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RUÍDO E VIBRAÇÕES: Vibração: É, movimento, oscilação, balanço de objetos, de coisas. Facilmente detectável pelo tato e pala visão: Vibração Sonora: Detectável.

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Apresentação em tema: "RUÍDO E VIBRAÇÕES: Vibração: É, movimento, oscilação, balanço de objetos, de coisas. Facilmente detectável pelo tato e pala visão: Vibração Sonora: Detectável."— Transcrição da apresentação:

1 RUÍDO E VIBRAÇÕES: Vibração: É, movimento, oscilação, balanço de objetos, de coisas. Facilmente detectável pelo tato e pala visão: Vibração Sonora: Detectável pelo sistema auditivo: Na Acústica, são estudadas as vibrações mecânicas que podem dar a sensação subjetiva de audição de se ouvir sons: Características Básicas e Definições Amplitude: Deslocamento, a velocidade, a aceleração Freqüência:. Hertz Pressão sonora: Vibração dinâmica Som: Energia transmitida por vibrações no ar Ruído: Fenômeno físico, mistura de sons Propagação do som através do ar:

2 O decibel, os Níveis de Pressão Sonora e os Níveis Sonoros O decibel, os Níveis de Pressão Sonora e os Níveis Sonoros Lei de Weber-Fechner Considerando que o aumento de pressão das partículas do meio - chamado pressão acústica - é um estímulo para os órgãos do sentido dos seres vivos, torna-se importante conhecer a relação entre o estímulo e a reação produzida no sistema nervoso do ser humano, chamada sensação. Constitui fato inegável a característica de que ao variar o estímulo variará a sensação. " Para que se verifique um aumento na sensação, é necessário que a intensidade do estímulo cresça na mesma medida" " A sensação cresce como o logarítmo do estímulo". Observe-se que o decibel NÃO É UMA UNIDADE, mas a relação entre duas grandezas variáveis. Isto significa que se, por exemplo, o estímulo físico cresce em função dos números a sensação humana cresce correspondentemente nos números: Em outras palavras, quando o estímulo físico é multiplicado por 10, a sensação aumenta em apenas uma unidade. A relação é conhecida como NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (NPS). A escala em dB não é linear, e, em conseqüência, os dB não podem ser adicionados ou subtraídos aritmeticamente. Por exemplo, a adição de 95 dB mais 95 dB dá 98 dB e não 190 dB, como daria numa escala linear. Essa é a razão pela qual diminuir o nível de pressão sonora em 10 dB é equivalente a reduzir a pressão sonora em 90%, diminuir em 20 dB é equivalente a reduzir a pressão sonora em 99%, etc.

3 Níveis Sonoros A necessidade de considerar simultaneamente a variação da pressão sonora (através do NPS) e a freqüência da onda leva a representar ambos os fatores em gráficos chamados de espectros sonoros. Como exemplo, o espectro sonoro de uma buzina de carro.

4 A buzina é ouvida como um som, mas, na verdade, ela está composta por muitos sons de freqüências diferentes, o que fica evidenciado quando são feitas medições de NPS com um conjunto de filtros chamado de analisador de freqüências. Observe-se a maneira peculiar como, na figura, foi dividida a faixa total de audiofreqüências (onde foram omitidos os extremos 16 e Hz). Essa forma de divisão é chamada de análise de oitava ou análise em bandas de oitava. Para o som da buzina da figura, temos uma certa sensação que não pode ser expressa separadamente por nenhum dos valores de NPS nas respectivas freqüências. Isto é, sendo a sensação sonora a de estarmos ouvindo apenas um som, não podemos dizer que a sensação é de 110, 65, 78 ou outro valor qualquer em dB. Para contornar o problema de dar um valor só (a um conjunto de sons) que reflita adequadamente a sensação humana e que permita avaliar o risco de desconforto ou de dano auditivo de uma forma simples, foram criados os decibéis compensados. A base para os decibéis compensados deriva do fato de o sistema auditivo humano ter sensibilidade diferente para freqüências diferentes. Por exemplo, um som em 80 dB, emitido na freqüência de Hz, é ouvido bem mais forte do que os mesmos 80 dB emitidos na freqüência de 63 Hz. Verifica-se, então que, para freqüências baixas, a sensibilidade do ouvido é baixa. O sistema auditivo é altamente sensível nas freqüências de a cps), sendo que para altas freqüências, a sensibilidade do ouvido volta a ser baixa. Para seguir, então, da maneira mais fiel possível a sensação humana real, os níveis de pressão sonora são alterados, compensando, para cada faixa de freqüência, através de filtros próprios, incluídos nos equipamentos de medição, para se obter apenas um valor, chamado de nível de pressão sonora compensado ou, simplesmente, Nível Sonoro - NS.

5 Todo o trabalho de compensação é feito pelos aparelhos de medição, automaticamente, evitando qualquer cálculo especial e entregando, de forma quase instantânea, o valor que, sozinho, representa a sensação humana: o nível sonoro (NS). A sensação humana, contudo, é mais complexa que o mecanismo idealizado para aproximar-nos dela, razão pela qual, na prática, são utilizados diferentes critérios de compensação. Estes critérios, chamados de curvas ou escalas de compensação, são identificados por letras: A, B, C, D, E, etc. Historicamente, as curvas de compensação mais conhecidas são as letras A, B e C, sendo que cada uma altera, de maneira específica (e seguindo normas aceitas internacionalmente) o nível de pressão sonora real. A figura mostra esses três critérios.

6 CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS SOBRE RUÍDO A) RUÍDO NOS AMBIENTES DE TRABALHO ( ASPECTO LEGAL) O simples fornecimento de EPI exime o empregador do pagamento do adicional de insalubridade? O enunciado nº 8 do Tribunal Superior do Trabalho, assinalava: A eliminação da insalubridade, pelo fornecimento de aparelhos protetores aprovados pelo órgão competente do Poder Executivo, exclui a percepção do adicional respectivo. Duas correntes sobre o tema se formaram, totalmente conflitantes, junto ao Tribunal Superior do Trabalho. A primeira Turma julgadora sufragava o entendimento segundo o qual é, da responsabilidade do empregador ministrar aos empregados os cuidados preventivos na utilização dos equipamentos de segurança, sob pena de persistir o direito ao adicional ( RR 3630/85 ac. 6010/85). A segunda Turma julgadora, porém concluía oposta: "Insalubridade" Não é de responsabilidade do empregador a fiscalização de aparelho de proteção, mas, tão somente, o seu fornecimento. O patrão não é tutor do empregado, nem este vive em regime de curatela, como alguém incapaz de conhecer seus direitos e obrigações. Não se pode favorecer obreiro relapso com a sua própria saúde, dando-lhe direito a adicionais que seriam devidos apenas pela sua relapsia e desinteresse com seu próprio bem-estar ( RR 1570/86 ac. 4602/86, in revista LTr, mesmo volume e página). As posições divergentes foram dirimidas no incidente de uniformização de jurisprudência em recurso de Revista nº TST-IUJ-RR 4016/ Revista LTr, v.53, nº 5, página 582, motivador do enunciado nº 289 do Egrégio Tribunal Superior do Trabalho:

7 Insalubridade - adicional - fornecimento do aparelho de proteção - Efeito. O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento de adicional de insalubridade, cabendo-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição da nocividade, dentre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. Referências: artigos 8º. 9º, 157, 158, 191 e 192 da CLT, 476 do Código de Processo Civil e 179 do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho ( DJU de 28/03/88). B) CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADOÇÃO PROTETORES AURICULARES NATIONAL INSTITUTE FOR OCCUPATIONNAL SAFETY AND HEALTH ( NIOSH) Diz o referido Instituto: Atenuação ( NRR) seja "corrigido" por um desconto de 25, 50, e 75% respectivamente para conchas, "plugs" moldáveis e plugs pré - moldados. Quando o nível de ruído é conhecido em dB(A), é preciso deduzir do NRR um fator de 7 dB(A) que é utilizado para fazer uma "correção" devido as baixas freqüências inerentes à escala (A). Isso significa que o usuário de uma concha com NRR 24, quando utilizada num ambiente cujo nível de ruído é de 95 dB(A) ( = 17 ; % = 13; = 82). Se o utilizado fosse um "plug" moldável com NRR de 29, a exposição seria de 84 dB(A) ( = 22 ; % = 11 ; = 84).

8 TABELA DE ATENUAÇÃO EPI's Tipo - NRR AtenuaçãoExposição AtenuaçãoExposição ( NRR - 7 )protegidos/correção corrigidaprotegido c/ correção (em dB (A) )em dB(A)Correção Plug Pré-Moldado-21 (21-7) = = 81-75% de 14 = = 91 Plug Moldável - 29 (29-7) = = 73-50% de 22 = = 84 Concha - 24 ( * ) (24-7) = = 78-25% de 17 = = 82 Concha - 15 ( * * ) (15-7) = = 82-25% de 08 = = 89 ( * ) concha de melhor qualidade ( * * ) concha de pior qualidade e mais freqüentemente utilizada. OSHA = recomenda que seja deduzido 50% da atenuação, para todos os protetores. Assim, o simples fornecimento de protetor auriculares não é sinônimo de proteção absoluta e muito menos elide determinadas condições de exposição.

9 DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL DO RUÍDO: A distribuição energética no tempo é importante para o mecanismo estímulo nervoso da audição. A forma de variação pode representar elementos determinantes de reação biológica e seu estudo é pertinente. Costuma-se estabelecer a classificação do ruído de acordo com sua distribuição temporal, da seguinte forma: a) ruído contínuos b) ruído não contínuos Diz-se que um ruído é contínuo quando se apresenta em todo o período de observação com uma variedade de dB. Todos os demais são ruídos não-contínuos. Um ruído não- contínuo classifica-se da seguinte forma: a) ruídos intermitentes b) ruídos pulsantes c) ruído impulsivos Estes três tipos, por sua vez, podem ser: a) periódicos b) aleatórios Diz-se que um ruído é intermitente quando se apresenta em períodos não maiores do que 15 minutos, com variação não maior do que dB. Um ruído é pulsante quando a emissão energética apresenta variações superiores a dB, e sua duração está compreendida entre 15 minutos a 10 milisegundos. Um ruído é impulsivo quando sua duração é inferior a 10 milisegundos.

10 MEDIÇÃO DO RUÍDO: Quando ocorrem variações de níveis de ruído durante a jornada de trabalho, deve-se utilizar o audiodosímetro, no sentido de se determinar com maior exatidão a exposição ao ruído. Esse instrumento fornece, no período avaliado, a dose ou efeitos combinados ( Cn / Tn ) e o nível equivalente de ruído ( LEQ). Numa avaliação dos níveis de ruído visando prevenção do risco de dano auditivo, devemos proceder da seguinte forma:. Selecionar as funções a serem avaliadas.. Descrever as atividades executadas pelos empregados e respectivas funções e locais de trabalho.. Realizar as medições com o medidor de nível de pressão sonora e anotar as observações sobre medidas de controle adotadas, principais fontes geradoras de ruído, etc.. Analisar as frequências das principais fontes de ruído para orientar as medidas de controle a serem adotadas.. Fazer a dosimetria do ruído em todas as funções analisadas registrando a dose e o LEQ. ( Nível equivalente). Quando à dosimetria, os exemplos que seguem ilustram o melhor entendimento para interpretação correta dos dados.

11 Exemplo 1 Um trabalhador executa sues atividades num local cujo NPS ( nível de pressão sonora) = 90 dB(A) durante 1 hora. Após um certo tempo, o NPS cai para 84 dB(A) e ele permanece durante 4 horas. O restante da jornada permanece em um local onde o NPS é 86 dB(A). Pergunta-se, o limite de tolerância foi ultrapassado? C1 C2 C T1 T2 T3 Nível de Ruído Tempo de Exposição Máxima Exposição dB(A) ( horas ) Diária = 0,25 + 0,45 = 0,7 < Como o Cn/Tn < 1, o limite de tolerância não foi ultrapassado. O valor do nível equivalente de ruído extrapolado para 8 horas é obtido pela seguinte equação: log D + 5,117 LEQ = ,06 Neste caso, teremos para D = 0,7 o LEQ = 82,7 dB(A).

12 Exemplo 2 Um trabalhador fica exposto a um nível de ruído de 95 sB(A) durante 1 hora, 100 dB(A) durante 1 hora, 89 dB(A) durante 2 horas e 85 dB(A) durante 4 horas. C1 C2 C T1 T2 T3 Nível de Ruído Tempo de Exposição Máxima Exposição dB(A) ( horas ) Diária , = 2,4 > ,5 8 Como o somatório das frações foi superior a 1, o limite de tolerância foi ultrapassado. O valor do nível equivalente de ruído extrapolado para 8 horas é obtido pela seguinte equação: logD + 5,117 LEQ = ,06 Neste caso, teremos para D = 2,4 o LEQ = 91,62 dB(A).


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