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Semana de História da UFMS/CEUL: Estudos afro-brasileiros História e Cultura: Reflexões Mesa Redonda: Educação e Família RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO.

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Apresentação em tema: "Semana de História da UFMS/CEUL: Estudos afro-brasileiros História e Cultura: Reflexões Mesa Redonda: Educação e Família RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO."— Transcrição da apresentação:

1 Semana de História da UFMS/CEUL: Estudos afro-brasileiros História e Cultura: Reflexões Mesa Redonda: Educação e Família RACISMO, PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO RACIAL NA EDUCAÇÃO Prof.ª Dr.ª Terezinha Bazé de Lima Membro do Departamento de Educação e Pesquisa do Instituto Casa da Cultura Afro-Brasileira; Professora do Instituto de Ensino Superior da FUNLEC/UNIGRAN em Campo Grande. Site:

2 O Brasil é racista. E o brasileiro é preconceituoso? Disfarçado, o racismo ainda é a forma mais clara de discriminação na sociedade brasileira apesar de não admitir o brasileiro seu preconceito. A emoção das pessoas, o sentimento inferior delas é que é racista. O brasileiro tem dificuldade em assumir o seu racismo devido ao processo de convivência cordial que distorce o conflito.

3 As práticas de racismo no Brasil

4 As práticas do racismo são diversas e se apresentam de diversas formas. A escola e a mídia apresentam o branco como modelo de valorização e de identidade do Brasil; O acesso aos espaços políticos e aos bens sociais, à produção do pensamento, à riqueza, tem sido determinado pela lógica escravocrata.

5 Educação O papel da escola é de fundamental importância no combate ao racismo e na implantação de medidas que permitam um mínimo de equidade no acesso aos diferentes níveis de ensino. * Pesquisa divulgada pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) mostra: que há três gerações, não muda o nível de escolaridade entre brancos e negros – mesmo depois da melhora do acesso ao ensino das últimas quatro décadas. Ou seja: um negro que tem 70 anos hoje estudou, em média, 2,2 anos a menos que um branco da mesma idade. E um negro de 30 anos mantém quase a mesma desvantagem em relação ao branco de igual idade: 2,1 anos a menos de escolaridade.

6 As formas de discriminação mais comuns no Brasil Pode ser direta e indireta. Direta quando adota-se regras gerais que estabelecem distinções através de proibições; Indireta está relacionada com situações aparentemente neutras, mas que criam desigualdade em relação a outrem. As pessoas, de modo geral, as públicas, dotadas de cargos importantes e as mais esclarecidas manifestam seus preconceitos de forma espantosa. Elas não percebem o que estão fazendo e colaboração com a internalização do preconceito, devido à ausência de uma conscientização.

7 Ao longo dos últimos 40 anos, o Brasil tem se esforçado para melhorar o nível educacional brasileiro, catalisando as atenções de quem pensa estratégias de inclusão social para os cerca de 54 milhões de brasileiros que atualmente vivem no limite da pobreza. A discriminação racial também está presente na área educacional, o que acaba prejudicando o desenvolvimento e a especialização da população negra, o que culmina com a dificuldade de sucesso na escola e ao acesso às posições melhor remuneradas do mercado de trabalho, gerando um círculo vicioso de pobreza, fracasso escolar e marginalização social.

8 Situações e acontecimento que podem contribuir para o Racismo, o Preconceito e a Discriminação Racial na Escola: Material Pedagógico: materiais didático-pedagógicos e materiais auxiliares apresentam apenas pessoas brancas como referência, os negros aparecem para ilustrar o período escravista no Brasil Colônia ou, então, situações de desprestígio social; Universo Semântico Pejorativo: dissimulações, apelidos e ironias encobrem um preconceito latente e também favorecem a interiorização/cristalização de idéias preconceituosas e atitudes discriminatórias.

9 Distribuição Desigual de Afeto: ocorrência de oportunidades diferentes para os alunos se sentirem aceitos, respeitados e positivamente participantes das atividades desenvolvidas na escola. Negação da Diversidade Racial Brasileira na Formação da Equipe da Escola: ausência de parcerias com profissionais liberais negros (palestrantes, médicos, psicólogos, escritores etc.). Minimização do Problema Racial: generalização dos efeitos do preconceito e da discriminação racial contra os negros, nivelando-os com outros problemas sociais, como pobreza, machismo, etc.

10 As estatísticas confirmam o problema na prática A População Negra em Números no Brasil 60% dos negros brasileiros estão na faixa do analfabetismo; Apenas 18% tem possibilidade de ingressar na universidade; A qualidade de vida do Brasil, no ranking mundial, ocupa a 63ª posição. A estimativa só com a população negra levaria o Brasil a ocupar a 120ª posição; A expectativa de vida é de apenas 59 anos para os negros e 64 anos para os brancos; 15% dos réus negros respondem em liberdade, sendo que os brancos são 27%; As mulheres negras ocupadas em atividades manuais representam 79,4%; Apenas 60% das mulheres negras que trabalham são assalariadas; Somando os dados apresentados pelo IBGE a população negra corresponde a 45% da população brasileira; O Brasil tem a segunda população negra do mundo, sendo a primeira da Nigéria; Dentre a população negra economicamente ativa, apenas 6% está ocupada em atividades técnicas, científicas, artísticas e administrativas; As mulheres negras estão nas piores condições de vida do país. Fonte: Projeto de Pesquisa Racismo no Brasil: As dificuldades do negro no mercado de Trabalho. Brasília/DF, nov/99. Acionado na internet 21/08/2000;

11 Dados Sessenta por cento dos afro-brasileiros estavam na faixa de analfabetismo. Quanto ao ingresso na universidade, os dados são os seguintes: 18% dos negros têm possibilidade de ingressar na universidade, enquanto esta possibilidade para os brancos é de 43%. Racismo no ambiente universitário revela-se também de uma forma não muito nova, ao considera-lo objeto de estudo e experimento acadêmico. A inserção do negro na sociedade deixa de ser problema e torna-se tema acadêmico.

12 A Situação do Negro em Mato Grosso do Sul Pesquisa recém-concluída pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) demonstra que, a exemplo do resto do Brasil, os afro-brasileiros têm os mais baixos índices de escolaridade e renda dentre a população. Dos sul-mato-grossenses que concluíram o ensino superior completo, 73,68% são brancos, 1,32% são negros e 21,05% são mulatos. Apenas 5,56% dos homens negros e 7,69% das mulheres negras têm superior completo. Entre os homens e mulheres brancos, o índice sobe para 17,61% e 14,88%, respectivamente. Na ponta de baixo, do total que não completou sequer o 1 o Grau, 57,66% são mulatos ou morenos e 7,21%, negros. Apenas 35,14% são brancos. E entre os que têm apenas o 1 o Grau, 48,35% são mulatos e 5,49%, negros. Os brancos representam 42,86% do total. A em relação à distribuição de renda, dos que ganham acima de 10 salários mínimos, 72,31% são brancos. Apenas 24,62% são negros ou mulatos. Nenhuma mulher negra afirmou que ganha acima desse valor. No geral, os dados confirmam que a distribuição de renda e oportunidades têm, em primeiro lugar, um crivo racial e, em segundo, uma divisão de gênero. Fonte: Dados: Oferta e demanda de Recursos humanos em Mato Grosso do Sul. Pesquisa de autoria do Professor Ido Michels/UFMS. Projeto Curso Pré-vestibular Milton Santos – Grupo TEZ/MS

13 Mudanças necessárias O quadro felizmente está mudando e a mudança exige novos gerentes públicos, privados e administradores; Uma nova postura de mudança organizacional leva em conta a necessidade de ampliar a nossa reflexão sobre o tema; A decisão de mudar exige de nós sacrifícios. É preciso reconhecer que o preconceito também é fruto de motivação do inconsciente e que as nossas ações para combatê-la encontram forte resistência; O silêncio e a falta de solidariedade para com os discriminados não pode ficar só na constatação. É preciso valorizar o debate, enfrentar o tema das relações raciais e de gênero com novos paradigmas, principalmente com a promoção da igualdade. Para superar a discriminação social, econômica, cultural e estabelecer uma equidade de gênero e raça são necessárias políticas públicas e específicas para tal fim. E ainda, o desafio de continuar a propagar as idéias de não discriminação, e ao mesmo tempo, difundir os ideais de tolerância e de respeito aos direitos humanos. Enfim, a construção de uma sociedade que não discrimine passar por mudanças de atitudes bem radicais a começar pelo reconhecimento de que a discriminação existe até mesmo no cotidiano das pessoas.

14 Conseqüências do Racismo na Escola A. Para o aluno negro: Auto-rejeição, rejeição ao seu outro igual, rejeição por parte do grupo; Desenvolvimento de baixa auto-estima com ausência de reconhecimento de capacidade pessoal, timidez, pouca ou nenhum participação em sala de aula; Ausência de reconhecimento positivo de seu pertencimento racial; Dificuldade de aprendizagem; Recusa para ir para a escola e exclusão escolar;

15 B. Para o aluno branco: Cristalização de um sentimento irreal de superioridade: racial, cultural, estética, intelectual, etc.; Perpetuação do racismo, preconceito e discriminação raciais nas outras relações estabelecidas pelos alunos.

16 Diante das situações de Preconceito e Discriminação no espaço escolar Os profissionais da escola devem valorizar cada reclamação de ocorrência de discriminação e preconceito no espaço escolar; As vítimas dessas situações não devem ser culpadas por tal acontecimento; Quem ofendeu, humilhou ou ironizou o outro indivíduo, pautado no seu pertencimento racial, deve ser levado a entender a sua atitude como negativa; A criança que traz a reclamação, quando ofendida pelas atitudes de amigos e/ou professores, deve receber afeto e ter a certeza de que poderá contar com o respeito de todos.

17 Sugestões para combater a Discriminação na Escola: Discutir, entre os alunos e professores, a diversidade racial da sociedade brasileira, levando-os a entender o processo escravista e a atual situação do negro na sociedade brasileira; Realizar um tratamento igualitário em carinho, atenção, estímulo, valorização, elogia, participação, etc; Possibilitar a existência de cartazes, livros, revistas e músicas que contemplem os indivíduos negros de forma positiva, para serem utilizados nas atividades escolares; Possibilitar a presença de profissionais negros (palestrantes e demais profissionais liberais), contemplando a diversidade racial existente na sociedade; Fazer das atitudes diárias a comprovação do respeito à diversidade racial no espaço escolar e social.

18 Mudanças em MS O quadro felizmente está mudando e a mudança exige novos gerentes públicos, privados e administradores; A implantação do Programa de Políticas Públicas para a superação das desigualdades raciais com recursos destinados da LDO do MS para ampliação das ações pelo Governo do Estado; Para superar a discriminação social, econômica, cultural e estabelecer uma equidade de gênero e raça são necessárias políticas públicas e específicas para tal fim. E ainda, o desafio de continuar a propagar as idéias de não discriminação, e ao mesmo tempo, difundir os ideais de tolerância e de respeito aos direitos humanos. A construção de uma sociedade que não discrimine passar por mudanças de atitudes bem radicais a começar pelo reconhecimento de que a discriminação existe até mesmo no cotidiano das pessoas. O Projeto de Lei de Cotas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Pedro Kemp). O número de associações que compõem o Movimento Negro Organizado de Mato Grosso do Sul;

19 A criação do Instituto Martin Luther King, enquanto uma instituição que tem como objetivo realizar ações afirmativas, sob gestão das idéias do Dr. Aleixo Paraguassu ; O curso preparatório para Mestrado e Doutorado destinado à negros e índios oferecido pelo Governo do Estado. Uma nova postura de mudança organizacional leva em conta a necessidade de ampliar a nossa reflexão sobre o tema; A decisão de mudar exige de nós sacrifícios. É preciso reconhecer que o preconceito também é fruto de motivação do inconsciente e que as nossas ações para combatê-la encontram forte resistência; O silêncio e a falta de solidariedade para com os discriminados não pode ficar só na constatação. É preciso valorizar o debate, enfrentar o tema das relações raciais e de gênero com novos paradigmas, principalmente com a promoção da igualdade.

20 Reflexão Final Muda é força (me dizem as árvores) E a profundidade (me dizem as raízes) E a pureza (me diz a farinha de trigo). Nenhuma árvore me disse: Sou mais alta que todos. Nenhuma raiz me disse: Eu venho de mais fundo. E nunca o pão disse: Não há nada como o pão. Pablo Neruda

21 Referências Bibliográficas FERREIRA, Ricardo Franklin. Afro descendente: identidade em construção. São Paulo: EDUC; Rio de Janeiro: Pallas, LIMA, Terezinha Bazé de. Pluralidade cultura e o combate à discriminação racial na escola. Revista Palmares em ação. Ano I. n.º 2. Brasília, DF: MOURA, Carlos Alves. A Fundação Palmares na III Conferência Mundial de Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata. Brasília: Fundação Cultural Palmares, OLIVEIRA, Dijaci David et al. (org). 50 anos depois: relações raciais e grupos socialmente segregados. Brasília: Movimento Nacional dos Direitos Humanos, OLIVEIRA, Iolanda; SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves. Negro e educação: identidade negra – pesquisas sobre o negro e a educação no Brasil. Rio de Janeiro: ANPED, PAIXÃO, Marcelo. Desenvolvimento humano e relações raciais. Rio de Janeiro: DP&A, ROMÃO, Jeruse; SILVEIRA, Sonia. (orgs). Os negros e a escola brasileira. NEM, 1999 (Série Pensamento Negro em Educação).


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