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Débora Correa Dennis Molina Hieda Ribeiro Ivan João Jr. Marcelo Lima Wesley Godoy Profª.Dra. Ana Dietrich O MERCADO MUNICIPAL DE RUDGE RAMOS.

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1 Débora Correa Dennis Molina Hieda Ribeiro Ivan João Jr. Marcelo Lima Wesley Godoy Profª.Dra. Ana Dietrich O MERCADO MUNICIPAL DE RUDGE RAMOS

2 Introdução O tema escolhido pelo grupo para ser abordado na pesquisa de campo foi o Mercado Municipal de Rudge Ramos. Com uma história de mais de 40 anos, é o principal mercado não só do bairro, como um dos mais importantes do ABC, que atende a mais de mil pessoas diariamente e oferece uma gama de produtos que vão desde roupas e acessórios, até produtos alimentícios de todos os gêneros e alguns serviços, como costuraria e agência bancária.

3 Sobre o Mercado Localizado na Avenida Caminho do Mar, 3344 – Rudge Ramos Fundado em 10/11/1968 Diariamente, circulam entre ele cerca de 1500 pessoas Único mercado do gênero no ABC

4 Fachada da entrada pela Avenida Caminho do Mar

5 Vista do Mezanino

6 Praça de Alimentação no Mezanino

7 Vista da Entrada pela Avenida Caminho do Mar

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10 Objetivos 1) Traçar um panorama do local, não só como centro de compras e prestação de serviços, mas também, como espaço de convivência social. Este procedimento permitirá a identificação do perfil funcional e cultural que o Mercado possui e auxiliará na caracterização de suas funções prestadas ao bairro e aos frequentadores.

11 2) Conhecer alguns de seus funcionários e suas trajetórias profissionais, bem como seus vínculos com o Mercado. Isso auxiliará na detecção dos principais problemas enfrentados pelos comerciantes, como as divergências que envolvem a administração do Mercado tanto pela Prefeitura, quanto pela Associação dos Permissionários. Também será importante para a caracterização das atividades prestadas no local, relacionando-a aos perfis dos comerciantes e dos produtos que vendem.

12 3) Relacionar as diferentes funções desempenhadas pelo local e sua relação com os moradores do bairro, com os principais conceitos de Identidade e Cultura trabalhados nas aulas, a fim de caracterizar o aspecto cultural e identitário do local, como patrimônio histórico e referência comercial da cidade. Através deste estudo, será possível interligar os conceitos estudados na disciplina com o tema em questão, além de conferir um caráter formal e analítico ao trabalho

13 Justificativas - Por que foi alvo da pesquisa? Possui uma forte presença no bairro há mais de 40 anos, sendo considerado ponto de referência pelos moradores do bairro. (Objetivo 1) Possui lojistas de diferentes nacionalidades e/ou descendências (italiana, japonesa, portuguesa, etc.), que comercializam produtos de diversas origens. (Objetivo 2) Compreende ricos aspectos culturais que, alem de servirem de fonte à exemplificação de alguns conceitos tratados na disciplina, enquadram-se na proposta geral do trabalho. (Objetivo 3)

14 Metodologia Pesquisas de Campo no local Entrevistas com lojistas Pesquisas de dados técnicos Fotografias do local Leitura e associação com alguns textos tratados nas aulas da disciplina

15 Como o Mercado é administrado? Pela Prefeitura de São Bernardo do Campo e pela Associação dos Permissionários do Mercado. Cada lojista paga uma taxa de aluguel à Prefeitura pela concessão do box, que varia com seu tamanho, em geral de 350 a 450 reais.

16 Dados sobre a Associação: Possui 8 membros (Presidente, Vice-Presidente, Tesoureiro, Vice-Tesoureiro, Secretário Geral e 3 membros auxiliares) Cuida da administração interna do Mercado (manutenções básicas, pagamento do serviço de limpeza, agora não mais bancado pela Prefeitura e pagamento do serviço de segurança) Cada lojista (permissionário) paga uma taxa à Associação, que varia de acordo com o tamanho do box, em geral, de 100 a 150 reais, que custeia os serviços básicos do Mercado.

17 Um pouco sobre a história e a relação com o Mercado de alguns de seus comerciantes

18 Sônia Centurion – Papelaria Sônia Trabalha há 28 anos no Mercado, na Papelaria Sônia, e possui duas outras lojas, de artesanato: uma no mesmo Mercado, há 6 anos, e outra na rua em frente, há 6 meses. Crê que o mercado mudou bastante, principalmente com o crescimento da cidade. Para ela, a atual administração da prefeitura tem sido melhor e mais aberta às necessidades do Mercado, porém falta maior organização e uma direção mais eficaz por parte da Associação dos Permissionários.

19 Os clientes sempre foram fiéis, hoje atendo os filhos da maioria deles, que compravam produtos em minha papelaria no passado. Falta divulgação dos serviços e produtos oferecidos pelo Mercado, muitas pessoas, inclusive do bairro não o conhecem ainda. Outro ponto importante é a estética, que poderia ser melhorada Abrir um negócio é fácil, o difícil é administrá-lo e nele permanecer. É necessária muita dedicação, controle financeiro, bom relacionamento com os clientes, e, principalmente, gostar do que faz

20 Milton Zanata – Empório Zanata De família italiana, está há 9 anos no Mercado, porém seu Empório já existe há 17 anos e sua família trabalha no ramo há 58 anos. Comercializa queijos, frios, secos e molhados, e bebidas importadas. É tesoureiro da Associação dos Permissionários. Para ele, a Associação faz o máximo possível para o bom funcionamento do Mercado, o que falta é organização por parte dos lojistas, que costumam ser resistentes às propostas.

21 São 70 pessoas que pagam, há 10 anos, o mesmo valor à Associação, sem correção alguma; poucas aceitam contribuir mais (quando necessário) e reclamam da falta de melhorias e da administração. O Mercado é ótimo, o que falta é uma organização maior por parte dos próprios lojistas e um espírito de união e colaboração para que ele possa crescer, também, obviamente, com incentivo por parte do poder público (prefeitura). Prioriza a qualidade dos produtos que vende, o atendimento personalizado, a fidelidade com os clientes, a postura conservadora e a dedicação ao que faz. É algo que tá no sangue, das duas vezes que tentei mudar de ramo, não fui bem sucedido, faz parte do que gosto, da minha experiência.

22 Mercearia TudoBom Pertence ao casal Lúcia e Mamoro, ambos de origem japonesa, que trabalham no mercado há 33 anos. Comercializam grãos, especiarias e produtos de origem oriental. Para ela, o Mercado era melhor no passado, hoje com a concorrência maior por parte dos grandes afeta o movimento da loja. Não aprova a atuação da Associação, que segundo ela nunca contribuiu em nada, e crê que o funcionamento do Mercado deveria ser totalmente controlado pela prefeitura, que faz a sua parte.

23 Considera o Mercado uma parte importante de sua vida e cultura, e de sua própria família, pois atende clientes que são fiéis há anos, e hoje são seus filhos que frequentam também a Mercearia.

24 Martinho É português e trabalha há 28 anos no mercado, vendendo bananas, batatas, cebola e especiarias. Acredita que o Mercado melhorou nos últimos anos, e a administração pública também. Aponta o estacionamento como um dos pontos a serem melhorados no Mercado. Não aprova o trabalho da Associação: deixam a desejar, falta organização.

25 Depois de tantos anos trabalhando aqui, os clientes já se tornaram meus amigos, e hoje o Mercado faz parte do meu trabalho e da minha vida

26 Impressões e aspectos observados O Mercado é mais que um conjunto de lojas, é um centro de convivência, no qual, as pessoas estabelecem relações tanto profissionais quanto pessoais. Todos os funcionários, principalmente os que já estão lá há mais tempo, o consideram como uma extensão de sua família e têm vínculos de amizade com seus clientes. Há uma heterogeneidade de opiniões com relação à administração do Mercado, tanto pela parte da Associação, quanto da prefeitura.

27 Muitos comerciantes ainda conservam os mesmos hábitos e não veem a necessidade de modernizarem seus negócios, frente à concorrência e ao novo público. Apesar de limpo, o Mercado carece de uma infraestrutura mais moderna e melhorias em sua divulgação. Alguns comerciantes ampliaram sua gama de produtos e hoje oferecem itens mais sofisticados aos consumidores; isso ocorre principalmente ao aumento da concorrência.

28 Relação com os textos estudados na disciplina: Conceito de Cultura Atualmente, o conceito de cultura tem um sentido bastante dilatado, abrangendo praticamente tudo que pode ser apreendido em uma sociedade – desde uma variedade de artefatos (imagens, ferramentas, casas e assim por diante) até práticas cotidianas (comer, beber, andar, falar, ler, silenciar) (BURKE, 2005, p.42). Observamos várias expressões culturais no mercadão, nas atividades cotidianas das pessoas que por lá passam, na história dos comerciantes locais, nos produtos vendidos, entre outros elementos lá presentes.

29 Conceito de Identidade De acordo com essa visão [sujeito sociológico], que se tornou a concepção sociológica clássica da questão, a identidade é formada na "interação" entre o eu e a sociedade. O sujeito ainda tem um núcleo ou essência interior que é o "eu real", mas este é formado e modificado num diálogo contínuo com os mundos culturais "exteriores" e as identidades que esses mundos oferecem. A identidade Cultural na Pós-Modernidade – Stuart Hall O mercadão é um local de contato entre as pessoas, um ponto de encontro, de convivência. Muito mais do que um simples local de comércio. Muitas trocas acontecem nesse local, como trocas de histórias, de produtos, de culturas, modificando a identidade dos que passam por ali.

30 Fragmentos de Stuart Hall: As nações modernas silo, todas, híbridos culturais Os lugares permanecem fixos; é neles que temos "raízes".

31 Conclusões O Mercado tem um papel fundamental na vida dos lojistas e moradores do bairro e da cidade: funciona como centro de compras, lazer, amizades e estabelecimento de relações comerciais e pessoais. O hibridismo cultural nele presente, ilustrado pela grande diversidade de funcionários e produtos de diferentes origens (italiana, portuguesa, japonesa, brasileira), reforça a ideia de que a identidade pode ser ao mesmo tempo fragmentada em culturas e hábitos diferentes, mas ao mesmo tempo unida pelo espaço físico e pelo conceito de conjunto.

32 A ancestralidade e os hábitos de origem de cada comerciante podem determinar seu comportamento e o tipo de produto comercializado, entretanto, todos prezam pelo atendimento e prestação de serviços aos clientes independente da origem. Isso explicita a função comercial como padrão e transcendente às origens. Falta atenção e investimento financeiro ao Mercado por parte do governo, que não se compromete integralmente à ajudá-lo, visto que não oferece retorno considerável à Prefeitura. A falta de integração entre os comerciantes de uma maneira geral e a dificuldade de se estabelecer uma comunicação coesa e efetiva, faz com que ainda haja muitas discordâncias com relação à atuação de entidades como a Associação dos Permissionários e impede o crescimento e a melhoria do Mercado em alguns setores básicos.

33 Questões a serem abordadas no debate Pode ser considerado patrimônio cultural da região? A prefeitura não deveria incentivar mais financeiramente e investir em melhorias do local, já que se trata de um mercado regional e sob o controle da administração pública? Frente às grandes redes de supermercados, muitas delas internacionais, um Mercado Municipal não deve ser valorizado pelo contato mais direto com o cliente e por representar uma entidade regional e cultural própria da região (diferentemente das grandes redes)?


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