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1 Crise internacional e as economias da América Latina Reinaldo Gonçalves EPPG, 28 julho 2008.

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1 1 Crise internacional e as economias da América Latina Reinaldo Gonçalves EPPG, 28 julho 2008

2 2 Sumário 1. Objetivos 2. Conjuntura internacional: mudanças recentes e perspectivas 3. Fragilidades e vulnerabilidades da América Latina 4. Síntese

3 3 1. Objetivos mudanças recentes na conjuntura internacional variáveis que geram risco econômico e financeiro na região diferenças entre os países da América Latina em termos fragilidades e vulnerabilidades frente à crise internacional

4 4 2. Conjuntura internacional: mudanças recentes e perspectivas Atuais incertezas críticas na economia mundial têm sido causadas, em grande medida, pela crise financeira nos Estados Unidos Origem: o problema de solvência relacionado originalmente no mercado imobiliário

5 5 empréstimos imobiliários foram securitizados (transformados em títulos). base para novos títulos ou obrigações – as CDOs, collateralized debt obligations –, que foram vendidos para investidores.

6 6 Perdas financeiras perdas no mercado financeiro estadunidense têm aumentado nos últimos meses. perdas estimadas eram de US$ 240 bilhões em outubro de 2007 aumentaram para US$ 945 bilhões em março de valor total dos ativos financeiros era de US$ 23 trilhões em março de 2008

7 7 Perdas não se limitaram aos Estados Unidos perdas estimadas dos bancos nos Estados Unidos eram de US$ 95 bilhões em março de 2008 Europa e resto do mundo: perdas eram US$ 80 bilhões e US$ 18 bilhões, respectivamente

8 8 Crise nos Estados Unidos EUA: nível de atividade tem se mostrado fraco desde o último trimestre de 2007

9 9 ESTADOS UNIDOS: CRESCIMENTO ECONÔMICO ECONOMIC GROWTH

10 10 ESTADOS UNIDOS: TAXA DE DESEMPREGO NT

11 11 Situação se agravou elevação dos preços das commodities internacionais, com destaque para o petróleo e os alimentos. a pressão inflacionária: fenômeno praticamente global nos últimos meses. Estados Unidos: taxa anualizada de inflação ultrapassou os 4% em 2008.

12 12 ESTADOS UNIDOS: INFLAÇÃO INFLATION

13 13 Inflação desequilíbrios nos mercado mundiais de petróleo e de outras commodities, com destaque para os alimentos. no horizonte curto e médio prazo não parece haver soluções para estes desequilíbrios.

14 14 Crise global de alimentos preço dos alimentos tem sido afetado pela própria elevação dos preços dos fertilizantes, transporte e pesticidas que dependem do petróleo. há inúmeras causas estruturais e conjunturais para a elevação dos preços dos alimentos (UNCTAD, Addressing the Global Food Crisis, May 2008, cap. B) (UNCTAD, Food Crisis, May 2008).UNCTAD, Food Crisis, May 2008

15 15 Preço do barril de petróleo superou US$ 140 PREÇO INTERNACIONAL DO PETRÓLEO MARÇO-JUNHO 2008 Brent Crude Oil $/barrel

16 16 Principais temas da agenda energética mundial aumentar a eficiência no consumo de energia desenvolvimento e difusão de novas tecnologias; expansão dos investimentos no setor energético; aumento do nível de produção;

17 17 Agenda petróleo (cont.) corte dos subsídios ao consumo; cooperação na formação de estoques estratégicos de petróleo; maior exploração de formas alternativas de energia controlar os efeitos ambientais do uso intensivo de energia

18 18 Problemas energéticos em países específicos situação no Iraque, tensões políticas associadas ao desenvolvimento de energia nuclear no Irã problemas na exploração e produção de petróleo em países como Indonésia e México crescimento extraordinário da demanda, principalmente em grandes países consumidores como Índia e China. China e Índia responderão por 40% do aumento da demanda global energia no horizonte 2030

19 19 Elevação dos preços das commodities estratégias de hedge de agentes econômicos frente à desvalorização do dólar operações de especulação nos mercados futuro e a termo, bem como nos mercados de derivativos

20 20 Tendência de aumento generalizado do preço das commodities internacionais: índices PREÇO INTERNACIONAL DAS COMMODITIES JANEIRO 2007-MAIO 2008

21 21 Situação econômica internacional graves problemas financeiros desaceleração da produção pressão inflacionária.

22 22 Lado real da economia mundial significativa deterioração em 2008 negligível melhora em em todas as regiões: desaceleração do crescimento em 2008 exceção: África - melhora dos termos de troca causada preços elevados das commodities,

23 23 América Latina projeções de crescimento econômico para são particularmente desfavoráveis no caso da América Latina e do Caribe América Latina e do Caribe apresenta o processo mais marcante de desaceleração econômica.

24 24 CRESCIMENTO ECONÔMICO MUNDIAL Mundo5,04,93,73,8 Países desenvolvidos3,02,71,3 Estados Unidos2,92,20,50,6 União Européia3,33,11,81,7 Países em desenvolvimento7,87,96,76,6 África5,96,3 6,4 Europa Central e Oriental6,65,84,44,3 Ásia9,69,78,28,4 América Latina e Caribe5,55,64,43,6

25 25 Pressão inflacionária generalizada em 2008 mais significativo nos casos da África e da América Latina e o Caribe. taxas médias de inflação previstas para a América Latina e o Caribe: 6,6% em 2008 e 6,1% em 2009

26 26 INFLAÇÃO MUNDIAL Mundo3,63,94,73,6 Países desenvolvidos2,42,22,62,0 Estados Unidos3,22,93,02,0 União Européia2,32,43,12,2 Países em desenvolvimento5,46,37,45,6 África6,46,37,55,9 Europa Central e Oriental5,45,66,44,3 Ásia4,15,35,94,1 América Latina e Caribe5,35,46,66,1

27 27 América Latina pressão inflacionária: reduz o grau de liberdade das políticas macroeconômicas tradicionais para impulsionar o crescimento econômico segundo semestre de 2007 e em 2008 alguns países da região já aumentaram o grau de restrição da política monetária via aumento da taxa de juros.

28 28 Processo de ajuste macroeconômico nos Estados Unidos repercute diretamente no conjunto da economia mundial via comércio internacional

29 29

30 30 Forte desvalorização do dólar estadunidense e a desaceleração econômica têm como efeito: redução do déficit da conta corrente do balanço de pagamentos dos Estados Unidos. resto do mundo deve experimentar situação menos favorável da conta corrente do balanço de pagamentos em África e, principalmente, Ásia continuarão com superávits na conta corrente do balanço de pagamentos ainda que em situações menos confortáveis que no passado recente

31 31 Déficits elevados persistirão nos países da Europa Central e Oriental em América Latina e o Caribe: em 2008 nítida reversão do processo - região passará da situação de superávit para de déficit.

32 32 SALDO CONTA CORRENTE DO BALANÇO DE PAGAMENTOS Mundo0,0 Países desenvolvidos-1,5-1,2-1,1 Estados Unidos-6,2-5,3-4,3-4,2 União Européia-0,8-1,2-1,6 Países em desenvolvimento4,84,24,03,3 África3,10,11,70,9 Europa Central e Oriental-6,2-6,6-7,2-6,9 Ásia5,96,75,55,4 América Latina e Caribe1,50,5-0,3-0,9

33 33 Hipótese otimistas: Países da América Latina não deverão ter problemas sérios de financiamento externo (na ausência de turbulências mais agudas na arena internacional )

34 34 América Latina e os fluxos de capitais fluxo líquido de capitais internacionais deve ser mantido estável 2008 comparativamente a 2007 há diferenças marcantes entre países em termos da sua capacidade de atrair capital externo e resistir aos fatores desestabilizadores externos.

35 35 FLUXOS FINANCEIROS INTERNACIONAIS PARA OS PAÍSES EMERGENTES (US$ BILHÕES)

36 36 3. Fragilidades e vulnerabilidades da América Latina países da região continuam marcados por significativa vulnerabilidade externa estrutural

37 37 Sinais desfavoráveis: aumento da pressão inflacionária; menor crescimento da demanda externa; tendência de situação menos favorável das contas externas; aumento da percepção de risco em relação aos países da região; interrupção da tendência de melhora nas finanças públicas ocorrida nos últimos anos.

38 38 Impacto da crise internacional sobre cada país depende da interação de um complexo conjunto de fatores:

39 39 Fatores (1) natureza e extensão dos mecanismos de transmissão (contágio e choques); (2) capacidade de resistência de cada país (fragilidades e vulnerabilidades) frente às pressões, fatores desestabilizadores e choques externos; (3) o policy space e as respostas de políticas de ajuste.

40 40 Áreas de fragilidade e vulnerabilidade Econômica Financeira Política

41 41 Área econômica: Variáveis crescimento econômico inflação finanças públicas contas externas

42 42 Área financeira: Variáveis ingresso líquido de capital externo descompasso (entre ativos e passivos correlatos) em montantes, prazos e moedas, existência de bolhas de preços de ativos ou de volume de crédito,

43 43 volume excessivo de investimentos em ativos imobiliários, nível de endividamento externo e serviço da dívida externa, valor líquido das reservas internacionais desalinhamento da taxa de câmbio.

44 44 Área política (não será analisada) questão da governabilidade (estabilidade do governo) (eleições) condições sociais.

45 Área econômica A. Crescimento econômico: 2008 Argentina e, em menor grau, na Venezuela: forte crescimento. marcante crescimento econômico (acima da mediana do painel de 4,7%) no Brasil, Peru e Uruguai

46 forte desaceleração na Argentina, Venezuela, Brasil e Uruguai. exportadores de hidrocarbonetos como Equador e Bolívia apresentam trajetórias futuras favoráveis, marcadas por taxas de crescimento econômico cada vez maiores.

47 47 México se destaca pelo fraco desempenho econômico a partir de 2007 em decorrência da sua forte dependência em relação à economia dos Estados Unidos Peru deve desacelerar, no entanto, manterá elevadas taxas de crescimento econômico

48 48 CRESCIMENTO REAL DO PIB (%) Argentina8,77,04,5 Bolívia4,24,75,0 Brasil5,44,83,7 Chile5,04,5 Colômbia7,04,64,5 Equador1,92,94,1 México3,32,02,3 Paraguai6,44,04,5 Peru9,07,06,0 Uruguai7,06,04,0 Venezuela8,45,83,5 Média painel6,04,84,2 Mediana painel6,44,74,5

49 49 Fatos marcantes fase ascendente do ciclo internacional tem influenciado a convergência das taxas de crescimento econômico na região. coeficiente de variação das taxas de crescimento do PIB apresenta tendência de queda ao longo do período , protagonismo do ciclo internacional para as economias latino-americanas, todas elas marcadas por grandes fragilidades e vulnerabilidades.

50 50 VARIAÇÃO DO CRESCIMENTO REAL DO PIB (%)

51 51 DESACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO REAL DO PIB (%): 2008 E 2009 (ANO DE REFERÊNCIA = 2007; ESCALA EM ORDEM INVERSA)

52 52 Desaceleração desaceleração prevista para os países da região é maior no médio prazo (2009) do que no curto prazo (2008). desaceleração média para 2009 é de 30% (taxa média de crescimento regional prevista para este ano é de 4,2%) diferença marcante entre, de um lado, a América do Sul, e do outro, o resto mundo.

53 53 América do Sul: desacelera mais principais regiões o processo de ajuste à crise estadunidense está concentrado no curto prazo (2008) América do Sul o processo se estende até Este fenômeno expressa a maior vulnerabilidade externa e as fragilidades da região comparativamente ao resto do mundo.

54 54 Desaceleração : desaceleração econômica generalizada na região (reversão de fase ascendente do ciclo internacional) 2008: desaceleração média estimada para os países em relação a 2007 = 20%, taxa média anual estimada para 2008: 4,8% (20% menor do que a taxa de crescimento em 2007 (6,0%).

55 55 Processo de ajuste é diferenciado a nível regional (2007 como referência e tomando a taxa média de crescimento projetada para ) Países com forte crescimento em 2007 sofrerão grande desaceleração em , como Argentina e Venezuela. países que têm taxas relativamente baixas de crescimento (México) ou menores do que a média ou a mediana regional (Brasil e Paraguai) também sofrerão significativa (dois dígitos) desaceleração econômica.

56 56 CRESCIMENTO REAL DO PIB: PROJEÇÃO E DESACELERAÇÃO EM RELAÇÃO A 2007 (%) Var. PIB Média Desaceleração /2007 Venezuela4,6-44,7 Colômbia4,5-35,0 México2,1-34,9 Argentina5,7-34,0 Paraguai4,2-33,6 Uruguai5,0-28,6 Mediana painel4,6-28,1 Peru6,5-27,8 Média painel4,5-25,0 Brasil4,2-21,3 Chile4,5-10,0 Bolívia4,815,5 Equador3,584,1

57 57 CRISE E AJUSTE EM : Diferentes padrões de ajuste Cresci mento Desaceleração AbaixoAcima Abaixo Equador, Chile, Brasil (1) Paraguai, Colômbia, México (2) Acima Bolívia, Peru (4) Argentina, Venezuela, Uruguai (3)

58 58 Melhor situação Quadrante 4 encontram-se os países (Bolívia e Peru) que terão taxas de crescimento econômico médio em acima da mediana regional e, ademais, estas taxas se comportam favoravelmente vis-à-vis a taxa de crescimento em 2007

59 59 Pior situação. Quadrante 2 estão Paraguai, Colômbia e México que também têm baixas taxas previstas de crescimento em e, adicionalmente, sofrerão forte desaceleração econômica.

60 60 B. Inflação significativas pressões inflacionárias, principalmente, em decorrência dos preços do petróleo e dos produtos alimentícios elevação da taxa de inflação

61 61 INFLAÇÃO (IPC, %) Argentina8,89,29,1 Bolívia8,715,114,3 Brasil3,64,84,3 Chile4,46,63,6 Colômbia5,5 4,6 Equador2,23,3 México4,03,83,2 Paraguai8,17,63,8 Peru1,84,22,5 Uruguai8,17,45,7 Venezuela18,725,731,0 Média painel6,78,57,8 Mediana painel5,56,64,3

62 62 Taxas de inflação mais expressivas (de dois dígitos ou próximas) Venezuela, Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile (taxas de inflação iguais ou maiores do que a mediana regional de 6,6%).

63 63 Causas da inflação são diferentes em distintos países forte expansão da renda e dos gastos é o principal determinante da inflação: Venezuela e Argentina países que dependem fortemente da importação de petróleo e alimentos - elevação dos preços internacionais: Chile.

64 64 internalização, parcial ou completa, da elevação dos preços externos apesar de se beneficiarem, via exportação, da maior demanda por produtos primários (Brasil) Subsídios a produtos energéticos e alimentícios e restrições às exportações têm sido usados para combater o impacto inflacionário via importação (Argentina) Apreciação cambial (Brasil)

65 65 C. Finanças públicas : padrões diferenciados interrupção da tendência de melhora nas finanças públicas ocorrida nos últimos anos alguns países ainda se encontram com desequilíbrios nas contas públicas : déficits globais no Brasil, Colômbia, Equador e Uruguai

66 66 situações fiscais relativamente tranqüilas: Bolívia, Chile, Peru e, em menor medida, Argentina e Venezuela. países em que as finanças públicas são altamente dependentes da exportação e dos preços das commodities internacionais (com destaque para Equador, Venezuela e Bolívia). eventual queda dos preços dos produtos primários afetará as contas públicas destes países e, portanto, a capacidade de investimento e gastos.

67 67 FINANÇAS PÚBLICAS: 2007 (% DO PIB) Resultado primário Resultado global Argentina2,80,7 Bolívia3,42,1 Brasil2,1-2,8 Chile8,78,0 Colômbia1,0-3,3 Equador1,6-0,5 México2,60,0 Paraguai1,00,0 Peru3,61,8 Uruguai2,6-1,5 Venezuela2,60,5 Memorando Média2,90,5 Mediana2,60,0

68 68 D. Contas externas: deterioração superávit da conta corrente do balanço de pagamentos: 1,5% em 2007 e 0,2% e 0,5% do PIB em 2008 e 2009 déficits previstos para 2008 ocorrem na Colômbia, Uruguai, Brasil, México, Peru e Chile. de modo geral, a situação tende a piorar em 2009, principalmente nos casos do Brasil, Chile e México. Situações confortáveis nas contas externas: países exportadores de produtos energéticos (Bolívia, Equador e Venezuela).

69 69 SALDO CONTA CORRENTE (% PIB) Argentina1,10,4-0,5 Bolívia13,312,38,6 Brasil0,3-0,7-0,9 Chile3,7-0,5-1,3 Colômbia-3,8-4,9-4,3 Equador3,35,23,9 México-0,8-1,0-1,6 Paraguai1,51,00,4 Peru1,6-0,2-0,3 Uruguai-0,8-1,7-0,8 Venezuela9,87,25,0 Média painel2,71,60,7 Mediana painel1,5-0,2-0,5

70 70 mesmo no caso dos países superavitários: contínua deterioração das contas externas em quando se considera o valor absoluto das transações correntes déficits crescentes e elevados para Brasil e México superávit importante: somente na Venezuela

71 71 SALDO CONTA CORRENTE US$ BILHÕES Argentina2,81,2-2,0 Bolívia1,82,11,8 Brasil3,6-10,7-16,0 Chile6,1-0,9-2,3 Colômbia-6,5-9,9-9,1 Equador1,52,62,1 México-7,4-9,3-16,3 Paraguai0,20,1 Peru1,8-0,3-0,4 Uruguai-0,2-0,5-0,2 Venezuela23,224,217,1 Média painel2,4-0,1-2,3 Mediana painel1,8-0,3-0,4

72 Área financeira Preços de ativos e bolhas Descompasso entre ativos e passivos correlatos Endividamento externo Câmbio

73 73 Fluxos financeiros por um lado, tendência de deterioração das contas de transações correntes do balanço de pagamentos por outro, a atual situação financeira internacional aponta no sentido do ingresso líquido de capital externo na América Latina

74 74 Razões: baixas taxas de juros internacionais expectativas desfavoráveis de retorno de investimento nos países desenvolvidos no contexto de desaceleração econômica elevação do apetite de risco dos investidores internacionais tendem a afetar positivamente os fluxos financeiros internacionais na direção dos países da região – seleção adversa

75 75 Projeções recentes mostram que os países da América Latina continuarão recebendo importantes volumes de capital externo privado em Relativo otimismo quando se considera a deterioração dos fundamentos macroeconômicos na região ao mesmo tempo em que se agravam as incertezas críticas na arena internacional.

76 76 FLUXO LÍQUIDO DE CAPITAIS, (US$ BILHÕES)

77 77 Entrada de capitais externos pode estar vinculada diretamente à: bolhas de preços de ativos volume de crédito volume excessivo de investimentos em ativos imobiliários. estes fenômenos são indicadores de risco na esfera financeira como mostrou a experiência dos países asiáticos na crise de 1997

78 78 A. Bolhas: preços de ativos América do Sul: não há evidência sistemática a respeito, por exemplo, dos preços dos ativos imobiliários. Índices de preços de ações são indicadores relevantes a respeito de bolhas de preços de ativos.

79 79 Movimento dos preços das ações está relacionado ao nível de liquidez internacional nos últimos anos com a exceção do Peru, a valorização observada no passado recente ( ) não é significativamente diferente nos principais mercados de ações da região variação média acumulada dos preços das ações foi de 193,5% no período em questão.

80 80 BOLSAS DE VALORES: VARIAÇÃO DE PREÇOS ACUMULADA, Variação do índice de preços médio tendo como base 2005

81 81 Na América Latina poucos países têm mercados de capitais com algum peso específico e, certamente, neste caso estão as maiores economias da região (Brasil, México e Argentina) A correlação entre a evolução dos preços das ações nestes mercados e na bolsa de Nova York é elevada No período janeiro 2006-junho 2008 os coeficientes de correlação de preços de ações das bolsas da região com a bolsa de Nova York são: México = 0,791; Buenos Aires= 0,825; e, São Paulo= 0,544.

82 82 no período recente a Bovespa é a que tem apresentado um descolamento maior em relação à Nova York. é provável que a melhora das expectativas em relação à economia brasileira no início de 2007, bem como a queda das taxas de juros, tenham contribuído para este movimento de valorização de ações na Bovespa.

83 83 BOLSAS DE VALORES: NOVA YORK, SÃO PAULO, BUENOS AIRES MÉXICO - ÍNDICE DE PREÇOS, JANEIRO 2006-JUNHO 2008

84 84 Bolhas De modo geral, a evidência disponível não aponta no sentido da existência de bolhas de ativos na região. Menor risco de crise financeira em decorrência das turbulências no sistema econômico internacional.

85 85 B. Descompasso (entre ativos e passivos correlatos) em montantes, prazos e moedas Análise prejudicada pela ausência de dados risco maior reside nas posições de agentes financeiros e empresas que são denominadas em moeda estrangeira.

86 86 Risco cambial experiências dos países da Ásia e da América Latina no final dos anos 1990: crise cambial (forte desvalorização da moeda nacional) tende a provocar crise financeira Crise cambial atinge não somente bancos como também empresas de outros setores. A forma e a extensão da liberalização cambial e financeira variam na região processo de liberalização praticamente generalizado, principalmente a partir dos anos 1990.

87 87 Nos últimos anos... alguns países interromperam e até mesmo reverteram o processo de liberalização, enquanto outros o têm aprofundado ainda mais. No primeiro grupo os destaques são Venezuela e, em menor medida, Argentina. No segundo grupo, os destaques são Chile, Peru e Brasil.

88 88 Investimento no exterior Problema da importância relativa do volume de recursos de residentes aplicados no exterior. Crises financeiras internacionais mais agudas ou mesmo problemas de solvência podem afetar negativamente o valor do estoque de riqueza de residentes. Este efeito riqueza negativo impacta desfavoravelmente nas esferas financeira e econômica dos países da região.

89 89 Investimentos no exterior por parte dos fundos de pensão Argentina : 8,9% do valor dos ativos dos fundos de pensão em maio de 2008 eram em títulos estrangeiros (7,0% em ações de empresas estrangeiras e 1,9% em títulos de dívidas emitidas por empresas estrangeiras ou aplicações em fundos de investimentos estrangeiros Chile: investimento no exterior respondia por 33,9% do valor total da carteira de investimentos dos fundos de pensão em abril de aplicações nos fundos mútuos = 28,1% e o restante em outros ativos de renda variável e fixa os fundos de pensão chilenos apresentam significativa exposição em relação ao sistema financeiro internacional.

90 90 Efeito contágio Questão central é saber qual o peso dos CDOs, collateralized debt obligations vinculados ao mercado imobiliário subprime dos Estados Unidos na carteira de ativos dos fundos mútuos no exterior. Tendo em vista o forte efeito contágio no sistema financeiro estadunidense, há ainda os efeitos indiretos sobre outros tipos de títulos.

91 91 México: alta exposição devido à forte integração com a economia dos Estados Unidos Equador (em decorrência da dolarização): exposição externa dos agentes financeiros e das empresas domésticas também pode ser significativa.

92 92 falta de evidência não pode conduzir à subestimativa dos riscos financeiros derivados dos investimentos externos de residentes da América do Sul não se pode negligenciar o fato de que em muitos países houve grande saída de capital para o exterior

93 93 Saída de capital para o exterior: causas liberalização financeira, estratégias de diversificação de risco, apreciação cambial expectativas desfavoráveis quanto ao retorno de investimentos nos países da região.

94 94 C. Endividamento externo fase ascendente do ciclo internacional: processo de desendividamento externo, principalmente, com a redução relativa e, até mesmo absoluta em alguns casos, da dívida externa. processo foi interrompido em 2007, quando as condições das contas externas da região se deterioraram. aumento das reservas internacionais, que dão maior proteção no caso de problemas de curto prazo nas contas externas.

95 95 D. Desalinhamento da taxa de câmbio significativa apreciação cambial tende a ter sérios efeitos financeiros quando há crise externa. elevação abrupta e expressiva da taxa de câmbio transforma-se no mecanismo por meio do qual a crise cambial gera a crise financeira. Este mecanismo é tão mais poderoso quanto maior for o grau de apreciação cambial.

96 96 A experiência recente na América Latina: diferentes situações: regime cambial política cambial comportamento da taxa de câmbio.

97 97 Experiências diversas alguns países têm logrado fazer intervenções no mercado cambial e, portanto, impedir o processo de apreciação cambial. no período México, Argentina, Bolívia, Peru e Equador foram capazes de evitar a depreciação real do câmbio.

98 98 Apreciação cambial alguns países têm tido políticas passivas em relação ao câmbio ou, então, têm aproveitado a conjuntura internacional para usar a taxa de câmbio como instrumento de combate à inflação. significativa apreciação cambial (superior a 10%) nos casos do Paraguai, Brasil, Venezuela e Colômbia, apreciação cambial significativa também ocorre no Chile.

99 99 DESALINHAMENTO CAMBIAL: VARIAÇÃO DA TAXA DE CÂMBIO EFETIVO REAL (%) Variação positiva é depreciação real; variação negativa é apreciação real. 2007/ /2005 Paraguai-14,1-18,5 Brasil-35,3-16,8 Venezuela-11,3-15,1 Colômbia-27,6-10,1 Chile-13,4-2,4 Uruguai-9,8-1,0 México2,51,0 Bolívia16,81,4 Argentina8,12,8 Peru5,12,9 Equador15,46,3

100 100 Problema adicional baixos preços das moedas estrangeiras têm contribuído para arrefecer a inflação, principalmente em países com alto grau de abertura para o exterior, como Chile e Venezuela Também é o caso do Brasil

101 Síntese junho de 2008: sinais de importantes mudanças na política econômica nos Estados Unidos, com a reversão do foco. combate à inflação parece retomar o papel protagonista. expectativas são no sentido de elevação da taxa de juros.

102 102 reforça a percepção a respeito dos sinais de deterioração da conjuntura internacional, há risco de maiores turbulências nos sistemas financeiro e monetário internacionais.

103 103 nos países desenvolvidos - perdas financeiras e a desaceleração econômica têm sido acompanhadas por pressão inflacionária. nos países em desenvolvimento - desaceleração econômica, pressão inflacionária e reversão da fase favorável de afrouxamento da restrição de balanço de pagamentos.

104 104 América do Sul: fase ascendente do ciclo internacional crescimento elevado do PIB, aumento do investimento, queda do desemprego, melhora das finanças públicas, superávit nas contas externas, aumento das reservas internacionais redução do endividamento externo. significativas diferenças entre os países da região

105 105 Reversão da fase do ciclo internacional: resultados relativamente desfavoráveis aumento da percepção de risco em relação aos países menor crescimento da demanda externa desaceleração do crescimento econômico aumento da pressão inflacionária, interrupção da tendência de melhora nas finanças públicas deterioração das contas externas

106 106 Desaceleração os sobreviventes, Bolívia e Peru, que terão taxas de crescimento relativamente elevadas e não sofrerão o processo de desaceleração. os atropelados, Paraguai, Colômbia e México, com baixas taxas de crescimento e forte desaceleração econômica.

107 107 Os atingidos os atingidos : taxas relativamente baixas de crescimento, reduzido impacto de desaceleração (Equador, Chile e Brasil); e aqueles países (Argentina, Venezuela e Uruguai) que terão taxas elevadas de crescimento, forte efeito de desaceleração.

108 108 Inflação preços das commodities todos os países da região já estão sofrendo pressões inflacionárias 2008 as taxas de inflação mais expressivas (de dois dígitos ou próximas): Venezuela, Bolívia, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile.

109 109 Finanças públicas situações fiscais relativamente confortáveis: Bolívia, Chile, Peru e, em menor medida, Argentina e Venezuela. fragilidade de muitos dos países da região está na forte dependência da receita fiscal em relação à exportação e aos preços das commodities internacionais (com destaque para Equador, Venezuela e Bolívia) Fragilidade: Colômbia, Brasil e Uruguai

110 110 Contas externas De modo geral, processo de deterioração processo de deterioração deve se agravar Fragilidade: Colômbia, México, Chile e Brasil

111 111 Fluxos financeiros Hipótese: ausência de maiores turbulências no sistema financeiro internacional expectativa é de manutenção de significativos ingressos líquidos de capital externo privado aumento do endividamento externo no passado recente,

112 112 Fluxos financeiros – cont. significativo incremento e o nível das reservas internacionais favorecem, de modo geral, a absorção do impacto de curto prazo derivado de problemas financeiros internacionais graus variados de proteção dados pelo nível de reservas internacionais em virtude do grau de penetração das importações e da elasticidade- renda das importações.

113 113 Risco financeiro descompasso entre ativos e passivos correlatos bolhas de preços de ativos ou de volume de crédito volume excessivo de investimentos em ativos imobiliários a evidência disponível não é robusta

114 114 Alguma evidência de risco a pequena exposição dos fundos na Argentina grande exposição de fundos no Chile. integração da economia do México na economia dos Estados Unidos dolarização no Equador

115 115 Desalinhamento da taxa de câmbio também aumenta o risco financeiro O trade-off evidente das apreciações cambiais é o risco financeiro. Forte apreciação cambial aumenta a probabilidade de desvalorizações abruptas e, portanto, maior risco financeiro.

116 116 significativa apreciação cambial nos casos do Paraguai, Brasil, Venezuela e Colômbia, este problema reduz, também, o grau de liberdade dos países no sentido de usar a taxa de câmbio para combater as pressões inflacionárias no futuro próximo.

117 117 fundamentos macroeconômicos e desempenho dos países da região continuam condicionados, em grande medida, pela conjuntura internacional Conjuntura internacional: processo de deterioração riscos econômicos e financeiros, na maior parte dos casos crescentes e não desprezíveis e, em alguns casos, desconhecidos ou subestimados.

118 118 Síntese: Impactos Área econômicaÁrea financeir a Áreas econômic a e financeira RendaInflaçãoFinanças públicas Contas externas Menos atingid os Bolívia, Peru Peru, Equador, México Chile, Bolívia, Peru Bolívia, Venezuel a, Equador Argentina Bolívia Bolívia, Peru [Venezuel a, Argentina, Equador] Mais atingid os México, Colômbi a, Paraguai Venezuel a, Bolívia, Argentina Colômbi a, Brasil, Uruguai Colômbia, México, Chile, Brasil Chile, México, Brasil, Colômbia, Paraguai México, Colômbia [Chile, Brasil, Paraguai, Uruguai]

119 119 Obrigado! Reinaldo Gonçalves


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