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EXEMPLOS DE SURTOS O QUE É MAIS IMPORTANTE BUSCAR NEONATOLOGIA.

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Apresentação em tema: "EXEMPLOS DE SURTOS O QUE É MAIS IMPORTANTE BUSCAR NEONATOLOGIA."— Transcrição da apresentação:

1 EXEMPLOS DE SURTOS O QUE É MAIS IMPORTANTE BUSCAR NEONATOLOGIA

2 Investigação de surto em UTI Neonatal Investigação de surto Atividade prevista na Constituição do Sistema Único de Saúde Lei Orgânica da Saúde – 8080, de Competências definidas

3 Investigação de surto em UTI Neonatal Atividade em que há exposição do trabalho de vigilância Divulgação pelos meios de comunicação Situação de comoção social: morte de RN Cobrança de resultados Contato estreito com profissionais diretamente envolvidos com a assistência

4 Surto em UTI Neonatal Necessidade de integração entre a esfera estadual e municipal de saúde Evidência da postura dos profissionais envolvidos: ética ou não ética Respeito ou não respeito pela pessoa que sofreu o dano Decisão rápida e acertada: unidades de referência

5 Pressupostos na investigação de surto em UTI Neonatal Organização: constituição da equipe de investigação Contemplar a organização do SUS Atribuições claramente definidas para cada participante da investigação Designação do coordenador da investigação à distância ein locu Designação de um profissional para falar com a imprensa

6 Equipe de investigação de surto em UTI Neonatal Gestor Estadual do SUS - SES/SP CCD – CVE + CVS + IAL DIR - equipes regionais de VE, VS e IAL Gestor Municipal do SUS Secretaria Municipal de Saúde Hospital ou Instituição onde ocorreu o evento Direção Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Laboratório de Microbiologia Equipe de Assistência

7 Características do RN Mecanismos de defesa não completamente desenvolvidos Estrutura da pele Ig A em mucosas de trato respiratório e gastrintestinal Deficiência imunológica humoral e celular (produção de imunoglobulinas, falta de anticorpos de opsonização, menor capacidade de fagocitose dos neutrófilos)

8 Características do RN RN Termo normal: colonizado pela microbiota materna (predominância de Gram positivos) RN UTI Neonatal: colonizado pela microbiota predominante na UTI RN PT: maior susceptibilidade a infecções

9 Classificação das infecções do RN Quanto ao modo de contaminação: Transmissão vertical Nosocomial Comunitária Quanto ao tempo de aparecimento: Precoce – 48 horas (vertical) Tardia - > 48 horas ( nosocomial) Importância: intervenções diferentes para a prevenção

10 Sepsis de início precoce -Fatores de risco e Etiologia Microrganismos do canal genital materno contaminam o feto por via ascendente ou por contato direto com as secreções Etiologia: Streptococcus grupo B, Ecoli, Listeria monocytogenes, Hinfluenzae, Enterococcus, Streptococcus faecalis, Chlamidia, Mycoplasma Fatores de risco: Trabalho de parto prolongado, rotura prematura de membranas, corioamnionite, BPN, febre materna, ITU materna

11 Sepsis de início tardio - Fatores de risco e Etiologia Etiologia: germes predominantes nos serviços. S aureus, SCN, Enterococcus, Bactérias Gram negativas incluindo multirresistentes Fatores de risco: BPN, procedimentos invasivos, dispositivos invasivos e outros

12 Sepsis de início tardio-Fatores de risco Pressão seletiva de antimicrobianos sobre os microrganismos Relação inadequada profissional / RN Lavagem das mãos inadequadas Processamento inadequado de artigos

13 Sepsis de início tardio-Fatores de risco Intubação intratraqueal, aspiração intratraqueal e utilização de VM Utilização de SOG e sondas nasojejunais Fórmulas nutricionais inadequadamente preparadas Punções arteriais e venosas, principalmente CVC para administrar NPP Substituição da microbiota intestinal normal por pressão seletiva de antimicrobianos

14 Sepsis Neonatal – Fatores de risco Principal fator de risco isolado: BPN Maior frequencia em RN com PN < 1500g Ficam em UTI NN Necessidade de métodos diagnósticos e de tratamento mais invasivos Defesas locais em mucosas e pele – diminuídas Defesas imunológicas diminuídas Maior tempo de permanência na UTI

15 Sepsis Neonatal - Diagnóstico Quadro clínico Hemograma alterado PCR superior a 10 mg/l Hemocultura

16 Sepsis Neonatal – Diagnóstico – Quadro clínico Desconforto respiratório, taquipnéia, bradipnéia, apnéia Hipoatividade e ou letargia Instabilidade térmica (hipo ou hipertermia) Manifestações gastrintestinais: vômito, diarréia, distensão abdominal, íleo, recusa alimentar Hipotensão, choque Convulsões Petéquias ou púrpuras Icterícia Acidose metabólica, hiperglicemia

17 Sepsis Neonatal – Diagnóstico – Hemograma Leucopenia Leucocitose Relação neutrófilos imaturos sobre neutrófilos totais > 0,2 Plaquetopenia

18 Sepsis Neonatal – Diagnóstico Difícil Critérios diagnósticos de infecção hospitalar do NNIS

19 Passos na investigação de surto em UTI Neonatal Rever as informações existentes Determinar a natureza, localização e gravidade do problema Verificar o diagnóstico Estabelecer uma definição de caso Encontrar e confirmar os casos Solicitar ao laboratório que guarde as cepas Traçar uma curva epidêmica Resumir todos os dados Provar que o surto existe Rever a literatura Instituir medidas temporárias de controle Comunicar as autoridades competentes e a Instituição

20 Primeiras informações a serem solicitadas (telefone) O que aconteceu (sepsis, pneumonia, infecção de sítio cirúrgico, etc) Quem foi acometido (prematuros, termos, baixo peso, não baixo peso) Em que unidade (Cuidados Intermediários, UTI NN, Alojamento) Foi isolado o agente (qual – gênero e espécie)

21 Primeiras informações a serem solicitadas (telefone) Em que espécime o agente foi isolado (sangue, líquor, urina, fezes, ponta de cateter, swabs) O perfil de resistência e sensibilidade a antimicrobianos é conhecido Em que laboratório foi feito o exame Estão aparecendo novos casos Houve óbitos

22 Primeiras informações a serem solicitadas (telefone) Quais as medidas de controle instituídas As medidas foram eficazes Se necessário, complementar as orientações para medidas de controle PEDIR PARA GUARDAR AS CEPAS EM CONDIÇÕES DE VIABILIDADE E SEM CONTAMINAÇÃO

23 Pesquisa na literatura sobre o agente Síndromes clínicas habituais Constituinte ou não da microbiota humana Possibilidade de colonização de humanos (pele, trato gastro-intestinal, trato respiratório) Capacidade de sobrevivência em superfícies ambientais (equipamentos, dispositivos) Possibilidade de contaminação de medicamentos, soluções parenterais, fórmulas lácteas, antissépticos, sabões

24 Pesquisa na literatura sobre o agente Reservatórios, fontes e modos de transmissão Associação a surtos, morbidade e mortalidade Padrão de sensibilidade e resistência a antimicrobianos

25 Pesquisa na literatura de surtos associados ao agente Como ocorreu o surto Medidas de prevenção e controle implementadas Medidas foram satisfatórias

26 Pesquisa na literatura sobre o agente Conhecimento do microrganismo causador do surto e de suas características: ajuda a direcionar a investigação

27 Agente – modo de transmissão - reservatório Staphylococcus - pes. a pes. (mãos) - colonizados ou infectados Pseudomonas – água e soluções, fômites – reservatórios água Acinetobacter – pes a pes (mãos), água e soluções, fômites – colonizados, infectados, água, soluções, líquido de diálise peritonial, equipamentos, instrumental cirúrgico Klebsiella – pes a pes, alimentos, fômites – trato GI e respiratório de homens e animais Enterobacter – pes a pes, soluções, fômites – trato GI

28 Agente – modo de transmissão - reservatório Salmonella – mãos, fômites – aves e produtos derivados, portadores Enterobacter sakazakii – contaminante de leite em pó Klebsiella oxytoca – contaminante de dietas enterais, equipamentos e utensílios de SND

29 Não esquecer RN com grande tempo de permanência na UTINN, procedimentos invasivos, dispositivos, antibioticoterapia agressiva pode estar colonizado por um patógeno multirresistente e ser a FONTE em condições de não observância de precauções - SURTO

30 Investigação de surto em UTI Neonatal - Considerações Investigação iniciada, em andamento ou concluída pela CCIH Surto não reconhecido pela instituição Limitações: cura da infecção, óbito do RN, cepa não viável Limitações institucionais: recursos e custo benefício Com que fontes de dados trabalhar: revisão de prontuários, dados de laboratório de microbiologia, dados de exames de imagem, entevistas com profissionais

31 Dados da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar Estudo epidemiológico descritivo da ocorrência Relatórios anteriores da VE das Infecções Hospitalares Diagrama de controle das Infecções hospitalares Agente é endêmico ou aparece pela primeira vez

32 Dados do Laboratório de Microbiologia Agentes prevalentes em culturas nobres (sangue, líquor, outros estéreis) Padrão de sensibilidade e resistência a antimicrobianos Outras culturas

33 Dados da equipe de assistência UTI NN Padronização de antibioticoterapia empírica Conhecimento de microrganismos prevalentes e padrões de sensibilidade e resistência a antimicrobianos Conhecimento da taxa de utilização de dispositivos

34 Surto controlado Estudo epidemiológico descritivo dos casos Diagrama de controle Adoção de medidas de prevenção e controle Ausência de casos novos Relatório para as Autoridades de Saúde e para a Instituição

35 Limitações do estudo epidemiológico descritivo Não fornece informações sobre fatores de risco (não permite comparação entre grupos) Geralmente não tem definição de caso clara, reprodutível. Informação deduzida pode superestimar o dado Para estudar fatores de risco: estudo caso- controle ou estudo de coorte

36 Questão frequentemente presente em investigação de surto Colher ou não culturas de: Pessoal Equipamentos Dispositivos Superfícies ambientais Produtos derivados do sangue Soluções parenterais, enterais Dietas lácteas SOMENTE SE HOUVER EVIDÊNCIA DE QUE POSSAM SER RESERVATÓRIO OU FONTE EPIDEMIOLOGICAMENTE LIGADOS AO SURTO

37 Durante um surto em UTI Neonatal é importante - Lactário Recursos humanos Estrutura física Limpeza e processamentos de artigos superfícies Fórmulas infantis – manual de boas práticas – manipulação, preparo, identificação, transporte, distribuição. Resfriamento, refrigeração, reaquecimento

38 Durante um surto em UTI Neonatal é importante Limpeza, processamento de artigos e superfícies Isolete: limpeza, desinfecção e troca de filtro Padronização do uso de antissépticos Lavagem das mãos Cuidados ao RN: banho, coto umbilical

39 Importante no surto Além das padronizações escritas, verificar discretamente, a forma como são feitos os procedimentos.

40 Exemplos de surtos em UTI Neonatal – Serratia marcescens HU da Criança – Suíça, mai 98 a abr 99 Quadro clínico: sepsis com abcesso cerebral, otite externa, infecção de sítio cirúrgico pos herniorrafia, enterocolite, encefalite Colonização ambiental: pias (inclusive as do lactário), frascos de teofilina Veículos: leite, teofilina Colonização humana: cultura retal RN Controle: frasco de uso único, intervenção no lactário Estudo prospectivo Referência; CID – 2002, 34:767-73

41 Exemplos de surtos em UTI Neonatal – Serratia marcescens Escola Medica de Viena, out 2000 a mai 2001 Sepsis com abcesso cerebral, colonizados assintomáticos Colonização retal RN Controle do surto: revisão do antimicrobiano dado às mães Estudo caso-controle Referência: ICHE – 2002, Aug 23(8):

42 Exemplos de surtos em UTI Neonatal – Salmonella worthington HG de Maharashtra, Índia Ago e set de 2000 Quadro clínico: sepsis, meningite e gastroenterite Fonte: não determinada Controle do surto: intensificação de limpeza e fumigação do ambiente, tratamento do staff com antibiótico e rodízio da equipe Referência: Ind J Med Microb, 2004, 22(1):51-53

43 Exemplos de surtos em UTI Neonatal – Enterobacter cloacae Hospital Taiwan – out 96 a mar 97 Quadro clínico: sepsis Colonização ambiental; não Transmissão: mãos de profissional de saúde 2 genótipos Referência: AJIC, 30(7): 381 – 5, 2002, Nov

44 Exemplos de surtos em UTI Neonatal – Cryseobacterium meningosepticum HU Turquia Quadro clínico: sepsis Colonização ambiental: linhas de cateter venoso Veículo: NPP Colonização: orofaringe de RN Controle: mudança da antibioticoterapia após o resultado das hemoculturas Referência: New Microbiology, 26(1):57-63, Jan

45 Referências bibliográficas Airas, KM – Quick Reference to Outbreak Investigation na Control in Health Care Facilities – AN ASPEN PUBLICATION, Maryland, 2000 US Department of Health & Human Services – CDC – NNIS Manual, Atlanta, Georgia, EUA

46 Referências bibliográficas APECIH – Diagnóstico e Prevenção de Infecção Hospitalar em Neonatologia, 1a. Ed., Aula Treinamento CVE – SES/SP, Estudo dirigido sobre Investigação e controle de surtos em IH em Berçários – Prof. Dra. Sonia Regina T. Silva Ramos Sastre, J.L et all – Sepsis neonatal. In: neonatal.pdf neonatal.pdf Sepsis em el Recien Nacido. In: http://Tratado.uninet.edu

47 Referências bibliográficas Nascimento, MBR – Prematuridade: Diagnóstico e tratamento da infecção neonatal. In: Gastmeier, P et all – Development of a surveillance system for nosocomial infections: the component for neonatal intensive care units in Germany. In: JHI, (2004) 57:

48 Anexos Ficha de Investigação de UTI Neonatal (distribuída pelo CADU) Ficha de acompanhamento do surto Ficha para o Diagrama de Controle

49 Obrigada a todos. Boa viagem de volta.


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