A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Primeira República no Brasil: aspectos históricos e historiográficos Parte I: Aspectos Históricos.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Primeira República no Brasil: aspectos históricos e historiográficos Parte I: Aspectos Históricos."— Transcrição da apresentação:

1 Primeira República no Brasil: aspectos históricos e historiográficos Parte I: Aspectos Históricos

2 Periodização clássica Consolidação ( ) Institucionalização ( ) Crise ( )

3 Principais grupos republicanos Positivistas (particularmente fortes entre militares, com alguns núcleos civis, como no RS) – projeto: governo forte e centralizado, modernização econômica, reformas sociais com administração técnica Liberais (base social: oligarquias organizadas em torno dos partidos republicanos regionais – PRP, PRR, PRM) – projeto: republica liberal com restrições à cidadania eleitoral e política; economia agro-exportadora Radicais (jacobinos – base social setores médios das grandes cidades, sobretudo Rio de Janeiro) – projeto: reformas sociais e inclusão das massas na vida política.

4 Consolidação ( ) – Governo provisório Deodoro (nov/89 a fev/91) + governo constitucional (fev a nov/91) – Governo Floriano Peixoto – nov/91 a nov/94) – Prudente de Morais (11/94 a 11/98)– República dos Fazendeiros. Governo de Prudente de Morais enfrentou a conspiração jacobina, apoiado pelo vice Manoel Vitorino (atentado de 4/3/1987, pelo soldado Marcelino Bispo de Melo – morte do Mal Carlos Bittencourt) – Governou com Estado de Sitio e consolidou o poder das elites civis – Campos Sales (11/98 a 11/1902) – política dos governadores – apoiar quem estiver no poder regional e conseguir apoio no Congresso para além dos partidos – institucionalizou a fraude eleitoral, a degola política no Congresso e os Estados viraram feudos eleitorais. Política econômica do funding loan (empréstimo para pagar os juros da dívida anterior). Programa de deflação, elevação de impostos e aumento da taxa cambial.

5 Consolidação ( ) –Encilhamento (emissão de dinheiro pelos bancos, sem fundos de reserva, apoiado em bônus governamentais; incentivo à sociedades anônimas e ampliação do crédito - ampliação de capital, sem lastro produtivo, de empresas via bolsa – inflação e especulação de papéis, comparável ao frenesi dos apostadores de cavalo na hora de encilhar o animal antes da largada) –Fechamento do congresso em 1891, reação da Marinha (Custodio de Melo,a bordo do Riachuelo, se rebelou contra o Presidente) –Guerras civis Federalista (1893) – Fev/93 a set/95, no RS – Julio de Castilhos (jacobinos e positivistas) contra Gaspar Silveira Martins (maragatos = federalistas e liberais herdeiros da monarquia, chefiados também por Gumercindo Saraiva). Julio de Castilhos voltara ao poder em 1892, via golpe, depois de exerce-lo em 1890/1891, quando Gaspar voltou do exílio. Revolta da Armada (1894) – reduto de monarquistas, como Custodio de Melo e Saldanha da Gama, pretendiam derrubar Floriano e apoiaram os Federalistas gaúchos (sobretudo Saldanha da Gama). – set/93 a mar/95 Canudos ( )

6 Constituição 1891 Abolição das instituições monárquicas (Senado Vitalício, Poder Moderador, Conselho de Estado); Sistema de governo presidencialista; O presidente da República passou a ser o chefe do Poder Executivo; As eleições passaram a ser pelo voto direto, que continuou a ser a descoberto (não-secreto); Os candidatos a voto efetivo seriam escolhidos por homens maiores de 21 anos, à exceção de analfabetos, mendigos, soldados, mulheres e religiosos sujeitos ao voto de obediência; As províncias passaram a ser denominadas estados, com maior autonomia dentro da Federação; Os estados ficaram com a renda dos impostos de exportação e a União com a renda dos impostos de importação Os presidentes das províncias passaram a ser presidentes dos Estados, eleitos pelo voto direto à semelhança do presidente da República; A Igreja Católica foi desmembrada do Estado Brasileiro, deixando de ser a religião oficial do país.

7 (consolidação) –Disputa política entre republicanos – jacobinos, positivistas ortodoxos e liberais federalistas – Floriano, vice de Prudente em 1891, foi eleito vice-presidente da República, tornando-se, depois, vice-presidente em exercício por 3 anos. –Imigrantismo – 1886/ parceria e assalariamento. – 1891/1900 – cerca de 1,2 milhão de imigrantes. Diferente da imigração de colonização e branqueamento do Império (década de 1870) –Política Externa – imigração (diretor do Serviço de Imigração – José Maria Paranhos – Barão do Rio Branco, ministro de 1902 a 1909); questão dos limites (Missões; Amapá; Acre; Limites amazônicos com Colômbia, Venezuela e Peru; questão acreana – tratado de Petrópolis de 1903, depois das guerrilhas de Plácido de Castro.

8 Institucionalização ( ) –Governo Rodrigues Alves ( ) – modernização do Rio de Janeiro, via bota-abaixo de Pereira Passos, 1904/1905, cujo símbolo foi a construção da Avenida Central – ensaio fora feito em SP, quando R.Alves foi eleito presidente do Estado, em 1900) – Revolta da Vacina – 10/11/1904 – apoiada pelos alunos da Escola Militar (jacobinos), que pretendiam empossar Lauro Sodré como ditador positivista. –Afonso Pena (MG) (1906/1909)– ao contrário de Alves, apoiou a política de valorização do café (Convênio de Taubaté, 1906) – desvalorização da moeda nacional para incentivar a exportação. Morreu antes do fim do mandato, em Hermes da Fonseca se impôs como candidato à sucessão, com o apoio do vice empossado, Nilo Peçanha (1909/1910) e do senador Pinheiro Machado (RS). São Paulo apoiou Rui Barbosa, na derrotada campanha civilista

9 Institucionalização –Governo Hermes da Fonseca (1910/1914)– política das salvações – intervenção nos Estados para derrubar oligarquias anti-governistas. Auge de poder de Pinheiro Machado, baseado no Partido Republicano Conservador. No RS, Pinheiro Machado deixara no poder Borges de Medeiros, que seria o mais importante político do Estado nas primeiras décadas do século XX. Revolta da Chibata (nov/1910 – seguida da revolta da Ilha das Cobras – navio da morte Satélite, 250 revoltosos enviados para o Acre) e Revolta do Contestado ( Pivô – ação da Brazil Railway e Souther Lumber, de P. Farquar contra Posseiros – líder José Maria – Miguel de Lucena Boaventura). Peludos contra Pelados. 20 mil mortos. –Venceslau Brás (1914/1918)– apoiado por SP e MG no pacto de Ouro Fino, em 1913, para anular as articulações de Pinheiro Machado (PRC). Sucesso Rodrigues Alves (que morreu de gripe espanhola antes de tomar posse) e Delfim Moreira (vice, presidente em exercício até julho 1919) –Epitácio Pessoa – chefe da delegação brasileira em Versalhes, eleito in absentia, com apoio de SP, MG, RS. No seu governo, ao nomear civis para ministérios militares (P. Calógeras – Guerra e Raul Soares – Exército), lançou as bases para a revolta tenentista, que explodiria no governo do sucessor – Artur Bernardes. Primeiras obras contra a seca, criticada por políticos paulistas.

10 Crise ( ) –Sucessão de Epitácio Pessoa – novo ataque da aliança MG / SP – lançando Artur Bernardes, com a oposição de Borges de Medeiros que lançou a Reação Republicana (RJ, BA, RS, PE), tendo Nilo Peçanha como candidato. Bernardes era crítico dos militares e de Hermes da Fonseca. Cartas atribuídas a sua autoria foram lançadas em out/21. Eleição em março/22, só homologada em jul/22. –Artur Bernardes (nov/1922 a 1926) – governou sob estado de sitio, com congresso fechado e leis draconianas de repressão social e política. Explodem revoltas Tenentistas, contra o fechamento do Clube Militar e a prisão de Hermes da Fonseca (jul/1922, jul/1924) e a Revolução de 1923 – contra a quarta posse consecutiva de Borges de Medeiros, o chimango, organizada pela Aliança Libertadora, sob a liderança de Assis Brasil (estancieiros, federalistas, democratas). Apoiando Medeiros, estavam os corpos provisórios de peões, liderados por Flores da Cunha, Osvaldo Aranha e Getúlio Vargas. Bernardes, mesmo inimigo de Medeiros não interveio. –Washington Luis – após suspender o Estado de Sitio, promulga a Lei Celerada (1927) e uma Lei de Imprensa. Nomeou Vargas como ministro da Fazenda ( ), como premio ao apoio passivo do RS à sua candidatura. Sua sucessão (Julio Prestes X Getulio Vargas, pela Aliança Liberal – set/29)

11 A economia do café Base da economia brasileira (60% das exportações ). Produtos menos importantes: borracha e cacau. Crise estrutural e oscilação de preços + investimentos em larga escala Políticas de valorização de preços (manipulação de taxas cambiais-desvalorização da moeda nacional e compra de excedentes, com políticas de preço mínimo Mão de obra – produção de oferta abundante para barateamento (grande imigração – ), mercado interno incipiente para consumo de bens não-duráveis (alimentos, vestuário) Relação entre café e industrialização (investimentos de capital excedente, entraves estruturais)

12 Política dos governadores Apoio do governo federal às oligarquias regionais no poder (Estados) Oligarquias regionais no poder deveriam apoiar as políticas do governo federal na Câmara dos Deputados Comissão de Verificação dos Poderes e Presidência da Câmara – instrumentos de aplicação da política dos governadores Institucionalização da fraude eleitoral: voto de cabresto, eleitores fantasmas, adulteração das atas Coronel (potentado rural local): base do sistema – elo entre as oligarquias e o poder local

13 Tendências historiográficas –História política – estudo das personalidades políticas (viés mais tradicional) e estudo das ideologias conservadoras (sobretudo nos anos 20, tais como o catolicismo social e nacionalismo autoritário); estudo dos movimentos políticos – tenentismo e comunismo –História cultural - modernização, civilização, urbanização, controle social (sanitarismo, eugenia) culto ao progresso, elitismo, cultura popular –História social – revoltas rurais messiânicas; movimento operário (revalorização do anarquismo nos anos 1980); imigração e urbanização

14 Temas e debates historiográficos Elites políticas, partidos e ideologia (Edgar Carone, Maria Ligia Prado, Maria Helena Capelato) Papel do tenentismo (Boris Fausto) Fragilidade e insignificância do movimento operário como ator político (Edgar de Decca, Paulo Sérgio Pinheiro) Cultura popular e conflitos sociais (Nicolau Sevcenko e Sidney Chalhoub) Eugenia e políticas científicas (Lilia Schwacz) Nacionalismo (Lucia Lippi de Oliveira) Imaginário republicano (José Murilo de Carvalho) Relação entre classes e poder político (Décio Saes) Revisionismo do pacto republicano intra-elites (Renato Perissinotto, Renato Lessa e Claudia Viscardi, Gunter Axl) – política dos governadores e política do café com leite

15 Aspectos culturais da Primeira República Cultura de elite: cientificismo, culto ao progresso, cultura literária (ABL) Cultura popular: nascimento de uma cultura popular urbana e moderna – meios de comunicação, industrialização incipiente, transição entre cultura comunitária e cultura de massa-incipiente) Perspectiva sobre o popular: Exotismo e exclusão Nacionalismo e ufanismo patriótico Modernismos (Semana de Arte Moderna, 1922): rupturas estéticas, projetos culturais reformistas, valorização do papel do estado e do intelectual ativista e tutor da nação

16 Bibliografia citada CARONE, Edgar. União e Estado na vida política da Primeira República, USP, 1971 (República Velha II – Evolução Política FAUSTO, Boris. A Revolução de 30, USP, 1969 DE DECCA, Edgar. Dimensões históricas do insucesso político, USP, 1979 MICELI, Sergio. Intelectuais e Classe Dirigente no Brasil ( ), Sociologia/USP, 1979 SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República (1981) PRADO, Maria Ligia. A democracia ilustrada. O Partido Democrático de São Paulo, , USP, 1982 SAES, Decio. A formação do Estado burguês no Brasil ( ), Livre Docência, Ciência Política, Unicamp, 1983 JANOTTI, Maria de Lourdes. Os subversivos da República (L.D., USP, 1984) CAPELATO, Maria H. Os Intérpretes das Luzes: Liberalismo e Imprensa Paulista ( ), USP, 1986

17 Bibliografia CARVALHO, José Murilo. Os bestializados. O RJ e a república que não foi. Cia das letras, 1987 LESSA, Renato. A Política Demiúrgica de Campos Sales (Mestrado em C.P., IUPERJ, 1987) PERISSINOTTO, Renato. Estado e capital cafeeiro: burocracia e interesse de classe na condução da política econômica ( ), Doutorado em Ciência Política, Unicamp, 1996 LUCA, Tania. A Revista do Brasil: um diagnóstico para a (N)ação. Doutorado, USP, 1996 VISCARDI, Claudia. Teatro do Absurdo: A Nova Ordem do Federalismo Oligárquico, UFRJ,1999 AXL, Gunter. Gênese do Estado burocrático-burguês no Rio Grande do Sul ( ), USP, 2001 DUTRA, Eliana de Freitas. Rebeldes Literários da República: história e identidade nacional no Almanaque Brasileiro Garnier ( ), 2005


Carregar ppt "Primeira República no Brasil: aspectos históricos e historiográficos Parte I: Aspectos Históricos."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google