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MARIA, A FILHA DE SIÃO MARIOLOGIA BÍBLICA Leomar Brustolin.

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Apresentação em tema: "MARIA, A FILHA DE SIÃO MARIOLOGIA BÍBLICA Leomar Brustolin."— Transcrição da apresentação:

1 MARIA, A FILHA DE SIÃO MARIOLOGIA BÍBLICA Leomar Brustolin

2 MARIA NO ANTIGO TESTAMENTO Muitos estudiosos afirmam que o tema mariano está "escondido" sob três modos no Antigo Testamento: preparação moral, preparação tipológica e preparação profética. 1) Preparação moral: como a humanidade estava corrompida pelo pecado, Deus escolhe uma linhagem de fé e santidade para que o seu filho possa nascer da raça humana. 2) Preparação tipológica (linguagem simbólica): constatamos que no Antigo Testamento, muitas mulheres foram favorecidas com nascimentos milagrosos (Sara, Judite...). Todas estas mulheres fazem parte dos ancestrais do Messias esperado. Maria aparece como símbolo da "Filha de Sião" (Sof 3, 14-17), o lugar da residência de Javé. Maria também é simbolizada com a nova Arca da Aliança (dentro da Arca era depositada a LEI), que vai trazer dentro de si a Lei definitiva (revelação) de Deus, seu próprio Filho, Jesus. Muitos estudiosos afirmam que o tema mariano está "escondido" sob três modos no Antigo Testamento: preparação moral, preparação tipológica e preparação profética. 1) Preparação moral: como a humanidade estava corrompida pelo pecado, Deus escolhe uma linhagem de fé e santidade para que o seu filho possa nascer da raça humana. 2) Preparação tipológica (linguagem simbólica): constatamos que no Antigo Testamento, muitas mulheres foram favorecidas com nascimentos milagrosos (Sara, Judite...). Todas estas mulheres fazem parte dos ancestrais do Messias esperado. Maria aparece como símbolo da "Filha de Sião" (Sof 3, 14-17), o lugar da residência de Javé. Maria também é simbolizada com a nova Arca da Aliança (dentro da Arca era depositada a LEI), que vai trazer dentro de si a Lei definitiva (revelação) de Deus, seu próprio Filho, Jesus.

3 Maria pré-anunciada 3) Preparação profética: Além do texto acima, temos mais alguns que podem ser aplicados a Maria: c) Gn 3,15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. O texto é muito significativo e apresenta, numa primeira leitura, a luta até o fim dos tempos entre a humanidade e o demônio. O termo "Ela te ferirá a cabeça" pode aludir tanto a Maria, a nova Eva, como a Igreja. d) Is 7,14: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Embora o texto faz referência ao nascimento de um herdeiro na linhagem de Davi, pode ser muito bem ser aproveitado como uma profecia Mariana. e) Miq 5, 1-4: 2 Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. 3 Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. Sobre o texto... Mesmo não apontando diretamente uma referência mariana, o texto fala diretamente de um rei-pastor, saído da tribo de Davi. Seu nascimento se projeta para o futuro (os verbos estão no futuro). 3) Preparação profética: Além do texto acima, temos mais alguns que podem ser aplicados a Maria: c) Gn 3,15: Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. O texto é muito significativo e apresenta, numa primeira leitura, a luta até o fim dos tempos entre a humanidade e o demônio. O termo "Ela te ferirá a cabeça" pode aludir tanto a Maria, a nova Eva, como a Igreja. d) Is 7,14: Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Embora o texto faz referência ao nascimento de um herdeiro na linhagem de Davi, pode ser muito bem ser aproveitado como uma profecia Mariana. e) Miq 5, 1-4: 2 Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. 3 Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o resto de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. Sobre o texto... Mesmo não apontando diretamente uma referência mariana, o texto fala diretamente de um rei-pastor, saído da tribo de Davi. Seu nascimento se projeta para o futuro (os verbos estão no futuro).

4 Maria no Novo Testamento em ordem cronológica, os livros bíblicos do Novo Testamento que falam explicitamente de Maria São : - Gálatas (as informações mais antigas sobre Maria) - Livro escrito por volta do ano 50 d.C. - Marcos (escrito por volta do ano 60 d.C) Mateus (escrito por volta do ano 70 d.C) Lucas (escrito por volta do ano 70 d.C.) Atos (também escrito por volta do ano 70 d.C) João (escrito por volta dos anos d.C) Apocalipse (também escrito por volta dos anos d.C) em ordem cronológica, os livros bíblicos do Novo Testamento que falam explicitamente de Maria São : - Gálatas (as informações mais antigas sobre Maria) - Livro escrito por volta do ano 50 d.C. - Marcos (escrito por volta do ano 60 d.C) Mateus (escrito por volta do ano 70 d.C) Lucas (escrito por volta do ano 70 d.C.) Atos (também escrito por volta do ano 70 d.C) João (escrito por volta dos anos d.C) Apocalipse (também escrito por volta dos anos d.C)

5 Maria no Evangelho de João a) Prólogo (Jo 1, 1-18) b) Livro dos Sinais (Jo 1, ,50) c) Livro da Exaltação (Jo 13-20) Menciona a Mãe de Jesus em três ocasiões: uma indiretamente, na encarnação do Filho de Deus (Jo 1, 14), e as duas de uma maneira bem explicita: as Bodas de Caná (Jo 2, 1-12) e na Morte de Jesus (Jo 19, ). 1) Jo 1,14: (PROLOGO) E o Verbo divino se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Embora o texto não mencione Maria, porque a intenção do autor é mostrar a origem divina de Jesus (Verbo de Deus), dá-se a entender que Ela está implícita no processo da encarnação de Jesus ("e habitou entre nós). Não podemos, em hipótese alguma, afirmar que este é um texto mariano, mas quando se fala em "encarnação" do Verbo Divino, Maria é lembrada. a) Prólogo (Jo 1, 1-18) b) Livro dos Sinais (Jo 1, ,50) c) Livro da Exaltação (Jo 13-20) Menciona a Mãe de Jesus em três ocasiões: uma indiretamente, na encarnação do Filho de Deus (Jo 1, 14), e as duas de uma maneira bem explicita: as Bodas de Caná (Jo 2, 1-12) e na Morte de Jesus (Jo 19, ). 1) Jo 1,14: (PROLOGO) E o Verbo divino se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai. Embora o texto não mencione Maria, porque a intenção do autor é mostrar a origem divina de Jesus (Verbo de Deus), dá-se a entender que Ela está implícita no processo da encarnação de Jesus ("e habitou entre nós). Não podemos, em hipótese alguma, afirmar que este é um texto mariano, mas quando se fala em "encarnação" do Verbo Divino, Maria é lembrada.

6 Bodas de Caná Este relato encontra-se inserido no chamado "bloco dos sinais". É cheio de uma simbologia muito grande. Os sinais apresentam um sentido de revelação da pessoa de Jesus e têm uma intima relação com a fé. Quando Jesus realiza um milagre, este serve de sinal para que as pessoas vendo possam acreditar em Jesus. Em Mateus, Marcos e Lucas, os milagres que Jesus realiza indicam o poder de Deus sobre as forças do mal. Os sinais que o quarto evangelho mencionam também expressam a Glória de Deus, que com Jesus, aos poucos vai se manifestando ao mundo.

7 Bodas de Caná Um primeiro dado interessante que se percebe à primeira vista é que João não menciona o nome "Maria". Ele refere-se a Maria chamando-a de "Mulher" ou "Mãe de Jesus" (seis vezes). A explicação é simples: João gosta de apresentar certas pessoas como modelos de seguidores do projeto de Jesus. Maria, portanto, é um modelo, uma figura símbolo que aceitou a mensagem de Jesus. Apesar de ser uma festa de casamento, os personagens principais não são os noivos e sim Jesus e Maria. Apesar de usar uma linguagem de um casamento, João quer mostrar, com este relato, que o pacto (casamento) entre o povo da Antiga Aliança (Israel) e Deus estava desgastado, sem vida, vazio, devido o abismo do pecado O relato data muito a seqüência dos dias, com destaque especial "ao terceiro dia", alusão simbólica à Aliança no Monte Sinai (Ex 19, 11.9) e principalmente à Ressurreição de Jesus. Ao fazer chegar até Jesus a problemática da falta de vinho, Maria se apresenta como aquela que, conhecendo as necessidades da humanidade, pede ajuda para Jesus. Aqui está simbolizado o papel de intercessora atribuído a Maria.

8 - Mulher! A primeira reação de Jesus ao afirmar "Mulher, que tenho eu contigo" (ou, que importa a mim e a ti), parece ser um tanto ríspida com relação a Maria, mas serve para ilustrar o deslocamento de perspectiva: que Jesus chama os seus interlocutores (na pessoa de Maria) para perceber um outro nível de sua presença. A primeira reação de Jesus ao afirmar "Mulher, que tenho eu contigo" (ou, que importa a mim e a ti), parece ser um tanto ríspida com relação a Maria, mas serve para ilustrar o deslocamento de perspectiva: que Jesus chama os seus interlocutores (na pessoa de Maria) para perceber um outro nível de sua presença. A palavra "mulher" pode representar três idéias: pode lembrar Gn 3, referindo a Eva-Mulher que trouxe o pecado ao mundo. Assim Maria, a nova Mulher trouxe a salvação, Jesus; Maria, Mulher, pode representar todo o povo de Israel (Filha de Sião); Pode traduzir todo o reconhecimento da figura feminina na comunidade de João pelo papel evangelizador que as mulheres desempenhavam no testemunho do Evangelho. Maria-mulher é aquela que leva os discípulos a crerem em Jesus. Incentiva os filhos a fazerem a vontade do seu Filho. A palavra "mulher" pode representar três idéias: pode lembrar Gn 3, referindo a Eva-Mulher que trouxe o pecado ao mundo. Assim Maria, a nova Mulher trouxe a salvação, Jesus; Maria, Mulher, pode representar todo o povo de Israel (Filha de Sião); Pode traduzir todo o reconhecimento da figura feminina na comunidade de João pelo papel evangelizador que as mulheres desempenhavam no testemunho do Evangelho. Maria-mulher é aquela que leva os discípulos a crerem em Jesus. Incentiva os filhos a fazerem a vontade do seu Filho.

9 Maria junto a Cruz O texto mostra que estavam presentes junto à cruz de Jesus quatro mulheres: a mãe de Jesus, uma irmã de Maria, Maria esposa de Cléofas e Maria Madalena e também o discípulo amado. As mulheres, como já vimos, representam o serviço generoso e destacado que elas exerciam na comunidade; o "discípulo amado" representa o modelo ideal de todo cristão que apesar das contrariedades e cruzes da vida, permanece fiel a Cristo. Ao colocar Maria junto à cruz de Jesus, o autor do livro, quer: simbolizar a presença da mãe sofredora que sempre esteve ao lado de Jesus e de todo aquele que sofre; fazer uma relação entre as Bodas de Cana onde Maria esteve presente no inicio das atividades do seu Filho, como no pleno cumprimento de sua missão, através da morte da Cruz. O texto mostra que estavam presentes junto à cruz de Jesus quatro mulheres: a mãe de Jesus, uma irmã de Maria, Maria esposa de Cléofas e Maria Madalena e também o discípulo amado. As mulheres, como já vimos, representam o serviço generoso e destacado que elas exerciam na comunidade; o "discípulo amado" representa o modelo ideal de todo cristão que apesar das contrariedades e cruzes da vida, permanece fiel a Cristo. Ao colocar Maria junto à cruz de Jesus, o autor do livro, quer: simbolizar a presença da mãe sofredora que sempre esteve ao lado de Jesus e de todo aquele que sofre; fazer uma relação entre as Bodas de Cana onde Maria esteve presente no inicio das atividades do seu Filho, como no pleno cumprimento de sua missão, através da morte da Cruz.

10 A perfeita Discípula Tanto o discípulo amado com Maria, são representações da Igreja: Maria como geradora de novos filhos (mulher, membro constitutivo da Igreja e mãe da comunidade); O Discípulo amado como representante de todos os fiéis que seguem Jesus custe o que custar. Resumindo, podemos sintetizar a figura de Maria no quarto evangelho como: Tanto o discípulo amado com Maria, são representações da Igreja: Maria como geradora de novos filhos (mulher, membro constitutivo da Igreja e mãe da comunidade); O Discípulo amado como representante de todos os fiéis que seguem Jesus custe o que custar. Resumindo, podemos sintetizar a figura de Maria no quarto evangelho como: discípula fiel discípula fiel pessoa de fé pessoa de fé mãe da comunidade mãe da comunidade mulher solidária mulher solidária

11 Maria em Lucas e Atos Segundo os estudiosos do tema, Lucas é o evangelista que mais fala de Maria. Num total de 152 versículos do NT sobre Maria, 90 são de Lucas (1 versículo aparece no livro dos Atos e 89 no terceiro evangelho). Lucas nos apresenta muitas qualidades de Maria. Ela é o exemplo vivo do discípulo e seguidor de Jesus, que acolhe a Palavra de Deus com fé, guarda e medita em seu coração e põe em prática, produzindo muitos e bons frutos. Maria é apresentada como a grande peregrina na fé. O "SIM" dado a Deus na sua juventude é renovado constantemente no decorrer de toda a sua vida. Segundo os estudiosos do tema, Lucas é o evangelista que mais fala de Maria. Num total de 152 versículos do NT sobre Maria, 90 são de Lucas (1 versículo aparece no livro dos Atos e 89 no terceiro evangelho). Lucas nos apresenta muitas qualidades de Maria. Ela é o exemplo vivo do discípulo e seguidor de Jesus, que acolhe a Palavra de Deus com fé, guarda e medita em seu coração e põe em prática, produzindo muitos e bons frutos. Maria é apresentada como a grande peregrina na fé. O "SIM" dado a Deus na sua juventude é renovado constantemente no decorrer de toda a sua vida.

12 Maria e os pobres Maria não nasce como uma santa pronta e acabada. Ela passa por crises e situações difíceis e desafiadoras contribuindo para o seu crescimento na fé. Por outro lado, Maria nos lembra que Deus escolhe preferencialmente os pobres e os pequenos para iniciar seu Reino. Maria é uma pessoa de coração pobre todo aberto para Deus; tem um coração solidário e serviçal sempre disponível a ajudar os mais necessitados. Maria não nasce como uma santa pronta e acabada. Ela passa por crises e situações difíceis e desafiadoras contribuindo para o seu crescimento na fé. Por outro lado, Maria nos lembra que Deus escolhe preferencialmente os pobres e os pequenos para iniciar seu Reino. Maria é uma pessoa de coração pobre todo aberto para Deus; tem um coração solidário e serviçal sempre disponível a ajudar os mais necessitados.

13 Maria em Marcos Maria aparece duas vezes durante todo o seu relato. As citações são poucas, mas muito significativas onde ela é apresentada como a discípula fiel que faz parte essencial da família de Jesus porque cumpre a vontade do Pai e a mulher que acolhe a todos como filhos e irmãos de Jesus. Maria aparece duas vezes durante todo o seu relato. As citações são poucas, mas muito significativas onde ela é apresentada como a discípula fiel que faz parte essencial da família de Jesus porque cumpre a vontade do Pai e a mulher que acolhe a todos como filhos e irmãos de Jesus.

14 Mc 3, : A FAMÍLIA DE JESUS. Mc 3, : A FAMÍLIA DE JESUS. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram. 33 Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos! 34 E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos! 35 Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe. E a multidão estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos estão lá fora e te procuram. 33 Respondeu-lhes Jesus, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos! 34 E olhando em redor para os que estavam sentados à roda de si, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos! 35 Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

15 Contexto da cena No tempo de Jesus, a estrutura familiar exercia importante influência na definição dos papéis e no lugar social ocupado pelo individuo. No judaísmo, as famílias eram classificadas conforme seu grau de pureza de origem, ou seja, se eram imaculadas cruzamento com sangues de estrangeiros ou atingidas por mancha de mistura étnica. A cena bíblica é a seguinte: Jesus e os Doze, recém eleitos, vão a uma casa em Cafarnaum. Havia uma multidão acirrada, a tal ponto que eles nem podiam e não tinham tempo nem para alimentar-se. E quando os "seus" ficaram sabendo disso, saíram para proteger Jesus, porque diziam que Ele tinha "perdido o juízo". E neste grupo que vai até Jesus, está a figura de Maria, sua mãe. Os parentes de Jesus consideram que Ele estava exagerando no modo como se dedicava à sua missão, porque Jesus desleixa até as suas necessidades mais elementares, como a de comer (v.20) No tempo de Jesus, a estrutura familiar exercia importante influência na definição dos papéis e no lugar social ocupado pelo individuo. No judaísmo, as famílias eram classificadas conforme seu grau de pureza de origem, ou seja, se eram imaculadas cruzamento com sangues de estrangeiros ou atingidas por mancha de mistura étnica. A cena bíblica é a seguinte: Jesus e os Doze, recém eleitos, vão a uma casa em Cafarnaum. Havia uma multidão acirrada, a tal ponto que eles nem podiam e não tinham tempo nem para alimentar-se. E quando os "seus" ficaram sabendo disso, saíram para proteger Jesus, porque diziam que Ele tinha "perdido o juízo". E neste grupo que vai até Jesus, está a figura de Maria, sua mãe. Os parentes de Jesus consideram que Ele estava exagerando no modo como se dedicava à sua missão, porque Jesus desleixa até as suas necessidades mais elementares, como a de comer (v.20)

16 Primeira Cristã Marcos mostra aqui o caminho progressivo de Maria na fé. O evangelista revela o traço tão humano de Maria de Nazaré que se preocupa pelo Filho, o que denota uma preocupação normal. Num olhar mais profundo, Marcos quer mostrar que o seguimento de Jesus (para fazer parte de sua família) ultrapassa os laços de parentesco. Jesus inaugura uma NOVA FAMÍLIA constituída não mais do sangue e dos laços de parentesco (valor absoluto nas sociedades antigas) e sim daqueles que se juntam ao redor de Jesus para fazer a vontade do Pai. Marcos ensina que até Maria, a criatura mais estreitamente ligada a Jesus pelos laços de sangue (maternidade) teve que elevar a ordem mais alta dos seus valores. Depois de ter levado Jesus no seu ventre, era preciso que Ela o gerasse no coração, cumprindo a vontade de Deus. Uma vontade que se torna manifesta naquilo que Jesus dizia e realizava. Assim, a figura de Maria "mãe" se harmoniza e se completa com a figura de "discípula" e "primeira cristã". Marcos mostra aqui o caminho progressivo de Maria na fé. O evangelista revela o traço tão humano de Maria de Nazaré que se preocupa pelo Filho, o que denota uma preocupação normal. Num olhar mais profundo, Marcos quer mostrar que o seguimento de Jesus (para fazer parte de sua família) ultrapassa os laços de parentesco. Jesus inaugura uma NOVA FAMÍLIA constituída não mais do sangue e dos laços de parentesco (valor absoluto nas sociedades antigas) e sim daqueles que se juntam ao redor de Jesus para fazer a vontade do Pai. Marcos ensina que até Maria, a criatura mais estreitamente ligada a Jesus pelos laços de sangue (maternidade) teve que elevar a ordem mais alta dos seus valores. Depois de ter levado Jesus no seu ventre, era preciso que Ela o gerasse no coração, cumprindo a vontade de Deus. Uma vontade que se torna manifesta naquilo que Jesus dizia e realizava. Assim, a figura de Maria "mãe" se harmoniza e se completa com a figura de "discípula" e "primeira cristã".

17 Mc 6, 1-6: JESUS DE NAZARÉ, filho de Maria e seus irmãos!!! 2 Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele. 2 Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos? 3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? e não estão aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se dele.

18 Contexto O texto de Marcos refere-se a um acontecimento concreto: a rejeição dos Moradores de Nazaré ao anúncio de Jesus e à sua pessoa. Eles não se colocam como inimigos de Jesus, mas se escandalizam dele por sua incredulidade. A fé é um grande requisito para o seguimento de Jesus. O texto de Marcos refere-se a um acontecimento concreto: a rejeição dos Moradores de Nazaré ao anúncio de Jesus e à sua pessoa. Eles não se colocam como inimigos de Jesus, mas se escandalizam dele por sua incredulidade. A fé é um grande requisito para o seguimento de Jesus.

19 Mc 6, 3: O "Filho de Maria" No costume judeu, o nome da pessoa era conferido ou vinha relacionado por referência ao Pai. Temos alguns exemplos: - Simão, filho de Jonas (Mt 16,13) - Tiago, filho de Zebedeu (Mt 4,21) - Levi, filho de Alfeu (Mc 2,13) Sendo assim, surge a grande pergunta: por que Jesus não é chamado "filho de José"?. Para esta pergunta há quatro tipos de respostas: - Marcos queria enfatizar os traços humanos de Jesus; - É uma referência à concepção virginal de Jesus (obra do Espírito Santo); - Foi um intento de difamação contra Jesus (desvalorizar a sua pessoa pela profissão humilde de José); - José não é citado porque já havia morrido. No costume judeu, o nome da pessoa era conferido ou vinha relacionado por referência ao Pai. Temos alguns exemplos: - Simão, filho de Jonas (Mt 16,13) - Tiago, filho de Zebedeu (Mt 4,21) - Levi, filho de Alfeu (Mc 2,13) Sendo assim, surge a grande pergunta: por que Jesus não é chamado "filho de José"?. Para esta pergunta há quatro tipos de respostas: - Marcos queria enfatizar os traços humanos de Jesus; - É uma referência à concepção virginal de Jesus (obra do Espírito Santo); - Foi um intento de difamação contra Jesus (desvalorizar a sua pessoa pela profissão humilde de José); - José não é citado porque já havia morrido.

20 "Os irmãos e as irmãs de Jesus" (v3): Versículo de caráter polêmico principalmente entre os "evangélicos" onde se afirma a existência de outros filhos de Maria. A verdade é que para os conceitos orientais tradicionais, não se define a família como pequeno núcleo "pai-mãe- filhos", como conhecemos hoje, mas num amplo leque no qual se incluem tanto os parentes próximos como os distantes. No aramaico falado, usado por Jesus e seu povo, não havia uma diferenciação nos conceitos de parentesco (primo, tio, tia, irmão, sobrinho, etc...). A palavra que exprimia e englobava todo este parentesco era "irmãos", que os gregos traduziram por "adelfos". Assim, quando ouvimos falar que "tua mãe e teus irmãos estão lá fora..." significa que Maria e os parentes de Jesus queriam protegê-lo um pouco da multidão. Versículo de caráter polêmico principalmente entre os "evangélicos" onde se afirma a existência de outros filhos de Maria. A verdade é que para os conceitos orientais tradicionais, não se define a família como pequeno núcleo "pai-mãe- filhos", como conhecemos hoje, mas num amplo leque no qual se incluem tanto os parentes próximos como os distantes. No aramaico falado, usado por Jesus e seu povo, não havia uma diferenciação nos conceitos de parentesco (primo, tio, tia, irmão, sobrinho, etc...). A palavra que exprimia e englobava todo este parentesco era "irmãos", que os gregos traduziram por "adelfos". Assim, quando ouvimos falar que "tua mãe e teus irmãos estão lá fora..." significa que Maria e os parentes de Jesus queriam protegê-lo um pouco da multidão.

21 Irmãos? Não podemos confundir: "irmãos" de Jesus significa "parentes próximos" dele. Tiago e Joset, chamados de "irmãos de Jesus" são considerandos, dentro desta lógica explicativa, de "parentes próximos" de Jesus e não "irmãos carnais" dele. Se assim não fosse, qual seria a necessidade de Jesus, no alto da cruz, entregar a João, o discípulo a quem amava, os cuidados de Maria quando disse: " Filho, eis aí a tua mãe" (Jo 19,27)? Não seria mais comum, Tiago e José, se fossem realmente filhos carnais de Maria, tomar conta de sua "mãe" após a morte do "irmão" Jesus? Quando estudarmos o dogma da Virgindade de Maria entenderemos mais esta questão. Com isso, o evangelista quer mostrar a necessidade da fé no ato do seguimento de Jesus. Condição indispensável para reconhecer a sua presença e caminhar com Ele. Não podemos confundir: "irmãos" de Jesus significa "parentes próximos" dele. Tiago e Joset, chamados de "irmãos de Jesus" são considerandos, dentro desta lógica explicativa, de "parentes próximos" de Jesus e não "irmãos carnais" dele. Se assim não fosse, qual seria a necessidade de Jesus, no alto da cruz, entregar a João, o discípulo a quem amava, os cuidados de Maria quando disse: " Filho, eis aí a tua mãe" (Jo 19,27)? Não seria mais comum, Tiago e José, se fossem realmente filhos carnais de Maria, tomar conta de sua "mãe" após a morte do "irmão" Jesus? Quando estudarmos o dogma da Virgindade de Maria entenderemos mais esta questão. Com isso, o evangelista quer mostrar a necessidade da fé no ato do seguimento de Jesus. Condição indispensável para reconhecer a sua presença e caminhar com Ele.

22 Maria em Mateus A intenção de Mateus é a de mostrar que Jesus foi o Messias prometido no Antigo Testamento através do cumprimento das promessas feitas a Abraão e a Davi, passando por todos os profetas. Maria é apresentada como a mãe virginal de Jesus que o concebe pela ação do Espírito Santo sem intervenção humana, mostrando a gratuidade da iniciativa divina. O Evangelho de Mateus amplia bastante a imagem de Maria. Ela aparece na narrativa da origem e da infância de Jesus (Mt 1-2) e em alguns textos referentes à vida pública de Jesus (Mt 12, e Mt 13, 53-58). Maria é apresentada como a mãe virginal de Jesus que o concebe pela ação do Espírito Santo sem intervenção humana, mostrando a gratuidade da iniciativa divina. O Evangelho de Mateus amplia bastante a imagem de Maria. Ela aparece na narrativa da origem e da infância de Jesus (Mt 1-2) e em alguns textos referentes à vida pública de Jesus (Mt 12, e Mt 13, 53-58).

23 de Jacó nasceu José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama Cristo. Mateus remonta a origem de Cristo a partir de Abraão passando por todas as gerações até chegar a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus. Esse elenco de nomes que vai de Abraão a Cristo é subdividido em três grupos e cada grupo abrange 14 gerações: 1o grupo: de Abraão a Davi 2o grupo: de Davi a Jeconias ( exílio na Babilônia) 3o grupo: de Jeconias a Cristo A grande novidade nesta descrição genealógica que passou de geração em geração foi a intervenção da Providencia Divina através do Espírito Santo na geração de Jesus por Maria. Mateus remonta a origem de Cristo a partir de Abraão passando por todas as gerações até chegar a José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus. Esse elenco de nomes que vai de Abraão a Cristo é subdividido em três grupos e cada grupo abrange 14 gerações: 1o grupo: de Abraão a Davi 2o grupo: de Davi a Jeconias ( exílio na Babilônia) 3o grupo: de Jeconias a Cristo A grande novidade nesta descrição genealógica que passou de geração em geração foi a intervenção da Providencia Divina através do Espírito Santo na geração de Jesus por Maria.

24 Jesus de Maria Se antes o encadeamento paterno era o elemento fundante na genealogia, aqui nós temos agora uma ruptura visível e explicita: apesar de pertencer a descendência de Abraão e sucessão, José não é o pai biológico de Jesus. Assim, a mensagem do relato resume-se em: o nascimento de Jesus se deve à ação do Espírito Santo em Maria. Mostra que Jesus, o Messias esperado, é fruto da intervenção divina que gratuitamente irrompe a história da humanidade e oferece o seu filho para a salvação do seu povo. José ao receber Maria em sua casa e assumir Jesus dando-lhe o nome (de Jesus), sela definitivamente o vínculo histórico da descendência messiânica. Por outro lado revela a concepção virginal de Jesus. Se antes o encadeamento paterno era o elemento fundante na genealogia, aqui nós temos agora uma ruptura visível e explicita: apesar de pertencer a descendência de Abraão e sucessão, José não é o pai biológico de Jesus. Assim, a mensagem do relato resume-se em: o nascimento de Jesus se deve à ação do Espírito Santo em Maria. Mostra que Jesus, o Messias esperado, é fruto da intervenção divina que gratuitamente irrompe a história da humanidade e oferece o seu filho para a salvação do seu povo. José ao receber Maria em sua casa e assumir Jesus dando-lhe o nome (de Jesus), sela definitivamente o vínculo histórico da descendência messiânica. Por outro lado revela a concepção virginal de Jesus. Nas cenas (adoração dos Magos e Fuga para o Egito) se repete várias vezes "o menino e sua mãe" (v.13, v.14, v.20). Isso reforça a real maternidade de Maria não aludindo à "paternidade real" de José. Nas cenas (adoração dos Magos e Fuga para o Egito) se repete várias vezes "o menino e sua mãe" (v.13, v.14, v.20). Isso reforça a real maternidade de Maria não aludindo à "paternidade real" de José.

25 Mt 12, 46-50: a família de Jesus e os seguidores Mateus substitui aqui o "filho de Maria" que aparece em Marcos por "filho do carpinteiro" e suprime a palavra "parentes". Há dois motivos fundamentais nestas mudanças operadas por Mateus: a)Tiago, que aparece como sendo "o irmão do Senhor" que na verdade é primo de Jesus, é um membro ativo na comunidade atual onde Mateus vive (composta de natureza judeu-cristã) b)Mateus parece ter uma idéia bem clara sobre a concepção virginal de Maria Com isso tudo, fica claro que Maria é vista como mãe virginal do Messias, por ação do Espírito Santo. Mateus substitui aqui o "filho de Maria" que aparece em Marcos por "filho do carpinteiro" e suprime a palavra "parentes". Há dois motivos fundamentais nestas mudanças operadas por Mateus: a)Tiago, que aparece como sendo "o irmão do Senhor" que na verdade é primo de Jesus, é um membro ativo na comunidade atual onde Mateus vive (composta de natureza judeu-cristã) b)Mateus parece ter uma idéia bem clara sobre a concepção virginal de Maria Com isso tudo, fica claro que Maria é vista como mãe virginal do Messias, por ação do Espírito Santo.

26 A mulher do Apocalipse Este "grande sinal" significa a importância do acontecimento; " Céu", mais que morada de Deus, simboliza o lugar onde estão as forças transcendentais que interferem na história humana; "Mulher vestida de sol" numa primeira leitura não se refere a Maria (Maria não apareceu no céu, não deu à luz no céu e muito menos o menino foi levado para junto de Deus. Foi exatamente o contrário...Ele veio de Junto de Deus, no mistério da encarnação) faz alusão à glória de Deus que reveste o seu povo. O sol que ilumina; "Tem a lua debaixo de seus pés" significa o domínio sobre as coisas temporais; "Coroa de doze estrelas" lembra as doze tribos de Israel, bem como os doze Apóstolos recompensados no final dos tempos; "Dores de parto" recorda todo o sofrimento vivido pelo povo do Antigo Testamento, bem como as perseguições da comunidade do Novo Testamento que quer continuar gerando Jesus para a humanidade através do seu testemunho; Este "grande sinal" significa a importância do acontecimento; " Céu", mais que morada de Deus, simboliza o lugar onde estão as forças transcendentais que interferem na história humana; "Mulher vestida de sol" numa primeira leitura não se refere a Maria (Maria não apareceu no céu, não deu à luz no céu e muito menos o menino foi levado para junto de Deus. Foi exatamente o contrário...Ele veio de Junto de Deus, no mistério da encarnação) faz alusão à glória de Deus que reveste o seu povo. O sol que ilumina; "Tem a lua debaixo de seus pés" significa o domínio sobre as coisas temporais; "Coroa de doze estrelas" lembra as doze tribos de Israel, bem como os doze Apóstolos recompensados no final dos tempos; "Dores de parto" recorda todo o sofrimento vivido pelo povo do Antigo Testamento, bem como as perseguições da comunidade do Novo Testamento que quer continuar gerando Jesus para a humanidade através do seu testemunho;

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28 A mulher e o dragão "Dragão de sete cabeças e dez chifres" representa o poder político e dominador da época. As "sete cabeças" simboliza a plenitude (o número sete significa a plenitude, a totalidade) de poder. Os "dez chifres" representam os dez governadores senatorias do Império Romano; O "diadema" sobre cada uma das cabeças, referem-se à linhagem nobre de cada um dos governadores. Tanto a Mulher como o Dragão são colocados juntos e em contraposição, simbolizando que as forças do bem e do mal travam um conflito constante na história; A Mulher "deu à luz a um filho, um varão que irá reger todas as nações com um cetro de ferro". Este versículo lembra o Salmo 2, 7b-9 (Tu és meu Filho, hoje te gerei.8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. ). Não se refere ao nascimento de Jesus em Belém, mas sim na Paixão, quando então sairá vitorioso pela Ressurreição; O "deserto" tanto significa o lugar da tentação (Jesus foi tentado no deserto durante 40 dias e 40 noites) com também o lugar da proteção de Deus; "Dragão de sete cabeças e dez chifres" representa o poder político e dominador da época. As "sete cabeças" simboliza a plenitude (o número sete significa a plenitude, a totalidade) de poder. Os "dez chifres" representam os dez governadores senatorias do Império Romano; O "diadema" sobre cada uma das cabeças, referem-se à linhagem nobre de cada um dos governadores. Tanto a Mulher como o Dragão são colocados juntos e em contraposição, simbolizando que as forças do bem e do mal travam um conflito constante na história; A Mulher "deu à luz a um filho, um varão que irá reger todas as nações com um cetro de ferro". Este versículo lembra o Salmo 2, 7b-9 (Tu és meu Filho, hoje te gerei.8 Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. 9 Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. ). Não se refere ao nascimento de Jesus em Belém, mas sim na Paixão, quando então sairá vitorioso pela Ressurreição; O "deserto" tanto significa o lugar da tentação (Jesus foi tentado no deserto durante 40 dias e 40 noites) com também o lugar da proteção de Deus;

29 Maria em Gálatas Gal 4, 4. Eis o texto: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." Gal 4, 4. Eis o texto: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." O tema central deste versículo é sobre a ENCARNAÇÃO do FILHO DE DEUS, ou seja, o modo através do qual Deus quis vir ao encontro do homem. E isso se deu na "plenitude dos tempos", isto é, quando o Pai envia o seu Filho ao mundo os tempos do desígnio divino atingem a sua "plenitude". A encarnação de Cristo é o ponto culminante desta etapa. O tema central deste versículo é sobre a ENCARNAÇÃO do FILHO DE DEUS, ou seja, o modo através do qual Deus quis vir ao encontro do homem. E isso se deu na "plenitude dos tempos", isto é, quando o Pai envia o seu Filho ao mundo os tempos do desígnio divino atingem a sua "plenitude". A encarnação de Cristo é o ponto culminante desta etapa.

30 A maternidade Maria é colocada exatamente nesse vértice do plano redentor. Através do seu ministério materno, o Filho do Pai, preexistente ao mundo, se radica na cepa da humanidade. Ela é a MULHER que o reveste com a nossa carne e o nosso sangue. São Paulo quer mostrar com isso a condição real e humana de Jesus. O apóstolo declara que a pessoa de Maria está vitalmente vinculada ao projeto salvífico de Deus Maria é colocada exatamente nesse vértice do plano redentor. Através do seu ministério materno, o Filho do Pai, preexistente ao mundo, se radica na cepa da humanidade. Ela é a MULHER que o reveste com a nossa carne e o nosso sangue. São Paulo quer mostrar com isso a condição real e humana de Jesus. O apóstolo declara que a pessoa de Maria está vitalmente vinculada ao projeto salvífico de Deus

31 A pessoa de Maria O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. É, na verdade, extremamente lacônico ao falar de sua vida. Não tem ela lugar de proeminência nos Evangelhos. O Novo Testamento tem pouco a dizer sobre Maria. É, na verdade, extremamente lacônico ao falar de sua vida. Não tem ela lugar de proeminência nos Evangelhos. Suas últimas palavras registradas foram as do casamento em Caná da Galiléia (João 2.3). Fora esse episódio, quantas anotações temos do que falou? Em Mateus e em Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciação (1.34,38), (2) no Magnificat ( ), e (3) em 2.48 quando Jesus já está com doze anos e fora levado para se tornar um bar mitzvá. E apesar de todo esse silêncio. Suas últimas palavras registradas foram as do casamento em Caná da Galiléia (João 2.3). Fora esse episódio, quantas anotações temos do que falou? Em Mateus e em Marcos nada foi registrado. Em Lucas, (1) na cena da anunciação (1.34,38), (2) no Magnificat ( ), e (3) em 2.48 quando Jesus já está com doze anos e fora levado para se tornar um bar mitzvá. E apesar de todo esse silêncio. Seu nome é a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irmã de Moisés. No Novo Testamento, é registrada a presença de várias Marias: Maria Madalena, Maria, irmã de Lázaro e de Marta, Maria, a mãe de João Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazaré. Seu nome é a forma greco-latina do hebraico Miriam, nome da irmã de Moisés. No Novo Testamento, é registrada a presença de várias Marias: Maria Madalena, Maria, irmã de Lázaro e de Marta, Maria, a mãe de João Marcos, Maria, membro da igreja em Roma, e Maria de Nazaré.

32 Miriam de Nazaré De fato, morava em Nazaré. O Novo Testamento não o afirma, mas o chamado Proto-evangelho de Tiago declara terem sido seus pais Joaquim e Ana. Tinha cerca de quatorze anos quando ficou noiva de José, carpinteiro de profissão e descendente da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias. Lucas descreve a cena do anúncio de haver sido escolhida para mãe do Messias (1.26ss). O mensageiro de Deus a chama de "agraciada", ou seja, que ela era alvo de um favor especial de Deus.. Esse favor, essa graça especial era ser mãe do "Filho do Altíssimo",. De fato, morava em Nazaré. O Novo Testamento não o afirma, mas o chamado Proto-evangelho de Tiago declara terem sido seus pais Joaquim e Ana. Tinha cerca de quatorze anos quando ficou noiva de José, carpinteiro de profissão e descendente da casa real de Davi, da qual haveria de nascer o Messias. Lucas descreve a cena do anúncio de haver sido escolhida para mãe do Messias (1.26ss). O mensageiro de Deus a chama de "agraciada", ou seja, que ela era alvo de um favor especial de Deus.. Esse favor, essa graça especial era ser mãe do "Filho do Altíssimo",. Naquele tempo as moças judias ansiavam pelo privilégio de ser a mãe do Ungido de Deus, porém Ele não buscou essa moça no palácio de Herodes nem nas camadas altas da sociedade entre os saduceus; fê-lo entre o povo, e agraciou uma jovem simples, pobre, surpreendendo, deste modo, a expectativa e mente de todos (cf. 1Co 1.27). Naquele tempo as moças judias ansiavam pelo privilégio de ser a mãe do Ungido de Deus, porém Ele não buscou essa moça no palácio de Herodes nem nas camadas altas da sociedade entre os saduceus; fê-lo entre o povo, e agraciou uma jovem simples, pobre, surpreendendo, deste modo, a expectativa e mente de todos (cf. 1Co 1.27). Maria era tão humilde, simples e pobre que ao levar Jesus bebê a Jerusalém para o consagrar, e fazer o sacrifício ordenado pela Lei de Moisés (Ex 13.2; Lv , 6-8), ofereceu dois pombinhos em vez de um cordeiro (Lc 2. 24). Maria era tão humilde, simples e pobre que ao levar Jesus bebê a Jerusalém para o consagrar, e fazer o sacrifício ordenado pela Lei de Moisés (Ex 13.2; Lv , 6-8), ofereceu dois pombinhos em vez de um cordeiro (Lc 2. 24).


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