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1 Sensores para robótica Guilherme Augusto Silva Pereira Outubro de 2000

2 Percepção Ação Robótica Percepção

3 Eletrônica Básica

4 F Resistor wResistores Variáveis: Ü Potenciômetro; Ü LDR; Ü Strain-Gage. R R v i + - v i 1/R = G

5 Eletrônica Básica F Indutor F Capacitor v i L C v i

6 Eletrônica Básica F Associações wResistores wIndutores wCapacitores SérieParalelo Z1Z1 Z2Z2 Z2Z2 Z2Z2

7 Eletrônica Básica F Diodo D v i + - v i v i

8 Eletrônica Básica F Transistor F Amplificador Operacional ibib icic ieie + - v ce icic ieie ibib ioio v cc i1i1 i2i2

9 Eletrônica Básica F Amplificador Inversor R2R2 v cc + - R1R1 vivi vovo

10 Eletrônica Básica F Leis de Kirchhoff wA soma das correntes que entram em um nó é igual a soma das correntes que saem deste nó. i1i1 i2i2 i3i3 i4i4

11 Eletrônica Básica F Leis de Kirchhoff wA soma das tensões ao longo de qualquer percurso fechado é zero v1v1 v2v2 R1R1 D R2R2 C + -

12 Análise em Freqüência

13 Representação dos Sinais F Representação por série de Fourier:

14 Representação dos Sinais 1 T-T f(t) t w wowo 3w o 5w o 7w o 1/2 |F(w)|

15 Filtros Filtro x(t)y(t) w 1 wcwc

16 Filtros w Rejeita Tudo Passa-Baixas Passa-Altas Passa-Faixa Rejeita-Faixa

17 Filtros 1 T-T f(t) t PB G(w) f1(t) 1 T-T t w wowo 3w o 5w o 7w o 1/2 |F(w)| w wowo 3w o 5w o 7w o |G(w)| 1 w wowo 3w o 5w o 7w o 1/2 |F1(w)| x =

18 Filtros 1 T-T f(t) t PA G(w) w wowo 3w o 5w o 7w o 1/2 |F(w)| w wowo 3w o 5w o 7w o |G(w)| 1 x = 1/2 T-T f1(t) t -1/2 w wowo 3w o 5w o 7w o 1/2 |F1(w)|

19 Amostragem t(s) T f(t)

20 Amostragem f(hz)fofo -f o f(hz)fofo -f o 1/T2/T

21 Amostragem F Teorema da amostragem: Se a transformada de Fourier de uma função é nula para |w|>2 f rad/s, esta função é unicamente determinada por suas amostras obtidas em intervalos regulares menores que 1/(2f )s. F Corolário: A freqüência de amostragem deve ser maior que duas vezes a maior freqüência do sinal.

22 Amostragem F Aliasing f(hz)fofo -f o f1f1 -f 1 f(hz)fofo -f o f1f1 -f 1 1/T

23 Caracterização dos Sensores

24 Classificação dos Sensores F Passivos x Ativos wEx.: ÜChaves; ÜResistores Variáveis; ÜCélula Fotoelétrica; ÜCristal Piezoelétrico. Sensor entradasaída Energia Auxiliar

25 Classificação dos Sensores F Analógicos x Digitais wEx.: ÜChaves; ÜPotenciômetro; ÜEncoder. F Absolutos x Incrementais wEx.: ÜPotenciômetro; ÜServo como sensor.

26 Especificação do Desempenho F Exatidão x Precisão bias

27 Características Estáticas F Linearidade F Sensibilidade F Range F Histerese x y V(v)

28 Características Estáticas F Resolução F Limiar V(v) Res=2 rad V(v) 10

29 Características Dinâmicas F Dinâmica t(s) T(graus) Sensor Temperatura Real 63,2% f(hz) 1

30 Características Dinâmicas F Atraso ou tempo morto t(s) Sensor Posição Real d X(m)

31 Tipos de Sensores

32 Funções dos Sensores F Cinemáticos wposição worientação wvelocidade waceleração wproximidade F Dinâmicos wconjugado wforça wtato F Outros wpresença wsom wluz wtemperatura wtensão e corrente F Imagens wccd - analógico wccd - digital

33 F Posição linear F Posição angular F De passagem: indicam que foi atingida uma posição no movimento, os detetores de fim-de-curso e contadores F De posição: indicam a posição atual de uma peça, usados em medição e posicionamento. Sensores de posição

34 Posição: chaves fim-de-curso F Interruptores que são acionados pelo objeto monitorado. Ex.: Nas gavetas de toca-discos laser e videocassetes há chaves fim-de-curso que indicam que a gaveta está fechada, ou há fita. F Também usados com motores para limitar movimento, como no caso de um plotter ou impressora, ou abertura / fechamento de um registro.

35 Sensores fim-de-curso magnético F Campo magnético num condutor distribui cargas: positivas de um lado e negativas do lado oposto da borda do condutor. F Semicondutor: efeito é mais pronunciado. Surge pequena tensão nas bordas do material (Efeito Hall). F Base do sensor magnético Hall: sensores em circuito integrado na forma de um transistor.

36 F Pode ser usado como sensor de posição se usado junto a um pequeno imã, colocado no objeto. Quando se aproxima, o sensor atua, saturando o transistor Hall, fazendo a tensão entre coletor e emissor próxima de 0V. Sensores fim-de-curso magnético

37 Posição com interruptor de lâminas F Usando um interruptor acionado por imã. Imã

38 Posição com sensores ópticos F Por reflexão: detecta a posição pela luz que retorna a um fotosensor (fotodiodo ou f. transistor, LDR ), emitida por um LED ou lâmpada e refletida pela peça. F Por interrupção: a luz emitida é captada por um fotosensor alinhado, que percebe a presença da peça quando esta intercepta o feixe. (light dependent resistor) F Usado para contagem de peças em linha de produção e aplicações de fim-de-curso.

39 Posição e orientação: potenciômetro. F Tensão nos extremos de potenciômetro linear: tensão entre o extremo inferior e o centro (eixo) é proporcional à posição linear (potenciômetro deslizante) ou angular (rotativo). F Em controle, potenciômetros especiais, de alta linearidade e dimensões adequadas, de fio metálico em geral, com menor desgaste.

40 Sensores de posição e orientação F Potenciômetro wRevolução wLinear F Vantagens: w barato; w simples; w absoluto; w robusto. F Desvantagens: wpouco exato; wbaixa resolução; wimpõe carga ao sistema.

41 Posição por sensor capacitivo F A capacitância depende da área das placas A, da constante dielétrica do meio, K, e da distância entre as placas, d: F C = K A / d F Variação na capacitância convertida em desvio na freqüência de um oscilador, ou em desvio de tensão numa ponte de dois capacitores e dois resistores

42 Posição por indutância F Indutância depende do número de espiras, da largura do enrolamento, do comprimento do enrolamento e da permeabilidade do núcleo. F L = m N2 A / l F Mede-se indutância mútua, ou coeficiente de acoplamento entre 2 enrolamentos num transformador. Uma bobina se move em direção à outra, aumentando o acoplamento e o sinal na outra.

43 Posição por sensores óticos. F Por transmissão de luz F Encoders determinam a posição através de um disco ou trilho marcado. F Relativos (incremental): posição demarcada por contagem de pulsos acumulados. F Absolutos: um código digital gravado no disco ou trilho é lido por um conjunto de sensores ópticos (fonte de luz e sensor).

44 Posição por sensores de luz F A fonte de luz é geralmente o LED, e o sensor um fotodiodo ou fototransistor. F São muito precisos e práticos em sistemas digitais (encoder absoluto), e usam-se em robôs, máquinas-ferramenta, CNC e outros.

45 Posição por sensores de luz F Encoders wincremental wabsoluto F Vantagens: walta resolução; wsem contatos mecânicos; walta repetibilidade. F Desvantagens: wfrágil; wnecessita de circuitos para contar os pulsos; wcaro.

46 Posição absoluta

47 Encoder magnético

48 Encoder ótico

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58 Entendendo melhor

59 Sensores de posição e orientação F LVDT (Linear Variable Differencial Transformers) F Vantagens: walta resolução; wboa sensibilidade. F Desvantagens: wnecessita de freqüente calibração; w caro; w condicionamento do sinal é caro.

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61 Sensores de posição e orientação F Bússola F Vantagens: wabsoluto; wdigital; F Desvantagens: wapresenta problemas em ambientes internos; wpouco preciso.

62 Sensores de posição e orientação F GPS e (GPS diferencial) F Vantagens: wabsoluto; F Desvantagens: wcaro; wpouco preciso Ü militar - 22 metros precisão horizontal e 27.7 metros precisão vertical; Ü civil metros e 156 metros.

63 Sensor de velocidade -Tacogerador F Pequeno gerador elétrico de CC, com campo fornecido por imã. F Tensão gerada, pela Lei de Faraday é proporcional à velocidade com que o fluxo magnético é cortado pelo enrolamento do rotor. F Transdutor mecânico elétrico linear.

64 Tacogerador F V = K n F K é uma constante que depende do campo do imã, do número de espiras e pólos e das dimensões do rotor; n é a rotação do eixo (por minuto, rpm, ou segundo, rps). F A polaridade da tensão gerada depende do sentido de rotação

65 Tacogerador F Tacômetro F Vantagens: wrobusto; wanalógico; F Desvantagens: wmanutenção cara; wpesado; wproduz muito ruído.

66 Velocidade: Interruptor de Lâminas F reed-switch: duas lâminas de ferro próx., com pequeno envoltório de vidro. F Ao se aproximar um imã ou solenóide as duas lâminas se encostam, fechando os contatos externos. F Imã na periferia de uma roda fecha os contatos a cada volta, gerando pulsações numa freqüência proporcional à rotação da roda.

67 Outras aplicações do Interruptor de lâminas F Além de seu uso como sensor de velocidade, é encontrado em alarmes, indicando porta ou janela fechada (um imã é instalado nesta, e o reeds-witch no batente), e em sensores de fim-de-curso, em máquinas industriais, gavetas de toca- discos CD e videocassete, etc.

68 Sensores de velocidade

69 F Encoders: F Usando FVC: wruído pequeno; watraso de tempo; wtransformação de digital para analógico. F Usando software: wfácil de construir em computadores digitais; watraso de tempo; wmuito ruidoso.

70 Sensores de velocidade F Giroscópios ou girômetros.

71 Sensores Ópticos de velocidade F Empregam foto-diodos ou foto-transistor e uma fonte luminosa, lâmpada, LED ou laser. Há dois tipos básicos. F As vantagens destes sensores são o menor tamanho e custo, a maior durabilidade e a leitura à distância. É usado em sistemas de controle e tacômetros portáteis.

72 Sensor de reflexão F Um feixe luminoso atinge um disco com um furo ou marca de cor contrastante, que gira. O sensor recebe o feixe refletido, mas na passagem do furo a reflexão é interrompida (ou no caso de marca de cor clara a reflexão é maior), e é gerado um pulso pelo sensor.

73 Sensor de interrupção de luz F Usa um disco com furo. Fonte de luz e o sensor ficam em lados opostos. Na passagem pelo furo, o feixe atinge o sensor, gerando um pulso. F A freqüência destes pulsos é igual à velocidade, em rps.

74 Sensores de Aceleração F Acelerômetros wmuito ruidoso; wúteis para medição de derrapagem.

75 Sensores de Proximidade F Óticos wSimples; wBarato; wmuito bom detetor de presença (on-off); wNão é robusto com respeito à iluminação ambiente; wCalibração depende da textura. icic ieie + - v ce Lente Fonte de luz Detector

76 Sensores de Proximidade F Ultra-som wAplicação de pulsos de 40 a 60kHz por 1 msec. wPrecisão de 1 % do valor máximo. wÂngulo de 30 graus que causa reflexões indesejadas.

77 Sensores de Proximidade F Capacitivos F Resistivos F Indutivos

78 Conjugado e Força F Strain-Gages

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80 Tato F Requerem contato físico entre o sensor e o objeto. F Podem ser construídos com chaves ou com dispositivos mais elaborados.

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84 Sensores de temperatura F O diodo comum de silício, polarizado diretamente com corrente de 1mA, tem queda de tensão próxima de 0.62V, a 25oC. Esta tensão cai aproximadamente 2mV para cada ºC de aumento na temperatura, e pode ser estimada pela equação: F Vd = A - BT F A e B variam um pouco conforme o diodo. Esta equação é de uma reta, e vale até uns 125 ºC, limite para o silício.

85 Curva térmica do diodo F O diodo é encontrado em controles e termômetros de baixo custo e razoável precisão, até uns 100 ºC.

86 Temperatura usando termopar F Quando dois metais encostados são submetidos a uma temperatura, surge nos extremos deles uma tensão proporcional à temperatura. Este é o efeito Seebeck. F V=KT F K é uma constante para cada par de metais, que é utilizável até seu limite térmico.

87 Temperatura e tensão F Metal T. Máx Const. K F Cobre-constantán375ºC0.1mV/ ºC F Ferro-constantán750ºC0.0514mV/ ºC

88 Aplicações F O custo dos termopares é elevado, e são empregados em aplicações profissionais, onde se requer alta confiabilidade e precisão.

89 Temperatura c/ sensores Integrados F Há circuitos integrados sensores de temperatura, como o LM 335, da National. F Oferecem alta precisão, por conterem circuitos linearizados. Operam de 0 a 100ºC aproximadamente.

90 Sensores de Luz F Além de seu uso em fotometria (incluindo analisadores de radiações e químicos), é a parte de sistemas de controle de luminosidade, como os relés fotoelétricos de iluminação pública e sensores indireto de outras grandezas, como velocidade e posição (fim de curso).

91 Luz: LDR F O LDR (light dependent resistor) tem sua resistência diminuída ao ser iluminado. F Composto de material semicondutor, o sulfeto de cádmio, CdS. F A energia luminosa desloca elétrons da camada de valência para a de condução (mais longe do núcleo), aumentando o número destes, diminuindo a resistência. F A resistência varia de alguns Mw, no escuro, até centenas de W, com luz solar direta.

92 Aplicações F Os usos mais comuns do LDR são em relés fotoelétricos, fotômetros e alarmes. Sua desvantagem está na lentidão de resposta, que limita sua operação.

93 Foto-diodo F Diodo semicondutor com junção exposta à luz. F Energia luminosa desloca elétrons para a banda de condução, reduzindo a barreira de potencial pelo aumento do número de elétrons, que podem circular se aplicada polarização reversa. F Corrente nos foto-diodos é da ordem de dezenas de mA com alta luminosidade, e a resposta é rápida. F Há foto-diodos para todas as faixas de comprimentos de onda, do infravermelho ao ultravioleta, dependendo do material.

94 Foto diodo

95 F É usado como sensor em controle remoto, em sistemas de fibra óptica, leitoras de código de barras, scanner (digitalizador de imagens, para computador), canetas ópticas (que permitem escrever na tela do computador), toca-discos CD, fotômetros e como sensor indireto de posição e velocidade. Aplicações do foto-diodo

96 Foto-transistor F É um transistor cuja junção coletor-base fica exposta à luz e atua como um foto- diodo. O transistor amplifica a corrente, e fornece alguns mA com alta luminosidade. Sua velocidade é menor que a do foto- diodo. F Suas aplicações são as do foto-diodo, exceto sistemas de fibra-óptica, pela operação em alta freqüência.

97 Foto-transistor

98 Células foto-voltaicas F Convertem energia luminosa em elétrica. F Diodo iluminado intensamente na junção pode reverter a barreira de potencial em fonte de elétrons, produzindo energia. F Eficiência é baixa devido a pouca transparência da junção (somente as camadas superficiais são iluminadas), apenas alguns %.

99 Células foto-voltaicas F Seu uso principal está nos painéis solares. F Outro dispositivo é a foto-célula de selênio (um semicondutor), de operação similar. Usa-se em medidores de luminosidade e aparelhos de análise química (como fotocolorímetros).

100 Sensores de Vazão F Servem para medir o fluxo de líquidos em tubulações.

101 Sensor de turbina (vazão) F Se instalarmos uma turbina ou roda dentada numa tubulação, o fluxo fará esta girar, convertendo a vazão em velocidade, que pode ser medida como já visto.

102 Vazão por diferença de pressão F Quando uma tubulação se estrangula, pela redução do diâmetro, há uma queda de pressão, e a velocidade do fluído aumenta. Medindo-se a diferença de pressão através do desnível numa coluna de mercúrio, pode-se calcular a vazão. F Este processo é usado em medidores de vazão em processos industriais, não automáticos.

103 Vazão usando sensor térmico Vazão usando sensor térmico F Um gás ou líquido fluindo sobre um corpo aquecido, retira calor deste, reduzindo a temperatura de forma proporcional à velocidade do fluído. F Com um sensor de temperatura, como um NTC, aquecido a uma temperatura maior que a do fluído, pode-se avaliar a vazão pela variação da resistência.

104 Vazão usando sensor térmico F Compensar variações na temperatura do fluído usando um sensor em Ponte de Wheatstone diferencial. F 2 NTCs em contato com o fluído, um deles protegido do fluxo numa cavidade, faz a compensação de temperatura. F Diferença de tensão indica a vazão.

105 Vazão usando sensor térmico F Este sensor em ponte também é usado para medir diferenças de temperatura.


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