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GESTÃO DA INOVAÇÃO Curitiba / Outubro / 2009 1. Paulo Alberto Bastos Junior Mestre em Tecnologia – UTFPR DEA em Informações Científicas e Tecnológicas.

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1 GESTÃO DA INOVAÇÃO Curitiba / Outubro /

2 Paulo Alberto Bastos Junior Mestre em Tecnologia – UTFPR DEA em Informações Científicas e Tecnológicas - Universidade de Marseille Especialista em Gestão do Conhecimento e Inteligência empresarial – PUCPR Participante do Programa Internacional de Estudos Avançados em Gestão de Inovação - Simon Fraser University (Canadá) Engenheiro de Alimentos – PUCPR Pesquisador do Programa de Empreendedorismo / Projeto GEM Brasil (Global Entrepreneurship Monitor) do IBQP Professor Universitário Consultor em Gestão Organizacional 2

3 3 Conceitos Introdutórios A inovação no meio empresarial é a exploração de novas idéias para melhorar os negócios, criando vantagens competitivas e gerando sucesso no mercado.

4 4 Conceitos Introdutórios O Manual de Oslo (OCDE, 3ª ed.), define a inovação como a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional... Todas as empresas podem inovar!!

5 5 Conceitos Introdutórios Tipos de Inovação

6 6 Exemplos: o telefone celular em comparação ao telefone fixo, a venda por internet em comparação à venda direta na loja. Inovação em Produtos (bens ou serviços)

7 7 Aprimoramento ou desenvolvimento de novas formas de produção ou de distribuição de bens ou de novos meios de prestação de serviços. Exemplos: mudanças nos equipamentos ou na organização da produção ou uma combinação de ambos Logística Reversa Inovação em Processos

8 8 Inovação em Produtos e Processos

9 9 Inovação Tecnológica... quando a inovação é resultado da aplicação de conhecimentos obtidos através da pesquisa científica aplicada a produtos ou processos de produção, com novas funcionalidades e efetivos ganhos de qualidade ou produtividade, resultando em maior competitividade.

10 10 Inovação Organizacional Local de trabalho, relações da empresa com o mercado, fornecedores ou distribuidores. Exemplo: os métodos e técnicas chamadas de produção enxuta.

11 11 Inovatividade de Produtos GRAU DE INOVATIVIDADE DE PRODUTOS – INDICADORES PARA A AVALIAÇÃO SOB A ÓTICA DA EMPRESA Dissertação Paulo Bastos Jr Mestrado em Tecnologia / UTFPR

12 12 Inovatividade de Produtos Objetivo Geral Desenvolver um conjunto de indicadores de avaliação do grau de inovatividade de produtos com o qual seja possível estabelecer análises comparativas.

13 13 Inovatividade de Produtos AlternativasDecisõesSoluções Tempo Funil de Desenvolvimento

14 14 Inovatividade de Produtos Tema recente Pode ser observada por dois ângulos distintos: o do consumidor (mercado) e o da empresa (Dannels e Kleinschmidt,2001); Tipologia de Booz, Allen e Hamilton – Novo para a firma e Novo para o mercado

15 15 Inovatividade de Produtos Tipologia de novos produtos de Booz, Allen e Hamilton Fonte: Bozz, Allen, Hamilton (1982) apud Dannels e Kleinschmidt (2001)

16 16 Inovatividade de Produtos Neste estudo: PERSPECTIVA DA EMPRESA Ênfase em questões relacionadas ao ambiente mercadológico e tecnológico da empresa. Quanto inovador é o produto para a empresa que o desenvolve. Avaliação bi-dimensional: familiaridade e adequação

17 17 Inovatividade de Produtos Familiaridade –Quanto a organização conhece: do mercado: consumidores e suas necessidades, concorrentes; e da estrutura tecnológica: desenvolvimento, produção e tecnologia do produto;

18 18 Inovatividade de Produtos Adequação –São adequados os recursos que a empresa dispõe e organiza? Recursos tecnológicos (permite elaboração do novo produto) Recursos relativos ao mercado e ao cliente ( permite servir determinado cliente)

19 19 Inovatividade de Produtos DIMENSÕES FamiliaridadeAdequação Ambiente Tecnológico Ambiente Mercadológico Recursos Tecnológicos Recursos de Marketing

20 20 Inovatividade de Produtos FERRAMENTA DE AVALIAÇÃO

21 21 Inovatividade de Produtos

22 22 Inovatividade de Produtos

23 23 Ambientes Inovativos – Gestor de Inovação KANTER, R. M.; KAO, J.; WIERSEMA, F. Inovação: Pensamento inovador na 3M, DuPont, GE, Pfizer e Rubbermaid. São Paulo: Negócio Editora, 1998.

24 24

25 25 Reúne aliados A importância de formar uma coligação de apoiadores é óbvia. Este é um dos aspectos mais negligenciados. Características de um Gestor da Inovação

26 26 Características de um Gestor da Inovação Olha para além de suas fronteiras para descobrir o que de diferente pode ser feito. Move-se além dos limites definidos

27 27 Características de um Gestor da Inovação Partilha os méritos Mesmo que a idéia inicial seja sua o Gestor de Inovação reparte os créditos. As pessoas precisam saber que são reconhecidas.

28 28 Características de um Gestor da Inovação Sabe delegar Atribuições Responsabilidades Autoridade

29 29 Características de um Gestor da Inovação Sabe delegar Atribuições Responsabilidades Autoridade Automotivado e motiva os outros: Não só é motivado, como também motiva e inspira quem o rodeia.

30 30 Características de um Gestor da Inovação Preocupa-se com o tratamento das pessoas: É justo e sensível ajudando os outros a alcançar o sucesso, não sendo manipulador.

31 31 Características de um Gestor da Inovação Sabe delegar Atribuições Responsabilidades Autoridade É persistente. Quando o projeto complicou e tudo parece difícil não é hora de desistir. Insiste, procura soluções, alternativas, mais apoiadores, que o sucesso virá.

32 32 Características de um Gestor da Inovação Sabe delegar Atribuições Responsabilidades Autoridade Tem caráter. Caráter é uma poderosa fonte de credibilidade. A primeira pedra da liderança é a clareza dos valores pessoais.

33 33 Características de um Gestor da Inovação Toma as decisões e assume a responsabilidade. Se a indecisão perdurar no grupo, toma-a para si.

34 34 Características de um Gestor da Inovação T em compromisso com a mudança : Acredita que o futuro da organização depende de uma mudança bem sucedida. Encara a mudança como algo excitante e que vale a pena.

35 35 Características de um Gestor da Inovação Corre riscos calculados. Um Gerente de Projetos de Inovação aceita maiores riscos quando tem a possibilidade de sucesso.

36 36 Características de um Gestor da Inovação T em habilidade de Negociação.

37 37 Características de um Gestor da Inovação O anonimato e o bom humor: Não quer aparecer demais pois julga que isto enfraquece a sua credibilidade. Tem sentido de humor, o que lhe permite levantar o moral dos outros. Mantém o astral da equipe elevado.

38 38... Ou seja...

39 39 Isso arriscado Isso parece arriscado Não faz parte de nossas competências Vamos voltar para as coisas básicas Dava certo antes Não há nenhuma ameaça É uma estrada perigosa. Se entrarmos nela não haverá como voltar. Frases destrutivas

40 Exercício Idealize como seria uma organização inovadora. Ambientes, relacionamentos, políticas.... Google 40

41 Os mitos da Inovação 41

42 Mito dos ovos de rã: são necessárias muitas idéias inovadoras para que haja inovação bem sucedida. A realidade é que as organizações necessitam especialmente de criar condições para que as idéias emergentes se traduzam em inovações valiosas. As idéias são como os ovos de rã: milhares são produzidos, mas apenas alguns incubam. Muitas organizações produzem novas sementes, mas carecem de terreno fértil onde essas sementes germinem e cresçam. MITO 1 42

43 Mito do departamento inovador: a inovação depende sobretudo do departamento específico. Na realidade, é necessário que toda a organização atue em prol da inovação. Os departamentos de inovação são realmente importantes. Mas a inovação deve ser um "modo de vida" impregnado em toda a empresa. MITO 2 43

44 Mito da espontaneidade: para haver inovação, basta deixar as pessoas em "roda livre". A realidade sugere que é necessário proporcionar-lhes estrutura, sob pena de as idéias espontaneamente surgidas não se desenvolverem. É necessário que as organizações concedam aos colaboradores a liberdade para pensar, mas é igualmente fundamental proporcionar-lhes a estrutura que lhes permita agir. MITO 3 44

45 Mito da alteração radical: o sucesso depende das inovações radicais que rompem com o passado. Na realidade, a inovação raramente ocorre num vácuo. Muitas inovações combinam elementos do passado. Esse foi o caso do iPod. A Apple não criou nada radicalmente novo em termos tecnológicos, mas criou valor importante para os consumidores. MITO 4 45

46 Mito dos erros caros: o cancelamento de um projeto é um fracasso. A consequência deste mito é que os gestores não interrompem o projeto mesmo que os indicadores sejam fracos. A realidade é que a inovação, o risco e os erros andam de "mão dada". Mais importante do que gerir o risco do fracasso é gerir os seus custos, detectando-os quanto antes e reduzindo a sua dimensão. MITO 5 46

47 Mito dos desvios à via principal: as empresas devem focalizar-se nas competências nucleares e evitar "desvios". A realidade sugere que um desvio pode tornar-se a via principal. Os lasers foram criados como instrumentos de medida confiáveis, mas acabaram por revolucionar a cirurgia e a eletrônica. As microondas começaram nas comunicações militares, mas acabaram na confecção de comida. MITO 6 47

48 Mito da novidade: a inovação diz respeito à criação de novas coisas, estando frequentemente associada a novas tecnologias ou a novos produtos provindos de laboratórios de P&D. Na realidade, a inovação toma múltiplas formas. A Toyota constrói bons carros, mas não é esse o real segredo do sucesso - antes o é o seu sistema de produção. Importa pois que os gestores, em vez de se focalizarem apenas na faceta "o quê" (produtos, tecnologias e serviços), se focalizem também nas facetas "quem" (segmentos dos consumidores e necessidades servidas), "como" (processos operativos e capacidades utilizadas), e "onde" (canais de distribuição). MITO 7 48

49 Meio mito: a inovação requer sobretudo potencial tecnológico. Na realidade, essa é apenas uma das fontes da inovação. E, mesmo essa, para ser bem sucedida, necessita dos elementos soft: pessoas, equipes, intuição, confiança, criatividade, capital social, capital psicológico, liderança. MITO 8 49

50 Inovar quando tudo corre bem na empresa!!! 50 Mudar, imediatamente e sempre!!! Tornar a inovação a regra e não a exceção!!!

51 51 P&D Visão empresarial Competência gerencial Relações de cooperação Gestão tecnológica Gestão mercadológica Captação de recursos + PARA OBTER A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

52 52 ATORES DO PROCESSO DE INOVAÇÃO UNIVERSIDADES EMPRESAS INSTITUTOS DE P&D ÓRGÃOS DE GESTÃO GOVERNO Fonte: TEIXEIRA (1983, p.69)

53 53 CONDIÇÕES PARA EMPREENDER E INOVAR Apoio Financeiro Políticas Governamentais / Corporativas Programas Governamentais / Corporativas Educação e Treinamento Pesquisa e Desenvolvimento (Transferência de Tecnologia) Infra-estrutura de Apoio Abertura de Mercado/ Barreiras à Entrada Acesso à Infra-estrutura Física Normas Culturais e Sociais Características da população / força de trabalho

54 54 Problemas e obstáculos apontados pelas empresas que implementaram inovações – Brasil

55 55 Avaliação do grau de Inovação na Empresa

56 56 O Cálculo do Índice de Inovação da Empresa - IIE O IIE, cujo valor máximo é 1 (um), é calculado por: IIE = (0,5 X IEI) + (0,5 X IRI) O grau de Inovação da Empresa Metodologia UTFPR_IEL-PR (Versão Beta)

57 57 O Cálculo do Índice de Esforço para Inovar - IEI IRHIPDTIR Diretor Gerente COI CUL = Cultura Organizacional voltada para a Inovação. PGT = Práticas de Gestão de Tecnologia e Inovação. GMI = Grau de Maturidade nos Processos de Inovação.

58 58 O Cálculo do Índice Resultados de Inovação - IIE NPI PFI EIP Economiae m Processos VTT PAT PRE Novos Venda de Tecnologia

59 59 RESULTADOS Recursos Humanos Investimento em P&D&I Tipo do Investimento Realizado Configuração Organizacional voltada para a Inovação Estrutura Física para a Inovação Cultura para a Inovação Grau de Maturidade em Processos de Inovação Práticas de Gestão de Tecnologia Número de Projetos para Inovação Faturamento advindo de novos produtos e/ou serviços Economia devida a inovação em processos Venda de Tecnologia para terceiros Número de Patentes Prêmios obtidos por inovações

60 PLANEJAMENTO DE INOVAÇÃO E TECNOLOGIA 60

61 Grau de domínio e experiência no processo de inovação tecnológica. CAPACIDADE TECNOLÓGICA 1° nível – Tem capacidade apenas de identificar, selecionar e comprar tecnologia 2° nível – Tem capacidade para modificar e adaptar tecnologia 3° nível – Tem capacidade para criar nova tecnologia 61

62 O QUE É TECNOLOGIA? 62

63 Conjunto organizado de conhecimentos científicos aliados a técnica (know-how) e a meios, com o objetivo de produzir e comercializar bens e serviços. 63

64 O CONCEITO DE TECNOLOGIA 64

65 Estratégias de Inovação Dependem do: – Mercado e da concorrência – Ambiente nacional e políticas públicas entre outras O mercado é determinado por seis variáveis críticas: produtividade, qualidade, preço, flexibilidade, tempo apropriado e marketing A tecnologia é a principal impulsionadora das primeiras quatro e importante para as duas últimas. 65

66 6 tipos Relevantes para o sucesso Revelam escolhas a partir de objetivos arrojados Sistematização das estratégias: Christopher Freemann, em Economics of Industrial Innovation 66

67 OFENSIVA DEFENSIVA IMITADORA DEPENDENTE TRADICIONAL OPORTUNISTA 67

68 Usada por poucas empresas Busca da liderança de mercado; Normalmente marca forte; Setor de P&D muito forte; Valorização da proteção de patentes; RH altamente qualificado. OFENSIVA 68

69 Inovação em Produto união da perfumaria com a criação artesanal de vinhos Inovação em Processo fermentação em tonéis de vinho Pela primeira vez no mundo um perfume é fabricado tendo como base o álcool vínico (obtido pela destilação de vinho) macerado em barris de carvalho francês*, conferindo personalidade única e diferenciada à fragrância. *Patente requerida Líder de venda do mercado Maior rentabilidade do portfólio Maior share de categoria 69

70 70

71 – P&D muito desenvolvido; – RH altamente qualificados; – Sem preocupação com a liderança; – Aproveita-se dos erros de pioneiros; – Lança seus produtos logo após seus concorrentes. DEFENSIVA 71

72 72

73 Não disputa posição de liderança Aspira posição defensiva Mercado pode provocar mudança no seu produto Adquirem patentes secundárias Capacidade de engenharia e desenho de produção Custo baixo de produção Vantagens organizacionais IMITADORA 73

74 IMITADORA IMITADORA Brinquedo 1 Brinquedo 1 Empresa Inovadora: Lego Brinquedo 2 Brinquedo 2 Empresa Imitadora brinquedo semelhante ao Lego 74

75 Sandália Plástico Sandália Plástico Empresa Inovadora: sandália de plástico Melissa - Grendene (1979 – 1º modelo) Sandália Plástico Sandália Plástico Empresa Imitadora: sandália de plástico semelhante à Melissa 75

76 76 DUPÉ

77 DEPENDENTE Normalmente sub-contratadas, respondem flutuações que afetam as empresas de maior porte. 77

78 Empresas com estratégia tecnológica mutuamente DEPENDENTE 78

79 TRADICIONAL Produto original imutável; Mantém o produto original e inova na diversificação; Nem o mercado ou a concorrência empurram mudanças no produto; 79

80 80

81 81

82 É tradicional mas diversifica em torno do produto principal 82

83 Estratégia tradicional significa manter o produto original e inovar na diversificação 83

84 84

85 OPORTUNISTA – Sobreviventes em espaços de mercado específicos e particulares; – Descobrem nichos não atendidos. 85

86 Desenvolvida especialmente para limpar, hidratar, modelar ou relaxar os cabelos crespos e muito crespos 86 Mouse p/ Canhoto

87 Não contém Lactose.(Pessoas deficientes da enzima Lactase) Não contém Glúten. (Portadores da doença Celíaca - intestino) Batavo - BioSoja 87

88 funções e estratégias Ofensiva Defensiva Imitadora Dependente Tradicional Oportunista Investimento Fundamental Investimento Aplicada Desenvolvimento Experimental Engenharia de Desenho Patentes Serviços Técnicos Produção/Controle/Qualidade Informação Científica/Tecnológica Educação e Formação Planejamento longo prazo (1) significa função débil ou inexistente; (5) significa função muito forte 88

89 FORMAS DE ACESSO À TECNOLOGIA 89

90 GRAU DE DOMÍNIO - nível de APROPRIAÇÃO + - nível de EXCLUSIVIDADE 90

91 Nível de Apropriação Nível de Exclusividade Grau de Domínio 91

92 Compra Importação Vigilância Cópia Subcontratada Pesquisa cooperativa Formação Licenciamento Pesquisa por contrato Especialistas Alianças estratégicas P&D interna FORMAS DE ACESSO À TECNOLOGIA Compra de empresa 92

93 Critérios de Seleção Nível de Apropriação Nível de Exclusividade Custo financeiro Tempo para transformar em inovação Características típicas do setor de atuação Possibilidade de explorar em outros produtos Estrutura da empresa adquirente (RH, Física) Ação da concorrência Potenciais parceiros (fornecedores, instituições de ensino e pesquisa) Risco de insucesso 93

94 Compra Britânia Sound 94

95 DESAFIO Ampliar a linha de produtos. SOLUÇÃO Importar produtos da linha de som e áudio para ampliar seu faturamento e linha de produtos. Usar seus canais de distribuição para comercialização dos produtos RESULTADO Oferece ao mercado cerca de 37 produtos na linha de som e áudio. Tais como: Home Theater, Discman, DVD Player, Micro System com CD, Micro System Digital, Mini TV, MP3 Player, Rádio AM/FM, Rádio Gravador com CD, Rádio Relógio, Som automotivo com CD. 95

96 Compra de Empresa Qualcomm 96

97 Desafio: Dominar a tecnologia 4G de telefonia móvel Solução: A Qualcomm comprou a Flarion Technologies. A transação será paga em ações e dinheiro milhões de dólares. Mais 205 milhões de dólares - desempenho nos oito primeiros anos de integração. A Flarion detém as patentes e produz com a tecnologia OFDMA (Acesso Múltiplo por Divisão Octogonal de Freqüência), considerada a 4G da telefonia móvel. Processamento 10 vezes maior do que os telefones de terceira geração. Resultado: Com esta transação a Qualcomm passa a deter mais de 300 patentes relativas a tecnologia OFDMA 97

98 Importação de Tecnologia 98 Pulverizadores

99 DESAFIO Adaptar-se as diferenças regionais e aumentar a participação em um mercado agrícola em expansão e, atualmente, orientado para a red u ção de defensivos e entrada de novos concorrentes. SOLUÇÃO A Montana procurou uma parceria através de Joint Venture com a italiana Landini para a produção de tratores, a qual inclui um pacote tecnológico adequado à realidade brasileira. RESULTADO Expectativa de produção de 300 unidades para o primeiro ano através do investimento de 20 milhões de euros na nova empresa Landini Montana Ltda. 99

100 Vigilância Tecnológica 100

101 Desafio: A necessidade de inovar sem cessar, um valor cultural da empresa. Solução: Direção de Vigilância Tecnológica responde à Vice-Presidência Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa. -Estrutura descentralizada e internacional (antenas); -Especialistas da própria empresa; -Cada vigilante forma uma rede, totalizando mais de 100 pessoas que gravitam em torno do grupo de Vigilância. Resultado: Nos últimos três anos, a L'Oréal registrou mais de patentes, mais de 120 novas moléculas foram patenteadas e utilizadas pela L'Oréal nos últimos 40 anos. 101

102 Cópia Nome da EmpresaVigor Localização Fundação1918 Setor de AtuaçãoAlimentício Principais ProdutosLaticínios e Controle AcionárioBrasileiro Nº de funcionários FaturamentoR$ 547 milhões 102

103 DESAFIO Acompanhar a evolução tecnológica na área de alimentos com diversificação de produtos. SOLUÇÃO Investir em linhas de produtos com tecnologia conhecida, já lançados e aceitos pelo mercado RESULTADO Aumentar rapidamente a linha de produtos ofertados 103

104 Empresa Subcontratada Pára-choques plásticos 104

105 DESAFIO Ser uma subcontratada de montadoras de automóveis. SOLUÇÃO Com o foco no desenvolvimento e na produção de partes plásticas de alta qualidade e módulos para o interior e exterior de veículos automotivos. Nosso objetivo principal é sermos o fornecedor preferencial e nos desenvolver como parceiros junto aos nossos clientes. RESULTADO Tem como clientes as empresas: Audi, BMW, Citroen, Daimler- Chrysler, Fiat – Lancia, Ford, GM-Opel, Nedcar, Nissan, Peugeot, Porsche, Renault, Seat, Skoda, Volvo. 105

106 Desafio: Desenvolvimento e aplicação de energias renováveis, Ecologicamente Corretas Solução: Projeto Biodiesel - No Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2005 Na área de biocombustível, foi anunciado um acordo entre Brasil e Alemanha que prevê testes com biodiesel (mistura de diesel com óleos naturais, como a mamona, palma e a soja) em dez ônibus de Fortaleza e 120 veículos da Administração Pública na cidade alemã de Dortmund. Estes veículos de órgãos da administração pública municipal usarão o sistema de combustível flex-fuel. 106 Pesquisa Cooperativa

107 Resultados: Possibilidade de exploração em nível internacional do biodiesel brasileiro e atendimento a demandas ambientais, muito fortes na Europa. 107

108 Formação de Pessoal Próprio Embraer 108

109 DESAFIO Ações de formação, treinamento e desenvolvimento de pessoas. SOLUÇÃO Programas Acessórios como Bolsas de Estudo (para nível técnico e Superior) e Línguas, sempre alinhados aos requisitos e objetivos negociais. Programa de Especialização em Engenharia – PEE, (2001) o qual objetiva a formação de engenheiros aeronáuticos para atendimento a demanda de áreas técnicas da Embraer. O Programa viabiliza a titulação de mestre em Engenharia Aeronáutica pelo ITA, reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). RESULTADO Preocupação constante com a sucessão e desenvolvimento, dando atenção às atitudes e comportamentos de cada liderado, trabalhando o seu crescimento e desenvolvimento. 109

110 Licenciamento Nortel 110

111 Desafio: Ampliar a geração de receita a partir de tecnologias e patentes desenvolvidas. Solução: Implantar o Programa de Licenciamento de Tecnologias e Patentes Você tem interesse na possibilidade de poder ter acesso a, e/ou obter direitos de certa tecnologia líder e de ponta, patentes e/ou outros direitos de propriedade intelectual ("IPR") de um líder em inovação em tecnologia? Então prossiga com a leitura. (site: Resultado: Disseminação da tecnologia desenvolvida pela empresa e receitas financeiras. 111

112 Pesquisa por Encomenda Importação de álcool 112

113 DESAFIO O Japão é um dos maiores importadores de álcool. Em 2004, importou cerca de 500 milhões de litros, dos quais 350 milhões foram comprados do Brasil. SOLUÇÃO Financiamento, através do JBIC (Japan Bank Cooperation for International Cooperation) da pesquisa para a produção de biodiesel Brasileiro RESULTADO O financiamento poderá ser dado mediante a disponibilização de recursos para o governo brasileiro financiar a pesquisa e o plantio de cana ou de mamona e girassol para a produção de biodiesel. 113

114 Contratação de Especialistas Adesivo Antimicrobiano 114

115 DESAFIO A divisão médica da 3M precisava desenvolver novas soluções para ganhar espaço no mercado de equipamentos de controle de infecção hospitalar SOLUÇÃO A 3M buscou cirurgiões exigentes e maquiadores por conhecerem as características de diferentes tipos de pele e dariam pistas para o desenvolvimento de curativos. RESULTADO Os especialistas ajudaram a criar produtos como o adesivo antimicrobiano que se adapta a diferentes tipos de pele e previne infecções 115

116 Associações e Alianças Estratégicas Nome da EmpresaHP LocalizaçãoEstados Unidos/ CA Fundação1939 (1967 no Brasil) Setor de AtuaçãoInfraestrutura de TI, computação pessoal Principais ProdutosImpressoras e multifuncionais, fotografia, … Controle AcionárioAmericano Nº de funcionários (1,4 mil no Brasil) FaturamentoUS$ 83,3 bilhões 116

117 DESAFIO Manter-se líder de mercado. SOLUÇÃO Parceria Empresa/universidade (TECNOPUC) em Porto Alegre, com 80 profissionais de P&D atuando no desenvolvimento de novas tecnologias para Clustering e Supercomputação. Alianças para uso de plataformas de software tipo Windows, Linux, Unix, Blade, entre outras RESULTADO Investimentos US$4 bilhões em P&D (US$139 milhões no Brasil). Registro de 11 patentes por dia no mundo. Proprietária de patentes. 117

118 Pesquisa e Desenvolvimento Braskem 118

119 DESAFIO Está entre as cinco maiores companhias nacionais depositadoras de patentes, com cerca de 70 pedidos, no Brasil e no exterior. Somam 130 patentes depositadas. SOLUÇÃO Inaugurou Centro de Tecnologia e Inovação (Triunfo), com 3 mil metros quadrados e 11 laboratórios nos quais investiu R$ 8 milhões pretendendo colocar no mercado 30 novos produtos ao ano. São 130 profissionais entre pesquisadores, técnicos e pessoal de apoio, comandados por 30 cientistas com doutorado, mestrado ou pós-graduação. RESULTADO Além do conhecimento produzido no Centro, a empresa ainda mantém parcerias com diversas universidades brasileiras e estrangeiras e com institutos de pesquisa espalhados pelo mundo. Recebe cerca de 300 solicitações por mês para o desenvolvimento de novos produtos, de processos e de melhoria de competitividade. 119

120 Domínio Tecnológico e Avaliação das Formas de Acesso à Tecnologia: um Estudo de Caso. Paulo Alberto Bastos Jr Hélio Gomes de Carvalho (PPGTE – UTFPR) Dálcio Roberto dos Reis (PPGTE – UTFPR) 120

121 Objetivo do Estudo Avaliar diferentes modalidades de acesso à tecnologia. Critérios: Tempo; Recurso investido; Retorno; Aprendizado; Formação de redes. 121

122 Metodologia Objeto de Estudo: Empresa metalúrgica de médio porte; Região Metropolitana de Curitiba; aproximadamente 700 funcionários; 5% com ensino superior. Fornecedora de grandes empresas do setor eletro- eletrônico e telecomunicações (cadeia produtiva competitiva, exigente e globalizada); Investimento em P&D – 0,5% do faturamento. 122

123 Instrumentos de Coleta de Dados: Entrevista semi-estruturada e aplicação de questionário fechado com gerente da área técnica de empresa. O questionário: Avaliação das formas de acesso à tecnologia mediante uma escala de satisfação (cinco pontos – 1 Muito Insatisfatório / 5 Muito Satisfatório) Metodologia 123

124 Dimensões Avaliadas: Tempo consumido até a geração da inovação ou introdução de melhorias tecnológicas nos produtos; Recurso investido no acesso à determinada tecnologia; Retorno financeiro do recurso investido e prazo para obtenção deste retorno; Aprendizado resultante, em relação a obtenção de informações de processos e produtos e em termos de qualificação de pessoal; Formação de redes de relacionamento institucional. Metodologia 124

125 Resultados 125

126 Resultados Segundo o entrevistado: ser uma empresa subcontratada é o meio mais rápido e de menor custo para se ter acesso a novas tecnologias e processos, pois as empresas multinacionais necessitam nacionalizar seus produtos e processos de forma muito dinâmica por isso prestam total apoio técnico e operacional, no desenvolvimento de produtos nacionais. Engenharia Reversa/Cópia - A empresa possui um parque fabril moderno e por vezes sub-utilizado, as pessoas são incentivadas a proporem novos produtos, existem profissionais que estão constantemente em visitas à feiras e exposições. 126

127 Resultados Segundo o entrevistado: Iniciativas de caráter cooperativo não entusiasmam a empresa há muito medo de levar um cano. A confiança que é o elemento central no estabelecimento de pesquisas cooperativas, não tem sido cultivada na trajetória histórica da empresa. As interações com Universidades de uma forma geral não foram consideradas satisfatórias, no entanto estes acordos permanecem por força da lei da informática, e consistem basicamente na utilização de laboratórios para ensaios e testes. 127

128 Considerações Finais Os resultados evidenciaram que é perfeitamente possível a utilização combinada e simultânea de diferentes formas de acesso à tecnologia. Modalidades de acesso à tecnologia é um tema escasso na literatura científica. Limitação do estudo - apenas uma organização estudada. Novos estudos correlacionados devem ser estimulados a fim de verificar padrões de para diferentes tipologias organizacionais. 128

129 OBRIGADO!!! Contato:


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