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SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE

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Apresentação em tema: "SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE"— Transcrição da apresentação:

1 SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE
SEMINÁRIO SOBRE VIGILÂNCIA DA POLIOMIELITE E SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE Abrahão Quadros

2 Neuromusculares da UNIFES/EPM Síndrome Pós-Poliomilite
Setor de Doenças Neuromusculares da UNIFES/EPM Síndrome Pós-Poliomilite uma Nova Doença Velha

3 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
1875 – REGISTRO DE 03 CASOS - Literatura Francesa: Anos mais tarde desenvolveram novas e significativas fraqueza e atrofias; Ocorreram não apenas nos músculos anteriormente afetados; Todos desempenhavam trabalhos que exigiam esforço físico e demandavam força e atividades repetitivas. Jovens com história de pólio na primeira infância; 1) Raymond M (with contribuition by Charcot JM). Paralysie essentiele de L’énfase: atrophie musculaire consecutive. Gaz Med [Paris] 1875;225. 2)Cornil L. Sur um cas de paralysie generale spinale anterieure subaigue, suivi d’autopsie. Gaz Med. [Paris] 1875; ) Carriere. Amyotrophies secondaire. These de Montpelier, 1875.

4 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
Descrição do Primeiro caso: Dr. JEAN MARTIN CHARCOT

5 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
Primeira Descrição Paciente: sexo masc., 19 anos, profissão –curtidor de couro. HP – Pólio paralítica – 6 meses seqüela residual – MSD e MID uso excessivo do MSE HA – Nova fraqueza muscular, nova atrofia muscular nos MSE e MIE Hipótese: Fenômeno “overuse” Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

6 ASPECTOS HISTÓRICOS -SPP
~ 35 artigos Descrição de 200 casos; A maioria dos artigos: história incompleta da pólio aguda falta de – estudo virológico, exame neurológico, neurodiagnóstico ou ENMG. Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

7 ASPECTOS HISTÓRICOS -SPP 1875 - 1980 – Estudos mais importantes
Zilka, 1962 –Nova fraqueza progressiva associada a sinais de envolvimento do NMS – estimou a freqüência esperada de DNM na Inglaterra e países de Gales. Poskanzer et. Al., 1966 –Poliomielite pode predispor o desenvolvimento da ELA. Campbell et. Al., Primeiro a indicar que os novos sintomas são benígnos e não similar aos sintomas da ELA. Zilka K. Discussion on motor neuron disease. Proc. R. Soc. Med. 5: ;1962 – Campbell et. Al. Late motor neuron degeneration following poliomyelitis. Neurology 19:19: ; Poskanser DC et. Al. The frequency of preceding poliomyelitis in amyotrophic lateral sclerosis in Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

8 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
– Estudos mais importantes Anderson et. Al., 1972 –Descreveram nova dor muscular e articular, redução da função (marcha) em indivíduos com história de pólio. Base do estudo de SPP -Dalakas –diferença entre AMPP, fraqueza de origem neurológica e sintomas puramente musculoesqueléticos . Anderson AD et. Al. Loss of ambulatory ability in patients with old anterior poliomyelitis. Lancet 2: ;1972 in Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

9 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
– Estudos mais importantes Mulder et. Al., 1972 –Primeiro a incluir exame neurológico detalhado e dados precisos da pólio aguda. Descreveu o desenvolvimento da nova fraqueza. Estabeleceu o critério para diferenciar a nova fraqueza na SPP da vista na ELA. Demonstrou a progressão lenta da nova fraqueza. Mulder DW et. Al. Late progression of poliomyelitis or forme fruste amyotrophic lateral sclerosis. Mayo Clinic Proc. 47: ;1972 in Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

10 ASPECTOS HISTÓRICOS - SPP
Wiechers e Hubbel – Estudo eletrofisiológico – alterações nas UMG Interesse da comunidade científica (Dra Marilyn Fletcher – Dr. Dalakas – Dr. Halstead; Atualização dos Critérios Diagnósticos; Definição e Consenso: As manifestações – Clínicas e não Psicológicas As novas manifestações não ocorriam em todos Descrição das características clinicas; Critério Diagnóstico Diferencial. Dalakas MC. Post-polio syndrome 12 years later. How it all started. Ann N Y Acad of Sci. 1995; 753:11-8.

11 SPP – UMA NOVA DOENÇA VELHA Uma Doença Velha Redescoberta
1875 1980

12 SPP – UMA NOVA DOENÇA VELHA Doença Nova dentro de uma Doença Velha
Fase Tardia Pólio Agúda SPP

13 1994 – Primeira preocupação com SPP no Brasil
“SÍNDROME PÓS-POLIO REESCREVENDO A HISTÓRIA DA REABILITAÇÃO” Paradigma – Pólio como infecção capaz de produzir um quadro crônico, definitivo, com seqüelas irreversíveis e mensuráveis. Quebra de Paradigma - Quarenta anos depois, nos deparamos com a angústia e o reconhecimento de novos fatos (novos sintomas). BATTISTELLA LR . Síndrome Pós-poliomielite reescrevendo a história da reabilitação. Documento encaminhado a Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, 1994.

14 ASPECTOS HISTÓRICOS – SPP - BRASIL
“SÍNDROME PÓS-POLIO REESCREVENDO A HISTÓRIA DA REABILITAÇÃO” “No Brasil, não se dispõe de dados epidemiológicos sobre a manifestações tardias da poliomielite, tão pouco se conhece o número de sobreviventes das epidemias dos anos cinqüenta”. DRA. LINAMARA RIZZO BATTISTELLA BATTISTELLA LR . Síndrome Pós-poliomielite reescrevendo a história da reabilitação. Documento encaminhado a Academia Brasileira de Medicina de Reabilitação, 1994.

15 2002 – PRIMEIRA DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA SPP
ASPECTOS HISTÓRICOS – SPP -BRASIL 2002 – PRIMEIRA DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS DA SPP DR. ACARY SOUZA BULLE OLIVEIRA

16 ASPECTOS HISTÓRICOS –SPP - BRASIL
Oliveira ASB; Maynard FM.Aspectos Neurológicos da Síndrome Pós-Polio. Rev. Neurociências 10(1):31-34,2002.

17 ASPECTOS CLÍNICOS – PRIMEIRO ESTUDO BRASIL
Tabela 1 - Principais manifestações clínicas “novas” em sobreviventes de poliomielite em São Paulo, Brasil: 52 pacientes procedentes da EPM/Unifesp, AACD e CPSP. Clínica % Fraqueza Muscular 68 Problemas Respiratórios 06 Dor Muscular 66 Dor Articular Fadiga Intolerância ao Frio 40 Atrofia Muscular 38 Depressão 50 Fasciculação 20 Ansiedade Disfagia 18 Cefaléia 30 Neuropatia 15 Oliveira ASB; Maynard FM.Aspectos Neurológicos da Síndrome Pós-Polio. Rev. Neurociências 10(1):31-34,2002.

18 167 pacientes Idade variando de 14 a 72 anos Média 46,4
PESQUISA UNIFESP/EPM – Síndrome Pós-Poliomielite: Uma Nova Doença Velha 167 pacientes Idade variando de 14 a 72 anos Média 46,4 Mediana de 46 anos – ( 9,8). Quadros AAJ; Oliveira ASB; Silva HSA. Síndrome Pós-Poliomielite: Uma Nova Doença Velha. Dissert. Mest. UNIFESP/EPM, Pp. 219, 2005.

19 PESQUISA UNIFESP/EPM Sexo Número % Masculino 64 38,3 Feminino 103 61,7
Tabela 2 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular por sexo, 2003 a 2004. Sexo Número % Masculino 64 38,3 Feminino 103 61,7 Total 167 100

20 PESQUISA UNIFESP/EPM Raça Número % Branca 109 65,3 Negra 49 29,4
Tabela 3 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular por etnia, 2003 a 2004. Raça Número % Branca 109 65,3 Negra 49 29,4 Amarela 09 5,3 Total 167 100

21 IDADE EM QUE OCORREU A PÓLIO Média – 1ano e 11 mês (± 2,57 anos)
IDADE EM QUE OCORREU A PÓLIO Gráfico 1 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular segundo a idade de ocorrência da poliomielite, 2003 a 2004 Menor Idade – 11dias Maior Idade – 19 anos Média – 1ano e 11 mês (± 2,57 anos)

22 LOCAL ONDE OCORREU A POLIOMIELITE
Tabela 4 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular segundo o local de ocorrência da poliomielite, 2003 a 2004 Local Número % Cidade de SP 56 33,5 Estado SP 49 29,3 Outros Estados 60 35,9 Exterior 02 1,2 Total 167 100 Nota: TOTAL – SÃO PAULO (62,8%)

23 MAPA 1- NÚMERO DE CASOS POR UNIDADE FEDERADA DOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO SEGUNDO O LOCAL DE OCORRÊNCIA DA POLIOMIELITE AGUDA, 2003 A 2004. NOTA : 02 CASOS OCORRERAM FORA DO BRASIL – 01 NA BOLÍVIA E 01 EM PORTUGAL.

24 MAPA 2- NÚMERO DE CASOS POR MUNICÍPIO DO ESTADO DE SÃO PAULO DOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO SEGUNDO O LOCAL DE OCORRÊNCIA DA POLIOMIELITE AGUDA, 2003 A 2004.

25 TIPO DE SEQÜELA DA POLIOMIELITE AGUDA
Tabela 5 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular segundo a seqüela aguda da poliomielite, 2003 a 2004. Seqüela Número % Quadriplegia 85 50,9 Triplegia 47 28,1 Diplegia 13 7,8 Monoplegia 12 7,2 Ignorado 10 6,0 Total 167 100

26 PERCENTUAL DE POLIOMIELITE E SÍNDROME PÓS-POLIOMIELIE
Tabela 6 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular segundo a classificação em Seqüela de poliomielite e SPP, 2003 a 2004. Casuística Número % Seqüela de Poliomielite 38 22,8 SPP 129 77,2 Total 167 100

27 Casuística do Grupo com Síndrome Pós–Poliomielite (SPP)
Tabela 7 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo o sexo, 2003 a 2004. Sexo Número % Masculino 48 37,2 Feminino 81 62,8 Total 129 100

28 IDADE DO INÍCIO DA SPP Gráfico 2 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo a idade em que iniciou os novos sintomas, 2003 a 2004. MENOR IDADE anos MAIOR IDADE – 69 anos MÉDIA - 39,9 anos MEDIANA - 40 anos ( 9,07 anos). Nota: 6,9% com idade entre 60 a 69 anos.

29 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
Tabela 8 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo as características clínicas, 2003 a 2004. CARACTERÍSTICAS Número % Nova Fraqueza 129 100 Ansiedade 107 82,9 Dor Articular 103 79,8 Fadiga 77,5 Dor Muscular 98 76,0 Distúrbio do Sono 93 72,7 Intolerância ao Frio 90 69,8 Cãibra 86 66,7

30 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS
Tabela 9 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo as características clínicas, 2003 a 2004. CARACTERÍSTICA Número % Desvio de Coluna 77 59,7 Aumento de Peso 75 58,1 Fasciculação 68 52,7 Nova Atrofia 63 48,8 Cefaléia 62 48,1 Depressão Problemas Respiratórios 53 41,1 Cansaço 29 22,5 Disfagia 27 20,9

31 MAPA 3 - NÚMERO DE CASOS DE SÍNDROME PÓS-POLIOMIELITE POR UNIDADE FEDERADA SEGUNDO A PROCEDÊNCIA, 2003 A 2004. Estado de SP ,3 Cidade de SP ,0 Outros Estados ,0 Exterior ,8 Nota : 01 caso – Inglaterra. Estado SP – 92,2%

32 SPP – VACINAÇÃO PRÉVIA Vacinação Número % Vacinados 15 11,6
Tabela 10 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo a história de vacinação prévia, 2003 a 2004. Vacinação Número % Vacinados 15 11,6 Não vacinados 111 86,0 Ignorado 03 2,4 Total 129 100

33 SPP – TIPO DA PÓLIO AGUDA
Tabela 11 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo o tipo da Pólio Aguda, 2003 a 2004. Tipo Número % Espinhal 98 74,4 Comprometimento Respiratório 29 22,5 Ignorado 04 3,1 Total 129 100

34 SPP – SEQÜELA ATUAL Seqüela Número % Monoparesia 10 7,8 Diparesia 47
Tabela 11 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo a seqüela atual, 2003 a 2004. Seqüela Número % Monoparesia 10 7,8 Diparesia 47 36,4 Triparesia 34 26,4 Quadriparesia 38 29,5 Total 129 100

35 SPP – NOVA FRAQUEZA Tabela 12 - Número e percentual de pacientes com SPP do Ambulatório de Neuromuscular segundo a instalação da nova fraqueza, 2003 a 2004. Local Número % Membro Afetado 69 53,5 Membro Clinicamente não Afetado 40 31,0 Membro Afetado mais Funcional 20 15,5 Total 129 100

36 GRÁFICO 3 - HISTÓRIA NATURAL DA PÓLIO E SPP – 109 PACIENTES
Mudanças Funcionais de 109 Indivíduos com SPP A - Nascimento; B - Pólio Aguda (média de 1,11 anos); C - Recuperação Funcional Máxima (B a C média de 3,7 anos); C a D - Platô de Estabilidade Funcional; (D - Início dos Novos problemas de Saúde ); (B a D média 41,7 anos); (C a D média de 38 anos); E - Tempo de Avaliação (D a E = 1 ano).

37 GRÁFICO 4 - HISTÓRIA NATURAL DA PÓLIO E SPP – COMPARAÇÃO PACIENTES COM SEQÜELA DE PÓLIO E SPP

38 NOVA FRAQUEZA / FREQÜÊNCIA
Tabela 13 - Número e percentual da nova fraqueza. Comparação dos achados em 5 estudos (1985 – 2002). Quadros – 77,2% Pesquisador Ano Amostra % Codd 1985 28 71 Agre 1989 79 69 Chetwynd 1993 694 47 Jubelt 1999 100 90 Oliveira 2002 52 68

39 FADIGA - FREQÜÊNCIA Pesquisador Ano Amostra % Halstead 1985 539 87
Tabela 14 - Número e percentual da Fadiga. Comparação dos achados em 6 estudos (1985 – 2002). Quadros – 77,5% Pesquisador Ano Amostra % Halstead 1985 539 87 1987 132 89 Agre 1989 79 86 Ramlow 1992 34 Chetwynd 1993 694 48 Oliveira 2002 52 68

40 DOR MUSCULAR / FREQÜÊNCIA
Tabela 15 - Número e percentual da Dor Muscular. Comparação dos achados em 5 estudos (1985 – 2002). Quadros – 76% Pesquisador Ano Amostra % Halstead 1985 539 79 1987 132 71 Agre 1989 86 Pentland 1999 125 64 Oliveira 2002 52 66

41 DOR ARTICULAR / FREQÜÊNCIA
Tabela 16 - Número e percentual da Dor Articular. Comparação dos achados em 5 estudos (1985 – 2002). Quadros – 79,8% Pesquisador Ano Amostra % Halstead 1985 539 79,8 Chetwynd 1993 694 60 Pentland 1999 125 61 Oliveira 2002 52 68

42 PERCENTUAL DE POLIOMIELITE E SÍNDROME PÓS-POLIOMIELIE
Tabela 17 - Número e percentual de pacientes do Ambulatório de Neuromuscular segundo a classificação em Seqüela de poliomielite e SPP, 2003 a 2006. Casuística Número % Seqüela de Poliomielite 119 30,7 SPP 255 65,9 Em aberto 13 3,4 Total 387 100

43 Vila Clementino – São Paulo/SP
AMBULATÓRIO DE SPP Rua Pedro de Toledo, 377 Vila Clementino – São Paulo/SP Tel: (011) 5571 – 3324


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