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Contramedidas para Salmonelose

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Apresentação em tema: "Contramedidas para Salmonelose"— Transcrição da apresentação:

1 Contramedidas para Salmonelose
Disciplina de Bioprocessos Contramedidas para Salmonelose Mestrandas: Fernanda K. Pilati Rebeca K. Nunes Thaís M. Osório Professor: Márcio José Rossi

2 Departamento de tecnologia de alimentos - bird
MISSÃO 1

3 INTRODUÇÃO Os avanços tecnológicos na indústria avícola levaram a um aumento na produção, na exportação e, consequentemente, no consumo de carne de frango. Com isso, cresceu também a preocupação com a qualidade do produto e com a segurança desses alimentos. Um dos focos de cuidados sanitários são as doenças infecciosas que atingem as criações avícolas, tais como as salmoneloses.

4 Salmonelose Doença infecciosa causada pela bactéria Salmonella spp., pertencente à família Enterobacteriaceae. São bastonetes gram-negativos, não formadores de esporos, aeróbios e anaeróbios facultativos com cerca de 2 a 5 μm de comprimento por 0,7 a 1,5 μm de largura. Temperatura ótima 35-37oC, podendo a mínima chegar a 5oC e a máxima a 45oC. O pH ótimo para seu crescimento é 7,0. Diagnóstico  isolamento e identificação ou sorotipagem da bactéria.

5 Salmonelose 2500 sorotipos de Salmonella sp.  80 – 90 causam infecções em humanos e animais. Fatores de patogenicidade: LPS: interação com macrófagos, sensibilidade ao complemento, ação endotóxica; Plasmídeo; Toxina termolábil; Citotoxina localizada na membrana celular bacteriana.

6 Salmonelose Em aves, podem causar três enfermidades: Transmissão:
Pulorose (Salmonella Pullorum) Tifo aviário (Salmonella Gallinarum) Paratifo aviário (outros sorotipos) Transmissão: Vertical: infecção do ovo no oviduto ou na cloaca Horizontal: contaminação do ambiente, do alimento, reservatórios animais.

7 Salmonelose Sinais da doença: Morte no final do período de incubação;
Onfalite; Desuniformidade do lote; Diarréia; Queda na produção devido a alterações nos ovários e ovidutos.

8 Salmonelose Em humanos são descritas 3 principais formas  febres entéricas, septicemia e enterocolite. A dose infecciosa de Salmonella spp. é elevada  106 (UFC/g ou mL), podendo variar de acordo com a virulência do sorotipo, a sensibilidade do indivíduo e o alimento veiculado. Sintomas  diarréias, vômitos, dores abdominais e febre, que aparecem entre 12 e 36 horas após a ingestão do alimento contaminado. Alimentos mais suscetíveis à contaminação  carnes frescas, principalmente aves, o leite, os queijos, chocolates e os ovos.

9 Maior susceptibilidade das aves à salmonelose durante os primeiros dias de vida
Adquiriam uma variedade completa de bactérias intestinais durante os primeiros dias de vida bicando fezes de aves adultas. Quebrar o alimento ingerido, produzindo vitaminas que servirão de importante barreira natural, inibindo as patogênicas. Atualmente, o desenvolvimento da flora intestinal em aves comerciais está notavelmente atrasado.

10 EXCLUSÃO COMPETITIVA Dois microorganismos não podem ocupar simultaneamente o mesmo lugar  duas bactérias que “pretendem” ocupar o mesmo sítio, excluem uma a outra. Bactérias comensais  Salmonella spp. Alteração na homeostase da microbiota intestinal normal  modificação rápida na alimentação, modificação ambiental, uso de antibióticos, altas doses de bactérias infectantes e dano epitelial causado por outro patógeno.

11 Princípio de Nurmi Bactérias próximas filogeneticamente e com antígenos em comum  infecção e/ou imunidade por uma, protegeria o animal da outra. Flora nativa que reveste o intestino  obstrução física de locais de fixação da Salmonella spp. pela ; Competição com a flora natural pelos nutrientes essenciais  limita a habilidade da Salmonella spp. crescer; A flora protetora produz ácidos orgânicos voláteis  limita o crescimento da Salmonella spp.

12 Produtos potencias contra salmonelose
Utilização de antibióticos (1946) Redução da competição da microbiota por nutrientes e diminuição de infecções subclínicas; Moléculas semelhantes aos antibióticos de uso humano, gerando cepas resistentes 1969, Grã-Bretanha  aumento de amostras de cepas resistentes de Salmonella typhimurium Relatório Swann  impede o uso de antibioticos de uso humano, como tetraciclinas e penicilinas como APCs na Europa. 1980, Suécia  bactérias multirresistentes levam ao banimento voluntário do uso de APCs na Europa. Princípio da Precaução

13 Produtos potencias contra salmonelose
Probióticos e prébioticos: Próbióticos são microrganismos adicionados ao alimento ou ambiente das aves, colonizam o trato intestinal das aves e agem como produtos de exclusão competitiva para os microrganismos patogênicos, impedindo sua colonização. Prebióticos são compostos orgânicos e inorgânicos, adicionados ao alimento ou ao ambiente das aves juntamente com os probióticos, que agem como fonte de nutrientes e ativação para os probióticos. Aviguard (Bayer), Broilact (Orion)

14 Produtos potencias contra salmonelose
Ácidos orgânicos: ácidos carbônicos fracos de cadeia curta (C1-C7), incluindo os aminoácidos e os ácidos graxos; Produzem menos prótons na sua dissociação  modificam menos o pH do trato intestinal das aves; Higienizam alimentos e acidificam porção inicial do trato digestivo das aves, reduzindo a aderencia das bactérias à mucosa, além de ser agente tamponante dos cátions da dieta, aumentando a digestibilidade. Ácido propiônico Acido fórmico

15 Departamento de tecnologia de alimentos - bird
MISSÃO 2

16 PRODUTOS DE EXCLUSÃO COMPETITIVA
Ausência de microbiota intestinal Fezes das galinhas mais velhas Não há contato com aves de outras gerações; Maior propensão a infecções; Produtos comerciais que repõem a flora intestinal natural das aves de produção.

17 PRODUTOS DE EXCLUSÃO COMPETITIVA
Benefícios: Físico: As bactérias normais aderem-se à parede intestinal, formando uma barreira e impedindo o estabelecimento de bactérias transitórias patogênicas Biológico: Um ambiente com pouco oxigênio é produzido pelas bactérias naturais e isto não é favorável a algumas bactérias patogênicas. Químico: A produção de ácidos graxos voláteis por algumas bactérias normais, tais como lactobacilos, inibe o desenvolvimento de Salmonella spp. Bioquímico: Muitas bactérias intestinais normais, tais como lactobacilos e E. coli produzem bacteriocinas que são antibióticos naturais. Nutricional: A flora normal do intestino compete contra as bactérias transitórias patogênicas por aminoácidos essenciais e açúcares.

18 PRODUTOS DE EXCLUSÃO COMPETITIVA
Broilact (Orion Corporation) Broilact é uma mistura refinada de bactérias estritamente anaeróbias e outros organismos capazes de crescerem na presença ou ausência de ar. O produto é derivado da microbiota do ceco de uma galinha saudável, adulta e livre de patógenos específicos.

19 PRODUTOS DE EXCLUSÃO COMPETITIVA
Aviguard (Bayer) Aviguard é uma microbiota normal das aves, que evita de modo natural e eficaz a colonização do intestino por bactérias enteropatogênicas, baseado no conceito de Exclusão Competitiva.

20 Departamento de tecnologia de alimentos - bird
MISSÃO 3

21 Contramedidas para Salmonelose
Primeira contramedida: Ovos Solução de ácido propiônico 1% e ácido fórmico 0,5% pulverizada sobre os ovos na incubadora 1o contato com Salmonella spp. Embriões podem ser infectados na cloaca materna Pulverização: elimina bactérias superficias e internas  casca porosa permite entrada do ácido Thompson e Hinton, 1997  Solução de ácidos propiônico (0,46%) e fórmico (0,14%), adicionados a 1,2 % na dieta de frangos Cony et al , 2008  Pulverização de ovos com compostos orgânicos de baixo peso molecular eliminou Pseudomonas sp e Aspergillus sp

22 Contramedidas para Salmonelose
Segunda contramedida: pintinhos Uso de probiótico adicionado à ração Fácil crescimento Melhora comprovada do ganho de peso de frangos (LAN et al., 2003) Não patogênico para aves e humanos Não há necessidade de uso de preciótico, pois a ração é rica em aminoácidos e ácidos graxos. Lactobacillus agilis

23 Contramedidas para Salmonelose
Meio LB líquido, PH 4,5 As células de Lactobacillus agilis adicionadas à ração serão ingeridas pelos pintinhos e colonizarão seu trato intestinal. Isso reduz risco de infecção por Salmonella spp. e outros patógenos, baseado no princípio de Nurmi.

24 Contramedidas para Salmonelose
Pequenos granjeiros: Fezes de galinhas adultas saudáveis contem microbiota intestinal  proteção contra doenças  Recolher fezes de galinhas poedeiras saudáveis; secar e moer as fezes, e misturar à ração dos pintinhos Colonização do trato intestinal de forma natural; simula comportamento de galinhas de terreiro.

25 Contramedidas para Salmonelose
AVES Monitoramento dos lotes de matrizes através de testes bacteriológicos e sorológicos; Aquisição de linhagens de aves resistentes à infecção; Eliminação de aves e ovos portadores da bactéria; Limpeza e desinfecção dos galpões de criação Controle de roedores nos galpões  reservatórios naturais de Salmonella sp.; Peletização da ração a 60ºC e/ou aplicação de ácidos orgânicos; Uso de resursos para melhorar a resistência dos animais.

26 Contramedidas para Salmonelose
HUMANOS Evitar a ingestão de alimentos de origem animal cru ou mal-cozidos; Lavar bem as mãos e os alimentos antes do seu manuseio; Não misturar alimentos já cozidos com alimentos ainda crus; Desinfetar com água sanitária ou água quente e sabão todas as superfícies e utensílios de cozinha após o uso; Manter os alimentos refrigerados ou congelados; Evitar contato com aves e répteis.

27 OBRIGADA!


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