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SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA CARLOS HENRIQUE A. PIANTA NEUROLOGISTA Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia.

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1 SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA CARLOS HENRIQUE A. PIANTA NEUROLOGISTA Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia

2 I. D. : GRAU DE ESCOLARIDADE / MÃO DE PREFERÊNCIA HDA - SINTOMAS NEUROLÓGICOS AGUDOS (SEGUNDOS A MINUTOS): AVC, CRISE EPILÉPTICA, ENXAQUECA. - SINTOMAS NEUROLÓGICOS SUBAGUDOS (HORAS A DIAS): DOENÇA INFECCIOSA DO SNC OU DESMIELINIZANTE. - SINTOMAS NEUROLÓGICOS CRÔNICOS (SEMANAS, MESES A ANOS): DOENÇA ESTRUTURAL DO SNC, DOENÇA NEURODEGENARATIVA. ANAMNESE EM NEUROLOGIA – 80%

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6 HPP : HISTÓRIA GESTACIONAL, PARTO, PÓS-PARTO, DNPM H. FAM. :CONSANGÜINIDADE ENTRE OS PAIS / CASOS SEMELHANTES NA FAMÍLIA H. FISOL. : SONO / BEXIGA NEUROGÊNICA / ALIMENTAÇÃO H. SOCIAL : ETILISMO / TABAGISMO/ USO DE DROGAS ILÍCITAS /COMPORTAMENTO SEXUAL

7 DIAGNÓSTICO TOPOGRÁFICO DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO DIAGNÓSTICO SINDRÔMICO

8 EXAME NEUROLÓGICO FUNÇÕES DO SISTEMA NERVOSO AVALIADAS NO SISTEMA NEUROLÓGICO: -CONSCIÊNCIA VIGIL E COMPORTAMENTO -MOTRICIDADE -SENSIBILIDADES -SENSÓRIO -TROFISMO

9 1- CONSCIÊNCIA É a noção que o indivíduo tem de si mesmo e do meio ambiente. A consciência se divide em: - NÍVEL DE CONSCIÊNCIA -CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA Nível de consciência: é o grau de alerta ou de vigília comportamental que o indivíduo apresenta. Depende do Sistema Reticular Ativadora Ascendente (SRAA), situado na região ponto-mesencefálica do tronco encefálico e do córtex cerebral como um todo. Conteúdo da consciência: é a soma de todas as funções cognitivas e afetivas do ser humano (memória, linguagem, julgamento e crítica, orientação e etc.). Depende do córtex cerebral como um todo.

10 ALTERAÇÕES DA CONSCIÊNCIA ALTERAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA: -NÃO VIGIL OU REBAIXAMENTO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA (DISTÚRBIOS DO ESTADO DE DESPERTAR). -A LESÃO E/OU DISFUNÇÃO ESTÁ NO SRAA NO TRONCO ENCEFÁLICO OU NO CÓRTEX CEREBRAL COMO UM TODO OU EM AMBOS. ALTERAÇÃO DO CONTEÚDO DA CONSCIÊNCIA: -MEMÓRIA, ORIENTAÇÃO TEMPO ESPACIAL, JULGAMENTO E CRÍTICA, LINGUAGEM. -A LESÃO E/OU DISFUNÇÃO ESTÁ NO CORTEX CEREBRAL DIFUSAMNETE

11 SRAA E CÓRTEX CEREBRAL

12 2 - FACE FACE CONGELADA FACE MIASTÊNICA PARALISIA FACIAL FACE DE HUTSCHINSON 3 – ATITUDE ATIVA OU PASSIVA ATITUDE DE WERNICKE-MANN / PARKINSONIANA

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15 3 - EQUILÍBRIO EQUILÍBRIO ESTÁTICO EQUILÍBRIO DINÂMICO EQUILÍBRIO ESTÁTICO: depende de vários mecanismos reflexos, da função vestibular, da função visual, sensibilidade proprioceptiva e sensação tátil. ASTASIA / DISTASIA

16 ROMBERG

17 TESTE DE ROMBERG O EQUILÍBRIO ESTÁTICO É AVALIADO ATRAVÉS DO TESTE DE ROMBERG QUE QUANDO POSITIVO NOS DARÁ O SINAL DE ROMBERG. TESTE DE ROMBERG E RESPOSTAS POSSÍVEIS: -RESPOSTA NORMAL É O TESTE DE ROMBERG NEGATIVO. -RESPOSTA ANORMAL É O TESTE DE ROMBERG POSITIVO = SINAL DE ROMBERG, há duas respostas possíveis: -ROMBERG CLÁSSICO OU FUNICULAR -ROMBERG VESTIBULAR

18 TESTE DE ROMBERG -ROMBERG CLÁSSICO OU FUNICULAR:o paciente cai imediatamente após o fechamento dos olhos, cai sem sentido preferencial. TOPOGRAFIA DA LESÃO: alterações das raízes dorsais e funículo posterior da medula (vias proprioceptivas). -ROMBERG VESTIBULAR:depois que o paciente fecha os olhos, passa-se algum tempo, há um período de latência de alguns segundos e só então o paciente cai, a queda ocorre para o mesmo lado ( lado do labirinto lesado). TOPOGRAFIA DA LESÃO: alterações das vias vestibulares. -DANÇA DOS TENDÕES: lesões do cerebelo. -PACIENTES HISTÉRICOS

19 EQUILÍBRIO DINÂMICO Durante a marcha observar a postura do paciente, o balanço dos mmss e a presença de alterações como aumento da base, irregularidades dos passos e desvios. ALGUMAS MARCHAS PATOLÓGICAS - MARCHA CEIFANTE OU HELICÓPODE OU HEMIPLÉGICA: flexão e adução do membro superior de um lado e extensão rígida do membro inferior com flexão da planta do pé do mesmo lado, quando deambula tende a fazer um movimento de semicírculo ( circundução) do membro inferior comprometido. Ex. AVC - MARCHA ESPÁSTICA OU ESPASMÓDICA: base estreita, passsos curtos e lentos,tende a raspar a parte anterior da planta do pé no chão. EX. LESÕES MEDULARES (DESMIELINIZANTES, INFECCIOSAS OU TRM). UM TIPO PARTICULAR É A MARCHA EM TESOURA ( SÍNDROME DE LITTLE): há uma hipertonia demasiada dos adutores das coxas, quando o paciente anda os joelhos podem cruzar um na frente do outro a cada passo.

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21 -MARCHA ATÁXICA CEREBELAR (EBRIOSA):base de sustentação ampliada, instável, quando deambula apresenta antero, retro e lateropulsão,os olhos fechados praticamente não piora a marcha. EX. ALCOOLISMO, DOENÇAS DEGERATIVAS DO CEREBELO, HIDANTOÍNA, TUMORES. -MARCHA ATÁXICA TALONANTE (CALCANEANTE): amplia a base de sustentação e deambula batendo os calcanhares no chão, a marcha piora muito com os olhos fechados ou se torna impossível.Ex. ALTERAÇÕES DA SENSIBILIDADE CINÉTICO- POSTURAL OU PROPRIOCEPTIVA. LESÕES DAS RAÍZES DORSAIS E FUNÍCULO POSTERIOR (LESÕES RADÍCULO- CORDONAL POSTERIOR). TABES DORSALIS (NEUROSSÍFILIS) / PSEUDO TABES DIABÉTICA. -MARCHA ATÁXICA VESTIBULAR :amplia a base de sustentação e há uma tendência para desviar-se para um dos lados. Ex.LESÕES DO SISTEMA VESTIBULAR (LABIRINTOPATIAS). MARCHA EM ESTRELA : pede-se para o paciente caminhar 4 ou 5 metros com os olhos fechados em linha reta para frente e para trás,é possível verificar que os desvios acabam por descrever a figura de um estrela no chão, pois ao caminhar para trás, inverte-se o sentido do desvio.

22 -MARCHA ESCARVANTE:o paciente não consegue fazer a dorso- flexão do pé, tende a arrastar a ponta do pé no chão. Ex. LESÕES DO N. FIBULAR OU DAS RAÍZES L4-L5. -MARCHA ESCARVANTE COM STEPAGE: o paciente na tentativa de compensar sua deficiência distal eleva demasiadamente os joelho. ( parece subir escada) -MARCHA ANSERINA OU MIOPÁTICA: geralmente apresenta hiperlordose lombar e ao deambular balanceia acentuadamente as bacias para os lados. Ex. DISTROFIAS MUSCULARES, POLIOMIOSITES, GRAVIDEZ. -MARCHA DE PEQUENOS PASSOS: passos curtos e arrastando os pés no chão. -FESTINAÇÃO: acelera a marcha sem sair do lugar. -CLOWN GAIT OU MARCHA DO PALHAÇO:marcha hipercinética, bizarra,lembra os trejeitos de um palhaço do circo. Ocorre na coréia. Coréia são movimentos involuntários, súbitos, de curta duração, não estereotipados e imprevisíveis.

23 SÍNDROMES MOTORAS SÍNDROME DO NEURÔNIO MOTOR SUPERIOR ( SÍNDROME PIRAMIDAL) SÍNDROME DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR ( SÍNDROME MOTORA PERIFÉRICA )

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28 SÍND DO NEURÔNIO MOTOR SUPERIOR SÍND DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR FORÇA MUSC. FRAQUEZA- MAIS DISTAL FRAQUEZA- FOCAL OU GENERALIZADA TÔNUSAUMENTADODIMINUÍDO OU NORMAL REFLEXOS AUMENTADOS / HIPERATIVOS DIMINUÍDOS OU ABOLIDOS TROFISMO POUCO ATROFIA / TARDIA ATROFIA LEVE A GRAVE REFLEXO CUTÂNEO- PLANTAR EM EXTENSÃO SINAL DE BABINSKI EM FLEXÃO OU ABOLIDO REFLEXO CUTÂNEO- ABDOMINAL AUSENTE PODE ESTAR PRESENTE FASCICULAÇÃO AUSENTE PRESENTE ( EM LESÃO DE MOTONEURÔNIOS)

29 FASCICULAÇÃO Unidade motora : é o conjunto formado pelo neurônio motor inferior e pelas fibras musculares por ele inervadas. Fasciculação: contração involuntária de uma unidade motora, isto é, uma pequena contração de parte de um músculo, é visível e perceptível pelo paciente, mas não provoca deslocamento do segmento afetado pois a tensão desenvolvida é insuficiente

30 TROFISMO E TÔNUS MUSCULAR INSPEÇÃO E PALPAÇÃO EXAME DO TÔNUS MUSCULAR: Movimentação passiva dos membros. O examinador realiza movimentos passivos ao nível das articulações, avaliando a resistência oferecida. HIPOTONIA : resistência diminuída e movimentos mais amplos. HIPERTONIA: resistência aumentada e movimentos menos amplos. HIPERTONIA : HIPERTONIA ESPÁSTICA OU ESPASTICIDADE OU HIPERTONIA ELÁSTICA – SINAL DO CANIVETE HIPERTONIA PLÁSTICA – SINAL DA RODA DENTEADA HIPOTONIA : LESÕES DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR, NA FASE AGUDA DO AVE, SÍNDROMES CEREBELARES E ALGUMAS SÍNDROMES EXTRAPIRAMIDAIS

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34 EXAME DA MOTRICIDADE EXAME DA FORÇA MUSCULAR: COMPARAÇÃO COM A FORÇA DA GRAVIDADE E COM A FORÇA DO EXAMINADOR MMSS: -O PACIENTE REALIZA MOVIMENTOS DE OPONÊNCIA ENTRE O POLEGAR E CADA UM DOS DEDOS, ABRIR E FECHAR AS MÃOS, FLEXÃO E EXTENÇÃO DOA PUNHOS E DOS ANTEBRAÇOS, ABDUÇÃO E ADUÇÃO DOS BRAÇOS E DE ELEVAÇÃO DOS OMBROS.

35 MANOBRAS DE FORÇA CONTRA A RESISTÊNCIA OPOSTA PELO EXAMINADOR DOS MMSS : - ABDUÇÃO DO BRAÇO (ELEVAÇÃO LATERAL) CONTRA RESISTÊNCIA: DELTÓIDE C5-C6, N. AXILAR - FLEXÃO E SUPINAÇÃO DO ANTEBRAÇO: BÍCEPS C5-C6, N MUSCULOCUTÂNEO - EXTENÇÃO DO ANTEBRAÇO CONTRA A RESISITÊNCIA;TRÍCEPS C7, N. RADIAL -APERTO DA MÃO :APERTAR OS DOIS DEDOS DO EXAMINADOR: MÚSCULOS FLEXORES DA MÃO, C7-C8-T1, NN. MEDIANO E ULNAR -MOVIMENTO DE PINÇA: TESTE DE FORÇA DO INDICADOR E DO POLEGAR – PINÇA OPONDO FIRMIMENTE O POLEGAR E O INDICADOR. MÚSCULOS FLEXORES LONGO DO POLEGAR E DO INDICADOR, C8- T1 N. MEDIANO - ABDUÇÃO DOS DEDOS: ABERTURA EM LEQUE DOS DEDOS.MM. INTERÓSSEOS E ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO C8-T1 N. ULNAR

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38 MANOBRA DEFICITÁRIA DOS MMSS OU DOS BRAÇOS ESTENDIDOS: -PACIENTE SENTADO MANTÉM OS MMSS ESTENDIDOS PARA FRENTE NO PLANO HORIZONTAL, COM OS DEDOS AFASTADOS ENTRE SI.( 2 MIN.) -MANOBRA DE RAIMISTE: PACIENTE DEITADO ESTENDE APENAS O ANTEBRAÇO DE AMBOS OS MMSS, FORMANDO ÃNGULO DE 90 GRAUS COM O PLANO HORIZONTAL.

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40 -MMII: -DECÚBITO DORSAL,EXECUTAR MOVIMENTOS DE FLEXÃO E EXTENSÃO DOS PÉS, PERNAS E COXAS. -MANOBRA DE FORÇA CONTRA RESISTÊNCIA DOS MMII: -FLEXÃO DA COXA CONTRA A RESISTÊNCIA: ILIOPSOAS, L1-L3, N. FEMORAL -PERNA EXTENDIDA CONTRA RESISTÊNCIA:QUADRÍCEPS, L2-L4 N. FEMORAL -FLEXÃO DA PERNA CONTRA A RESISTÊNCIA: BÍCEPS FEMORAL, SEMITENDINOSO E SEMIMEMBRANOSO, L5-S2, N. CIÁTICO -FLEXÃO PLANTAR DO PÉ: GASTROCNÊMIO, SOLEO E TIBIAL POSTERIOR, S1-S2 N. TIBIAL -EXTENÇÃO DO PÉ OU FLEXÃO DORSAL DO PÉ E PODODACTILOS: TIBIAL ANTERIOR,EXTENSOR LONGO DOS PODODÁCTILOS E EXTENSOR LONGO DO HÁLUX, L4-L5 N FIBULAR

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43 -MANOBRAS DEFICITÁRIAS DOS MMII: - MANOBRA DE MINGAZZINI: DECÚBITO DORSAL, COM AS COXAS FAZENDO ÂNGULO DE 90 GRAUS COM ABDOME E AS PERNAS FAZENDO UM ÂNGULO DE 90 GRAUS COM AS COXAS E OS PÉS NA VERTICAL. -MANOBRA DE BARRÉ: DECÚBITO VENTRAL, AS PERNAS FAZENDO ÂNGULO DE 90 GRAUS COM AS COXAS. -MANOBRA DO PÉ: decúbito dorsal e mmiis em extensão com os pés em posição vertical. Na insuficiência dos músculos rotatórios internos dos mmiis, os pés desviam para fora.

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45 GRADUAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR: - GRAU V : FORÇA MUSCULAR NORMAL, VENCE A GRAVIDADE E A RESISTÊNCIA DO EXAMINADOR - GRAU IV : VENCE A GRAVIDADE MAS VENCE COM DIFICULDADE A RESISTÊNCIA - GRAU III : VENCE A GRAVIDADE MAS NÃO VENCE A RESISTÊNCIA - GRAU II : NÃO VENCE A GRAVIDADE, APENAS DESLOCA O MEMBRO -GRAU I : NÃO DESLOCA O MEMBRO, APENAS APRESENTA MOVIMENTOS VESTIGIAIS, CONTRAÇÃO MUSCULAR - GRAU 0 : AUSÊNCIA DE CONTRAÇÃO MUSCULAR (PLÉGICO)

46 CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA DOS DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO PLEGIA: PERDA DA FUNÇÃO MOTORA = PARALISIA PARESIA : PERDA PARCIAL DA FUNÇÃO MOTORA = PARALISIA PARCIAL HEMIPLEGIA: PERDA DA FUNÇÃO MOTORA NA METADE DO CORPO ( DIMIDIO) -COMPLETA: MEMBRO INFERIOR, MEMBRO SUPERIOR E PELO MENOS UM NERVO CRANIANO, GERALMENTE, O NERVO FACIAL. -INCOMPLETA: UM DOS SEGMENTOS É POUPADO. PODE SER O MEMBRO INFERIOR OU A FACE.

47 CLASSIFICAÇÃO TOPOGRÁFICA DOS DISTÚRBIOS DO MOVIMENTO - HEMIPLEGIA PROPORCIONADA:OS SEGMENTOS COMPROMETIDOS APRESENTAM PERDAS DE FUNÇÃO EM INTENSIDADE APROXIMADAMENTE IGUAIS. -HEMIPLEGIA DESPROPORCIONADA: SEGMENTOS COMPROMETIDOS APRESENTAM PERDAS DE FUNÇÃO DE INTENSIDADE DIFERENTE. - HEMIPLEGIA ALTERNA: COMPROMETIMENTO DO SEGMENTO CEFÁLICO DE UM LADO E DO MS E MI DO LADO OPOSTO = LESÃO DE TRONCO ENCEFÁLICO - PARAPLEGIA : BRAQUIAL E CRURAL -TETRAPLEGIA OU QUADRIPLEGIA: 4 MEMBROS. - MONOPLEGIA : UM MEMBRO. - DIPLEGIA : DUPLA HEMIPLEGIA, MAIS USADO NO SENTIDO DE PARALISIA FACIAL BILATERAL.

48 REFLEXOS REFLEXOS SÃO RESPOSTAS MOTORAS OU VEGETATIVAS, INVOLUNTÁRIAS, PROVOCADAS POR ESTÍMULOS PADRONIZADOS. OS REFLEXOS SÃO : - PROPRIOCEPTIVOS ( MIOTÁTICOS, PROFUNDOS OU DE TRAÇÃO MUSCULAR) -EXTEROCEPTIVOS OU SUPERFICIAIS

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50 Interpretação geral dos reflexos profundos O exame neurológico é metódico e comparativo. A resposta de um reflexo pode variar de pessoa para pessoa, podendo ser influenciado pelo estado emocional. Todo sinal neurológico deve ser interpretado dentro de um contexto clínico. Os reflexos profundos podem ser muito discretos, mas são sempre constantes. Todo reflexo tem seu nível de integração (em algum segmento medular ou troco encefálico), tem uma via aferente e outra eferente. Hiperreflexia: a lesão está acima do nível de integração do reflexo. Arreflexia: a lesão pode estar no nível de integração do reflexo, na via aferente ou via eferente ( raíz, plexo ou nervo periférico). Na hiperreflexia a área reflexora ( área onde se pesquisa o reflexo) está aumentada

51 REFLEXOS PROFUNDOS OU PROPRIOCEPTIVOS -REFLEXOS APENDICULARES: MEMBROS -MEMBROS SUPERIORES: -REFLEXO BICIPTAL : C5 – C6, NERVO MUSCULO- CUTÂNEO -PESQUISA : ANTEBRAÇO EM SEMIFLEXÃO E COM A MÃO EM SUPINAÇÃO É APOIADO NO ANTEBRAÇO DO EXAMINADOR. O EXAMINADOR COLOCA O DEDO POLEGAR SOBRE O TENDÃO DISTAL DO BÍCEPS E PERCURTE SOBRE SEU DEDO. - RESPOSTA: CONTRAÇÃO DO BÍCEPS E FLEXÃO DO ANTEBRAÇO SOBRE O BRAÇO.

52 -REFLEXO TRICIPITAL : C7 – C8, NERVO RADIAL. -PESQUISA : BRAÇO EM ABDUÇÃO E SUSTENTADO PELO EXAMINADOR. PERCUSSÃO DIRETA DO TENDÃO DISTAL DO TRÍCEPS, SEM INTERPOSIÇÃO DO DEDO DO EXAMINADOR - RESPOSTA : EXTENSÃO DO ANTEBRAÇO

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54 -REFLEXO BRAQUIORRADIAL OU ESTILORRADIAL: C5 – C6, NERVO RADIAL -PESQUISA : ANTEBRAÇO SEMIFLETIDO E O PUNHO EM LIGEIRA PRONAÇÃO APOIADO NA MÃO DO EXAMINADOR. FAZ A PERCUSSÃO NO PROCESSO ESTILÓIDE OU NA EXTREMIDADE DISTAL DO RÁDIO. -RESPOSTA : CONTRAÇÃO DO BRAQUIORRADIAL, FLEXÃO DO ANTEBRAÇO SOBRE O BRAÇO. -RESPOSTA SECUNDÁRIA : FLEXÃO DOS DEDOS – OCORRE NA HIPERREFLEXIA

55 -REFLEXO DOS FLEXORES DOS DEDOS : C8 –T1, NERVOS MEDIANO E ULNAR -PESQUISA: PERCUSSÃO DA SUPERFÍCIE PALMAR DAS FALANGES, COM INTERPOSIÇÃO DOS SEGUNDO E TERCEIRO DEDOS DO EXAMINADOR. -RESPOSTA: FLEXÃO DOS DEDOS. ( DISCRETA OU AUSENTE)

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57 SINAL DE HOFFMANN: TAMBÉM PESQUISA O REFLEXO FLEXORES DOS DEDOS. PESQUISA: A FALANGE MÉDIA DO DEDO MÉDIO DO PACIENTE É FIXADA ENTRE O SEGUNDO E TERCEIRO DEDOS DO EXAMINADOR E COM SEU POLEGAR DETERMINA FLEXÃO BRUSCA DA FALANGE DISTAL DO PACIENTE E RELAXANDO BRUSCAMENTE RESPOSTA: A MESMA DOS FLEXORES DOS DEDOS

58 REFLEXOS DO MMIIS ** REFLEXO DO QUADRÍCEPS ( PATELAR) L2 - L3 – L4 N. FEMORAL -Pesquisa: paciente sentado com as pernas pendentes ou em decúbito dorsal com joelhos semifletidos e apoiado na mão do examinador. Percurte-se no tendão distal do quadríceps logo abaixo da patela( rótula). - Resposta: CONTRAÇÃO DO QUADRÍCEPS; EXTENSÃO DA PERNA. RESPOSTA PENDULAR ( HIPOTONIA) ** REFLEXO DO AQUILEU ( TRÍCEPS SURAL) L5 – S1 – S2 N. TIBIAL -Pesquisa: paciente sentado com as pernas pendentes ou em decúbito dorsal com a perna em ligeira flexão e rotação externa. Percussão direta no tendão de Aquiles, durante a pesquisa o examinador mantem o pé em ligeira flexão dorsal. - Resposta: FLEXÃO PLANTAR DO PÉ

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62 - REFLEXO DOS ADUTORES DA COXA: L2 – L3 – L4 N. OBTURADOR PESQUISA:Paciente em decúbito dorsal com os membros inferiores semifletidos em ligeira a abdução com os pés apoiados na cama ou sentado com as pernas pendentes. Percussão nos tendões no condilo medial do femur. RESPOSTA : ADUÇÃO DA COXA E LIGEIRA ADUÇÃO DA COXA CONTRALATERAL. HIPERREFLEXIA : A RESPOSTA É OBTIDA PELA PERCUSSÃO DE OUTROS PONTOS: TÍBIA, PROCESSOS ESPINHOSOS DA COLUNA TORÁCICA OU LOMBAR

63 MANOBRAS DE REFORÇO: ATIVA MECANISMOS FACILITADORES, TORNANDO OS REFLEXOS MAIS VISÍVEIS OU PERCEPTÍVEIS. - MANOBRA DE JENDRASSIK : PARA MMIIS.Pede-se para o paciente entrelaçar os dedos das mãos e tracioná-los em sentidos opostos. - TRINCAR OS DENTES : PARA MMSS.

64 INTENSIDADE DA RESPOSTA REFLEXA : ABOLIDO O PRESENTE MAS DIMINUÍDO - NORMAL + NORMAL VIVO ++ EXALTADO ( HIPERREFLEXIA) +++ MUITO EXALTADO (POLICINÉTICO) ++++ CLONO : CONTRAÇÃO E RELAXAMENTO MUSCULAR ALTERNAM-SE DE FORMA RÁPIDA E SUCESSIVA. OBSERVADO QUANDO O EXAMINADOR CAUSA UM ESTIRAMENTO BRUSCO DE UM MÚSCULO E TENTA MANTER O MÚSCULO ESTIRADO. -CLONO DO PÉ / CLONO DO QUADRÍCEPS (RÓTULA) -Clono do pé: O examinador faz uma flexão dorsal do pé de forma passiva, brusca e mantida. O clono quando presente manifesta-se por uma série de flexões plantares repetidas. - Clono do quadríceps: o examinador segura lateralmente nos bordos da rótula e desloca a mesma bruscamente para baixo e tenta mantê-la nesta posição. Este clono quando presente manifesta-se por um tremor grosseiro rápido da rótula.

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67 REFLEXOS AXIAIS DA FACE: LINHA MÉDIA DO ROSTO -REFLEXO ORBICULAR DOS OLHOS OU GLABELAR: -Pesquisa:examinador atrás do paciente, a percussão é feita na região naso-palpebral ou glabelar. Pode ser feito com o martelo de reflexos ou com o dedo médio. - RESPOSTA: OCLUSÃO PALPEBRAL BILATERAL. - RESPOSTA ANORMAL (EXALTADO): NÃO CONSEGUE INIBIR O PISCAMENTO EM RESPOSTA A ESTIMULAÇÃO REPITIDA. CONTINUA PRESENTE APÓS REPETIDOS ESTÍMULOS VIA AFERENTE : N. INTERMÉDIO/ VIA EFERENTE: N. FACIAL / CENTRO DE INTEGRAÇÃO: PONTE DÇ DE PARKINSON, LESÃO CEREBRAL DIFUSA

68 REFLEXO ORBICULAR DOS LÁBIOS : - PESQUISA: percussão no lábio superior na linha média, pode ser feito com o martelo de reflexo ou o dedo médio do examinador. - RESPOSTA: CONTRAÇÃO DA MUSCULATURA PERIORAL COM DISCRETA PROTRUSÃO DOS LÁBIOS. - EXALTADO EM LESÕES CEREBRAIS DIFUSAS. ( REFLEXO DO FOCINHO) NORMAL NAS PRIMEIRAS SEMANAS DE VIDA - INTEGRAÇÃO : PONTE / VIA AFERENTE: N. TRIGÊMIO / VIA EFERENTE : N. FACIAL

69 REFLEXO MASSETÉRICO (MANDIBULAR OU MENTONIANO) PESQUISA:paciente com a boca entreaberta. A percussão com o martelo de reflexos é feita sobre o mento com interposição do dedo polegar do examinador. RESPOSTA: CONTRAÇÃO DOS MASSETERES, ELEVAÇÃO DISCRETA DA MANDÍBULA ( RESPOSTA MUITO DISCRETA OU AUSENTE) ESTÁ EXALTADO EM LESÕES CEREBRAIS DIFUSAS, PARKINSON INTEGRAÇÃO : PONTE / VIA AFERENTE : N. TRIGÊMIO ( RAÍZ SENSITIVA) / VIA EFERENTE: N. TRIGÊMIO ( RAÍZ MOTORA)


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