A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

O conceito de pessoa é constantemente invocado no debate atual em ética aplicada e a razão para isso é que atribui-se à pessoa uma série de direitos morais.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "O conceito de pessoa é constantemente invocado no debate atual em ética aplicada e a razão para isso é que atribui-se à pessoa uma série de direitos morais."— Transcrição da apresentação:

1 O conceito de pessoa é constantemente invocado no debate atual em ética aplicada e a razão para isso é que atribui-se à pessoa uma série de direitos morais básicos É importante observar que falar em pessoa não é a mesma coisa que falar em ser humano O conceito de ser humano é uma abstração biológica, enquanto que o de pessoa é uma noção filosófica ou psicológica O conceito de pessoa é constantemente invocado no debate atual em ética aplicada e a razão para isso é que atribui-se à pessoa uma série de direitos morais básicos É importante observar que falar em pessoa não é a mesma coisa que falar em ser humano O conceito de ser humano é uma abstração biológica, enquanto que o de pessoa é uma noção filosófica ou psicológica O conceito de pessoa

2 O que é exatamente a pessoa humana? A biologia desconhece o que é pessoa, ou seja ignora critérios científicos para definir se e quando existe uma pessoa. Não sendo um conceito biológico a caracterização de pessoa tem conotação essencialmente psicosociológica O que é exatamente a pessoa humana? A biologia desconhece o que é pessoa, ou seja ignora critérios científicos para definir se e quando existe uma pessoa. Não sendo um conceito biológico a caracterização de pessoa tem conotação essencialmente psicosociológica O conceito de pessoa

3 Ser uma pessoa é não apenas ser uma entidade a qual são atribuídos predicados físicos e mentais, mas ainda ser capaz de refletir sobre suas ações - nesse sentido, de se deixar influenciar por razões e argumentos a favor ou contra determinada conduta - e ser capaz de determiná-las de acordo com seus próprios fins.

4 O conceito de pessoa Indivíduo consciente, dotado de corpo, razão e vontade, autônomo e responsável. Mesmo sendo a pessoa muito mais que seu corpo biológico, a integridade deste é essencial para a existência da pessoa. Conceito clássico

5 O termo "pessoa" vem do latim "persona" que refere-se a uma máscara usada pelo ator no teatro clássico. Daí, a idéia de "representar um papel" que o termo "pessoa" também designa, só que nesse caso, "um papel na vida", a noção de "agente" O termo "pessoa" vem do latim "persona" que refere-se a uma máscara usada pelo ator no teatro clássico. Daí, a idéia de "representar um papel" que o termo "pessoa" também designa, só que nesse caso, "um papel na vida", a noção de "agente" O conceito de pessoa

6 O termo pessoa no debate moral atual não quer dizer apenas ser humano enquanto membro de uma espécie, e sim, um ser dotado de determinados atributos, entendidos como moralmente relevantes. O conceito de pessoa

7 Indicadores de Humanidade A consciência de si o autocontrole a capacidade de relacionar-se com os outros a preocupação com os outros o senso de futuro e passado a capacidade de comunicação senso de curiosidade. Indicadores de Humanidade A consciência de si o autocontrole a capacidade de relacionar-se com os outros a preocupação com os outros o senso de futuro e passado a capacidade de comunicação senso de curiosidade. O conceito de pessoa

8 O feto O conceito de pessoa

9 Os loucos O conceito de pessoa

10 Estado vegetativo permanente Estado vegetativo permanente O conceito de pessoa

11 O recém-nascido O conceito de pessoa

12 Locke define uma pessoa como "um ser pensante e inteligente dotado de razão e reflexão, que pode ver-se como tal, a mesma coisa pensante, em tempos e lugares diferentes". As idéias de Locke sobre a "pessoa" e a "identidade pessoal" viriam a ter grande influência no debate moral contemporâneo, especialmente no debate bioético, abrindo possibilidades de variadas abordagens e interpretações Locke define uma pessoa como "um ser pensante e inteligente dotado de razão e reflexão, que pode ver-se como tal, a mesma coisa pensante, em tempos e lugares diferentes". As idéias de Locke sobre a "pessoa" e a "identidade pessoal" viriam a ter grande influência no debate moral contemporâneo, especialmente no debate bioético, abrindo possibilidades de variadas abordagens e interpretações O conceito de pessoa

13 Para John Harris é a posse de uma característica moral particular a saber, a capacidade de valorizar sua própria existência que promove um ente humano à condição de pessoa. De acordo com o filósofo, esse atributo não só distingue pessoas de não-pessoas como também justifica por que privar as últimas de existência não pode causar-lhes mal: a morte não pode destituí-las de algo que são incapazes de valorizar Para John Harris é a posse de uma característica moral particular a saber, a capacidade de valorizar sua própria existência que promove um ente humano à condição de pessoa. De acordo com o filósofo, esse atributo não só distingue pessoas de não-pessoas como também justifica por que privar as últimas de existência não pode causar-lhes mal: a morte não pode destituí-las de algo que são incapazes de valorizar O conceito de pessoa

14 A pessoa não nasce com o "homem". A qualidade de pessoa deve ser adquirida; é um status a ser alcançado. O homem desenvolve-se para a pessoa; do ser humano passa-se ao ser inteligente, racional e responsável, que se reconhece como um "si mesmo" em diferentes tempos e lugares. Do homem chega-se à pessoa responsável por seus atos e que, como tal, se reconhece no presente e no passado e da mesma forma é reconhecida por outras pessoas. A pessoa não nasce com o "homem". A qualidade de pessoa deve ser adquirida; é um status a ser alcançado. O homem desenvolve-se para a pessoa; do ser humano passa-se ao ser inteligente, racional e responsável, que se reconhece como um "si mesmo" em diferentes tempos e lugares. Do homem chega-se à pessoa responsável por seus atos e que, como tal, se reconhece no presente e no passado e da mesma forma é reconhecida por outras pessoas. O conceito de pessoa

15 Temos algumas conclusões cristalizadas na antropologia científica A Biologia desconhece o conceito de pessoa no âmbito de sua aplicação. Pessoa é termo e valoração cultural, estranho à Biologia. Seus supostos são de ordem social, psicológica e ética Temos algumas conclusões cristalizadas na antropologia científica A Biologia desconhece o conceito de pessoa no âmbito de sua aplicação. Pessoa é termo e valoração cultural, estranho à Biologia. Seus supostos são de ordem social, psicológica e ética A noção antropológico-científica de pessoa

16 O conceito de ascrição (do inglês to ascribe, atribuir) é de fundamental importância para a Bioética. Diante do conceito de pessoa como indivíduo dotado de corpo, consciência, razão e vontade, autônomo e responsável, como então atribuir dignidade ao feto, ao comatoso, ao débil mental, ou seja, a qualquer outro indivíduo da espécie humana que se encontra privado dessas características? O conceito de ascrição (do inglês to ascribe, atribuir) é de fundamental importância para a Bioética. Diante do conceito de pessoa como indivíduo dotado de corpo, consciência, razão e vontade, autônomo e responsável, como então atribuir dignidade ao feto, ao comatoso, ao débil mental, ou seja, a qualquer outro indivíduo da espécie humana que se encontra privado dessas características? A noção antropológico-científica de pessoa

17 Somente por meio da ascrição, isto é, pela "atribuição de certa dignidade pessoal, outorgada criteriosamente, a seres que julgamos merecedores dela, pela proximidade que intuímos desfrutar conosco, apesar do fato de eles não satisfazerem os critérios da definição clássica da pessoa, sujeito racional, livre, autônomo e responsável A noção antropológico-científica de pessoa

18 Dignidade

19 "No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade" Kant "No reino dos fins, tudo tem um preço ou uma dignidade. Quando uma coisa tem um preço, pode pôr-se, em vez dela, qualquer outra coisa como equivalente; mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalente, então ela tem dignidade" Kant Dignidade

20 Existe uma dimensão ética na existência humana, isto é, a pessoa existe enquanto pessoa somente quando é reconhecida por outras pessoas. O corpo não é o portador da dimensão ética, mas é a pessoa no seu corpo que é portadora desta dimensão. Para o corpo humano isolado, não há ética. Existe uma dimensão ética na existência humana, isto é, a pessoa existe enquanto pessoa somente quando é reconhecida por outras pessoas. O corpo não é o portador da dimensão ética, mas é a pessoa no seu corpo que é portadora desta dimensão. Para o corpo humano isolado, não há ética. Dignidade

21 É a consideração da pessoa humana como um fim em si mesma, digna de todo o respeito em razão de si mesma, Caso contrário, ficam abertas as portas às diversas saídas de molde funcional e utilitarista, que deixa o indivíduo à mercê da manipulação que o converte em objeto ou meio a ser usado por outros, não importa por quem nem para que fins. É a consideração da pessoa humana como um fim em si mesma, digna de todo o respeito em razão de si mesma, Caso contrário, ficam abertas as portas às diversas saídas de molde funcional e utilitarista, que deixa o indivíduo à mercê da manipulação que o converte em objeto ou meio a ser usado por outros, não importa por quem nem para que fins. Dignidade

22 Os comportamentos que mais nos indignificam são aqueles que cometemos contra a dignidade dos outros, sobretudo os mais débeis e vulneráveis. Nomeadamente as crianças, os idosos, os doentes, os excluídos por todas as razões, desde o poder econômico à falta de amor. Os comportamentos que mais nos indignificam são aqueles que cometemos contra a dignidade dos outros, sobretudo os mais débeis e vulneráveis. Nomeadamente as crianças, os idosos, os doentes, os excluídos por todas as razões, desde o poder econômico à falta de amor. Dignidade

23 Embora palavra de muitos significados, vamos entender dignidade como uma qualidade inerente a qualquer ser humano que a ele confere valor próprio e incalculável. A dignidade humana é o manto que confere direitos às pessoas, direitos estes que, em defesa da dignidade, devem ser respeitados e garantidos Embora palavra de muitos significados, vamos entender dignidade como uma qualidade inerente a qualquer ser humano que a ele confere valor próprio e incalculável. A dignidade humana é o manto que confere direitos às pessoas, direitos estes que, em defesa da dignidade, devem ser respeitados e garantidos Dignidade

24 A dignidade guarda estreita relação com a garantia dos direitos fundamentais. Sem que se reconheçam à pessoa humana os direitos fundamentais que lhe são inerentes, em verdade estar-se-á lhe negando a própria dignidade. Dignidade

25 Curiosamente, é na fragilidade da doença e da morte que pode residir a ofensa à dignidade. Na luta obstinada contra a doença e a morte muitas vezes agridem-se direitos em busca de uma cura que, em parte destes casos, não pode ser obtida. Curiosamente, é na fragilidade da doença e da morte que pode residir a ofensa à dignidade. Na luta obstinada contra a doença e a morte muitas vezes agridem-se direitos em busca de uma cura que, em parte destes casos, não pode ser obtida. Dignidade

26 David Roy, Diretor do Centro para Bioética do Instituto de Pesquisa Clínica de Montreal, traz a seguinte definição de morte com dignidade: David Roy, Diretor do Centro para Bioética do Instituto de Pesquisa Clínica de Montreal, traz a seguinte definição de morte com dignidade: Dignidade na morte

27 Morrer sem a dor que atormenta e inibe completamente a consciência das coisas e das outras pessoas Morrer sem a dor que atormenta e inibe completamente a consciência das coisas e das outras pessoas Dignidade na morte

28 Morrer em um ambiente digno de um ser humano que está vivendo suas últimas horas. O ambiente de um paciente que está morrendo deve dizer claramente que o drama técnico da medicina cedeu lugar ao drama humano de um ser humano único Morrer em um ambiente digno de um ser humano que está vivendo suas últimas horas. O ambiente de um paciente que está morrendo deve dizer claramente que o drama técnico da medicina cedeu lugar ao drama humano de um ser humano único Dignidade na morte

29 Morrer na presença de pessoas que sabem quando e como derrubar a máscara do profissional e relacionar- se com os outros simples e ricamente como um ser humano Morrer na presença de pessoas que sabem quando e como derrubar a máscara do profissional e relacionar- se com os outros simples e ricamente como um ser humano Dignidade na morte

30 Morrer sem o estardalhaço da parafernália técnica, quando o importante é viver seus momentos restantes de vida tão plena, consciente e corajosamente quanto possível Morrer sem o estardalhaço da parafernália técnica, quando o importante é viver seus momentos restantes de vida tão plena, consciente e corajosamente quanto possível Dignidade na morte

31 E a rosa, justamente por ser rosa, viveu apenas o que vivem as rosas... E a rosa, justamente por ser rosa, viveu apenas o que vivem as rosas... Um pouco de reflexão


Carregar ppt "O conceito de pessoa é constantemente invocado no debate atual em ética aplicada e a razão para isso é que atribui-se à pessoa uma série de direitos morais."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google