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Projeto de Pesquisa Monografia Florianópolis, 22 de fevereiro de 2005.

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Apresentação em tema: "Projeto de Pesquisa Monografia Florianópolis, 22 de fevereiro de 2005."— Transcrição da apresentação:

1 Projeto de Pesquisa Monografia Florianópolis, 22 de fevereiro de 2005

2 Dificuldades Falta ao aluno a atitude e o hábito da pesquisa. Pesquisa como enfadonha e assustadora. Sacralização da pesquisa. Falta ao aluno conhecimentos básicos sobre processo de pesquisa (quando não também da área). Universidade como supermercado de consumo de conhecimentos. Ensino reprodutivo, não como produção de conhecimento. Os docentes possuem pouca experiência de produção científica Partes do projeto não muito claras. Pesquisa se limita à aplicação, não à reflexão científica sobre o tema. Muita procura por manuais e modelos: gera falta de flexibilidade. Muitas colagens, especialmente na metodologia da pesquisa. O aluno não consegue relacionar a metodologia da pesquisa (teoria) com a sua pesquisa específica.

3 PROJETO Toda Pesquisa de certa magnitude tem de passar por uma fase pré-preparatória de planejamento. [...] Deve estabelecer-se certas diretrizes de ação e fixar- se uma estratégia global. Certas decisões cruciais deverão ser colocadas em primeiro plano, embora a vitalidade da pesquisa dependa de um certo grau de flexibilidade que se deve manter. A realização desse trabalho prévio é imprescindível. (CASTRO apud KÖCHE, 1976, p. 77) Aprende-se pesquisa fazendo pesquisa.

4 Desenvolvimento de projetos Desenvolver habilidades de escrever projetos é especialmente importante para o jovem cientista, seja para a academia como para o mercado. Um projeto serve a, pelo menos, três propósitos: 1. É a comunicação com o orientador, com o curso ou com o órgão financiador. 2. É um acordo (contrato) com o autor e o orientador. 3. Plano de ação pessoal para realizar a monografia ou a pesquisa.

5 PROJETO: ESTRUTURA Tema e Delimitação Problema Hipótese Objetivos Justificativa Revisão de literatura - Base teórica Procedimentos metodológicos Cronograma Estrutura provisória Referências

6 TEMA E DELIMITAÇÃO Assunto/área Tema Delimitação

7 TEMA E DELIMITAÇÃO Escolher um assunto que necessite ser mais compreendido. Escolher um assunto para conhecer e realizar algo melhor ou de maneira mais eficiente; Levar em consideração: - afabilidade - campo de pesquisa – formação do pesquisador (qualificação intelectual) - o material bibliográfico disponível - interesse de quem investiga - relevância - mensuração - aplicabilidade. Fontes de temas: - observação do cotidiano - vida profissional (empresas) - bibliografias - programas de pesquisa - outras pesquisas. Delimitação: - área ou campo de observação - unidades de observação - variáveis principais

8 PROBLEMA QUESTÃO:O QUE RESOLVER? O problema de pesquisa é uma dificuldade de ordem prática, no conhecimento de algo que possua real importância, para o qual se deve encontrar ou apontar uma alternativa de solução. A formulação explicita a concepção teórica do pesquisador: - enfoque positivista: relação entre X e Y - enfoque fenomenológico: significado e intencionalidade - enfoque dialético: aspectos históricos, contradições, causas.

9 PROBLEMA Para formular um problema de pesquisa parte-se da observação dos fatos. Um problema científico é uma questão, uma sentença em forma interrogativa. A resposta à questão será encontrada no decorrer da pesquisa. As perguntas devem ter possibilidade de resposta pelo estudo. Uma pergunta fixa um roteiro para o início da investigação bibliográfica e coleta de dados de campo. COMO REDIGIR: 1. Contextualização do assunto/tema na atualidade 2. Breve argumento sobre as formas de abordagem da questão 3. Apresentação do Problema.

10 PROBLEMA O problema de pesquisa para ser válido deve ser analisado pelos seguintes aspectos: - viabilidade - relevância - novidade - exeqüibilidade - oportunidade.

11 HIPÓTESE Hipótese é uma suposição que se faz na tentativa de explicar o que se desconhece. Esta suposição tem por característica o fato de ser provisória, devendo ser testada para se verificar sua validade. Trata-se então, de antecipar um conhecimento, na expectativa de ser comprovada para poder ser admitida. A hipótese da pesquisa é suposição objetiva e fundamentada e não mera opinião. Precisa ter bases sólidas assentada em teoria. (RUDIO, 1982, p. 78) Enquanto o problema é formulado de forma interrogativa, a hipótese é formulada na forma afirmativa. Pode ser substituída por hipóteses de trabalho, questões de pesquisa... Características das hipóteses: - variáveis conceituadas com clareza - específicas - não se basear em julgamentos morais - baseadas na teoria - ter referências empíricas - ser passível de verificação - formalmente corretas e significativas

12 HIPÓTESE Existem duas maneiras principais de formular hipóteses: a) Forma Condicional se x, então y (x e y são variáveis) se x, então y, sob as condições n e s (com mais de duas variáveis) se x1, x2, e x3, então y. Exemplos: Problema: A constante migração de grupos familiares carentes influencia em sua organização interna? Hipóteses Se, elevado índice de migração de grupos familiares carentes (x) então, elevado grau de desorganização familiar (y). Se, elevado grau de desorganização interna em famílias carentes (x) então, maior probabilidade de marginalização do menor (y). Se, elevado grau de desorganização interna na família carente (x) então, maior probabilidade de marginalização do menor (y), dado baixa escolaridade do menor (n) e elevado grau de mobilidade geográfica (migração) da família (s). Se, elevado grau de desorganização interna da família carente (x1) e baixa escolaridade do menor (x2) e elevado grau de mobilidade geográfica da família (x3), então maior possibilidade de marginalização do menor (y). b) Forma Categórica Ex.: O elevado índice de migração de grupos familiares carentes gera um elevado grau de desorganização familiar.

13 OBJETIVOS: PARA QUE? Relaciona-se com a visão global do tema (objetivo geral) e com os procedimentos práticos (objetivos específicos). Indicam o que se pretende conhecer, ou medir, ou provar no decorrer da pesquisa, ou seja, as metas que se deseja alcançar. A formulação dos objetivos fica mais precisa, utilizando-se um verbo no infinitivo, que descreva a ação. Assim, eliminam-se interpretações vagas ou ambíguas.

14 OBJETIVOS GERAL: Remete à conclusão do trabalho da pesquisa. Caracteriza-se por apresentar anunciado mais amplo, que expressa uma filosofia de ação. Deve ser buscado a partir do título/delimitação e/ou conclusão EXEMPLOS: compreender, conhecer, desenvolver... ESPECÍFICOS: São mais simples, concretos. São alcançáveis em menor tempo e explicitam desempenhos observáveis. Permitem alcançar o objetivo geral. Devem ser buscados na estrutura do trabalho (capítulos). EXEMPLOS: apontar, classificar, comparar, conceituar, caracterizar, enumerar, formular, enunciar, diferenciar, coletar...

15 CONHECIMENTO Definir Enunciar Citar Nomear Relatar Referir Detalhar Expor Identificar Indicar Marcar Sublinhar Enumerar Listar Registrar Especificar Mostrar Distinguir Reconhecer Definir Organizar Compreender Codificar converter COMPREENSÃO deduzir codificar converter descrever identificar definir demonstrar distinguir ilustrar interpretar explicar expor exemplificar concretizar narrar argumentar decodificar relacionar induzir inferir generalizar resumir APLICAÇÃO resolver interpretar expor redigir explicar usar manejar aplicar empregar utilizar comprovar demonstrar produzir praticar relacionar representar discriminar traçar localizar operar ilustrar

16 ANÁLISE identificar distinguir descrever diferenciar relacionar isolar separar fracionar produzir decompor examinar localizar abstrair discriminar detalhar detectar especificar reorganizar estruturar planejar conceber programar SÍNTESE narrar expor explicar sumariar esquematizar compilar construir formular compor organizar projetar simplificar classificar agrupar distribuir modificar combinar gerar opinar demonstrar contrastar AVALIAÇÃO sustentar justificar criticar valorizar escolher selecionar verificar constatar comprovar estimar medir revisar eleger decidir concluir precisar provar comparar avaliar categorizar Fundamentar

17 JUSTIFICATIVA: POR QUÊ? Razões de ordem teórica e os motivos de ordem prática que tornaram importante a realização da pesquisa. Mostrar a originalidade de sua proposta. Escrever: - importância da temática - Importância da pesquisa Barral (2003, p ) oferece alguns itens importantes a) Atualidade do tema: inserção do tema no contexto atual. b) Ineditismo do trabalho: proporcionará mais importância ao assunto. c) Interesse do autor: vínculo do autor com o tema. d) Relevância do tema: importância social, econômica, política, etc. e) Pertinência do tema: contribuição do tema para o debate científico.

18 REVISÃO DE LITERATURA (BASE TEÓRICA): O QUE? Quando a revisão de literatura não é feita o investigador corre o risco de realizar uma prática cujos resultados não podem ser interpretados à luz da ciência, assim, prejudicando a formulação de conclusões ou conseqüências para a área da PESQUISA. Base de sustentação da pesquisa - para explicar, compreender e atribuir significado aos dados. A revisão de literatura visa: - demonstrar o conhecimento que o pesquisador tem da área do problema; - rever pesquisas desenvolvidas, tanto substanciais como metodológicas, mais recentes na área escolhida; - descrever o campo de atuação aonde o estudo se propõe a estender o conhecimento teórico e/ou prático. - reconstrução do conhecimento vigente sobre o tema (estado da arte).

19 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: COMO? Cada ciência tem as suas especificidades. Deve conter as atividades que serão desenvolvidas durante a PESQUISA, principalmente o seguinte: 1. Especificar o(s) tipo(s) de pesquisa necessário(s) para encontrar a(s) solução(es) para o problema de pesquisa; 2. Caracterizar a população a ser pesquisada: significa descrever os sujeitos ou fenômenos da pesquisa, enumerando as características que interessam à pesquisa. 3. Determinar o instrumento de pesquisa para coleta de dados (observação, entrevista, questionário, formulário...).

20 PESQUISA quanto à finalidade: - pura - aplicada. quanto ao tipo de abordagem: - quantitativa - qualitativa. quanto ao nível de explicação: - exploratória - descritiva - explicativa. quanto ao envolvimento do pesquisador: - modelo clássico - pesquisa-ação - pesquisa-participante. quanto ao local da observação - bibliográfica - de campo - de laboratório. quanto aos procedimentos técnicos utilizados para a coleta dos dados (design) - bibliográfica - documental - experimental - ex-post-facto - levantamento - estudo de caso.

21 CRONOGRAMA: QUANDO? Tempo necessário para a realização de cada uma das partes propostas da monografia. Deve ser efetuado com muito realismo.

22 PLANO PROVISÓRIO DA MONOGRAFIA Assim como um sumário, o pesquisador mostrará o provável plano da monografia, contendo as seções primárias (capítulos) e secundárias (subitens). É necessário coerência com o referencial teórico e metodológico planejado.

23 REDAÇÃO A redação de um relatótio não exige um estilo agradável do ponto de vista literário. Todavia, há certas qualidades no referente ao estilo que são muito importantes, tais como: a) lmpessoalidade. Convém que o conteúdo seja redigido na 3ª pessoa. Referências pessoais, como meu trabalho, meu estudo e minha tese devem ser evitadas. São preferíveis expressões como este trabalho, o presente estudo etc. b) Clareza. As idéias devem ser apresentadas de maneira tal que não dêem margem a ambigüidades. Para tanto, devem ser selecionados termos que indiquem, com a maior exatidão possível, o problema pesquisado e os resultados alcançados. c) Precisão. As ciências dispõem de terminologias técnicas específicas que possibilitam a transmissão de idéias. O redator do relatório não pode ignorá-las. d) Concisão. As frases constantes do relatório devem ser simples. As idéias devem ser expostas com poucas palavras. Convém, ainda, que sejam evitados os períodos longas, que abrangem várias orações subordinadas, pois dificultam a compreensão e tornam pesada a leitura.

24 PROJETO Tema e Delimitação Problema Objetivos Justificativa Hipótese Base teórica Metodologia Cronograma Estrutura provisória Referências MONOGRAFIA Capa Folha de rosto Folha de aprovação Dedicatória(s) Agradecimento(s) Epígrafe Resumo na língua vernácula Resumo em língua estrangeira Lista de ilustrações Lista de tabelas Lista de abreviaturas e siglas Lista de símbolos Sumário Introdução Desenvolvimento Conclusão Referências Glossário Apêndice(s) Anexo(s) Índice(s)

25 APRESENTAÇÃO GRÁFICA Elementos Notas e citações Referências

26 REFERÊNCIAS BARRAL, Welber. Metodologia da pesquisa jurídica. 2. ed. Florianópolis: Fundação Boitex, CARELLI, Mariluci Neis. Orientações para elaboração do projeto de pesquisa. Joinville, Não publicado. EHRENSPERGER, Regina M. Gubert. Curso orientação de monografias. Tubarão, Não publicado. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica. Petrópolis: Vozes, 1986.


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