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IV UNIDADE - HISTÓRIA CONTEÚDO PROGRAMÁTICO RENASCIMENTO E HUMANISMO AS MONARQUIAS NACIONAIS EUROPÉIAS OS ESTADOS MODERNOS E O ABSOLUTISMO REFORMA E CONTRA-

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2 IV UNIDADE - HISTÓRIA CONTEÚDO PROGRAMÁTICO RENASCIMENTO E HUMANISMO AS MONARQUIAS NACIONAIS EUROPÉIAS OS ESTADOS MODERNOS E O ABSOLUTISMO REFORMA E CONTRA- REFORMA PERIODIZAÇÃO IDADE MODERNA FIM DO IMPÉRIO BIZANTINO SURGIMENTO DO CAPITALISMO MERCANTIL AFIRMAÇÃO DO PODER ECONÔMICO DA BURGUESIA UNIFICAÇÃO DO PODER POLÍTICO DOS REIS – CRIAÇÃO DO ESTADO MODERNO REFORMA PROTESTANTE RENASCIMENTO COMERCIAL, CULTURAL E CIENTÍFICO

3 Lembre-se: Atividade 4 para responder e enviar/entregar até o dia 18/12/2008, no último slide.

4 UMA REVOLUÇÃO CHAMADA RENASCIMENTO SÉCULO XIV: RENOVAÇÃO CULTURAL DE FORTE INFLUÊNCIA GRECO-ROMANA, QUE REJEITAVA A CULTURA MEDIEVAL, PRESA AOS PADRÕES DA IGREJA CATÓLICA O RENASCIMENTO FOI A TRANSIÇÃO DA SOCIEDADE FEUDAL PARA A SOCIEDADE MODERNA RAÍZES DO RENASCIMENTO: CRESCIMENTO DAS CIDADES DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES INTELECTUAIS E ARTÍSTICAS NAS CIDADES MAIS RICAS RESSURGIMENTO DO COMÉRCIO: A BURGUESIA PASSA A ACUMULAR RIQUEZAS INOVAÇÕES TÉCNICAS: BÚSSOLA MAGNÉTICA, PÓLVORA, RELÓGIO MECÂNICO, IMPRENSA, ETC. CRÍTICA À VISÃO RESTRITA DA IGREJA ABSOLUTISMO CARACTERÍSTICAS DO RENASCIMENTO INDIVIDUALISMO: CAPACIDADE DO SER HUMANO DE FAZER ESCOLHAS LIVREMENTE RACIONALISMO: A RAZÃO COMO PRINCIPAL INSTRUMENTO PARA COMPREENDER O UNIVERSO E A NATUREZA – O QUE IMPULSIONOU O CONHECIMENTO NAS ÁREAS DA: ASTRONOMIA, MATEMÁTICA, FÍSICA, MEDICINA, LITERATURA, GEOMETRIA, PINTURA, ARQUITETURA, ENGENHARIA, FILOSOFIA, FÍSICA ETC. HUMANISMO:O SER HUMANO É O CENTRO DAS PREOCUPAÇÕES E INDAGAÇÕES, POIS É OBRA SUPREMA DE DEUS (ANTROPOCENTRISMO) CLASSICISMO: VALORIZAÇÃO DA CULTURA GRECO-ROMANA ABAFADA PELA IDADE DAS TREVAS JUSTIFICAVAM O GOVERNO CENTRALIZADO ATRAVÉS DE IDÉIAS COMO O DIREITO DIVINO DOS REIS HEDONISMO: VALORIZAÇÃO DO CORPO E DOS PRAZERES TERRENOS E ESPIRITUAIS NATURALISMO: ESTIMULOU O DOMÍNIO DO HOMEM SOBRE A NATUREZA

5 O Renascimento Renascença Italiana foi como ficou conhecida a fase de abertura do Renascimento, um período de grandes mudanças e conquistas culturais que ocorreram na Europa, entre o século XV e o século XVI. Este período marca a transição entre a Idade Média e a Idade Moderna. Surgem novos conceitos ligados ao Humanismo, Naturalismo e Classicismo.

6 Quais as razões para ser na Itália? A Itália reunia, no século XV, condições que favoreciam o desenvolvimento cultural: - Era constituída por Estados autónomos. Entre eles estabeleceu-se uma verdadeira rivalidade: todos pretendiam ter os mais belos palácios e igrejas, os artistas e os pensadores mais célebres. - Abundam na Itália os vestígios da arte greco- romana que viria a inspirar numerosos artistas. Por sua vez, as bibliotecas dos mosteiros guardavam cópias de muitas obras da Antiguidade, que os intelectuais estudavam. - Muitas cidades italianas tinham se tornado centros de comércio. Graças a essa prosperidade, os grandes senhores nobres e eclesiásticos e os ricos burgueses apoiavam os escritores e os artistas. Estados italianos no Renascimento

7 Centro do Renascimento A referência inicial é centrada na zona da Toscana, nas cidades de Florença e Siena. Espalhou-se depois para o sul, tendo um impacto muito significativo sobre Roma, que foi praticamente reconstruída. Espalhou-se depois para o resto da Europa. Vista de Florença, dita de la Catena, Museu de Florença,

8 Florença, o berço do Renascimento Florença era umas das mais prósperas cidades italianas. Os negociantes e financeiros, apreciadores das belas artes, criaram à sua volta um ambiente favorável aos artistas. Entre as famílias mais ricas de Florença contavam-se os Médicis, que acabaram por controlar o governo da cidade e tornar-se mecenas generosos. Sob o seu governo, Florença transformou-se na capital das artes: ali trabalharam inúmeros arquitetos, escultores e pintores famosos.

9 Os mais importantes Surgiram os nomes mais destacados do Renascimento e que influenciaram toda a obra ocidental posterior: Leonardo da Vinci ( ) e Miguel Ângelo ( ). Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e cientista, Leonardo da Vinci foi importante, principalmente, na pintura onde introduziu o conceito de perspectiva atmosférica. Michelangelo, pintor, escultor, arquiteto e poeta, transformou-se em um dos maiores criadores que o mundo já conheceu.

10 CRISE DO FEUDALISMO : FORMAÇÃO DO ESTADO MODERNO IDADE MÉDIA: PODER DESCENTRALIZADO / SENHOR FEUDAL CRISE NA EUROPA OCIDENTAL NO FIM DA IDADE MÉDIA: GUERRAS, FOME, PESTE, ENRIQUECIMENTO DA BURGUESIA ALIANÇA BURGUESIA MERCANTIL E FINANCEIRA (COMERCIANTES E BANQUEIROS) COM OS REIS Os reis queriam mais poder pra si, a burguesia reivindicava segurança e liberdade para seus negócios, os senhores feudais se negavam a renunciar seus privilégios, a Igreja lutava para manter a posição que havia conquistado desde a Idade Média. Para fortalecer seu poder, o rei jogava com esses interesses, favorecendo ora um, ora outro entre diversos grupos sociais. Com o apoio financeiro da burguesia, o rei pôde formar uma burocracia personalizada a favor do Estado, justificou e legitimou o seu poder absoluto utilizando o Direito Romano e o apoio intelectual de juristas de formação universitária, formou exércitos permanentes, dispensando a nobreza dos laços de vassalagem e suserania, e, aos poucos, impôs sua autoridade sobre territórios cada vez mais vastos, fixando fronteiras. Dentro desses novos limites, prevaleceram idiomas oficiais e a cobrança de tributos assim como o controle da justiça também ficaram nas mãos do monarca.

11 O ESTADO MODERNO NA FRANÇA, INGLATERRA, ESPANHA E PORTUGAL ESTADOS MODERNOS FRANÇAINGLATERRAESPANHAPORTUGAL PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS GUERRA DOS CEM ANOS: FRANÇA X INGLATERRA (FRANÇA: AFASTAR FLANDRES DO CONTROLE INGLÊS / INGLATERRA: REIVINDICAVA A SUCESSÃO DO TRONO FRANCÊS) CONSEQUÊNCIA DA GUERRA, A FRANÇA PASSOU A TER UM EXÉRCITO PERMANENTE E UM IMPOSTO DESTINADO A GARANTIR A MANUTENÇÃO DA FORÇA ARMADA IDIOMA FRANCÊS NORMANDOS: FEUDALISMO CENTRALIZADO RELAÇÕES CONFLITUOSAS ENTRE REI, NOBREZA E IGREJA 1258: PARLAMENTO PARA TAMBÉM LIMITAR O PODER DA NOBREZA E DO CLERO O REI PROMOVEU O INGRESSO DA BURGUESIA NO PARLAMENTO: CÂMARAS: DOS COMUNS / DOS LORDES GUERRA DAS DUAS ROSAS: YORK X LANCASTER – TUDOR HENRIQUE VII IGREJA ANGLICANA RECONQUISTA: EXPULSÃO DOS ÁRABES MUÇULMANOS DA PENÍNSULA IBÉRICA: REINOS CRISTÃOS DE LEÃO, ARAGÃO E CASTELA CASAMENTO DE FERNANDO DE ARAGÃO E ISABEL DE CASTELA REINO CATÓLICO, A COROA IMPÔS A CONVERSÃO OU O ABANDONO DO REINO AOS JUDEUS FORTALECIMENTO DA ESPANHA: EXPEDIÇÃO DE COLOMBO À AMÉRICA CONDATO PORTUCALENSE LIGADO POR LAÇOS DE VASSALAGEM AO REINO DE LEÃO E CASTELA HENRIQUE DE BORGONHA AUTOPROCLAMOU- SE REI DE PORTUGAL, TORNANDO-O REINO INDEPENDENTE CORTES GERAIS: FAMÍLIA REAL, CLERO E NOBREZA REVOLUÇÃO DE AVIS: D. JOÃO I APOIADO PELA BURGUESIA E POLO POVO EXPANSÃO MARÍTIMA

12 Na Baixa Idade Média (séculos XI a XV), a ampliação do comércio levou a recém-formada burguesia a se sentir tolhida em suas ambições. A economia urbana não mais atendia à demanda a se fazia necessário a formação de um mercado nacional liberto dos entraves feudais. Tal necessidade levou a burguesia a apoiar a realeza em suas pretensões centralizadoras contra a poderosa nobreza feudal possuidora de privilégios seculares. A grande crise feudal dos séculos XIV e XV e a crescente riqueza móvel enfraqueciam progressivamente a nobreza feudal, apoiada na riqueza fundiária. A ORIGEM DO ABSOLUTISMO

13 Tudo isso acelerou o processo de concentração de poderes em mãos dos Reis que, além do apoio político e material da burguesia, ansiosa de privilégios, contou com a justificação teórica da obra dos legistas burgueses, baseados no revigorado Direito Romano, possibilitando a constituição legal do edifício político-administrativo do Estado Nacional Moderno. Nesse longo e desigual processo, a primeira fase foi de centralização político-administrativa. Em uma segunda etapa, ou mesmo paralelamente, encontramos a tendência ao absolutismo: O rei recebia seus poderes pela graça divina. A Monarquia Absoluta de direito divino é o traço marcante da Era Pré- Capitalista, usualmente chamada de Idade Moderna. "

14 Como vimos, no sistema feudal predominavam as relações servis de produção. No capitalismo, definem-se as relações assalariadas de produção; há a nítida separação entre aqueles que detêm os meios de produção e os que apenas possuem de seu a força de trabalho. Além desse elemento essencial, o capitalismo também se caracteriza pela produção destinada ao mercado, pelas trocas monetárias, pela organização racional e sistemática do trabalho e pelo espírito de lucro. Dos fins da Idade Média até hoje, a sociedade capitalista passo, por quatro fases bem distintas: Pré-Capitalismo Capitalismo Comercial Capitalismo Industrial Capitalismo Monopolista-Financeiro Feudalismo X Capitalismo

15 QUARTO DE LUÍS XIV, DA FRANÇA

16 Luís XIV

17 FAMÍLIA DO REI CARLOS IV, DAESPANHA

18 BARROCO DORMITÓRIO REAL NO PALÁCIO DE VERSALHES

19 Retrato de um artista anônimo do rei D. Sebastião em 1565, quando tinha 11 anos. A sua cruzada contra os muçulmanos de Marrocos levou a uma crise no trono português que acaba por levar à União Ibérica.

20 Joana D'arc é uma destas grandes figuras históricas cujo retrato é sempre fiel à sua imagel real. Ela foi responsável por grandes vitórias dos franceses na Guerra dos Cem anos ( ). Esta Joana de aspecto solene, retratada por um artista anônimo franco-flamenco, aparece num livro de poemas manuscrito por Carlos de Orleães.

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27 Leonardo da Vinci Dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.

28 Botticelli - os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.

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32 Michelangelo Entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é a criação do homem. PIETÁ 1498

33 DAVI 1501

34 ESTUDO DE CABEÇA FEMININA

35 CRIAÇÃO DE EVA

36 Teto da Capela Sistina, Michelangelo

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38 Rafael Sanzio Suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de Madonas. Ressureição Ressureição

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48 A dúvida de São Tomé, Caravaggio

49 A êxtase de Santa Teresa Bernini

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51 MAPA DA EUROPA

52 Reforma Religiosa O que foi a Reforma Religiosa? No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa. Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso. No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo que as mudanças na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia. Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem empreendedor e ao justificar a busca do lucro, sempre condenado pela igreja católica.

53 Os fatores que desencadearam a Reforma: Uma das causas importantes da Reforma foi o humanismo evangelista, crítico da Igreja da época. A Igreja havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. No século XVI, o catolicismo era uma religião de pompa, luxo e ociosidade. Surgiram críticas em livros como o Elogio da Loucura (1509), de Erasmo de Rotterdam, que se transformaram na base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a igreja católica. Durante o papado de Leão X ( ) surgiu o movimento reformista, que levaria à divisão do Cristianismo na Europa. Moralmente, a Igreja estava em decadência: preocupava-se mais com as questões políticas e econômicas do que com as questões religiosas. Para aumentar ainda mais suas riquezas, a Igreja recorria a qualquer subterfúgio, como, por exemplo, a venda de cargos eclesiásticos, venda de relíquias e, principalmente, a venda das famosas indulgências, que foram a causa imediata da crítica de Lutero. O papado garantia que cada cristão pecador poderia comprar o perdão da Igreja. A formação das monarquias nacionais trouxe consigo um sentimento de nacionalidade às pessoas que habitavam uma mesma região, sentimento este desconhecido na Europa feudal, Esse fato motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a ser mais importantes.

54 MARTIN LUTERO

55 Outro fator muito importante, ligado ao anterior, foi a ascensão da burguesia, que, além do papel decisivo que representou na formação das monarquias nacionais e no pensamento humanista, foi fundamental na Reforma religiosa. Ora, na ideologia católica, a única forma de riqueza era a terra; o dinheiro, o comércio e as atividades bancárias eram práticas pecaminosas; trabalhar pela obtenção do lucro, que é a essência do capital, era pecado. A burguesia precisava, portanto, de uma nova religião, que justificasse seu amor pelo dinheiro e incentivasse as atividades ligadas ao comércio. A doutrina protestante, criada pela Reforma, satisfazia plenamente os anseios desta nova classe, pois pregava o acúmulo de capital como forma de obtenção do paraíso celestial. Assim, grande parte da burguesia, ligada às atividades lucrativas, aderiu ao movimento reformista.

56 Por que a Reforma começou na Alemanha? No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhia impostos em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses. A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportação de vidro, de metais e a indústria do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário.

57 Quem se opunha à igreja na Alemanha? A igreja católica alemã era muito rica. Seus maiores domínios se localizavam às margens do Reno, chamadas de caminho do clero, e eram estes territórios alemães que mais impostos rendiam à Igreja. A Igreja era sempre associada a tudo que estivesse ligado ao feudalismo. Por isso, a burguesia via a Igreja como inimiga. Os anseios da burguesia eram de uma Igreja que gastasse menos, que absorvesse menos impostos e, principalmente, que não condenasse a prática de ganhar dinheiro. Os senhores feudais alemães estavam interessados nas imensas propriedades da Igreja e do clero alemão. Os pobres identificavam a Igreja com o sistema que os oprimia: o feudalismo. Isto porque ela representava mais um senhor feudal, a quem deviam muitos impostos. Às vésperas da Reforma, a luta de classes e política acabou assumindo uma forma religiosa. "

58 O papa Leão X, no centro, em pintura de Rafael Sanzio, de Durante o seu papado ( ) surgiu o movimento reformista, que levaria à divisão do Cristianismo na Europa (Galeria delli Uffizi, Florença)

59 A REFORMA NA FRANÇA - O CALVINISMO Enquanto a Reforma luterana se disseminava pela Alemanha, os franceses tentavam elaborar uma reforma mais pacífica, orientada pelos humanistas. Mas os setores católicos conservadores, que dominavam a Universidade de Sorbone, impediram o trabalho dos humanistas, preparando terreno para uma reforma muito mais radical e intransigente, liderada por João Calvino. Calvino era ex-aluno da Universidade de Paris, nascido em 1509 de uma família pequeno- burguesa e estudioso de leis. Em 1531 aderiu às idéias reformistas, bastante difundidas nos meios cultos da França. Perseguido por causa de suas idéias, foi obrigado a fugir para a cidade de Basiléia, onde publicou, em a Instituição da Religião Cristã, definindo seu pensamento. Calvino, como Lutero, partia da salvação pela fé, mas suas conclusões eram bem mais radicais; o homem seria uma criatura miserável, corrompida e cheia de pecados; somente a fé poderia salvá- lo, embora essa salvação dependesse da vontade divina esta era a idéia da Predestinação.

60 JOÃO CALVINO

61 Calvino foi para a Suíça, estabelecendo-se em Genebra, em A Suíça já conhecia o movimento reformista através de Ulrich Zwinglio e era um lugar propício para Calvino desenvolver suas idéias. Mas o fator principal para a difusão do calvinismo na Suíça foi a concentração, nesta região, de um número razoável de comerciantes burgueses, desejosos de uma doutrina que justificasse suas atividades lucrativas. Calvino transformou-se num verdadeiro ditador político, religioso e moral de Genebra. Formou um consistório (espécie de assembléia), composto por pastores e anciãos, que vigiava os costumes e administrava a cidade, inteiramente submetida à lei do evangelho. Eram proibidos o jogo a dinheiro, as danças, o teatro, o luxo. Calvino ofereceu uma doutrina adequada à burguesia capitalista, pois dizia que o homem provava sua fé e demonstrava sua predestinação através do sucesso material, do enriquecimento. Defendia o empréstimo de dinheiro a juros, considerava a pobreza como sinal do desfavor divino e valorizava o trabalho, o que ia ao encontro dos anseios da burguesia, que tinha no trabalho o elemento necessário para acumular o capital.

62 A DIFUSÃO DO CALVINISMO O calvinismo se difundiu na França, nos Países Baixos e na Escócia. Na França e nos Países Baixos sofreu resistência, mas na Escócia foi adotado como religião oficial. Foi John Knox ( ) o introdutor do calvinismo na Escócia, e suas teorias foram rapidamente aceitas pela nobreza, interessada nas propriedades da igreja católica. Knox conseguiu que a religião católica fosse proibida pelo Parlamento escocês. A igreja escocesa foi organizada segundo o modelo da Igreja de Genebra e recebeu o nome de igreja presbiteriana, devido ao papel desempenhado pelos mais velhos (presbysteroi, em grego). Na França, os huguenotes (calvinistas) envolveram-se nas sangrentas guerras de religião que marcaram as lutas políticas do país. "

63 Anglicanismo Na Inglaterra, a difusão da Reforma foi facilitada pela disputa pessoal entre o soberano, Henrique VIII, e o papa. Henrique VIII era católico, mas rompeu com o papa quando este se recusou a dissolver seu casamento com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado um filho homem. Ignorando a decisão papal, Henrique VIII casou-se, em 1533, com Ana Bolena, sendo excomungado pelo papa Clemente VII. O soberano encontrava assim uma justificativa para impedir que o poder da Igreja ofuscasse a autoridade de um rei absolutista. Além do mais, os bens da Igreja passaram para as mãos da nobreza, que apoiava o rei. Desta forma, as propriedades da nobreza aumentaram, facilitando a nova atividade econômica de produção de lã, que era procurada pelas manufaturas de tecidos. A oficialização do rompimento entre Henrique VIII e o papado deu-se quando o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que, em 1534, colocou a Igreja sob a autoridade real: nascia a igreja anglicana.

64 Rei é o chefe supremo da Igreja da Inglaterra (...) Nesta qualidade, o Rei tem todo o poder de reprimir, corrigir erros, heresias, abusos (...) que sejam ou possam ser formados legalmente por autoridade espiritual" (Ato de Supremacia, 1534) Pelo Ato dos Seis Artigos, assinado em 1539, Henrique VIII mantinha todos os dogmas católicos, exceto o da autoridade papal. Esta dubiedade foi atacada tanto por protestantes como por católicos: os protestantes reprovavam a fidelidade aos dogmas católicos, e os católicos reprovavam o cisma. Eduardo VI, filho e sucessor de Henrique VIII, impôs ao país a obrigatoriedade do culto calvinista. Maria Tudor, sua sucessora, tentou, sem sucesso, restaurar o catolicismo. Com a morte de Maria Tudor, subiu ao trono Elizabeth I ( ), que instituiu oficialmente a religião anglicana, através de dois atos famosos: o Bill da Uniformidade, que criava a liturgia anglicana, e o Rui dos 39 Artigos, que fundamentava a fé anglicana. "

65 ABERTURA DO PARLAMENTO PELA RAINHA ELIZABETH I

66 Contra-reforma ou Reforma Católica A situação da igreja católica, em meados do século XVI, era bastante difícil: ela perdera metade da Alemanha, toda a Inglaterra e os países escandinavos; estava em recuo na França, nos Países Baixos, na Áustria, na Boêmia e na Hungria. A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma barreira colocada pela Igreja contra a crescente onda do protestantismo. Para enfrentar as novas doutrinas, a igreja católica lançou mão de uma arma muito antiga: a Inquisição. Percebendo que os livros e impressos tinham sido muito importantes para a difusão da ideologia protestante, o papado instituiu, em 1564, o Index Librorum Prohibitorum, uma lista de livros elaborada pelo Santo Ofício, cuja leitura era proibida aos fiéis católicos. Estas duas medidas (a Inquisição e o Index) detiveram o avanço do protestantismo, principalmente na Itália, na Espanha e em Portugal.

67 a contra-reforma Para remediar os abusos da Igreja e definir com clareza sua doutrina, organizou-se o Concilio de Trento ( ). O Concilio tomou uma série de medidas, entre as quais citamos: Organizou a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar- se em seminários. Não poderiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos. Estabeleceu que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja; apenas esta estava autorizada a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto da Virgem Maria e das imagens. Reafirmava a infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação. A conseqüência mais importante deste Concilio foi o fortalecimento da autoridade do papa, que, a partir de então, passou a ter a palavra final sobre os dogmas defendidos pela igreja católica.

68 CONSEQUÊNCIAS A partir da Contra-Reforma surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola em Os jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.

69 O Tribunal da Inquisição foi muito poderoso na Europa nos séculos XIII e XIV, No decorrer do século XV, porém, perdeu sua força. Entretanto, em 1542 este tribunal foi reativado para julgar e perseguir indivíduos acusados de praticar ou difundir as novas doutrinas protestantes. Morte na fogueira de Savonarola, 1498

70 A Igreja perdia adeptos e assistia à contestação e rejeição de seus dogmas, mas demostrou no Concílio de Trento que ainda era muito poderosa e tinha capacidade de reação.

71 PAPA LEÃO X A IGREJA CATÓLICA NÃO ACEITOU COM FACILIDADE A EXPANSÃO DAS NOVAS RELIGIÕES

72 ATIVIDADE Nº 4 – iv unidade 1. Salve esse material em seu computador, para eventuais consultas e/ou estudo; 2. Responda as questões correspondentes ao seu grupo; 3. Responda a atividade em Office Word, preenchendo a capa com a sua turma, a tabela com os nomes dos componentes, o gabarito e a folha de redação. Não delete nada, apenas preencha e salve; 4. Envie até o dia 18/12/2008 para o indicado; 5. Qualquer dúvida, poste um comentário no blog, deixe mensagem instantânea no endereço do , via MSN ou esclareça pessoalmente em sala de aula, lembrando que a partir do dia 12/12 (dia da prova de História) as aulas serão dadas sem seguir horário. ARQUIVO OFFICE WORD - ARMAZENADO NO 4SHARED.COM


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