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Deficiência Intelectual Prof. Me. Marcos Eduardo dos Santos.

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1 Deficiência Intelectual Prof. Me. Marcos Eduardo dos Santos

2 Deficiência Intelectual (DI) Estima-se que a Deficiência Intelectual ocorra em 1% das crianças em idade escolar. Essa condição a coloca como uma das importantes responsáveis pelo fracasso escolar em nosso meio. Do ponto de vista clínico, ela pode ser compreendida como uma grande síndrome, isto é, um conjunto de sinais e sintomas com múltiplas etiologias tanto de natureza genética quanto ambiental.

3 Definições e classificação: Segundo o DSM-IV ( Um manual de diagnóstico de diversos transtornos mentais ), o termo Deficiência Intelectual, utilizado a partir de 2007 em substituição ao termo Retardo Mental, é empregado quando um determinado indivíduo apresenta desempenho cognitivo abaixo do esperado para sua faixa etária e grupo cultural, com início antes dos 18 anos de idade e com prejuízo em pelo menos duas das seguintes habilidades: Comunicação, auto-cuidado, vida doméstica, relações sociais ou interpessoais, auto- orientação, habilidades acadêmicas, saúde e segurança.

4 Por de tratar do desempenho cognitivo inferior ao esperado, a sua quantificação – ainda que arbitrária – é essencial tanto para o diagnóstico quanto para a classificação destas crianças. Para isso várias testagens cognitivas podem ser realizadas para a determinação do quociente de inteligência (QI) de cada paciente. O seu valor normal deve ser superior a oitenta. As testagens cognitivas não devem ser interpretadas de maneira isolada, mas sim utilizadas como mais um parâmetro diagnóstico aliado à história familiar, cultural e social de cada criança individualmente.

5 A quantificação das habilidades cognitivas não deve ser vista como um valor estático e que não é passível de modificação. Pelo contrário, à medida que a criança apresenta ganhos de aprendizagem ( acadêmica ou não), há uma tendência de melhora em boa parte das escalas de avaliação psicométrica. Isso não significa, contudo, que seja possível, pelo menos no momento atual do conhecimento científico, uma normalização da inteligência. A deficiência intelectual é uma condição crônica e irreversível, em que pese a dificuldade de aceitarmos esta constatação.

6 Existem cinco níveis de gravidade das crianças que apresentam DI: limítrofe ( QI entre 70 e 80 ) Leve ( QI entre 50 e 70 ) Moderado ( QI entre 40 e 50) Grave ( QI entre 25 e 40 ) Profundo ( QI abaixo de 25 ) Esses níveis de gravidades acabam por refletir diretamente sobre as habilidades acadêmicas e comportamentais de cada indivíduo.

7 Por exemplo: A criança com DI leve possui chances maiores de independência para as atividades de vida diária (AVD) e de conseguir um emprego do que aquelas com DI moderado e grave. De maneira semelhante, a intensidade da DI parece interferir nas comorbidades comportamentais dessas crianças.

8 As crianças mais graves apresentam transtornos psiquiátricos mais graves (tais como: agressividade e comportamento antissocial ) do que aquelas que apresentam formas limítrofes ( ou leves) de comprometimento cognitivo.

9 Causas de Deficiência Intelectual: A deficiência intelectual pode ser considerada uma síndrome clínica, isto é, um transtorno cuja sintomatologia é variável e com diversos mecanismos causadores. Existem causas pré-natais, perinatais e pós- natais, de natureza genética ou não. Contudo, acaba não sendo possível determinar uma causa em aproximadamente 50% dos pacientes. Quanto mais leve o grau de DI, mais difícil será a determinação de sua causa.

10 Causas pré-natais: Respondem por cerca de 60 a 80% dos casos de pacientes com DI. Nessa categoria, incluem-se as doenças genéticas, a exposição fetal a substâncias tóxicas (álcool, cocaína, medicamentos etc.), as malformações cerebrais e algumas infecções congênitas ( rubéola, sífilis, toxoplasmose, HIV e Herpes). As alterações cromossômicas são as desordens genéticas que mais frequentemente causam DI.

11 Elas geralmente causam alterações características na face ( que são denominadas genericamente como dismorfismos) e o principal exemplo desse grupo de condições é a síndrome de Down. As crianças com esta síndrome apresentam comprometimento cognitivo que geralmente é de intensidade leve a moderada. Outra alteração cromossômica causadora de DI, predominantemente em meninos, é a síndrome do X-frágil. Essa doença causa alterações de comportamento características do espectro autista) e é bastante prevalente em nosso meio.

12 As malformações cerebrais são responsáveis por até 17% de todos os casos de DI. São frequentemente causadoras também de epilepsias de difícil controle, de anormalidades motoras e de paralisia cerebral. Outra causa que merece destaque é a exposição fetal ao álcool, chamada de síndrome de Álcool Fetal. Outras drogas, como cocaína e medicamentos, provavelmente também é causadora de DI.

13 Causas perinatais As complicações que podem ocorrer durante o nascimento ( ou logo após) podem causar DI em uma parcela significativa de crianças. Estima-se que cerca de 8% a 12% dos indivíduos apresentam DI por intercorrências ocorridas no período perinatal, que inclui o intervalo de tempo imediatamente anterior ao nascimento até o 28º dia de vida. Entre essas causas, a paralisia cerebral (PC) é talvez a mais frequente.

14 Essa condição ( que também pode ser chamada de encefalopatia crônica não progressiva) pode ocorrer por diversas razões: Sequelas de asfixia perinatal; Malformações cerebrais e Sequelas de infecções congênitas, entre outras causas. A prematuridade e o baixo peso ao nascer vêm se tornando uma causa de DI cada vez mais verificada na prática clínica.

15 Causas pós-natais Neste grupo de doenças, estão os agravos à saúde da criança que ocorrem após o primeiro mês de vida e que acabam por interferir diretamente sobre as funções cognitivas do indivíduo. Sequelas de desnutrição, de traumatismo cranioencefálico, de infecções do sistema nervoso central ( meningites e encefalites). A desnutrição talvez seja uma causa das DI mais lamentáveis em nossa sociedade. A carência nutricional nos primeiros dois anos de vida ( época em que o cérebro da criança apresenta seu maior ritmo de desenvolvimento de novas sinapses, mielina e neurotransmissores) pode causar danos definitivos às funções cognitivas.

16 As questões culturais e familiares também podem ser causa de DI. Sabe-se, por exemplo, que as crianças que se desenvolvem em meios sociais em que são pouco estimuladas ou em famílias de baixa condição socioeconômicas ou culturais têm uma chance maior de apresentar DI que as demais. Comorbidades entre as crianças com DI O termo comorbidades é utilizado para designar uma série de alterações clínicas que podem acontecer concomitantemente a uma determinada doença.

17 No caso específico das crianças com DI, as principais comorbidades incluem os transtornos de comportamento, que acabam por dificultar as terapias específicas e pedagógicas, além de interferir na sua socialização e agravar ainda mais o seu comprometimento cognitivo. De acordo com a revisão de pesquisadores, a prevalência de transtornos psiquiátricos entre as crianças em idade escolar varia entre 7 e 12%. Entretanto, cerca de um terço das crianças com DI ou com desordens do desenvolvimento apresentam esses transtornos.

18 O espectro de transtornos psiquiátricos é amplo e engloba desde sintomas do espectro autista até desordens do humor, ansiedade, depressão e agitação psicomotora.

19 Os deficientes intelectuais apresentam uma diminuição do rendimento intelectual, associada a diferentes níveis de transtornos sensoriais, perceptivos motores, de linguagem, do controle emocional, de adaptação em relação ao meio ambiente, dependendo das alterações orgânicas e na aparência física. Deficiência Intelectual - conceito

20 Questões Embora possa ser identificada precocemente, a escola com frequência é o local em que surge pela primeira vez a hipótese de que essa criança tenha essa condição, tal hipótese deve necessariamente ser confirmada. O diagnóstico deve levar em consideração o momento da vida, a diversidade cultural linguística e socioeconômica da pessoa.

21 Classifica-se a deficiência Intelectual em: Deficiência intelectual Leve. Deficiência intelectual moderada. Deficiência intelectual grave. Deficiência intelectual profunda. Deficiência intelectual gravidade inespecífica.

22 Deficiência Intelectual Leve Comprometimento mínimo nas áreas sensório- motores. Habilidades de linguagem adequadas. Graves transtornos na aprendizagem. Com alguma capacidade de alfabetização. Independente para a maior parte das AVD. Capaz de executar tarefas simples de trabalho. No final da adolescência, podem atingir habilidades acadêmicas equivalentes ao 6º ano. Na vida adulta, adquirem habilidades sociais e profissionais adequadas para um custeio mínimo das próprias despesas, mas podem precisar de supervisão, orientação e assistência

23 Deficiência Intelectual Moderada Adquire habilidades de comunicação/linguagem mais simples e com atraso significativo do desenvolvimento. Dificilmente conseguem ser alfabetizados. Se beneficiam-se de treinamento profissional para as AVD, com moderada supervisão, podem tomar conta de si mesmos. É capaz de realizar trabalhos sob supervisão, em oficinas protegidas (ambientes seguros) ou no mercado de trabalho adaptando-se bem a vida na comunidade.

24 Deficiência Intelectual Grave Nos primeiros anos de infância, adquirem pouca ou nenhuma fala comunicativa. Durante o período escolar, podem aprender a falar e ser treinados em habilidades elementares de higiene e AVD simples mas se beneficiam apenas em um grau limitado da instrução em matérias pré-escolares, como familiaridade com o alfabeto e contagem simples, dominam habilidades de identificação visual de algumas palavras fundamentais a sobrevivência.

25 Deficiência Intelectual Profunda Nos primeiros anos de infância, apresentam comprometimentos considerável do funcionamento sensório-motor. Um desenvolvimento mais favorável pode ocorrer em um ambiente altamente estruturado, com constante auxilio e supervisão e no relacionamento individualizado com alguém responsável por seus cuidados. A maior parte não desenvolve habilidade de comunicação verbal, porém, podem melhorar com treinamento apropriado. São dependentes para a execução das AVD.

26 Deficiência Intelectual de Gravidade Inespecífica O diagnóstico se aplica quando existe uma forte suspeita de deficiência intelectual, mas o individuo não pode ser adequadamente testado pelos instrumentos habituais de medição de inteligência. Ocorre em caso de crianças, adolescentes ou adultos que apresentam demasiado comprometimento ou não conseguem cooperar com as testagem, ou com bebes, quando não existe um julgamento clínico de funcionamento intelectual abaixo da média.

27 A criança de 0 a 3 anos: Crianças com deficiência intelectual, cujo desenvolvimento cognitivo é mais lento, demoram mais para aprender a usar o próprio corpo. As atividades de estimulação precoce são indispensáveis a aprendizagem e o desenvolvimento da criança com deficiência intelectual, se destinam a essa faixa etária com quadro de deficiência instalado desde o nascimento, também em crianças que apresentarem atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.

28 Estimular Significa criar condições facilitadoras para o desenvolvimento da criança. Todo programa de estimulação precoce pressupõe um trabalho de orientação da família, para tornar possível: A importância do papel da mãe como mediadora da estimulação da criança nos primeiros anos de vida. Facilitar as relações afetivas entre família e criança. Perceber as oportunidades de exploração que o meio físico e social oferecem a criança.

29 Criança de 4 a 6 anos O convívio com outras crianças não deficientes em um ambiente social e educacional integrado, constitui um elemento facilitador da aprendizagem e do desenvolvimento da criança com deficiência intelectual, especialmente nessa faixa etária. Devem ser favorecidos e estimulados em todas as oportunidades para aprender. Suas limitações cognitivas e adaptativas variam, influencia todas as possibilidades futuras, como serão vistas e tratadas.

30 Crianças de 7 a 11 anos Dos 7 aos 11 anos o desenvolvimento cognitivo torna-se mais complexos e as demandas ambientais aumentam. As estruturas intelectuais da criança se desenvolvem gradativamente, de modo a responder as exigências cada vez maiores do ambiente circundante. Algumas crianças podem apresentar ainda atraso no aparecimento da fala, transtornos de articulação e no ritmo, dificuldade para aquisição da linguagem.

31 Adolescência É um período caracterizado pelas mudanças físicas e psicossociais. As mudanças corporais são relativas ao crescimento da estatura e dos órgãos, as alterações hormonais, ao aparecimento dos caracteres sexuais secundários, dentre outros. As propostas pedagógicas e os objetivos educacionais destinados ao adolescente com deficiência intelectual devem ter como prioridade possibilitar-lhe a conquista da máxima autonomia possível, e a independência em relação a outros indivíduos.

32 Eternas crianças? Pais, irmãos, professores e comunidade em geral precisam aprender a lidar com as pessoas com deficiência intelectual de acordo com as condições e as vivencias próprias de sua idade cronológica.

33 Trabalho: A marca da vida adulta A questão do trabalho na área da deficiência intelectual é ampla, complexa e polêmica, tanto no nível social quanto nos níveis institucional, familiar e pessoal. No entanto precisamos enfrentá-la. Enfrentá-la significa continuar avançando no nosso sentir, no nosso pensar e, por certo, no nosso agir.

34 A escolarização do jovem e adulto com deficiência intelectual só ganha sentido se ele conseguir algo mais que juntar letras. É preciso desenvolver junto com o aprendizado novas habilidades cognitivas de compreensão, elaboração e controle da própria atividade, é necessário criar novas motivações para transformarem a si mesmo e o meio onde vivem. Escolarização

35 Questão familiar É o primeiro ambiente social da criança, é nele que ela recebe suas primeiras oportunidades, estímulos e sensação de bem-estar. É a família que aposta na criança, que acredita na sua competência, que a respeita. Se isso não acontecer, não ocorrerá o crescimento do sujeito.

36 Prevenção O trabalho de prevenção tem por base trabalhar: Condições de saneamento básico, prevenção contra drogas e o álcool, vacinação da mãe contra certas doenças, assistência pré-natal, leite materno, identificação de problemas peri e neonatais. Assistência continuada e permanente diante dos fatores de riscos presentes e aos efeitos no desenvolvimento da criança.

37 Referências Brasil, Secretaria de Educação Especial Deficiência Mental/ organizado por Erenice Natalia Soares Carvalho- Brasília: SEESP,1997 BRITO, ADRIANA R. (et. al.). Necessidades educacionais especiais. Coleção neuroeducação. Heber Maia (org.) - Rio de Janeiro: Wak Editora, vol. 3, Deficiência Mental- Brasília: Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria da Distancia, VERDE, ADRIANA L. Atendimento educacional especializado do aluno com deficiência intelectual. São Paulo: Moderna, – (Cotidiano escolar: ação docente).


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