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INTOXICAÇÃO POR METAIS INTOXICAÇÃO Heloísa Rey Farza Gerência Geral de Toxicologia Heloísa Rey Farza Gerência Geral de Toxicologia.

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1 INTOXICAÇÃO POR METAIS INTOXICAÇÃO Heloísa Rey Farza Gerência Geral de Toxicologia Heloísa Rey Farza Gerência Geral de Toxicologia

2 GENERALIDADES SOBRE OS METAIS 80 dos 105 elementos da Tabela Periódica são metais 80 dos 105 elementos da Tabela Periódica são metais > 30 deles são tóxicos para os humanos > 30 deles são tóxicos para os humanos metais pesados (cerca de 20) metais pesados (cerca de 20) metais leves (Al, Be) metais leves (Al, Be) metalóides: formam ânions e cátions (As, Se) metalóides: formam ânions e cátions (As, Se) sua toxicidade é conhecida desde a Antigüidade sua toxicidade é conhecida desde a Antigüidade raramente interferem nos sistemas biológicos quando estão em sua forma elementar (exceção = Hg o ) raramente interferem nos sistemas biológicos quando estão em sua forma elementar (exceção = Hg o ) alguns deles são essenciais em doses baixas, e tóxicos em doses altas alguns deles são essenciais em doses baixas, e tóxicos em doses altas

3 METAIS PESADOS elementos metálicos que têm uma massa cujo valor mínimo se situa entre 4000 kg/m 3 e 5000 kg/m 3 ? elementos metálicos que têm uma massa cujo valor mínimo se situa entre 4000 kg/m 3 e 5000 kg/m 3 ? elementos metálicos situados entre o cobre e o chumbo na Tabela Periódica dos Elementos, e mais o ferro e o cromo ? elementos metálicos situados entre o cobre e o chumbo na Tabela Periódica dos Elementos, e mais o ferro e o cromo ? todos os elementos que pertencem ao quarto período da Tabela Periódica dos elementos ? todos os elementos que pertencem ao quarto período da Tabela Periódica dos elementos ? Por confusão, dado o caráter potencialmente tóxico dos metais pesados (Hg, Pb e Cd, em particular), incluem-se nessa categoria alguns elementos tóxicos como o arsênico e o antimônio (metalóides) e o selênio.

4 METAIS DE INTERESSE TOXICOLÓGICO TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS 118 H* He* LiBeBCN*O*F*Ne* NaMg AlSiPSCl*Ar* KCaScTiVCrMnFeCoNiCuZnGaGeAsSeBrKr* RbSrYZrNbMoTcRuRhPdAgCdInSnSbTeIXe* CsBaHfTaWReOsIrPtAuHgTlPbBiPoAtRn* FrRaRfDbSgBhHsMt--- Lantanídios LantanídiosLaCePrNdPmSmEuGdTbDvHoErTmYbLu Actinídios ActinídiosAcThPaUNpPuAmCmBkCfEsFmMdNoLr Metais alcalinos Metais alcalinos terrosos Metais de transição Metais representativos Metalóides

5 Pb N o atômico 82 Peso atômico 1,8 Grupo químico 4A

6 CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E QUÍMICAS no atômico = 82 massa atômica = 207,2 maleável, cinza temperatura de fusão = 327o C temperatura de ebulição = 1620o C minério com maior concentração de chumbo = galena – PbS + vestígios de Ag, Zn, Cd, Sb, As, Bi, e Se

7 metal metal não-ferroso mais usado na indústria produção produção mundial é de aproximadamente 6 milhões de ton/ano Fontes Fontes de exposição são principalmente ocupacionais % do chumbo produção de baterias, principalmente de automóveis % pigmentos % ligas para solda, PVC, munição e diversos outros produtos Chumbo Chumbo tetraetila tetraetila - Pb(C 2 H 5 ) 4 : Pb(C 2 H 5 ) 4 : aditivo antidetonante da gasolina Brasil: uso restrito combustível de pequenos aviões - produzido somente na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão/SP FONTES DE EXPOSIÇÃO

8 COMPOSTOS INORGÂNICOS DE Pb Arsenato de PbPb 3 (AsO 4 ) 2 inseticida Carbonato de Pb2PbCo 3 Pb(OH) 2 pigmento branco Cromato de PbPbCrO 4 pigmento amarelo Óxido de PbPb 3 O 4 pigmento vermelho (zarcão) MonóxidoPbOpigmento amarelo (litargírio) vitrificação (cristal) SesquióxidoPb 2 O 3 paetê; cristal PeróxidoPbO 2 baterias a placas de chumbo

9 COMPOSTOS ORGÂNICOS DE Pb COMPOSTOS ORGÂNICOS DE Pb Acetato de PbPb (C 2 H 3 O 2 ) 2 tinturas de cabelo Estearato de PbPb (C 18 H 35 O 2 ) 2 secante (lacas, vernizes, graxas, ceras) Chumbo tetraetilaPb (C 2 H 5 ) 4 antidetonante para gasolina, reações de etilação Chumbo tetrametilaPb (CH 3 ) 4 antidetonante para gasolina

10 FONTES INDUSTRIAIS DE EXPOSIÇÃO AO CHUMBO Mineração, fundição e refinamento de chumbo; produção de ligas (bronze, latão) Mineração, fundição e refinamento de chumbo; produção de ligas (bronze, latão) Corte e solda de metais contendo chumbo [solda eletrônica: Sn + Pb] Corte e solda de metais contendo chumbo [solda eletrônica: Sn + Pb] Fabricação de acumuladores elétricos chumbo/ácido e recuperação de baterias Fabricação de acumuladores elétricos chumbo/ácido e recuperação de baterias Fabricação de corantes, tintas, vernizes, esmaltes e pigmentos Fabricação de corantes, tintas, vernizes, esmaltes e pigmentos Esmaltação de cerâmicas Esmaltação de cerâmicas Fabricação de fritas Fabricação de fritas Fabricação de cabos elétricos, tubos e chapas Fabricação de cabos elétricos, tubos e chapas Fabricação de PVC e outros plásticos; indústria de borracha Fabricação de PVC e outros plásticos; indústria de borracha Jateamento de areia de estruturas metálicas (pontes, navios) Jateamento de areia de estruturas metálicas (pontes, navios) Fabricação de armas de fogo e munições Fabricação de armas de fogo e munições Produção e utilização de compostos orgânicos de Pb (antidetonantes) Produção e utilização de compostos orgânicos de Pb (antidetonantes) Indústria de cristais (Swarovisky = 32% de PbO) Indústria de cristais (Swarovisky = 32% de PbO)

11 FONTES NÃO INDUSTRIAIS DE EXPOSIÇÃO AO CHUMBO Uso de porcelana esmaltada Uso de porcelana esmaltada Uso de utensílios em PVC (estearato, sulfeto tribásico e carbonato de chumbo) Uso de utensílios em PVC (estearato, sulfeto tribásico e carbonato de chumbo) Fabricação caseira de chumbadas de pesca e cartuchos Fabricação caseira de chumbadas de pesca e cartuchos Uso de tinturas de cabelo a base de chumbo Uso de tinturas de cabelo a base de chumbo Prática de tiro ao alvo Prática de tiro ao alvo Produção de cerâmica artística caseira Produção de cerâmica artística caseira Projétil de arma de fogo alojado em articulações ou canal medular Projétil de arma de fogo alojado em articulações ou canal medular [Alimentos enlatados, tintas em brinquedos, água contaminadas por canos de chumbo, gasolina com chumbo...]

12 VÁRIOS MECANISMOS DE AÇÃO Principal mecanismo de ação: inativação e modificação de enzimas e outras macromoléculas, alterações patológicas - ligação com radicais alterações patológicas - ligação com radicais -SH, -H 2 PO 3, -NH 2 e -OH -SH, -H 2 PO 3, -NH 2 e -OH ) membranas celular e mitocondrialmembranas celular e mitocondrial síntese e funcionamento de neurotransmissoressíntese e funcionamento de neurotransmissores síntese do hemesíntese do heme metabolismo dos nucleotídeosmetabolismo dos nucleotídeos MECANISMOS DE AÇÃO

13 1.inalação de fumos ou particulados finos solúveis absorção rápida e extensa: principal via de exposição no ambiente industrial 2.ingestão absorção de 10 a 15% em adultos 45 a 50% em crianças 45 a 50% em crianças Deficiência em ferro aumenta a absorção do chumbo 3.absorção cutânea: considerável nas formas orgânicas do chumbo TOXICOCINÉTICA

14 Atravessa as barreiras placentária e hematoencefálica Atravessa as barreiras placentária e hematoencefálica Eliminação sangue e tecidos moles : meia-vida de 1 a 2 meses Eliminação sangue e tecidos moles : meia-vida de 1 a 2 meses ossos : meia-vida de anos ou décadas. Redistribuição lenta tardio dos níveis no sangue Redistribuição lenta tardio dos níveis no sangue Mobilização óssea (osteoporose, mieloma múltiplo) e Mobilização óssea (osteoporose, mieloma múltiplo) e proximidade com o líquido sinovial antecipa plumbemia TOXICOCINÉTICA

15 TOXICOCINÉTICA DO CHUMBO ABSORÇÃO Inalatória = 60% Inalatória = 60% Digestiva Digestiva Adultos = até 80% em jejum Adultos = até 80% em jejum max. 16% com alimentos Crianças = até 50% Crianças = até 50% Dérmica = só produtos orgânicos Dérmica = só produtos orgânicos chumbo tetraetila chumbo tetraetila acetato de Pb acetato de Pb Glóbulos vermelhos (90-99% Pb) OSSOS (2/3 do Pb fixado - t 1/2 vida= 2 a 10 anos) e dentina rins, fígado, baço, vísceras ocas, etc. (t 1/2 vida= 40 dias) FIXAÇÃO cérebrofeto Sangue 60 a 120 dias ELIMINAÇÃO (75% do absorvido) URINA, FEZES, suor, salive, unhas, leite, cabelos Atravessa meninges e placenta

16 Intoxicação aguda por chumbo: pouco freqüente ingestão de grandes quantidades CLÍNICA dor abdominal anemia hemolítica anemia hemolíticahepatiteencefalopatia fadiga, mal-estar irritabilidade anorexia, perda de peso insônia redução na libido artralgias e mialgias às vezes,hipertensão às vezes, hipertensão cólicas abdominais náuseaconstipação às vezes, diarréia Intoxicações subagudas ou crônicas: mais comuns Efeitos gastrintestinais Efeitos gerais

17 Efeitos no sistema nervoso central: CLÍNICA Cefaléia transtornos de concentração incoordenação motora tremorEncefalopatia: - agitação psicomotora ou letargia - ataxia - convulsões e coma por edema intracraniano Efeitos no sistema nervoso periférico: extremidades superiores fraqueza da musculatura extensora - punho caído Chumbo tetraetila mais neurotóxico (principalmente SNC), devido a sua lipossolubilidade

18 Efeitos hematológicos CLÍNICA Efeitos renais Efeitos reprodutivos anemia normocrômica ou microcítica às vezes, pontilhado basófilo e hemólise necrose tubular aguda fibrose intersticial aguda hiperuricemia e gota transtornos na produção de espermatozóides abortamento prematuridade, baixo peso ao nascer transtornos do desenvolvimento neurológico IARC: Pb inorgânico = grupo 2B (provável carcinógeno) Pb inorgânico = grupo 2B (provável carcinógeno) Pb orgânico = grupo 3 (não classificável) Pb orgânico = grupo 3 (não classificável)

19 Associação de cólica abdominal, encefalopatia atividade profissional suspeita Casos leves e moderados são de diagnóstico mais difícil: sintomas vagos e inespecíficos infecção viral? DIAGNÓSTICO CLÍNICO Sempre lembrar de chumbo frente a dor abdominal, Sempre lembrar de chumbo frente a dor abdominal,cefaléiaanemia associados a neuropatia motora associados a neuropatia motoragotanefropatia Lembrar de chumbo frente a todo trabalhador com Lembrar de chumbo frente a todo trabalhador com - delirium ou convulsões - delirium ou convulsões - principalmente se anemia associada

20 Linha de Burton

21 Relação dose-efeito 25 a 60 µg/dL 60 a 80 µg/dL > 80 µg/dL > 100 μg/dL DIAGNÓSTICO CLÍNICO cefaléia, irritabilidade dificuldade de concentração tempo de reação diminuído anemia redução na velocidade de condução nervosa manifestações gastrintestinais manifestações renais manifestações hematopoiéticas manifestações cardiovasculares piora dos efeitos gastrintestinais e renais encefalopatia

22 - plumbemia - zinco protoporfirina - protoporfirina eritrocitária livre - chumbo urinário Outros exames podem ser úteis: - hemograma - funções hepática e renal - RX abdômen - neuro-imagem DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

23 - manutenção dos sinais vitais - sintomáticos - descontaminação - retirada de projéteis (principalmente se próximos de articulações) - evitar neurolépticos (reduzem limiar para convulsão) - corticóides e manitol (úteis nos casos com edema intracraniano) TRATAMENTO ANTÍDOTOS: quelantes EDTA cálcio-dissódico (edeteato dissódico de cálcio) EDTA cálcio-dissódico (edeteato dissódico de cálcio) BAL (dimercaprol) BAL (dimercaprol) DMSA (ácido 2,3-dimercaptosuccínico) - não disponível no Brasil: DMSA (ácido 2,3-dimercaptosuccínico) - não disponível no Brasil: menos efeitos colaterais D-penicilamina (Cuprimine®); alternativa VO, porém com eficácia menor e mais efeitos colaterais) D-penicilamina (Cuprimine®); alternativa VO, porém com eficácia menor e mais efeitos colaterais)

24 Indicador Biológico de Exposição: chumbo sangüíneo (Plumbemia / Pb-S) Coleta: uma amostra de sangue heparinizado (10 mL) O momento da coleta não é crítico O momento da coleta não é crítico Conservação: geladeira a 4ºC, por até 5 dias V.R.: até 40 µg/dL I.B.M.P.: 60 µg/dL Método analítico: espectrofotometria de absorção atômica (EAA) INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO

25 Indicador Biológico de Exposição: Ácido deltaminolevulínico urinário (Ala-U) Coleta: uma amostra de urina (20 mL). O momento da coleta não é crítico Conservação: geladeira a 4ºC, por até 5 dias, protegendo a amostra da luz direta V.R.: até 4,5 mg/g de creatinina I.B.M.P.: 10 mg/g de creatinina Método analítico: Espectrofotometria visível Observações : 1. O Ala-U encontra-se aumentado em pacientes com certas porfirias - raros defeitos congênitos do metabolismo do heme 2. A exposição prolongada da amostra à luz intensa leva à degradação deste metabólito INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO

26 Cr N o atômico 24 Peso atômico 1,6 Grupo químico 6B

27 CARACTERÍSTICAS DO CROMO Sólido cristalino, extraído da cromita (FeCr 2 O 4 ) Sólido cristalino, extraído da cromita (FeCr 2 O 4 ) Quatro formas: cromo metálico (Cr 0 ) Quatro formas: cromo metálico (Cr 0 ) cromo trivalente (Cr 3+ ) cromo trivalente (Cr 3+ ) cromo hexavalente (Cr 6+ ) cromo hexavalente (Cr 6+ ) Melhora a dureza dos metais e sua resistência à oxidação Melhora a dureza dos metais e sua resistência à oxidação Na natureza, encontra-se sobretudo na forma 3 + Na natureza, encontra-se sobretudo na forma 3 + A maioria do cromo 6 + é produzido pelas atividades humanas A maioria do cromo 6 + é produzido pelas atividades humanas Todos têm importância toxicológica Todos têm importância toxicológica Ubiquitário: Ubiquitário: ar < 0,1 μg/m 3 ar < 0,1 μg/m 3 água 1 a alguns μg/L água 1 a alguns μg/L

28 PRINCIPAIS FONTES DE EMISSÃO Indústria química Indústria química Combustão de gás natural, óleo e carvão Combustão de gás natural, óleo e carvão Poeira de estradas Poeira de estradas Usinas de produção de cimento Usinas de produção de cimento Indústrias utilizadoras de cromo Indústrias utilizadoras de cromo

29 USOS DO CROMO Mineração (Cr 0 ) Ind. cimento (Cr 6+ ) Ind. química (cromatos e dicromatos de Na e K) Ind. de madeiras (Cr 6+ ) Manufatura de sapatos (sulfatos de Cr) Indústria de vidro (Cromato de Pb)..... Ind. de cerâmicas (dicromato de K).. Ind. têxtil (cromato de Pb) Metalurgia (Cr 3+ ) Industria de plásticos e borrachas Manufatura de explosivos (dicromatos de Na) Tipografia (dicromatos de Na) Extração, fragmentação, secagem, calibragem, separação Transporte, condicionamento do mineral Refinação de ferro-cromo Produção de cimento Portland Produção, uso e armazenamento de compostos cromados, produção de Vit K e ceras Preservação de madeira Beneficiamento de couro Coloração de vidros e espelhos Coloração de louças e ladrilhos Tintura de tecidos Solda com arco voltaico (aço inoxidável), cromagem de metais, eletrodeposição de cromo, uso como inibidor de corrosão Elemento de plasticidade, anti-ruptura Oxidação de TNT Aplicação de soluções fotossensíveis

30 INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO Indicador Biológico de Exposição: cromo urinário (Cr-U) Indicador Biológico de Exposição: cromo urinário (Cr-U) Coleta: uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho Coleta: uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho Conservação: geladeira a 4ºC, por até 7 dias Conservação: geladeira a 4ºC, por até 7 dias V.R.: até 5 µg/g de creatinina V.R.: até 5 µg/g de creatinina I.B.M.P.: 30 µg/g de creatinina I.B.M.P.: 30 µg/g de creatinina Método analítico: espectrofotometria de absorção atômica (EAA) Método analítico: espectrofotometria de absorção atômica (EAA)

31 CONCENTRAÇÕES EM AMBIENTE DE TRABALHO Minas: poeira de cromo 1,3 a 16,9 mg/m 3 Minas: poeira de cromo 1,3 a 16,9 mg/m 3 Refinação de ferrocromo0,03 a 3,3 mg/m 3 Refinação de ferrocromo0,03 a 3,3 mg/m 3 Atividades de cromagem1 μg a 4 mg/m 3 Atividades de cromagem1 μg a 4 mg/m 3 Concentração no cimento Portland 1 a 83 g/kg de cimento Concentração no cimento Portland 1 a 83 g/kg de cimento

32 TOXICOCINÉTICA Cr 3+ - nutriente importante para o homem Cr 3+ - nutriente importante para o homem necessidade diária - 50 a 200 µg necessidade diária - 50 a 200 µg Cr 3+ inalado se deposita no parênquima pulmonar Cr 3+ inalado se deposita no parênquima pulmonar concentração pulmonar com a idade, enquanto a dos outros tecidos concentração pulmonar com a idade, enquanto a dos outros tecidos totalmente eliminado pela urina totalmente eliminado pela urina Baixa absorção intestinal do Cr: 0,5 à 2 % Baixa absorção intestinal do Cr: 0,5 à 2 % Estômago reduz Cr 6+ em Cr 3+, que é pouco absorvido Absorção intestinal do Cr 6+ : 3 a 6% do total ingerido 3 a 6% do total ingerido 3 a 5 vezes mais absorvido do que o Cr 3+ 3 a 5 vezes mais absorvido do que o Cr 3+ Cromatos solúveis são facilmente absorvidos por inalação Cromatos solúveis são facilmente absorvidos por inalação

33 TOXICOCINÉTICA Baixa absorção cutânea, exceto em caso de saturação queimaduras penetração Baixa absorção cutânea, exceto em caso de saturação queimaduras penetração Dicromato de K (Cr 6+ ) e cloreto de Cr (Cr 3+ ) atravessam a barreira cutânea Cr absorvido passa para o sangue e se acumula nas hemácias Cr absorvido passa para o sangue e se acumula nas hemácias passa rapidamente do sangue aos tecidos dosagem no sangue não representativa passa rapidamente do sangue aos tecidos dosagem no sangue não representativa aporte de glicose libera o Cr dos tecidos imediato das concentrações no sangue e na urina aporte de glicose libera o Cr dos tecidos imediato das concentrações no sangue e na urina Metabolizado nos pulmões e hemácias via NADPH: Cr 6+ Cr 3+ Metabolizado nos pulmões e hemácias via NADPH: Cr 6+ Cr 3+ Eliminação urinaria Eliminação urinaria Eliminação biliar (10%) Cr atravessa a barreira placentária Cr atravessa a barreira placentária

34 INTOXICAÇÃO AGUDA Absorção de sais de Cr Absorção de sais de Cr inflamação massiva do tubo digestivo inflamação massiva do tubo digestivo necrose da boca ao jejuno necrose da boca ao jejuno Colapso e morte em algumas horas Colapso e morte em algumas horas Se sobrevivência: necrose hepática e renal Se sobrevivência: necrose hepática e renal Dores abdominais VômitosDiarréia Hematêmese Ingestão de fortes doses de Cr 6+ Ingestão de fortes doses de Cr 6+ síndrome hepatorrenal síndrome hepatorrenal coagulopatia severa coagulopatia severa hemólise intravascular hemólise intravascular Vertigens Sensação de sede Dores abdominais Diarréia hemorrágica Casos graves: coma e morte Dose letal de C 3+ por via oral : 1 a 3 g Dose letal de cromatos por via oral: 50 a 70 mg /kg de peso corporal

35 INTOXICAÇÃO CRÔNICA Cr 3+ é um composto natural do organismo Cr 3+ é um composto natural do organismo Não ha estudos sobre sua toxicidade isolada Cr 6+ : o aparelho respiratório e o seu órgão-alvo Cr 6+ : o aparelho respiratório e o seu órgão-alvo Conjuntivites, faringites e laringites trióxido de Cr Conjuntivites, faringites e laringites trióxido de Cr Epistaxe Rinorréia crônica Irritação, prurido e atrofia da mucosa nasal Perfuração do septo nasal (cromatos) Bronquite e pneumonia Insuficiência respiratória < 0,002 mg/m3

36 INTOXICAÇÃO CRÔNICA Compostos solubilizados Cr 6 + têm efeito sensibilizante Compostos solubilizados Cr 6 + têm efeito sensibilizante asma asma dermatites alérgicas, principalmente nos braços dermatites alérgicas, principalmente nos braços Prurido nasofaríngeo TosseBroncoespasmo Diminuição do volume máximo respiratório Eritema cutâneo Pápulas e vesículas secretantes e pruriginosas Ulcerações indolores, podendo atingir as articulações

37 OUTROS EFEITOS DO CROMO Anomalias gastrintestinais: epigastralgias, gastrites e úlceras Anomalias gastrintestinais: epigastralgias, gastrites e úlceras Câncer do pulmão (Cr 3+ e CR 6+ ) nos trabalhadores de produção de cromatos e pigmentos, solda, cromagem eletrolítica Câncer do pulmão (Cr 3+ e CR 6+ ) nos trabalhadores de produção de cromatos e pigmentos, solda, cromagem eletrolítica Cromatos de cálcio (Ca), estrôncio (Sr) e zinco (Zn) Cromatos de cálcio (Ca), estrôncio (Sr) e zinco (Zn) Câncer da cavidade nasal, laringe e estomago Câncer ósseos, da próstata, órgãos genitais, bexiga, rins e sangue Teratogenicidade provável Teratogenicidade provável INTOXICAÇÃO CRÔNICA

38 INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO Indicador Biológico de Exposição: Cromo urinário (Cr-U) Coleta: uma amostra de urina pós jornada de trabalho (20 mL) coletada no último dia da semana de trabalho Conservação: geladeira a 4ºC, por até 7 dias V.R.: até 5 µg/g de creatinina I.B.M.P.: 30 µg/g de creatinina Método analítico: espectrofotometria de absorção atômica (EAA)`

39 As N o atômico 33 Peso atômico 2,0 Grupo químico 5A

40 USO DO ARSÊNIO Manufatura de munições Produção de grades de baterias de Pb ácido Arsênio metálicoFundidores Desfolhante para algodão Herbicidas Arsênio orgânico: DSMA, MSMAAgricultores Indústria de couro Indústria têxteis Madeireiras Indústria de vidros Extração de Au, Co, Cu, Pb Trióxido de arsênio ou arsênio branco Tratamento de couro Mordente para tecidos, descorantes Preservante e inseticida Agentes de afinamento de vidro Fundidores Indústria têxtil Curtumes Indústria pirotécnica Arsenito de sódio (As 3+ ) Secagem de tecidos Depiladores de couro Produção de fogos de artifício Indústria de vidro Acido arsênico Pentóxido de arsênio Tratamento para a coloração de vidros Indústria da cerâmica Triclorato de arsênio Impressão colorida

41 CLÍNICA DA INTOXICAÇÃO POR ARSÊNIO Intoxicação aguda Intoxicação aguda conjuntivite conjuntivite bronquite e dispnéia bronquite e dispnéia distúrbios gastrintestinais e vômitos distúrbios gastrintestinais e vômitos choque e morte choque e morte Em caso de ingestão: vômitos intensos e diarréia vômitos intensos e diarréia edema facial edema facial cãibras cãibras distúrbios cardíacos distúrbios cardíacos Se sobrevivência: perfuração do septo nasal em algumas semanas perfuração do septo nasal em algumas semanas seqüelas neurológicas periféricas seqüelas neurológicas periféricas Intoxicação crônica Intoxicação crônica –Perfuração do septo nasal –Irritação da árvore respiratória –Eczema, pústula, dermatites das áreas expostas, hiperqueratose, melanoma, estrias ungueais e câncer de pele –Neuropatia sensorial unilateral, distúrbios motores e parestesias –Anemia e leucopenia –Câncer de pele –Câncer pulmonar

42 Valores laboratoriais Valores laboratoriais Sangue: < 5μg/L ou < 0,0665 μmol/L Urina 24h: > 50 μg/dia ou > 0,665 μmol/dia Nível de intervenção: > 100 μg/dia ou > 13,3 μmol/dia (urinas de 24h) Nível de intervenção: > 100 μg/dia ou > 13,3 μmol/dia (urinas de 24h) Valores menores podem necessitar de intervenção, com base no estado clínico do paciente DIAGNÓSTICO

43 Indicador Biológico de Exposição: Arsênico urinário (As-U) Coleta: uma amostra de urina pré jornada (50 mL), coletada no último dia da semana de trabalho Conservação: geladeira a 4ºC, por até 7 dias V.R.: até 10 µg/g de creatinina I.B.M.P.: 50 µg/g de creatinina Método analítico: espectrofotometria de absorção atômica (EAA) Observações: Alguns frutos do mar podem conter altas concentrações de compostos organoarsenicais que, quando ingeridos, são rapidamente excretados na urina. O examinando deve ser alertado para evitar ingerir frutos do mar pelo menos dois dias antes da coleta. INDICADOR BIOLÓGICO DE EXPOSIÇÃO

44 manutenção dos sinais vitais manutenção dos sinais vitais descontaminação descontaminação tratamento sintomático tratamento sintomático Antídotos: quelantes EDTA EDTA BAL BAL D-penicilamina D-penicilamina DMPS DMPS Todos os quelantes apresentam efeitos adversos TRATAMENTO GERAL DAS INTOXICAÇÕES POR METAIS

45 EDTA CaNa 2 Esquema e Doses Ciclos repetidos – –5 a 7 dias – –intervalo mínimo entre ciclos = 2 dias Associar BAL na encefalopatia EV ou IM dose EV = 15 a 75 mg/kg/dia diluído em SF 0,9% ou SG 5% 500ml em 3 a 4 horas dose IM = 300 mg 12/12 hs VO = absorção menor que 5% aumentar as doses quando houver piora de sintomas

46 Dimercaprol - BAL Doses e duração do tratamento: 3 mg/kg a cada 4 horas, durante 48 horas 3 mg/kg a cada 4 horas, durante 48 horas cada 12 horas por 7 a 10 dias cada 12 horas por 7 a 10 dias mudança deste esquema conforme o monitoramento da excreção urinária de As ou Pb, se possível mudança deste esquema conforme o monitoramento da excreção urinária de As ou Pb, se possível

47

48 AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA GERÊNCIA GERAL DE TOXICOLOGIA Tel.: (61) Fax: (61) Heloísa Rey Farza Coordenação dos Cursos de Toxicologia

49 Succinil CoA + glicina ALA-S CoA + CO 2 Acido δ-aminolevulínico ALA–D Porfobilinogênio Uroporfobilinogênio UPG-descarboxilase Coproporfirinogênio CPG descarboxilase Protoporfirinogênio Protoporfirina Heme-sintetase HEME Pb ALA-U Pb Uro-U Copro-U PPZ +Zn +Fe +2 GLOBINA AÇÃO DO Pb SOBRE A SÍNTESE DO HEME Pb HEMOGLOBINA Uro-U Copro-U


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