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Luís Rodrigues 9 DE OUTUBRO DE 2008. Ler e analisar três textos, um na sua totalidade e excertos dos outros dois. Os textos são: 1) 1) Knowledge, error.

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1 Luís Rodrigues 9 DE OUTUBRO DE 2008

2 Ler e analisar três textos, um na sua totalidade e excertos dos outros dois. Os textos são: 1) 1) Knowledge, error and probable opinion, Russell, ) §§ 1 – 4 2) 2) Knowledge and Grounds: a comment on Mr. Gettier`s paper, Clark, ) Na totalidade 3) 3) A Causal Theory of Knowing, Goldman, ) §§ 1 – 4 (Texto de leitura opcional).

3 § 1 Algumas das nossas crenças são falsas. Será que podemos saber alguma coisa? Ou será que só acreditamos no que é o caso (no que é verdade) por mera sorte? Para responder a estas questões temos de decidir o que queremos dizer com o termo conhecer (i.e., saber que p )

4 § 2 Prima facie, conhecimento = crença verdadeira. Mas (ver exemplos de Russell) crença verdadeira conhecimento......quando alguém acredita numa proposição verdadeira que inferiu a partir de uma proposição falsa na qual acredita. Quer dizer, uma crença verdadeira não é conhecimento se for inferida de uma crença falsa. Exercício 1 – Indique duas das condições necessárias, sugeridas por Russell neste parágrafo, para que uma crença possa ser conhecimento.

5 § 3 E, crença verdadeira não é conhecimento desde que seja o resultado (a conclusão) de uma inferência falaciosa, mesmo resultando essa crença de premissas verdadeiras. Exemplo: Premissa/crença 1 Todos os gregos são homens. (premissa verdadeira) Premissa/crença 2 Sócrates é um homem. (premissa verdadeira) Conclusão/crença Sócrates é grego (Conclusão verdadeira, mas não se segue validamente das premissas. Não pode portanto ser atribuído conhecimento a quem acredita nesta conclusão com base nestas premissas )

6 § 4 Quer isto dizer que só é conhecimento o que é validamente inferido de premissas verdadeiras? Não, é também necessário que as premissas sejam conhecimento para além de serem verdadeiras. Mas isto conduz a uma definição circular, uma vez que usamos a noção de conhecimento para definir o que é o conhecimento – quando se estabelece como condição necessária para o conhecimento que as premissas têm de ser conhecidas. Exercício 2 – Explique em poucas palavras a solução que Russell sugere para este problema da circularidade explicativa.

7 § 1 Descrição dos contra-exemplos de Gettier: Nos dois contra-exemplos de Gettier, alguém acredita numa proposição verdadeira com base em falsas razões (i.e., falsos fundamentos). Razão/proposição falsa para... Proposição verdadeira Justificação de crença falsa Transfere-se para... Justificação de crença verdadeira

8 § 2 Nos contra-exemplos de Gettier, conclusões verdadeiras são dedutivamente implicadas por falsas razões. Mas não é necessário que ocorra esta implicação para que as razões possam ser boas razões (quer dizer, razões eficazes no sentido de servirem para justificar epistemicamente uma crença) Há casos em que uma crença verdadeira justificada não é conhecimento e a razão que suporta essa justificação não implica dedutivamente a proposição acreditada. Por exemplo...

9 § 2 Smith acredita que (1) Jones tem um Ford porque Brown, que Smith considera fiável e honesto, disse a Smith que Jones tem um Ford. Mas Brown cometeu um erro e confundiu Jones com outra pessoa, e o facto é que Jones nunca tinha tido um Ford até hoje, o dia em que, sem que Jones pudesse saber, Jones adquiriu um Ford. Segue-se que Smith tem uma crença (acredita em 1), verdadeira (1 é verdadeira, pois Jones tem mesmo um Ford) e justificada (em virtude do testemunho de Brown, que é fiável e honesto, segundo o qual Jones tem um Ford). Mas não podemos atribuir conhecimento de 1 a Smith (porque ele acredita justificadamente em 1 em função de falsas razões: o testemunho equívoco de Brown).

10 § 3 Acrescentar à definição tripartida do conhecimento a condição suplementar de iv) as razões que justificam uma crença serem todas verdadeiras pode não conferir suficiência ao conjunto de condições resultante. Exercício 3 – Construa e apresente um contra-exemplo à definição do conhecimento resultante da conjunção de i) crença, ii) verdadeira, iii) justificada e iv) as razões que justificam a crença são todas verdadeiras.

11 § 3 Contra-exemplo de Clark: Jones tem e sempre teve um Ford. Brown, habitualmente fiável e honesto, diz a Smith que Jones tem um Ford. Brown não sabe realmente que Jones tem um Ford, tendo inventado o seu testemunho. Todas a condições são satisfeitas neste caso, incluindo a condição (iv), uma vez que as razões que Smith tem para jsutiicar a sua crença são todas verdadeiras (apesar de inventado, o testemunho de Jones é verdadeiro !) Contudo, não podemos atribuir a Smith conhecimento acerca de Jones ter um Ford, isto porque as razões pelas quais Smith aceita as razões que justificam a sua crença, quer dizer, as razões pelas quais aceita o testemunho de Jones, que Brown sabe que Jones tem um Ford, são falsas.

12 § 3 Contra-exemplo de Clark: Jones tem e sempre teve um Ford. Brown, habitualmente fiável e honesto, diz a Smith que Jones tem um Ford. Brown não sabe realmente que Jones tem um Ford, tendo inventado o seu testemunho. Todas as condições são satisfeitas neste caso, incluindo a condição (iv), uma vez que as razões que Smith tem para jsutiicar a sua crença são todas verdadeiras (apesar de inventado, o testemunho de Jones é verdadeiro !) Contudo, não podemos atribuir a Smith conhecimento acerca de Jones ter um Ford, isto porque as razões pelas quais Smith aceita as razões que justificam a sua crença, quer dizer, as razões pelas quais aceita o testemunho de Jones, que Brown sabe que Jones tem um Ford, são falsas.

13 § 4 Não faz sentido questionar quais as razões das razões, supondo que é possível adicionar razões que sustentam razões, num regresso interminável. (A razão 1 justificaria a razão 2 que por sua vez seria justificada pela razão 3, e por aí adiante infinitamente. Clark está a supôr que o regresso da ordem das razões pára quando há um conjunto de razões verdadeiras suficiente para justificar completamente uma crença. Isto é uma espécie, não explicada por Clark, de fundacionismo). Se alguma razão no conjunto de razões que justificam a crença de Smith que Jones tem um Ford for falsa ( ver o texto para o enumerar das razões), podemos negar que Smith saiba que Jones tem um Ford. Mas se todas as razões desse conjunto forem verdadeiras, então podemos atribuir a Smith conhecimento que Jones tem um Ford.

14 § 4 No caso de todas as razões pertencentes à cadeia de razões que justifica a crença de Smith serem verdadeiras, essa crença estará totalmente fundamentada. Pode então modificar-se a quarta condição da definição do conhecimento do seguinte modo: iv)´ A crença de S em p está completamente fundamentada. As condições (i) a (iv)´ são separadamente necessárias e conjuntamente suficientes para S saber que p. Exercício 4 – Supondo que existe diferença, explique resumidamente qual a diferença entre a condição (iii) da definição tripartida e a condição (iv)´ da definição sugerida por Clark.

15 § 5 A condição (iv)´ não torna a condição (iii) redundante e dispensável. Alguém pode estar na posse de todas as boas razões acreditar em algo (condição iv´) e no entanto não conseguir perceber que essas são boas razões para justificar (condição iii) aquilo em que acredita. Portanto, alguém ter uma crença completamente fundamentada (no sentido encontrado por Clark) não obriga a que essa pessoa tenha uma crença justificada. Por exemplo, alguém estar na posse de todas a razões que apoiam a teoria da Relatividade Geral de Einstein não faz com que a pessoa na posse dessas razões (e.g., todas as demonstrações teóricas e empíricas da teoria) tenha um crença justificada na verdade da teoria, uma vez que essa pessoa pode não compreender essas razões e, portanto, não conseguir usá-las para justificar a sua crença nessa teoria.

16 § 6 Exercício 5 – Explique resumidamente (numa página) o principal problema abordado por Clark no parágrafo 6 e identifique a solução que o autor encontra para esse problema. Exercício 6 – Identifique o argumento que Clark usa no parágrafo 7 para defender que, salvo raras excepções, acaba-se sempre por chegar-se a um ponto em que não faz sentido perguntar pelas razões que sustentam as razões que justificam uma crença. Diga se é um bom ou um mau argumento e justifique a sua resposta. (Quem quiser pode submeter a resposta a UM dos exercícios até dia 30/10/2008. NÃO CONTA PARA AVALIAÇÃO, mas pode revelar-se útil a vários níveis. Quem desejar enviar por pode fazê-lo para: (as respostas serão comentadas e devolvidas)

17 §§ 1 Aceitação por parte de Goldman que o problema de Gettier obriga a rever a definição tripartida do conhecimento. Propõe-se oferecer no presente artigo a sua própria definição/análise do conhecimento. A sua definição refere-se apenas a proposições de natureza empírica (Grosso modo, proposições cujo conteúdo é dado, conhecido ou comprovado pela experiência. Embora a distinção não seja absolutamente consensual, é habitual separar este tipo de proposições de proposições a priori, que são dadas, conhecidas ou comprovadas independentemente da experiência) Exemplo de uma proposição empírica: O Benfica ganhou ao Nápoles Exemplo de uma proposição a priori: Um triângulo tem três ângulos

18 §§ 2 Descrição do segundo contra–exemplo de Gettier Exercício 7 – Por que expressão Goldman substitui o termo justificação neste parágrafo?

19 §§ 3 Diagnóstico resumido da solução oferecida por Clark. Exercício 8 – Resuma a avaliação que Goldman faz da solução de Clark. Concorda com ela? Defenda a sua resposta.

20 §§ 4 Diagnóstico do problema e esboço da solução: O que torna a crença de Smith verdadeira no segundo contra-exemplo de Gettier o facto de Brown estar em Barcelona. Todavia... Não existe qualquer ligação causal entre esse facto e a crença de Smith que Brown está em Barcelona. e portanto... À definição tradicional do conhecimento tem de ser acrescentada a condição suplementar de haver uma ligação causal entre o facto descrito por p e a crença que p.


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