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GESTÃO DA COMPLEXIDADE: O PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE EDIFICAÇÕES EXISTENTES Hugo Camilo LUCINI Dr. Arq. Prof. Arquitetura e Urbanismo, UNIVALI, SC. e Progr.

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1 GESTÃO DA COMPLEXIDADE: O PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE EDIFICAÇÕES EXISTENTES Hugo Camilo LUCINI Dr. Arq. Prof. Arquitetura e Urbanismo, UNIVALI, SC. e Progr. Mestrado Arquitetura, UFSC, Av. Atlântica 3640, Apto 1204, Bal. Camboriú, CEP , Correio eletrônico:

2 O presente trabalho tem como objetivo introduzir o tema da metodologia de intervenção como principal questão a ser equacionada dentro do que pode ser entendido como gestão do processo de projeto. O exemplo apresentado foi escolhido como parâmetro da real complexidade de desenvolvimento de projeto quando se pretendem atingir níveis coerentes de qualidade e desempenho, seja nas questões sociais, ambientais e construtivas, como econômicas e financeiras. A abordagem, dirigida a resolver intervenções de refuncionalização e recuperação construtiva de edificações na Itália, pode ser aplicada também para novas construções com as devidas adaptações.

3 Na Europa, os processos de Requalificação Urbana e Recuperação de Edificações, destinam-se tanto a melhorar as condições vivenciais da cidade como a incrementar, por reabilitação, o estoque habitacional, além de garantir a reestruturação econômica da produção do espaço urbano, acumulando hoje o 60 % da produção de construções. As questões críticas do processo de requalificação setorial urbana se manifestam... -nas políticas urbanas e de financiamento; -na definição programático-operativa da intervenção; -nos processos e premissas para definição de objetivos e prioridades; -na estrutura de avaliação de alternativas (no econômico e produtivo); -na caracterização dos custos específicos; -no impacto social e econômico decorrente. Dentro desse contexto, a abordagem metodológica tem como objetivo organizar o fluxo decisório mais lógico de acordo à complexidade da intervenção. O grau de transparência dessa abordagem depende da profundidade e qualidade do intercâmbio das informações em poder dos agentes intervenientes.

4 Com a expectativa de dar uma resposta ao nível de complexidade decisória identificado acima, procurou-se a identificação de processos de intervenção que possibilitassem uma leitura transparente das fases de decisão Essas considerações podem ser atendidas pela proposta de Metodologia como Sistema de Informação-Decisão elaborada por Valerio Di Battista do Politécnico de Milão, dentro de uma linha sistêmica; "Conceber a 'cidade existente' como 'sistema habitável' explicita, com suficiente clareza, a relação entre as informações/decisões correspondentes ao subsistema físico (as condições de solo, clima, etc.), com aquelas correspondentes ao subsistema social (que compreende as instituições, as normas e o comportamento dos grupos moradores), e aquelas outras relativas ao subsistema econômico (que considera as atividades, os recursos financeiros, os agentes, os produtores, o morador, etc.).

5 A proposta se coloca como alternativa para uma série de experiências frustradas decorrentes da falta de profundidade e sistematicidade na avaliação integral do Patrimônio Edificado Existente (PEE) na Itália, e dirige-se a preencher os seguintes objetivos: a - Elabora um método transparente de abordagem, com aprofundamento das questões custo/beneficio, servindo de ponte entre os objetivos públicos e privados de atuação b - Privilegia o momento da Diagnose ao do Projeto como base da intervenção. (Pode-se afirmar que o método é um Processo de Diagnose de vários níveis decisórios); c - Incorpora a estrutura de resposta a Exigências de Desempenho como suporte do processo informacional-decisório sem pré-definir a resposta formal-espacial, urbano/arquitetônica.

6 O modelo se divide em duas fases: -A primeira, correspondente ao planejamento geral, incorpora as informações básicas necessárias das condições gerais do conjunto existente, no plano social, econômico, funcional, construtivo e de serviços, e servirá de suporte às decisões de atuação sobre a intervenção global. -A segunda, analisa em profundidade todas as características dos edifícios inseridos dentro da escala maior anterior, avaliando, detalhadamente e a partir de métodos de diagnose, as suas potencialidades de utilização, reforma ou demolição, incluindo avaliações econômico-produtivas.

7 Definições Quantitativas dos Planos de Requalificação e Recuperação Geral Zonas Homogêneas Disponibilidade de Financiamentos Dados do censo sobre o Patrimônio Edificado Existente Estimativa da necesidade Habitacional Definição dos Instrumentos Urbanísticos Executivos Objetivos da Intervenção Demanda Social Situação do Morador- Usuário existente Análise de propriedades e de disponibilidade do Patrimônio Público Eventuais aquisições públicas de imóveis Alocação do Morador Atual Definição da imagem geral da Intervenção Determinação concreta do êxito econômico LICITAÇÕES EXECUÇÃO-ADEQUAÇÃO EVENTUAL DO PROJETO E DAS LICITAÇÕES DURANTE A OBRA ÉXITO ARQUITETÔNICO E TIPOLÓGICO ÉXITO SOCIAL ÉXITO TÉCNICO PROJETO EXECUTIVO Análise Estática ANTE- PROJETO Determinação das categorias de intervenção para cada imóvel Levantamento e Análise das Edificações (sumária) Determinação quantitativa e localização das intervenções de Recuperação Análise Histórica e Tipológica ESQUEMA DECISÓRIO GERAL DE REQUALIFICAÇÃO E RECUPERAÇÃO NA ITÁLIA

8 MODELO ALTERNATIVO DE INFORMAÇÃO-DECISÃO - Dados do censo sobre o Patrimônio Edificado existente (quantidade, idade, dotação de serviços) - Tipologias Funcionais mais difundidas, sistemas construtivos, materiais tradicionais - Condições ambientais de risco para a integridade do Patrimônio Edificado Existente (localização, solos, climatologia, hidrologia, poluição) -Individualização inicial do PEE a recuperar -Primeira aproximação à difusão e intensidade das intervenções técnicas DETERMINAÇÃO DAS NECESSIDADES HABITACIONAIS - Dados sociais e Econômicos (condições do Usuário, estrutura da propriedade) - Dados sobre o entorno urbano - Dados históricos globais - Análise urbanística Quantificação do Plano de Intervenção de Recuperação e identificação das áreas a recuperar (patrimônio individualizado X) FASE 1

9 Diagnose sobre patrimônio X X1 = Edifícios isentos de patologias estruturais X2 = Degradação a diagnosticar Determinação do Planejamento Executivo da Intervenção: Planos de Recuperação Desempenho da Estrutura Durabilidade Compatibilidade Funcional e Potencial de Uso Espacial da Estrutura X2 = Edifícios a submeter a Diagnose Intensiva através de levantamentos, análise experimental in situ ou laboratorial - Avaliação das Condições Físicas Ante-Projeto da solução estrutural FASE 3 Terapias de Consolidação e Adequação Observação a longo prazo Avaliação extra-econômica X3 = Edifícios com graves patologias estruturais SUBSTITUIÇÃO

10 Compatibilidade Funcional e Potencial de Uso Espacial da Estrutura (da Fase 2 ) Diagnose detalhada do desempenho oferecido pelo edifício Ante-Projeto geral de definição das categorias analisadas Desempenho Ambiental (D.A.) - Higrotérmico - Luminoso - Acústico Compatibilidade e Potencial Ambiental Avaliação Desempenho Ambiental - Manutenção - Adequação - Correção - Integração - Adeq. Impossível Desempenho Funcional (D.F.) - Dotação de Serviços - Acessibilidade - Interação Funcional - Capacidade - Características Ergonômicas - Vocação de Flexibilidade Compatibilidade e Potencial Funcional Avaliação Desempenho Funcional - Manutenção - Adequação - Integração - Modificação - Adeq. Impossível Controle FASE 2 Técnicas de Intervenção Alternativas Técnicas Pré-orçamento e definição de custos/benefícios Controle sobre o Planejamento Executivo da Intervenção Desempenho Tecnológico (D.T.) - Confiabilidade dos materiais (Resistência, Durabilidade) - Ações de Solicitação estrutural (FASE 1) - Ações meteóricas, térmicas, ígneas, químicas, biológicas. - Transmissão, absorção, reflexão de energia - Transporte de flúidos (referir-se ao Desempenho Ambiental) Compatibilidade Tecnológica e Durabilidade Avaliação Desempenho Tecnológico (D.T.) - Conservação - Adequação - Substituição Parcial Previsão de Durabilidade e necessidade de Manutenção do Edifício FASE 2: ANTE-PROJETO

11 Diagnose detalhada das Exigências de Desempenho atuais Requisitos exigidos para satisfazer o destino previsto LICITAÇÃO PROJETO EXECUTIVO Controle FASE 2 Técnicas de Intervenção Alternativas Técnicas Pré-orçamento e definição de custos/benefícios

12 ENQUANTO À GESTÃO DO PROCESSO DE PROJETO..... A partir do exemplo analisado, como separar método de projeto, da coordenação e gestão de processos de projeto ? A gestão de projetos, quando alheia aos conteúdos e conhecimentos específicos para o desenvolvimento do projeto, elabora um processo de controle com base em etapas e fluxos definidos por tempos e vínculos parciais; O resultado alcançado nesses casos pode ser processualmente correto, mas dificilmente conseguirá atingir outra coisa que a racionalização forçada do projeto, pois não inclui o paradigma da inovação e diferenciação e trabalha sobre o conhecido, ou seja, processos estereotipados; A definição do método de projeto como do processo de gestão é responsabilidade compartilhada do conjunto de agentes participantes desse processo e não só do agente contratante, passando portanto de ser um instrumento de controle para um instrumento de análise, geração de idéias e alternativas; A possibilidade de vincular em forma coerente conteúdos, métodos, coordenações e gestão, com objetivos e qualidade final, è razoavelmente remota no nosso ambiente de produção de edificações. Processo este reforçado´pela preocupação quase exclusiva da academia na racionalização dos investimentos da oferta sem considerar as complexas exigências sociais e econômicas da demanda.


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