtidos por Baumol (1986) foram iguais a b= 0,995, sendo também bastante precisa. O trabalho de Baumol (1986) constituiu-se num importante ponto de partida para os futuros trabalhos sobre convergência.

13 13 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento

14 14 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento Fonte: Jones (2000), pg. 53

15 15 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento Fonte: Jones (2000), pg. 54

16 16 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento Fonte: Jones (2000), pg. 55

17 17 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento Fonte: Jones (2000), pg. 55

18 18 A Hipótese de Convergência No que se refere a dinâmica de transição que é derivada do modelo neoclássico de crescimento econômico, ela indica como uma economia converge para o seu equilíbrio e para a renda per capita de outras economias.

19 19 Convergência A idéia básica por traz do modelo de convergência da renda per capita entre os países é que os paises com uma baixa renda per capita no ínicio de um determinado período tenderiam a crescer mais rápido que países ricos. [cf. Barro (1984,cap.12), de Long (1988), Barro (1991a), Barro e Sala-i-Martin (1991, 1992a, 1992b)] Assim, o hiato entre os países ricos e pobres deveria diminuir ao longo do tempo (catch-up).

20 20 Convergência Modelo de Solow (1957) prediz que, ceteris paribus, países pobres" [(com mais baixo (Y/N) e (K/N)] deveriam crescer mais rápido do que os países "ricos." Se isto for verdade, então, o hiato da renda entre países ricos e pobres iria se reduzir ao longo do tempo e os padrões de vida iriam convergir no longo prazo.

21 21 Convergência No mundo real, muitos países pobres não crescem tão rápido quanto países ricos. Isto implica que o modelo de Solow é falho com relação a este fato?

22 22 Convergência Não, porque" outras coisas" não são iguais. O que o modelo de Solow na realidade prediz é a existência de uma convergência condicional – isto é - os países irão convergir para seus estados estácionários, os quais são determinados pela poupança, crescimento populacional, educação e instituições, e como veremos, esta predição, quando condicionada a estes fatores é corroborada pelos fatos.

23 23 A convergência: uma análise formal Formalmente isto pode ser visto com mais rigor dividindo-se a equação fundamental de crescimento do modelo neoclássico por k (relação capital-trabalho), assim: k = (k/t)/k = [s.f (k)/k] - (n+d) A equação acima nos mostra a taxa de crescimento da relação capital trabalho da economia [ k ].

24 24 A convergência: uma análise formal [s.f(k)/k] - é uma curva assintótica negativamente inclinada que mostra a relação entre a taxa de crescimento da economia que está associada com os vários níveis da relação capital/trabalho, k (= K/N). Já (n+d) é uma linha horizontal indicando qual a taxa de crescimento de equilíbrio da economia que é exógena, representada por uma linha horizontal que corresponde a soma da taxa de crescimento populacional e de depreciação.

25 25 A convergência: uma análise formal A distância vertical entre a curva e a linha é igual a taxa de crescimento do estoque de capital per capita. O ponto onde as duas se cruzam é o estado estacionário. A taxa de crescimento de equilíbrio é vista nas figuras pelo ponto E, onde: [s.f(k)/k] = (n+d). A economia tende assintóticamente em direção ao estado estacionário no qual k, y e c não mudam.

26 26 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário 0k. k/k sy/k (n+d) k* k/k Quanto mais a economia se encontra abaixo do valor k* no estado estacionário, tanto mais rápido será o crescimento da economia.

27 27 A fonte destes resultados como vimos está nos retornos marginais decrescentes do capital: quando k é relativamente baixo, o produto médio do capital [f(k)/k)] é relativamente alta. Como é assumido que as famílias poupam e investem uma fração constante, s do produto, temos que quando k é relativamente baixo, o investimento bruto por unidade de capital, s.f(k)/k, é relativamente alto. A convergência: uma análise formal

28 28 A convergência: uma análise formal O capital por trabalhador, k se deprecia a uma taxa constante (d). Conseqüentemente, a taxa de crescimento da razão capital/trabalho é também relativamente alta.

29 29 A convergência: uma análise formal Se uma economia inicia com k(0) > k*, então a taxa de crescimento de k é negativo e k se reduz ao longo do tempo. Assim, vemos que o sistema é globalmente estável: para qualquer valor inicial, k(0) > 0, a economia converge para o seu único valor de equilíbrio estacionário [steady state], k* > 0.

30 30 A convergência: uma análise formal Derivando k com relação a k, obtemos: k /k = s{[f(k) – f(k)/k]/ k < 0 Ou seja, ceteris paribus, menores valores de k estão associados com maiores valores de k.

31 31 A convergência: uma análise formal Assim, pela equação acima vemos que, ceteris paribus, quanto menores forem os valores de k, maior será k, ou em outras palavras, as economias com uma menor relação capital trabalho tendem a crescer a uma taxa maior do que as economias com uma relação capital trabalho mais elevada, isto, no longo prazo, implica que as economias tendem a convergir, para um mesmo nível de equilíbrio. Esta é a conhecida propriedade da convergência absoluta ou também como beta convergência.

32 32 A Hipótese da Convergência Absoluta A hipótese da convergência absoluta nos diz que, se considerarmos um grupo de países, tendo todos acesso a mesma tecnologia, tendo a mesma taxa de crescimento populacional e a mesma propensão a poupar, na qual a única diferença seja em termos de sua razão capital/trabalho (k), então nós deveríamos esperar que todos os países convergissem para a mesma razão capital-trabalho de steady state (k*), o mesmo consumo per capita (c*) e a mesma renda per capita (y*) e a mesma taxa de crescimento populacional (n).

33 33 A convergência: uma análise formal A propriedade da convergência absoluta implica que, no caso de duas economias quaisquer, onde a única diferença entre elas seja o nível da relação capital/trabalho, mantendo-se constates os demais fatores determinantes do crescimento, tais como a tecnologia, as preferências do consumidores, as políticas governamentais, a taxa de crescimento populacional e a estrutura institucional subjacente, temos que a taxa de crescimento k será maior para a as economias pobres (k p ) do que para as economias ricas (k r ). Isto implica, então, numa forma de convergência, a convergência absoluta, também chamada de -convergência.

34 34 A convergência: uma análise formal Considere um grupo de países que sejam estruturalmente similares no sentido de que eles tenham os mesmos valores dos parâmetros s, n e d e que tenham, também a mesma função de produção, f(). De modo que estas economias tenham os mesmos valores de equilíbrio estacionário (os mesmos steady-state, k*).

35 35 A convergência: uma análise formal Assuma que a única diferença entre estas economias seja o seu estoque inicial de capital per capita (k). Estas diferenças nos valores iniciais poderiam refletir distúrbios passados. Assim, temos que o modelo implica que, aquelas economias menos desenvolvidas ou mais atrasadas – isto é, com um menor valor de k, teriam maiores taxas de crescimento econômico. Contudo, no longo prazo, haveria uma convergência para o estado estacionário.

36 36 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário para diferentes economias 0 k k/k sy/k n+d k* k/k > 0 k(0)pobre k(0)rico

37 37 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário para diferentes economias A figura acima ilustra uma forma de convergência – regiões ou países com um baixo valor inicial de k (relação capital trabalho), tem elevadas taxas de crescimento per capita ( k ), e portanto, convergem para aquelas com uma elevada relação capital trabalho.

38 38 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário para diferentes economias A hipótese de que as economia pobres tendem a crescer mais rapidamente do que as economias ricas - sem nenhum condicionamento sobre qualquer outra característica – é referida na economia como convergência absoluta.

39 39 A Teoria da Convergência - Origens A hipótese de convergência, ou de que os países pobres deveriam crescer a uma taxa mais rápida do que a dos países ricos ou industrializados parece ter sido formulada inicialmente por Gerschenkron (1952), que argumentou que os custos da industrialização para os países em desenvolvimento deveria ser menor e a velocidade com que se industrializariam seria maior devido ao fato de que nestes últimos teriam a vantagem de ter acesso a um custo menor dos avanços tecnológicos dos países industrializados.

40 40 A convergência: uma análise formal A propriedade da convergência absoluta do modelo neoclássico de crescimento é uma decorrência do processo de acumulação de capital num contexto de retornos marginais decrescentes.

41 41 A convergência: uma análise formal O que temos na realidade é que a medida em que uma economia se desenvolve e acumula mais capital, temos que a taxa de retorno do capital diminui. Portanto, é de se esperar que aqueles países com um menor estoque de capital apresentem uma taxa de crescimento maior, devido que eles tem uma taxa de retorno do capital mais elevada sobre o capital do que os países ricos (com um elevado estoque de capital).

42 42 A convergência: uma análise formal Assim, podemos dizer que existe uma convergência- absoluta, se as economias pobres crescerem mais do que as economias ricas [cf. Sala-i-Martin (1990, 1996)]

43 43 A convergência: uma análise formal Formalmente podemos calcular esta taxa a seguinte maneira. Suponha que existam dados referentes a renda per capita para conjunto de países e que i, t, t+T log (y i, t, t+T / y i,T )/ T a taxa de crescimento per capita anualizada da economia entre t e T.

44 44 A convergência: uma análise formal Estima-se a seguinte regressão a fim de obtermos a taxa de convergência absoluta: i, t, t+T = + log (y i, t ) + i,t A hipótese de que exista uma convergência absoluta, implica em que < 0. O parâmetro nós dá uma medida da velocidade em que duas ou mais economias convergem no longo prazo.

45 45 A convergência condicional Aqui nós relaxamos o pressuposto de que as economias sejam homogêneas e que possuam os mesmos parâmetros e, portanto, o mesmo steady state. Assim, se os steady states entre as economias diferem, nós devemos modificar a análise para considerarmos o conceito de convergência condicional.

46 46 A convergência condicional A principal idéia aqui é que uma economia cresce mais rápido quanto mais afastada ela estiver de seu estado estacionário.

47 47 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário para diferentes economias 0 k. k/k S r y/k n+d k*pobrek*ricok(0)pk(0)r S p y/k

48 48 A convergência condicional Considere o caso acima no qual duas economias diferem com relação a apenas dois aspectos: (1) elas tem um estoque de capital inicial diferente, k(0) p k(0) r e, (2) elas têm diferentes taxas de poupança s p s r. O fato de que sp sr implica que k* p k* r. Visto que assumimos aqui que s p s r temos que k(0) p < k(0) r. Portanto, o modelo não prediz a existência de convergência em todas as circunstâncias, um país pobre pode crescer a taxas menores do que um país rico.

49 49 A convergência condicional O valor de steady state k*, depende da taxa de poupança (s), do nível da função de produção f() e de várias políticas governamentais que efetivamente deslocam a função de produção.

50 50 A convergência condicional Os resultados obtidos pela convergência condicional sugerem que nós deveríamos manter constantes aqueles determinantes de k* a fim de poder isolar a relação inversa predita entre as taxas de crescimento econômico e as posições iniciais. Controlando outros fatores determinantes de k, a hipótese de convergência ainda se manteria?

51 51 A convergência condicional e absoluta Nós dizemos que num conjunto de economias verifica-se uma convergência se a correlação parcial entre a taxa de crescimento econômico num dado período e a renda inicial deste período é negativa. Em outras palavras, se nós rodamos uma regressão do tipo cross country entre a taxa de crescimento e a renda inicial, mantendo constante outras variáveis adicionais e nós encontramos que o coeficiente com relação a renda inicial é negativo, então nós podemos dizer que nestas economias constata-se uma convergência- condicional.

52 52 A convergência condicional e absoluta O valor da relação capital (k*) no estado estacionário (steady state), depende da taxa de poupança (s), do nível da função de produção [y =f ()] e de várias políticas governamentais que efetivamente deslocam a função de produção. Este resultado sugere, então, que nós devemos manter constante aqueles determinantes de (k*) a fim de isolar a relação inversa prevista entre a taxa de crescimento econômico e a renda inicial.

53 53 A convergência condicional [cf. Barro e Sala-i-Martin (1995, p.30 e cap.12)] A inclusão de diversas variáveis que seja um substituto (proxy) para as diferenças no estado estacionário torna as principais diferenças nos resultados entre um amplo conjunto de países relevante. Quando aquelas variáveis são incluídas nas regressões de cross country, as relação entre renda per capita inicial e taxa de crescimento per capita torna-se significativamente negativa, como previsto pelo modelo neoclássico. Em outras palavras, os dados de cross-country corroboram a hipótese da convergência condicional [cf. B & SM (1995,p.30)].

54 54 A convergência condicional: uma análise formal [cf. Barro e Sala-i-Martin (1995, p.30)] Considere a equação referente a dinâmica de transição da acumulação de capital no modelo neoclássico de Solow: k = [s.f (k)/k] - (n+d). Usando a condição de steady state [sf(k*) = (n+d)k*], para expressar s como: s = (n+d)k*/f(k*). Agora, se nós substituirmos s na equação de transição dinâmica, então k pode ser expresso como: k = (n+d) {[f(k)/k/f(k*)/k*] -1}

55 55 A convergência condicional: uma análise formal [cf. Barro e Sala-i-Martin (1995, p.30)] k = (n+d) {[f(k)/k/f(k*)/k*] -1} A equação acima é consistente com k =0 quando k=k*. Para uma dado k* a formula implica que uma redução em k, a qual aumenta o produto médio do capital, [f(k)/k], diminui k.

56 56 A convergência condicional: uma análise formal [cf. Barro e Sala-i-Martin (1995, p.30)] Contudo, uma baixo valor de k está associado a uma alto valor de k somente se a redução é relativa ao valor do estado estacionário (steady state) k*. Em particular, f(k)/k deve ser relativamente elevado com relação ao valor de steady state, [f(k*)/k*]. Portanto, um país pobre não deverá ter uma elevada taxa de crescimento se k p estiver próximo do valor do seu estado estacionário (k p *).

57 57 O crescimento econômico no modelo simples de Solow e a desaceleração do crescimento econômico – a dinâmica de transição ao estado estacionário para diferentes economias 0 k. k/k S r (y/k) (n+d) k*pobrek*ricok(0)pk(0)r S p( y/k) kp kr

58 58 A convergência condicional e absoluta Se o coeficiente da renda inicial numa regressão for negativo quando não levamos em conta todas as demais variáveis de controle, então nós dizemos que os dados indicam que há uma convergência- absoluta.

59 59 A convergência - : uma análise formal A convergência- refere-se a convergência existente entre um grupo de países ou regiões, que estão convergindo no sentido de que a taxa de dispersão de suas rendas per capita, medidas pelo desvio padrão da amostra tende a se reduzir ao longo do tempo, isto é, se houver uma convergência-, temos que: t +T < t

60 60 As convergências - e : uma comparação O conceito de convergência- procura indicar se a dispersão na distribuição da renda entre os países ou regiões se reduz ao longo do tempo. [Easterlin (1960), Borts & Stein (1964, cap.2); Barro (1984, cap.12); Baumol (1986)] Já o conceito de convergência- procura mostrar a mobilidade das diferentes economias de países ou regiões se comportam dentro de uma distribuição.

61 61 A convergência - : uma análise formal k /k = = {[s.f(k)/k] - (n+ d)}/k < 0 Da equação de crescimento do estoque de capital per capita, nós podemos expressar [s] como: s = (n +d). [k* / f(k*)]

62 62 A convergência - : uma análise formal Agora, substituindo [s] em [ k /k], temos que k (taxa de crescimento do estoque de capital per capita)pode ser expresso como: k = (n + d) {[f(k)/k / f(k*)/k] –1} A equação acima é consistente comk = 0 quando k = k*. De um pa í s pobre não é esperado que cres ç a rapidamente se o valor de seu estado estacion á rio, k*, é baixo, como seu valor corrente, k.

63 63 A convergência - : uma análise formal A equação acima sugere que nós deveríamos olhar empiricamente a relação entre a taxa de crescimento per capita, y e a posição inicial, y(0), depois de mantermos constante as variáveis fixadas que são responsáveis pelas diferenças na posição de steady state, y* e k*.

64 64 Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento Além disso, vemos que, para um dado valor de k*, temos que uma redução de k, que provoca um aumento no produto médio do capital, aumenta o valor de k. Contudo, isto somente irá ocorrer se a redução for relativa ao valor do estado estacionário k*, o que implica que f(k)/k deve ser relativamente mais elevado do que ao valor desta relação no estado estacionário f(k*)/k*.

65 65 A velocidade de convergência [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995, p , 53)] A propriedade da convergência não é a única proposição testável do modelo neoclássico de Solow. Além de testarmos a hipótese de se as economias convergem no longo prazo, uma outro questão igualmente importante diz respeito a velocidade de convergência. Aqui, iremos considerar o caso de uma função de produção do tipo Cobb-Douglas para o qual: y = f () = k

66 66 A velocidade de convergência [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995, p , 53)] A equação fundamental de Solow no caso da função de produção Cobb-Douglas é dada por: k = s k – (d+n)k A solução para esta equação diferencial pode ser obtida utilizando-se uma transformação de variáveis, isto é, reescrevendo a equação acima em termos da razão capital/produto: (1- ) x= k/y = k

67 67 A velocidade de convergência [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995, p , 53)] x = (1- ) [s – (d+n) x] A solução da equação diferencial acima pelos métodos tradicionais de resolução, o que implica que: - t x = x () + [x(0) – x()] e onde: x () = s((d+n) é a razão capital/trabalho no estado estacionário para a qual a economia converge no longo prazo e onde = (1- ) (d+n) é a medida de convergência.

68 68 A velocidade de convergência [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995, p , 53)] - a velocidade de convergência pode ser interpretada como sendo ( x 100%) da divergência entre x (t) e x () que é eliminado após um intervalo de tempo t : t = - (1/ ) log (1- )

69 69 Convergência Absoluta Economias pobres tendem a crescer mais rápido que economias ricas Convergência Condicional Convergência depende do ponto de partida: economias crescem mais rápido se estão mais distantes de seu estado estacionário Convergência e explicação das diferentes taxas de crescimento: um resumo

70 70 Convergência entre Países

71 71 Dispersão do PIB entre Países

72 72 Na figura vemos que os países pobres crescem mais rapidamente que os países ricos, e a distribuição das rendas entre eles torna-se mais igualitária ao longo do tempo. Neste caso a convergência gera a convergência sigma. 0 y tempo Ricos Pobres

73 73 Neste caso, as economias pobres são expostas a um choque adverso que reduz a sua trajetória de crescimento. Portanto, mesmo que os paises pobres cresçam a uma taxa mais rápida do que os paises ricos, a distribuição das rendas entre os dois grupos torna-se menos igualitária ao longo do tempo. Neste caso a convergência beta não gera a convergência sigma [ ]. 0 y tempo Ricos Pobres depois de um choque adverso Pobres

74 74 Relação Entre a Convergência e Aqui temos representado um caso no qual a taxa de crescimento da economia A é menor do que a taxa de crescimento da economia [B] (de fato a taxa de crescimento de [A] é negativa) entre t e (t + T) e, portanto, nós dizemos que há uma convergência-. Além disso, devido ao fato de que a dispersão do log [y] em (t+T) é menor do que no período t, nós dizemos que também há uma convergência-

75 75 0 log y tempo Relação Entre a Convergência e A B Tt

76 76 Relação Entre a Convergência e Na figura abaixo temos um exemplo onde há ausência de convergência- (inicialmente a economia rica [A] cresce mais rápido do que a economia [B] está associada com uma ausência de uma convergência (a distância entre as duas economias cresceu ao longo do tempo).

77 77 0 tempo Relação Entre a Convergência e log y A B Tt

78 78 Relação Entre a Convergência e Na figura abaixo temos um caso onde a economia inicialmente pobre [B] cresce a uma taxa mais rápida do que a economia inicialmente rica [A], havendo portanto, uma convergência. Contudo, a taxa de crescimento de [B] é muito maior do que a de [A] e no período (t + T), a distância entre A e B é a mesma que era no período t (exceto o fato de que agora a economia rica é [B]. Portanto, a dispersão entre estas economia não diminuiu, e portanto não houve uma convergência-.

79 79 0 tempo Relação Entre a Convergência e log y A B Tt

80 80 Relação Entre a Convergência e A convergência- está relacionada ao fato de se distribuição mundial da renda entre os países se reduz ao longo do tempo. Já a convergência- busca relacionar-se a mobilidade de diferentes economia individuais dentro de uma mesma distribuição da renda mundial

81 81 Os países pobres tendem a crescer mais rápido do que os países ricos? Países com a mesma taxa de progresso tecnológico [ ], irão todos convergir para uma trajetória de crescimento balanceada [balanced growth path] no qual a taxa de crescimento da renda per capita é igual a. Se as tecnologias de produção, taxas de poupança, taxa de crescimento populacional são as mesmas entre os países, eles irão, todos, convergir para o mesmo nível de renda per capita. Convergência e Retornos Decrescentes

82 82 Convergência [Japão ( )] [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995)] = 0, 0279

83 83

84 84 Convergência (EUA) [cf. Barro & Sala-i-Martin (1995)] = 0, 0174

85 85

86 86 As Regressões Cross Country Para Kuznets (1983), o estudo isolado de apenas um ou duas nações proporcionaria apenas uma visão parcial e limitada das experiências de crescimento econômico. Embora tais estudos possam gerar hipóteses sobre quais sejam ou devam ser os fatores relevantes com referência ao crescimento econômico é necessário a econometria para testar a validade das generalizações que surgem ou derivam daquelas experiências particulares.

87 87 As Regressões Cross Country Deste modo, na medida em que possamos compreender e entender o comportamento da taxa de crescimento econômico cross-country (entre os países) estamos buscando descobrir quais as características comuns às experiências nacionais e que são fundamentais para explicar as diferenças entre as taxas de crescimento econômico.

88 88 Os dados de cross country Os dados de cross-country são obtidos a partir de dados de séries temporais para cada nação durante um determinado intervalo de tempo e que geram uma única observação para cada amostra de cross-country usada numa regressão como a especificada abaixo. Esta observação refere-se à taxa média de crescimento de uma dada nação ou ao seu nível de renda ou ainda a uma dada característica institucional referentes aquele período de análise.

89 89 As regressões cross country As regressões de cross-section não devem ser interpretadas como sendo uma relação estrutural, mas sim como a força de uma correlação parcial, quando mantemos constantes outras variáveis de controle. Em termos gerais, o objetivo básico das regressões do tipo cross- country tem sido basicamente dois: (i) examinar os fatores determinantes da taxa de crescimento de longo prazo e, (ii) examinar, se, após condicionarmos a variável explicativa no que se refere aos determinantes da taxa de crescimento, as rendas per capita das várias economias convergem para um dado estado estacionário.

90 90 Os testes empíricos [As regressões a la Barro] Vários autores rodaram regressões do tipo cross country para capturar a presença de convergência. De um modo geral, as regressões foram do tipo: gi = o + y oi + x i + i Termo randômico Taxa de crescimento no período Produto por trabalhador no período inicial Vetor de variáveis exógenas de (controle) que influenciam o crescimento

91 91 A Renda Inicial O nível de renda inicial pode ser considerado como sendo uma proxy para o nível de desenvolvimento tecnológico inicial. Esta estratégia busca controlar os efeitos da difusão tecnológica que favoreceriam as nações menos avançadas. Ela procura captar hipótese da existência da convergência condicional no modelo neoclássico. O valor esperado desta variável é que ele seja negativo.

92 92 Definições de Capital Humano Gary Becker (1962) - capital humano é qualquer atividade que implique num custo no período corrente e que aumente a produtividade no futura pode ser analisada dentro da estrutura da teoria do investimento.

93 93 Capital Humano A idéia de que o capital humano tem uma importância fundamental para o crescimento econômico remonta ao final da década de 1950 e início da década de 1960 com os trabalhos seminais de Aukrust (1959), Schultz (1960,1961) e Uzawa (1965), bem como dos exercícios de growth accounting de Deninson (1962 a,b).

94 94 Capital Humano Quando o capital humano entra na função de produção como apenas mais um fator de produção, temos que o crescimento do produto é explicado como uma função do aumento do estoque de capital humano. Assim, temos que o seu aumento implica numa elevação do nível de renda. Quando o capital humano facilita a adoção de novas tecnologias ou é visto como um insumo para o processo de inovação e difusão tecnológica, temos aqui, também, uma relação positiva entre o estoque de capital humano e o crescimento da produtividade.

95 95 Capital Humano Por exemplo, Nelson e Phelps (1966) e Welch (1970), Barro e Sala-i-Martin (1994, p.145) e Romer (1990) destacam que o capital humano afeta a velocidade da difusão e convergência tecnológica entre as nações, pois a flexibilidade e a facilidade de aprendizagem dos indivíduos é afetada pelo nível de educação, que os capacita a adaptar-se as mudanças tecnológicas. Assim, segundo eles, uma mão-de-obra educada deve ser considerada como sendo um insumo tanto para os processos de inovação como de difusão tecnológicas. Além disso, a capacidade de uma nação de adotar e implementar uma nova tecnologia seria função do seu estoque prévio de capital humano.

96 96 Capital Humano Com base no que foi exposto acima podemos supor, então, que o capital humano afeta positivamente a taxa de crescimento econômico e proporciona, no longo prazo, um nível de renda mais elevado. Se, como nos modelos neoclássicos ele entra como sendo apenas mais um fator de produção, temos que a taxa de crescimento será uma função de sua taxa de acumulação, ou seja, encontramos um sinal positivo para as variáveis que captam a relação entre a taxa de crescimento e capital humano. Já nos modelos de crescimento endógeno o capital humano entra como um insumo que facilita a adoção e as inovações tecnológicas, que são a chave para o crescimento econômico, e tem um efeito permanente sobre o crescimento.

97 97 …it seems clear that the great reduction of mortality in underdeveloped areas since 1940 has been brought about mainly by the discovery of new methods of disease treatment applicable at reasonable cost [and] by the diffusion of these new methods… The reduction could be rapid because it did not depend on general economic development or social modernization… Though in the literature on public health there is still great lip service paid to the necessity of general economic improvement and community welfare in the control of disease, the truth is that many scourges can be stamped out with none of this…. Kingsley Davis American Economic Review (1956, pp e p. 314). Saúde e Crescimento Econômico

98 98 Country differences in income growth rates over the last three decades explain roughly 40% of the cross-country differences in mortality improvements. …raising per capita income will be an important component of any countrys health strategy. Lant Pritchett and Lawrence H. Summers Wealthier is Healthier JHR, Fall 1996 Saúde e Crescimento Econômico

99 99 Saúde e Crescimento Econômico

100 100 HIV-AIDS

101 101 Expectativa de Vida & Nível de Renda em 1990

102 102 Investimento A inclusão da variável investimento nas regressões de cross-country que inclua os determinantes dos estado estacionário nos permite analisar de que modo e por quais canais ela afeta a taxa de crescimento econômico. O sinal esperado desta variável é positivo.

103 103 Crescimento Populacional Segundo o modelo neoclássico, a taxa de crescimento populacional teria o efeito de reduzir o nível de renda per capita no estado estacionário, pois uma elevada taxa de fertilidade (exógena) reduziria a taxa de crescimento do produto per capita para uma dado valor das variáveis de estado. A razão disto é que, se a população estiver crescendo, temos que uma parte do investimento deve ser alocada para os novos trabalhadores que irão entrar no mercado de trabalho, ao invés de aumentar a razão capital/trabalho bem como o desvio de recurso para o cuidado das crianças. Assim, devemos esperar que a variável correspondente ao crescimento populacional tenha um sinal negativo nas regressões do tipo cross country.

104 104 Taxas de Fertilidade no Mundo

105 105 Variáveis Geográficas A justificativa para a introdução de variáveis geográficas nas equações de regressão do tipo cross-country pode ser encontrada pelo menos desde Adam Smith (1776) que sugeriu que o progresso econômico de uma nação estaria relacionado, também, a natureza do seu solo, clima e situação geográfica entre outras coisas. Além disso, a estratégia de incluir-se variáveis geográficas para explicar o crescimento econômico tem- se constituído uma prática comum em anos recentes, no sentido de procurar explicar os efeitos das variáveis geográficas sobre o crescimento entre as nações.

106 106 Variáveis Geográficas Segundo Gallup, Sachs e Mellinger (1999, p.9), por exemplo, existem pelo menos quatro áreas na qual a geografia tem uma importância fundamental e direta na produtividade econômica: (i) custos dos transportes; (ii) saúde humana; (iii) produtividade agrícola e (iv) proximidade e propriedade de recursos naturais (incluindo água, minerais e depósitos de petróleo). Ainda segundo eles, estes fatores podem ter também efeitos indiretos se as vantagens derivadas da densidade populacional afetam a dinâmica subseqüente do crescimento através das economia de aglomeração ou outros mecanismos de retro alimentação.

107 107 Religiões A hipótese de que a religião afeta o desempenho econômico tem sido debatida pelo menos desde os tempos que Max Weber publicou seu famoso livro The Protestant Ethic and the Spirt of Capitalism e R.H Tawney seu livro – Religion and the Rise of Capitalism. Recentemente, alguns autores tem destacado a importância da cultura e da religião nos modelos de crescimento [cf. principalmente Robert Barro]. Além disso, as variáveis religiosas tem sido colocadas nas equações de crescimento cross-country a fim de verificar em que medida a religião afeta tanto o desempenho como a determinação das instituições, tais como a democracia.

108 108 Religiões De Long (1988, p ) encontrou evidências de que os níveis de produtividade entre os principais países ricos em 1870 não convergiam em Ele destacou que, quando era mantida constante a renda per capita em 1870, aquelas nações que tinham a religião protestante como predominante em 1870, tinham, em 1979, uma renda per capita mais elevada do que, por exemplo, os países com religião predominantemente católica. Outro autor que também destaca a importância da religião como um dos determinantes culturais do crescimento econômico foi Kennett Boulding (1973,p.43), o qual argumentou que, a ética protestante influenciou não somente o sucesso das instituições capitalistas como também acelerou a taxa de progresso econômico.

109 109 Religiões Referindo-se ao caso especifico do Japão, Morishima (1982,p.86) atribuiu o enorme sucesso econômico do Japão no Pós-II Guerra a adoção da tecnologia ocidental e ao confucionismo japonês. Este efeito do confucionismo sobre o crescimento foi também destacado por MacFarqhar (1985) para os casos da Coréia do Sul, Taiwan e Singapura. Portanto, na medida em que controlarmos os fatores religiosos, veremos em que medida as religiões e seus valores e doutrinas contribuem o crescimento econômico, pois como nos diz Zou (1994,p.292), seria um erro ignorarmos totalmente os elementos culturais sobre o crescimento e o desenvolvimento econômico.

110 110 Herança Colonial Outro fato que também pode afetar a taxa de crescimento econômico é a herança histórico-cultural de uma nação na medida em que ela for uma ex- colônia. Segundo, Bertocchi e Canova (1996,p.2), a herança colonial poderia afetar os determinantes do crescimento de várias maneiras, tais como dos trabalhos forçados, políticas educacionais distorcidas, baixo nível de alfabetização, instabilidade política e conflitos étnicos. Além disso, eles salientam que as várias potências coloniais adotaram diferentes políticas com relação a suas colônias e também diferiram no que se refere aos graus de penetração econômica, intensidade de exploração dos recursos naturais e força de trabalho nativa, da política educacional, da infra-estrutura deixada e construída na nação e do tipo de instituições que estabeleceram nas colônias. Assim, concluem eles, não é de se estranhar que o desempenho econômico de uma nação seja afetado, em alguma medida, pela herança cultural, histórica e institucional deixada pelos colonizadores.

111 111 Origem do Sistema Jurídico Um outro conjunto de varáveis de controle do estado estacionário diz respeito aos aspectos da formação histórica e cultural da nação - a origem do seu sistema jurídico. Segundo La Porta et alli (1997), a origem do sistema legal de uma nação traz em si um determinado grau implícito de proteção aos direitos de propriedade e de enforcement dos contratos e de proteção dos investimentos.

112 112 Origens Legais (Reynolds & Flores (1989) 1- inglesa (commom law); 2- francesa (civil law); 3- alemã; 4- escandinava.

113 113

114 114 Rule of Law [La Porta, Lopez-de-Silanes & Shleifer (1998)] País Eficiência do Sistema Judiciário Rule of LawCorrupçãoRisco de Expropriação Risco de Repúdio contratual Austrália10,00 8,529,278,71 Canadá9,2510, ,96 Hong Kong10,008,228,528,298,82 Reino Unido10,008,579,109,719,63 EUA10,00 8,639,989,00 Argentina6,005,356,025,914,91 Brasil5,756,32 7,626,30 França8,008,989,059,659,19 Itália6,758,336,139,359,17 Coréia do Sul 6,005,355,308,318,59 Alemanha9,009,238,939,909,77 Japão10,008,988,529,679,69 Finlândia10,00 9,679,15 Suécia10,00 9,409,58

115 115 Common Law CountriesCivil Law Countries Mercado de Capitais e Origem Legal

116 116 China Alemanha Taiwan France Filipinas Tailândia Malasia Japão Singapura Hong Kong Reino Unido fraca Proteção do investidor Mercados externos Grande & Eficiente forte Pequeno & Ineficiente French Civil Law (França, Espanha) Estados Unidos English Common Law (RU, EUA) German Civil Law (Alemanha, Japão)

117 117 Rule of Law [La Porta, Lopez-de-Silanes & Shleifer (1998)] Origem legalEficiência do Sistema Judiciário Rule of LawCorrupçãoRisco de Expropriação Risco de Repúdio contratual Padrões Contábeis Inglês8,156,467,067,917,4169,62 Francês6,566,055,847,466,8451,17 Germânico8,648,688,039,459,4762,67 Escandinavo10,0 9,669,4474,00 Média da Amostra 7,676,856,908,057,5860,93

118 118 Finanças & Crescimento Econômico A percepção da importância da intermediação financeira e o crescimento econômica é bastante antiga. Bagehot (1873) Schumpeter (1911) John Hicks (1969) Gurley e Shaw (1956, 1960)

119 119 Como o sistema financeiro afeta o crescimento econômico ? O sistema financeiros pode afetar a taxa de crescimento econômico de dois modos: (i) em primeiro lugar, alterando a taxa de poupança e (ii) realocando as poupanças entre os várias tecnologias produzidas.

120 120 Sistema Financeiro e Crescimento Econômico Sistema financeiro e crescimento econômico (i) Aumento da quantidade do investimento; (ii) Aumento na qualidade do investimento.

121 121 Aumento na qualidade do investimento (ii) Redução do risco mediante a administração profissional de fundos utilizando as ferramentas de diversificação. (iv) Devido aos problemas de assimetria de informação, as IF impõe uma maior disciplina sobre os proprietários e administradores para que se comportem de acordo com os interesses dos credores de fundos externos. (i) Reduz as necessidades de liquidez das empresas e reduz o problema da indivisibilidade dos investimentos. (iii) Custear o processo de acumulação de capital humano.

122 122 Bolsa de Valores [Stock Markets] e Crescimento Econômico As bolsas de valores podem afetar o crescimento econômico na medida em que permitem a criação de liquidez na economia. Isto ocorre porque os mercados de capitais permitem aos poupadores adquirir ativos e vende-los rapidamente e de modo barato e seguro, na medida em que desejem ter acesso as suas poupanças ou alterar a composição de suas carteiras de ativos. Por outro lado, as empresas passam a ter um acesso permanente aos capitais necessários para realizar novos investimentos e inovações tecnológicas.

123 123 Bolsa de Valores [Stock Markets] e Crescimento Econômico Na medida em que os riscos dos investimentos se reduzem e ficam mais lucrativos, as bolsa de valores levam e permitem a atração de novos e maiores investimentos. Some-se a isto o fato de que as bolsas de valores permitem aos indivíduos investir numa grande quantidade de firmas e portanto, diversificar o risco tendo em visto os choques que a economia pode sofrer, bem como financiar projetos com longos prazos de maturação.

124 124 Bolsa de Valores [Stock Markets] e Crescimento Econômico Na medida em que os riscos dos investimentos se reduzem e ficam mais lucrativos, as bolsa de valores levam e permitem a atração de novos e maiores investimentos. Some-se a isto o fato de que as bolsas de valores permitem aos indivíduos investir numa grande quantidade de firmas e portanto, diversificar o risco tendo em visto os choques que a economia pode sofrer, bem como financiar projetos com longos prazos de maturação.

125 125 Variáveis referentes ao setor externo As novas teorias do crescimento econômico, como desenvolvidas por Grossman e Helpman (1992) sugerem que as políticas comerciais afetam a taxa de crescimento econômico através do impacto sobre a mudança tecnológica. Nestes modelos de crescimento temos que um maior grau de abertura provê um acesso a insumos, máquinas e equipamentos importados que trazem incorporadas novas tecnologias. Além disso, um maior grau de abertura tende a aumentar o tamanho do mercado e com isto as inovações tornam-se mais lucrativas do ponto de vista econômico. De um modo geral, os novos modelos de crescimento econômico procuram destacar que a abertura da economia ou liberalização do comércio internacional tem um efeito positivo sobre o crescimento na medida em que aumentam o fluxo internacional de conhecimento e inovações tecnológicas.

126 126 Indicadores de instabilidade política - guerra civil; -revoluções; - golpes de estado; - greves;

127 127 Liberdade Política Média do nível de liberdade política (1975 – 1990): Países da OECD América Latina0.500 Sudeste Asiático0.454 Africa Subsahariana0.215

128 128 Liberdade Econômica & Renda per capita

129 129

130 130

131 131 Democracia e Crescimento Econômico [Barro (1996,p.15)]

132 132 Robert J. Barro (1996) Os níveis intermediários de democracia são os mais favoráveis ao crescimento econômico; Os níveis mais baixo vem em segundo lugar; Os níveis mais elevados em terceiro.

133 133 Corrupção e crescimento econômico a)Revisionistas – acelera o crescimento [Samuel Huntington, Nataliel Leff] b) Rent-seeking – retarda o crescimento econômico

134 134 Instituições Atividades produtivas (aquisição de habilidades…) Atividades predatórias (rent-seeking,corrupção, roubo…) As instituições proporcionam incentivos aos agentes econômicos. [cf. Douglass North (1990) Corrupção e Crescimento Econômico

135 135 Os Efeitos da Corrupção Mauro (1995, 1997a, b), por sua vez, procurou identificar quais eram os canais pelos quais a corrupção e outros fatores institucionais afetariam a taxa de crescimento econômico bem como quantificar a magnitudes destes efeitos.

136 136 Os Efeitos da Corrupção Os resultados confirmam a evidência de uma relação negativa entre a corrupção e os gastos em educação. A análise de Mauro (1997) também demonstra que se um país melhora o seu índice de corrupção, digamos, de seis para oito (melhora sua respeitabilidade em um desvio-padrão), os gastos do governo em educação aumentam ao redor de meio por cento do PIB.

137 137 Os Efeitos da Corrupção Os resultados obtidos indicaram, do mesmo modo que o trabalho de Mauro (1995) de que a corrupção reduz a taxa de crescimento econômico. De acordo com as estimativas baseadas no método de MQO, os efeitos diretos de uma desvio-padrão na corrupção, reduz a taxa de crescimento em 0,83 pontos percentuais. Já utilizando-se o método de MQ2E, os resultados sugerem que a redução situa-se em torno de 0,32 pontos percentuais. Quando são adicionadas outras variáveis de controle, obtém-se, entretanto, uma redução estatística da significância da corrupção, embora o sinal permaneça o mesmo, bem como a sua magnitude.

138 138 Os Efeitos da Corrupção Obteve uma associação negativa entre a corrupção e o investi-mento privado, bem como com o crescimento econômico (mesmo para países que apresentam regulamentações burocráticas atrasa-das). Assumindo que o crescimento econômico depende de variáveis como a poupança, tecnologia e do investimento em educação ou capital humano, Mauro concluiu que a corrupção pode afugentar investimentos novos, por criar instabilidade política.

139 139 Os Efeitos da Corrupção Examinou a relação entre a corrupção e a composição dos gastos públicos. Argumenta-ram que a corrupção torna-se mais difícil de ser detectada em alguns itens de gastos públicos (armas militares, estradas, obras civis, softwares) do que em outros (educação e saúde). Considerando que o investimento em educação é um importante determinante do crescimento econômico, um aumento dos níveis de corrupção pode estar associado a taxas menores de crescimento econômico.

140 140 Keefer e Knack (1995) Verificou a hipótese de que a corrupção afeta negativamente a taxa de investimento. De forma específica, buscaram e-vidências que a qualidade das instituições governamentais tem impacto sobre os níveis de investimento e crescimento econômico, junto com outras variáveis, tais como liberdade civil e violência pública.

141 141 Keefer e Knack (1995) A hipótese adotada para justificar o estudo foi de que altos níveis de corrupção poderiam estar associados a distorções na composição dos gastos públicos. O índice de corrupção utilizado foi uma média dos índices de corrupção produzidos pelo Polítical Risk Services para Utilizando-se de diferentes indicadores da corrupção com observações, eles incluíram a corrupção no governo entre outras variáveis explicativas dentro de um único índice de qualidade institucional para explicar o comportamento econômico de um país.

142 142 Keefer e Knack (1995) O estudo confirmou os resultados obtidos por Mauro (1995). Nos países onde os níveis de corrupção foram elevados, os empresários farão frente a uma grande incerteza com relação à credibilidade dos compromissos governamentais, desencorajando investimentos vulneráveis à expropriação.

143 143 Efeitos da Corrupção resumo das evidências empíricas Reduz a taxa de crescimento econômico [Mauro ( 1995,1998)] Distorce a alocação de gastos públicos [Tanzi & Davoodi, (1997)] Reduz a taxa de investimento privado [Mauro (1995,1998)] Reduz a qualidade do investimento público [Tanzi (1998)] Distorce a alocação dos talentos na economia [Acemoglu & Verdier (1998), Baumol (1993)]

144 144 Os Efeitos da Corrupção A importância do seu trabalho deve-se ao fato de que ele constitui-se na primeira análise empírica que busca relacionar os indicadores de corrupção com os níveis de eficiência e crescimento econômico Seus resultados indicaram que a corrupção reduz a taxa de investimento privado e, conseqüentemente, o crescimento econômico.

145 145 Rent-Seeking & Corrupção A hipótese aqui é que, quanto maiores forem as oportunidades de corrupção numa economia, maiores são também as oportunidades de rent-seeking e menor será a taxa de crescimento econômico. Assim, na medida em que a corrupção capte este efeito pelo qual as atividades de rent-seeking afetam a taxa de crescimento econômico, o sinal esperado nas regressões de cross country é negativo.

146 146 Growth = (Govt Expenditures) (-9.68) Adj. R-Sq =.53 Linear trend Gastos Governamentais e crescimento econômico entre os países da OECD: n Os dados indicam que um aumento de 10% nos gastos do governo como percentagem do PIB, reduzem a taxa de crescimento annual em torno de 1%.

147 147 Proteção aos direitos de propriedade intelectual Quanto maior for o grau de proteção aos direitos de propriedade intelectual, menores serão os riscos de imitação e de pirataria, tanto nos mercados interno como externos. Isto implicara por sua vez num maior estímulo as atividades inovadoras, maior fluxo comercial e de investimentos diretos de firmas multinacionais. Todos estes fatores tendem a criar um ambiente propício as atividades de profit-seeking e desestimular, em alguma medida, as de rent-seeking.

148 148 Mais inflação e menos crescimento ,10,20,30,40,50,60,70,80,91 Inflation distortion PIB per capita (USD) Argentina Brazil Mexico Uruguay Austria Nicaragua Latvia Spain Zambia Ecuador Burundi Israel Barbados Sierra Leone

149 149 Amplitude da Inflação e Taxas de Crescimento Econômico [cf. Bruno & Easterly (1995)]

150 150 Mais empresas estatais… menor renda ,000,100,200,30 0,40 0,500,600,700,80 Share of state-owned enterprises in employment PIB per capita 1995 (USD) Madagascar Mauritius Korea Grenada Colombia Ghana Benin Trinidad and Tobago Sri Lanka Mali Gabon Tunisia Bolivia Guinea

151 151 Bancos Estatais & Crescimento Econômico: Banco Mundial (2004, p.177) State-owned banks can be given broad mandates or the task of developing specific industry, sector or region – often making loans at subsidized rates. Their performance in the developing world has generally been poor. Having a large portion of state ownership in the banking sector has been found to reduce overall acess to financing, reduce competition, and increase the likelihood of financial crises. Studies of bank privatization in Brazil, Egypt, and Nigeria finds less governament ownership is associated with better bank performance. State-owned banks are frequently associated with week governance, corruption, and pppr procedures for collection debts from borrowers. As crosss-country studies show, state owership of banks, by impeding private competition, can also impede the development of the financial system, hurting small and medium firms particularly.

152 152 Ambiente Institucional Regras formais; Direitos de propriedade ; Regras legais; Cortes de justiça [Courts] e o fazer cumprir os contratos [enforcement]; Redução dos custos de transação.

153 153 Como a qualidade do judiciário afeta o crescimento econômico? Aumenta o progresso técnico Eficiência Investimento Qualidade da gestão pública [menor corrupção] Crescimento Econômico

154 154 Douglass North As instituições importam.

155 155 O que são instituições? Instituições são um conjunto formal e informal de regras de conduta que facilitam a coordenação ou o governo das relações entre os indivíduos. Douglass North (1990)

156 156 Custos de Transação e Instituições Douglass North (1986, 1989, 1994) As instituições [direitos de propriedade, poder judiciário, federalismo, etc] evoluem e se modificam para reduzir custos de transação, são a chave para explicar o desempenho de uma economia. Contudo, nem todas as instituições que emergem são eficientes.

157 157 Douglas North (1992) defende, por exemplo, que no mundo ocidental, a evolu ç ão dos tribunais, dos sistemas legais e de um sistema judicial relativamente imparcial tem desempenhado um papel preponderante no desenvolvimento de um complexo sistema de contratos capazes de se estenderem no tempo e no espa ç o, um requisito essencial para a especializa ç ão econômica. (Douglas North, Transaction Costs, Institutions and Economic Performance, Economic Center for Economic Growth, 1992) A Nova economia Institucional e a Contribuição de Douglass North

158 158 A Nova Economia Institucionalista e a Teoria do Desenvolvimento Econômico Nos últimos anos, a literatura de história e de desenvolvimento econômico tem enfatizado o papel das instituições, e dentre estas os sistemas legais e judiciais, para explicar casos de sucesso e de fracasso no processo de desenvolvimento econômico.

159 159 Variação Institucional Grandes diferenças em instituições econômicas e políticas entre os países. Enforcement of property rights; Sistemas Legais. Corrupção. Barreiras à Entrada. Democracia vs. Ditadura. Restrições aos políticas e as elites políticas. Regras eleitorais. Sistema político presidencialista vs. parlamentarista

160 160 Instituições Políticas e Crescimento Econômico

161 161 Aspectos Culturais & Crescimento Econômico: O Caso das Duas Coréias

162 162 Aspectos Culturais & Crescimento Econômico

163 163 Instituições e Desempenho Econômico

164 164 CORRUPTION DETERS FOREIGN INVESTORS: Probabilidade de perda do investimento devido a corrupção (dentro de 5 anos) UNITED STATES SINGAPORE ITALY COSTA RICA GREECE ESTONIA POLAND MEXICO ROMANIA BULGARIA RUSSIA UKRAINE PAKISTAN GEORGIA COLOMBIA TURKMENISTAN *Source: S&P/DRI 1998 %%%%%%

165 165 Proteção contra o risco de expropriação e renda per capita

166 166 A Qualidade da Política Econômica Uma política comercial aberta combinada com um ambiente receptivo aos investimentos estrangeiros diretos, melhora a capacidade dos países pobres de aprender sobre processos de produção avançada e de práticas administrativas, bem como de maquinas e capital de alta tecnologia. Uma política comercial aberta tende também a forças as empresas nacionais a inovar a a competir no mercado externo.

167 167 A Better Investment Climate for Everyone – World Development Report A good investment climate provides opportunities and incentives for firms – from microenterprises to multinationals – to invest productively, create jobs, and expand. It thus plays a central role in growth and poverty reduction. Improving investment climates of their societies is critical for governaments in developing world...

168 168 Por que alguns países são ricos e outros pobres? Douglass North (1990): The inability of societies to develop effective, low-cost enforcement of contracts is the most important source of both historical stagnation and contemporary underdevelopment in the third world.

169 169 Implicações de um baixo crescimento econômico

170 Convergência: Um Resumo das Evidências Empíricas

171 171 Principais conclusões referentes as evidências empíricas sobre a convergência entre os países [Sala-i-Martin (1996, p )] 1) as distribuições cross-country do PIB mundial entre não se reduziram e os países pobres não tiveram uma taxa de crescimento maior o que a dos países ricos; utilizando uma terminologia clássica, neste período não houve uma convergência- e não houve também uma convergência absoluta- ;

172 172 Principais conclusões referentes as evidências empíricas sobre a convergência entre os países [Sala-i-Martin (1996, p )] 2) mantida constante várias variáveis que poderiam ser proxies para o estado estacionário [steady state] das várias economias, a mesma amostra de países [110] mostrou haver uma correlação parcial negativa entre a taxa de crescimento econômico e o nível inicial do PIB, um fenômeno que Barro e Sala-i-Martin (1996, p. 1034) chamaram de convergência- condicional, que se situou em torno de 2% a. a;

173 173 Principais conclusões referentes as evidências empíricas sobre a convergência entre os países [Sala-i-Martin (1996, p )] 3) uma amostra para países da OECD mostrou haver convergência- no sentido absoluto, sendo que a taxa de convergência foi estimada em cerca de 2% a. a. A amostra também registrou a existência de uma convergência no mesmo período.

174 174 Principais conclusões referentes as evidências empíricas sobre a convergência entre os países [Sala-i-Martin (1996, p )] 4) regiões dentro dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, e outros países mostraram haver uma convergência- absoluta e condicional, bem como uma convergência-. A velocidade de convergência estimada, em todos os casos foi da ordem de aproximadamente 2% a.a.

175 175 Estimativas da taxa de convergência entre regiões Países Estimativa de [taxa de convergência absoluta] Estados Unidos ( ) 48 Estados 0,017 Japão ( ) - 47 prefeituras0,019 Total da Europa ( ) – 90 regiões 0,015 Alemanha – 11 regiões0,014 França – 21 regiões0,030 Itália (20 regiões)0,010 Espanha ( ) 17 regiões0,023

176 176 Estimativas da taxa de convergência entre regiões Países Estimativa de [taxa de convergência absoluta] Canadá (10 províncias) ,024 Holanda (4 regiões)0,050 Bélgica (3 regiões)0,024 Dinamarca (3 regiões)0,018

177 177 Taxa de Convergência no Brasil [cf. Pinheiro, Gill, Serven e Thomas (2004)]

178 178 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratóriaReferênciaResultado encontrado Mudança na participação da força de trabalho Blomstrom, Lipsey e Zejan+ CorrupçãoMauro- Divida Externa (dummy)Easterly, Kremer, Pritchett & Summers - FertilidadeBarro Barro & Lee ---- Sofisticação financeiraKing & Levine+ Repressão financeiraEasterly-

179 179 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Renda inicial (convergência) Barro- Barro & Lee- Barro & Sala-i-Martin- Bem-David- Cho+ Levine & Reneult- MRW- Romer-

180 180 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratóriaReferênciaResultado encontrado Mineração (% do PIB)Sala-i-Martin+ Crescimento MonetárioKormendi & Meguire+ Rule of LawBarro Sala-i-Martin ++++ Capitalismo (nível)Sala-i-Martin+ Latitude (absoluta)Sala-i-Martin+ Efeitos escalaSala-i-Martin - area total Sala-i-Martin - total da FT ????

181 181 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Política Liberdades cívis Barro & Lee Kormendi & Maguire Levine & Reneult Sala-i-Martin -+?+-+?+ InstabilidadeAlesina, Ozler, Roubini & Swagel Barro Barro & Lee Caselli, esquivel & Lefort Levine & Renelt Sala-i-Martin Direitos políticos Barro & Lee Sala-i-Martin ++++

182 182 Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Educação Nível univ.Barro & Lee- FemininaBarro & Lee Barro C + E + L Forbes Cresc. Femin. Barro- Masc.Barro & Lee C + E + L Forbes Cres. Masc.Barro+ GeralBarro, Knoles & Owens Levine & Renelt MRW PrimárioBarro-

183 183 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Saúde (várias proxies) Barro+ Barro & Lee- Caselli, Esquivel & Lefort- Knoles & Owen+

184 184 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Política Comercial Penetração de Importações Levine & Reneult? Índice de Learmer Levine & Reneult- Abertura (mudança) Harison- Abertura (nível)Harison Levine & Reneult +?+? Orietatção para fora Levine & Reneult? TarifasBarro & Lee- Anos de abertura Sala-i-Martin+

185 185 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Religião BudistaSala-i-Martin+ CatólicaSala-i-Martin- ConfúcioSala-i-Martin+ IslâmicaSala-i-Martin- ProtestanteSala-i-Martin-

186 186 Growth Regressions [Durlauf & Quah (1998)] Variável exploratória ReferênciaResultado encontrado Inflação MudançaKormendi & Meguire + Nível ( > 15%)Barro - NívelLevine & Reneult - VariabilidadeBarro Levine & Reneult +-+-

187 187 Fonte: Abreu, Groot e Florax (2005, p )

188 188 Fonte: Abreu, Groot e Florax (2005, p.399) Histograma da convergência estimada (em % por ano) como uma fração da meta-amostra (n = 610)

189 189 Evidências Empíricas Em sua maioria as taxas de crescimento econômico variáveis (milagres e desastres) é uma regra. A taxa de crescimento equilibrada é uma excessão (o caso dos EUA). Crescimento estável pode ser uma descrição melhor de em lugar de países em desenvolvimento industrial.

190 190 As Limitações do Modelo de Solow (1957) 1) O modelo de Solow (1957) identifica somente dois fatores como explicação das diferenças referentes as taxas de crescumento entre os países: as diferenças nas taxas de poupança e a taxa de crescimento populacional; 2) O modelo de Solow (1957) prediz que a taxa de retorno sobre o capital é mais elevada em países pobres do que países ricos, o que não é observado na prática;

191 191 Uma avaliação geral do modelo de Solow O modelo de Solow mostra que o crescimento constante dos níveis de vida só pode ser obtido através do progresso tecnológico. Portanto, a compreensão do crescimento econômico não estará completa até que seja compreendida como as decisões privadas e políticas públicas afetam o progresso tecnológico. [cf. Mankiw (1992)]

192 192 Uma Avaliação Geral do Modelo de Solow The purpose of economic theory is to take a complicated world, abstract from many details, and express the key economic relationships in a way that enchances understading. From this standpoint, the neoclassical model is still the most useful theory of growth we have. It will continue to be the first growth model taught to students and the first growth model used by policy analysts. G. Mankiw (1995)

193 193 Sites Recomendados

194 FIM... mas para aqueles interessados será apenas o começo...


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