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ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA ORTOPÉDICA Ana Lúcia L. Munhoz Lima CCIH-IOT-HC-USP Joseph Lister (sec. XIX) ácido carbólico.

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1 ANTIBIOTICOPROFILAXIA EM CIRURGIA ORTOPÉDICA Ana Lúcia L. Munhoz Lima CCIH-IOT-HC-USP Joseph Lister (sec. XIX) ácido carbólico

2 PROFILAXIA ANTI-INFECCIOSA Cuidados pré-operatórios Cuidados peri-operatórios –Antibioticoprofilaxia Cuidados intra-operatórios Cuidados pós-operatórios ALLML

3 FATORES PREDISPONENTES Trauma Necrose de tecidos Próteses e sínteses Drenos Imobilização prolongada Focos infecciosos quiescentes ITU Infecções respiratórias

4 CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS Busca de focos infecciosos silenciosos Tratamento dos focos ainda no pré- operatório Reconhecimento de doenças coexistentes Estabilização das doenças e medicações concomitantes Correção de desnutrição

5 CUIDADOS PERI-OPERATÓRIOS Internação imediatamente anterior ao ato cirúrgico Nova avaliação clínica Banho com solução antiséptica –Clorexedine Tricotomia próxima ao ato cirúrgico Transporte adequado ao CC Antibioticoprofilaxia

6 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - OBJETIVOS- Diminuir o inóculo bacteriano viável na ferida operatória Diminuir o risco de infecção pós-operatória Infecção: INÓCULO X CONDIÇÕES DO HOSPEDEIRO

7 ANTIBIOTICOPROFILAXIA -RECOMENDAÇÕES- Cirurgias com alto risco de infecção pós- operatória Cirurgias com baixo risco de infecção pós- operatória- consequências graves

8 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - INDICAÇÕES- Cirurgias limpas Implantação de materiais de síntese Próteses Próstáticos, pulmonares crônicos, diabéticos, imunodeprimidos, próteses, endocardite prévia.

9 CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS TipoDefiniçãoRisco de infecção LimpaAtraumáticas, sem manipulação do TGI, GU, Resp. 1-2% Limpa-contaminadaTGI, Resp., TGU, orofaringe 2-4% ContaminadaInflamação aguda, urina ou bile infectadas, sec. GI 7-10% InfectadaInfecção estabelecida10-40%

10 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - POSTULADOS- Droga única Uso endovenoso Bactericida Início na indução anestésica Término em 48 horas (máximo) Dose complementar em cirurgias longas ou com garrote pneumático

11 Antibiotic prophylaxis for surgery for proximal femoral and other closed long bone fractures- Gillespie WJ, Walenkamp G. In: The Cochrane Library, 2005 Revisão sistemática- 22 estudos randomizados ou quasi- randomizado CONCLUSÕES Antibioticoprofilaxia para fratura fechada é efetiva Custo-efetiva : redução de 0,25% ou mais Uso correto- sem impacto na resistência bacteriana Dose única: efetiva se produzir níveis superiores ao MIC por mais de 12 horas Antibióticos com meia vida curta- doses múltiplas hs

12 ANTIBIÓTICO x FRATURA EXPOSTA Antibiotics for preventing infection in open limb fractures Gosselin RA, Roberts I, Gillespie WJ. In: The Cochrane Library, 2005 Revisão sistemática- 7 estudos randomizados ou quasi- randomizados Cirurgia contaminada Antibioticoterapia e não profilaxia Duração do uso : questionável

13 ANTIBIOTICOPROFILAXIA -QUESTIONAMENTOS ATUAIS- Cirurgias limpas: Dose única Single shot

14 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS- Cirurgia geral Cirurgias ortopédicas Cirurgias ginecológicas Cirurgias urológicas Cirurgias cardíacas ALLML

15 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS: CIRURGIA GERAL- GastroEnterobactérias Enterococcus Bacterioides sp Cefazolina Via BiliarEnterobactérias Enterococcus Clostridium Cefazolina ColonEnterobactérias Bacterioides Cefoxitina Aminogl + Metron.

16 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS: CIRURGIA GINECOLÓGICA CesáreaEnterobactérias Strepto grupo B Enterococcus Cefazolina HisterectomiaEnterobactérias Strepto grupo B Enterococcus Cefazolina AbortamentoEnterobactérias Strepto grupo B Enterococcus Cefazolina

17 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS: CIRURGIA ORTOPÉDICA SíntesesStaphylococcus aureus, epid. Cefazolina PrótesesStaphylococcus aureus, epid. Cefazolina Cefuroxime Amputações com necrose Enterobactérias Anaeróbios Staphylococcus Clindamicina + Aminoglicosídeo

18 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS: CIRURGIA CARDÍACA Válvula Revascularização S.aureus, S. epidermidis Enterobactérias Cefazolina Cefuroxime Marca-passoS. aureus S. epidermidis Cefazolina Dose única

19 ANTIBIOTICOPROFILAXIA - DROGAS: CIRURGIA UROLÓGICA- ProstatectomiaEnterobactériasCefazolina Dilatação uretralNão indicada UrodinâmicaEnterobactériasCefazolina- dose única Quinolonas ?

20 CUIDADOS INTRA- OPERATÓRIOS Manutenção do Centro Cirúrgico –controle ambiental Preparo/manutenção de materiais Paramentação adequada Pequeno número de pessoas na sala Técnica apurada- redução de tempo cirúrgico Drenagem adequada Curativo

21 CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS Manutenção eficaz da drenagem Curativos técnicos Restabelecimento precoce de função Deambulação Orientação na alta hospitalar Reavaliação no 30 o pós-operatório

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23 INFECÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS -classificação- Incisionais superficiais –todos os tecidos acima da fascia muscular Incisionais profundas/espaço –acometimento abaixo da fascia muscular Garner, Centers for Diseases Control and Prevention, USA, 1985

24 INFECÇÕES SUPERFICIAIS -conceitos- Extensão e gravidade variáveis Potencial: incisionais profundas Riscos: sínteses e próteses Agentes etiológicos hospitalares

25 INFECÇÕES PROFUNDAS -conceitos- Necessidade de diagnóstico precoce do envolvimento ósseo Abordagem correta das osteomielites agudas pós-traumáticas Questionamento em relação a retirada dos materiais de sínteses e próteses Reparo do revestimento cutâneo

26 Manutenção x Retirada da próteseManutenção x Retirada da prótese agudas pós-op./ crônicasagudas pós-op./ crônicas Troca em 1ou 2 temposTroca em 1ou 2 tempos Tempo de manutenção da antibioticoterapiaTempo de manutenção da antibioticoterapia INFECÇÕES EM ARTROPLASTIAS -Questionamentos-

27 BIOFILME

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31 INFECÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS -antibioticoterapia- Possibilidade de tratamento domiciliar –Drogas de administração IM, dose diária Teicoplanina : Staphylococcus aureus MR Ertapenem: Bacilos Gram-negativos MR DESOSPITALIZAÇÃO

32 TRATAMENTO DOMICILIAR -drogas- Infecções por Staphylococcus sp MR Glicopeptídeos : Teicoplanina (Targocid) Apresentação EV e IM Dose preconizada: 6 mg / Kg –400 mg a cada 12 horas- 1 dia –400 mg ao dia CCIH-IOT

33 TRATAMENTO DOMICILIAR -drogas- Bacilos Gram-negativos MR –Escherichia coli –Enterobacter sp –Klebsiella pneumoniae ESBL+ ressalvas: Acinetobacter, Pseudomonas Carbapenêmicos: Ertapenen (Invanz) Apresentação EV, IM Dose única diária

34 TRATAMENTO DOMICILAR -riscos- Abuso na utilização de drogas potentes sem indicação Observação das provas de sensibilidade Falta de monitorização clínico-laboratorial Infecções graves em cateteres de longa permanência

35 CIMENTO X ANTIBIÓTICO Mecanismo de ação : eluição Drogas resistentes a polimerização Bactérias multi-resistentes –Staphylococcus MR- Vancomicina –Bacilos Gram-neg MR- ?? Antibioticoterapia sistêmica

36 LAVAGEM DAS MAÕS Ignaz Semmelweis (sec. XIX)


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