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II – As Principais características do Romantismo.

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1 II – As Principais características do Romantismo

2 O Romantismo foi um movimento que ocorreu em quase todo o mundo ocidental. Há, porém, traços comuns que podem ser verificados em todos os lugares onde o movimento floresceu.

3 Manifestação do choque com o cotidiano e com a realidade. As grandes transformações que vêm acontecendo desde o século das luzes guardam contradições. Ao lado da queda do poder das aristocracias, da crescente e eufórica burguesia, do progresso, surgem desequilíbrios que o liberalismo e o socialismo utópico prometeram resolver e não cumpriram. Os ideais de liberdade – igualdade – fraternidade tão decantados continuaram apenas no papel e longe das ruas onde campeavam as injustiças sociais. As grandes transformações que vêm acontecendo desde o século das luzes guardam contradições. Ao lado da queda do poder das aristocracias, da crescente e eufórica burguesia, do progresso, surgem desequilíbrios que o liberalismo e o socialismo utópico prometeram resolver e não cumpriram. Os ideais de liberdade – igualdade – fraternidade tão decantados continuaram apenas no papel e longe das ruas onde campeavam as injustiças sociais.

4 Na literatura romântica manifesta-se um sentimento de insatisfação com o mundo, uma atitude de rebeldia profunda em relação a todas as convenções. Na literatura romântica manifesta-se um sentimento de insatisfação com o mundo, uma atitude de rebeldia profunda em relação a todas as convenções.

5 Predomínio da imaginação: O artista revela incrível capacidade de criar mundos irreais. Há como um desejo obsessivo de evadir-se para épocas remotas no passado e lugares exóticos e pitorescos. Esse aspecto do romantismo é uma das manifestações do choque do eu com o mundo. O artista revela incrível capacidade de criar mundos irreais. Há como um desejo obsessivo de evadir-se para épocas remotas no passado e lugares exóticos e pitorescos. Esse aspecto do romantismo é uma das manifestações do choque do eu com o mundo. A natureza aparece como que personificada, transcendente e divina. A imaginação faz o transporte da realidade física para a mais pura abstração. A natureza aparece como que personificada, transcendente e divina. A imaginação faz o transporte da realidade física para a mais pura abstração.

6 Eu amo a noite taciturna e queda! Amo a doce nudez que ela derrama. E a fresca aragem pelas densas folhas do bosque murmurando; Então malgrado o véu que envolve a terra, A vista do que vela, enxerga mundos, e apesar do silêncio, o ouvido escuta Notas de etéreas harpas. (Gonçalves Dias)

7 Subjetivismo: Subjetivismo: É essa característica a própria alma do Romantismo. Toda a realidade do mundo é traduzida segundo a ótica pessoal do autor. Não há modelos nem regras a seguir, o que se manifesta é o mundo interior, a liberdade criadora. É essa característica a própria alma do Romantismo. Toda a realidade do mundo é traduzida segundo a ótica pessoal do autor. Não há modelos nem regras a seguir, o que se manifesta é o mundo interior, a liberdade criadora.

8 Evasão: Evasão: Há no poeta o desejo de evadir-se no espaço e no tempo, indo para um mundo imaginário de sonhos e fantasias onde se revelam emoções pessoais. A morte, o suicídio, as imagens macabras podem ocorrer aqui. Mais uma vez manifesta-se o choque do eu com o mundo. Há no poeta o desejo de evadir-se no espaço e no tempo, indo para um mundo imaginário de sonhos e fantasias onde se revelam emoções pessoais. A morte, o suicídio, as imagens macabras podem ocorrer aqui. Mais uma vez manifesta-se o choque do eu com o mundo.

9 Por isso, ó morte, eu amo-te e não temo. Por isso, ó morte, eu quero-te comigo. Leva-me à região da paz horrenda. Leva-me ao nada, leva-me contigo.

10 Senso de Mistério: A presença constante do sobrenatural e do terror levam a uma manifestação de mistério, de imagens evanescentes, fugazes e até apavorantes. Trata-se de uma faceta da visão excessivamente pessoal da realidade. A presença constante do sobrenatural e do terror levam a uma manifestação de mistério, de imagens evanescentes, fugazes e até apavorantes. Trata-se de uma faceta da visão excessivamente pessoal da realidade.

11 Quem és tu? quem é tu? Vulto gracioso, Que te elevas da noite na orvalhada? Tens a face nas sombras mergulhadas... Sobre as névoas te livras vaporoso... Quem é tu? Quem és tu? És minha sorte! És talvez o ideal que estalma espera! És a glória talvez! Talvez a morte!... (Castro Alves)

12 Consciência da Solidão: Consciência da Solidão: Essa característica decorre também do choque do eu com o mundo. Não há lugar para o poeta, a saída é a fuga ou a morte. Essa característica decorre também do choque do eu com o mundo. Não há lugar para o poeta, a saída é a fuga ou a morte.

13 Vivi na solidão – odeio o mundo. E no orgulho embucei meu rosto pálido como um astro na treva... Senti a vida um lupanar imundo – Se acorda o triste profano esquálido - A morte fria o leva. (Álvares de Azevedo)

14 Reformismo: Ao invés de isolar-se do mundo, o artista pode quere transformá-lo. É nessa trilha que encontramos Castro Alves, ligado à causa abolicionista ou à luta por justiça social. Ao invés de isolar-se do mundo, o artista pode quere transformá-lo. É nessa trilha que encontramos Castro Alves, ligado à causa abolicionista ou à luta por justiça social.

15 Quebre-se o cetro do papa, Faça-se dele uma cruz! A púrpura sirva ao povo Pra cobrir os ombros nus (Castro Alves)

16 Religiosidade e Fé: O Artista crê em si mesmo, no mundo que cria e sobretudo em Deus. Quanto à religiosidade cabe-nos ressaltar que não é uma constante. O Artista crê em si mesmo, no mundo que cria e sobretudo em Deus. Quanto à religiosidade cabe-nos ressaltar que não é uma constante.

17 Culto da Natureza: A natureza é vista pelos românticos como o local de alívio para todos os males da alma, de perfeita tranqüilidade. O mito do bom selvagem é de essência romântica: o homem em estado natural ainda não contaminado pela civilização. A natureza no romantismo não é apenas pano de fundo, é participativa e se funde à própria alma do artista. O culto à natureza e ao homem natural produziu-se no romance brasileiro através de obras como O Guarani, Iracema, etc. A natureza é vista pelos românticos como o local de alívio para todos os males da alma, de perfeita tranqüilidade. O mito do bom selvagem é de essência romântica: o homem em estado natural ainda não contaminado pela civilização. A natureza no romantismo não é apenas pano de fundo, é participativa e se funde à própria alma do artista. O culto à natureza e ao homem natural produziu-se no romance brasileiro através de obras como O Guarani, Iracema, etc.

18 Predomínio de Sentimento sobre a Razão: A paixão e o amor são a medida de todas as coisas. No Romantismo a poesia passa a ser auto-retrato de paixão é sincera e emocionada. Revela extremos de sacrifícios, de tristeza, bem como de alegria plenas.

19 Idealização da Mulher: A mulher entre os românticos é divinizada, inatingível e de estonteante beleza. A mulher entre os românticos é divinizada, inatingível e de estonteante beleza.

20 Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Há anos raiou no céu fluminense uma nova estrela. Desde o momento de sua ascensão ninguém lhe disputou o cetro: foi proclamada a rainha dos salões. Tornou-se a deusa dos bailes; a musa dos poetas e o ídolo dos noivos em disponibilidade. Era rica e formosa. Duas opulências que se realçam como a flor em vazo de alabastro; dois esplendores que se refletem, como o raio de sol no prima do diamante. Quem não se recorda da Aurélia Camargo, que se atravessou o firmamento da corte como o brilhante meteoro, e apagou-se de repente no meio do deslumbramento que produzira o seu fulgor? (Trecho de Senhora, de José de Alencar).

21 Quanto aos aspectos estéticos, o Romantismo inovou a poesia. As formas poéticas até então conhecidas como: a ode, o soneto, a elegia e outras deram lugar a formas livres e inéditas. O poeta passa a gozar também de liberdade de escolha da metrificação e no ritmo. Quanto aos aspectos estéticos, o Romantismo inovou a poesia. As formas poéticas até então conhecidas como: a ode, o soneto, a elegia e outras deram lugar a formas livres e inéditas. O poeta passa a gozar também de liberdade de escolha da metrificação e no ritmo. Os românticos começaram na poesia um processo de libertação estética que vem a culminar na grande explosão modernista do século XX. Os românticos começaram na poesia um processo de libertação estética que vem a culminar na grande explosão modernista do século XX.


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