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TEÓRICA III MÉTODO DE MARCAÇÃO. MÉTODO Por método entendemos o conjunto de atividades e procedimentos utilizados para alcançar os objetivos propostos.

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1 TEÓRICA III MÉTODO DE MARCAÇÃO

2 MÉTODO Por método entendemos o conjunto de atividades e procedimentos utilizados para alcançar os objetivos propostos.

3 MARCAÇÃO DEFINIÇÃO GENÉRICA: Ato ou efeito de marcar. Posicionamento do jogador ou do time em campo entre o marcado e o meio da linha de gol, tão perto quanto possível, com o objetivo de impedir que os adversários joguem livremente; Antecede o desarme; POR MUITO TEMPO O FUTEBOL BRASILEIRO NÃO DEU O DEVIDO VALOR À MARCAÇÃO

4 MARCAÇÃO MAS TEVE QUE SE RENDER: QUEM GOSTA DE JOGAR PRECISA TOMAR DO ADVERSÁRIO A BOLA QUEM GOSTA DE VENCER PRECISA FAZER GOLS E SOFRER MENOS GOLES DO QUE O ADVERSÁRIO AINDA QUE POR OBRIGAÇÃO E RESPONSABILIDADE

5 MARCAR - DESARMAR MARCAR É IMPEDIR A AÇÃO DO OPONENTE, TIRAR-LHE TEMPO E ESPAÇO, COLOCÁ-LO PRESSIONADO E EM DIFICULDADE DESARMAR É TIRAR DO ADVERSÁRIO A BOLA, O TESOURO E TER A VEZ DE EFETUAR O ATAQUE. CONSEQUÊNCIA DA MARCAÇÃO BEM FEITA

6 MARCAR É CARACTERÍSTICA DE JOGADORES DE DETERMINADAS POSIÇÕES OU FUNÇÕES: - DOS DEFENSORES, CENTRAIS E LATERAIS; - DOS MEIAS – PRINCIPALMENTE VOLANTES - ALGUNS ATACANTES MODERNOS (ROBINHO)

7 CONSIDERA-SE A MARCAÇÃO SOB DOIS ASPECTOS BÁSICOS: 1) JOGADOR A JOGADOR 2) TIME A TIME

8 Ação individual mais singular da atuação defensiva. Consiste no posicionamento do marcador o mais próximo possível do marcado, entre ele e a baliza, o meio da linha de gol, com a finalidade de evitar que o adversário consiga seu intento. JOGADOR A JOGADOR

9 Passiva ou Ativa PASSIVA – é a marcação na qual a preocupação do defensor se resume em não permitir que o atacante, de posse da bola, jogue livremente, tome a direção da sua baliza ou o drible conseguindo uma vantagem. Sua tarefa é simplesmente não permitir que o adversário consiga a vantagem da ultrapassagem ou da finalização, eventualmente até cedendo ou recuando.

10 Passiva ou Ativa ATIVA - é a marcação em que o defensor atua de forma mais agressiva, após assumir a posição básica para marcar, pressionando o jogador com a finalidade de apoderar- se da bola, não permitindo que progrida ou que tenha espaço e tempo para pensar, de ver o jogo, aumentando as chances de ganhar a posse, por induzir o adversário ao erro, pela intensidade e acerto da ação.

11 TIME A TIME Marcar, aqui, tem o sentido de controlar os passos de todos os jogadores adversários simultaneamente Tal qual na marcação de jogador a jogador, pode ser passiva ou ativa, na dependência tão-somente da intenção que se tenha de cercar o adversário esperando seu tempo de errar, ou pressionar para tirar espaço, visão e tempo, induzindo-o ou forçando-o ao erro, assim ganhando ou recuperando a posse da bola.

12 Time a Time Além de marcar o jogador adversário, deve o marcador atentar também para a localização da bola, para os setores e as zonas do campo, pontos de referência, a linha–de-marcação (linha imaginária entre cada jogador e o meio da linha de gol), e a linha–de-cobertura (que é a linha imaginária entre a bola e o centro da linha de gol), da qual todos os jogadores se devem aproximar, sem deixar de cuidar daquele a quem está marcando diretamente.

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14 MÉTODO MARCAR E DESARMAR É o caminho a seguir para alcançar máxima eficiência no planejamento defensivo e, por conseguinte, no ofensivo também, levando-se em consideração o tipo, o local e a intensidade da marcação.

15 MÉTODO DE MARCAÇÃO QUANTO AO TIPO: A) PURAS A.1) INDIVIDUAL VANTAGENS E DESVANTAGENS A.2) POR ZONA VANTAGENS E DESVANTAGENS B) COMBINADAS B.1) TIME-ZONA, JOGADOR INDIVIDUALIZA B.2) TIME-INDIVIDUAL, NA ZONA VANTAGENS E DESVANTAGENS EM AMBAS

16 QUANTO AO TIPO a) MARCAÇÃO INDIVIDUAL Também conhecida como: HOMEM-A-HOMEM. HOMEM-A-HOMEM. Em inglês, denominada MAN–TO– MAN

17 INDIVIDUAL Nesta, cada jogador de defesa tem sob sua responsabilidade um adversário pré- determinado a quem caberá marcar, controlar e anular, impedindo-o de jogar quando o time adversário tenha a bola. Nesta, cada jogador de defesa tem sob sua responsabilidade um adversário pré- determinado a quem caberá marcar, controlar e anular, impedindo-o de jogar quando o time adversário tenha a bola. Pode-se determinar pelo nome, em caso de serem conhecidos (por exemplo: José marca Luiz), pelos números (2 (dois) marca 11 (onze), ou 3 (três) marca 9 (nove), ou ainda pelas características físicas, quando não são conhecidos pelo nome. Pode-se determinar pelo nome, em caso de serem conhecidos (por exemplo: José marca Luiz), pelos números (2 (dois) marca 11 (onze), ou 3 (três) marca 9 (nove), ou ainda pelas características físicas, quando não são conhecidos pelo nome.

18 INDIVIDUAL – MAN TO MAN Neste puro tipo de marcação o fator mais importante é o jogador adversário a ser marcado, pouco ou nada importando as zonas do campo e onde a bola esteja.

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20 INDIVIDUAL Principais vantagens: Clareza e simplicidade da instrução; Definição imediata das responsabilidades.

21 INDIVIDUAL Principais desvantagens: Dificuldade de reorganização na perda da bola, principalmente quando o adversário usa outro tipo de marcação; Desgaste físico e mental que provoca; Espaços vazios que proporciona, uma vez que os defensores são levados, conduzidos, por aqueles a quem marcam, na sua movimentação. Vazios estes que podem ser bem aproveitados, em seguida, de alguma forma.

22 MARCAÇÃO POR ZONA Também conhecida como: POR SETORES; POR SETORES; Em inglês, ZONE MARKING.

23 MARCAÇÃO ZONAL Esta marcação é realizada considerando os setores do campo, a saber: defesa, meio-campo e ataque, conseguida pela divisão do campo, no seu comprimento, em 3 (três) partes iguais: a defensiva, a intermediária e a de ataque; o mesmo acontecendo quanto à largura, que nos apresenta 3 (três) faixas/corredores principais, a direita, a central e a esquerda. Basicamente 3 (três) corredores no sentido longitudinal do campo. Diz-se que mesmo grandes equipes não conseguem fechar os 3 (três) corredores simultaneamente.

24 CORREDOR LATERAL CORREDOR CENTRAL CORREDOR LATERAL

25 DEFESA / ATAQUE MEIO - CAMPO

26 MARCAÇÃO ZONAL - SETORIAL Dividido o campo em zonas, atribui- se a cada jogador um espaço, de acordo com suas características e as da função a ser desempenhada. Considerando, por exemplo, o Sistema G-4-3-3: G-4-3-3:

27 LE LD CD CE MD MV ME PD CA PE

28 MARCAÇÃO ZONAL Os limites das zonas não são exatos, cabendo aos responsáveis por cada zona o cuidado com uma parte da zona contígua, sendo, por exemplo, o lateral direito, co- responsável pela zona do central e vice- versa, principalmente na parte em que as zonas se confundem. Os limites das zonas não são exatos, cabendo aos responsáveis por cada zona o cuidado com uma parte da zona contígua, sendo, por exemplo, o lateral direito, co- responsável pela zona do central e vice- versa, principalmente na parte em que as zonas se confundem. Semelhante fundamentação deve ser utilizada para Sistemas que utilizam diferente distribuição pelos setores, como G-4-4-2, G-3-4-3, 3–5–2, e outros. Ver diagrama

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30 Principais vantagens: Exige do jogador: pensar, raciocinar; Distribui as tarefas de forma mais justa, mais equânime; Fecha todos os espaços do campo de acordo com a vontade própria; Despende menos energia na sua execução; É segura e relativamente fácil de realizar; Própria para o temperamento do jogador brasileiro.

31 Principais desvantagens A definição da zona de marcação não pode ser indicada exatamente; Apresenta problema quando dois adversários jogam num mesmo setor, fazendo 2 x 1; Exige muito discernimento e raciocínio.

32 MARCAÇÃO MISTA Também conhecida por: COMBINADA COMBINADA Em inglês, MIXED MARKING. Consiste na fusão das duas anteriores, segundo a qual parte da equipe joga marcando por zona (setor), e outra equipe marcando individualmente, a um ou mais adversários. Por exemplo: os zagueiros e os atacantes são orientados a marcarem por zona, e os meias, individualmente, aos correspondentes da equipe adversária, por todo o campo ou não.

33 Principais vantagens: Anulação da atuação de um ou mais adversários de nível técnico superior, sem descaracterizar a marcação básica; Maior flexibilidade, possibilitando a variação dos tipos de marcação; Pode retornar ao original a qualquer momento, sem prejuízos; Aproveitamento das vantagens e eliminação dos defeitos das marcações puras.

34 Desvantagem: A restrição que se pode fazer a esse tipo de marcação é somente quanto aos espaços que possam ser abertos no setor defensivo, caso os atletas encarregados de executá–la não sejam escolhidos apropriadamente. Assim, devem ser tomados alguns cuidados especiais na designação daqueles que irão marcar individualmente, de modo que haja a maior compatibilidade e afinidade possíveis, com a função específica da sua posição no time.

35 Desvantagem: Por exemplo: não é indicado que o médio- volante marque o meia ofensivo, sob pena de este desviá–lo para outras zonas do campo, abrindo espaços para quem vem de trás: meias, laterais ou centrais que se projetam por ali. O mais indicado, no caso, seria a utilização de um dos outros meias para a marcação, ou a substituição de um dos atacantes por um meia de marcação.

36 QUANTO ÀS ÁREAS DO CAMPO Independente do sistema de jogo utilizado e do tipo de marcação, é importante definir adequadamente onde começar a marcação, considerando os espaços do campo. Independente do sistema de jogo utilizado e do tipo de marcação, é importante definir adequadamente onde começar a marcação, considerando os espaços do campo.

37 a) MARCAÇÃO NO CAMPO TODO Para efeito de conscientização e treinamento, chamamos esta marcação de NÚMERO 1 (um), a fim de, com um simples sinal do dedo, toda a equipe saber o trabalho a realizar.

38 – No. 1 Estando a bola em qualquer ponto do setor defensivo adversário, com o goleiro ou zagueiros, devem os atacantes da equipe que defende iniciar a marcação de seus correspondentes o mais adiantados possível, colocando–se próximos da linha frontal da área em tiros–de– meta, e até mesmo dentro da área penal, quando a bola em jogo. CAMPO TODO

39 Campo Todo Tudo isso em manobra sincronizada com os seus meias, que se aproximam da linha de atacantes, marcando os meias opostos correspondentes, e o avanço dos zagueiros que, segundo o princípio da compactação, aproximam-se dos seus próprios meias, colocando-se próximos ou sobre a linha central, marcando os atacantes adversários ou deixando-os em posição de impedimento, se estes não se obrigarem a recuar à sua própria metade de campo.

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41 Utilização: a) Geralmente, quando a equipe é sabidamente superior à adversária nos aspectos físico, técnico e tático; b) Regularmente, nos jogos em casa; c) Quando a equipe está em desvantagem no marcador, ou o resultado não é interessante, e faltando pouco tempo para o final da partida; d) Quando a equipe adversária possui bom toque de bola a partir da defesa; e) Mesmo sendo semelhante o nível das equipes, ou inferior, busca-se surpreender o oponente que acredite ser outro o tipo de marcação utilizado.

42 Vantagens: Dificuldade que impõe ao adversário, desde a saída da bola, na hora de jogar, que em nenhum lugar do campo tem espaço e tempo para receber, controlar e passar; Proximidade da baliza oposta, quando da retomada da bola, proporcionando imediatas oportunidades de gol; Força a imediata retomada após a perda da bola, com aumento do domínio e do tempo de posse; Bem executada, obriga o adversário ao chute longo, conveniente aos defensores, que, por estarem de frente para a bola e serem especialistas em bolas altas, têm maiores possibilidades de ganhar a disputa pela primeira bola.

43 Desvantagens: Espaço que oferece atrás da linha de zagueiros, colocada sobre a linha média, quase metade do campo – cerca de 50 (cinqüenta metros) – que pode ser explorado pelos adversários em contra- ataques, passes longos, ou combinação de passes curtos com inversão de frente de jogo; Difícil marcar no campo inteiro os 90 minutos da partida, nos sucessivos jogos de uma competição, pelo alto dispêndio de energia e desgaste dos jogadores.

44 Campo Todo Qualquer chutão, até mesmo do goleiro adversário ou dos zagueiros, coloca sua equipe no ataque, com defensores e atacantes disputando a bola longa, exigindo dos meias e dos atacantes um acentuado recuo para compactar a equipe, ajudar na roubada da bola, manter a bola, se recuperada, e dar imediata opção de passe. Este movimento para trás, em velocidade e sob risco de sofrer o gol, estressa a equipe psicologicamente, além de desgastá-la fisicamente.

45 Campo Todo Uma solução para não dar espaços nas costas, sem deixar de compactar, é a orientação aos centrais para a colocação avançada, como deve ser, mas com recuo acentuado e rápido no tempo da possível perda da bola no ataque com chances de rebatida ou passe longo. Isso permite aos zagueiros chegarem de frente para a bola, evitando muitos contra-ataques, que, segundo se sabe, além do desgaste, são responsáveis por elevado percentual dos tentos consignados, inclusive nas grandes competições; Isso permite aos zagueiros chegarem de frente para a bola, evitando muitos contra-ataques, que, segundo se sabe, além do desgaste, são responsáveis por elevado percentual dos tentos consignados, inclusive nas grandes competições;

46 MARCAÇÃO A PARTIR DA INTERMEDIÁRIA ADVERSÁRIA Para efeito de conscientização e treinamento, chamamos a esse tipo de marcação de NÚMERO 2 (dois). À margem do campo, dois dedos levantados, e pronto: mensagem entendida. Por intermediária entende-se uma linha imaginária entre a linha frontal da grande área e a linha central do campo.

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49 UTILIZAÇÃO Contra adversários de mesmo nível Para estudar adversário desconhecido ou mexido Fora de casa Para quebrar o ritmo ápós marcação campo todo sem aliviar muito o pé

50 Intermediária Oposta Vantagens: Após o término de um ataque, todos têm um breve espaço de tempo para recuperar posições, concentrar-se na defesa e recuperar a condição física; – No. 2

51 Intermediária Oposta – No. 2 O espaço oferecido atrás da defesa é significativamente menor do que na marcação no campo todo, sendo, portanto, mais seguro; Atrai, naturalmente, ao adversário, forçando-o a avançar e sair para o jogo, deixando, por isso, espaços relativamente úteis atrás da sua defesa, que podem ser explorados em rápidos e mortíferos contra-ataques; O desgaste físico para sua execução é significativamente menor do que o despendido na marcação em todo o campo.

52 Intermediária Oposta – No. 2 Desvantagens: Enquanto recua até a intermediária, após a perda da bola, propicia ao adversário, tempo e espaço, o que pode significar rápidos e perigosos contra-ataques pela equipe adversária; Permite ao adversário jogar com relativa calma, após a recuperação da bola, por conseguinte, propiciar-lhe maior tempo de posse de bola e melhor qualidade no início das manobras ofensivas; As bolas longas dos zagueiros oponentes podem chegar com facilidade ao ataque, porque não marcados, em seu campo defensivo, pelos atacantes, oferecendo riscos à defesa.

53 MARCAÇÃO A PARTIR DA LINHA DO MEIO-DE-CAMPO Para efeito de conscientização e treinamento, chamamos essa marcação de NÚMERO 3 (três). Sem considerar a posição da bola no campo de defesa adversário, após a perda da posse, todos os jogadores recuam, recompondo-se, de preferência, de costas para a sua baliza, de frente para a bola, com os atacantes colocando -se sobre a linha central onde começam a combater os adversários quando estes ali chegarem.

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56 UTILIZAÇÃO Em jogos contra adversário superior Em jogos fora de casa contra adversário do mesmo nível Contra adversário de pouca capacidade ofensiva Para atrair oponentes com defensores lentos Para contra-atacar

57 Vantagens Oferece ao adversário espaços muito reduzidos para jogar, inclusive, nas costas da defesa; Exige menor desgaste físico para sua execução; Atrai o adversário para o campo de ataque, forçando-o a deixar espaços valiosos atrás dos defensores; quando queiram efetivamente fazer o gol; Adequado para jogar em contra-ataques, que levam grande perigo com pouco gasto de energia; Muito seguro, defensivamente.

58 Desvantagens: Traz o adversário com a bola para perto da sua baliza; Os atacantes ficam posicionados longe da baliza adversária; Permite ao adversário dominar o tempo de posse e, territorialmente, o jogo.

59 MARCAÇÃO A PARTIR DA LINHA INTERMEDIÁRIA DO PRÓPRIO CAMPO Chamada de NÚMERO 4 (quatro) para efeito de entendimento e conscientização.

60 Perdida a bola, todos os jogadores recuam imediatamente de costas para a sua própria baliza até seus setores, cuidando visualmente da bola. Os atacantes posicionam-se próximos da própria linha intermediária, onde lhes cabe começar a combater os adversários, quando com a bola dali se aproximarem. Os meias, dando-lhes suporte, dispõem-se logo atrás, fechando espaços e caminhos. Os zagueiros, em apoio aos meias, fecham os espaços mais atrás, fora da grande área. MARCAÇÃO A PARTIR DA LINHA INTERMEDIÁRIA DO PRÓPRIO CAMPO

61 Durante os jogos, se oferecem muitas oportunidades para seu uso, como, por exemplo, quando da necessidade de garantir um resultado favorável, restando pouco tempo para o fim do jogo e principalmente, se além da possível inferioridade físico-técnico-tática, a equipe estiver inferiorizada numericamente, em dificuldade para conter o ímpeto e o domínio do oponente. É extremo recurso, já no desespero, tentativa heróica para garantir um resultado. UTILIZAÇÃO No. 4

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63 Paralelo entre No. 4 e No. 3 Difere um pouco da aparente semelhança verificada quando zagueiros e meias formam um único bloco à frente da área se o adversário consegue, por méritos, chegar àquela zona, porque neste caso os atacantes não são obrigados a recuarem aquém da linha média, preparados para contra atacar, descaracterizando o bloco compacto.

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65 Vantagens: Oferecer ao adversário um bloco na marcação, verdadeira muralha na frente da área, com todos os jogadores dos 3 (três) setores muito próximos uns dos outros (compactados em cerca de 20 (vinte) metros atrás da linha da bola), não permitindo espaços, além de proporcionar imediatíssimas coberturas pela maior proximidade entre jogadores; Reduzir espaços nas costas da defesa que, plantada sobre a linha da área, não permite ao adversário trazer seus atacantes para dentro da grande área antes do passe, a cobiçada zona do agrião (ave! João Saldanha), donde a maioria dos gols são consignados.

66 Necessitar de pouquíssimo dispêndio de energia física, embora grande a de energia mental, pelos seguidos ataques a que se vê submetida; Por vezes, surgem oportunidades para perigosos contra-ataques, em face do desespero dos adversários, atacando infrutiferamente. Vantagens Marcação 4 Marcação 4

67 Desvantagens Dar ao adversário total controle do campo, da bola e do jogo, porque os atacantes se posicionam muito distantes da moldura oposta, já que assumido claramente o jogo com características defensivas; Goleiros e zagueiros não podem cometer erro de cabeceio, rebatida ou marcação, porque oferecem aos atacantes adversários oportunidades de finalizar; O nível de resistência psicológica tem de ser grande, pois a pressão torna-se muito forte e constante; Jogo feio e sofrido. Justificável somente quando da vitória a qualquer preço.

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69 QUANTO À INTENSIDADE O grau de intensidade a ser empregado na marcação é um fator importantíssimo e decisivo para a obtenção de melhores resultados, independentemente do sistema de jogo ( 4-3-3, 4-4-2, 3-5-2, ou outro qualquer), do tipo de marcação (Individual, Zona, ou Mista), e a partir de onde se começa a marcar (Campo Todo, Intermediária Oposta, Meio-Campo, ou Própria Intermediária), bem como entre outros fatores relevantes a considerar, tais como: o tempo decorrido de jogo, o resultado parcial, jogando-se em casa ou fora, as dimensões do campo e a qualidade dos adversários.

70 INTENSIDADE MÁXIMA – PRESSÃO MÉDIA – PRESSÃO BAIXA - PRESSÃO

71 Cobertura Proteger e assegurar a um ou mais companheiros a possibilidade de imediato socorro, no caso de não conseguir marcar seu adversáriuo direto. O ideal é ter um jogador livre para ter superioridade numérica e coberturas mais fáceis.

72 PRÁTICA EXERCÍCIOSJOGOS CAMPO REDUZIDO – INDIVIDUAL X ZONA, INDIVIDUAL X MISTA, ZONA X MISTA CAMPO REDUZIDO – 2/3. ÍDEM CAMPO TODO - ÍDEM

73 PRÁTICA TORNEIO DE MARCAÇÃO CAMPO REDUZIDO – LINHA DE FUNDO ATÉ INTERMEDIÁRIA E AS LATERAIS NAS LATERAIS DA ÁREA: G + 5 X G + 5 CAMPO REDUZIDO – LINHA DE FUNDO ATÉ A INTERMEDIÁRIA OPOSTA: G + 10 X G + 10 CAMPO TODO: G + 10 X G + 10 USAR CADA TIPO DE MARCAÇÃO CONTRA DIVERSOS SISTEMAS

74 DICAS SANDUICHE: DUAS LINHAS X UMA (SENTIDO LONGITUDINAL E LATERAL) O USO DAS LINHAS LATERAIS COMO 12º E 13º ZAGUEIROS. A MOVIMENTAÇÃO DAS LINHAS LATERAIS PARA DENTRO. DIMINUIR O CAMPO NA HORA DE DEFENDER. FORA DA ÁREA TRABALHO DE EQUIPE – INDIVÍDUO + INDIVÍDUO. CUBRO QUEM VAI ME COBRIR. TRANSCENDE O PROFISSIONALISMO, TEM QUE GOSTAR E SER ALTRUÍSTA TRIÂNGULOS MÓVEIS, LOSÂNGULOS MÓVEIS, DOUBLE LOCK. EM SITUAÇÕES ESPECIAIS DEIXAR LIVRE O DO LADO OPOSTO

75 MENSAGEM O GRANDE HOMEM E solitário em Deus e solidário com todas as criaturas de Deus. Mantém o seu modo de pensar e de agir independente da opinião pública. Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com simplicidade. E do passado, do presente e do futuro. Sempre tem tempo. Não despreza nenhum ser humano. Causa a impressão dos vastos silêncios da natureza; o céu, o oceano, o deserto. Não e vaidoso; não anda à cata de aplausos; jamais se ofende, pois possui mais do que julga merecer. Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças e dos tolos.

76 Trabalha só pelo prazer do trabalho em si, e não pela recompensa material. Vive dentro do seu próprio isolamento espiritual, aonde não chega nem o louvor, nem a censura; mas o seu isolamento não é frio, porque ele ama, sofre, pensa e compreende. O que ele possui – dinheiro ou posição social – nada significa para ele. Só lhe importa o que ele é. Renuncia à opinião própria, quando verifica o seu erro; não respeita usos estabelecidos por espíritos tacanhos. Respeita somente a Verdade. Tem mente de adulto e coração de criança. O grande homem conhece-se a si mesmo, tal qual é, porque conhece a Deus – e por isto conhece os homens. (Parte de Humberto Rohden e parte de autor desconhecido) Julio Cesar Leal

77 PERGUNTAS E RESPOSTAS


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