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Venha contemplar o sol comigo, sente-se ao meu lado na pedra e vamos conversar sobre o Budismo, eu vou lhe contar sobre os principais ensinos, não vai.

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2 Venha contemplar o sol comigo, sente-se ao meu lado na pedra e vamos conversar sobre o Budismo, eu vou lhe contar sobre os principais ensinos, não vai demorar muito pois o sol já está se pondo, e logo teremos que voltar. Começarei pelo pilar principal da doutrina budista: A lei de causa e efeito

3 Existe uma lei no universo que rege a tudo e a todos, esta lei é a lei de causa e efeito (nam-myoho-rengue-kyo). Tudo que acontece no mundo é regido pela lei de causa e efeito: os planetas, as galáxias, as pessoas, as pedras, cada átomo que existe no universo. A lei de causa e efeito é extremamente rigorosa, as causas que fazemos, boas ou más vão formando nosso carma O carma

4 O carma é a soma todas as causas que fizemos em nossas existências. As causas podem ser negativas ou positivas. Se desfrutamos de conforto e felicidade ou se estamos sempre sofrendo com doenças e diversos problemas, isso depende das causas que fizemos e que estamos fazendo no momento. Assim como o imã atrai o ferro, somos atraídos pelo nosso bom ou mau carma, a manifestação do carma só depende de uma coisa: A circunstância

5 O nosso carma é latente, ele só se manifesta quando existe a circunstância apropriada. Citando um exemplo: uma pessoa que comete roubos e assassinato; mesmo que viva uma vida normal e morra de velhice, ela carregará esta causa através de suas próximas existências até que surja uma circunstância apropriada para receber os efeitos. Se você possui causa para se tornar rico ou se tornar um mendigo, esta causa ficará latente até que surja a circunstância adequada para receber o efeito. A eternidade da vida

6 "A nossa vida é eterna e nós estamos nascendo e morrendo constantemente." Ora nossa vida toma a forma de um corpo físico, (nascemos), ora se funde com o universo (morremos), quando surgem as circunstâncias certas, nós nascemos, sempre de acordo com as nossas causas. A nossa conduta hoje interfere diretamente no nosso destino futuro. Por exemplo, uma criança nasceu cega: como poderia um recém-nascido ter feito causas negativas se acabou de nascer? este caso explica a eternidade da vida, esta criança trouxe causas de vidas passadas que possibilitaram a ela nascer nestas condições. O que faz com que pratiquemos boas ou más ações são as manifestações dos dez estados de vida. Os Dez Estados de Vida

7 Os dez estados de vida Quando você está andando na rua com um grande problema para resolver e observa uma pessoa andando tranqüilamente, logo imagina "como queria estar tranqüilo como esta pessoa, estamos tão próximos um do outro, mas parecem que vivemos em mundos diferentes!" No budismo não existe um céu ou um inferno, manifestamos estados de vida: partilhamos o mesmo espaço físico, mas nosso eu interno pode estar em paz ou em guerra. É como se vivessemos em mundos diferentes. Simultaniedade de causa e efeito

8 Simultaniedade de causa e efeito Os dez estados ou dez mundos são: inferno, fome, animalidade, ira, tranquilidade, alegria, erudição, absorção, bodhisattva e estado de Buda ou iluminação. Quando uma pessoa manifesta um baixo estado de vida, ela tende a fazer mais causas negativas, piorando assim o seu carma de sofrimento. Sua vida verdadeiramente é fruto de suas atitudes. Estamos assim, simultaneamente, recebendo efeitos e formando causas, é como a flor de lótus que dá flores e semente ao mesmo tempo. Identificaremos primeiro os estados de vida inferiores ou seis caminhos: Os Seis Caminhos

9 Os seis caminhos Os primeiros seis estados de vida são chamados "Seis Caminhos", uma pessoa em algum desses estados é, sem perceber, controlada pelas suas respostas as circunstâncias que a cercam baseando sua felicidade e sua própria identidade em fatores externos. São eles: Estado de Inferno: um estado de extremo sofrimento, dominado pelo impulso de auto-destruição e de tudo o mais. Estado de Fome: um estado no qual a pessoa deseja muito algo, e sofre com este desejo, ela é completamente dominada pela idéia de possuir o objeto do seu desejo. (é importante dizer que no budismo não é proibido desejar coisas, o que não podemos fazer é sofrer e fazer causas negativas em nome desses desejos). Os Seis Caminhos

10 Os seis caminhos Animalidade: um estado governado pelo instinto, do qual a pessoa não possui o sentido de razão ou da moralidade. Alguém nestas condições toma vantagem dos mais fracos e humilha-se diante dos mais fortes (inferno, fome e animalidade são chamados 3 maus caminhos.) Ira: uma condição dominada pelo egoísmo. Aqueles nestes estados sentem-se compelidos a ser superior aos outros em todas as coisas. Tranqüilidade: estado no qual a pessoa pode controlar seus desejos instintivos, através da razão, pelo exercício do juízo. Alegria: um efêmero estado de êxtase que experimentamos, quando realizamos algum desejo. Os quatro nobres caminhos

11 Os últimos quatro estados de vida são chamados de quatro nobres caminhos e são atingidos somente através de deliberados esforços são eles: Erudição: Um estado do qual alguém procura a verdade através dos ensinos dos outros. Absorção: Um estado no qual a pessoa procura a verdade através de sua percepção direta dos fenômenos Bodhisattva: Um piedoso estado no qual alguém encontra o significado de sua vida no alívio do sofrimento dos outros e não deseja sua felicidade divorciada da felicidade alheia. O Estado de Buda Os quatro nobres caminhos

12 Atingir o estado de Buda, significa atingir um estado de unicidade com a derradeira lei, o estado de Buda é identificado por virtudes tais como verdadeira identidade, liberdade absoluta, ilimitada sabedoria e infinita compaixão. Praticamos o Budismo para atingir o estado de buda ou a felicidade absoluta, neste caso, felicidade não significa ausência de problemas e sim sabedoria, serenidade, dicernimento e longa visão para encarar e ultrapassar todos os obstáculos e dificuldades que nos cercam. Em outras palavras praticamos o Budismo para sermos felizes. A prática do Budismo O Estado de Buda

13 A principal prática budista consiste na recitação contínua do nam- myoho-rengue-kyo (pronuncia-se "namiorrórenguequio"). O nam- myoho-rengue-kyo é a lei de causa e efeito que permeia todo o universo, recitando nam-myoho-rengue-kyo elevamos nosso estado de vida, possibilitando-nos adquirir a sabedoria e boa sorte necessária para resolver nossos problemas. O praticante que ora com espirito sincero, ciente de que seus problemas tem origem em suas más ações provenientes do passado, pedindo perdão à lei de causa e efeito pelos seus maus atos, poderá amenizar ou mesmo suprimir os efeitos de seu mau carma. A recitação do Nam-myoho-rengue-kyo é feita direcionada ao Gohonzon. A prática do Budismo O Supremo Objeto de Adoração

14 O Supremo Objeto de Adoração do Budismo é o Gohonzon, um pergaminho escrito por Nitiren Daishonin, O Buda de nossos dias, e deixado para toda a humanidade, neste pergaminho estão descritos todos os aspectos da vida do Buda e como ele atingiu a iluminação. Os praticantes oram concentrados no Gohonzon, ele é como se fosse um espelho de nossa própria vida, uma vez que todas as coisas vivas possuem o Estado de Buda. Oramos para polir este espelho, perceber que nós somos Budas e possuímos latente em nós, toda a sabedoria do universo. Quando se ora ao Gohonzon não se busca um poder fora de si, mas sim manifestar todo o poder e sabedoria inerente a sua própria vida. O Supremo Objeto de Adoração Obtendo a sabedoria de Buda

15 Orar para a cura de uma doença e não ir ao médico é tolice e fanatismo, é como colocar água em um chaleira e orar fervorosamente ao Gohonzon esperando que ela ferva! A oração no Budismo deve ser aliada à ação e a determinação. Você pode obter a cura encontrando o tratamento adequado e um médico sábio, não basta apenas ter recursos avançados e dinheiro é preciso ter também a boa sorte, (quantas pessoas ricas padecem por causa de um erro médico, por exemplo!). Se quer um emprego, é preciso que ore e saia a procura, a boa sorte é fundamental em tudo. A recitação do Nam-myoho-rengue-kyo ao Gohonzon é causa máxima de boa sorte na vida. através da lei mística pode-se fazer o que o Budismo chama de: Obtendo a sabedoria de Buda Transformar o veneno em remédio

16 Assim como, do veneno da cobra, podemos fazer remédio, no Budismo podemos transformar nossos sofrimentos em felicidade e desenvolvimento: Uma pessoa que está cheia de problemas pode seguir dois caminhos: se resignar ao seu sofrimento, ou lutar para obter o sucesso e ser feliz: a recitação do nam-myoho-rengue-kyo faz surgir uma energia vital muito poderosa capaz de mudar o destino de uma pessoa e até de uma nação. Romper estas algemas cármicas exige coragem e determinação, para isso o praticante deve persistir cultivando a Fé, Prática e Estudo Transformar o veneno em remédio

17 Para que o Budismo possa trazer benefícios a vida da pessoa, é preciso que ele tenha a fé neste, e esta fé só pode ser mantida se acompanhada de uma prática diária e estudos contínuos das escrituras budistas. Este é um pequeno resumo de alguns dos principais ensinamentos budistas, se tiver alguma pergunta a fazer, terei prazer em ser útil: meu é ou visite nosso site: Fé, Prática e Estudo Fechar


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