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CENÁRIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA Carlos Geraldo Langoni Junho / 2008 Encontro de Conselheiros – PREVI 2008.

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1 CENÁRIOS DA ECONOMIA BRASILEIRA Carlos Geraldo Langoni Junho / 2008 Encontro de Conselheiros – PREVI 2008

2 TESTES 1º – MUNDO MULTIPOLAR 2º – O PODER DOS BANCOS CENTRAIS 3º – CONSISTÊNCIA DA ARQUITETURA MACRO 4º – CRESCIMENTO SUSTENTADO TESTES 1º – MUNDO MULTIPOLAR Globalização / Super-Emergentes 2º – O PODER DOS BANCOS CENTRAIS Gerenciar Expectativas 3º – CONSISTÊNCIA DA ARQUITETURA MACRO Queda das Vulnerabilidades 4º – CRESCIMENTO SUSTENTADO Macro Distorções Dualismo Cenários

3 A grande questão é se a crise imobiliária nos Estados Unidos poderá interromper o ciclo de expansão da economia mundial iniciado em ECONOMIA MUNDIAL Região E2008 E COMÉRCIO INTERNACIONAL MUNDO Estados Unidos Área do Euro Japão Países em Desenvolvimento Economias Asiáticas América Latina e Caribe BRASIL MUNDO MULTIPOLAR

4 Mesmo com a recessão nos Estados Unidos, a economia mundial dificilmente cairia em um processo de estagnação... MUNDO MULTIPOLAR

5 Desde 1978 o PIB chinês evolui a uma média de 10% ao ano. A contribuição da China para o crescimento mundial já é superior a dos Estados Unidos... The Economist. MUNDO MULTIPOLAR

6 A mudança estrutural tem sido o peso crescente das economias emergentes, em particular a China, no crescimento mundial... MUNDO MULTIPOLAR POTÊNCIA EMERGENTE

7 O boom das commodities ajudou vários países emergentes, em particular a América Latina. A questão chave é se os preços permanecerão em nível elevado... MUNDO MULTIPOLAR

8 A partir de 2002 houve forte aumento no preço do petróleo. O impacto sobre a economia mundial tem sido modesto até agora, pela sua natureza gradual. A nova descoberta do pré-sal poderá transformar o Brasil em exportador de médio porte... MUNDO MULTIPOLAR

9 O Federal Reserve tem tomado uma série de medidas como a maciça injeção de liquidez e corte dos juros, salvando instituições, procurando gerenciar expectativas e, desta forma, minimizar o risco de uma recessão profunda... O PODER DOS BANCOS CENTRAIS

10 A América Latina tem se beneficiado do boom das commodities... MUNDO MULTIPOLAR AMÉRICA LATINA E A ECONOMIA MUNDIAL Região *2008 **2009 ** MUNDO Economias Avançadas Estados Unidos União Européia Economias Emergentes China América Latina (*) Estimativa / (**) Projeções.

11 F H C LULA A marca registrada do crescimento brasileiro é o seu padrão ciclotímico... UM NOVO PADRÃO DE CRESCIMENTO ?

12 Há significativa melhoria nos fundamentos macroeconômicos da economia brasileira entre 2001 e A COMPARAÇÃO DE DUAS CRISES (2001 / 2008) A COMPARAÇÃO DE DUAS CRISES (2001 / 2008) Período MUNDOBRASIL PIB IPCATaxa de JurosDív. PúblicaConta-Corrente Reservas Internacionais Taxa de Câmbio (%) / GDP (%)(US$ bi.) (R$ / US$ - Dez.) * (*) Estimativa.

13 A partir de 2003 há sensível melhoria nas contas externas com seqüência de mega-superávits comerciais e conta-corrente positiva. Estamos agora de volta ao ciclo de déficits devido à forte expansão das importações, apesar do bom ritmo das exportações... VULNERABILIDADE EXTERNA

14 A vulnerabilidade interna também está se reduzindo porém em ritmo mais lento e altamente dependente do forte aumento da carga tributária. A dívida líquida / PIB deverá cair para 41,6% ao final de A dívida pública nominal também está em queda e poderá ser zerada em VULNERABILIDADE INTERNA

15 A inflação voltou a ser um problema cuja causa principal é a explosão no preço das commodities agrícolas... INFLAÇÃO GLOBALIZADA (Preços ao Consumidor em %) Países% Venezuela29,3 (Abril) Egito19,7 (Maio) Paquistão19,3 (Maio) Rússia15,1 (Maio) África do Sul11,1 (Abril) Argentina8,9 (Abril) China8,5 (Abril) Chile8,3 Abril) Índia7,8 (Abril) BRASIL5,6 (Maio) México4,9 (Maio) Estados Unidos3,9 (Abril) União Européia3,6 (Maio)

16 Devido a combinação de aperto fiscal e monetário, a inflação tem apresentado significativa queda após Existem porém renovadas pressões a partir do 2º semestre de 2007 forçando o Banco Central a intervir novamente... O CONTROLE DA INFLAÇÃO

17 As expectativas inflacionárias para 2008 e 2009 estão subindo, sugerindo pressões generalizadas além de alimentos... GERENCIANDO EXPECTATIVAS

18 O Banco Central elevou as taxas de juros em 2003 e 2005 para manter a inflação sob controle. Após longo ciclo de reduções, o BC decidiu novamente elevar a taxa SELIC que poderá superar a faixa de 14% em dezembro A AUTONOMIA DO BC 2008

19 2005 A melhoria nas contas externas tem levado à sistemática apreciação do real, que tem sido pouco afetado pelas incertezas internacionais. A desvalorização do dólar alcançou 47% desde o pico de APRECIAÇÃO CAMBIAL 2008

20 A contrapartida da redução das vulnerabilidades externa e interna tem sido a queda significativa na percepção do risco Brasil, que tem sido marginalmente afetada pelas incertezas externas... RISCO-PAÍS

21 Como conseqüência do desempenho favorável, apesar da desaceleração da economia mundial, o Brasil foi premiado com o status de grau de investimento pela S&P e posteriormente pela Fitch... UPGRADE RATINGS (Países Selecionados) PaísesMoeda Estrangeira ChileA+ ChinaA MéxicoBBB+ RússiaBBB+ ÍndiaBBB- BRASILBBB- PeruBB+ ColômbiaBB+ VenezuelaBB- ArgentinaB+ Fonte: Standard & Poor's. Grau de Investimento > BBB.

22 IMPLICAÇÕES DO GRAU DE INVESTIMENTO ÂNCORA NA ARQUITETURA MACROECONÔMICA; AUMENTO NO FLUXO DE CAPITAIS ESTRANGEIROS; PRESSÃO PARA APRECIAÇÃO VERSUS DETERIORAÇÃO DA CONTA- CORRENTE; MENOR NÍVEL DE EQUILÍBRIO DA TAXA DE JURO REAL; MAIOR NÍVEL DE INVESTIMENTOS E CRESCIMENTO POTENCIAL DO PIB.

23 O desempenho brasileiro ainda é inferior em relação às principais economias emergentes... DESEMPENHO RELATIVO CRESCIMENTO ECONÔMICO DOS BRICS Países *2009 * China Índia Rússia BRASIL Fonte: Banco Mundial.

24 A competitividade brasileira é ainda baixa devido à infra-estrutura obsoleta, baixa qualidade de capital humano e o peso da burocracia. Houve porém melhoria em relação ao ano passado... MACRO DISTORÇÕES COMPETITIVIDADE GLOBAL (Países Selecionados) Países Países EUA1º China17º15º Cingapura2º Chile26º Hong Kong3º Índia29º27º Suíça4º6ºPeru35º- Luxemburgo5º4ºColômbia38º41º Dinamarca6º5ºBRASIL43º49º Austrália7º12ºRússia47º43º Canadá8º10ºMéxico47º50º Suécia9º Argentina52º51º Holanda10º8ºVenezuela55º Fonte: IMD.

25 As principais distorções estão no setor público. O setor privado brasileiro tem se ajustado e está sendo modernizado com várias empresas já atingindo o status de grau de investimento e tornando-se multinacionais... COMPETITIVIDADE BRASILEIRA Índice GlobalInstit. PúblicasEmpresas Fonte: Fórum Econômico Mundial (WEF) DUALISMO

26 O ajuste fiscal é de baixa qualidade, baseado na sistemática elevação da carga tributária que continua em elevação mesmo com o fim da CPMF... MACRO DISTORÇÕES

27 Apesar das distorções, a estabilidade macro está levando ao expressivo crescimento dos investimentos diretos estrangeiros que não têm sido, até agora, afetados pelas incertezas externas... CRESCIMENTO SUSTENTADO

28 O PIB, puxado pelo bom desempenho da indústria, continua em expansão... CRESCIMENTO SUSTENTADO PIB: CRESCIMENTO TRIMESTRAL (Trimestre / Mesmo Trimestre do Ano Anterior) Setores1º Tr º Tr º Tr º Tr º Tr Total4,45,45,66,25,8 Agropecuária3,71,19,78,62,4 Indústria3,26,95,04,36,9 Serviços4,5 4,65,35,0

29 O crescimento atual é explicado pelo mercado interno com destaque para os investimentos cujo ritmo é bem superior ao PIB. O consumo privado mantém bom nível. A preocupação é a aceleração nos gastos públicos... CRESCIMENTO SUSTENTADO COMPONENTES DA DEMANDA (Trimestre / Mesmo Trimestre do Ano Anterior) Setores1º Tr º Tr º Tr º Tr º Tr P I B4,45,45,66,25,8 Consumo das Famílias 5,75,86,08,66,6 Consumo do Governo 3,73,43,12,25,8 Investimento8,813,914,616,015,2 Exportação6,013,31,86,4-2,1 Importação19,818,620,423,418,9

30 A indústria continua crescendo, embora em ritmo mais moderado liderada por bens de capital e duráveis... CRESCIMENTO SUSTENTADO

31 O crédito ao setor privado avança em ritmo forte mas o nível ainda é baixo em comparação com outras economias emergentes... ALAVANCANDO O CRESCIMENTO

32 A taxa de investimento é ainda baixa mas tem elevado-se significativamente, o dobro do crescimento do PIB... CRESCIMENTO SUSTENTADO

33 CENÁRIOS (I - DESCONTINUIDADE) HIPÓTESES CRÍTICAS: - RECESSÃO NA ECONOMIA MUNDIAL - NEO-POPULISMO - PARALISAÇÃO NAS REFORMAS ESTRUTURAIS - REVERSÃO DA ABERTURA DA ECONOMIA. CONSEQÜÊNCIAS: - FORTE ELEVAÇÃO NO RISCO-PAÍS - JUROS REAIS PERMANECEM ELEVADOS - DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL - BOLHA DE CONSUMO - PRESSÕES INFLACIONÁRIAS.

34 CENÁRIOS (II - COMPETITIVIDADE) HIPÓTESES CRÍTICAS: - CRESCIMENTO SUSTENTADO DA ECONOMIA MUNDIAL - APERFEIÇOAMENTO DA ARQUITETURA MACRO - NOVO CICLO DE REFORMAS ESTRUTURAIS - PROGRESSO NAS NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS. CONSEQÜÊNCIAS: - GRAU DE INVESTIMENTO - QUEDA NAS TAXAS DE JUROS REAIS - VALORIZAÇÃO DO CÂMBIO / GANHOS DE PRODUTIVIDADE - CRESCIMENTO DO PIB: 6% - INFLAÇÃO: 4%.

35 CENÁRIOS (III - GRADUALISMO) HIPÓTESES CRÍTICAS: - ATERRISSAGEM SUAVE DA ECONOMIA MUNDIAL - MANUTENÇÃO DA ESTRATÉGIA MACRO - LENTO PROGRESSO NAS REFORMAS ESTRUTURAIS - ABERTURA GRADUAL DA ECONOMIA. CONSEQÜÊNCIAS: - GRAU DE INVESTIMENTO - CRESCIMENTO DO PIB: 4 – 5% - INFLAÇÃO SOB CONTROLE: 5% - ESTABILIDADE DA TAXA DE CÂMBIO.

36 O BRASIL ESTÁ CAMINHANDO PARA ALCANÇAR UM PADRÃO DE CRESCIMENTO SUSTENTADO; O DESEMPENHO FUTURO DEPENDE DA COMBINAÇÃO ENTRE CENÁRIOS EXTERNOS E POLÍTICAS INTERNAS; UM SALTO NO CRESCIMENTO POTENCIAL SERIA O RESULTADO DE COMPORTA- MENTO FAVORÁVEL DA ECONOMIA MUNDIAL, NOVO CICLO DE REFORMAS ESTRUTURAIS E SUCESSO NAS NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS. EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO

37 CENÁRIO CENÁRIO INTERNO EXTERNO Gradualismo Competitividade Neo-populismo Sustentado 5% 6% 2% Aterrissagem Suave 4.5% 5% 0% Descontinuidade 2% 3% recessão EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO DO PIB


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