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Teoria do caos: implicações para a educação VERA MENEZES UFMG/CNPq.

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1 Teoria do caos: implicações para a educação VERA MENEZES UFMG/CNPq

2 O MITO No começo era o Caos. Não havia luz e também as trevas não existiam. Era o Nada, o vazio total. Nele o Grande Espírito existia sem consciência de sua própria existência. Não havia o Tempo, não havia o Amor, não havia nada. Mas a não-consciência do Grande Espírito não impedia sua existência, mergulhada em sono eterno, sono que pulsava em cadências de expansão e recolhimento. E este movimento milenar começou a organizar o Caos em ondas de energia. E passou a existir a consciência dessa energia. No Caos, no Nada, o Grande Espírito conheceu sua própria existência. E sentiu o impulso de projetar-se pelo espaço infinito, de abrir suas imensas asas e limitar nelas o Universo então vazio.

3 O MITO E começou a vibrar. À medida que se expandia através do Caos, ia deixando impressa a possibilidade da existência. A consciência da existência fez vibrar o Caos com intenção. Formou-se uma energia que se foi reunindo em negros agrupamentos. E assim surgiu Nix - a Noite. E ela tornou-se a existência das trevas superiores, envolvendo-as com seu manto negro. Junto com Nix surgiu seu irmão, Érebo, as trevas infernais, inferiores. E os dois irmãos, unidos, mas tão opostos, coexistiram no seio do Caos. E assim foi que no Universo, antes vazio, passaram a existir os irmãos sombrios, Nix e Érebo, unidos pela própria escuridão.

4 O MITO Nix e Érebo, tensionados em si mesmos, explodiram em luz e depois desta explosão, numa lentidão que só acontece fora do tempo, Érebo mergulhou para sempre nas profundezas infernais e Nix, solta no Caos agora cheio de Luz, começou a encurvar-se até transformar-se numa esfera, que começou a vibrar, procurando expandir-se ainda mais. Estavam criadas a luz e as trevas. Luz e trevas eram a consciência dualizada. Eram o mais e o menos, o positivo e o negativo. Eram luz e eram trevas.

5 O MITO Nix pulsava e se expandia, mergulhada na luz. E teve a consciência de que a luz era o oposto que a complementava. E na tentativa de expansão, na tentativa de tornar-se una com o éter luminoso, a esfera em que havia se transformado partiu-se ao meio e as duas metades se separaram. Do esforço único dessa separação nasceu Eros, o Amor. Amor energia, Amor ígneo que ocupou o Nada, impregnou o Universo despertando a semente da Vida. O Amor uniu, por fim, a luz e as trevas. (extraída do livro Olimpo, a Saga dos Deuses -Petrópolis, RJ.)

6 O mito Dinamicidade, movimento que organiza, transformações, união de opostos, interligações, sistema aberto que vai agregando, novos elementos e se expandindo.

7 Teoria do caos A Teoria do Caos explica o funcionamento de sistemas complexos e dinâmicos. Nesses sistemas, inúmeros elementos estão em interação de forma imprevisível e aleatória.

8 EDUCAÇÃO O mito como inspiração. Educação: dinamicidade, movimentos que organizam as experiências individuais e sociais, incluindo a escola, conexões, transformações, conciliação dos opostos, interligações, em um processo contínuo de agregação de novos elementos e de expansão.

9 EDUCAÇÃO No mito do caos, a existência se fez pela consciência. Para Davis e Sumara (2006, p. 168) a educação formal se faz pela consciência cultural.

10 NOVAS METÁFORAS

11 NOVAS METÁFORAS No lugar de contar com a metáfora Newtoniana da previsibilidade de um relógio, a complexidade parece estar baseada em metáforas mais parecidas com o crescimento de uma planta desde uma pequena semente... algo orgânico, adaptável, surpreendente e vivo. Mitchell Waldrop

12 Mecanicismo inspira Locke Todos os homens nascem iguais. A mente humana é uma tabula rasa em que o conhecimento é gravado. O conhecimento é adquirido através da experiência com os sentidos e depende inteiramente do meio ambiente. Assim, o meio em que nascemos e vivemos determina nossas atitudes.

13 Complexidade inspira novas reflexões sobre educação Educação como auto-organização; O produto da educação sendo maior do que a soma e suas partes (emergência); Os insights coletivos superando os insights individuais Inteligência definida como exploração de várias possibilidades de ação e seleção de ações mais adequadas à situação imediata. Davis e Sumara, 2006

14 Complexidade inspira novas reflexões sobre educação O indivíduo deixa de ser visto como a única instância de aprendizagem/pensamento/ inteligência/criatividade para se pensar em sistemas mais amplos que se expandem a partir do aprendiz e que são incorporados no aprendiz. (movimentos para fora e para dentro ao mesmo tempo). Aprendizagem não é um processo linear e ações inteligentes podem ocorrer, simultaneamente, em vários níveis da organização do sistema complexo. Davis e Sumara, 2006

15 Complexidade e educação A sala de aula tradicional e os currículos fragmentados conspiram contra a auto- organização; Efeito borboleta: pequenas diferenças nas condições iniciais podem produzir grandes diferenças em outros estágios; Aprendizes reagem de formas diferentes.

16 Narrativas de aprendizagem Inércia ou movimento: sistema de aprendizagem paralisa ou é movido por ações individuais; Experiências fora da escola suprem ou interagem com experiências do ensino formal; Busca de oportunidades de uso significativo da língua, uso social da linguagem; Sistema em constante evolução; Alterações imprevisíveis; Resultados inesperados.

17 Educação como sistema complexo Os estudantes precisam de exposição constante a novas idéias e métodos de pensamento, pois a sociedade continua rompendo com a rigidez da física newtoniana. No entanto, ainda temos concepções de ensino, aprendizagem, avaliação e estruturas curriculares enraizadas no século 17, a era Newtoniana das máquinas e da precisão. ( Angermeyer, 1998)

18 Educação como sistema complexo Ver educação como um sistema complexo implica agregar várias perspectivas educacionais: 1.Adquirir e construir conhecimento; 2.Aprender a aprender e a ensinar; 3.Processar, avaliar e selecionar informação; 4.Desenvolver letramentos críticos.

19 Educação como sistema complexo A teoria do caos e a nova ciência dizem aos educadores que para reiventar a escola, devemos olhar ensino, aprendizagem, avaliação e estrutura curricular de perspectivas diferentes, como sistemas dinâmicos, adaptativos, auto-organizáveis que se transformam e se renovam através de cresimento e mudança. ( Angermeyer, 1998)

20 Educação como sistema complexo A mente é um sistema adaptativo complexo. (a mente é social) Aprendizagem envolve toda a fisiologia (aprender é como respirar) A busca por significado é inata. A busca por significado acontece através de padrões (esquemas, categorias). Caine e Caine (1991 )

21 Educação como sistema complexo As emoções influenciam e organizam o que aprendemos. O cérebo percebe e cria, simultaneamente, partes e todos. Aprender envolve tanto a atenção focada como também a percepção periférica. Aprender envolve sempre processos conscientes e inconscientes. Caine e Caine (1991)

22 Educação como sistema complexo A mente organiza a memória em, pelo menos, duas formas diferentes: taxionomias e memórias locais. Novas conexões acontecem ao longo da vida A aprendizagem é estimulada pelos desafios e inibida pelas ameaças. As auto-organizações são únicas: conseqüência da genética, das experiências e do ambiente. Caine e Caine (1991)

23 Educação como sistema complexo Acredito que temos que reinventar o material didático, a forma de lecionar e avaliar. Sair da transmissão de informação para atividades que estimulem letramentos e, consequentemente, agência.

24 Educação como sistema complexo Atividades que demandem investigação; Aplicação de conceitos Conexões, integração Colaboração

25 REFLEXÃO FINAL Nosso papel é "perturbar" as zonas estáveis e provocar o caos que resulta na zona de criatividade. Vera Menezes vídeo

26 EDUCAÇÃO E COMPLEXIDADE (vídeo) Processos: biológico, motor, cognitivo; família; escola; interações; informação; experiências individuais e sociais; tecnologia; emoções. Bolero de Ravel (fractal+expansão)

27 REFERÊNCIAS CAINE, R. N. ; CAINE. G. Making Connections: Teaching and the Human Brain. Alexandria, Va.: A.S.C.D., 1991 DAVIS, B;SUMARA, D. Complexity and education. Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum, MANGAM, M. Brain-compatible science. Arlington Heights,. IL : Skylight Training and Pub., 1998.


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