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Interdisciplinaridade e Música Professores, crianças, jovens, sons e música.

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1 Interdisciplinaridade e Música Professores, crianças, jovens, sons e música.

2 O começo O envolvimento das crianças com o universo sonoro começa ainda antes do nascimento. A musicalização das pessoas começa espontaneamente, de forma intuitiva, por meio do contato com toda a variedade de sons do cotidiano. A criança é um ser brincante. Receptiva e curiosa, pesquisa materiais sonoros, descobre instrumentos, inventa e imita motivos melódicos e rítmicos e ouve com prazer a música de todos os povos.

3 Atenção! Trazer a música para o nosso ambiente de trabalho exige, prioritariamente, uma formação musical pessoal e também atenção e disposição para ouvir e observar o modo como as pessoas percebem e se expressam musicalmente em cada fase de seu desenvolvimento.

4 Expressão Musical O modo como as crianças percebem, apreendem e se relacionam com os sons, no tempo-espaço, revela o modo como percebem, apreendem e se relacionam com o mundo que vêm explorando e descobrindo a cada dia. O trabalho pedagógico-musical deve ser realizado em contextos educativos que entenda a música como processo continuo de construção, que envolve, perceber, sentir, experimentar, imitar, criar e refletir. Importa, prioritariamente, a pessoa, o sujeito da experiência, e não a música. A educação musical não deve visar à formação de possíveis músicos do amanhã, mas sim à formação integral das pessoas de hoje. Folha 47

5 Principais Desafios - Formações de hábitos e atitudes. - Evitar atividades mecânicas, estereotipadas e automatizadas. -Valorizar a livre expressão. Obs. Integrar diversos modos de realização musical assustava os educadores, que preferiam, então, continuar reproduzindo os mesmos modelos, estratégias, técnicas e procedimentos, que, de modo geral, excluíam a criação.

6 - Diminuir a defasagem existente entre o trabalho realizado na área da musica e aquele efetivado nas demais áreas do conhecimento. - Não ver a atividade musical como um espetáculo.

7 Interdisciplinaridade e transdisciplinaridade no conhecimento musical A interdisciplinaridade surge, na segunda metade do século XX, como forte tendência para se pensar a modernidade, seja no campo da Ciência, da Filosofia ou da Arte. No Brasil, entretanto, até mais ou menos o ano de 1987, a interdisciplinaridade era tema ainda distante da sua realidade acadêmica. Em 1992, por outro lado, verifica-se o que Margareth Schäffer (1995) denominou como o início de um surto galopante de interdisciplinaridade, o qual veio configurar, na atualidade, uma situação onde as experiências interdisciplinares são colocadas como exigência epistemológica indispensável para as transformações qualitativas requeridas pela modernidade.

8 Resolvendo a Questão Segundo Libâneo (1994), Disciplina pode ser definida como o procedimento resultante da delimitação dos discursos em um corpo de objetos, métodos, técnicas e instrumentos; em outras palavras: o saber fragmentado. Por outro lado, na visão de Pierre Weil (1987), a Multidisciplinaridade envolve a justaposição de várias disciplinas sem que, no entanto, nenhuma tentativa de síntese seja realizada – é o saber fragmentado em disciplinas estanques. Já a Interdisciplinaridade pode abranger os seguintes aspectos: a síntese de duas ou mais disciplinas estabelecendo um tipo de discurso caracterizado por relações estruturais – as interdisciplinas e as interações e reciprocidades entre diferentes disciplinas também a partir de relações estruturais. Quanto à Transdisciplinaridade, trata-se do resultado natural da síntese dialética provocada pela interdisciplinaridade; é o reconhecimento da interdependência entre todos os aspectos da realidade.

9 Vamos Além A multidisciplinaridade é a ordenação epistemológica própria de uma visão de mundo construída a partir da Primeira Revolução Científica, cuja síntese foi realizada em especial por Descartes e Newton no século XVII; visão de mundo conhecida como Paradigma Newton-Cartesiano ou Paradigma Mecanicista e que veio a nortear a produção do conhecimento até o século XX, podendo ser caracterizado, principalmente, pelos seguintes pressupostos: - O Racionalismo Matemático: a verdade é aquilo que pode ser quantificado e demonstrado com a objetividade de uma equação matemática. experiências de laboratório; o mundo reduzido à realidade do microscópio. - A Metáfora da Máquina do Mundo: o universo funcionado e explicado através de leis mecânicas imutáveis; um universo estruturado tal qual as engrenagens de uma máquina. - A previsibilidade: em um mundo regido por leis mecânicas imutáveis tudo poderia ser previsto, desde que as leis fossem reveladas. Esse conjunto de pressupostos estabeleceu os fundamentos da organização multidisciplinar do conhecimento: o reducionismo, a fragmentação e a especialização.

10 A Visão Sistêmica ou Visão Holística de Mundo: concepções interdisciplinares e transdisciplinares Por essa visão o universo não é caracterizado enquanto uma grande máquina, como pretendia o paradigma mecanicista, mas como um grande sistema. Em outras palavras, o universo é constituído por totalidades integradas, cujas propriedades não podem ser reduzidas às unidades menores: o todo é entendido não como a soma de suas partes, mas como algo que emerge das relações entre as partes. Na verdade, a noção de parte e todo, enquanto realidades absolutas, é estranha à concepção sistêmica de mundo – a noção de parte e todo está relacionada ao ponto de vista do observador, tudo dependendo daquilo que está sendo focalizado no momento.

11 Nas palavras de Margareth Schäffer : O ideal interdisciplinar da Enkiklios Paideia se perpetua um milênio depois, na concepção de um saber unitário e universal da universalidade medieval; Commenius, no século XVII, já delineava o programa de uma sabedoria universal – uma pan-sofia, de modo que os diferentes saberes encontrassem uma unidade; pela via de uma linguagem racional precisa, Leibniz coloca-nos a matemática como via para a unificação do saber humano. Já no século XX vamos encontrar vários projetos interdisciplinares, destinados a instaurar a interdisciplinaridade: a escola de Viena, que segue o protótipo epistemológico da lógica, da matemática e dafísica; a escola de Frankfurt, onde a superação da fragmentação dá-se pela via do caminho ético de uma teoria crítica da sociedade,apoiada em um juízo existencial; a Interdisciplinaridade da teoriageral dos sistemas; a Interdisciplinaridade como aplicação de ummétodo estruturalista genético por Jean Piaget, etc. (1995, p.41)

12 As múltiplas facetas criativas da busca intelectual e da experiênciasensível nele se completam e se integram em uma síntese. Essasíntese não é nenhuma teoria de abstração, é a filosofia de vida deLeonardo (...) Há em Leonardo da Vinci uma tal unidade de vida ede vivência, que as atividades artísticas e científicas interpenetramseem todos os níveis de consciência, umas enriquecendo as outras. (Ostrower, 1990, p.470)

13 As qualidades internas de um estilo musical são em si significantes. Pessoas criam músicas, e porque as criam reproduzem nas características básicas de sua música as qualidades básicas de seus próprios processos de pensamento. E se é aceito que os processos mentais são socialmente mediatizados, pode-se dizer que também as características estilísticas básicas de diferentes estilos são socialmente mediatizados e assim socialmente significantes.(...) É a luz desta possibilidade que a sociologia dos estilos musicais tornase uma proposição viável. Se os estilos musicais possuem uma significância inerentemente social, então será possível demonstra através de uma análise musical em termos da realidade social que o estilo musical tanto expressa essa realidade quanto a articula. (Shepherd, 1991, p.13)

14 A especificidade da ação criativa origina-se nas diversas matérias com que se lida; as matérias podendo ser de natureza física ou psíquica: ferro, vidro, cores, sons, gestos, ou também idéias ou relações humanas. Estas matérias vão ser transformadas pela ação do homem. Daí, os processos de criação constituírem essencialmente processos de transformação, cujas formas de desdobramento irão revelar novos aspectos característicos da própria matéria (...) Aqui vale sublinhar as seguintes noções: cada matéria permite determinadas formas de desdobramento, que por sua caracterizam esta matéria (...)É lógico que, a partir do caráter específico de uma matéria, todas as suas formas de desdobramento se tornem específicas. (1990, p.219)


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