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PROFESSORA LÚCIA BRASIL LITERATURA E SUAS FUNÇÕES.

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1 PROFESSORA LÚCIA BRASIL LITERATURA E SUAS FUNÇÕES

2 QUE É LITERATURA? Há vários conceitos de Literatura, que mudam através dos tempos e dos países. O termo Literatura vem do Latim litteris, que significa letras. Podemos dizer, portanto, que Literatura é o conjunto de saberes envolvidos na produção escrita de uma época ou de um país. A Literatura nos transmite os conhecimentos e a cultura de uma comunidade.

3 Assim como a música, a pintura e a dança, a Literatura é considerada uma arte. Através dela temos contato com um conjunto de experiências vividas pelo homem sem que seja preciso vivê-las. A Literatura,sendo a arte da palavra, permite ao artista escritor inventar e criar os fatos e seres de uma obra literária.

4 A principal função da Literatura é contribuir para o desenvolvimento do homem,atuando em sua formação acadêmica e profissional, indicando caminhos, explicitando prazeres e sentimentos

5 O texto literário nos permite identificar as marcas do momento em que foi escrito. A forma literária mais antiga é a poesia. Os registros históricos apontam para Ilíada, atribuída a Homero. O TEXTO LITERÁRIO E O TEXTO NÃO LITERÁRIO A preocupação com a estética é o que diferencia um texto literário de um não literário. O texto científico utiliza as palavras com sentido objetivo e conciso, enquanto o texto literário utiliza metáforas para provocar reações emocionais. o texto não-literário tem uma FUNÇÃO UTILITÁRIA (informar, convencer, explicar, responder, ordenar etc.).

6 Poema de Homero; (fig.) série de feitos ou aventuras de um herói. O nome Ilíada deriva de Ilion e significa 'que possui muitos milhões', 'que é excessivamente rico'. Seu derivado em Latino é Tróia.

7 Nos textos não literários predominam a objetividade a denotação a função informativa o respeito pela norma o caráter utilitário Nos textos literários predominam: a subjetividade a conotação as funções expressiva e poética o desvio da «norma» o caráter estético

8 O texto literário apresenta: - Ficcionalidade: os textos não fazem, necessariamente, parte da realidade. - Função estética: o artista procura representar a realidade a partir da sua visão. - Plurissignificação: nos textos literários as palavras assumem diferentes significados. - Subjetividade: expressão pessoal de experiências, emoções e sentimentos.

9 As escolas literárias são: - Trovadorismo - Classicismo - Barroco - Arcadismo - Romantismo - Realismo / Naturalismo - Simbolismo - Modernismo As obras literárias são divididas em escolas literárias, pois cada obra apresenta um estilo de época, ou seja, um conjunto de características formais e de seleção de conteúdo evidente na obra de escritores e poetas que viveram em um mesmo momento.

10 FUNÇÕES DA LITERATURA: Função cognitiva: passar conhecimentos, ser usada para ensinar alguma coisa. Função estética: existe para ser admirada, porque é bela. Função político-social: interfere na sociedade, tem a opinião de pessoas. Engajada – comprometida com a defesa de certas ideias políticas. Função catártica: libera sentimentos através da literatura. Cartase significa alívio de tensões, desabafo.

11 Não há vagas O preço do feijão não cabe no poema. O preço do arroz não cabe no poema. Não cabem no poema o gás a luz o telefone a sonegação do leite da carne do açúcar do pão O funcionário público não cabe no poema com seu salário de fome sua vida fechada em seus arquivos. Como não cabe no poema o operário que esmerila seu dia de aço e carvão nas oficinas escuras. - porque o poema, senhores, está fechado: não há vagas Só cabe no poema o homem sem estômago a mulher de nuvens a fruta sem preço O poema, senhores, não fede nem cheira. Ferreira Gullar

12 TEXTO I O meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria; como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, mas isso ainda diz pouco: há muitos na freguesia, por causa de um coronel que se chamou Zacarias e que foi o mais antigo senhor desta sesmaria. Como então dizer quem fala ora a Vossas Senhorias? MELO NETO, J. C.

13 TEXTO II João Cabral, que já emprestara sua voz ao rio, transfere- a, aqui, ao retirante Severino, que, como o Capibaribe, também segue no caminho do Recife. A autoapresentação do personagem, na fala inicial do texto, nos mostra um Severino que, quanto mais se define, menos se individualiza, pois seus traços biográficos são sempre partilhados por outro homem. SECCHIN, A. C. João Cabral : a poesia do menos. Rio de Janeiro: topbooks, 1999 (fragmento)

14 Com base no trecho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta:Como então dizer quem fala ora a Vossas Senhorias? A resposta expressa no poema é dada por meio da A) descrição minuciosa dos traços biográficos personagem-narrador. B) construção da figura do retirante nordestino como um homem resignado com a sua situação. C) representação, na figura do pensamento do personagem-narrador, de outros Severinos que compartilham sua condição. D) apresentação do personagem-narrador como uma projeção, do próprio poeta, em sua crise existencial E ) descrição de Severino, que, apesar de humilde, orgulha-se de ser descendente do coronel Zacarias.


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