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Programa de Formação Continuada para Professores DIRETRIZES CURRICULARES 2 º encontro/Outubro de 2012.

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Apresentação em tema: "Programa de Formação Continuada para Professores DIRETRIZES CURRICULARES 2 º encontro/Outubro de 2012."— Transcrição da apresentação:

1 Programa de Formação Continuada para Professores DIRETRIZES CURRICULARES 2 º encontro/Outubro de 2012

2 Apresentação Contrato Didático Eixos epistemológico-conceituais - Educação e Currículo - Ensino e Aprendizagem - Disciplina e Inter ou Transdisciplinaridade Avaliação do encontro

3 EIXOS EPISTEMOLÓGICO- CONCEITUAIS PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES EIXOS REFERENCIAIS EIXOS OPERACIONAIS DIRETRIZES CURRICULARES

4 Teoria do conhecimento (do grego episteme – ciência, conhecimento; e logos – discurso, entendimento, estudo de).

5 Do latim conceptus, verbo concipere, - "conter completamente", "formar dentro de si. São portadores de significados. Podem ser particulares e universais. Partem dos conceitos espontâneos para os científicos.

6 Não, eu não vou bem na escola! Este é o meu segundo ano na 7ª série e sou muito maior que os alunos. Entretanto, eles gostam de mim. Não falo muito na aula, mas fora da sala sei ensinar um mundo de coisas. Eles estão sempre me rodeando e isso compensa tudo o que acontece na aula. Eu não sei porque os professores não gostam de mim. Na verdade, eles nunca acreditam que a gente sabe alguma coisa, a não ser que se possa dizer o nome do livro onde a gente aprendeu. Tenho em casa alguns livros: dicionários, atlas, livro de português, matemática, ciências e outros que a professora manda comprar. Mas, não costumo sentar e lê-los todos, como mandam a gente fazer na escola. Uso meus livros quando quero descobrir alguma coisa. Por exemplo, viajo sempre com meu tio, que, é caminhoneiro. Quando ele me convida para fazer entrega num fim de semana, vamos logo procurar num mapa rodoviário o caminho para chegar na outra cidade. Mas, na escola, a gente tem de aprender tudo o que está no livro, e eu não consigo guardar. No ano passado fiquei uma semana tentando aprender os nomes dos imperadores romanos. Claro que eu conhecia alguns como Nero, César e Calígula. Mas, é preciso saber todos juntos e em ordem. E, isso eu nunca sei.

7 Também não ligo muito, pois os meninos que aprendem os imperadores têm que aprender tudo o que eles fizeram. Estou na 7ª série pela segunda vez, mas a professora agora não é muito interessada nos imperadores. Ela quer é que a gente aprenda tudo sobre as guerras gregas. Acho que nunca conseguirei decorar nomes em História. Este ano, comecei a aprender um pouco sobre caminhões porque meu tio tem três, e disse que posso dirigir um quando eu fizer 18 anos. Já sei bastante sobre cavalo-a- vapor e marchas de cinco marcas diferentes de caminhão, alguns a diesel. É gozado como os motores a diesel funcionam. Comecei a falar sobre eles com a professora de Ciências na quarta-feira passada, quando a bomba que a gente estava usando para obter vácuo esquentou! Mas, a professora disse que não via a relação entre um motor diesel e a nossa experiência sobre a pressão do ar. Fiquei quieto. Mas, os colegas pareceram gostar. Levei quatro deles à garagem do meu tio e vimos o mecânico desmontar um enorme caminhão diesel. Rapaz, e como ele entende disso... Eu também não sou forte em Geografia. Neste ano eles falam em Geografia Física. Durante toda a semana estudamos agricultura de roça no mundo tropical, sistemas agrícolas tradicionais, mas não sei bulhufas. Talvez porque faltei à aula, pois meu tio me levou a Ribeirão Preto, com uma carga de televisão. Trouxemos de lá um carregamento de açúcar.

8 Meu tio tinha me dito as estradas e as distâncias em quilômetros. Ele só dirigia o caminhão e eu ia lendo as placas com os nomes das cidades por onde passávamos. Até Campinas contei um montão de fábricas e daí prá frente era só canavial. Mas, prá que tanta cana em São Paulo? Paramos duas vezes e dirigimos mais de 600 quilômetros, ida e volta. Estou tentando calcular o óleo e o desgaste do caminhão para ver quanto ganhamos. Eu costumo contar minhas viagens para meus colegas da escola e eles gostam muito porque há sempre novidades. Gostaria de fazer minhas redações sobre as viagens que faço com meu tio, mas, outro dia, o assunto da redação na escola era: "O que uma rosa leva da primavera". Não deu... Também não dou para Matemática. Parece que não consigo me concentrar nos problemas. Um deles era assim: "Se um poste telefônico, com 12m de comprimento cai atravessado em uma estrada, de modo que 1,5m sobrem de um lado e 1m de outro, qual a largura da estrada? "Acho uma bobagem calcular a largura da estrada. Nem tentei responder, pois o problema também não dizia se o poste tinha caído reto ou torto.

9 Não vou bem em Educação para o Trabalho. Todos nós fizemos um suporte para vasos e uma fruteira, com palitos de sorvete. Os meus foram péssimos. Também, não me interessei. Nossa casa é muito pequena, não tem lugar para pendurar plantas e a única mesa existente está sempre ocupada. Quis fazer uma caixa de ferramentas para o meu tio, mas a professora não deixou, pois eu teria de trabalhar só em madeira. Acabei fazendo a caixa de ferramentas em casa e meu tio disse que economizei uns Cr$ 4000 com meu presente. A Orientadora de Educação Moral é fogo! Andei ficando depois da aula, tentando aprender os artigos do Estatuto do Centro Cívico para fazer nosso Estatuto do Centro Cívico. A professora disse que só poderíamos ser bons alunos e cidadãos, sabendo isso. E eu quero ser bom cidadão. Mas, detestava ficar depois da aula porque um bando de meninos estava limpando o lote da esquina para fazer um parquinho para as crianças do "Lar Espírita". Eu até fiz um conjunto de barras usando canos velhos. Pedimos jornais velhos, garrafas e ferro velho para vender e com o dinheiro compramos arame para cercar o lote. Meu pai disse que eu posso sair da escola quando fizer 15 anos. Estou doidinho para isso, porque há um mundo de coisas que eu quero aprender e fazer e já estou ficando velho. ( texto adaptado) CALDAS, Roseli Fernandes Lins. Fracasso escolar: reflexões sobre uma história antiga, mas atual. Psicol. teor. prat. [online]. jun. 2005, vol.7, no.1 [citado 29 Novembro 2009], p Disponível na World Wide Web:. ISSN

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11 Dimensão fundamental da vida humana. Experiência social. Função de incorporação e socialização de conhecimentos e experiências acumuladas. Aquisição, atualização e utilização de conhecimentos. Instrumento de emancipação (ou alienação) humana. Manifestação em diversos espaços (formal e informal).

12 Ocorre no contexto escolar e de forma intencional: - Objetivos - Regras - Espaços e tempos - Teoria de educação

13 Organiza o processo educacional, encarnando as intencionalidades fundamentais do projeto educativo da sociedade. Incorpora todas as atividades planejadas para atingir determinados objetivos. Contempla os acontecimentos inesperados e as demais experiências pessoais, coletivas e sociais, que permitem que o sujeito aprenda.

14 TRADICIONAISCRÍTICASPÓS-CRÍTICAS

15 TEORIASFOCOQUESTÕES NORTEADORAS O currículo desenvolve-se a partir de exigências de uma formação técnico- científica, visando à preparação de mão de obra qualificada para o mercado de trabalho. - Ajustar as crianças e jovens à sociedade tal como ela existe, sem nenhuma perspectiva de transformação; - Formar mão de obra especializada para o mercado de trabalho. Colocam em questão as relações entre educação e sociedade, denunciando as formas de opressão e dominação que se desenvolvem na sociedade e são reproduzidos nos espaços educativos. - A escola constitui-se num aparelho ideológico central porque atinge praticamente toda a população por um período prolongado de tempo. O currículo não pode ser compreendido sem uma análise das relações de poder nas quais ele está envolvido, mas não limitam a análise do poder ao campo das relações econômicas capitalistas. É ampliado para incluir os processos de dominação centrados na raça, etnia, gênero e sexualidade, marcados por microrrelações de poder. - Multiculturalismo curricular; - O currículo é uma invenção social, assim sendo, a pergunta importante não é quais conhecimentos são válidos?, mas sim quais conhecimentos são considerados válidos?.

16 ... e pensando a educação como uma dimensão fundamental da vida humana, e a centralidade do currículo nos processos educativos, pode-se afirmar que a cada teoria de educação corresponde uma teoria de currículo, de ensino, de aprendizagem e, portanto, de ser humano e de sociedade. (DC, p.22)

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18 Conjunto de ações e estratégias que se realizam para desenvolver habilidades, conceitos e atitudes propostas para a formação dos educandos, mediante organização de um ambiente educativo, métodos, conteúdos e avaliação previamente selecionados. (DC, p.28) Papel do professor Atuação do ensino para além do cognitivo Postura epistemológica consciente Experiências concretas, ativas e interativas Aprendizagens significativas e duradouras Processo histórico e cultural Articulação com a prática de modo crítico e dialético

19 SOCIOINTERACIONISMO: Caracteriza-se pela conquista do conhecimento mediada por interações sociais; envolve a relação dialética entre o sujeito e a realidade no seu entorno, pressupondo que o ser humano modifica o meio, mas também é modificado por ele. (DC, p. 29) Conquista do conhecimento Internalização Mediação por interações sociais Relação dialética entre o sujeito e a realidade Desenvolvimento x Aprendizagem

20 O aprendizado é mais do que a aquisição de capacidade para pensar; é a aquisição de muitas capacidades especializadas para pensar sobre várias coisas. O aprendizado não altera nossa capacidade global de focalizar a atenção; ao invés disso, no entanto, desenvolve várias capacidades de focalizar a atenção sobre várias coisas. Vygotsky

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22 Unidade do currículo formal, é entendida como um campo organizado de saberes específicos. Cada disciplina traz seu próprio objeto de estudo, seus próprios conteúdos, esquemas conceituais, maneira e métodos de investigação. Há uma incompletude nas disciplinas, quando vistas isoladamente e há necessidade de interação entre as áreas de conhecimentos, pois as relações estabelecidas entre elas asseguram uma leitura mais complexa dos fatos.

23 Interação entre duas ou mais disciplinas, com finalidade, cooperação e diálogo efetivo entre as mesmas. (Zabala, 2002) LÍNGUA PORTUGUESA HISTÓRIA LÍNGUA PORTUGUESA CIÊNCIAS NATURAIS HISTÓRIA GEOGRAFIA

24 A interdisciplinaridade resulta de um trabalho conjunto de várias disciplinas em direção do mesmo objeto de pesquisa, com o propósito de aproximá-lo, cada vez mais, da realidade objetiva, à medida que constrói sua perspectiva dialética. (VEIGA NETO, A.J. A ordem das disciplinas. Tese de Doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil, 1996).

25 O grau máximo de relações entre as disciplinas. Articulação, troca, diálogo e integração entre elementos do conhecimento de áreas diversas, com o objetivo de constituir uma ciência que explique a realidade sem fragmentações.

26 ARTES LÍNGUA PORTUGUESA GEOGRAFIA MATEMÁTICA HISTÓRIA CIÊNCIAS NATURAIS

27 A inter e a transdisciplinaridade podem ser uma possibilidade de quebrar a rigidez dos compartimentos em que se encontram isoladas as disciplinas dos currículos escolares. Não devem ser vistas como uma superação das disciplinas, e sim como uma etapa superior das disciplinas, que são recortes mais amplos do conhecimento em determinadas áreas, com o objetivo de aprofundar os estudos.

28 Releitura dos princípios estruturantes - páginas 34 a 38.

29 Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado. Rubem Alves

30 Obrigada e até o próximo encontro!


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