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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA LICENCIATURA EM ORGANIZAÇÂO E GESTÃO DE EMPRESAS 2º SEMESTRE – ANO LECTIVO 2004/2005 Economia Global.

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1 INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DO TRABALHO E DA EMPRESA LICENCIATURA EM ORGANIZAÇÂO E GESTÃO DE EMPRESAS 2º SEMESTRE – ANO LECTIVO 2004/2005 Economia Global Aula teórica 5: As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX

2 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flexíveis O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

3 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre bibliografia Krugman, P. e Obstfeld, M. (2003), International Economics: Theory and Policy, Capítulos 17,18,19, Addison Wesley.

4 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flutuantes O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

5 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O Sistema Monetário Internacional – A definição O sistema monetário internacional é: conjunto de mecanismos financeiros e bancários que permitem as trocas entre nações (Encyclopédie de lEconomie, Larousse, Paris); conjunto de mecanismos e regras que presidem à criação e utilização de meios de pagamento entre indivíduos que residem em diferentes nações (LHuillier et al. in Le Système Monetaire Internationnal, Collin). O sistema monetário internacional deverá: 1. Permitir a realização de toda e qualquer troca de bens e serviços, independentemente da origem e do destino da transacção; 2. Gerar oferta de moeda internacional; 3. Satisfazer as exigências das práticas comerciais e bancárias; 4. Fornecer a liquidez necessária às relações económicas internacionais, procurando conciliar os objectivos de equilíbrio, pleno emprego e expansão económica; 5. Permitir o ajustamento das balanças de pagamentos; 6. Disponibilizar meios que permitam o financiamento dos desequilíbrios das balanças de pagamentos. Os pontos 4., 5. e 6. são preponderantes para garantir que os países quando confrontados com deficits elevados da balança comercial procedam ao necessário ajustamento através dos mercados de capitais e de políticas de controlo da procura externa e não pelo lançamento de medidas proteccionistas (este objectivo foi explicitamente enunciado pelo Conselho Económico e Social das Nações Unidas)

6 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Classificação do smi de acordo com o grau de cooperação entre países dois tipos de sistemas Existem dois tipos de sistemas: 1. Sistemas em que cada país é apenas responsável pela sua moeda 2.Sistemas em que existe cooperação Sistemas de taxas de câmbio fixas Padrão Ouro Bretton Woods UEM …

7 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Classificação do SMI de acordo com a flexibilidade da taxa de câmbio: Regimes cambiaisDefinição Câmbios fixos As autoridades estabelecem uma paridade para a taxa de câmbio e intervêm para assegurar a sua manutenção. Câmbios fixos mas ajustáveis dentro de certas bandas A taxa de câmbio mantém-se fixa mas as autoridades podem alterar a paridade desde que dentro de certas bandas. Câmbios fixos mas flexíveis dentro de certas bandas É estipulada uma paridade central para a moeda e uma banda no interior da qual o câmbio flutua livremente. Quando o câmbio se aproxima das margens ocorre intervenção das autoridades monetárias. Paridades deslizantes (Crawling peg) A paridade central é revista periodicamente em função de certos indicadores. Flutuação gerida Taxa de câmbio flutua mas o Banco Central intervém quando esta se afasta do nível desejado – as intervenções do Banco Central têm um carácter esporádico e pretendem apenas suavizar as flutuações Flutuação pura Taxa de câmbio flutua em função da procura e oferta de moeda – neste regime, o Banco Central não intervém.

8 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Fixosajustáveis Câmbios Fixos mas ajustáveis dentro de certas bandas Apreciação Depreciação t S(f/d)

9 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Fixosajustáveis Câmbios Fixos mas ajustáveis dentro de certas bandas Depreciação Apreciação t S(d/f)

10 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Paridades deslizantes (Crawling peg) S(f/d) t A paridade central é revista periodicamente

11 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre fixosflexíveis Câmbios fixos mas flexíveis dentro de certas bandas t S(d/f ) Moeda doméstica fraca Moeda estrangeira fraca Limite inferior Limite superior Paridade Central Taxa de câmbio flutua livremente dentro de certas bandas As autoridades intervêm apenas nas margens

12 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Flutuação Pura Apreciação Depreciação t S(f/d)

13 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O Sistema Monetário Internacional numa perspectiva histórica A forte integração actual das economias nacionais só pode ser compreendida considerando o papel exercido pela evolução do sistema monetário internacional. No período decorrido entre o final do séc. XIX e séc. XX demarcam-se as seguintes fases: 1870 até à IGG – Padrão Ouro Período entre guerras até 1922 suspensão do Padrão Ouro pela generalidade dos países com excepção dos EUA; entre 1922 – 1929 – Padrão Ouro mitigado; Grande Depressão até à IIGG –passam a predominar as políticas monetárias de âmbito nacional, sendo abandonados os anteriores esquemas de cooperação internacional existentes a esse nível. Pós-IIGG até Padrão Divisas-Ouro (Sistema de Bretton Woods) Pós Câmbios flexíveis

14 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O sistema monetário internacional (1870 – 2005) Padrão Ouro ( ) Bretton Woods ( ) Flutuação ( ) ALTA BAIXA Fonte: Goldman Sachs, 24/01/03 Mobilidade de capital

15 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flexíveis O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

16 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1870 – 1914: Padrão Ouro (1) Começou por ser adoptado pela Grã-Bretanha (1819) Posteriormente generalizou-se às restantes nações desenvolvidas 1871 Alemanha 1873 Bélgica, Itália, Suiça e França 1873 EUA 1875 Escandinávia, Dinamarca, Noruega, Suécia 1875 Holanda 1876 França (apenas internamente) 1876 Espanha 1879 Áustria 1893 Rússia 1897 Japão 1898 Índia Este processo de adesão ao Padrão Ouro motivou um forte alinhamento das políticas monetárias nacionais

17 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1870 – 1914: Padrão Ouro (2) O funcionamento do sistema Governos e Bancos Centrais convencionavam que deter moeda nacional equivalia a possuir uma certa quantidade de ouro e admitia-se que, em qualquer momento, havia a possibilidade de solicitar a conversão das notas e moedas em ouro à paridade estipulada. O Padrão Ouro na prática (exemplo) EUA – estabeleciam que uma onça de ouro valia 35 dólares GB - estabeleciam que uma onça de ouro valia 14,58 libras esterlinas Neste caso a taxa de câmbio entre o dólar e a libra esterlina seria de 35/14,58= 2,4 dólares por libra esterlina

18 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1870 – 1914: Padrão Ouro (3) As vantagens do sistema: eliminação do risco de câmbio; os países pretendiam evitar os desequilíbrios da BP para minimizar as saídas de metais preciosos, daí que tenham, neste período, conduzido a política monetária com elevada prudência; ajustamento automático dos desequilíbrios da Balança de Pagamentos (ajustamentos via preços por variação das reservas e por consequência na oferta de moeda 1 ); sistema que garantia uma plena convertibilidade das moedas. 1 Os ajustamentos num contexto com estas características fazem-se de acordo com o mecanismo de preços-espécie-fluxo já caracterizado quando discutimos as principais críticas às teorias mercantilistas.

19 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1870 – 1914: Padrão Ouro (4) Os resultados: as taxas de câmbio mantiveram-se estáveis; os conflitos foram raros; a especialização produtiva aumentou consideravelmente, motivando importantes avanços na divisão internacional do trabalho (esta trajectória pode ser consubstanciada pela análise dos fluxos comerciais); período marcado por uma elevada coordenação das políticas monetárias dos principais países; saldos da Balança de Pagamentos posicionaram-se em níveis relativamente equilibrados. Resumindo: este sistema, enquanto esteve em vigor, conseguiu promover um aumento generalizado do bem-estar.

20 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O fim da vigência do padrão ouro Com a chegada da Primeira Guerra Mundial: Os países beligerantes suspenderam o funcionamento do Padrão Ouro porque necessitavam de aumentar a oferta de moeda para fazer face despesas relativas à guerra Consequência: Quando a guerra terminou muitos destes países debatiam- se com situações de inflação elevada e hiperinflação (este problema adquiriu proporções dramáticas na Alemanha) Hiperinflação (definição) – taxa de inflação igual ou superior a 1000% por ano. Na Alemanha, entre 1922 e 1923, a taxa média de inflação mensal posicionou- se nos 322 por cento/mês, tendo chegado em Outubro de 1923 a atingir os por cento/mês – exemplo: algo que a 1 de Outubro tivesse um preço de 1 u.m. no final do mês custaria 290 u.m..

21 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flexíveis O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

22 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O SMI no per í odo entre guerras (1) No final da IGG: só os EUA apresentavam condições para voltar ao Padrão Ouro; os restantes países não possuíam as reservas de ouro necessárias para regressar ao Padrão Ouro (as despesas de guerra e reconstrução tinham provocado um largo fosso entre massa monetária em circulação e reservas de metais preciosos). Em 1922: Conferência Internacional de Génova – os países desenvolvidos decidem que o sistema monetário internacional devia continuar a basear-se no Padrão Ouro (embora numa versão menos exigente em reservas que o anterior à IGG) – Características deste Padrão Ouro: As principais economias asseguravam a convertibilidade directa dos meios de pagamento internos em ouro mas só para montantes avultados; Os restantes países asseguravam uma convertibilidade indirecta dos seus meios de pagamento internos em ouro através de uma convertibilidade directa numa das moedas convertíveis em ouro. Génova, 1922.

23 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O SMI no per í odo entre guerras (2) Em 1925: GB reuniu as condições para implementar o modelo mitigado de Padrão ouro, assegurando a convertibilidade da libra; Em 1928: França restabelece a convertibilidade directa em ouro. Em 1929 – Grande Depressão: conduziu ao abandono do sistema implementado pouco tempo antes; instaurou uma década de instabilidade cambial em que os países abandonaram a intenção de procurar em conjunto esse objectivo. IIGG Não contribuiu para a inversão do cenário de turbulência dos anos 30 Só o final da IIGG permitiria a entrada numa nova fase do sistema monetário internacional.

24 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flexíveis O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

25 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O smi no pós-IIGG: O sistema de Bretton Woods 1944 – em Bretton Woods (BW) realizou-se uma das reuniões que mais fortemente viriam a influenciar a economia mundial. Bretton Woods, 1944

26 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre A Conferência de Bretton Woods a entrada numa nova etapa Perto do final da IIGG, as nações mais desenvolvidas compreendem que a prosperidade colectiva e as possibilidades de crescimento económico dependiam de conseguirem instaurar uma nova ordem económica, assente nos princípios do: liberalismo comercial; estabilidade cambial; cooperação das políticas económicas nacionais. Na altura considerava-se que este enquadramento seria o mais adequado para permitir a cada país potenciar o emprego e o crescimento económico num contexto de estabilidade de preços. Resumindo: havia necessidade de impedir o regresso a um contexto que se assemelhasse ao que antecedera a IIGG.

27 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre A Conferência de Bretton Woods a entrada numa nova etapa Em BW, 44 países (nos quais se incluía a URSS), reuniram-se 21 dias para definir o novo modelo de organização para a economia internacional. Para colocar a economia global na trajectória pretendida identificaram-se 3 pilares fundamentais: a estabilidade cambial; a reconstrução das economias destruídas pela guerra e a necessidade de encontrar formas de financiar esse processo; a expansão do comércio internacional, promovendo a sua liberalização e afastamento de pressões proteccionistas.

28 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As instituições do sistema de BW Para evoluir no sentido de cada um dos três eixos criaram-se novas instituições: Fundo Monetário Internacional (FMI) - regulava questões relativas ao sistema monetário; Organização Internacional do Comércio (OIC), para regular questões comerciais; Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD - que posteriormente daria lugar ao Banco Mundial) - para apoiar financeiramente os projectos e programas para reconstrução das economias destruídas pela guerra.

29 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O sistema de Bretton Woods Padrão Divisas-Ouro Em BW decidiram-se as características do novo sistema monetário internacional. O sistema era definido com base em dois elementos: um conjunto de regras de disciplina monetária; uma instituição para apoiar os países com dificuldade em cumprir as regras acordadas. O regime cambial de BW era um sistema de câmbios fixos mas ajustáveis (i.e. as taxas de câmbio eram fixas mas caso um país se debatesse com graves desequilíbrios externos, estava prevista a possibilidade da paridade ser revista e reavaliada– exceptuava- se deste esquema a moeda com base na qual todo o sistema se estruturava, ou seja, o dólar). BW – sistema muito menos exigente que o Padrão Ouro

30 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O sistema de Bretton Woods Padrão Divisas-Ouro (2) As regras do sistema: EUA asseguravam a convertibilidade do dólar em ouro (35 dólares por onça de ouro); cada país indicava uma paridade para a sua moeda em relação ao ouro ou ao dólar; cada país teria de zelar pela estabilidade cambial (eram proibidos os desvios superiores a 1% em relação à paridade central); em circunstâncias excepcionais as paridades podiam ser revistas; os países aceitavam o compromisso de assegurar a convertibilidade da sua moeda relativamente aos pagamentos derivados das operações correntes (i.e. os movimentos de capitais podiam ser controlados e restringidos apenas se não correspondessem ao pagamento de transacções comerciais); nenhum país era obrigado a garantir a convertibilidade da sua moeda em ouro.

31 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre O sistema de Bretton Woods Padrão Divisas-Ouro (3) Os países com dificuldades no cumprimento destas regras poderiam solicitar apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que actuaria como elemento central no processo de reequilíbrio. FMI - disponha dos meios para conceder auxílio com empréstimos de curto prazo. Estes empréstimos seriam acompanhados por aconselhamento técnico.

32 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Década de 70 O final do sistema de BW Desde a década de 60 que a conjuntura que envolvia a economia americana se vinha deteriorando, revelando fragilidades consideráveis a vários níveis: taxas de inflação elevadas; deficits orçamentais elevados (devido às despesas com a guerra no Vietname); forte instabilidade social com a ocorrência de sucessivas greves; a industria americana revelava cada vez menor capacidade competitiva; deficits comerciais crónicos; … Saldos negativos da BP americana mercados internacionais inundados de dólares começavam a surgir interrogações sobre a capacidade dos EUA garantirem a convertibilidade dos dólares em circulação à paridade definida em 1962, França começa a solicitar a conversão de parte dos seus dólares em ouro seguindo esta conduta outros países começam também a pressionar a Reserva Federal. Paralelamente afirmaram-se fortes pressões derivadas de ataques especulativos.

33 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Década de 70 O final do sistema de BW Em 1971 – Richard Nixon: Decreta a suspensão da convertibilidade do dólar comprometendo decisivamente o sistema de Bretton Woods; impõe uma sobretaxa sobre as importações de 10%; lança um conjunto de benefícios fiscais para as empresas que pretendessem investir na indústria americana; reduz as ajudas ao estrangeiro; convoca uma reunião internacional para discutir questões cambiais. (1913 – 1994)

34 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1971 – o acordo do smithsonian Institute A ultima tentativa de salvar o sistema de bw As dez maiores potências industriais procuraram definir um conjunto de medidas para evitar o colapso do sistema de Bretton Woods – este programa ficaria conhecido por Acordo do Smithsonian Institute e previa: desvalorização do dólar – 38 dólares por onça; realinhamento das restantes taxas de câmbio; alargamento das margens de flutuação das taxas de câmbio - passando para os 2.25% em torno da paridade central; abolição da sobretaxa que os EUA tinham lançado sobre as importações aquando da desvalorização – o agravamento dos problemas conduziu ao abandono do sistema.

35 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre 1976 – Conferência da Jamaica A alteração do sistema monetário internacional só veio a ser oficializada em 1976 na Conferência da Jamaica. Nesta Conferência, os países membros do FMI modificam os estatutos da organização: abolindo o sistema de paridades fixas criado em Bretton Woods; eliminando a obrigatoriedade de certas operações internacionais serem realizadas em ouro; comprometendo-se a seguir políticas monetárias que zelassem pela estabilidade cambial; legitimando a possibilidade de cada país escolher livremente o seu regime cambial (o painel de regimes adoptados abrange: câmbios fixos face a outra moeda, câmbios fixos face a um cabaz de moedas, flutuação conjunta, flutuação pura, crawling peg).

36 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre As estruturas de regulação das relações económicas internacionais no século XX O Sistema Monetário Internacional (SMI) numa perspectiva histórica Considerações prévias O SMI no período de vigência do Padrão Ouro O SMI no período entre guerras O SMI no pós IIGG: O sistema de Bretton Woods O SMI no início da década de 70: a generalização dos sistemas de câmbios flutuantes O FMI O comércio internacional: do GATT à OMC O GATT Os resultados da actuação do GATT A criação da OMC

37 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre da década de 70 aos dias de hoje: a generaliza ç ão dos câmbios Flutuantes O sistema que passou a vigorar é marcado pela: imposição de algumas restrições à convertibilidade das moedas; aparecimento de novas moedas em alternativa ao dólar americano para servir de unidade de conta, meio de pagamento e meio de reserva a nível internacional (exemplo: iene japonês, marco alemão, …); manutenção do FMI enquanto emissor de direitos especiais de saque e instituição de apoio aos países com dificuldades de curto prazo na BP; diversos grupos de países criam áreas regionais formais ou informais de câmbios fixos em torno de uma das principais moedas (dólar, iene, marco); os bancos centrais dos EUA, Japão e RFA começaram a procurar coordenar as suas políticas monetárias de modo a assegurar alguma estabilidade às taxas de câmbio entre as suas moedas.

38 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Consequências deste sistema para as relações económicas internacionais Aumento da incerteza nos negócios internacionais; Flexibilização dos sistemas cambiais, passando as autoridades a dispor de um instrumento adicional de política económica; Os meios de pagamento internacionais passaram a abranger: ouro principais moedas direitos especiais de saque

39 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre Os efeitos da liberdade de escolha do sistema cambial De acordo com dados divulgados pelo FMI dos seus 185 membros, em 1999: 96 países exerciam alguma forma de controlo sobre a taxa de câmbio; 12 páises adoptavam crawling peg; 27 países aderiam à flutuação controlada; 50 países seguiam uma flutuação pura. Sucederam diversas crises financeiras e cambiais na década de 80 e 90 (América Latina, México, Brasil, Rússia, Ásia) em virtude das deficiências na capacidade de gestão das estruturas nacionais e dos efeitos de contágio.

40 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre em 2005 Características do sistema monetário internacional actual: Liberdade de escolha do regime cambial Liberdade de movimentos de capitais Resultado: cenário de elevada instabilidade financeira É urgente discutir realmente a reforma da arquitectura do sistema monetário internacional porque existem diversos riscos e ameaças que carecem de resposta adequada. É importante que os países tomem uma decisão sobre: quais deverão ser os papeis do FMI e do Banco Mundial? de que modo se poderão controlar os efeitos adversos da elevada mobilidade dos fluxos de capitais de curto prazo?

41 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre conclusões O sistema monetário internacional deve funcionar bem. É importante que garanta pelo menos: que as moedas são convertíveis umas nas outras; que existe mobilidade de capitais. Se os países aderirem a um sistema que envolva cooperação (exemplo: sistema de câmbios fixos) e posteriormente não respeitarem as regras do acordo, mais tarde ou mais cedo esse sistema revelar-se-á insustentável (exemplo: Bretton Woods) - as taxas de câmbio tornar-se- ão voláteis, motivando crises cambiais e, posteriormente, crises financeiras.

42 Economia Global Ano lectivo 2004/2005 – 2º semestre conclusões Se os países adoptarem políticas internas consentâneas com a manutenção dos equilíbrios macroeconómicos não há razões para esperar que as taxas de câmbio sejam voláteis – o sistema cambial torna-se uma questão secundária. A globalização fortes ameaças de efeitos de contágio crises financeiras sucedem-se o FMI não está operar de modo suficientemente eficiente neste cenário. Urge repensar o posicionamento desta instituição na ordem económica internacional.


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