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Immanuel Kant nasceu, estudou, lecionou e morreu em Koenigsberg. Jamais deixou essa grande cidade da Prússia Oriental, cidade universitária e também centro.

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1 Immanuel Kant nasceu, estudou, lecionou e morreu em Koenigsberg. Jamais deixou essa grande cidade da Prússia Oriental, cidade universitária e também centro comercial muito ativo para onde afluíam homens de nacionalidade diversa: poloneses, ingleses, holandeses. A vida de Kant foi austera (e regular como um relógio). Levantava-se às 5 horas da manhã, fosse inverno ou verão, deitava-se todas as noites às dez horas e seguia o mesmo itinerário para ir de sua casa à Universidade. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

2 Procurou analisar o conhecimento, o sentimento e os limites existentes entre eles. O conhecimento para Kant só é possível quando há a interação entre a experiência (o que os sentimentos percebem) com condições formais do conhecimento. A experiência é o início do conhecimento, mas sozinha é incapaz de produzir conhecimento. Os sentidos absorvem da experiência dados, informações... que a razão elabora e organiza. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

3 Kant: filósofo que lançou as bases da ética moderna KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

4 KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Kant recebeu de Jean-Jacques Rousseau a idéia de que todos os seres humanos são capazes de distinguir o bem do mal, pelo que todos são chamados a cumprir o seu dever. O iluminismo influenciou também a maneira como Kant encara a razão. Antes de mais, ela deve ser submetida a uma crítica que circunscreva os seus limites de possibilidade. Filosofia Geral e Jurídica

5 É, todavia, esta instância - razão - que distingue o ser humano do animal, conferindo-lhe a capacidade de pensar por si mesmo. O iluminismo representa, para Kant, a saída do Homem da sua menoridade, de que ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de se servir do entendimento sem a orientação de outrem. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

6 Servir-se da sua própria razão é ser autônomo e, portanto, livre. O certo, porém, é que, ao sobrevalorizar a razão, o iluminismo fez uma crítica à religião, o que conduziu ao ceticismo e a um estado de incredulidade. Não foi apenas a religião que sofreu este abalo. Também a moral viu serem abalados os seus fundamentos, porque ela baseava-se, em grande parte, na religião. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

7 Perante este cenário, Kant pretende mostrar que o fundamento da moral pode efetivamente ser encontrado fora da religião, mas que a religião não é inútil ou desprovida de sentido. Pelo contrário, existe toda uma esfera que escapa às capacidades da razão. Como tal, Kant quis preservar a fé, mas sem negar o exercício da razão. Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

8 O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem.Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

9 A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha continuem no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em tutores deles. Filosofia Geral e Jurídica KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO

10 É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar. É difícil portanto para um homem em particular desvencilhar-se da menoridade que para ele se tornou quase uma natureza. Chegou mesmo a criar amor a ela, sendo por ora realmente incapaz de utilizar seu próprio entendimento, porque nunca o deixaram fazer a tentativa de assim proceder. Filosofia Geral e Jurídica KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO

11 Preceitos e fórmulas, estes instrumentos mecânicos do uso racional, ou antes do abuso, de seus dons naturais, são os grilhões de uma perpétua menoridade. O ser humano é um ser marcado por uma dualidade: é, por um lado, um ser sensível, isto é, um ser da Natureza, condicionado pelas suas disposições naturais, que o levam à procura do prazer e à fuga da dor. Este aspecto primário define o egoísmo que preside à vertente animal do ser humano. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

12 Por outro lado, é um ser racional, isto é, alguém capaz de se regular por leis que impõe a si mesmo. Tais leis revelam a sua autonomia, tendo a sua sede na razão. São leis morais que o levam a praticar o bem, em detrimento dos seus caprichos e interesses individuais. Assim, o ser humano é um ser dividido entre a sua inclinação para o prazer e a necessidade de cumprir o dever. Tanto se pode deixar arrastar pelos seus instintos, como determinar-se pela razão. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

13 Ao contrário do animal, que está determinado a agir desta ou daquela maneira, o ser humano possui uma margem de liberdade, podendo agir de acordo com princípios que impõe a si mesmo. Só podemos, portanto, falar em moralidade se considerarmos que o ser humano é um ser livre. É essa liberdade que lhe confere dignidade. Cada indivíduo, enquanto ser racional, é autor das leis que impõe a si mesmo. A lei moral, universalmente válida, tem origem na razão. Sendo assim, cada indivíduo é legislador e responsável por aquilo que faz. A moralidade pressupõe, portanto, a autonomia da vontade. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

14 Daí a proposta kantiana traduzir uma ética deontológica. Centrando-se no dever e na racionalidade, é uma ética formal, uma vez que não indica regras concretas do agir, antes a sua forma, e é também uma ética que não se baseia na busca da felicidade, antes na realização da lei moral. Deontológica = consiste no conjunto de regras e princípios que regem a conduta humana, uma ciência que estuda os deveres. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

15 Máximas Kantianas: Age como se a máxima da tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza. Age… de tal maneira que a vontade pela sua máxima se possa considerar a si mesma ao mesmo tempo como legisladora universal. Age apenas segundo uma máxima tal que possas querer ao mesmo tempo que se torne lei universal. Age desinteressadamente. Decide com imparcialidade. KANT E A CAPACIDADE DE PENSAR POR SI PRÓPRIO Filosofia Geral e Jurídica

16 O homem pode ser motivado a cumprir uma lei por vários motivos: temor da sanção, desejo de manter-se afastado de repressões, prevenção de desgastes inúteis, medo de escândalo. A moralidade pressupõe autonomia, liberdade, dever e auto-convencimento; a juridicidade pressupõe coercitividade. Para Kant o Direito é a condição ou o conjunto de condições segundo as quais os homens podem conviver entre si. Filosofia Geral e Jurídica KANT E O DIREITO

17 O Direito é o que possibilita a livre coexistência dos homens, a coexistência em nome da liberdade, porque somente onde a liberdade é limitada, a liberdade de um não se transforma numa não-liberdade para os outros, e cada um pode usufruir da liberdade de lhe é concedida pelo direito de todos os outros de usufruir de uma liberdade igual à dele. (Norberto Bobbio, Direito e Estado no Pensamento de Emmanuel Kant) KANT E O DIREITO Filosofia Geral e Jurídica

18 Direito é liberdade, mas liberdade limitada pelo direito do outro. O Estado será um instrumento para realização dos direitos; trata-se de um Estado semente de direitos, que regulamenta o convívio das liberdades, que todos subsistam, que todos possam governar-se a si próprios, segundo a lei moral, mas sem obstruir que os outros também vivam de acordo com seus fins pessoais e próprios. Filosofia Geral e Jurídica KANT E O DIREITO


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