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Universidade Federal do Esp Santo - UFES Curso de Especialização em Gestão Ambiental Módulo: Fundamentos de Ecologia Prof. Servio Tulio Cassini Dep. Engenharia.

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1 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Curso de Especialização em Gestão Ambiental Módulo: Fundamentos de Ecologia Prof. Servio Tulio Cassini Dep. Engenharia Ambiental CT-UFES

2 Universidade Federal do Esp Santo - UFES

3 Tópicos Conceitos Basicos – Ecossistemas, cadeias alimentares e energia Ecologia de ambientes: água e solo Sustentabilidade Ciclo do Carbono Ciclo do Nitrogênio Ciclos do Fósforo e Enxofre Avaliação

4 Universidade Federal do Esp Santo - UFES ECOLOGIA OYKOS = CASA LOGOS = ESTUDO ESTUDO DO AMBIENTE COMO UM TODO ( FISICO, QUIMICO E BIOLÓGICO) E SUAS INTERAÇÕES

5 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecologia: O estudo das inter-relações entre os organismos e seus ambientes. Energia Seres vivos Meio Abiótico Biomassa Populações Comunidades Biocenoses Habitat Nicho Água Rochas Itemperismo Minerais Nutrientes Matéria Organica Resíduos Energia Luminosa Energia Química

6 Universidade Federal do Esp Santo - UFES ECOSSISTEMA Unidade de Estudo Ecológico INTERAÇÃO de aspectos fisico, químico e biológico de uma área; EXTENSÃO: variável Por exemplo: um aquário, uma ilha, uma floresta, ou seja, depende da amplitude de suas análises.

7 Universidade Federal do Esp Santo - UFES ECOSSISTEMA Exemplo: Ecossistema Costeiro: A Região Costeira, pode ser considerada como um grande ecossistema, bem como suas subdivisões: estuários, ilhas, manguezais, restingas, dunas, praias, falésias, costões rochosos e recifes de corais

8 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecologia – Conceitos básicos Ecossistema Habitat e Nicho Biomassa, Energia, Poluição Bioacumulação Bioatenuação

9 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecologia: O estudo das inter-relações entre os organismos e seus ambientes. Energia Seres vivos Meio Abiótico Biomassa Populações Comunidades Biocenoses Habitat Nicho Biomassa Populações Comunidades Biocenoses Habitat Nicho Água Rochas Itemperismo Minerais Nutrientes Matéria Organica Resíduos Água Rochas Itemperismo Minerais Nutrientes Matéria Organica Resíduos Energia Luminosa Energia Química Energia Luminosa Energia Química

10 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Características de um Ecossistema. Unidade básica do estudo da Ecologia Dimensões variadas ambientes aquáticos e terrestres Interação: (Seres Vivos * Meio Abiótico) + Energia Biodiversidade e Biocenoses Produção Primária e cadeias tróficas Estabilidade e Sustentabilidade Homeostase e auto-regulação (Reciclagem e Reuso)

11 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Características de um Ecossistema (Resumo): 1. Energia 2. Biomassa (biocenoses) – espécies – biodiversidade comunidades - populações 3. Cadeia Alimentar – Bioconcentraçao 4. Poluição 4. Poluição: qualquer fator ou combinação físico - químico e biológico que rompe o equilibrio do ecossistema ou parte dele. (Efeito Dose --> humano) 5. Bioatenuaçao ou Biorremediaçao

12 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Energia: definições básicas Energia: É a capacidade de realizar trabalho. Esta capacidade pode-se manifestar sob várias formas: radiação eletromagnética, energia potencial ou incorporada, energia cinética, energia química (dos alimentos) e calor. 1ª Lei da Termodinâmica: (Conservação da energia) A energia pode ser transformada de um tipo em outro, mas não pode ser criada nem destruída. Exemplos destas transformações: luz em calor, energia potencial em cinética. 2ª Lei da Termodinâmica: (Lei da Entropia) Nenhum processo que implique numa transformação energética ocorrerá espontaneamente, a menos que haja uma degradação de energia de uma forma concentrada numa forma mais dispersa (ou desorganizada). Assim sendo, nenhuma transformação de energia é 100% eficiente. A entropia é uma medida de energia não disponível, que resulta das transformações energéticas. Sua variação é sempre positiva em qualquer transformação

13 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Energia nos organismos vivos Os organismos vivos possuem uma característica termodinâmica essencial: eles conseguem criar e manter um alto grau de ordem interna, ou uma condição de baixa entropia, que é obtido através de processos biológicos contínuos e eficientes de dissipação energética.

14 Universidade Federal do Esp Santo - UFES O ambiente energético da biosfera A luz solar que atinge o topo da biosfera iluminada terrestre chega a uma taxa constante, a chamada constante solar (1.94 cal/cm 2.min). Um máximo de 67% da constante solar (~ 1.34 cal/cm².min) pode atingir a superfície terrestre. A radiação solar sofre consideráveis modificações qualitativas e quantitativas ao atravessar a atmosfera terrestre. Tais modificações são influenciadas por vários fatores dentre eles a topografia, a latitude, o clima bem como composição gasosa da atmosfera. A água e o gás carbônico absorvem ativamente a radiação na faixa do infra-vermelho.

15 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistema: histórico Charles Elton (década de 1920): as relações de alimentação ligam os organismos numa entidade funcional única, a comunidade biológica. A. G. Tansley (década de 1930): visualizou as partes físicas e biológicas da natureza juntas, unificadas pela dependência dos animais e das plantas da sua vizinhança física e da sua contribuição à manutenção do mundo físico. A isto denominou de ecossistema. Raymond Lindeman (1942): definiu níveis tróficos e visualizou uma pirâmide de energia.

16 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistema: definições Eugene P. Odum (1953): retratou os ecossistemas como diagramas de fluxo de energia. Hoje em dia, uma definição de ecossistema muito usada em Ecologia seria a seguinte: qualquer unidade que inclua a totalidade dos organismos (comunidades) de uma área determinada, que atuam em reciprocidade com o meio físico de modo que uma corrente de energia conduza a uma estrutura trófica, a uma diversidade biótica e a ciclos biogeoquímicos (Odum, 1977).

17 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistema: aspectos estruturais substâncias inorgânicas (particuladas, dissolvidas) substâncias orgânicas (particuladas e dissolvidas) clima substrato físico (sólido, líquido e gasoso) componentes bióticos produtores consumidores predadores desintegradores regeneradores

18 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistema: aspectos funcionais fluxo de energia cadeias de alimentos diversidade (tempo e espaço) ciclos de nutrientes sucessão e evolução controle (cibernética)

19 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecologia trófica O estudo das interações tróficas é essencial para o entendimento do que se passa dentro de um ecossistema. Este tipo de estudo demonstra de modo inequívoco o grau de inter-relações existente entre os organismos e aponta os principais elementos na manutenção da estrutura do ecossistema. Uma das formas mais tradicionais de se estudar a ecologia trófica está na identificação das rotas alimentares dentro dos ecossistemas. a) cadeias alimentares; b) teias tróficas; c) pirâmides energéticas e d) matrizes tróficas.

20 Universidade Federal do Esp Santo - UFES O ECOSSISTEMA DE MANGUEZAL Diferença entre Manguezal e Mangue O termo manguezal é utilizado para descrever uma variedade de comunidades costeiras tropicais dominadas por espécies vegetais, arbóreas ou arbustivas que conseguem crescer em solos com alto teor de sal. O termo "mangue" origina-se do vocábulo Malaio, "manggimanggi" e do inglês mangrove, servindo para descrever as espécies vegetais que vivem no manguezal.

21 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Importância dos Manguezais equilíbrio ecológico, sendo um berçário favorável para o desenvolvimento de muitas espécies de animais e plantas. É muito valioso o estudo do manguezal, principalmente para a preservação deste meio.. Produtos vegetais, piscicultura, carcinocolheita, Turismo Como se pode notar o manguezal tem muito a oferecer porém, o seu potencial deve ser utilizado de maneira racional, de forma sustentada, atendendo às suas necessidades de recomposição como período de desovas (defeso), perfloração das espécies vegetais, entre outras...

22 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Spartina brasiliensis (gramínea) 2- Usnea barbata (barba-de-velho) 3- líquen incrustante 4- Rhizophora mangle (mangue-vervelho ou bravo) 5- Avicenia schaueriana (mangue-seriba ou seriúba) 6- Laguncularia racemosa (mangue-branco) 7- Hibiscus tiliaceus (hibisco ou algodãonzinho-da-praia) 8- Acrosticum aureum (samambaia do mangue) 9- Ardea cocoi (garça-cinzenta) 10- Ardea alba (garça-branca-grande)11- Eudocimus ruber (guará) 12- Aramides mangle (saracura-do-mangue) 13- Cardisoma guanhumi (guaiamu) 14- Ucides cordatus (caranguejo-uçá) 15- Goniopsis cruentata (maria-mulata ou aratu) 16- Callinectes sp. (siri-azul) 17- Uca uruguayensis (chama-maré) 18- ninho de termita (cupinzeiro) 19- Crassostrea rhizophora (ostra-do-mangue)Cardisoma guanhumi (guaiamu)Ucides cordatus (caranguejo-uçá)Goniopsis cruentata (maria-mulata ou aratu)Callinectes sp. (siri-azul)Uca uruguayensis (chama-maré)

23 Universidade Federal do Esp Santo - UFES

24 As variadas dimensões de (os) Ecossistemas

25 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Unidade básica do estudo da Ecologia Dimensões variadas ambientes aquáticos e terrestres Interação: (Seres Vivos * Meio Abiótico) + Energia Biodiversidade e Biocenoses Produção Primária e cadeias tróficas Estabilidade e Sustentabilidade Homeostase e auto-regulação Conceito de Ecossistema.

26 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Componentes de um Ecossistema (Resumo): 1. Energia – 2. Biomassa (biocenoses) – Produtores – Consumidores espécies – biodiversidade comunidades – populações - 3. Meio Ambiente Interações (Cadeia alimentar) Homeostase e auto-regulação x Poluição

27 Universidade Federal do Esp Santo - UFES POLUIÇAO PoluiçãoPoluição: qualquer fator ou combinação físico - químico e biológico que rompe o equilibrio do ecossistema ou parte dele. (Efeito Dose --> Fator Antropogênico ou humano) Exemplos: Esgotos, CO 2, pesticidas,

28 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Habitat e Nicho Habitat Habitat – local (físico) onde se encontra uma determinada espécie. Nicho Nicho é o conjunto de características que definem uma espécie em um determinado habitat. (Profissão da espécie. Ex. cobra encontrada em reiões montanhosas; nicho: predadora de ratos que ocupam o mesmo habitat.

29 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Energia: Fonte principal : Energia solar Fonte alternativa: Oxidação química de compostos inorgânicos Autótrofos x Heterótrofos: Autotrofos: utilização de energia luminosa ou química para fixação do CO 2 formadores de matéria orgânica Heterótrofos: Consumidores de materia orgânica (carbono fixado) - consumidores ----> decompositores

30 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Energia e fluxo de Matéria Orgânica C0 2 Biomassa Níveis tróficos Matéria Orgânica (C-org) Minerais Energia 1. Fotossíntese e Quimiossintese 2. Cadeia Alimentar 3. Decomposição 4. Respiração/Mineralização Aeróbia 5. Respiraçao anaeróbia (Metanogênse) CH 4 5

31 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Biodiversidade. Deve incluir Toda a variedade de organismos, desde as variedades que ocorrem dentro de uma mesma espécie até as variedades existentes entre táxons superiores. Considera-se, também, a variedade e sub-gradações de ecossistemas, a qual abrange tanto as comunidades de organismos em um ou mais habitats quanto as condições físicas sob as quais eles vivem.

32 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Biomas. Grandes ecossistemas determinados, principalmente, pelo Clima (função latitude), e que se caracterizam por apresentar uma vegetação clímax típica. Ex. Biomas terrestres: Tundra -Taiga - Floresta Caducifólia - Floresta Tropical - Campos - DesertosTundraTaigaFloresta Caducifólia Floresta TropicalCamposDesertos Biomas Brasileiros: cerrado, caatinga, floresta amazonica, floresta (mata atlantica), pantanal, As regiões onde dois biomas se encontram ou apresentam gradação mútua são denominadas ecótonos Biota. Todos os organismos de determinada região. Biotecnologia. Alta tecnologia aplicada aos processos biológicos Biomassa. Refere-se ao peso total (geralmente o peso seco) de determinado grupo de organismos de uma área específica, como as aves de determinado trecho de mata ou as algas de uma lagoa ou mesmo todos os organismos do ecossistema.

33 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Grandes Biomas

34 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Os grandes Biomas Brasileiros: Situação Pré colonização e Pós Industrial: Impactos ambientais previstos de > 2001 e as propostas de Reservas Legais.

35 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Cadeia alimentar Produção Primária Ambientes Aquaticos: Bactérias, Cianobactérias e Algas Ambientes Terrestes: Plantas Consumidores Ordens (cadeias e interações) Decompositores e Detritívoros Matéria orgânica – ciclo. Bioacumulação, Bioamplificação ou Biomagnificação Compostos inorgânicos: Ex. metais pesados Compostos Orgânicos: Ex. pesticidas (Agrotóxicos) inseticidas, larvicidas (Acúmulo em tecidos adiposos)

36 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Produção Primária

37 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Fig. 2. Seasonal average and interannual differences in biospheric NPP(g C m2 month21) estimated with SeaWiFS data and the integratedCASA-VGPM model ( 9 ). Average NPP for (A) the La Nin˜a Austral summer of December 1998 to February 1999 and (B) the La Nin˜aBoreal summer of June to August (A and B) White, ice cover during (A) January and (B) July; tan, near-zero NPP for terrestrial regions not permanently covered by ice. (C) Transition from El Nin˜o to La Nin˜a conditions resulted in substantial regional changes in NPP, as illustrated by interannual differences in Austral summer NPP (i.e., average NPP for December 1998 to February 1999 minus average NPP for December 1997 to February 1998). (D) Changes in NPP between two La Nin˜a Boreal summers (1999 minus 1998). (C and D) Red, increase in NPP; blue, decrease in NPP; white, no substantial interannual change in NPP.

38 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistemas Marinhos: Regiões Litorâneas (Costeiras), Nerítica, Pelágica, Abissal, Plancton, Necton, Benton (Bentos) Nutrientes - Correntes Eutrofização Florescências de algas e cianobactérias Regiões Costeiras : estuários, ilhas, manguezais, restingas, dunas, praias, falésias, costões rochosos e recifes de corais NERÍTICO "Zona de água do mar que cobre a plataforma continental" (Odum, 1972). "Região nerítica é aquela que se estende desde a zona intertidal até a isóbata de 200 metros (...) Sedimentação nerítica é o material relativamente grosseiro, terrígeno, que se acumula junto à costa" (Guerra, 1978). PELÁGICO pelagic, pélagique, pelágico"Termo que se utiliza, de modo geral, para incluir o plâncton, o nécton e o nêuston; ou o conjunto da vida em alto-mar" (Odum, 1972). "Depósito marinho, formado em grandes profundidades oceânicas e, conseqüentemente, a grande distância das bordas continentais; esses depósitos são constituídos de argilas finas e carapaças de organismos que foram transportadas pelas correntes marinhas (Guerra, 1978). "Diz-se dos organismos próprios do alto-mar, que não se encontram fixados ao fundo e que possuem meios próprios de locomoção que lhes permitam realizar deslocações voluntárias" (Carvalho, 1981).

39 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Ecossistemas de Água Doce (Limnícos) Lóticos (Correntes) x lenticos ( Circulação mínima) Bacias hidrográficas (Solo – vegetação – rios – lagos – estuários ) Perfís – Produtividade Primária – Oligotróficos Mesotróficos Eutróficos

40 Universidade Federal do Esp Santo - UFES Impactos Ambientais de ações Antrópicas - Exemplos 1.Acumulo de DDT e metais pesados na cadeia alimentar 2.Eutrofização de corpos receptores 3.Contaminação de lençóis freaticos 4.Agrotóxicos 5.Ecossistemas costeiros : Metais pesados em sedimentos 6.Amazônia: Desmatamento e garimpos 7.Pantanal: Projetos Agropecuários sem sustentabilidade

41 Universidade Federal do Esp Santo - UFES

42 Ambiente AgendaAmbiente BiotecnologiaAmbiente EnergiaAmbiente Gestão Ambiente Links Ambiente Resíduos Ambiente AgropecuárioAmbiente Educação Ambiente Estadual Ambiente Índios Ambiente NaturalAmb. Unidades de Conservação Ambiente ÁguasAmbiente EmpresariaAmbiente EmpresarialAmbiente FlorestalAmbiente LegislaçãoAmbiente NotíciasAmbiente Urbano Cadastre-se já, GRÁTIS !!! GRÁTIS !!! AMBIENTE NATURAL NICHOS TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES CARTA DA TERRA ZOOLÓGICOS VEGETAÇÃO BRASILEIRA REGIÕES FITOECOLÓGICAS CLIMA ECOSSISTEMAS ESPÉCIES AMEAÇADAS GEOMORFOLOGIA ARQUEOLOGIA DO BRASIL CAVERNAS NO BRASIL PESQUISA DE ESPÉCIES ZONEAMENTO AMBIENTAL ECOTURISMO CLICK NATURAL BIBLIOGRAFIA REGIÕES FITOECOLÓGICAS E ÁREAS DE VEGETAÇÃO (VELOSO et alii, 1991; IBGE, 1992). Floresta Ombrófila Densa Floresta Ombrófila Aberta Floresta Ombrófila Mista Floresta Estacional Semidecidual Floresta Estacional Decidual Campinarana Savana Estepe Sistema Primário No sistema primário (natural), estão incluídos todos os tipos de vegetação ou Regiões Fitoecológicas Brasileiras, as formações Pioneiras, os Refúgios Vegetacionais e as faixas de Tensão Ecológica dos contatos entre duas ou mais Regiões Fitoecológicas. Floresta Ombrófila Densa (Floresta Pluvial Tropical) voltarvoltar Este tipo de vegetação é caracterizado por fanerófitos, justamente pelas subformas de vida macro e mesofanerófitos, além de lianas lenhosas e epífitas em abundância, que o diferenciam das outras classes de formações. Porém, a característica ecológica principal reside nos ambientes ombrófilos que marcam muito bem a "região florística florestal". Assim, a característica ombrotérmica da Floresta Ombrófila Densa está presa a fatores climáticos tropicais de elevadas temperaturas (médias de 25º) e de alta precipitação, bem distribuídas durante o ano (de 0 a 60 dias secos), o que determina uma situação bioecológica praticamente sem período biologicamente seco. Além disso, dominam, nos ambientes destas florestas, latossolos distróficos e, excepcionalmente, eutróficos, originados de vários tipos de rochas. Tal tipo vegetacional foi subdividido em cinco formações ordenadas segundo hierarquia topográfica que refletem fisionomias diferentes de acordo com as variações ecotípicas das faixas altimétricas resultantes de ambientes também distintos. Estes variam 1º centígrado para cada 100 metros de altitude. As observações realizadas, através dos levantamentos executados pelo projeto RADAMBRASIL, nas décadas de 70 e 80 e os estudos fitogeográficos mundiais confiáveis, iniciados por Humbold em 1806 na ilha de Tenerife e contidos na vasta bibliografia, permitiram estabelecer faixas que se estreitavam de acordo com os seguintes posicionamentos: 1.Formação aluvial: não varia topograficamente e apresenta sempre os ambientes repetitivos, dentro dos terraços aluviais dos flúvios. Trata-se de formação ribeirinha ou floresta ciliar que ocorre ao longo dos cursos de água ocupando os terrenos antigos das planícies quartenárias. Esta formação é constituída por macro, meso e microfanerófitos de rápido crescimento, em geral de casca lisa, com o tronco cônico e, por vezes, com a forma característica de botija e raízes tabulares. Apresenta com freqüência um dossel emergente uniforme. É uma formação com bastante palmeiras no estrato dominado e na submata, e nesta ocorrem nanofanerófitos e alguns caméfitos no meio de plântulas da densa reconstituição natural do estrato dominante. Em contrapartida, a formação apresenta muitas lianas lenhosas e herbáceas, além de grande número de epífitas e poucas parasitas. 2.Formação das terras baixas: situada entre os 4° de latitude N e os 16° latitude S, a partir dos 5 m até os 100 m acima do mar; de 16° de latitude S a 24° de latitude S de 5 m até 50 m; de 24° de latitude S a 32° de latitude S de 5 m até 30 m. É uma formação que em geral ocupa as planícies costeiras, capeadas por tabuleiros pliopleistocênicos do Grupo Barreiras. Ocorre desde a Amazônia, estendendo-se por todo o Nordeste até proximidades do rio São João, no Estado do Rio de Janeiro. 3.Formação submontana: situada nas encostas dos planaltos e/ou serras entre os 4° de latitude N e os 16° de latitude de S a partir dos 100 m até 600 m; de 16° de latitude S a 24° de latitude S de 50 m até 500 m; de 24° de latitude S a 32° de latitude S de 30 m até 400 m. O dissecamento do relevo montanhoso e dos planaltos com solos medianamente profundos é ocupado por uma formação florestal que apresenta fanerófitos com altura aproximadamente uniforme. A submata é integrada por plântulas de regeneração natural, poucos nanofanerófitos e caméfitos, além da presença de palmeiras de pequeno porte e lianas herbáceas em maior quantidade. Suas principais características são os fanerófitos de alto porte, alguns ultrapassando os 50m na Amazônia e raramente os 30 m nas outras partes do País. 4.Formação montana: situada no alto dos planaltos e/ou serras entre os 4° de latitude N e os 16° de latitude S a partir dos 600 m até 2000 m; de 16° de latitude S a 24° de latitude S de 500 m até 1500 m; de 24° de latitude S até 32° de latitude S de 400 m até 1000 m. O alto dos planaltos e das serras estão situados entre 600 a 2000 m de altitude na Amazônia e de 400 a 1000 m no sul do País. A estrutura florestal do dossel uniforme (20 m) é representada por ecotipos relativamente finos com casca grossa e rugosa, folhas miúdas e de consistência coriácea. 5.Formação alto-montana: situada acima dos limites estabelecidos para a formação montana. Trata-se de uma formação arbórea mesofanerofítica com aproximadamente 20 metros de altura, que se localiza no cume das altas montanhas com solos litólicos, apresentando acumulações turfosas nas depressões onde se localiza a floresta. Sua estrutura é integrada por fanerófitos com troncos e galhos finos, folhas miúdas, coriáceas e casca grossa com fissuras. A florística é representada por famílias de dispersão universal, embora suas espécies sejam endêmicas, revelando um isolamento antigo de "refúgio cosmopolita". Floresta Ombrófila Aberta (Faciações da Floresta Ombrófila Densa) voltarvoltar Este tipo de vegetação, considerado durante anos como um tipo de transição entre a floresta amazônica e as áreas extra-amazônicas, foi denominada pelo Projeto RADAMBRASIL de Floresta Ombrófila Aberta. Esta floresta apresenta quatro faciações florísticas que alteram a fisionomia ecológica da Floresta Ombrófila Densa (com palmeiras, cipós, com sororoca e com bambu, além dos gradientes climáticos com mais de 60 dias secos por ano, assinalados na curva ombrotérmica). 1.Floresta Ombrófila Aberta das Terras Baixas: Esta formação, compreendida entre 4° latitude Norte e 16° latitude Sul, em altitudes que variam de 5 até 100 m, apresenta predominância da faciação com palmeiras. 2.Floresta Ombrófila Aberta Submontana: Esta formação pode ser observada distribuída por toda Amazônia e mesmo fora dela, principalmente com a faciação floresta com palmeiras. Na Amazônia, ocorre com quatro faciações florísticas entre os 4° de latitude Norte e os 16° de latitude Sul, situadas acima dos 100 m de altitude e não raras vezes chegando a cerca de 600 m. 3.Floresta Ombrófila Aberta Montana: Esta formação situa-se quase toda entre os 4° de latitude Norte e 16° de latitude Sul, ocupando a faixa altimétrica entre 600 e 2000 m e, por conseguinte, restrita a poucos planaltos do sul da Amazônia e muitas serras do Norte. Apresenta as faciações com palmeira e com cipó, sendo esta última bem mais comum. Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária) voltarvoltar Esta floresta, também conhecida como mata-de-araucária ou pinheiral, é um tipo de vegetação do planalto meridional, onde ocorria com maior freqüência. A composição florística desta vegetação, dominada por gêneros primitivos como Drymis, Araucaria e Podocarpus, sugere, pela altitude e latitude do planalto meridional, uma ocupação recente a partir de refúgios alto-montanos. Apresenta quatro formações distintas: 1.Aluvial, em terraços antigos ao longo dos flúvios. Esta formação ribeirinha ocupa sempre os terrenos aluviais, situados nos flúvios das serras costeiras voltadas para o interior ou dos planaltos dominados pela Araucaria angustifolia associada a ecotipos que variam de acordo com as altitudes dos flúvios. 2.Submontana, de 50 até mais ou menos 400 m de altitude. Esta formação, atualmente, é encontrada na forma de pequenas disjunções localizadas em vários pontos do "Craton Sul-rio-grandense". No município de Lauro Mueller, por exemplo, na década de 50, podia-se observar cerca de exemplares de Araucaria angustifolia. Contudo, nesta década, este número não chega a 200 exemplares de troncos finos e relativamente baixos, pertencentes ao estrato dominado. O que resta é uma floresta secundária, ficando cada vez mais raro encontrarem-se exemplares de Araucaria angustifolia, que tendem a desaparecer em poucos anos. 3.Montana, de 400 até mais ou menos 1000 m de altitude. Esta formação, encontrada atualmente em poucas reservas particulares e no Parque Nacional do Iguaçu, ocupava quase que inteiramente o planalto acima de 500 m de altitude, nos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 4.Altomontana, situada a mais de 1000 m de altitude. Esta floresta está localizada acima de 100m de altitude, sendo sua maior ocorrência no Parque do Taimbezinho (RS) e na crista do Planalto Meridional, próximo aos "campos de Santa Bárbara" no Parque de São Joaquim (SC). Atualmente, esta floresta alto-montana encontra- se ainda bem conservada e com elementos quase intactos no Parque Estadual de Campos do Jordão (SP). Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducifólia) voltarvoltar O conceito ecológico deste tipo de vegetação está condicionado pela dupla estacionalidade climática: uma tropical, com época de intensas chuvas de verão seguidas por estiagens acentuadas; e outra subtropical, sem período seco, mas com seca fisiológica provocada pelo intenso frio de inverno, com temperaturas médias inferiores a 15 °C. É constituída por fanerófitos com gemas foliares protegidas da seca por escamas (catáfilos ou pêlos), tendo folhas adultas esclerófilas ou membranáceas deciduais. Em tal tipo de vegetação, a porcentagem das árvores caducifólias, no conjunto florestal e não das espécies que perdem as folhas individualmente, é de 20 e 50%. Nas áreas tropicais, é composta por mesofanerófitos que revestem, em geral, solos areníticos distróficos. Já nas áreas subtropicais, é composta por macrofanerófitos, pois revestem solos basálticos eutróficos. O critério estabelecido com a finalidade exclusiva de propiciar um mapeamento contínuo de grandes áreas foi o das faixas altimétricas, utilizado também nas formações vegetacionais precedentes, como por exemplo: Formação Aluvial: apresenta-se sempre nos terraços mais antigos das calhas dos rios. Formação das Terras baixas: ocorrentes entre 5 a 100 m de altitude situadas entre os 4° de latitude N e os 16 ° de latitude Sul; de 5 a 50 m quando localizados nas latitudes de 16 ° a 24 ° Sul; e de 5 a 30 m nas latitudes de 24° a 32° Sul. Formação Submontana situada na faixa altimétrica que varia de 100 a 600 m de acordo com a latitude de 4° N até 16° S; de 50 a 500 m entre os 16° até os 24° de latitude S; e de 30 a 400 m após os 24° de latitude Sul. Formação Montana está situada nas faixas altimétricas acima desses níveis, nas seguintes áreas: na Amazônia entre 600 e 2000 m de altitude e acima dos 16° de latitude Sul entre os 400 e 1500 m de altitude. Somente quatro formações foram delimitadas no País: Aluvial, Terras Baixas, Submontana e Montana. Isso porque este tipo florestal é bastante descontínuo e sempre situado entre dois climas, um úmido e outro árido, sendo superúmido no Equador, árido no Nordeste e úmido no Sul. No Centro-Oeste, ocorre o clima continental estacional, em que predomina a Savana (Cerrado), que é um tipo de vegetação de clímax edáfico. Floresta Estacional Semidecidual Aluvial: É uma formação encontrada com maior freqüência na grande depressão pantaneira mato-grossense do sul, sempre margeando os rios da bacia do rio Paraguai. Floresta Estacional Semidecidual das Terras Baixas: É encontrada revestindo tabuleiros do Pliopleistoceno do Grupo Barreiras, desde o sul da cidade de Natal até o norte do Estado do Rio de Janeiro, nas proximidades de Campos até as proximidades de Cabo Frio, aí já então em terreno quaternário. Floresta Estacional Semidecidual Submontana: Esta formação ocorre freqüentemente nas encostas interioranas das Serras da Mantiqueira e dos Órgãos, nos planaltos centrais capeados pelos arenitos Botucatu, Bauru e Caiuá dos períodos geológicos, Jurássico e Cretáceo. Distribui-se desde o Espírito Santo e sul da Bahia até o Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, sudoeste do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Floresta Estacional Decidual Montana: São poucas as áreas ocupadas por esta formação estabelecida acima de 500 m de altitude. Situa-se principalmente na face interiorana da Serra dos Órgãos, no Estado do Rio de Janeiro; na Serra da Mantiqueira, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais –- Itatiaia; e no Espírito Santo - Caparaó. Outras áreas ainda menores são as dos pontos culminantes dos planaltos areníticos. Floresta Estacional Decidual (Floresta Tropical Caducifólia) voltarvoltar Este tipo de vegetação é caracterizado por duas estações climáticas bem demarcadas, uma chuvosa seguida de longo período biologicamente seco. Ocorre na forma de disjunções florestais, apresentando o estrato dominante macro ou mesofanerofítico predominantemente caducifólio, com mais de 50% dos indivíduos despidos de folhagem no período desfavorável. Com características semelhantes, verifica-se na borda do Planalto Meridional, principalmente no Estado do Rio Grande do Sul, uma disjunção que apresenta o estrato florestal emergente completamente caducifólio, visto que, muito embora o clima seja ombrófilo, há uma curta época muito fria, o que ocasiona, provavelmente, a estacionalidade fisiológica dos indivíduos da floresta. Este tipo de vegetação apresenta grandes áreas descontínuas localizadas no Norte para o Sul, entre a Floresta Ombrófila Aberta e a Savana (Cerrado); de Leste para Oeste, entre a Savana Estépica (Caatinga do Sertão árido) e a Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducifólia); e, finalmente, no Sul, já na área subtropical, no vale do Rio Uruguai, entre a Floresta Ombrófila Mista do Planalto Meridional e a Estepe. Estas grandes áreas disjuntas apresentam quatro formações distintas: aluvial, terras baixas, submontana e montana. Floresta Estacional Decidual Aluvial: Esta formação, quase que exclusiva das bacias dos rios do Estado do Rio Grande do Sul, encontra-se bastante desfalcada dos seus elementos principais explorados para uso doméstico. Localizada nos terraços fluviais dos rios Jacuí, Ibicuí, Santa Maria e Uruguai, também ocorre nas várzeas do rio Paraguai, no Estado de Mato Grosso do Sul, onde a drenagem é dificultada pelo pouco desnível do rio. Floresta Estacional Decidual das Terras Baixas: Formação encontrada em áreas descontínuas e relativamente pequenas, com maior ocorrência na bacia do rio Prado, no sul do Estado da Bahia. As outras disjunções menores encontradas por todo o País devem ser delimitadas de acordo com as latitudes, salientadas com o fim exclusivo de se poder cartografá-las: 4° latitude N aos 16° latitude S, na faixa altimétrica de 5 até 100 m. dos 16° latitude S aos 24° latitude S, na faixa altimétrica de 5 até 50 m. dos 24° latitude S aos 32° latitude S, na faixa altimétrica de 5 até 30 m. Floresta Estacional Decidual Submontana: Nesta formação, encontram-se dispersas as maiores disjunções do tipo florestal decidual, abaixo descritas de acordo com as áreas mais representativas em que foram observadas. Em estreita faixa ao sul do estado do Estado do Maranhão, entre a Savana (Cerrado) e a Floresta Ombrófila Aberta com babaçu, situa-se uma floresta de médio porte composta por nanofoliadas deciduais com caules finos. No sul do Estado da Bahia, com fisionomia decidual revestindo os terrenos calcáreos da bacia do rio Pardo, ocorre uma floresta relativamente alta conhecida como mata de cipó. A floresta situada ao norte de Goiás e sul do Estado de Tocantins entre a Floresta Estacional Semidecidual do sul do Pará e a Savana (Cerrado) de Goiás, mais precisamente no Vale do Rio das Almas e seus afluentes, apresenta uma fisionomia ecológica com mais de 50% de seus ecotipos sem folhas na época desfavorável. A disjunção florestal denominada Mata do Jaíba, situada ao norte de Minas Gerais e nos vales dos rios Verde Grande e São Francisco, apresenta uma constituição florística bastante complexa, com ecotipos savanícolas e florestais mesofanerófitos deciduais. A floresta decidual da encosta da Serra da Bodoquena, no Estado de Mato Grosso do Sul, é dominada por ecotipos savanícolas e florestais mesofanerófitos. A floresta da vertente interiorana da Serra da Mantiqueira, situada em território mineiro, reveste terrenos do pré- cambriano. Os terrenos da vertente sul do Planalto das Missões, aí já considerados como áreas extrazonais, pois estão incluídas no espaço subtropical, são revestidas por uma floresta que apresenta uma florística semelhante à que ocorre nas áreas tropicais. Floresta Estacional Decidual Montana: Esta formação ocorre em áreas disjuntas que se apresentam bastante expressivas, sendo que, para mapeá-las, tomaram-se parâmetros altimétricos de acordo com as latitudes onde são encontradas: 4° latitude N aos 16° latitude S varia de 600 até 2000m de altitude. dos 16° latitude S aos 24° latitude S varia de 500 até 1500m de altitude. dos 24° latitude S aos 32° latitude S varia de 400 até 1000m de altitude. Esta variação altimétrica ocorre de acordo com as latitudes e pode ser explicada pelas grandes diferenças de temperatura que influem na composição florística. Observando-se mais ao sul, o espaço da faixa altimétrica diminui. Campinarana (Campina) voltarvoltar Os termos Campinarana e Campina são sinônimos e significam falso campo. Inegavelmente, é a região na qual mais chove no Brasil: cerca de 4000 mm anuais bem distribuídos mensalmente, mas com chuvas torrenciais no verão. Estas desempenham importante papel na ocorrência desta vegetação oligotrófica, daí o enfatizar-se a expressão vegetação de influência pluvial. As temperaturas são altas, atingindo a média de 25°C. Esta vegetação típica das bacias do Rio Negro, Orinoco e Branco ultrapassa as fronteiras brasileiras, atingindo a Venezuela e Colômbia, porém em áreas bem menores do que a ocupada no Brasil, onde ocupa áreas tabulares arenosas, bastante lixiviadas pelas chuvas durante os últimos anos. Além das áreas tabulares, encontram-se em grandes depressões fechadas, suficientemente encharcadas no período chuvoso e com influência dos grandes rios que cortam a região, em todas as direções. Esta classe de formação é dividida em três subgrupos de formação: arbórea densa, arbórea aberta ou arborizada e gramíneo-lenhosa. Campinarana Florestada: É um subgrupo de formação que ocorre nos pediplanos tabulares, dominados por nanofanerófitos finos e deciduais na época chuvosa, semelhantes a uma floresta ripária. A bacia do alto Rio Negro foi o centro de dispersão deste domínio florístico e os ambientes situados ao longo dos rios de água preta, que, segundo Sioli (1962), revelam a presença de ácidos húmicos e material turfoso inerte em suspensão, são os locais onde estes ecotipos melhor se adaptam. Campinarana Arborizada: Este grupo de formação é dominado por plantas raquíticas, mas das mesmas espécies que ocorrem nos interflúvios tabulares da região, sendo anãs em face dos terrenos capeados por Podzol Hidromórfico das depressões fechadas. Campinarana Gramíneo-lenhosa: Este subgrupo de formação surge nas planícies encharcadas próximas aos rios e lagos da região. Estas planícies são capeadas por um tapete de geófitos e hemicriptófitos das famílias Gramineae e Cyperaceae, ambas de dispersão pantropical. Savana (Cerrado) voltarvoltar Savana Estépica A Savana é conceituada como uma vegetação xeromorfa, preferencialmente de clima estacional (mais ou menos 6 meses secos), podendo ser encontrada em clima ombrófilo. Reveste solos lixiviados aluminizados e apresenta sinúsias de hemicriptófitos, geófitos, caméfitos e fanerófitos oligotróficos de pequeno porte, com ocorrência por toda a Zona Neotropical. A Savana (Cerrado) foi subdividida em quatro subgrupos de formação: Savana Florestada (Cerradão): Subgrupo de formação com fisionomia típica e característica, restrita a áreas areníticas lixiviadas com solos profundos, ocorrendo em um clima tropical eminentemente estacional. Apresenta sinúsias lenhosas de micro e nanofanerófitos tortuosos com ramificação irregular. Extremamente repetitiva, a sua composição florística reflete-se de Norte a Sul. Savana Arborizada (Campo Cerrado): Subgrupo de formação natural ou antropizado que se caracteriza por apresentar fisionomia nanofanerofítica rala e hemicriptofítica graminóide contínua, sujeito ao fogo anual. Estas sinúsias dominantes formam fisionomia raquítica em terrenos degradados. A composição florística, apesar de semelhante à da Savana Florestada, apresenta ecotipos dominantes que caracterizam o ambiente de acordo com o espaço geográfico. É encontrada nos seguintes Estados: Amapá, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Savana Parque: Subgrupo de formação constituído essencialmente por um estrato graminóide, integrado por hemicriptófitos e geófitos de florística natural ou antropizada, entremeado por nanofanerófitos isolados, com conotação típica de um parque inglês. A Savana Parque de natureza antrópica é encontrada em todo o País, e é a natural nas seguintes áreas: Ilha de Marajó, Pantanal e Sul Matogrossense, Araguaia e Ilha do Bananal. Savana Gramíneo-Lenhosa (Campo): Prevalecem nesta fisionomia, quando natural, os gramados entremeados por plantas lenhosas raquíticas, que ocupam extensas áreas dominadas por hemicriptófitos e que, aos poucos, quando manejados através do fogo ou pastoreio, vão sendo substituídos por geófitos que se distinguem por apresentar colmos subterrâneos, portanto mais resistentes ao pisoteio do gado e ao fogo. A composição florística é bastante diversificada, sendo as plantas lenhosas seus ecotipos mais representativos. Savana Estépica (Savanas secas e/ou úmidas: Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima, Chaco Sul Matogrossense e Parque de Espinilho da Barra do Rio Quaraí). O termo foi empregado para denominar a área do sertão árido nordestino com dupla estacionalidade, uma área disjunta no norte do Estado de Roraima e duas outras áreas também disjuntas chaquenhas, uma no extremo sul do Mato Grosso do Sul e outra na barra do Rio Quaraí, no Rio Grande do Sul. O sertão árido nordestino apresenta freqüentemente dois períodos secos anuais, um com longo déficit hídrico seguido de chuvas intermitentes e outro com seca curta seguido de chuvas torrenciais que podem faltar durante anos. A disjunção situada no extremo norte do Estado de Roraima, na Chapada de Surumu, encontra-se bastante antropizada. A vegetação do Chaco Boreal argentino-paraguaio-boliviano é encontrada em sua face úmida desde a confluência do Rio Apa com o Rio Paraguai, prossegue comprimida entre a cuesta da serra da Bodoquena e o Rio Paraguai até seu afluente, Rio Miranda, de onde avança até as proximidades de cidade de Miranda (MS). Daí segue até a cidade de Corumbá sempre flanqueando o Rio Paraguai, revestindo morretes pré-cambrianos ricos em manganês e ferro, podendo também ser encontrada dispersa até as margens do Rio Guaporé, afluente do Rio Mamoré já em território Amazônico, no Estado de Mato Grosso. A disjunção chaqueana do Parque do Espinilho ocorre na planície alagável situada no extremo sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul. Encontra-se ainda bastante preservado e seus ecotipos naturais revestem terrenos de deposição recente, localizados entre os Rios Quaraí e Uruguai. Este tipo de vegetação subdivide-se em quatro subgrupos de formações situados em áreas geomorfológicas diferentes. Savana Estépica Florestada: Subgrupo de formação caracterizado por micro e/ou nanofanerófitos, com média de até 5 metros, ultrapassando excepcionalmente os 7 metros de altura, mais ou menos densos, com grossos troncos e esgalhamento bastante ramificado em geral provido de espinhos e/ou acúleos, com total decidualidade na época desfavorável. Savana Estépica Arborizada: Este subgrupo de formação apresenta as mesmas características florísticas da fitofisionomia anterior, porém os indivíduos que o compõe são mais baixos, existindo claros entre eles. Savana Estépica Parque: Este grupo de formação é o que apresenta características fisionômicas mais típicas, com nanofanerófitos de um mesmo ecotipo bastante espaçados, como se fossem plantados, isto porque apresentam uma pseudoordenação de plantas lenhosas raquíticas, sobre denso tapete gramíneo-lenhoso de hemicriptófitos e caméfitos. Savana Estépica Gramíneo-lenhosa: Este grupo de formação, também conhecido como campo espinhoso, apresenta características florísticas e fisionômicas bem típicas, tais como um extenso tapete graminoso salpicado de plantas lenhosas anãs espinhosas. Estepe (Campos Gerais Planálticos e Campanha Gaúcha) voltarvoltar Esta área subtropical, onde as plantas são submetidas à dupla estacionalidade (uma fisiológica, provocada pelo frio das frentes polares, e outra seca, mais curta, com déficit hídrico), apresenta uma homologia fitofisionômica. Apesar de atualmente estas áreas estarem bastante antropizadas, pode-se separá-las em três subgrupos de formação, situados em dois grandes tipos de relevo: o pediplano gaúcho e o planalto meridional. Estepe Arborizada: Este subgrupo de formação, localizado no planalto sul-rio-grandense, é divisor de águas dos Rios Camaquã e Ibicuí e caracteriza-se pela dominância de solos rasos litólicos, com afloramentos rochosos, medianamente profundos. Estepe Parque (Campo Sujo ou Parkland): Localizada em diferentes áreas nos Planaltos das Araucárias, sul-rio- grandense e da Campanha, também ocorre nos divisores de águas dos Rios Ibirapuitá e Ibicuí da Cruz, apresentando fitofisionomia formada basicamente por nanofanerófitos freqüentes e dispersos regularmente. O estrato graminoso é dominado pelas mesmas formas de vida do subgrupo de formação anterior, além de algumas terófitas que, como plantas anuais, alteram o visual do Parque, imprimindo-lhe nuances de cor e de valor agrostológico. Estepe Gramíneo-lenhosa (Campo Limpo): Neste subgrupo de formação, observam-se as florestas-de-galeria de porte baixo flanqueando algumas drenagens. O estrato herbáceo é constituído por duas sinúsias graminóides: dos hemicriptófitos e a dos geófitos, ambas apresentando pilosidade nas folhas e colmos, o que sugere uma adaptação ao ambiente relativamente seco. SISTEMA EDÁFICO DE PRIMEIRA OCUPAÇÃO (Formações Pioneiras) topotopo Ao longo do litoral, bem como nas planícies fluviais e mesmo ao redor das depressões aluviais (pântanos, lagunas e lagoas), há, freqüentemente, terrenos instáveis cobertos por uma vegetação, em constante sucessão, de terófitos, criptófitos (geófitos e/ou hidrófitos), hemicriptófitos, caméfitos e nanofanerófitos. Trata-se de uma vegetação de primeira ocupação de caráter edáfico. Vegetação com influência marinha (Restinga): As comunidades vegetais, que recebem influência direta das águas do mar, apresentam, como gêneros característicos da praia a Ramirea e Salicornia. Em áreas mais altas afetadas pelas marés equicionais, ocorrem as conhecidas Ipomea pes-caprae e Canavalea rosea, além dos gêneros Paspalum e Hydrocotyle. As duas primeiras são plantas escandentes e estoloníferas que atingem as dunas, contribuindo para fixá-las. Nas dunas propriamente ditas, a comunidade vegetal apresenta-se dominada por nanofanerófitos. O Schinus terebenthifolius e a Lythraea brasiliensis imprimem, a essa vegetação, um caráter lenhoso. Vegetação com influência fluvio-marinha (manguezal e campos salinos): O manguezal é a comunidade microfanerofítica de ambiente salobro, situada na desembocadura de rios e regatos no mar, onde, nos solos limosos, cresce uma vegetação adaptada à salinidade das águas, com a seguinte seqüência: Rhizophora mangle, Avicenia, cujas espécies variam conforme a latitude norte e sul, e a Laguncularia racemosa, que cresce nos locais mais altos. Vegetação com influência fluvial (comunidades aluviais): Trata-se de comunidades vegetais das planícies aluviais que refletem os efeitos das cheias dos rios nas épocas chuvosas, ou, então, das depressões alagáveis todos os anos. Essa sucessão natural da vegetação pioneira já foi estudada em várias regiões do Brasil, principalmente na Amazônia, onde existem as maiores áreas de várzea do País. Sistema de transição (Tensão Ecológica): Entre duas ou mais regiões ecológicas ou tipos de vegetação, existem sempre, ou pelo menos na maioria das vezes, comunidades indiferenciadas, onde as floras se interpenetram, constituindo as transições florísticas ou contatos edáficos. Ecótono (mistura florística entre tipos de vegetação): Neste caso, o contato entre tipos de vegetação com estruturas fisionômicas semelhantes fica muitas vezes imperceptível, e o seu mapeamento por fotointerpretação é impossível. Torna-se necessário, então, o levantamento florístico de cada região ecológica para se poder delimitar as áreas de ecótono. Encrave (áreas disjuntas que se contatam): No caso de mosaicos de áreas encravadas, situadas entre duas regiões ecológicas, a sua delimitação torna-se exclusivamente cartográfica e sempre dependente da escala, pois em escalas maiores é sempre possível separá-las. SISTEMAS DOS REFÚGIOS VEGETACIONAIS (Relíquias) topotopo Toda e qualquer vegetação floristicamente diferente e, logicamente, fisionômico-ecológica também diferente do contexto geral da flora dominante na Região Ecológica ou no tipo de vegetação é considerada um refúgio ecológico. Este, muitas vezes, constitui uma vegetação relíquia que persiste em situações essencialíssimas, como é o caso de comunidades localizadas em altitudes acima de 1800 metros. SISTEMA DA VEGETAÇÃO DISJUNTA topotopo Disjunções vegetacionais são repetições, em escala menor, de um outro tipo de vegetação próximo que se insere no contexto da Região Ecológica dominante. Conforme a escala cartográfica com que se está trabalhando, um encrave edáfico considerado como comunidade em transição (tensão ecológica ) poderá ser perfeitamente mapeado, como uma comunidade disjunta do clímax mais próximo. 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51 Reflexão As atividades humanas (principalmente engenharia) são lineares e a natureza opera em ciclos. Será esta uma das razoes do conflito progresso x meio ambiente? A chave de todo o processo pode estar em uma mudança conceitual de modo a permitir uma verdadeira produção centrada no conceito de sustentabilidade

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