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PROFª Luzia Bueno. Retomada: Gêneros textuais Contexto social.

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Apresentação em tema: "PROFª Luzia Bueno. Retomada: Gêneros textuais Contexto social."— Transcrição da apresentação:

1 PROFª Luzia Bueno

2 Retomada: Gêneros textuais Contexto social

3 Ainda que nos comuniquemos com diversas pessoas ao dia, não falamos do mesmo modo.

4 Ao nos comunicar com um filho, marido, mulher estabelecemos conversa mais carinhosa. Em um contato comercial, no entanto, utilizamos, na comunicação, um telefonema rápido, um e- mail bem objetivo,etc.

5 A cada troca, buscamos um Modelo já conhecido para podermos organizar o discurso, para obter sucesso na comunicação Exemplos de MODELOS conversa, bilhete, telefonema, , artigo, relatório

6 Podemos dizer que, para interagirmos, produzimos textos que seguem formas já existentes na sociedade, ou seja seguem os gêneros textuais produzidos em uma comunidade.

7 Se depararmos com um texto em outra língua, teríamos grande chance de identificar o gênero, pois conhecemos em nosso idioma

8 1ª Atividade - identificar o gênero do texto a seguir Kategorie: Gattung: Saucen Anzahl: 1 Portionen 1 große Avocado 1 Essl Meerrettich (gerieben) 4 Essl Schlagsahne 1 Teel sherry Salz frisch gemahlener Pfeffer Avocado halbieren, entkernen, Fruchtfleisch herauslösen und zerdrücken Zitronensaft hinzugeben, um Braunwerden zu verhindern. Mit Meerrettich und Schlagsahne verrühren. Mit Salz, Pfeffer und Sherry abschmecken. (extraído de Kategorie: Gattung: Saucen Anzahl: 1 Portionen 1 große Avocado 1 Essl Meerrettich (gerieben) 4 Essl Schlagsahne 1 Teel sherry Salz frisch gemahlener Pfeffer Avocado halbieren, entkernen, Fruchtfleisch herauslösen und zerdrücken Zitronensaft hinzugeben, um Braunwerden zu verhindern. Mit Meerrettich und Schlagsahne verrühren. Mit Salz, Pfeffer und Sherry abschmecken. (extraído de

9 Categoria: Gênero: Molhos Quantidade: 1 porções 1 abacate grande 1 colher de sopa de rábano (ralado) 4 colheres de creme chantilly 1 colher de chá de xerez Sal pimenta moída na altura Abacate ao meio, retire as sementes, a polpa e triture destacar Adicione o suco de limão para evitar escurecimento. Com rábano e Misture o creme chantilly. Tempere com sal, pimenta e xerez. (Extraído de VERSÃO EM PORTUGUÊS

10 Cada falante domina um conjunto de gêneros que fazem parte de sua comunidade. No entanto, muitos outros desconhecemos e para aprendê-lo, será importante o papel da escola.

11 Considerando essas idéias, os PCNs de LP, propõem trabalho com gêneros textuais. Assim, surgiram várias propostas de como pode ocorrer o trabalho com gêneros textuais.

12 Este artigo visa apresentar uma Proposta para o Ensino de LP, por meio de gêneros textuais. Esse trabalho propicia ao aluno o desenvolvimento de suas Capacidades de Linguagem.

13 Os PCNs de LP contribuíram para a divulgação e discussão da proposta de trabalho com gêneros textuais. Muda, assim, o foco do ensino de LP que costumava ser dedicado ao estudo da nomenclatura gramatical que o uso da língua.

14 uso da linguagem Segundo os PCNs, as propostas de transformação do ensino de LP consolidaram-se em práticas de ensino em que tanto o ponto de partida como de chegada é o uso da linguagem A razão de ser das propostas de leitura e escuta é a compreensão ativa, e não, decodificação e o silêncio;

15 A interlocução efetiva se dá pela leitura e a escrita ; Não se dá pela produção de textos para serem apenas corrigidos; Para que a interlocução efetiva seja compreendida na sala de aula é necessário que façamos os alunos pensar sobre as situações didáticas

16 As situações didáticas tem o objetivo levar o aluno a pensar sobre a linguagem para poder compreendê-la e utilizá-la nas situações apropriadas (p.18-19)

17 É unidade básica da aula de LP e o ensino com textos precisa levar o aluno a dominar as situações de comunicação TRABALHO COM TEXTOS

18 Os gêneros são necessários para que realmente o aluno esteja inserido na sociedade letrada. Por meio da linguagem agimos e participamos das decisões da sociedade. TRABALHO COM GÊNEROS

19 Observamos a importância do trabalho que contemple a diversidade de gêneros textuais que levem o aluno a produzir e ler diferentes gêneros Os gêneros de discurso (Bakhtin), se caracterizam pelos seus conteúdos e pelos meios linguísticos que se utilizam (contos, poemas, bulas, atestados,etc)

20 Esses gêneros são aparentemente estáveis, uma vez que, com o decorrer do tempo, sofrem alterações ou desaparecem., conversas pessoais ao chat, etc.

21 Atividade de comunicação antiga se contrapondo com a atual.

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23 Os gêneros são dinâmicos Ex: com a Internet os gêneros surgem em diferentes suportes (perfil, blogs, etc.).

24 É possível considerar os gêneros como objetos de ensino, possibilitando aos alunos o desenvolvimento de capacidades linguísticas que os tornem capazes de escolher e ler o texto, se comunicar na escola e fora dela. Gênero como objeto de ensino

25 Para isso, é importante compreendermos os elementos que compõem um gênero para chegarmos às suas dimensões ensináveis e, depois, organizarmos uma sequência didática para trabalharmos com os alunos. Gênero como objeto de ensino

26 Fazendo adaptação do modelo de análise de texto de Bronckart, a fim de simplificar, didatizar o gênero para que possa ser utilizado em sala de aula, podemos dizer que os textos pertencentes aos diferentes gêneros possuem as seguintes dimensões ensináveis:

27 Para cada situação de comunicação, procuraremos adotar o gênero mais adequado e o adaptarmos para produzir nosso texto. Envolve as representações que o produtor tem de si, enquanto um enunciador com certo papel social, com objetivo frente ao destinatário com papel social e em dado lugar social. A Situação de Produção (o Contexto)

28 Ao produzir um texto, o sujeito assume o papel social Ex: professor ministrando aula expositiva e o mesmo sujeito escrevendo receitas para cozinheiros. A Situação de Produção (o Contexto)

29 2ª Atividade: Edu Guedes ANALISE OS TEXTOS QUE VAMOS APRESENTAR, CONSIDERE : Contexto de produção Objetivo Linguagem

30 Análise da Situação de Produção Gêneros Textuais 1º Gênero-Receita2º Gênero-Propaganda Enunciador (Quem Fala) Destinatário (Para quem Fala) Objetivo Lugar Social (Esfera de Atividade)

31 Variando as situações sociais, variam também o enunciador o destinatário e papéis sociais. Se faz importante saber avaliar as situações de produção, pois a partir do conhecimento que temos delas é que fazemos as escolhas dos gêneros textuais mais adequados. COM A ANÁLISE DOS TEXTOS, CONSEGUIMOS ENXERGAR QUE...

32 O desconhecimento sobre diversos gêneros textuais pode causar grandes problemas: imaginemos alguém que, em vez de enviar um currículo, escreve um bilhete, solicitando a vaga de emprego, terá dificuldades em conseguir o emprego COM A ANÁLISE DOS TEXTOS, CONSEGUIMOS ENXERGAR QUE...

33 Outra Dimensão diz respeito aos aspectos Discursivos do Texto, no qual incluímos o Conteúdo Temático e a Organização Textual.

34 Cada gênero aborda um conjunto de temas e não outro, assim há gêneros bem restritos e outros mais livres, mas geralmente conseguimos mapear os temas possíveis. Ex: ordem do conteúdo de uma receita, será preparado um alimento; 1º se apresenta o nome da receita, depois os ingredientes e suas quantidades, finalizando-se com as ações necessárias para se fazer com sucesso a receita.

35 Verificar se o texto está: em 1ª pessoa tem marcas que remetem à Situação de Produção Ex: o uso de expressões como eu, aqui, agora, ou se o texto é impessoal). Análise dos Aspectos Discursivos

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37 Os pulmões e a respiração Jeanne M. Stellman O sistema respiratório é uma das mais importantes vias de entrada para as substâncias tóxicas ou poluentes. Muitas doenças profissionais resultam da acumulação de substâncias químicas tóxicas no próprio sistema respiratório, e outras doenças são causadas pela passagem de substâncias nocivas dos pulmões para o resto do corpo. A finalidade do sistema respiratório é absorver oxigênio do ar e transferi-lo para o sangue. Ele também remove gás carbônico- que é o gás residual produzido pelos processos do corpo - do sangue e o transfere para o ar expirado. Este processo é realizado pelos pulmões. Os pulmões contêm milhões de minúsculos sacos aéreos ( alvéolos ).O sangue flui em torno deles e fica separado do ar por uma membrana de apenas um milionésimo de polegada de espessura. Esta membrana é tão delgada que os gases podem atravessá-la: oxigênio do ar para o sangue e gás carbônico do sangue para o ar. A cada inalação, ar novo penetra em todo o trato respiratório até os alvéolos pulmonares. O sangue absorve então o oxigênio do ar através da delgada parede do alvéolo, enquanto descarrega gás carbônico no ar. Estas trocas se efetuam de modo bastante rápido e, no espaço de uns poucos segundos, o ar dos alvéolos é expirado. Este é o processo da respiração. Fonte:

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39 O texto está organizado com uma ou mais sequências textuais segundo Bronckart: narrativa, descritiva, argumentativa, descritiva de ações: injuntiva (função apelativa) instrucional (receitas, regras de jogos) dialogal (diálogo no texto) relato (descrição de ações ou acontecimentos) esquematização (mapa conceitual).

40 Por exemplo, na receita encontramos na seção ingredientes, a sequência descritiva e na seção de modo de fazer, instrucional.

41 Em um mesmo texto podemos ter várias sequências, mas, muitas vezes, o classificamos de acordo com a sequência predominante. Narrativo (fábula, conto de fadas, causo, lendas, etc); Argumentativo(artigo,editorial,Dissertação, etc); Instrucional (regras de jogos, código de leis, etc).

42 narrativa, narrativa, descritiva descritiva, argumentativa, descritiva de ações: injuntiva instrucional dialogal, relato, relato, esquematização.

43 4ª Atividade Informar no texto, quais sequências apresentam? POEMA ANTIGUIDADES CORA CORALINA

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45 Temos duas ordens no texto Narrar (disjunção – distante do tempo em que o texto ocorre) Expôr (Conjunção – vinculado ao tempo atual)

46 não quis passaram tinha Morava Era uma vez, numa pequena cidade às margens da floresta, uma menina de olhos negros e louros cabelos cacheados, tão graciosa quanto valiosa. Um dia, com um retalho de tecido vermelho, sua mãe costurou para ela uma curta capa com capuz; ficou uma belezinha, combinando muito bem com os cabelos louros e os olhos negros da menina. Daquele dia em diante, a menina não quis mais saber de vestir outra roupa, senão aquela e, com o tempo, os moradores da vila passaram a chamá-la de Chapeuzinho Vermelho. Além da mãe, Chapeuzinho Vermelho não tinha outros parentes, a não ser uma avó bem velhinha, que nem conseguia mais sair de casa. Morava numa casinha, no interior da mata. De vez em quando ia lá visitá-la com sua mãe, e sempre levavam alguns mantimentos.

47 O melro-preto (Turdus merula), vulgarmente conhecido apenas como melro ou mérula, é uma ave pertencente ao género Turdus. Ocorre naturalmente na Europa, Norte de África, Médio Oriente, Ásia Meridional e Ásia Oriental, e foi introduzida na Austrália e Nova Zelândia em meados do século XIX. Dependendo da latitude, pode ser residente, migratória ou parcialmente migratória. Possui numerosas subespécies na sua vasta área de distribuição, algumas das quais são consideradas espécies separadas por alguns autores. O melro-preto é omnívoro, consumindo uma grande variedade de insetos, vermes, bagas e drupas. Apresenta um forte dimorfismo sexual; o macho adulto da subespécie nominal T. m. merula é completamente preto, com exceção do bico e do anel orbital de cor amarela, e possui um vasto repertório de vocalizações, enquanto que a fêmea adulta e os juvenis são predominantemente de cor castanha. Esta espécie nidifica em bosques e jardins, construindo ninhos em forma de taça com ervas e lama em trepadeiras ou arbustos, e pode ser encontrada tanto em florestas como em campo aberto e zonas urbanas

48 A INTERAÇÃO DO AUTOR EM RELAÇÃO AO TEXTO RESULTA... Implicação (Participa do texto) Autonomia (Não participa do texto)

49 RELATO INTERATIVO DISCURSO INTERATIVO NARRAÇÃO DISCURSO TEÓRICO

50 Narrar (disjunção) Expor (conjunção) Implicação Relato interativoDiscurso interativo Autonomia NarraçãoDiscurso teórico

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52 COESÃO E COERÊNCIA SE REFERE À SEQUÊNCIA TEXTUAL DE CADA GÊNERO

53 Centramos tanto nas questões de ortografia e acentuação, quanto nas relativas aos Mecanismos de Textualização (coesão e coerência) e nos Mecanismos Enunciativos. Nível de Linguagem do texto

54 Podemos agrupar em: Mecanismos de Coesão Nominal (o nome-substantivo e suas relações como concordância nominal, regência nominal, o uso de pronomes ou de outras expressões para apontar ou retomar termos do texto, etc);

55 Mecanismo de Coesão Verbal o verbo e suas relações com a concordância verbal e regência verbal, por exemplo Mecanismo de Conexão as conjunções e locuções conjuntivas, as expressões de tempo ou de lugar, a pontuação

56 Já podem ser divididos em dois grupos: aquele relativo às Vozes ( do autor, dos personagens, de pessoas citadas, da sociedade etc) no interior de um texto Modalizações (avaliações) que são feitas no interior do texto. Ex: pelas escolhas de palavras de modo geral ou por certos verbos (dever, poder), etc. Mecanismos Enunciativos

57 Deônticas Deônticas : Grau de obrigação, permissão (Pedro terá que vir ao cinema conosco!) Apreciativas Apreciativas: Apreciação julgamento sobre o enunciado (Infelizmente ele não chegará!) Lógicas: Lógicas: Grau de verdade, certeza (Com certeza ele chegará até às 10 horas!)

58 Analisar o POEMA – Antiguidades (Cora Coralina) Identificando TIPOS DE DISCURSO Mecanismos de Textualização (Sequência textual – Coesão e coerência) Mecanismos Enunciativos (Vozes e modalizações)

59 O TRABALHO COM GÊNERO NA ESCOLA Para depreendermos as características dos textos de um dado gênero e chegarmos às sua Dimensões Ensináveis para trabalharmos em sala de aula, será necessário, segundo Schnewly e Dolz fazermos um Modelo Didático do Gênero e, a seguir, uma sequência didática.

60 O modelo de gênero, consiste no levantamento das características das suas dimensões ensináveis.

61 Para chegar a esse Modelo: não valer só dos conhecimentos prévios; é preciso ir além e fazer a análise de vários textos daquele gênero, com levantamento de características e, quando possível, ouvir os produtores dos textos desse gênero.

62 A análise do texto pelo Modelo é importante para confirmação do gênero, pois nem sempre temos exemplos, havendo diferentes rótulos para o mesmo gênero, como a resenha pode ser encontrada como crítica ou crítica literária.

63 O foco é o trabalho didático, precisamos fazer escolhas que favoreçam essa transposição para a sequência didática (SD),

64 Tal qual proposta por Schnewly e Dolz(2002), organiza-se na forma do seguinte esquema

65 Esquema da Sequência Didática Produção Inicial Módulo IMódulo IIMódulo IIIProdução Final

66 Apresentar para o aluno o objetivo do trabalho que será feito Ex: produção de um livro, um CD, a escrita para o jornal, um sarau, etc. Antes de iniciar a SD

67 Contextualizar o gênero e o seu uso na sociedade Apresentar também a sua Situação de Produção Antes de iniciar a SD

68 Solicitar ao aluno que realize a tarefa de produzir um texto daquele gênero – será a Produção Inicial como diagnóstico, pois por meio dela, serão avaliados os conhecimentos sobre o gênero que o aluno já dispõe e quais Capacidades de Linguagem precisam ser desenvolvidas para elaboração dos Módulos. Produção Inicial

69 Nos módulos serão trabalhados de maneira sistemática, exercícios para o domínio do gênero de acordo com a necessidade do aluno, considerando as Dimensões Ensináveis do Nível da Situação de Produção demais dimensões. Módulos

70 Antes de terminar a SD, é preciso haver um momento de Revisão, por meio de atividade conjunta entre o Professor e o aluno.

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72 Elaboração de uma ficha de autocorreção do texto. CARTA AO LEITOR CaracterísticasA sua carta tem essas características 1- Identifica-se o autor da carta Sim. Quem?Não 2 – É um texto curto com cerca de 10 linhas Sim. ExpliqueNão 3 – Inicia-se apresentando o tema lido que motivou a escrita da carta Sim. Qual?Não 4 – Há opinião do autor no texto Sim. Qual?

73 5-Apresentam-se argumentos justificando o ponto de vista Sim. Qual?Não. 6 – Usam-se sinais de pontuação adequados Sim? Quais?Não 7 – Escrevem-se as palavras sem problemas de ortografia ou acentuação SimNão.Quais

74 Encerra o trabalho. Produção de texto, depois da apropriação do gênero

75 Para entendermos melhor a concepção do trabalho com gênero na sala de aula, focaremos a Carta do Leitor

76 É adequado para ser trabalhado na escola, desde as séries iniciais, pois ela é encontrada em revistas ou jornais destinados ao público: infantil, juvenil e adulto, possibilitando ao seu autor a participação nos diversos veículos de comunicação. Por que utilizar o gênero a Carta de Leitor

77 Para que o aluno adquira postura de escrever cartas para contribuir Para que tenhamos indivíduos participativos

78 Além da importância social, a produção de cartas envolve uma etapa anterior de leitura e reflexão sobre o texto, tarefas que precisam ser exercitadas no espaço escolar Como trabalhar a Carta do Leitor?

79 Após a análise de cartas de leitores, chegamos às seguintes características sobre os textos desse gênero.

80 Primeiro é necessário pontuar que há um gênero maior CARTA que tem subgêneros ou variações, dando origens à carta pessoal, pedido, resposta, circular, leitor, entre outros.

81 Conforme Bezerra(2002), os vários tipos de cartas tem por objetivo atingir diferentes objetivos nos vários lugares sociais em que circulam

82 Restringimos às cartas de leitor de jornais como a Folha de São Paulo ou Correio Popular. Se optássemos pelas cartas das revistas Todateen ou Capricho, os resultados seriam diferentes. Tipos de Carta do Leitor

83 Analise a carta do leitor de acordo com o Modelo de Gênero A) Situação de Produção B) Aspectos Discursivos C) Aspectos Línguisticos-Discursivos

84 Fechamento da Atividade A) Situação de Produção Enunciador: um leitor, que normalmente não é conhecido no cenário nacional, quando o autor é alguém famoso, aparece após o seu nome a sua caracterização; Destinatário: a equipe da revista ou jornal e os leitores desta seção;

85 Objetivo: expor a posição do leitor frente a algum tem abordado pelo meio de comunicação para o qual se escreve, elogiando, reclamando, opinando, agradecendo, solicitando, etc. Lugar Social: imprensa.

86 B ) Aspectos Discursivos os meios de comunicação, geralmente deixam claro que a carta deverá ser curta para ser publicada. Caso contrário, terá trechos cortados e a carta será reeditada;

87 O tema da carta é alguma assunto que tenha sido publicado na páginas dos jornais; O leitor se coloca na carta por meio de pronomes;

88 Nas cartas que aparecem inteiras podemos ver como estrutura: 1º apresentação do porquê se escreve; depois argumentação e; por último, um comentário ou pedido final.

89 C) Aspectos Linguísticos–Discursivos as cartas dos meios de comunicação escolhidos seguem a norma culta, não apresentando problemas de ortografia ou acentuação, concordância ou regência, por exemplo

90 alguns pontos que precisariam ser trabalhados, além das regras da norma culta: como citar o autor ou o texto que foi lido em edição anterior do jornal;

91 como usar os sinais de pontuação(aspas parênteses, vírgulas, ponto de exclamação);como encerrar a carta com algo que chame atenção. Considerando essas características poderíamos montar diversas sequências didáticas, sugestão.

92 OBJETIVOATIVIDADES Oficina 1 - Introduzir a SD - Levantar os conhecimentos prévios dos alunos - Apresentação do objetivo da SD - Contextualização da função social do gênero Carta de leitor - Produção Inicial (e individual), a partir da leitura e análise de um artigo de jornal Oficina 2 - Reconhecer a situação de produção da carta de leitor - Leitura de jornais e revistas para ver onde aparecem as cartas de leitor e para conhecer alguns exemplares. - Discussão sobre as determinações dadas pelos meios de comunicação sobre a extensão das cartas - Discussão sobre quem escreve, para quem, com que objetivo e em que lugar Oficina 3 - Reconhecer a estrutura da Carta do leitor - Leitura de Carta do leitor inteiras - Análise de estrutura delas: percebendo as opiniões e justificativas - Discussão sobre a qualidade dos argumentos apresentados nas cartas lidas. Oficina 4 - Perceber as relações entre as cartas e os textos que elas retomam - Leitura de um texto de jornal e das cartas que foram escritas sobre ele. -Discussão sobre o ponto abordado em cada carta e sua pertinência. Oficina 5 - Revisão da Produção Inicial - Leitura de uma carta da produção inicial e reescrita coletiva desta, considerando o que já foi estudada. Oficina 6 - Refletir sobre a linguagem empregada nas cartas de leitor - Leitura de carta de leitor - Análise da linguagem ( o professor direcionará a análise para os tópicos que ele constatou que a turma tem mais dificuldade) -Exercícios estruturais para estudar os tópicos com dificuldades Oficina 7 - Refletir sobre a linguagem empregada nas cartas de leitor - Reescrita de um texto com as dificuldades de linguagem como os estudados (em duplas) Oficina 8 - Revisão do que foi estudado - Leitura de uma carta exemplar - Levantamento de suas características, de acordo com o que foi estudado - Elaboração do professor com ao alunos de uma ficha de avaliação da carta em que se marcarão todas as características que foram estudadas. Oficina 9 e 10 - Avaliação do que foi aprendido- Produção Final e individual (leitura de um texto de jornal e produção de uma carta de leitor) -Revisão da produção final pelo aluno com o auxílio da ficha de avaliação construída na última oficina -Entrega da produção final para o professor.

93 O professor deverá fazer uma reflexão sobre o objetivo da sequência didática. Retomar discussão, sobre o que é a carta de leitor, para que serve, onde se encontra, etc. O prof. Deverá levar para sala de aula jornais e revistas, em grupos, os alunos deverão localizar as cartas e só depois fazer a discussão.

94 Após esse contato inicial, pode-se apresentar aos alunos um texto de jornal, fazendo com eles observações sobre a forma e o tema, dando-lhes, depois, tempo para fazerem a leitura ou o próprio prof. fará leitura para ao alunos.

95 Seguindo essa dinâmica, abre-se espaço para uma discussão sobre o texto, tema, modo como o autor o abordou, o ponto de vista que ele defendeu que razões apresentou para esta posição, os alunos poderão opinar sobre o texto, expondo as suas concordâncias e/ou discordâncias, além de argumentos.

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97 Nesse momento, o prof. Deverá propiciar espaço para que o aluno aprenda a dialogar com o texto, questionando-o elogiando, criticando, trazendo dúvidas, etc. Assim, ao alunos aprenderão uma forma ativa de se relacionar com o texto. PÓS S.D.

98 Após a discussão, solicita-se aos alunos que escrevam para o jornal que publicou o texto, apresentando a sua posição. PÓS S.D.

99 Nas oficinas seguintes, trabalham-se conjuntamente a leitura de cartas de leitor e/ou textos de jornais e suas respectivas cartas, a análise desses textos e a produção de outras cartas, em atividades coletivas e individuais.

100 Discussões poderão ser orais, mas as conclusões a que a sala chegou e as atividades das oficinas deverão ser registradas. PÓS S.D.

101 Antes da produção final, haverá momento de revisão.Para encerrar o trabalho, o aluno fará a produção final e revisará o texto, usando material que produziu na oficina de revisão.

102 O professor fará correção do texto usando a mesma ficha do aluno, assim poderá perceber os erros e acertos. Utilizando está sistemática outras sequências poderão ser elaboradas. PÓS S.D.

103 Considerações Finais O ensino de gêneros textuais, nesta proposta, visa levar ao aluno a instrumentalizar-se, por meio do domínio dos gêneros textuais:

104 para agir na sociedade, mas simultaneamente esse ensino também ajuda no agir do professor, uma vez que lhe dá a oportunidade de trabalhar com um objeto mais significativo que palavras ou frases soltas, como as encontradas em muitas aulas de gramática.

105 E isso não significa dizer que as aulas de gramática desaparecerão do cotidiano escolar!!!

106 Na verdade, elas ganham outra dimensão, pois deixam de ser uma finalidade do ensino de LP, passando a ser um meio de levar o aluno a refletir sobre a língua, mas aquela que é usada em cada gênero textual.

107 Dessa forma, leitura, escrita e reflexão linguística passam a ter um elo, articulação entres si, como o PCNs. Trabalhando com essa articulação, teremos muito provavelmente bem mais chances de levar os nossos alunos a entrarem e a participarem do jogo da linguagem. Cabe a nós darmos essa oportunidade para eles.


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