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A Poética de Aristóteles (2)

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Apresentação em tema: "A Poética de Aristóteles (2)"— Transcrição da apresentação:

1 A Poética de Aristóteles (2)
a.C.

2 Mitos episódicos Relação não necessária nem verossímil entre um e outro episódio Ruptura do nexo de ação

3 A imitação de uma ação completa deve suscitar, na tragédia, o terror e a piedade, que se manifestam, sobretudo, em ações paradoxais, em que é maior o espanto quando os sucessos não parecem feitos do acaso, mas de uma relação necessária ou verossímil.

4 Mito simples Mito complexo
Ação una e coerente que efetua a mutação da fortuna sem peripécia ou reconhecimento Mito complexo Ação em que a mutação da fortuna se faz pela peripécia, ou pelo reconhecimento ou por ambos

5 Elementos do mito complexo
1. Peripécia Mutação necessária ou verossímil dos sucessos no contrário 2. Reconhecimento Passagem da ignorância ao conhecimento 3. Catástrofe Ação perniciosa e dolorosa

6 É necessário que a peripécia e o reconhecimento surjam da própria estrutura interna do mito, de sorte que venham a resultar dos sucessos antecedentes, ou necessária ou verossimilmente. Porque é muito diverso acontecer uma coisa por causa de outra, ou acontecer meramente depois de outra.

7 A mais bela de todas as formas de reconhecimento é a que se dá juntamente com a peripécia.

8 Seções da tragédia Prólogo Párodo Episódios Estásimos Êxodo

9 Situação trágica 1. Piedade 2. Terror
Personagem que cai no infortúnio sem o merecer 2. Terror Personagem que cai no infortúnio por um erro O terror e a piedade podem surgir por efeito do espetáculo cênico, mas também podem derivar da íntima conexão dos atos, e este é o procedimento preferível e o mais digno do poeta.

10 Situação trágica Ação catastrófica ocorrida entre amigos
causa consciente causa inconsciente (reconhecimento tardio) suspensão por reconhecimento Trágico monstruoso, repugnante etc. Da tragédia não há que extrair toda espécie de prazeres, mas tão somente o que lhe é próprio

11 Caracteres trágicos bondade conveniência (propriedade)
semelhança (com a forma peculiar aos modelos) coerência

12 Tanto na representação dos caracteres como no entrecho das ações, importa procurar sempre a verossimilhança e a necessidade. O desenlace deve resultar da própria estrutura do mito e não do deus ex machina. (...) O irracional também não deve entrar no desenvolvimento dramático, mas, se entrar, que seja unicamente fora da ação, como no Édipo de Sófocles.

13 Espécies de reconhecimento
sinais (menos artística) urdidos pelo poeta memória silogismo ou raciocínio derivado da própria intriga (mais artística)

14 Mais persuasivos são os poetas que vivem as mesmas paixões de suas personagens, pois o que está violentamente agitado excita nos outros a mesma agitação, e o irado, a mesma ira. Eis porque o poetar é conforme a seres bem dotados ou a tempe-ramentos exaltados, a uns porque plasmável é a sua natureza, a outros por virtude do êxtase que os arrebata.

15 Composição da tragédia
Argumento (fábula ou sinopse da ação) Caracteres (personagens) Episódios (acontecimentos) Mito (trama dos acontecimentos) Desenlace

16 Espécies de tragédia Complexa (peripécia e reconhecimento)
Catastrófica Caracteres Episódicas (ruptura do nexo de ação) Combinações dos 4 tipos

17 Pensamento Campo da retórica Demonstrar e refutar Suscitar emoções
(efeitos produzidos mediante a palavra) Demonstrar e refutar Suscitar emoções Majorar ou minorar o valor das coisas

18 Elocução Morfologia Léxico Sintaxe Prosódia

19 Uma proposição pode ser una de duas maneiras: ou porque indica uma só coisa, ou pelo liame que reúne muitas coisas, adunando-as.

20 Qualidades da elocução trágica
Clareza Linguagem elevada

21 Poesia épica Na imitação narrativa, o mito deve ter uma estrutura dramática, como a tragédia, constituída por uma ação inteira e completa, com princípio meio e fim, para que, una e completa, qual organismo vivente, venha a produzir o prazer que lhe é próprio.

22 Espécies de narrativas épicas
(as mesmas da tragédia) Complexa (peripécia e reconhecimento) Catastrófica Caracteres Episódicas (ruptura do nexo de ação) Combinações dos 4 tipos

23 Partes da epopeia Elocução (enunciados)
Mito (imitação das ações; composição da trama) Caráter (o que determina as qualidades da personagem) Pensamento (ideias; efeitos de sentido: retórica)

24 entre tragédia e epopeia
Métrica Extensão

25 entre tragédia e epopeia
Na tragédia, não é possível representar muitas partes da ação, que se desenvolvem no mesmo tempo, mas só a que se desenrola na cena. Na epopeia, muitas ações contemporâneas, conexas com a principal, podem ser apresentadas.

26 Mister do poeta O poeta deveria falar o menos possível por conta própria, pois, assim procedendo, não é imitador.

27 O irracional, o maravilhoso e o falso são legítimos na epopeia se o poeta os fizer de modo que pareçam razoáveis. De preferir às coisas possíveis mas incríveis são as impossíveis mas críveis.

28 Superioridade da tragédia perante a epopeia
Além de conter todos os elementos da epopeia, a tragédia dispõe de mais dois: melopeia e espetáculo. Possui grande evidência representativa, mesmo quando só lida. É mais compacta e mais unitária.

29 Problemas críticos Na arte poética, erros de duas espécies se podem dar: Essenciais: intrínsecos à própria poesia Acidentais: extrínsecos (concepção incorreta do objeto da imitação ou porque as representações são impossíveis, ou irracionais, ou imorais, ou contraditórias)

30 Problemas críticos (esquema de Gudeman)
Crítica: “Impossível” Soluções: 1. “pela arte” (§ 164) 2. “por acidente” (§ 165) Crítica: “Irracional” Soluções: 3. “tais como devem ser” (§ 166) 4. “tais como são” (§ 166) 5. “opinião comum” (§ 166)

31 Problemas críticos (esquema de Gudeman)
Crítica: “Impropriedade” Solução: 6. “o moralmente chocante deve ser julgado segundo pontos de vista relativos” (§ 168) Crítica: “Contradição” Solução: 7. “observar o indivíduo que agiu e falou” (§ )

32 Problemas críticos (esquema de Gudeman)
Crítica: “Incorreção de linguagem” Soluções: 8. “dialeto” (§ ) 9. “prosódia” (§ 171) 10. “diérese” (§ 172) 11. “anfibolia” (§ 173) 12. “uso da linguagem” (§ 174)


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