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Literatura Contemporânea Brasileira. Contexto Histórico Nas últimas décadas, a cultura brasileira vivenciou um período de acentuado desenvolvimento tecnológico.

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1 Literatura Contemporânea Brasileira

2 Contexto Histórico Nas últimas décadas, a cultura brasileira vivenciou um período de acentuado desenvolvimento tecnológico e industrial; entretanto, neste período ocorreram diversas crises no campo político e social. Os anos 60 (época do governo democrático-populista de J.K.) foram repletos de uma verdadeira euforia política e econômica, com amplos reflexos culturais: Bossa Nova, Cinema Novo, teatro de Arena, as Vanguardas, e a Televisão.

3 A crise desencadeada pela renúncia do presidente Jânio Quadros e o golpe militar que derrubou João Goulart colocaram fim nessa euforia, estabelecendo um clima de censura e medo no país (promulgação do AI-5; fechamento do Congresso; jornais censurados, revistas, filmes, músicas; perseguição e exílio de intelectuais, artistas e políticos). A cultura usou disfarces ou recuou. A conquista do tricampeonato mundial de futebol em 1970, foi capitalizada pelo regime militar e uma onda de nacionalismo ufanista espalhou-se por todo o país, alienando as mentes e adormecendo a consciência da maioria da população por um bom período de tempo: "Brasil - ame-o ou deixe-o", a cultura marginalizou-se.

4 Em 1979, um dos primeiros atos do presidente Figueiredo foi sancionar a lei da anistia, permitindo a volta dos exilados. Esse ato presidencial fez o otimismo e esperança renascerem naqueles que discordavam da política praticada pelos militares daquele período. Na década de 80 inicia-se uma mobilização popular pela volta das eleições diretas, que só veio a concretizar-se em 89, com a posse de Fernando Collor de Mello, cassado em : eleição e posse do presidente Henrique Cardoso.

5 Acompanhando o progresso de uma civilização tecnológica e respondendo às exigências de uma sociedade impelida pela rapidez das transformações e pela necessidade de uma nova comunicação cada vez mais objetiva e veloz, as décadas de 50 e 60 assistiram ao lançamento de tendências poéticas caracterizadas por inovação formal, maior proximidade com outras manifestações artísticas e negação do verso tradicional.

6 Poesia Concreta 1956 – Exposição Nacional de Arte Concreta Museu de Arte Moderna de São Paulo

7 Poema-Objeto Utilizam múltiplos recursos: Acústico Visual Carga semântica Espaço tipográfico Disposição geométrica dos vocábulos na página

8 Exige do leitor uma participação ativa Permite uma leitura múltipla. Poema = Desafio Leitor = Co-autor

9 Representantes Haroldo de Campos Augusto de Campos Décio Pignatari

10 Olho por olho Augusto de Campos 1964

11 Pós-Tudo Augusto de Campos 1984

12 Cristal Haroldo de Campos

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14 Décio Pignatari

15 Ferreira Gullar e Décio Pignatari

16 Décio Pignatari

17 Poesia Práxis Poesia dinâmica, transformada pela interferência ou manipulação do leitor, ou seja, por sua prática (práxis) Periodicidade e repetição das palavras, cujo sentido e dicção mudam, conforme sua posição no texto.

18 Crime 3 Fuma fuma tabaque bate: que pança? Dançacurtido corpo de charquecharco em corrutobeiço tensão charuto eseu sangue soca seu peito soca e eis que ao lado o outro caboclo bate: disputa um ataque à bronca (ou em bloco) de ronco e lata. E na mão do primeiro o punhal se empunha se ergue chispando e em X pando desce: se crava cavo, na caixa de som (colchão murcho coração).

19 Poesia Social Reabilitação do verso e do lirismo Linguagem próxima do cotidiano Poesia= instrumento de participação social e política Representantes Ferreira Gullar, Mário Quintana

20 Mário Quintana – O POETA DAS COISAS SIMPLES Mário de Miranda Quintana foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em Alegrete na noite de 30 de julho de 1906 e faleceu em Porto Alegre, em 5 de maio de 1994.

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22 Mário Quintana por ele mesmo Nasci em Alegrete, em 30 de julho de Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade.

23 Nasci no rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro - o mesmo tendo acontecido a sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Winston ChurchillIsaac Newton

24 "A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa." Quando se vê já são seis horas... Quando se vê já é sexta-feira... Quando se vê já é Natal... Quando se vê já terminou o ano... Quando se vê já não sabemos mais por onde andam nossos amigos. Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê passaram-se 50 anos. Agora é tarde demais para ser reprovado. Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio, seguiria sempre em frente, iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

25 Seguraria todos os meus amigos, que já não sei onde e como estão, e diria: Vocês são extremamente importantes para mim. Seguraria o meu amor, que está, há muito, à minha frente, e diria: Eu te amo. Dessa forma, eu digo: não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo, por puro medo de ser feliz. A única falta que terá será desse tempo que infelizmente não voltará Mário Quintana

26 Poeminha do Contra Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho! (Prosa e Verso, 1978)

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28 Poema-Processo Utilizando elementos não-lingüísticos, os representantes do poema/processo foram mais desenhistas e pintores do que verdadeiramente poetas. Utilizaram, além da palavra, fotografias, desenhos, colagens, aproximando-se muito das técnicas concretistas.

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30 CARVALHO, José de Arimatéia Soares. In: AZEVEDO FILHO, Leodegário Amarante de (org.). Poetas do Modernismo – antologia crítica. Brasília, INL, p. 325.

31 As novas tecnologias - computação gráfica, holografia, etc. - realizaram a utopia do poema-processo? As novas mídias, entre elas a computação, a holografia e a realidade virtual incentivam a busca de linguagens para ampliar o repertório. Pela via da sensibilidade e curiosidade fomentam as possibilidades criativas dos artistas e se aplicam no modo de produção de novos trabalhos. Esse aspecto multidisciplinar irradia-se para a arte e a poemática. As áreas hoje chamadas de pintura, poema, cinema, vídeo, fotografia, holograma, semiótica digital, intervenções, livro–objeto, arte-postal tendem a se integrar na produção da próxima arte/poética. Sem ameaçar as atividades criativas atualmente sendo praticadas. Afinal, o novo não vem para acabar, mas para ampliar, para desenvolver o horizonte humano. Essa integração era uma proposta do Poema/Processo, que não foi propriamente uma utopia, mas uma proposta avançada para o seu tempo. De resto, uma constante das autênticas vanguardas.

32 Poesia Marginal poesia de produção alternativa, divulgada à margem da editoração oficial, porém ocupando seu espaço na literatura poesia das ruas, do corpo a corpo dos poetas nas filas dos cinemas, dos teatros e outras; nos bares, nas praças, nos institutos culturais, nas escolas, nas editoras, e até na sala de aula de alguns professores liberais. Os poetas alternativos levaram a poesia para as ruas, democratizaram a arte, declamaram bem alto... Cartões, camisas, o papel, a brochura, a xerox, o espaço, vozes ecoando nas praças, nos palcos, nas telas dos cinemas, nos pátios, nos bares, nas calçadas

33 Representantes Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) Charles CHACAL Torquato Neto Combativas e criativas vozes daqueles anos de ditadura ajudaram a dar visibilidade e respeitabilidade ao fenômeno da "poesia marginal", em que militavam, direta ou indiretamente.

34 Descartes Não há no mundo nada mais bem distribuído do que a razão: até quem não tem tem um pouquinho Cacaso (Antônio Carlos Ferreira de Brito) Lar doce lar (para Maurício Maestro) Minha pátria é minha infância: por isso vivo no exílio

35 Tropicalismo Movimento cultural do fim da década de 60 que, usando deboche, irreverência e improvisação, revoluciona a música popular brasileira, até então dominada pela estética da bossa nova. Liderado pelos músicos Caetano Veloso e Gilberto Gil, o Tropicalismo usa as idéias do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade para aproveitar elementos estrangeiros que entram no país e, por meio de sua fusão com a cultura brasileira, criar um novo produto artístico. Também se baseia na contracultura, usando valores diferentes dos aceitos pela cultura dominante, incluindo referências consideradas cafonas, ultrapassadas ou subdesenvolvidas

36 O movimento é lançado com a apresentação das músicas Alegria, Alegria, de Caetano, e Domingo no Parque, de Gil, no Festival de MPB da TV Record em 1967.

37 O Tropicalismo manifesta-se, ainda, em outras artes, como na escultura Tropicália (1965), do artista plástico Hélio Oiticica, e na encenação da peça O Rei da Vela (1967), do diretor José Celso Martinez Corrêa (1937-).

38 Hélio Oiticica

39 O movimento acaba com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em dezembro de Caetano e Gil são presos e, depois, exilam-se na Inglaterra.

40 Alegria, Alegria Caetano Veloso Caminhando contra o vento Sem lenço, sem documento No sol de quase dezembro Eu vou O sol se reparte em crimes, Espaçonaves, guerrilhas Em cardinales bonitas Eu vou Em caras de presidentes Em grandes beijos de amor Em dentes, pernas, bandeiras Bomba e brigitte bardot O sol nas bancas de revista Me enche de alegria e preguiça Quem lê tanta notícia Eu vou

41 Por entre fotos e nomes Os olhos cheios de cores O peito cheio de amores vãos Eu vou Por que não, por que não Ela pensa em casamento E eu nunca mais fui à escola Sem lenço, sem documento, Eu vou Eu tomo uma coca-cola Ela pensa em casamento E uma canção me consola Eu vou Por entre fotos e nomes Sem livros e sem fuzil Sem fome sem telefone No coração do brasil

42 Ela nem sabe até pensei Em cantar na televisão O sol é tão bonito Eu vou Sem lenço, sem documento Nada no bolso ou nas mãos Eu quero seguir vivendo, amor Eu vou Por que não, por que não...

43 Domingo no Parque Gilberto Gil O rei da brincadeira - ê, José O rei da confusão - ê, João Um trabalhava na feira - ê, José Outro na construção - ê, João A semana passada, no fim da semana João resolveu não brigar No domingo de tarde saiu apressado E não foi pra Ribeira jogar Capoeira Não foi pra lá pra Ribeira Foi namorar O José como sempre no fim da semana Guardou a barraca e sumiu Foi fazer no domingo um passeio no parque Lá perto da Boca do Rio Foi no parque que ele avistou Juliana Foi que ele viu Juliana na roda com João Uma rosa e um sorvete na mão Juliana, seu sonho, uma ilusão Juliana e o amigo João O espinho da rosa feriu Zé E o sorvete gelou seu coração

44 O sorvete e a rosa - ô, José A rosa e o sorvete - ô, José Oi, dançando no peito - ô, José Do José brincalhão - ô, José O sorvete e a rosa - ô, José A rosa e o sorvete - ô, José Oi, girando na mente - ô, José Do José brincalhão - ô, José Juliana girando - oi, girando Oi, na roda gigante - oi, girando Oi, na roda gigante - oi, girando O amigo João - João O sorvete é morango - é vermelho Oi, girando, e a rosa - é vermelha Oi, girando, girando - é vermelha Oi, girando, girando - olha a faca! Olha o sangue na mão - ê, José Juliana no chão - ê, José Outro corpo caído - ê, José Seu amigo, João - ê, José Amanhã não tem feira - ê, José Não tem mais construção - ê, João Não tem mais brincadeira - ê, José Não tem mais confusão - ê, João

45 Cálice Chico Buarque Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta

46 Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa De muito gorda a porca já não anda De muito suada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta Essa palavra presa na garganta Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade

47 Talvez o mundo não seja pequeno Nem seja a vida um fato consumado Quero inventar o meu próprio pecado Quero morrer do meu próprio veneno Quero perder de vez tua cabeça Minha cabeça perder teu juízo Quero cheirar fumaça de óleo diesel Me embriagar até que alguém me esqueça

48 Pra não dizer que não falei de flores Geraldo Vandré Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas, nas ruas, campos, construções Caminhando e cantado e seguindo a canção Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Pelos campos a fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão

49 Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: De morrer pela pátria e viver sem razão Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

50 Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição Vem, vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora, não espera acontecer

51 Cora Coralina Cora Coralina nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto, na cidade de Goiás, em Iniciou sua carreira literária aos 14 anos publicando o conto "Tragédia na Roça". Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas e teve seis filhos. O casamento a afastou de Goiás por 45 anos. Ao voltar às suas origens, viúva, iniciou uma nova atividade, a de doceira. Além de fazer seus doces, nas horas vagas ou entre panelas e fogão, Aninha, como também era chamada, escreveu a maioria de seus versos. Aos 76 anos despontou na literatura brasileira como uma de suas maiores expressões na poesia moderna. Em mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental - recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás e o Prêmio Intelectual do Ano, sendo, então, a primeira mulher a receber o troféu Juca Pato.

52 No ano seguinte foi reconhecida como Símbolo Brasileiro do Ano Internacional da Mulher Trabalhadora pela FAO. Morreu em Goiânia, aos 95 anos, em Pela Global Editora tem publicado as seguintes obras: Estórias da Casa Velha da Ponte, Meu Livro de Cordel, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, O Tesouro da Casa Velha e Villa Boa de Goyaz; os infantis A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu, Prato Azul- pombinho, Poema do Milho, Os Meninos Verdes e As Cocadas. Sobre Cora Coralina temos Cora Coragem, Cora Poesia escrito por sua filha Vicência Brêtas Tahan e Melhores Poemas Cora Coralina, com seleção e prefácio de Darcy França Denófrio.

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54 Aninha e suas pedras (Cora Coralina) Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. (Outubro, 1981)

55 NÃO SEI... Não sei... se a vida é curta... Não sei... Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar. Cora Coralina

56 Crônica As últimas décadas assistiram à consagração das narrativas curtas – a crônica e o conto. O desenvolvimento da crônica está intimamente ligado ao espaço aberto a esse gênero na imprensa.

57 Cronistas Fernando Sabino Lourenço Diaféria Luís Fernando Veríssimo Stanislaw Ponte Preta

58 Contistas Dalton Trevisan Moacyr Scliar Luís Fernando Veríssimo Rubem Fonseca

59 Luís Fernando Veríssimo Filho do escritor Érico Veríssimo, Nasceu em Porto Alegre em 1936 competente saxofonista 1969 começou a publicar as suas primeiras crônicas no jornal Zero Hora. A partir de 1982, fez com que o seu nome se tornasse conhecido em todo o país. A partir de então, publicou textos curtos em vários jornais e revistas e produziu scripts para a televisão. Muitos de seus livros têm liderado as listas dos mais vendidos desde a década de 1980.

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61 Obras Principais O popular (1973) As cobras (1975) Ed Mort (1979) O analista de Bagé (1981) O gigolô das palavras(1982) A velhinha de Taubaté (1983) Comédias da vida privada Comédias para se ler na escola (2001) As mentiras que os homens contam às mulheres (2001)

62 Características Espetacular fenômeno editorial contemporâneo, com milhões de exemplares vendidos, a obra de Luis Fernando Veríssimo é, certamente, um dos pontos culminantes da crônica brasileira. Uma das razões deste êxito nasce da capacidade do autor de lidar com as possibilidades do gênero: do comentário lírico ao comentário irônico, da criação de atmosfera ao relato anedótico, passando pela sofisticada análise sócio-cultural do país e do mundo. Além disso, Luis Fernando Veríssimo produz cartuns, traduzindo, com admirável poder de percepção e de síntese – especialmente nas Aventuras da família Brasil – a perplexidade e as risíveis angústias da classe média diante das violentas mudanças comportamentais ocorridas no país, nas últimas décadas.

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66 Teatro Nelson Rodrigues Dias Gomes Chico Buarque Carlos Queirós Teles Osman Lins Ariano Suassuna

67 Nelson Rodrigues "Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico."

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69 Frases de Nélson Rodrigues Invejo a burrice, porque é eterna. Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos... Não existe família sem adúltera. Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as normais. O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos. O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte.

70 Frases de Nélson Rodrigues O dinheiro compra até o amor verdadeiro. Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata. Só o inimigo não trai nunca. A platéia só é respeitosa quando não está a entender nada. Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém. O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência.

71 Biografia Nelson Rodrigues foi o mais revolucionário personagem do teatro brasileiro, abrindo as portas à moderna dramaturgia do país. Percorreu, contudo, um árduo itinerário, marcado pelas tragédias familiares e pela crítica contraditória. Desde seu primeiro texto, A Mulher Sem Pecado (1942), foi considerado ao mesmo tempo um imoral e um moralista, reacionário e pornográfico, um gênio e um charlatão, escandalizando, como nunca, o público e a imprensa especializada da época com seu teatro desagradável. Explorando a vida cotidiana do subúrbio do Rio de Janeiro, preencheu os palcos com incestos, crimes, suicídios, personagens beirando a loucura, inflamadas de desejos e agindo apaixonadamente, até matando, e diálogos rápidos, diretos, quase telegráficos, carregados de tragédia e humor.

72 Quando lançou Vestido de Noiva (1943), montado pelo grupo Os Comediantes, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, renovou o teatro do país, quer pelo texto quer pela direção de Ziembinsky, e obteve sucesso. Nos anos seguintes, no entanto, teve suas peças interditadas pela censura, passou a ser sinônimo de obsceno e tarado e ficou conhecido como autor maldito. Nascido à beira-mar no Recife, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, para o pai tentar a vida como jornalista, em Foi o filho, no entanto, que brilhou na profissão. Aos 13 anos já era repórter policial do jornal A Crítica. Seu talento estendeu-se a todos os grandes jornais do Rio. Fanático torcedor do Fluminense, foi um grande cronista esportivo, ao mesmo tempo que escrevia reportagens policiais e folhetins romanescos.

73 Obras de Nélson Rodrigues Obsessivo, escreveu 17 peças, centenas de contos e nove romances. Entre as peças, destacam-se A Falecida (1953), Os Sete Gatinhos (1958), Boca de Ouro (1959), Beijo no Asfalto (1960) e Toda Nudez Será Castigada (1965). Bonitinha, porém ordinária, Engraçadinha

74 Vestido de Noiva Conta a história de Alaíde, uma moça que é atropelada por um automóvel e, enquanto é operada no hospital, relembra o conflito com a irmã (Lúcia), de quem tomou o namorado (Pedro), e imagina seu encontro com Madame Clessi, uma cafetina assassinada pelo namorado de dezessete anoshospitalassassinada

75 Vestido de noiva é uma peça teatral brasileira de teor psicológico, escrita por Nelson Rodrigues e encenada em Em seu cenário, a peça apresenta três planos que se intercalam: o plano da alucinação, o plano da realidade e o plano da memória.

76 Osman Lins Lisbela e o Prisioneiro teatro 1964

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78 Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e "A Pedra do Reino", é um defensor militante da cultura brasileira. Auto da Compadecidacultura brasileira Ariano Suassuna

79 Biografia de Ariano Suassuna Ariano Suassuna nasceu na então cidade de Nossa Senhora das Neves - hoje João Pessoa, capital da Paraíba. Logo em seguida, tendo seu pai, João Suassuna, deixado o governo do estado, Ariano acompanha a família de volta para a região do alto sertão paraibano, onde a mesma tinha várias fazendas. Assassinado o pai, a família deixa a região, mudando-se para a cidade de Taperoá, no chamado sertão seco, onde o futuro dramaturgo e romancista faz seus estudos primários. Em 1938 há nova mudança, desta vez para Recife, onde cursa o ginásio, estudando também música e pintura. Em 1946 entra para a Faculdade de Direito, ligando-se ao círculo de poetas, escritores e artistas da capital pernambucana e interessando-se cada vez mais pelo romanceiro popular nordestino e pelo teatro. Em 1952 começa a trabalhar em advocacia mas logo abandona a profissão, dedicando-se ao magistério e à atividade de escritor.

80 Obra: Com extensa obra teatral - publicou, entre outras, as peças Auto da compadecida, O santo e a porca, A farsa da boa preguiça -, Ariano Suassuna escreveu em 1956 A história do amor de Fernando e Isaura, romance até hoje inédito. Em 1958 começou a trabalhar em Quaderna, o decifrador, uma trilogia composta de: I - A pedra do reino II - O rei degolado III - Senésio, o alumioso

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83 Ariano foi o idealizador do Movimento Armorial, que tem como objetivo criar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste Brasileiro. Tal movimento procura orientar para esse fim todas as formas de expressões artísticas: música, dança, literatura, artes plásticas, teatro, cinema, arquitetura, entre outras expressões.cultura popular Nordeste Brasileiromúsicadançaliteratura artes plásticasteatrocinemaarquitetura

84 "Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa. " ( Émile Zola )

85 "Em literatura, o melhor meio de se tornar imortal é morrer." "Em literatura, o meio mais seguro de ter razão é estar morto." ( Victor Hugo )

86 Das Utopias Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas! Mário Quintana


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