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NOÇÕES DE ANATOMIA HUMANA Prof. Fábio Moreira. Anatomia Ciência que estuda a estrutura macroscópica e microscópica do corpo dos seres vivos.

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1 NOÇÕES DE ANATOMIA HUMANA Prof. Fábio Moreira

2 Anatomia Ciência que estuda a estrutura macroscópica e microscópica do corpo dos seres vivos.

3 ANATOME derivado do grego ANA – em partes TOME - cortes

4 Estudar a estrutura do corpo humano nos diferentes sistemas: esqueléticos, muscular, artrologia, nervoso, hormonal, linfático, digestório, respiratório, circulatório, urinário, reprodutor e órgãos do sentido. OBJETIVO DA ANATOMIA

5 ANATOMIA SISTÊMICA Sistema esquelético (Osteologia) Sistema Articular (Artrologia) Sistema Muscular (Miologia) Sistema Nervoso ( Neurologia) Sistema Tegumentar (Dermatologia) Sistema Circulatório (Angiologia) Sistema Disgestório ou Digestivo (Gastroenterologia) Sistema Respiratório (Pneumologia) Sistema Urinário (Urologia) Sistema Endócrino (Endocrinologia) Sistema Reprodutor

6 POSIÇÃO DE DESCRIÇÃO ANATÔMICA (POSIÇÃO ANATÔMICA) Face voltada para frente Olhar dirigido para o horizonte Membros superiores estendidos aplicados ao tronco e com as palmas das mãos voltadas para frente Membros inferiores unidos, com as pontas dos pés dirigidas para frente

7 Planos Anatômicos Planos que delimitam o corpo (Tangenciais), superfícies planas imaginárias. Ventral Dorsal Laterais Superior ou Cranial Inferior ou podálico Secções (cortes) que atravessam o corpo Sagital Mediana e ou sagital Coronal ou Frontal Transversal ou Horizontal

8 Planos que delimitam o corpo Ventral ou anterior Dorsal ou posterior Cranial ou superior Inferior ou podálico(de podos = pé) Lateral esquerdo e direito

9 Secções (cortes) que atravessam o corpo Plano de secção mediana que divide o corpo em duas metades – direita e esquerda Crânio de um feto em vista superior para localizar a sagitta

10 Plano de secção frontal: São paralelos aos planos ventral e dorsal, é tangente a fronte do indivíduo.

11 Plano de secção transversal: São paralelos aos planos cranial, podálico e ou caudal são horizontais, a secção é transversal.

12 Os planos dividem o corpo de várias maneiras e produzem secções

13 Qual plano divide o encéfalo em lados esquerdo e direito iguais?

14 EIXOS PRINCIPAIS: Eixo longitudinal:(vertical) (5)= na posição de pé situa-se em ângulo reto em relação ao solo. Eixo transversal ou látero: lateral(horizontal)(6)=dispõe-se em ângulo reto em relação ao eixo longitudinal Eixo sagital ou Antero-posterior: (7)= Forma um ângulo reto com ambos os eixos, anteriormente mencionados.

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16 Osteologia: É o estudo dos ossos. Cada osso do nosso sistema esquelético é um órgão individual. Quais os tecidos associados aos ossos? Ósseo, cartilaginoso, conjuntivo denso, epitélio, sangue, adiposo e nervoso.

17 Funções do esqueleto : Sustentação, Proteção, Movimento, Armazenamento e homeostase mineral (especialmente cálcio e fósforo), Local de produção de células do sangue, Armazenamento de lipídios.

18 Classificação dos ossos

19 Ossos longos: Epífise proximal Diáfise Epífese distal Ex. fêmur, úmero, rádio, ulna,fíbula,,,

20 Osso laminar ou plano: Comprimento e largura equivalentes, predominando sobre a espessura. Ex. Ossos do crânio, como o parietal, frontal, occipital a escápula e os ossos do quadril. Escápula Osso do quadril

21 Osso curto: É aquele que apresenta equivalência das três dimensões. Os ossos do carpo e do tarso.

22 Existem ossos que não podem ser classificados em nenhum dos tipos descritos anteriormente, são colocados dentro de uma das categorias seguintes:

23 Osso irregular: Apresenta uma morfologia complexa que não encontra correspondência em formas geométricas conhecidas Osso temporal

24 Osso pneumático: Apresenta uma ou mais cavidades de volume variável, revestidas de mucosa e contendo ar. Estas cavidades recebem o nome de sinus ou seio. Estão situados no crânio: frontal, maxilar, temporal, etmóide e esfenóide.

25 Ossos Sesamóides: Desenvolvem-se na substância de certos tendões ou da cápsula fibrosa que envolve certas articulações. Ex. patela. patela

26 Tipos de substâncias ósseas Substância óssea compacta Substância óssea esponjosa Disco epifisiário Lamínulas ósseas

27 Canal medular- medula óssea amarela Osso esponjoso Osso compacto Corte transversal ao nível da diáfise de um osso longo.

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29 MMII = Membros Inferiores MID = Membro Inf. Direito MIE = Membro Inf. Esquerdo MMSS = Membros Superiores MSD = Membro Sup. Direito MSE = Membro Sup. Esquerdo Linha Transversal Posição Anatômica: Linha Média

30 Posição Anatômica

31 Planos Anatômicos: Têm o objetivo de separar o corpo em partes para facilitar o estudo e nomear as estruturas anatômicas com relação espacial. Ou seja, através dos planos anatômicos podemos dividir o corpo humano em 3 dimensões e assim podemos localizar e posicionar todas estruturas.

32 Plano Sagital: É o plano que corta o corpo no sentido antero-posterior, possui esse nome porque passa exatamente na sutura sagital do crânio; quando passa bem no meio do corpo, sobre a linha sagital mediana, é chamado de sagital mediano e quando o corte é feito lateralmente a essa linha, chamamos paramediano. Determina uma porção direita e outra esquerda. Também nos permite dizer se uma estrutura é lateral ou medial. Dizemos que é lateral quando a estrutura se afasta da linha mediana e dizemos que é medial quando ela se aproxima da linha mediana.

33 Por exemplo: observe nas figuras abaixo, podemos dizer que o mamilo é medial e que o ombro é lateral.

34 Plano Coronal: É o plano que corta o corpo lateralmente, de uma orelha a outra. Possui esse nome porque passa exatamente na sutura coronal do crânio. Também pode ser chamado de plano frontal. Ele determina se uma estrutura é anterior ou posterior.

35 Observe na figura abaixo. Podemos dizer, tendo esse plano como referência, que o nariz é anterior e que o ângulo da mandíbula é posterior.

36 Plano Transversal: É o plano que corta o corpo transversalmente, também é chamado de plano axial. Através desse plano podemos dizer se uma estrutura é superior ou inferior.

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38 Termos de movimento

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41 Flexão: diminuição do ângulo de uma articulação ou aproximação de duas estrutura ósseas.

42 Extensão: aumento do ângulo de uma articulação ou afastar duas estruturas ósseas.

43 Rotação medial / Interna: gira a face anterior do membro para dentro. Rotação lateral / Externa: gira a face anterior do membro para fora.

44 Adução: aproximar o membro do eixo sagital mediano. Abdução: afastar o membro do eixo sagital mediano.

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46 Pé: Adução + Supinação (rotação medial) = inversão. Abdução + Pronação (rotação lateral) = eversão.

47 Mão: Rotação medial = pronação. Rotação lateral = supinação.

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49 PRINCIPAIS SISTEMAS ANATÔMICOS

50 SISTEMA LOCOMOTOR Sub-dividiremos o estudo de tal sistema em Esquelético e Músculo-Ligamentar. O primeiro representa a estrutura de sustentação de todo o corpo, tanto como base à movimentação, quanto para proteger órgãos vitais. O segundo possibilita justamente os movimentos do corpo e a força aplicada nos diversos segmentos, bem como a velocidade e precisão de tais movimentos.

51 Sistema Esquelético A título de organização do estudo deste sistema, o mesmo pode ser dividido em 3 partes fundamentais: Cabeça, Tronco e Membros. -a cabeça, na extremidade superior do esqueleto, sustentada pela coluna vertebral; -o tronco, na região central do corpo, abrangendo a coluna vertebral e as costelas; -os membros, superiores e inferiores, compreendendo, acima, os braços, antebraços, punhos e mãos e, abaixo, as pernas e pés; - as cinturas, escapular (acima) e pélvica (abaixo).

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53 Mandíbula Zigomático

54 Mandíbula

55 1) CINTURA ESCAPULAR Localiza-se na parte superior do tronco, representando o conjunto de elementos anatômicos que formam o COMPLEXO ARTICULAR DO OMBRO. É comum lesões originadas por problemas de inadequação ergonômica na região.

56 É constituída por: 1.Vértebras do tórax, 2.Arcos costais, 3.Esterno, 4.Clavícula, 5.Escápula, 6.Parte superior do úmero, 7.Articulação gleno-umeral.

57 2) CINTURA PÉLVICA Localiza-se na parte inferior do tronco, representando o conjunto de elementos que formam a PELVE (BACIA).

58 É constituída por: Dois amplos ossos, cujas regiões subdividem-se em ILÍACO, ÍSQUIO e PÚBIS, além da região central, na qual localizam-se o SACRO e o CÓCCIX. A área da articulação coxo-femoral, formada pela cabeça do fêmur com a cavidade acetabular é bastante pesquisada pela Ergonomia, assim como a região inferior do ísquio.

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60 3) MEMBROS SUPERIORES São formados pelo conjunto, de cima para abaixo, dos principais ossos, ou seja, o ÚMERO, o RÁDIO e o ULNA, o CARPO e os DEDOS das mãos. As articulações são bastante estudadas pela Ergonomia, principalmente a nível da região do EPICÔNDILO (cotovelo) e CARPO (punho).

61 4) MEMBROS INFERIORES São formados pelo conjunto, de cima para baixo, dos principais ossos, ou seja, do FÊMUR, da TÍBIA e da FÍBULA, além do TARSO e dos dedos dos pés. Principais articulações estudadas: o JOELHO e o TORNOZELO.

62 5) ARTICULA Ç ÕES É a união entre dois ossos, possibilitando maior gama de movimentos ao segmento corporal destes. No ponto de união, o tecido ó sseo externo é revestido por uma cartilagem que apresenta caracter í sticas espec í ficas, a CARTILAGEM HIALINA, compacta, extremamente lisa e, geralmente, arredondada, a fim de facilitar ao m á ximo que as superf í cies que entram em contato deslizem uma sobre a outra, diminuindo o atrito.

63 Entre os dois ossos que formam uma articula ç ão, encontra-se uma membrana protetora fibrosa que se estende para cada osso. Ao redor desta membrana temos uma c á psula articular externa, que protege todo o conjunto interno.

64 Dentro da c á psula h á uma pequena quantidade de l í quido sinovial, que serve como lubrificante da articula ç ão.

65 SISTEMA MÚSCULO – LIGAMENTAR É o responsável pela movimentação do corpo humano, sendo formado pelo conjunto de MÚSCULOS e suas inserções nos ossos, através de TENDÕES E FÁSCIAS.

66 MÚSCULOS Os músculos são tecidos que se caracterizam por ampla flexibilidade, por contração e alongamento de suas células, conhecidas por MIOFIBRILAS. Estas, são especialistas em retirar energia química, proveniente dos alimentos que ingerimos e transportada pelo sangue, em energia mecânica. O trabalho produzido pelos músculos é possibilitado pela vasta vasoirrigação que lhes garante a devida alimentação, dentro de determinadas condições.

67 A contração dos músculos recebe duas classificações básicas: - Contração Isotônica ou DINÂMICA: o tamanho do músculo é alterado, mas não há aumento de tensão em sua parte interna. Exemplo: Fletir o antebraço sobre o braço. -Contração Isométrica ou ESTÁTICA: ocorre o contrário, ou seja, não é alterado o tamanho do músculo, mas há um aumento de sua tensão interna. Exemplo: Sustentar uma carga com a mão, enquanto o braço permanece estendido. Tal classificação é muito importante, pois as diferentes contrações implicam num consumo diferenciado de oxigênio pelo músculo.

68 Assim, a contração DINÂMICA implica em maior consumo de oxigênio, mas possibilita um fluxo sangüíneo facilitado aos tecidos musculares, pois neste tipo de contração, há períodos intercalados de contração e relaxamento dos músculos. Já na contração ESTÁTICA, há um aumento de pressão muscular externa sobre as artérias e vasos capilares, deixando-os parcial ou totalmente fechados, diminuindo muito o fluxo sangüíneo, sem que haja relaxamento durante a atividade. Com esta diminuição do fluxo sangüíneo, a taxa de oxigênio nos tecidos cai e, ao mesmo tempo, aumenta a taxa de ácido lático, que é responsável por dores musculares.

69 Dependendo do tempo de duração da contração, para realizar-se a atividade, haverá também a presença de tremores musculares, que prejudicam a precisão dos trabalhos. Outro detalhe muito importante relacionado à alimentação dos músculos, seja qualquer a contração por eles apresentada, refere-se à CARGA HEMODINÂMICA, relacionada à coluna a ser vencida pelo fluxo sangüíneo, quando um membro está elevado.

70 Um ótimo exemplo é o do braço estendido acima do nível da cabeça, desenvolvendo alguma atividade (apertar parafusos com uma chave combinada, muito comum para mecânicos). Com os braços elevados, o fluxo de sangue encontra enorme dificuldade em subir até a extremidade (ponta das mãos), resultando em dormência no braço. Também nesta situação haverá, portanto, diminuição da taxa de Oxigênio nos tecidos.

71 TENDÕES São feixes de fibras col á genas, formadas num tecido conjuntivo denso e modelado, vez que tais fibras encontram-se orientadas em dire ç ões bem definidas, de modo a oferecer resistência alta em rela ç ão à s for ç as que atuam sobre o tecido. Os tendões são estruturas anatômicas VISCO- EL Á STICAS, ou seja, possuem um certo grau de elasticidade, mas este é inferior à elasticidade apresentada pelas fibras dos m ú sculos, cuja capacidade de contra ç ão e expansão é muito maior.

72 Uma das caracter í sticas mais importantes dos tendões, a n í vel de fisiologia, refere-se ao TEMPO DE REPOUSO necess á rio para que o tecido que forma estes consiga retornar ao seu estado natural, ou seja, VISCO-EL Á STICO. Quando se sobrecarrega um tendão, solicitando em demasia, o mesmo tende a sofrer lesões nas fibras do tecido conjuntivo, pois o limite de elasticidade é facilmente ultrapassado.

73 Tal problema é grave na medida em que um tendão lesionado possui recuperação bastante lenta, pois são estruturas não diretamente vaso-irrigadas, mas de alimentação indireta (alimentam-se de substâncias nutritivas presentes em tecidos vizinhos, este últimos, vaso-irrigados). Os tendões são responsáveis pela transmissão de forças atuantes nos músculos, conferindo movimento aos segmentos corporais, pois servem de elemento de ligação entre o corpo central do músculo e os ossos. Outro detalhe anatômico muito importante relacionado aos tendões se refere ao desenvolvimento e fortalecimento diferenciado entre os primeiros e os músculos.

74 O músculo possui grande facilidade de hipertrofiar-se, o que já não ocorre com o tendão. Assim, deduzimos que o desenvolvimento muscular e seu fortalecimento não são necessariamente seguidos pelos tendões que atuam em conjunto, o que pode produzir lesões nos pontos de inserção do tendão, quando solicitado.

75 Determinados grupos musculares, como os que atuam nos membros superiores e inferiores, possuem feixes de tendões que se movimentam dentro de bainhas (túneis), conhecidas por BAINHAS SINOVIAIS. O nome deriva-se do fato de tais bainhas serem constituídas por TECIDO SINOVIAL, que apresenta duas importantes características : 1)é liso e possui c é lulas secretoras de um l í quido lubrificante, o L Í QUIDO SINOVIAL. Tal caracter í stica facilita a livre movimenta ç ão do tendão no interior da bainha; 2)possui capacidade fagocit á ria, ou seja, de eliminar res í duos metab ó licos presentes na região, limpando-a.

76 Por fim, de se ressaltar que os tendões podem passar por regiões nas quais h á um estreitamento natural do organismo, determinado, por exemplo, pela presen ç a de ossos ou m ú sculos.

77 FÁSCIAS : São lâminas de tecido conjuntivo que envolvem os músculos e possuem três funções básicas: 1) como lâminas elásticas de contenção, as fáscias auxiliam no trabalho de tração muscular, quando da contração dos músculos, limitando-os num local restrito: 2) como possuem uma superfície lisa, as fáscias existentes ao redor dos músculos possibilitam que estes deslizem facilmente entre si; 3) algumas fáscias musculares possuem uma terminação que serve para prender o músculo ao esqueleto, como no caso da musculatura da região dorsal e lombar, cujas terminações se inserem nos processos transversos das vértebras.

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79 ESTRUTURAS PRINCIPAIS PARA AS DOENÇAS OCUPACIONAIS

80 1)COLUNA VERTEBRAL A coluna vertebral é uma estrutura flexível composta por 33 vértebras, localizadas em quatro regiões distintas, a saber (de cima p/baixo): Região Cervical, Região Torácica ou Dorsal, Região Lombar e Região Sacro-coccígena. As curvaturas que a coluna vertebral apresenta, quando vista lateralmente: A Lordose Cervical, a Cifose Dorsal e a Lordose Lombar.

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82 Entre as vértebras, observa-se uma articulação cartilaginosa, conhecida como DISCO INTERVERTEBRAL, composto por: Um ANEL FIBROSO e um NÚCLEO PULPOSO. Este último cumpre uma importante função, a de amortecimento das pressões que incidem sobre a coluna, sendo auxiliado pelo anel, que lhe dá uma sustentação flexível, cujas fibras se deslocam lateralmente conforme as necessidades posturais adotadas pelo indivíduo.

83 Assim, percebemos que a COLUNA VERTEBRAL, no ser humano, cumpre 3 finalidades: - SUSTENTA Ç ÃO da parte superior do corpo; - AMORTECIMENTO de for ç as que incidem sobre o esqueleto; - MOBILIDADE da parte superior do corpo, a partir da cintura p é lvica. As duas ú ltimas caracter í sticas merecem destaque, em fun ç ão de uma s é rie de rea ç ões apresentadas pelo sistema em questão e de algumas limita ç ões apresentadas por alguns elementos anatômicos que fazem parte deste sistema.

84 AMORTECIMENTO DE FOR Ç AS Tal finalidade é desempenhada pelos DISCOS INTERVERTEBRAIS. Os discos promovem uma prote ç ão essencial à s v é rtebras, na medida que impedem que estas sofram fraturas. São tamb é m os discos que promovem a liga ç ão fibrosa entre todas as v é rtebras, uma à uma, auxiliando que a coluna se torne uma estrutura r í gida, quando assim o desejamos, ou flex í vel, quando necess á rio. O amortecimento das pressões exercidas sobre o conjunto é desempenhado essencialmente pelos N ú cleos Pulposos (NP s), que distribuem radialmente a pressão recebida.

85 Isto equivale a dizer que o n ú cleo, que se encontra dentro dos an é is, tende sempre a aumentar seu diâmetro quando recebe a carga de cima para baixo, fazendo pressão sobre as paredes dos an é is que o envolvem, enquanto diminui de altura. Ocorre que o disco intervertebral apresenta uma degenera ç ão natural que se acentua a partir dos 20 anos de idade, é poca em que as art é rias que alimentam a região da coluna vertebral come ç am a se fechar, interrompendo a vaso-irriga ç ão (alimenta ç ão).

86 Assim, o disco passa a receber alimenta ç ão de l í quidos nutrientes que se encontram na região, principalmente aqueles que permanecem no tecido esponjoso que reveste as faces superiores e inferiores dos corpos vertebrais. Contudo, claro est á que quando a coluna recebe uma carga sobre o conjunto de v é rtebras, o l í quido ser á expulso da região na qual se encontra naturalmente, dada a pressão ali concentrada. O comportamento é similar a uma esponja.

87 Tal fato é muito importante, vez que podemos concluir que, pressionada, a coluna vertebral não se alimenta e que tal situa ç ão facilita ainda mais a degenera ç ão dos discos intervertebrais. Sem alimenta ç ão, a caracter í stica fibro-el á stica destes tende a diminuir, o que inicia um processo de rompimento das paredes dos an é is que envolvem o NP, toda vez que este tenta se deslocar de sua origem. A fun ç ão de amortecimento, pois, vai diminuindo à medida em que a idade do indiv í duo aumenta. Situa ç ões agudas, que promovem rompimento repentino de grande n ú mero de an é is fibrosos, causam lesões da coluna vertebral.

88 - MOBILIDADE DA COLUNA VERTEBRAL Como já vimos, a coluna é composta por 33 vértebras, cada uma apoiada sobre um disco que está sobre a vértebra imediatamente abaixo da 1ª. Esta característica possibilita a todo o conjunto uma mobilidade extraordinária, dentro de limites impostos pela própria estrutura anatômica de cada região da coluna. Região cervical apresenta a maior mobilidade (flexibilidade) de todo o sistema, seguida pela região lombar e dorsal, até atingirmos a região sacro-coccígena, que apenas rotaciona sobre o eixo da cintura pélvica.

89 A mobilidade do conjunto, entretanto, representa não apenas flexibilidade útil para o desenvolver de inúmeras tarefas efetuadas pelo ser humano, mas alguns riscos à região da coluna vertebral. Os discos degeneram com o passar do tempo, perdendo a elasticidade necessária. Com isto, a capacidade de amortecer pressões diminui e há uma tendência do NP extravasar-se da região central que originalmente ocupa. Tal situação é agravada ainda mais quando a coluna vertebral sai da posição em que suas curvaturas naturais são mantidas.

90 A lordose lombar desaparece, possibilitando que a coluna tome o formato de um C. Tal mobilidade torna a região lombar particularmente propensa à lesões nos discos intervertebrais, justamente pela disposi ç ão agora adotada entre as v é rtebras e os discos que as interligam.

91 EXEMPLO: A pessoa inclinou o tronco para baixo com o objetivo de erguer uma caixa que pesa uns 30 quilos, mantendo as pernas eretas (sem flexão). No momento em que, nesta postura, a pessoa levanta a caixa, a pressão equivalente à carga de 30 quilos ser á transmitida para a coluna, principalmente na região lombar, que est á servindo como ponto de apoio à alavanca necess á ria à opera ç ão (erguer a caixa).

92 No mesmo exemplo, percebe-se que o bra ç o da alavanca entre a lombar e a caixa é muito maior que o bra ç o formado entre a lombar e os m ú sculos que recobrem a região lombar. Esta situa ç ão representa uma sobrecarga para a qual tal musculatura não est á preparada, causando-lhe lesões. Isto se deve, basicamente, ao fato de que os m ú sculos da região lombar se encontram inseridos nos processos transversos da coluna vertebral por meio de tecidos conjuntivos chamados de F Á SCIAS.

93 As Fáscias são apenas uma fina camada de tecido, muito diferente de outros ligamentos presentes no corpo humano, como os TENDÕES, que possuem maior resistência quando estimulados pela movimentação do organismo. Assim, quando sobrecarregadas, as Fáscias tendem a inflamar e provocar fortes dores na região em estudo.

94 PATOLOGIAS MAIS COMUNS NA COLUNA VERTEBRAL RELACIONADAS AO TRABALHO

95 Desenho de vértebra lombar evidenciando o arco posterior, formado pela lâmina e eminências ósseas Disco intervertebral: Núcleo Pulposo Anéis fibrosos Anel cartilaginoso

96 Desenho do disco intervertebral e do corpo da vértebra visto de cima (axial).

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98 Detalhe da coluna, evidenciando duas vértebras lombares separadas pelo disco intervertebral, em flexão e extensão, revelando o movimento permitido.

99 Desenho da coluna lombossacra, mostrando os ligamentos estabilizadores anteriores e posteriores, bem como a saída das raízes nervosas pelos orifícios intervertebrais, o sacro e o cóccix

100 Os principais ligamentos da coluna vertebral são: 1. Ligamento longitudinal anterior; 2. Ligamento longitudinal posterior; 3. Ligamento amarelo; 4. Ligamento supraespinhoso; 5. Ligamento interespinhoso.

101 PROTRUSÃO DO NP (Núcleo Pulposo) 1.Núcleo Pulposo arremessa-se para a extremidade posteriormente, 2.Rompimento os anéis fibrosos que o envolvem, 3.Aproxima-se da região periférica do disco, 4.Aumento do volume dessa região, 5.Pressão no ligamento que percorre a coluna de cima para baixo (Ligamento Posterior), 6.Presença de terminações nervosas (fortes dores no indivíduo, acompanhadas de espasmos musculares).

102 A protrusão discal é um problema grave. Ocorre quando a postura inadequada se repete com freqüência nas atividades rotineiras de um trabalhador ou, quando eventuais, mas nos indivíduos que já apresentam degeneração nos discos inter-vertebrais.

103 HÉRNIA DE DISCO 1.Extravasamento do Núcleo Pulposo de dentro do anel cartilaginoso, 2.Expulsão do disco intervertebral, 3.Pressão sobre os tecidos da região: medula espinhal, terminações nervosas, ligamentos, fáscia muscular, vasos sanguíneos.

104 A hérnia de disco é um problema ainda mais grave que a protrusão discal. Esta lesão se verifica mais na região lombar, principalmente quando o indivíduo flexiona o tronco para erguer cargas e o roda lateralmente, movimentando a carga da direita para a esquerda, por exemplo.

105 Região de maior incidência: O ligamento longitudinal posterior que reveste a coluna vertebral vai diminuindo de largura à medida que passa pela região lombar, at é chegar ao SACRO. No caso da sobrecarga imposta à região lombar, (ex.: quando o trabalhador deve erguer a carga) a região encontra-se desprotegida de ligamento que realiza a contenção, facilitando a expulsão do NP do interior do disco, provocando a herniação.

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110 OSTEÓFITOS (Bico de papagaio) 1.Conseqüência derivada principalmente da hérnia de disco. 2.Caracteriza-se pela formação de protuberâncias ósseas nas paredes externas do corpo da vértebra (mais precisamente em locais onde há contato de um corpo de vértebra com outro, ocasião em que os dois entram em atrito).

111 O tecido ósseo quando submetido a pressões concentradas em determinados pontos inicia um processo de multiplicação de suas células, formando um CALO ÓSSEO. Tal processo verifica-se quando há uma fratura num osso, o que possibilita que as duas partes separadas sejam reunidas.

112 Reação de defesa do tecido ósseo (quando não controlada) causa a calcificação indesejada de protuberâncias conhecidas como OSTEÓFITOS MARGINAIS, podendo resultar em problemas de coluna, conhecidos popularmente como BICO DE PAPAGAIO.

113 Formação do Osteófito: 1.Transmissão de forças na coluna vertebral 2.Esmagamento do anel fibroso existente entre as duas vértebras, diminuindo-se a distância entre elas, 3.Com o decorrer do tempo, uma vértebra começa a encostar na outra, entrando em atrito e produzindo a reação de formação de osteófitos.

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116 LER/DORT Muitas doenças designadas fatais hoje já são controladas pelo avanço tecnológico da ciência e da medicina, porém os casos de LER/DORT vêm aumentando a cada ano que passa, isso porque os fatores causadores das LER/DORT são multifatoriais e complexos, por isso que é chamada o mal do século

117 LER – Lesão por Esforço Repetitivo DORT – Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho O termo LER/DORT é o termo utilizado pelo INSS Ler – Conhecido pela sociedade em geral DORT – Conhecido pelo meio Técnico-profissional

118 DORTs são conjunto de doenças relacionadas com o trabalho que têm uma evolução patogênica gradativa, em que a lesão vai se alastrando e tomando conta dos tecidos envolvidos até chegar à incapacidade funcional do trabalhador. Cerca de 70% de todos os 62 mil casos de doenças ocupacionais registrados entre 2001 e 2003 pela Previdência Social são desse tipo e deixam inválidos, em média, cinco mil trabalhadores por ano.

119 Em 1891, nos EUA já eram feitas referências a entorse das lavadeiras Em 1895, Fritz de Quervain, na Suiça, descreveu um tipo de lesão de punho que recebeu seu nome Em 1920, Bridge relatou patologia semelhante, classificando-a como doença dos tecelões A partir de 1958, no Japão, foram descritos casos de Desordem Ocupacional Cervicobraquial em perfuradores de cartão, operadores de caixa registradora e datilógrafos.

120 Em 1973, no Brasil, durante o XII Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, o INSS reconheceu a tenossinovite ocupacional nas lavadeiras e engomadeiras Em 1998 o INSS escreveu um documento instrutivo sobre as LER/DORT, onde foram definidas todas suas características, atualizadas em 2003

121 Termos utilizados: LTC – lesão por Trauma Cumulativo DCO – Doença Cervicobraquial Ocupacional SSO – Síndrome de Sobrecarga Ocupacional LER – Lesão por Esforço Repetitivo DORT – Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho LER/DORT – mais recente

122 Conceito: Entende-se por LER/DORT uma síndrome relacionada ao trabalho, caracterizada pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membros inferiores.

123 São resultados da combinação de sobrecargas das estruturas anatômicas do sistema osteomuscular com a falta de tempo para sua recuperação. Causas: Força, repetitividade, posturas ruins e inadequadas e compressão mecânica

124 Sinais e sintomas: - Dor - Edema - Choques - Perda de força - Câimbras - Dormência e formigamento - Dificuldade de dormir

125 Algumas Patologias Bursite do Cotovelo (Bursite Olecraniana) Mecanismos de trauma direto por meios de pancadas e quedas ou indiretos ocasionados pela compressão do cotovelo contra superfícies duras.

126 Dedo em gatilho: Movimentos repetitivos de compressão palmar, flexão das falanges associada à realização de forças, como por exemplo: apertar alicates e tesouras, manusear revolver, construção civil, etc.

127 Epicondilites do cotovelo: Movimentos com esforços estáticos de punho e preensão prolongada de objetos, principalmente com o punho estabilizado em extensão e nas prono supinações com utilização de força. Ex.: apertar parafusos, desencapar fios, tricotar, operar motosserra jogar tênis e golfe, lavar e torcer roupas, digitação contínua, e outros.

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129 Síndrome do canal (Túnel) cubital: Pode ocorrer por meio de mecanismo traumático direto, decorrentes de pancadas e quedas na região de cotovelo ou por mecanismos indiretos consequente de movimentos que exijam flexão extrema de cotovelo com ombro abduzido.

130 Síndrome do canal (Túnel) de Guyon: Ocorre por traumas diretos como pancadas na região de punho ou indiretos como compressão da borda ulnar do punho em superfícies rígidas. Ex.: carimbar, escrever, manusear mouse, outros.

131 Síndrome do desfiladeiro torácico: Ocorre pela compressão das estruturas neurovasculares do plexo braquial (região de clavícula). Mecanismos indiretos como transportar ou sustentar objetos sobre o ombro, fazer movimentos de flexão lateral do pescoço, movimento de elevação do braço. Ex.: trocar lâmpadas, pintar paredes, lavar vidraças, apoiar telefone entre o ombro e a cabeça, outros com elevação e ombro acima de 90 °.

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133 Síndrome do túnel do carpo: Ocorre por meios de mecanismos de traumas direto como pancadas ou indireto por meio de uma hipertrofia dos flexores de dedos e inflamações de estruturas locais diminuindo o espaço do túnel. Ex.: digitar, fazer montagem industrial, empacotar, manusear facas, outras.

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135 Tendinite da porção longa do bíceps: Ocorre por mecanismos diretos decorrentes de pancadas na região de ombro ou indiretos como manutenção de antebraço supinado e fletido sobre o braço, sustentação do membro superior em abdução e sustentar pesos.

136 Síndrome do impacto: Ocorre na grande maioria das vezes por mecanismos indiretos por via de elevação com abdução dos ombros associado à força, carregar pesos sobre o ombro e trabalho estático com ombro elevado.

137 Síndrome de De Quervain: Ocorre por mecanismos diretos como pancadas em cima do tendão do abdutor longo do polegar ou indireto por movimentos repetitivos do tendão e por contração estática. Ex.: manusear facas, apertar botão com polegar, digitação, outros.

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139 SISTEMA SANGÜÍNEO OU SISTEMA CIRCULATÓRIO Tem como função principal levar nutrientes e oxigênio às células do organismo, retirando os resíduos produzidos pelo metabolismo e levando-os até os órgãos que são responsáveis por sua eliminação. O sangue que circula pelos tubos do sistema (artérias, veias e capilares) também leva células específicas que são organismos de defesa contra substâncias estranhas ao corpo humano.

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141 O principal órgão do sistema é o CORAÇÃO, músculo oco que atua como uma bomba contrátil-propulsora, na qual chega sangue venoso e do qual sai sangue oxigenado, que passou pelo processo de HEMATOSE, ou seja, pela troca de CO2 por O2. O sangue venoso circula pelas VEIAS e o sangue já oxigenado, pelas ARTÉRIAS.

142 O sistema é vital ao nosso organismo, na medida em que percebemos que qualquer tecido que constitui os órgãos de nosso corpo, necessita de alimentação e também da retirada de resíduos metabólicos. Do coração parte verdadeira tubovia de artérias que à medida que se afastam do músculo principal do sistema, se ramificam e estreitam de diâmetro, atingindo as regiões mais periféricas e superficiais do corpo, já na condição de vasos capilares.

143 Justamente quando chega aos capilares é que o sangue alimenta os tecidos do corpo humano, removendo as impurezas e retornando, pelas veias, para passar pelos pulmões. Os capilares também desempenham uma importante função junto aos tecidos conjuntivos, quando sofremos um corte ou uma contusão. Células com propriedades coagulantes (plaquetas) atuam de imediato no caso de cortes, além de que o plasma sangüíneo é passado para a região que está inflamada, sendo esta embebida, transformando-se num EDEMA.

144 A recuperação de tecidos lesados também se dá graças à alimentação proveniente do sangue, sem falar que o mesmo leva os leucócitos aos locais necessários, a fim de combater bactérias e microorganismos estranhos.

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146 SISTEMA RESPIRATÓRIO É composto pelos pulmões, corpos localizados na região do tórax, cada qual de um lado do coração e pelas vias aéreas. Juntamente com o sistema circulatório é responsável pelo suprimento de oxigênio a todos os tecidos do corpo. O sistema é protegido pelas costelas e o conjunto inteiro é conhecido como caixa torácica. Esta última é revestida por um tecido em fina película, conhecido como pleura. Sua missão é facilitar que os órgãos do sistema deslizem suavemente um de encontro ao outro.

147 Falando mais concretamente, o sistema respiratório é formado pelo nariz, boca, garganta, laringe, traquéia e os brônquios, os quais constituem as vias respiratórias. Por outro lado encontram-se os pulmões, cuja missão é enviar o oxigênio ao sangue e este de transportar o oxigênio a todas as células do corpo. É esta uma das principais funções do aparelho circulatório, de transportar o oxigênio através do corpo humano em suas artérias e de recolher o produto da reação ou seja, o dióxido de carbono - CO2, e levá-lo até os pulmões para ser expelido. Integrando este sistema está também o diafragma e os músculos do peito, os quais têm por objetivo provocar os movimentos respiratórios normais.

148 nariz boca laringe traquéia pulmão direito pulmão esquerdo brônquios epligote esôfago

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150 A tarefa principal do sistema é a da respiração. Tal atividade é desenvolvida principalmente pelo diafragma, membrana que se encontra abaixo da caixa torácica, constituída por tecidos musculares resistentes. O diafragma é auxiliado pela atuação dos músculos abdominais (quando um está tensionado, o outro está relaxado). O cérebro é o encarregado de regular a função respiratória. Quando o cérebro necessita mais oxigênio, envia estímulos aos músculos do peito e o diafragma por meio dos nervos, fazendo-os funcionar com maior aceleração e vigor.

151 O mecanismo da respiração implica na passagem do ar externo ao organismo através da inalação: o ar entra pelo nariz, passa pela traquéia e atinge os brônquios, duas ramificações que se derivam da traquéia. Dos brônquios, o ar vai ramificando-se ainda mais, passando pelos bronquíolos, até chegar aos alvéolos, minúsculas bolsas de ar revestidas por capilares. As paredes dos alvéolos são extremamente finas, o que possibilita a passagem do ar que ali se encontra para dentro dos capilares, cujas paredes são permeáveis. Assim é que se dá o processo de HEMATOSE.

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153 É importante o conhecimento de como atua o sistema respiratório, na medida em que sabe-se que determinadas posturas prejudicam o funcionamento de tal sistema e que o modo como um trabalho pode ser organizado altera o ritmo respiratório dos trabalhadores.

154 A respiração depende do aumento e da diminuição do VOLUME da caixa torácica, estando este diretamente relacionado ao funcionamento do diafragma e ao mecanismo da INSPIRAÇÃO. Esta última ocorrendo, determina uma diminuição na pressão interna da caixa torácica, com duas conseqüências: 1) penetração de ar pela traquéia até os alvéolos; 2) aumento da pressão da circulação venosa para o interior do lado direito do coração, com boa chegada de sangue venoso à parede alveolar, em contato com ar renovado e rico em oxigênio. Daí concluirmos como é importante para a manutenção da HEMATOSE a inspiração facilitada por uma postura correta.

155 O ar atmosférico que nos envolve, o ar natural (aqui considerado seco) pode ser representado em números redondos, em porcentagem por volume de: OXIGÊNIO GASES NOBRES ARGÔNIO DIÓXIDO DE CARBONO NITROGÊNIO

156 A deficiência de oxigênio no ambiente, a inalação de produtos prejudiciais à saúde, bem como, um estado fisiológico impróprio do ar atmosférico, como por exemplo: pressão, temperatura e outros, podem causar prejuízos ao organismo humano.

157 Ar respirável significa: Conter no mínimo 19,5% em volume de oxigênio. Estar livre de produtos prejudiciais à saúde, que através da respiração possam provocar distúrbios ao organismo ou o seu envenenamento. Encontrar-se no estado apropriado para a respiração, isto é, ter pressão e temperatura normal, que em hipótese alguma levem a queimaduras ou congelamentos. Não deve conter qualquer substância que o torne desagradável, por exemplo: odores.

158 Conhecimento dos perigos respiratórios Pelas características da formação do corpo humano, os materiais tóxicos podem penetrar no corpo por 3 (três) diferentes caminhos: Sistema Respiratório Gastro- intestinal (boca) Pele (Poros) Sistema respiratório

159 Classificação dos riscos Os riscos respiratórios classificam-se normalmente, por: Deficiência de oxigênio; Contaminação por gases: Imediatamente perigosos à vida, ou não. Contaminação por aerodispersóides (poeiras, fumos, etc...); Contaminação por gases e aerodispersóides: imediatamente perigosos à vida, ou não. O conteúdo normal de oxigênio no ar atmosférico é de aproximadamente 21% em volume.

160 Principais doenças respiratórias relacionadas com o trabalho

161 Pneumoconioses As pneumopatias relacionadas etiológicamente à inalação de poeiras em ambientes de trabalho são genericamente designadas como pneumoconioses (do grego, conion = poeira). São excluídas dessa denominação as alterações neoplásicas, as reações de vias aéreas, como asma e a bronquite, e o enfisema.

162 Apesar de esse conceito englobar a maior parte das alterações pulmonares envolvendo o parênquima, alguns autores apontam para o fato de que o termo pneumoconiose pode não ser adequado quando aplicado a determinadas pneumopatias acometidas por processos de hipersensibilidade atingindo o parênquima pulmonar, como as alveolites alérgicas por exposição a poeiras orgânicas e outros agentes, a doença pulmonar pelo berílio, ou a pneumopatia pelo cobalto (elemento químico classificado como metal), por exemplo.

163 As pneumoconioses podem, didaticamente, ser divididas em fibrogênicas e não fibrogênicas de acordo com o potencial da poeira em produzir fibrose reacional. Apesar de existirem tipos bastante polares de pneumoconioses fibrogênicas e não fibrogênicas, como a silicose e a asbestose, de um lado, e a baritose, de outro, existe a possibilidade fisiopatogênica de poeiras tidas como não fibrogênicas produzirem algum grau de fibrose dependendo da dose, das condições de exposição e da origem geológica do material.

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166 As ocupações que expõem trabalhadores ao risco de inalação de poeiras causadoras de pneumoconiose estão relacionadas a diversos ramos de atividades, como mineração e transformação de minerais em geral, metalurgia, cerâmica, vidros, construção civil (fabricação de materiais construtivos e operações de construção), agricultura e indústria da madeira (poeiras orgânicas), entre outros.

167 As pneumoconioses são doenças por inalação de poeiras, substâncias que o organismo pouco consegue combater com seus mecanismos de defesa imunológica e/ou leucocitária, diferentemente do que ocorre com microorganismos que podem ser fagocitados, digeridos ou destruídos pela ação de anticorpos e de células de defesa por meio das enzimas lisossomais e outros mecanismos.

168 Para ter eficácia em atingir as vias respiratórias inferiores as partículas devem ter a medida do diâmetro aerodinâmico inferior a 10µm, pois acima deste tamanho são retidas nas vias aéreas superiores.

169 Obrigado! Dr. Fábio Moreira


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