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Ética e política em Aristóteles e Maquiavel. Aristóteles (384 a.C) Para Aristóteles o homem é o único animal capaz de agir orientado por uma moral. É

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1 Ética e política em Aristóteles e Maquiavel

2 Aristóteles (384 a.C) Para Aristóteles o homem é o único animal capaz de agir orientado por uma moral. É constituído também de desejos e paixões, no entanto é a razão que deverá guiar suas ações. O homem é um animal político. Todo homem deve ser capaz de viver em sociedade. A sociedade precede o indivíduo. O todo precede a parte.

3 O homem se diferencia dos outros animais porque não busca na união com os demais apenas a satisfação de seus desejos imediatos, como a reprodução, a proteção e a alimentação. Ele vai além, abusa das suas potencialidades, age e transforma o meio em que vive.

4 A razão diferencia o homem dos outros animais e será por ela que ele buscará alcançar suas virtudes. Para Aristóteles, a virtude consiste em agir em conformidade com os valores universais de uma determinada sociedade. O que é bom para o indivíduo, deverá ser bom também para a sua sociedade.

5 O homem orienta-se pela ética, mediada pelas leis. Essa ética será aprendida pelos costumes; ela não lhe é intrínseca, como acreditam alguns. A razão é fundamental para a estruturação da moral que terá um conteúdo determinante do comportamento dos cidadãos.

6 O homem não nasce virtuoso. Os sentidos de bom e mau, certo e errado, moderado ou não moderado são coisas que ele irá aprender em sociedade, a partir do hábito. A educação terá o importante papel de estabelecer a concordância entre as pessoas com idéias semelhantes e interesses comuns. Eis a associação de iguais.

7 O homem virtuoso vê o verdadeiro em todas as coisas, considerando que a verdade é norma e medida de tudo. O homem que se torna vicioso não pode deixar de sê-lo, embora, na sua origem, pudesse evitar o caminho que o levou ao vício.

8 A justiça é o princípio de igualdade: justo é o que pega o que lhe cabe e distribui o que é direito à cada um. A justiça está ligada a soberania das leis. Do grupo dos que são considerados cidadãos excluem-se as mulheres, os escravos e os estrangeiros.

9 A justa medida O homem, além de sua capacidade racional, é dotado de desejos e paixões que o levam muitas vezes aos excessos e às faltas. A ação ética consistirá exatamente em equilibrar, pela razão, os excessos e as faltas, alcançando a justa medida. Nem de mais, nem de menos.

10 O bom governante deverá ter a virtude da prudência, sabendo agir visando o bem comum.

11 Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) Maquiavel viveu em uma época na qual Florença e Itália começavam a esboçar a divisão entre Ser e Dever ser. 1.Ser: as coisas como são de fato. 2.Dever ser: as coisas como deveriam ser para se adequarem à moral. Existe apenas enquanto idéia).

12 Maquiavel inicia um novo modo de pensamento político: a política afasta-se do pensamento especulativo ético e religioso e passa a ser estudada de forma autônoma - a política pela política. Para ele é necessário atentarmo-nos às verdades de fato e não nos perdermos na busca das coisas que devem ser, assim como fizeram outros pensadores ao longo da história da filosofia.

13 Maquiavel busca por uma verdade política efetiva e não por uma verdade ideal como fez Platão. Platão dedicou sua investigação política no dever ser. Chegou a elaborar uma teoria sobre a cidade ideal – que nunca veio a se concretizar. Há uma diferença enorme entre o modo como a população vive e o modo como ela deveria viver. Aquele que se atenta ao modo como ela deveria viver está construindo sua própria ruína.

14 O príncipe Um príncipe que deseje manter-se no poder terá que aprender a ser bom e também a não sê-lo, sabendo utilizar-se deles quando necessário. Deverá utilizar-se de males extremos, inclusive, cruéis e desumanos, mas nunca deverá adotar o meio termo, que só ocasiona danos ainda maiores.

15 Quem quer que se torne príncipe de uma cidade ou Estado, ainda mais quando seu apoio for fraco e não se volte à vida civil por via do reino ou da república, o melhor remédio que ele tem para manter o principado é o de fazer cada coisa nesse Estado de novo: [...] fazer novos governos com novos nomes, novas autoridades, com novos homens; fazer os ricos pobres e os pobres ricos; além disso, edificar novas cidades, desfazer as edificadas, mudar os habitantes de uma lugar para outro; em suma, não deixar coisa nenhuma intacta naquela província, de modo a não existir, grau nem ordem, nem estado, nem riqueza que aqueles que os possuem não os deva a ti.

16 Os homens tomam certos caminhos intermediários que são muito danosos, porque não sabem ser nem inteiramente maus, nem inteiramente bons. O homem não é bom nem mau, mas tende a ser mau; e o político não deve confiar na bondade do homem, mas constatar a sua maldade e agir em conseqüência disso. O príncipe deverá tornar-se temível.

17 As virtudes do príncipe, propostas por Maquiavel, fogem, como pudemos perceber, a um conceito cristão e opõe-se ao aristotélico. Entretanto devemos ressaltar que sua política apenas constata a capacidade humana para o mal e para o erro, assumindo o que as tendências políticas anteriores já faziam, porém mascaravam com uma moral benvolente.

18 A ciência política a qual deu início além de ser secularizada, rejeitando a tradição ético-cristã, irá distinguir-se da moral privada: a ação política deverá ser julgada contextualmente, visando os fins alcançados para o bem comum. Para Maquiavel, os fins justificam os meios.

19 Referência Bibliográfica ANTISERI, Dario. REALE, Giovanni. História da filosofia: Antiguidade e Idade Média, V.1. 3º ed. São Paulo: Paulus, p. 693, pp ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. 3ª ed. Revista. São Paulo: Moderna, p. 439, pp ARISTÓTELES. Politica. 2ª ed. Brasilia: Ed. UnB, p. ARISTÓTELES. Poética; Organon (VI) Elencos Sofísticos; Ética a Nicômaco. São Paulo: Nova cultura, 1996.(Os pensadores) p. 320.

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