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MEIO AMBIENTE Concepção objetiva (biocêntrica): Ambiente é assimilado à idéia de natureza: uma coleção de objetos naturais em diferentes escalas (do pontual.

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2 MEIO AMBIENTE Concepção objetiva (biocêntrica): Ambiente é assimilado à idéia de natureza: uma coleção de objetos naturais em diferentes escalas (do pontual ao global) e níveis de organização (do organismo à biosfera), e as relações entre eles (ciclos, redes, fluxos, cadeias tróficas)

3 MEIO AMBIENTE Concepção subjetiva (antropocêntrica) sistema de relações entre o homem e o meio, entre sujeitos (indivíduos, grupos e sociedade) e objetos (fauna, flora, água, ar, etc.) Essas relações transformam o ambiente em um campo de conflitos. Visão fragmentada

4 MEIO AMBIENTE Concepção tecnocêntrica a relação das sociedades contemporâneas com seu ambiente é medida pelo emprego de técnicas, cada vez mais sofisticadas O que se faz então é gerir o meio ambiente, sem dissociar sujeito e objeto.

5 MEIO AMBIENTE "Determinado espaço onde ocorre a interação dos componentes bióticos (fauna e flora), abióticos (água, rocha e ar) e biótico-abiótico (solo). Em decorrência da ação humana, caracteriza- se também o componente cultural" (ABNT, 1989).

6 MEIO AMBIENTE Conjunto de componentes naturais e sociais e suas interações em um espaço e em um determinado tempo determinados, associado à dinâmica das interações sociedade-natureza e suas conseqüências no espaço em que habita o homem, e do qual o mesmo também é integrante (Medina, 1994)

7 MEIO AMBIENTE espaço relacional, em que a presença humana aparece como um agente que pertence à teia de relações da vida social, natural e cultural e interage com ele, onde as modificações resultantes da interação entre os seres humanos e a natureza nem sempre são nefastas; podem muitas vezes ser sustentáveis (CARVALHO, 2004).

8 ASPECTOS FUNDAMENTAIS Cada realidade ambiental é considerada dentro de um referencial determinado de espaço e tempo; A realidade ambiental é o resultado do processo histórico-cultural das relações entre sociedade e natureza Conceito de Meio Ambiente deve contemplar o meio social, cultural, político e não só o meio físico

9 NATUREZA Toda sociedade, toda cultura cria, inventa, institui uma determinada idéia do que seja natureza. Nesse sentido, o conceito de natureza não é natural, sendo na verdade criado e instituído pelos homens. Constitui um dos pilares através do qual os homens erguem as suas relações sociais, sua produção material e espiritual, enfim, a sua cultura (Gonçalves, 1990)

10 NATUREZA Quando falamos de natureza não falamos só das coisas, ou dos bichos, das plantas, dos rios, das montanhas, etc., mas também da maneira como vemos essas coisas, em particular integradas a um conceito que nós criamos: a totalidade a que chamamos de natureza (Carvalho, 1994)

11 NATUREZA É uma produção humana, cujas significações se constroem nas inter relações dinâmicas, historicamente construídas através das relações que os homens estabelecem entre si, e por intermédio do seu trabalho a transformam, acrescentando-lhe um conjunto de situações que define o próprio modo de vida do homem dentro das suas condições históricas (Tamaio, 2000).

12 NATUREZA A natureza é resultado da história dos próprios homens, já que estes se relacionam com a natureza ou a conhecem de maneira abstrata e genérica, de acordo com as necessidades impostas pelo relacionamento que mantêm entre si. Ou seja, a natureza é um conceito que traz embutido em si formulações de um grupo social em um período historicamente determinado (Tamaio, 2000).

13 Categorias das concepções de natureza Romântica: elabora uma visão de supernatureza, mãe-natureza. Aponta a grandiosidade da natureza, sempre harmônica, enaltecida, maravilhosa, com equilíbrio e beleza estética, algo belo e ético. O homem não está inserido neste contexto. Utilitarista: interpreta a natureza como fornecedora de vida ao homem, entendendo-a como fonte de recursos para o homem

14 Científica: natureza abordada como máquina inteligente e infalível, dotada de um conjunto de instrumentos essenciais e eficientes como a chuva, o sol, umidade, evaporação, oxigenação. Quando seu funcionamento preciso é agredido pelo homem, ela responde às agressões. Generalizante: define a natureza de uma forma muito ampla, vaga e abstrata: tudo é natureza

15 Naturalista: tudo o que não sofreu ação de transformação pelo homem, tais como matas, bichos, os alimentos, entre outras. Sócio-ambiental: desenvolve uma abordagem histórica-cultural. Essa leitura apresenta o homem e a paisagem construída como elementos constitutivos da natureza e que o resultado dessa ação foi gerado e construído no processo histórico. Reintegra o homem à natureza. Muitas vezes o homem surge como um destruidor e responsável pela degradação ambiental.

16 REFLEXÕES SOBRE A TERRA E A HUMANIDADE

17 Realidade ambiental global Crise ambiental planetária – escassez e distribuição desigual de água, ameaça à biodiversidade, desmatamentos, padrões de produção e consumo insustentáveis, uso insustentável dos recursos naturais, produção excessiva de lixo, mudanças climáticas, acesso desigual aos recursos naturais e pobreza. Impacto Local

18 Ações humanas

19 Impactos Furacões e Tufões Derretimento das geleiras Secas - desertificação Inundações

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22 Reflexões

23 temos cuidado bem do planeta e dos seres que vivem nele? Estamos usando bem os recursos naturais? As necessidades básicas de todos estão sendo satisfeitas? A Terra possui recursos e riquezas para satisfazer as necessidades de todos os seus habitantes?

24 Resultados de comportamento perda econômica empobrecimento ambiental sofrimento

25 Diariamente cerca de 35 mil pessoas no mundo morrem de inanição, principalmente crianças, o que equivale à queda e destruição diária, sem sobreviventes,de 100 grandes aviões lotados (Desastre aéreo GOL, 2006).

26 todos os dias aumenta em 220 mil o número de bocas a serem alimentadas no planeta.

27 No entanto, a cada ano, a produção mundial de alimentos é suficiente, rica em nutrientes e variada, para alimentar a população do mundo todo, calculada em pouco mais de 6 bilhões no ano 2006.

28 Diariamente perdem-se centenas de milhões de toneladas de terra da camada superficial do solo, devido à erosão. Isto equivale à perda anual de uma área como a de Portugal ou Hungria. As regiões desérticas, nas diversas partes do mundo, aumentam a cada quatro anos, numa área equivalente à Grã-Bretanha ou à Gana.

29 Todavia, a quantidade total de alimentos produzidos pelos agricultores dobrou nestes trinta anos. Já são conhecidas e aplicadas, tecnologias que permitem alta produção sem degradação do solo, das águas ou da vida silvestre do entorno.

30 Um quarto do total de água doce que circula no globo tornou-se inaproveitável, devido à poluição gerada pelo homem. Nos países em desenvolvimento, apenas 40% da população bebe água limpa e saudável. Mas, a quantidade de dinheiro necessário para obter água limpa para o mundo todo é muito menor do que o montante gasto com o consumo de supérfluos.

31 As florestas tropicais sofrem uma perda anual equivalente à área da Áustria, e essa degradação causa inundações e secas, erosão do solo, assoreamento das barragens, perda de espécies, além da destruição de estradas, campos, assentamentos humanos e culturas nativas. Metade das florestas da Europa Central está morrendo devido à poluição do ar e à chuva ácida, o mesmo acontecendo na China e na América do Norte. A Amazônia perde oficialmente 17 mil ha de florestas por ano

32 Porém, em alguns pontos do globo existem ações que têm mostrado competência para administrar uma produção florestal capaz de gerar suprimento para décadas e mesmo séculos; planos de reflorestamento estão recuperando árvores, solos, rios e toda a vida silvestre que essas florestas abrigam.

33 Essas reflexões são atuais e tiveram um marco na história da humanidade O movimento ambientalista proclamou ao mundo a vulnerabilidade da espécie humana e o risco ambiental constante em que vivemos. Vamos contar um pouco dessa história...

34 MOVIMENTO AMBIENTALISTA

35 Aspectos importantes na discussão ambiental 1) o sentido oficial que é dado à problemática ambiental se caracteriza como algo irrelevante para a maioria da população, que não possui as condições materiais básicas para a sobrevivência; 2) ainda que o ambiente seja considerado como de interesse para o conjunto da sociedade, os benefícios da proteção e ao ônus da destruição não são igualmente distribuídos;

36 3) a universalidade do ambiente expressa projetos de determinados blocos, no sentido de buscar o domínio e a hegemonia de seus valores, necessidades e interesses.

37 Ambientalismo como movimento histórico 1) Crítica à tradição religiosa judaico-cristã e ao seu processo de dominação e expansão sobre as demais formas de crenças espirituais Negação de outros deuses e crenças, espécie humana como subjugadora das demais espécies Relação com a natureza é profana: quanto mais próximo desta mais imperfeito e bruto Relação sujeito-objeto, fragmentação do ambiente Senhor da natureza (característica deste pensamento, junto com o iluminismo, marcam o pensamento ocidental)

38 Expansão Marítima A humanidade diante da imensidão do mundo Natureza - sinônimo de riqueza Investimento na técnica Conquista de territórios

39 2) Crítica à Revolução Científica: consolidação do paradigma cartesiano, molda os valores culturais modernos e o projeto de ciência e tecnologia A ciência fragmenta o objeto, perdendo a noção do todo, nosso desligamento do ambiente (natureza é um objeto passivo e frio). Desligamento do ambiente. Cria-se o primado do racionalismo intrumental, do reducionismo e do mecanicismo. Lógica pragmática e quantitativista de eficácia e eficiência produtiva se sobrepõe, no modo de produção capitalista, à racionalidade emancipatória, que potencializa o uso utilitário e destrutivo dos recursos naturais)

40 Sociedade Industrial Mudança de paradigma técnico-científico

41 3) Crítica à orientação individualista- antropocêntrica – contrária ao humanismo e às concepções ecocêntricas Ausência de identidade com o meio ambiente Noção de que a humanidade pode ir além dos limites biológicos, numa ação individualista deslocada dos determinantes sociais A ética e os comportamentos são ditados por valores intrínsecos ao indivíduo, favorecendo os valores egoístcs, fúteis e a cultura do descartável.

42 4) Crítica à sociedade industrial e ao uso tecnológico como meio de dominação e exploração Nunca foi vista tamanha velocidade nas transformações do ambiente com conseqüências pouco previsíveis

43 Aumento da produção industrial Crescimento das cidades Aumento da degradação do meio ambiente Ausência de identidade pessoal entre a sociedade em geral

44 O que ocorre após a Revolução Industrial capitalista é um aumento da intensidade e velocidade de ação antropocêntrica, além da afirmação de um sistema político econômico individualista mundial, pautado na reprodução do capital, que para isto precisa de crescente consumo de matéria e e energia.

45 MODELO DE DESENVOLVIMENTO CONSUMISMO EXCLUSÃO SOCIAL Produz Opulência e Desperdício DEGRADAÇÃO AMBIENTAL Miséria e Fome Perda da qualidade de vida Perda da Qualidade da Experiência Humana

46 Países Ricos MDE Lucro PRODUÇÃOExtrativismo exacerbado Desrespeito à capacidade natural de recomposição CONSUMO + PRESSÃO SOBRE OS RECURSOS NATURAIS DEGRADAÇÃO AMBIENTAL + + Desflorestamento destruição habitats perda biodiversidade erosão, desertificação assoreamento, inundações urbanização, lixo, esgoto poluição da água, do solo QUALIDADE DE VIDA - Investimentos + Empréstimos + Instituições financeiras Sinergismo Mudanças Ambientais Globais Efeito estufa Alterações climáticas Instabilidade ecossistêmica global QUALIDADE DA EXPERIÊNCIA HUMANA (?) - Mídia

47 Fases do Movimento Ambientalista - Resumo década 60: a fase da descoberta dos problemas ambientais. Os anos 70: a fase do confronto, das grandes brigas. Nos anos 80: tecnocracia e governo começaram a reagir, surgiram os órgãos oficiais de controle ambiental. Muitas indústrias começaram, não somente a agir para controlar ou corrigir seus problemas ambientais, algumas, uma pequena minoria, começaram a efetivamente desenvolver consciência, não propriamente ecológica, mas ambiental e a sentirem-se responsáveis.

48 Anos 90: após a RIO-92, toda pessoa inteligente, bem informada e pensante sabe que nossa atual Cultura Industrialista Global é insustentável e que, se quisermos sobreviver como espécie e como civilização, teremos que repensar o que entendemos por "progresso" e por "desenvolvimento".

49 Início do ambientalismo como movimento histórico Década de 60: ambientalismo das organizações sociais início das discussões sobre degradação do meio ambiente preocupações com os limites do desenvolvimento

50 Grandes Movimentos hippie, a explosão do feminismo, o movimento negro, o pacifismo, a liberação sexual, as drogas e o rock-and-roll, as manifestações anti-Guerra Fria e a corrida armamentista/nuclear e anti-Vietnã. luta por um planeta mais azul (maio de 68, Paris)

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57 Ambientalismo de recusa Participação política Felicidade consumista Trabalho alienante Desenvolvimento produtivista Programa armado

58 Rachel Louise Carson, escritora, cientista e ecologista norte-americana, nasceu em 1907 na cidade rural de Springdale, Pensilvânia. A Primavera Silenciosa 1962

59 O homem é parte da natureza e sua guerra contra a natureza é inevitavelmente uma guerra contra si mesmo... Temos pela frente um desafio como nunca a humanidade teve, de provar nossa maturidade e nosso domínio, não da natureza, mas de nós mesmos...

60 A maior contribuição de A Primavera Silenciosa foi a conscientização pública de que a natureza é vulnerável à intervenção humana.

61 "Todos nós, dizia ele, nascemos com potencialidade para nos tornarmos diferentes pessoas mas, o que nos tornamos realmente depende das condições sob as quais nos desenvolvemos. Essas condições, além do mais, são freqüentemente resultado de nossa própria escolha." RENÉ JULES DUBOS

62 Dubos não se engajou no movimento ambientalista dos anos setenta, que considerava a natureza como vítima e a humanidade como agressor. foi escolhido, juntamente com a economista inglesa Barbara Ward, para redigir o relatório da Primeira Conferência Internacional sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, no ano de 1972.

63 "Pense globalmente, aja localmente" Obras: Um Deus Interior, Apenas uma Terra e Um Animal tão Humano, que lhe valeu o prêmio Pulitzer em 1969.

64 Garret Hardin – livro The tragedy of the communs – 1967 Paul Ehrlich – livro The population bomb Ambos alertam para o crescimento populacional e o limite de capacidade de produção de alimentos

65 1968 – Os Limites do Crescimento - Clube de Roma limite de desenvolvimento seria atingido, no máximo em 100 anos - previa o fim do crescimento da sociedade industrial e dos países subdesenvolvidos Estudo afirma que qualquer que seja a associação feita entre os cinco fatores básicos determinantes do crescimento (população, produção agrícola, recursos naturais, produção industrial e poluição), os resultados serão sempre assustadores, com uma profunda desestabilização da humanidade até o ano de 2100.

66 Década de 70: Os primeiros documentos ambientalismo político-profissional e governamental 1972 – 1 a. Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento – Estocolmo – Relatório Meadows - MIT Redefinir o próprio conceito de desenvolvimento Novos conceitos: Desenvolvimento Sustentado e Nova Ordem Mundial

67 1983 – Criada a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento – ONU 1987 Relatório Brundtland – ou Nosso Futuro Comum

68 DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO: Apresentou como solução um modelo de desenvolvimento que conseguisse minimizar os efeitos de alguns processos degenerativos do ambiente Neutralidade ideológica Alternativas tecnológica limpas (26 princípios) Alternativas estruturais não foram abordadas.

69 Incorporou as questões ambientais na agenda internacional Representou o início de um diálogo entre países industrializados e países em desenvolvimento sobre crescimento econômico e poluição global e bem-estar dos povos

70 Conferências da Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - RIO 92 mostrou o crescimento do interesse mundial pelo futuro do planeta Articulação de ONGs e movimentos sociais – Conferência da Sociedade Civil sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Educação Ambiental foi inserida no debate como eixo articulador Grupo de Trabalho da ONGs TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSOBILIDADE GLOBAL

71 John McCormick Rumo ao paraíso: a história do movimento ambientalista (1992) Afirma que seis fatores em particular parecem ter desempenhado papel de mudança social e política: 1) os efeitos da afluência, 2) a era dos testes atômicos, 3) o livro Silent Spring, 4) uma série de desastres ambientais bastante divulgados, 5) avanços nos conhecimentos científicos, 6) a influência de outros movimentos sociais

72 Herbert Marcuse (Berlim -1967) O fim da utopia: As verdadeiras mudanças só aconteceriam se houvesse a liberação de uma nova dimensão humana, se surgisse uma nova antropologia cujo objetivo fosse o de transformar as necessidades. Uma delas, vital, é a necessidade de liberdade e tudo o que ela implica.

73 James Lovelock A Hipótese Gaia ( Lovelock e Margulis, 1973 ) O planeta é um organismo vivo, auto-regulado pela dinâmica dos fatores vivos (bióticos) com os não-vivos (abióticos) e nós somos mais uma das espécies existentes dentro dessa regulação.

74 Breve Histórico conceito de ecodesenvolvimento satisfação das necessidades básicas (educação, alimentação, saúde, lazer,etc) solidariedade com as gerações futuras participação da população envolvida (cada um fazendo a sua parte) Ignacy Sachs

75 preservação dos recursos naturais e do meio ambiente elaboração de um sistema social que garanta emprego segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito, do massacre de populações oprimidas) programas de educação

76 Principais acidentes ambientais Seveso – Itália. Nuvem de dioxina escapou de uma indústria química, a Icmesa Three Mile Island – Pensilvânia - Estados Unidos. Reator atômico avariado da usina de Three Mile Island descarregou no ar gás radiativo e provocou a retirada de 300 mil pessoas de suas casas Vila Socó – Cubatão – Brasil. Duto da Petrobrás deixou vazar gasolina provocando um incêndio que matou 93 pessoas.

77 1984 – Bhopal – Índia. A Union Carbide, uma das maiores indústrias químicas do mundo, descarregou no ar 25 mil toneladas de isocianato de metila – gás letal – provocando a morte de pessoas – Chernobyl – Rússia. Explosão de um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa. Principais acidentes ambientais

78 1989 – Exxon Valdez – Álaska. Navio superpetroleiro, o Valdez, a serviço da Exxon, bateu na costa do Alasca, deixando escapar 260 mil barris de petróleo, imergindo em óleo praticamente toda a fauna da região Rio de Janeiro, Brasil. A maior estatal brasileira, a Petrobras, foi responsável, no dia 18 janeiro, pelo derramamento de mais de 1 milhão de litros de óleo na baía de Guanabara. Em julho do mesmo ano, mais um acidente. Desta vez, cerca de 4 milhões de litros de óleo cru vazam de refinaria em Araucária (PR). Principais acidentes ambientais

79 2002 – Espanha - Navio Prestige, das Bahamas, afundou a 250 quilômetros da região da Galícia, Espanha. Cerca de 15 mil pássaros foram afetados. Praias da Espanha e Portugal foram atingidos – Golfo do México –vazamento de petróleo por explosão e naufrágio de uma plataforma de petróleo – 5 mil barris ( litros por dia) lançados no mar. Principais acidentes ambientais

80 Fases do Ecologismo no Brasil Quatro décadas de crescimento econômico acelerado no Brasil trouxeram uma profunda degradação ambiental, talvez a mais intensa e acelerada que aconteceu na história do industialismo

81 Início marcado em 1974 com a política de distensão do presidente Geisel, que trouxe um afrouxamento dos controles estatais sobre a organização da sociedade civil. 3 períodos na história do país

82 1974 a 1981 Caracteriza-se pela existência de dois movimentos paralelos e auto-identificados como apolitícos: movimentos de denuncia da degradação ambiental nas cidades e e nas comunidades alternativas rurais.

83 Fase de transição caracterizada pela confluência parcial à politização explícita progressiva dos dois movimentos anteriores e uma expansão qualitativa e quantitativa de ambos

84 Terceira fase quando a grande maioria dos movimentos ecológicos auto-identifica-se como político e decide participar ativamente da arena parlamentar.

85 Década de 90 Ambientalismo rico, complexo, multifacetado e plurilocalizado Opinião pública brasileira vem passando por um processo de sensibilização ecológica expectativa de uma nova ordem internacional a partir do ecologismo Relações cada vez mais explícitas entre a baixa qualidade de vida das populações do 3º. Mundo e a degradação socioambiental A imagem e o papel estratégico do Brasil no novo eixo de tensão criado entre o hemisfério sul e norte após o fim da guerra fria

86 A devastação da Amazônia A auto-consciência da possibilidade de uma catástrofe global que não respeitaria as ideologias, religiões, fronteiras ou distinções entre ricos e pobres

87 Durante o regime militar ( ) Necessidade de crescimento econômico acelerado Debates sobre o modelo econômico brasileiro pautavam- se em: Defesa do modelo de capitalismo selvagem vigente Crítica da oposição moderada (capitalismo de bem estar, para diminuir as desigualdades) Crítica socialista (substitutição do capitalismo pelo socialismo como modo de resolver os problemas de miséria das grandes massas)

88 Nova República Discurso não mudou muito em relação à Crescimento econômico e necessidade de uma melhor distribuição de renda Questão ambiental não está presente no discurso

89 Enfraquecimento do Movimento Ambientalista Esvaziamento ideológico e quantitativo de militantes Desgaste pessoal de lideranças que se perpetuaram ao longo dos anos, com inserção de alguns expoentes no poder público (distanciamento das lideranças das reinvindicações históricas de base)

90 Perfil empresarial e competitivo de organizações Combate x profissionalização Novas lideranças Poder público Organização precária das entidades

91 Crise ambiental ou dilema civilizacional? Descoberta de tecnologias limpas Diminuição dos impactos sobre o meio natural Mudanças comportamentais Reorganização da base civilizacional e da estrutura política, econômica, social e cultural vigente

92 (...) ao final deste segundo milênio, a expressão mais manifesta da ecologia é o medo. Não um medo surdo, apático e com vergonha de si mesmo, mas um medo ostensivo, que é dito e escrito, apregoado e filmado, e se oferece em um espetáculo nas dimensões da mundialização da comunicação (...) os fenômenos da moda, o gosto sensacionalista da mídia não são, no entanto, os únicos responsáveis. O grande medo ecológico cresce em terra fértil. Ele se alimenta da incessante descoberta de novos estragos do progresso, tanto em nossa porta quanto do outro lado do mundo. Cresce com o inventário científico, constantemente renovado, com atentados graves e, mesmo irremediáveis, que o homem causou aos três elementos naturais – a água, o ar e a terra

93 VIDEO – SEVERN SUZUKI

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95 Ecologismo: a palavra ecologia migrou do vocabulário científico para designar também projetos políticos e valores sociais, como a utopia da boa sociedade, a convicência harmônica com a natureza, a crítica aos valores da sociedade de consumo e ao industrialismo. Ambientalismo: projeto realista e utópico de múltiplas orientações, que se inscreve na política mundial, tendo como eixo analítico o processo de atuação humana no ambiente e a discussão acerca da relação sociedade- ambiente (Loureiro, 2003).

96 Classificação Viola e Leis (1990, 1992, 1995) – ambientalismo multisetorial 8 eixos de fundamentação teórica: 1) Ambientalismo strito senso: organizações sociais e grupos comunitários ambientalistas de três tipos (profissionais, semiprofissionais e amadores) 2) Ambientalismo governamental: agências estatais de meio ambiente, nos níveis federal, estadual ou municipal (Ministérios, Secretarias)

97 3) Socioambientalismo: organizações não-governamentais, sindicatos, movimentos sociais que têm objetivos sociais precípuos, mas incorporam a dimensão ambiental em sua atuação e discurso 4) Ambientalismo científico: pessoas, grupos e instituições que desenvolvem pesquisas científicas sobre a questão ambiental (ex: Wourld Watch Institute – Lester Brown, IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas)

98 5) Ambientalismo empresarial: empresários que vinculam sua produção a certos critérios de Qualidade Total e às normas ISO (industrias de alimentos e produtos). 6) Ambientalismo político-profissional: quadros partidários que procuram estabelecer políticas específicas que vinculem a dimensão ambiental às políticas públicas (Ex: Partido Verde)

99 7) Ambientalismo religioso: representantes de religiões e tradições espirituais, que relacionam a dimensão ambiental à consciência do divino e do sagrado (Leonardo Boff) 8) Ambientalismo de educadores, profissionais de comunicação e arte – indivíduos, organizados coletivamente ou não, preocupados com o ambiente, que possuem grande capacidade de influir na consciência das massas.

100 Classificação (Leis, 1992) – perspectiva evolucionista Alfa : primeiro e rudimentar ecologismo. Preocupações com a conservação das espécies e redução do crescimento demográfico. Beta: enfatiza o sentido comunitarista, rejeitando o individualismo e a lógica de mercado. É a linha da Ecologia Social (crítica ao capitalismo, racionalidade instrumental e sistemas hierarquizados, que estabelecem as desigualdades sociais).

101 Gama: além das críticas de Beta, defende a igualdade dos direitos de homens e animais. Pertencem a esta corrente os ecofascistas, para os quais os problemas sociais são secundários e, em casos extremos, o grande problema do planeta é a própria existência humana.

102 Ômega: postula o ecocentrismo e a luta por um equilíbrio nas relações sociedade- natureza e humanas, fundamentada em uma ética de fraternidade e de solidariedade, associando pressupostos científicos e espirituais.

103 PRINCIPAIS CONFERÊNCIAS E DOCUMENTOS

104 1968 – Os Limites do Crescimento - Clube de Roma limite de desenvolvimento seria atingido, no máximo em 100 anos - previa o fim do crescimento da sociedade industrial e dos países subdesenvolvidos Estudo afirma que qualquer que seja a associação feita entre os cinco fatores básicos determinantes do crescimento (população, produção agrícola, recursos naturais, produção industrial e poluição), os resultados serão sempre assustadores, com uma profunda desestabilização da humanidade até o ano de 2100.

105 Década de 70: Os primeiros documentos ambientalismo político-profissional e governamental 1972 – 1 a. Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento - Estocolmo Redefinir o próprio conceito de desenvolvimento

106 DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO: Apresentou como solução um modelo de desenvolvimento que conseguisse minimizar os efeitos de alguns processos degenerativos do ambiente Neutralidade ideológica Alternativas tecnológica limpas (26 princípios) Alternativas estruturais não foram abordadas.

107 Incorporou as questões ambientais na agenda internacional Representou o início de um diálogo entre países industrializados e países em desenvolvimento sobre crescimento econômico e poluição global e bem-estar dos povos

108 1977 – Tbilisi – Georgia 1 o Congresso Mundial de Educação Ambiental Tentativa de organização das diversas idéias sobre Educação e Meio Ambiente.

109 1987 – Moscou - Comissão Mundial da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento apresenta o documento chamado NOSSO FUTURO COMUM - Relatório Brundtland Avalair os resultados após uma década de Tbilisi Traçar uma estratégia internacional de ação em EA para a década de 90 Conceito oficial de Desenvolvimento Sustentável desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as futuras gerações satisfazerem suas próprias necessidades

110 Conceitos Reconhecer que o planeta é finito, não tem recursos infindáveis A humanidade precisa adotar novos padrões de produção e consumo, que não consumam mais recursos do que a biosfera é capaz de repor Não comprometer o meio ambiente, os biomas, os seres vivos, as cadeias alimentares e reprodutivas Padrões de viver não poderiam sacrificar recursos e comprometer os direitos das futuras gerações

111 Propostas Tentava criar mecanismos financeiros para viabilizar os caminhos propostos Propunha o aumento de 0,36% para 0,7% da participação no PIB dos países industrializados na ajuda aos países em desenvolvimento e erradicação da pobreza Realidade: ajuda de alguns países diminuiu para 0,22%. Apenas 5 países europeus cumpriram A dívida dos países em desenvolvimento aumentou

112 Documento não apresenta críticas à sociedade industrial que caracterizam os documentos anteriores; demanda crescimento tanto em países industrializados como em subdesenvolvido, inclusive ligando a superação da pobreza ao crescimento contínuo dos primeiros. Documento de caráter genérico e conciliador, norteado por uma perspectiva humanitária baseada na cooperação mútua de boa-fé e na gestão racional e ética dos recursos naturais como saídas para a salvação planetária. Documento com um conteúdo conservador das práticas econômicas, associando desenvolvimento e crescimento à expansão do mercado, desde que este se paute pelos princípios solidários idealmente concebidos, garantindo hipoteticamente a compatibilidade entre preservação da natureza e justiça social.

113 Redefinindo sustentabilidade: Processo pelo qual as sociedades administram as condições materiais de sua reprodução, redefinindo os princípios éticos e sóciopolíticos que orientam a distribuição e seus recursos ambientais (Acselrad e Leroy, 1999)

114 TRATADO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA SOCIEDADES SUSTENTÁVEIS E RESPONSOBILIDADE GLOBAL passa a ser referência para a Educação Ambiental e tornou-se Carta de Princípios da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), e subsidia também o Programa Nacional de Educação Ambiental (ME e MMA)

115 I - Introdução II – Princípios da Educação para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global III – Plano de Ação IV – Sistema de Coordenação, Monitoramento e Avaliação V – Grupos a serem envolvidos VI - Recursos

116 Convenção sobre as Mudanças Climáticas Convenção sobre a Diversidade Biológica Aprova a Agenda 21 Global, compromisso assumido por 179 países Inicia-se, com base na Agenda Global, a construção da Agenda 21 Brasileira, instrumento e referência para diversas áreas de gestão pública e privada do país

117 1997 – Rio+5 - Montreal Novos valores e normas, princípios e ações que deverão inspirar uma governança global para o século 21

118 Agenda 21 É um documento coletivo, um pacto social, que propõe atitudes e ações transformadoras para estabelecer um padrão de desenvolvimento sustentável para este século XXI.

119 A construção da Agenda 21 é uma tarefa conjunta do Governo e da Sociedade Civil. Nenhum segmento social pode se abster desse processo. A Agenda Global dedica capítulos específicos a diferentes áreas e segmentos sociais e econômicos.

120 Governança Respostas aos graves problemas sociais Modelo auto-suficiente de Estado (burocrático, patrimonial e corporativo) corroído Novo modelo (Cooperação e parceria com a sociedade), novas formas de gestão e participação, com novas TIs, para dar transparência às decisões dos governos

121 Organizações civis mais fortes e presentes Fortalecimento do poder local (movimentos comunitários, associações) ONGs – idéia-força de que tão ou mais importante que o capital financeiro é o poder transformador do capital social.

122 1997 – início do processo de construção da Agenda 21 brasileira (cerca de pessoas envolvidas) Criou-se a Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável (CPDS) Licitação pública para a realização de seis diagnósticos setoriais

123 Artigo 225 da CF: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações

124 São escolhidos os seguintes eixos temáticos: Gestão de recursos naturais Agricultura sustentável Cidades sustentáveis Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável Redução das desigualdades sociais Infra-estrutura e integração regional

125 Resultou nos documentos Agenda 21 brasileira: Ações prioritárias Agenda 21 brasileira: Resultado da consulta nacional

126 Agenda 21 brasileira: Ações prioritárias "O maior desafio da Agenda 21 Brasileira é internalizar nas políticas públicas do país os valores e princípios do desenvolvimento sustentável. Esta é uma meta a ser atingida no mais breve prazo possível. A chave do sucesso da Agenda 21 Brasileira reside na co- responsabilidade, solidariedade e integração desenvolvidas por toda a sociedade ao longo de sua construção. O próximo desafio é implementá-la, para que o Brasil alcance novo padrão civilizatório em um contexto mundial de profundas transformações." Fernando Henrique Cardoso

127 Agenda 21 brasileira objetivo comum a ser atingido não está restrito à preservação do meio ambiente, mas ao desenvolvimento sustentável ampliado e progressivo que introduz, na discussão, a busca do equilíbrio entre crescimento econômico, eqüidade social e preservação ambiental. Trata-se, portanto, da procura por uma nova racionalidade que garanta a solidariedade e a cooperação, tanto quanto a continuidade do desenvolvimento e da própria vida para as gerações futuras, ameaçadas pelo consumismo perdulário e pela exploração predatória dos recursos naturais.

128 Agenda 21 brasileira Na prática, o maior desafio da Agenda 21 é internalizar, nas políticas públicas do país e em suas prioridades regionais e locais, os valores e princípios do desenvolvimento sustentável, como meta a ser atingida no mais breve tempo possível

129 Agenda 21 brasileira A Agenda 21 Brasileira é uma proposta realista e exeqüível de desenvolvimento sustentável, desde que se leve em consideração as restrições econômicas, político-institucionais e culturais que limitam sua implementação.

130 Agenda 21 brasileira o nível de consciência ambiental e de educação para a sustentabilidade avance; o conjunto do empresariado se posicione de forma proativa quanto às suas responsabilidades sociais e ambientais; a sociedade seja mais participativa e que tome maior número de iniciativas próprias em favor da sustentabilidade;

131 Agenda 21 brasileira a estrutura do sistema político nacional apresente maior grau de abertura para as políticas de redução das desigualdades e de eliminação da pobreza absoluta; o sistema de planejamento governamental disponha de recursos humanos qualificados, com capacidade gerencial, distribuídos de modo adequado nas diversas instituições públicas responsáveis; as fontes possíveis de recursos financeiros sejam identificadas em favor de programas inovadores estruturantes e de alta visibilidade.

132 Agenda 21 brasileira: Ações Prioritárias 1) Produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício 2) Ecoeficiência e responsabilidade social das empresas 3) Retomada do planejamento estratégico, infra-estrutura e integração regional 4) Energia renovável e a biomassa

133 Agenda 21 brasileira: Ações Prioritárias 5) Informação e conhecimento para o desenvolvimento sustentável 6) Educação permanente para o trabalho e a vida 7) Promover a saúde e evitar a doença, democratizando o SUS 8) Inclusão social e distribuição de renda

134 Agenda 21 brasileira: Ações Prioritárias 9) Universalizar o saneamento ambiental protegendo o ambiente e a saúde 10) Gestão do espaço urbano e a autoridade metropolitana 11) Desenvolvimento sustentável do Brasil rural 12) Promoção da agricultura sustentável

135 Agenda 21 brasileira: Ações Prioritárias 13) Promover a Agenda 21 Local e o desenvolvimento integrado e sustentável 14) Implantar o transporte de massa e a mobilidade sustentável 15) Preservar a quantidade e melhorar a qualidade da água nas bacias hidrográficas 16) Política florestal, controle do desmatamento e corredores de biodiversidade

136 Agenda 21 brasileira: Ações Prioritárias 17) Descentralização e o pacto federativo: parcerias, consórcios e o poder local 18) Modernização do Estado: gestão ambiental e instrumentos econômicos 19) Relações internacionais e governança global para o desenvolvimento sustentável 20) Cultura cívica e novas identidades na sociedade da comunicação 21) Pedagogia da sustentabilidade: ética e solidariedade

137 Agenda 21: Reconhece a responsabilidade das nações industrializadas na crise ambiental Mas, pauta suas metas na redução do consumo de matéria e energia e não na mudança de modelo de produção, distribuição e consumo (Acselrad e Leroy, 1999)

138 2002 – Rio+10 – Joanesburgo – Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável Metas do Milênio: Garantir a sustentabilidade ambiental Erradicar a fome e a pobreza extremas Alcançar uma mínima educação primária com iguais oportunidades para todos Reduzir a mortalidade infantil com especial enfoque no combate à AIDS e malária Melhorar as condições de vida dos que moram em favelas Ampliar o acesso à água potável

139 5 áreas prioritárias: Água e saneamento Agricultura Energia Biodiversidade Saúde

140 Àgua e Saneamento reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso a água potável e a condições sanitárias até Energia: Diversificar o fornecimento de energia mais limpa e aumentar a parcela de fontes de energia renovável. Proposta brasileira de se aumentar para 10% a participação das energias renováveis na matriz global

141 Saúde: até 2020, os químicos devem ser usados e produzidos em formas que não prejudiquem a saúde e o ambiente. reduzir a poluição atmosférica e melhorar o acesso dos países em desenvolvimento a alternativas às substâncias que destroem a camada de ozônio, até 2010.

142 Agricultura: Convenção para o Combate à Desertificação Biodiversidade: reverter a tendência atual da degradação dos recursos naturais até 2010 e a recuperar os recursos pesqueiros até criação de uma rede de áreas marinhas protegidas até 2012.

143 anúncio de ratificação do Protocolo de Quioto por Rússia e Austrália. Criação de um fundo de solidariedade, baseado em contribuições voluntárias, e a elaboração de um plano para promover a produção e consumo sustentáveis.

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145 "Grupo de Interesse": Camadas médias e altas da sociedade Elitista O ambientalismo tem sido considerado um grupo de interesse particularmente nos Estados Unidos. Segundo este enfoque o ambientalismo surge nas camadas médias e altas da sociedade e é, portanto, elitista. A demanda de proteção ambiental é canalizada por meio de mecanismos regulares do sistema político (partidos, parlamento, poderes executivo e judiciário). A formação e a atuação de ONGs e movimentos de cidadãos são vistas como desnecessárias. Os "grupos de interesse" "assessoram" ou "pressionam educadamente" os parlamentares, etc. diretamente ou por meio da imprensa. Não é incomum a cooptação de integrantes dos tais grupos.

146 "Movimento Social": O ambientalismo é considerado um "novo" movimento social principalmente na Europa. Neste enfoque, o ambientalismo aparece lado a lado com o feminismo e o pacifismo. A expansão do setor de serviços nas sociedades contemporâneas têm favorecido o surgimento destes novos movimentos de contestação, na medida em que absorvem profissionais altamente qualificados, que exigem "qualidade de vida" e "descentralização" do poder. Neste enfoque são destacados pelos autores apenas os setores radicais do ambientalismo, geralmente próximos ou associados aos partidos verdes.

147 "Movimento Histórico e Civilizatório - ou multissetorial": Neste enfoque o ambientalismo é visto como resposta de vários setores sociais à crise da civilização - a qual implica em: crescimento exponencial da população humana, deterioração dos recursos naturais renováveis e não-renováveis, sistemas produtivos poluentes e de baixa eficiência energética, além do consumismo.

148 Neste enfoque o ambientalismo é visto como multissetorial, pluriclassista e transnacional, constituindo-se no conjunto de agentes potencialmente capazes de promover o desenvolvimento sustentável ou ecodesenvolvimento. Não se define como meramente social, mas sim como histórico por atingir diversos setores sociais, dentro ou fora do governo e das empresas, além de ter uma perspectiva ampla, histórica; trata-se de um movimento civilizatório por questionar os valores fundamentais da civilização ocidental (separação sujeito- objeto, razão-emoção, etc.) Outra característica que diferencia este enfoque é a constatação da emergência de valores pós-materialistas na civilização ocidental, o que se evidencia na aproximação ecumênica das várias religiões e no interesse pela "meditação" entre os jovens (desde o movimento de contracultura, nos anos 60).

149 Neste enfoque, há uma "crise de percepção" entre os vários setores do ambientalismo e a necessidade de uma articulação intersetorial ou transetorial - a fim de superar-se as políticas ambientais (que são por definição setoriais) com uma ecologia política (que é por definição transetorial).


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